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A Candidata: Episódio 6 – Poder (Últimos episódios)

POR: LUNA ARAÚJO

*

O rosto ensanguentado e deformado de Henrique estendia a mão para Antônia, suplicando por ajuda. Atrás dele, um homem ergueu um bastão de madeira para lhe dar mais um golpe. Antônia assistia a cena petrificada. O assassino a encarou.

Ela seria a próxima.

Antônia acordou, desesperada, em sua cama na casa colonial da família Pinheiro. Ela suava frio e suas extremidades estavam congeladas. O horror da cena realística do seu sonho lhe causou enjoo. Henrique já havia sido enterrado há uma semana, a sua memória se fora junto com ele.

Ela se esticou para pegar o celular na cômoda, ao lado da cama. 2h47min da madrugada. Por regras do Coronel, o Wi-Fi da casa era desligado sempre às 22h, o horário de dormir. Antônia pôs os pés no chão e calçou as sandálias. Sua garganta estava seca e ela precisava de um copo d’água.

Ao retornar para a cama, não demorou muito para pegar no sono. E, novamente, sonhar. Dessa vez, Antônia estava sendo molhada com litros de gasolina pelo Homem do Fogo, que a olhou sorrindo e atirou um fósforo em chamas na direção dela.

Antônia despertou suando, assustada. O Homem do Fogo provavelmente já estava morto. Ela não conseguiu entender por que um serial killer dos anos 1990 assombrava o seu sonho. Tudo bem, sua infância fora marcada pelo medo constante de ser uma das vítimas, mas, tanto tempo já havia se passado, Antônia sequer lembrava desse episódio da pequena cidade de Timbaúba fora do mundo onírico. Vagamente, suas lembranças traziam à tona o medo e o terror de ser queimada viva enquanto dormia por um sádico maníaco assassino.

Perdera o sono. Dois pesadelos seguidos tinham se tornado a sua realidade desde o dia em que saíra do cemitério após o enterro de Henrique. Pegou um cigarro na gaveta da cômoda e foi fumar do lado de fora, tomando cuidado para não acordar ninguém.

A noite estava fria. O céu, nublado e a lua nova. Um vento gélido balançava as folhas da copa das árvores e fez o corpo de Antônia se encolher. Queria que Álvaro estivesse ali esquentando-a. Seu corpo forte a protegendo dos pesadelos, dos espíritos vingativos, do destino que seu Sobrenome lhe reservava. Pensou em ligar para ele, mas, já estava muito tarde e ela não queria parecer desesperada. Talvez até ele estivesse dormindo com outra. Esquentando o corpo de outra mulher, que se derretia e explodia como fogos de artifício ao tocar no corpo dele. Outra mulher que se sentia protegida aninhada nos braços de Álvaro.

Uma profusão de ciúmes abalou o corpo de Antônia e ela tratou de afastar aquele sentimento. Eles se conheciam há pouco tempo e Álvaro não demonstrara nenhum interesse especial nela, como se pretendesse solidificar o relacionamento. De qualquer maneira, ela não queria afundar ninguém em sua família, transformar outra pessoa em um fantoche do Coronel Juca Ferreira.

Começou a chover. Quando criança, Antônia adorava tomar banho de chuva com Jurema. As duas pulavam nas poças de lama, ficavam encharcadas. Ela se surpreendeu por um instante: chuva não era muito comum por ali. E o tempo logo voltou a estiar.

Seu cigarro chegou ao fim e lhe queimou a ponta dos dedos. Antônia deu um gemido e jogou a bituca no chão, pisando-a para apagar a brasa.

Socorro!

O grito veio de algum ponto de dentro da casa. O corpo de Antônia ficou em alerta, atento a qualquer movimento ou barulho que acusasse a presença de alguém. Mas, a casa voltou a ficar em silêncio e ninguém apareceu. Provavelmente a imaginação de Antônia estava lhe pregando mais uma peça. Ela já estava fechando a porta quando ouviu outro grito.

Socorro! Ele vai me matar!

Antônia estremeceu e seu corpo congelou, sua mão permanecera na maçaneta. A voz vinha exatamente de trás dela. Um movimento com a cabeça e ela via quem estava pedindo ajuda. Mas ela não queria ver.

Por favor, me socorre!

A respiração dela se tornou pesada, como se estivesse se afogando. Ela podia ouvir o sangue correndo em suas veias e o sentia coração taquicardíaco bater na garganta.

Sua visão escureceu.

A última coisa que ela se lembrou foi de perder o controle do corpo e desabar no chão.

Era a terceira noite em claro de Camila. Seu corpo parecia consumir um estoque ilimitado de energia. Entretanto, não havia disposição. Ela estava há três dias na cama, sobrevivendo a base de achocolatado e batata palha que a camareira lhe trazia no horário das refeições. E se sentia culpada por não estar produzindo, ela tinha muito o que produzir, afinal, um homicídio político acontecera uma semana atrás. Não podia ser melhor para os seus objetivos.

Mas o homicídio político só aconteceu porque ela não foi capaz de agir. Se questionara várias vezes se ela tinha ficado calada por causa da sua ambição ou foi o medo que lhe impedira de tomar uma atitude.

Ela não sabia responder. Ou sabia a resposta e temia a verdade. Seria Camila Gonçalves uma mulher tão fria e egoísta a ponto de permitir que uma pessoa seja assassinada para que ela realize seus sonhos?

O rapaz estava morto.

E ela se sentia tão culpada quanto o assassino.

– Eu não estou com paciência para conversar com você agora, Laurinda!

Jurema foi firme. Forte. Era preciso, mais do que nunca, manter a mãe fora do seu universo. A morte de Henrique e a sua candidatura como deputada federal exigiam muito dela e Laurinda sugaria a sua energia restante se ela permitisse.

– Filha, nós não conversamos há anos! – implorou Laurinda. – Eu sou a sua mãe, Jurema. Deveria ser o seu porto seguro para te acalmar de toda essa tempestade.

– Deveria, disse bem – debochou Jurema, tornando-se séria logo em seguida. – Depois que o meu pai morreu, você se tornou uma pessoa fria, distante, deixou de ser a minha mãe.

– E o Coronel Juca está ocupando o meu espaço? – Laurinda retrucou.

– Ele é o pai que Deus me deu e que cuida de mim como a senhora nunca cuidou ou se deu ao trabalho!

– Assassinando pessoas inocentes? É assim que ele cuida de você? Sendo implacável, sanguinário, jogando para escanteio qualquer um que ouse manifestar a sua própria opinião?

– Todos sabem que o meu avô nunca cometeu um crime!

– Claro que não! Ele paga para fazerem o serviço sujo por ele.

O semblante de desgosto de Jurema atingiu em cheio o peito sofrido de Laurinda.

– Não ouse ofender o meu avô! – gritou a prefeita.

– Eu sei, minha filha, o quanto deve ser difícil para você enxergar o Coronel como ele realmente é. Vai doer, vai ser incômodo, mas, você precisa ver a verdade. O Juca é cruel, desumano, perverso! Ele assassinou o seu pai, Jurema! Ele – frisou Laurinda, tentando controlar o nó que insistia em fechar a sua garganta – ele é o único culpado pela loucura da Salete e agora está te arrastando para o buraco dele. E isso é só o que ele fez pela família!

– A senhora realmente acha que ninguém nunca teria desconfiado que o meu avô é um maníaco repulsivo e inescrupuloso se tudo isso fosse verdade, Laurinda?

Laurinda segurou a ponta do xale com os dedos. Na cozinha, a chaleira começou a apitar.

– Ele tem poder, filha. Poder comprar o silêncio e a lealdade de quem ele quiser.

– Me enche de desgosto ouvir essas coisas vindas de você, Laurinda.

Jurema pegou a sua bolsa, em cima do sofá, e saiu. A chaleira continuava a apitar na cozinha. Na sala oval, com papel de parede amadeirado e com a decoração ainda original, do século XIX, Laurinda sentiu um torpor. Sua filha a odiava, não a considerava como sua mãe. Em partes, ela se sentia culpada por isso: se afastou da filha após a morte do marido e abriu espaço para o Coronel preencher o vazio que a falta de uma mãe e de um pai causaram em Jurema.

Ela procurou o sofá com as mãos e sentou-se. O mundo girava em torno dela. Pontos pretos espocavam em sua visão. A sua tristeza tinha gosto de metal e de sangue. Era como se uma garra arranhasse a sua garganta. Laurinda queria gritar. Queria praguejar e amaldiçoar todas as próximas gerações da família Pinheiro. Queria forçar Jurema a enxergar a forma monstruosamente real do avô.

A chaleira continuava a chiar na cozinha. Laurinda lembrou-se e foi até o fogão para desliga-lo. Pegou uma xícara de porcelana com detalhes dourados, a sua preferida, e despejou a mistura amarelo-esverdeada do chá de camomila. Bebeu-a em um só gole, queria afastar o gosto de metal e de sangue da boca. Não conseguiu. Enquanto a tristeza morasse em seu peito, aquele sabor não iria embora.

O vulto de Salete, que ela enxergou pelo canto do olho, a assustou. Laurinda pôs a xícara na pia e se virou para a ex-cunhada.

– Um dia você ainda me mata do coração, Salete.

Salete sentou-se em uma das cadeiras de madeira que ficavam em volta da enorme mesa de jantar de jacarandá da cozinha.

– Acabei de tomar meu chá, quer um pouco?

Laurinda não esperou que Salete assentisse para começar a preparar mais chá.

– Sabe, eu acho incrível como o seu pai consegue cegar a Jurema para que ela não veja quem ele é de verdade – Laurinda terminou de encher a chaleira e a pôs sobre o fogão, riscou um fósforo e acendeu a boca do canto esquerdo. – Parece coisa de outro mundo, Salete. Ela é a única que se nega a acreditar que o Coronel é um assassino, ou pelo menos o mandante de vários assassinatos.

Salete apoiou o cotovelo sobre a mesa e fitou Laurinda.

– Você tem razão, talvez a Jurema não se deixe enxergar a verdade porque tem medo – Laurinda pegou os sachês de chá de camomila no armário. – Eu disse isso a ela agora a pouco. Não adiantou. Nunca adianta.

Laurinda se recostou na pia.

– Amanhã faz treze anos que o meu Edmar se foi, acho que a Jurema nem deve lembrar – continuou. – Eu não a culpo. A morte daquele rapaz, as eleições, ela deve estar muitíssimo ocupada, sim senhor, para lembrar de quem já se foi – Laurinda piscou os olhos para impedir-se de chorar. – Mas eu lembro, Salete. Eu sei que você não gosta de sair e tudo mais, porém, eu gostaria que você me acompanhasse amanhã até o túmulo do Edmar. Mandei fazer um buquê de rosas amarelas, a cor preferida dele – ela sorriu. – Vou colocar amanhã e rezar um pouco. Deus já deve tê-lo levado para um lugar melhor, longe do próprio pai, mas, não custa nada pedir, não é?

Salete hesitou um pouco e balançou a cabeça em concordância.

– Obrigada – disse Laurinda. – No fim das contas, você é a única amiga que eu tenho nessa vida. E olha que a gente não se bicava logo que eu vim morar aqui.

A chaleira começou a chiar. Laurinda serviu a si e a Salete e bebeu seu chá em silêncio. Seu pensamento estava em Edmar, em seu marido que se foi tão precocemente. A saudade apertou em seu peito e aumentou o gosto de metal e de sangue em sua boca.

Não era muito comum ver Laurinda, e muito menos Salete, caminhando pelas ruas de Timbaúba. Ao ver Laurinda trajando um vestido preto e com o semblante fechado, algumas pessoas lhe lançavam um olhar de solidariedade, pois sabiam o propósito dela.

A morte de Edmar chocou toda a cidade. Prefeito da cidade, a filha eleita como vereadora, a primeira-dama cumprindo seu papel. Ninguém poderia imaginar que um acidente tiraria a vida do jovem Edmar. As ruas se encheram de pessoas vestindo a cor do luto, os bares cheios de homens bebendo pela vida do prefeito, as casas com velas acesas nos altares do santo protetor. Viam em Edmar uma perspectiva de prosperidade, ninguém acreditava que ele fosse como o pai, seu sorriso conquistava e suas palavras certeiras e sempre afáveis esquentavam corações.

Três dias de luto na cidade. Uma vida de luto para Laurinda. Salete ainda se lembrava do grito de dor, um urro animalesco, que a cunhada dera ao saber, pelo Coronel, que o marido estava morto. Se lembrava que ela tentou manter a sanidade durante o velório e o cotejo, chorando na medida certa, cumprimentando aqueles que iam até ela com um discurso de viúva que aceitara a morte do amado. No fundo, Salete sentiu pena dela. Queria confortá-la, abraçá-la. Mas como, se Salete já havia perdido todo o amor que vivia em seu coração? Se contentou em ser uma amiga confidente, fiel, alguém com quem Laurinda pudesse contar.

As duas entraram no cemitério de Timbaúba e percorreram a fileira de mausoléus em direção ao de Edmar, mas, antes de chegarem, algo chamou a atenção de Laurinda e ela desviou do seu objetivo. Salete a seguiu.

Era o túmulo de Henrique, enfeitado com diversas cores de rosas, com imagens de santos, com cartazes desejando justiça e pedindo a diversas divindades que o protegessem.

– No fundo, as pessoas sabem a verdade, Salete – disse Laurinda. – O dinheiro pode comprar a sensação de fidelidade para o Coronel, mas não a real fidelidade das pessoas.

Laurinda retirou uma rosa amarela do buquê que encomendara para o túmulo do seu marido e o colocou sob a pedra de mármore que fechava o mausoléu de Henrique. As duas fizeram o sinal da cruz e observaram a foto do garoto, fixada em sua lápide, por um instante.

Seguiram para o mausoléu de Edmar. Laurinda, como seu último ato de esposa, escolheu pessoalmente os detalhes: mármore preta, uma citação de Jorge Amado – o escritor predileto do marido – como epitáfio e a foto da lápide, a mesma que aparecia nas urnas quando ele recebia um voto. Ao vê-la, Laurinda deixou que as lágrimas rolassem pelo seu rosto.

A lembrança de Edmar, da última vez que ela o veria, ocupou sua memória: ele a avisou que precisaria ir à Barreiras para uma reunião com algum secretário do governo estadual e que, à noite, quando voltasse, eles iriam jantar fora. Deu-lhe um beijo e disse que a amava. Partiu. Para sempre. Laurinda se sentia reconfortada porque o laudo da perícia confirmara que Edmar morreu com o impacto do seu carro na traseira de um caminhão sem sentir dor.

Salete pôs a mão no ombro de Laurinda. Sua lembrança mais feliz com o irmão era de quando, na infância, os dois brincavam de pique-esconde no quintal de casa. O sorriso do irmão era contagiante, já naquela época. Depois de brincarem a tarde toda, os dois iam para a cozinha beber limonada gelada que Geralda – ainda não havia se tornado a Velha Geralda – preparava todas as tardes. Como Salete queria voltar para aquela época e morar lá. O irmão vivo. Sem lembranças da atrocidade que lhe acontecera vinte e poucos anos depois. Seria feliz e, quem sabe, poderia voltar a falar.

– Eu também sinto falta dele, Salete. Todos os dias, o tempo todo – lamentou Laurinda. – E gosto de pensar que ele sempre está ao meu lado, mesmo nos momentos mais difíceis. E que, um dia, eu irei me juntar a ele na eternidade.

Salete abaixou o olhar e, em seu pensamento, rezou dois Pai-Nosso e duas Ave-Maria pela alma do irmão. Laurinda pôs o buquê de rosas sobre o mausoléu.

– Sua morte não será esquecida, meu amor – disse. – Você nunca será esquecido.

Laurinda limpou o rosto com as costas das mãos. Respirou fundo. Olhou para Salete, que também chorava. Segurou a mão fina da ex-cunhada.

– Ele também está sempre ao seu lado, Salete. O Edmar nos amava mais do que tudo em sua breve vida e continua nos amando onde quer que ele esteja.

Salete assentiu. Puxou um lencinho rendado branco da sua bolsinha e secou os olhos e o nariz. Tornou a guarda-lo.

– Vamos? – disse Laurinda.

As duas foram caminhando em direção a saída do cemitério. Poderiam ser pessoas completamente diferentes, mas, naquele momento o pensamento das duas era o mesmo.

– Eu fico feliz que você esteja se sentindo bem o suficiente para retornar ao trabalho, Miguel – Jurema segurou o marqueteiro pelos ombros. – Não consigo dimensionar a sua dor, mas, saiba que estamos aqui para te apoiar.

Silvero concordou.

– Somos mais do que seus colegas de trabalho, somos seus amigos – disse o vice-prefeito.

Miguel não sabia o que falar. Só não queria mais continuar sendo lembrado o tempo todo que o filho estava morto, porque a sua culpa aumentava a cada vez que ele ouvia alguém falar em Henrique.

– Podemos retomar o nosso trabalho, então – atalhou Camila ao notar o desconforto do marqueteiro.

– Sim! Estamos a pouco tempo do horário eleitoral e a Camila me deu a ótima ideia de gravar vídeos para as redes sociais, porque, nós sabemos, o tempo de campanha na TV é ínfimo – disse Jurema.

– E a propaganda pela internet atinge um contingente maior de pessoas – explicou Camila. – Justamente o público que a Jurema precisa conquistar.

– Precisaremos de algum tipo de cineasta?

– Sim, Silvero, e essa será a sua próxima tarefa – disse Jurema. – Quero que você vá à Salvador ainda nessa semana para contratar profissionais de criação audiovisual.

– Eu conheço alguns – interveio Camila. – Fiz algumas disciplinas na graduação com um rapaz formado em cinema, Domingos de Carvalho, ele é diretor dos comerciais de algumas redes de supermercado da Bahia.

– Ótimo, ótimo! – Silvero se sentiu aliviado por não precisar fazer uma viagem tão longa de carro. – Você ainda tem contato com ele?

– Somos amigos – respondeu Camila. – Ele mora em Cachoeira, no Recôncavo, onde funciona a produtora dele.

– Ligue imediatamente – Jurema ordenou com gentileza. – Quero ele aqui assim que puder, pago a viagem dele, da equipe e o transporte dos instrumentos.

Camila fez uma cara mista de surpresa e aprovação.

– Com licença – disse a jornalista ao sair.

– Eu acho essa Camila interessada demais – foram as primeiras palavras de Miguel na reunião. – Até estranho.

– Coisa de jovem, Miguel. A garota se formou a pouco na universidade, quer mostrar que tem seu valor – Silvero respondeu sentando-se na cadeira em frente a poltrona de Jurema.

– Camila é um rosto necessário em nossa campanha – Jurema deu por finalizado o assunto.

Camila, no corredor, buscava o número de Domingos de Carvalho na agenda do seu celular quando algo na rua chamou a sua atenção. Ela se aproximou da janela de vidro para enxergar melhor.

Álvaro e Antônia, no carro seminovo dele, indo em direção à pousada.

Como eles haviam combinado.

POSTADO POR

Luna Araújo

Luna Araújo

Luna Araújo é um pseudônimo para escrever histórias que misturam mistério e ação, cujo objetivo é - tendo como pano de fundo algum acontecimento marcante - fazer um estudo da condição humana e da existência ou não de limites para nossos atos. É a autora de A CANDIDATA, minissérie exibida aqui na Cyber TV.

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