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A Cesareia – Episódio 2 (Inocente ou culpado?)

EPISÓDIO 2:
INOCENTE OU CULPADO?

CENA 1. EXT. PRAÇA CENTRAL. MEIO-DIA.


REI PETRUS II: 
Sábios cidadãos, à vossa esquerda encontra-se o fraco e insólito, Aquiles de Édipo e à vossa direita encontra-se o consistente e oportuno, Apolo de Édipo. Quem é o culpado?

O silêncio reina por alguns instantes. CLOSE em Apolo, angustiado. CLOSE em Aquiles, chorando. 

CONTINUAÇÃO DIRETA DO EPISÓDIO ANTERIOR:

A população aponta para Aquiles.
POPULAÇÃO (Gritando/Ensandecidos): Este é o culpado!
o rei descontente, os observa seriamente.
REI PETRUS II: Senhores! Não precipitem vosso veredito! Quem é o merecedor?
A população furiosa, aponta para Aquiles novamente.
POPULAÇÃO: Aquiles de Édipo! Aquiles de Édipo!
A população grita, furiosa. O rei acena para Urias. Aquiles chora, desesperado. Urias puxa Aquiles pelo braço. Apolo os observa, apreensivo.
AQUILES (Chorando/Desnorteado): Não sou culpado! Não! Eu não sou, Urias! Não!
Urias calado, leva-o. A população revoltada, cospe e bate em Aquiles durante a caminhada. Urias o protege, enquanto, segue. O rei olha para Apolo, furioso.
REI PETRUS II: Estás livre da masmorra mas não do furor do rei de Atenas. Venha comigo! Tenho algo em particular convosco.
O rei caminha lentamente. Apolo, angustiado, o segue.
CENA 2. INT. VIVENDA DE DIMITRI. SALA/CORREDOR. MEIO-DIA.

Melina grita desesperada. Leônidas espantada, estagna.
MELINA (Espantada/Chorando): Meu pai? Ah não! Meu pai não.
Melina corre em direção ao corredor. Dimitri escondido, olha para Melina. Melina confusa, mantém o choro.
DIMITRI (Sussurrando): Foge minha filha! Foge! Essa pena não é vossa.
Melina acena. Leônidas entra e observa Melina.
LEÔNIDAS: E então? Está morto?
Melina desesperada, corre sorrateiramente. Leônidas tenta segurá-la, porém, cai. Dimitri sai do corredor e fecha a porta.
LEÔNIDAS (Abismada/Revoltada): Desgraçado! Pérfido! Maldito!
Leônidas se levanta e desfere uma bofetada em Dimitri.
DIMITRI (Irônico): Não sejas inexorável, Leônidas.
LEÔNIDAS: Vosso sarcasmo será um deleite para o rei.
DIMITRI: Não permitiria que minha filha fosse levada por vós. Jamais! Posso ser desonrado mas ela não tem culpa.
Leônidas se recompõe.
LEÔNIDAS: Aproveite bem! Ainda hoje pedirei vossa cabeça ao rei e ele em sua benignidade me dará. Aguarde pela derrota, Dimitri, o que lhe resta é a derrota.
Leônidas sai. Dimitri preocupado, coça a cabeça.
CENA 3. INT. PALACIO. ALCOVA. MEIO-DIA.
Minerva pressiona o pescoço de Mirtes. CLOSE no rosto de Mirtes avermelhado. Mirtes esmurra a barriga de Minerva. Minerva desorientada cai.
MINERVA (Revoltada/Urrando de dor): Vais lastimar esse dia, Mirtes. Vai lastimar!
Mirtes corre. Minerva geme, enquanto, põe a mão na barriga. Agatha entra. Minerva assustada, se levanta.
AGATHA: O que há convosco? Só a vejo caída, andas mais relenta que as plebéias de Atenas.
MINERVA: Estou assolada por fortes dores. Entendes o desespero de vossa progenitora?
AGATHA: Tento! Deseja que chame a vóvó?
MINERVA: Não há necessidade! E tu? Sempre à minha procura. O que queres?
AGATHA: Fugiste do jantar. Não a vi à noite. Preocupas-me com tanta ausência, mamã.
MINERVA: E o que queres? Que eu me afunde nesse palácio? Preciso descansar minh´alma com ar puro.
AGATHA: Não a julgo. Apenas penso que estás retardando nossa prosa com o rei. (Corrige/sorrindo) Com meu pai, no caso.  Essas reverências demasiadas tende à confundir-me.
MINERVA: Falaremos no momento exato. Não te apresses!
AGATHA: Estive pensando em príncipes à procura de esposas. Quem dirá que Esparta precise de uma nova filha. Uma noiva para o príncipe.
Minerva desfere uma bofetada em Agatha. CLOSE  em Agatha, chorando.

ESPARTA

CENA 4. INT. PALACIO. SALÃO. MEIO-DIA.
Heros toca piano. O Rei Hermes se aproxima, desconfiado.
REI HERMES: Fazes o que, Heros? Não tinhas que estar treinando com os outros?
Heros assustado, afasta-se do piano.
HEROS: Perdoe-me! Vi o piano e não resisti.
REI HERMES(Furioso): Seu ponto fraco! Nunca revele seu ponto fraco à ninguém, Heros.
Hermes desfere um soco. Heros põe a mão sobre o local atingido.
REI HERMES (Frustrado): Tens me afligido! Afundarás esse reino em poucos milésimos após minha morte.
HEROS (Angustiado/Voz trêmula): Ainda terás orgulho de mim.
REI HERMES: Estupidez! És fraco, Heros. O povo percebe a fraqueza de um líder ao vê-lo resguardado e é assim que ages. Resguardado, reprimido. Fraco!
HEROS: És severo comigo! 
REI HERMES: Abstenha-se do piano e da mordomia. És soldado! Precisas ser forte como vosso pai, como o pai de vosso pai, como o grande César foi.
O rei Hermes sai. Heros pensativo, permanece calado.

ATENAS

CENA 5. INT. MASMORRA. CELA. TARDE.
Aquiles é posto na cela. Urias trancafia-o. Aquiles ajoelhado, observa a fresta aberta.
AQUILES (Suplicando): Acredita nas minhas palavras, soldado. Sou inocente!
Urias o olha, aflito.
URIAS: Quem pois irá contra o povo? Desejo-lhe boa sorte, amigo. É o que lhe resta!
Urias fecha a fresta e sai. Escuridão. Aquiles desesperado, bate na porta de ferro.
AQUILES (Gritando): Não deixe-me aqui! Por favor! Eu suplico! (Tempo/Ele limpa o nariz) Urias? Dou-lhe o que quiseres mas não deixes-me aqui.
Aquiles se joga no chão. A cela escura recebe um rompante de luz, uma vela acende-se. Aquiles assustado, fecha os olhos.
(O.S): És inimigo do governo também?
Aquiles abismado, mantém-se estagnado. Alguém o toca. Ele arregala os olhos e grita desesperado.
CENA 6. INT. TRIBUNAL. SALA DE REUNIÕES. TARDE.
O rei Petrus II assentado em seu trono observa Apolo por alguns instantes. Apolo, apreensivo, treme.
REI PETRUS II: Contenha-te!
Apolo endireita-se.
REI PETRUS II: Não me convences! És amador! Sei dos riscos que corro contigo.
APOLO: Ah Majestade! Me constranges dessa maneira. Faz-me senti uma ameaça!
REI PETRUS II: Cala-te! (Respira fundo) Como dizia, sei que não és de inteira confiança mas lhe entrego uma tarefa. O teatro precisa ser reconstruído e vós estás encarregado de tal função.
Apolo ergue a mão.
REI PETRUS II: O que queres dessa vez?
APOLO: Fui inocentado diante de todos. És justo e eficaz, majestade! Sua justiça reinará sempre! O culpado deveria fazer tal ato, não eu.
REI PETRUS II: Mas o escolhi. Quem poderá intervi numa decisão real?
Apolo engole seco.
REI PETRUS II: Despacha-te, homem. Tens trabalho à fazer.
Apolo sai, escoltado por soldados.
CENA 7. EXT. PALÁCIO. JARDIM. TARDE.
Sra. Martine colhe flores. Mirtes afoita se aproxima. Sra. Martine assustada, derruba as flores ao chão.
SRA. MARTINE: Olha o que me fizeste.
Mirtes agacha e pega as flores, entregando-as.
SRA. MARTINE: Pelo que vejo tens algo à dizer-me.
MIRTES: Não te enganas, senhora. Vossa filha está enlouquecida!
SRA. MARTINE: O que fizera?
MIRTES: Tentara contra minha vida. Enforcou-me!
SRA. MARTINE: Não terias capacidade! Teria?
MIRTES: Teve! E ainda contra mim!
SRA. MARTINE: Sabe, Mirtes, me sinto ensandecida diante de tais acusações. Não sei se mato-a ou morro.
MIRTES: Não mereces tal desfecho, senhora. És boa! Conselheira mais sensata não haverá em vossa ausência.
SRA. MARTINE: Uma auxiliadora. Agradeço-a. És meu alicerce nesse palácio, Mirtes. Vós foste a companhia mais leal que pude ter.
MIRTES: É a boa vontade que fazes aconselhar-te melhor, senhora.
SRA. MARTINE: Em pensar que fostes vós que desmascarastes Eládio e em poucas luas trouxestes à tona tal revelação sobre Minerva. Inteligente! És tão eficiente quanto qualquer outro conselheiro real.
MIRTES: Agradeço-a por tal bondade! Serei grata eternamente.
SRA. MARTINE: Não te preocupes com Minerva. Sei a maneira certa de puni-la por tal ato contra vós.
Mirtes sorri, disfarçadamente.
MIRTES (Disfarçando): Não há necessidade, senhora. Já a perdooei.
SRA.MARTINE: Faço de bom grado. Minerva precisa de um cabresto. Sou o cabresto!
Apolo é escoltado pelos soldados. A Sra. Martine os observa ao longe.
SRA. MARTINE: 
Aquele não é o filho de Jacinta? Vamos, Mirtes. Preciso saber o que esses patifes farão com o pobre rapaz.
Mirtes acena, concordando. Ambas caminham, sorrateiramente.
CENA 8. INT. MASMORRA. CELA. TARDE.
Aquiles se depara com Eládio. A vela acesa.
AQUILES: Quem és tu?
ELÁDIO: Não retomes a indagação dessa maneira. Primeiro responda-me, o que fazes aqui?
Aquiles calado, se resguarda ao canto. Eládio se afasta e agacha no interior.
ELÁDIO: Tímido? Eu já fui dessa maneira! Talvez não acredites mas já fui. Há tempos atrás ainda era mas as circunstâncias tornou-me como vês. Desinibido, não achas? (Tempo/Ele olha para Aquiles resguardado) Perdoe-me pela má recepção. Não tive condições de preparar um chá.
AQUILES (Frígido): Cala-te, homem! Não vês que sofro por tal injustiça?
ELÁDIO: O povo colocaste-o aqui?
Aquiles abismado, engole seco.
AQUILES: Como sabes?
ELÁDIO: Deduzi. Foram eles que me puseram aqui também. Claro, fui culpado, reconheço. Mas não cometi delito tão grave. Usurpação é um crime tão penoso assim? Não acredito! (Tempo/Ele se aproxima de Aquiles) Estou falando demais outra vez, sim?
Aquiles chora, angustiado.
ELÁDIO: Acho que posso ajudá-lo.
AQUILES (Chorando): Não preciso de vossa ajuda! Reles como eu, amargará até os derradeiros dias.
ELÁDIO: E se eu lhe disser que sei como tirar-nos daqui. Alegraria-o?
Aquiles curioso, o observa atentamente.
CENA 9. EXT. TEATRO. TARDE.
Melina ofegante, pára e observa o local. Aristides tece, enraivado. Melina ao vê-lo, alegra-se.
MELINA (Entusiasmada): Senhor! Senhor! Ajuda-me!
Aristides a olha. Melina aproxima-se rapidamente, reconhecendo-o.
MELINA: Senhor Aristides?
Aristides estagna.
ARISTIDES (Perplexo): Conheces-me?
MELINA: Sim, senhor. Extrovertido como és, repercutes.
ARISTIDES (Orgulhoso/Esnobe): Grato! Tens sorte de dialogar comigo, vivo sempre ocupado.
MELINA: Oh senhor! Não desejo incomodá-lo com meus dilemas mas penso que só tu podes ajudar-me.
ARISTIDES (Curioso/Esnobe): Sei da minha importância. Se houver tempo e espaço.
MELINA: Não há abrigo para mim?
Aristides ri. Melina confusa, o observa.
ARISTIDES: Não vês? O Teatro chamuscado de fogo, não abriga nem o idealizador.
MELINA: Ó moço, se não abrigar-me serei obrigada à ser  cortesã. Repouso em qualquer lugar.
ARISTIDES: Achas viável? Vosso rei não aceitará tal situação. Moças não frequentam teatros. Não é admissível!
MELINA: E se eu fosse homem? Aceitarias-me?
ARISTIDES (Confuso): Não compreendi.
MELINA: Vista-me como um homem e terás mais um integrante em vosso teatro. Aceitas?
Aristides perplexo, a olha boquiaberto.

ESPARTA

CENA 10. INT. PALÁCIO. ALCOVA. TARDE.
Ariadne dormia. O rei Hermes acorda-a com um beijo. Ambos sorriem.
ARIADNE: Adormeci após a refeição. Perdoe minha insolência, esposo.
O rei sorrindo, beija-a novamente.
REI HERMES: Não incomodas-me. Vosso descanso é compreensível, esposa. (TEMPO/Ele senta-se no leito) Estou profundamente preocupado com o futuro de Esparta.
Ariadne se levanta, sentando-se.
ARIADNE: O que te aflige, esposo?
REI HERMES (Frustrado): A ineficácia de Heros. Ele é fraco! Sinto isso mesmo se observá-lo ao longe. Hoje mesmo encontrei-o tocando piano. Piano! Isso não é algo que um homem faça, ainda mais um futuro líder.
ARIADNE: Suponhamos que ele é mais sensível. É um demérito, reconheço. Mas não acredito que isso afete seu exercício como rei.
REI HERMES: Preciso arranjar-lhe uma esposa imediatamente.
ARIADNE: Não precipite-se, esposo!
REI HERMES: Não o tinha dito à tanto tempo? Uma esposa tornará-o forte. Uma esposa como Anastácia, apenas.
ARIADNE (Frustrada): Se é de vosso agrado, prepare o enunciado.
REI HERMES: 
E afinal, donde está o príncipe?
Ariadne acena, negando.
CENA 11. INT. PALÁCIO. SALA DE ARTILHARIA. TARDE.
Ciro atira sob o alvo, porém, erra. Heros sorri.
HEROS: És péssimo!
CIRO: Um homem não precisa ser perfeito em tudo, não achas?
Ambos gargalham.
HEROS: Não é dos meus passatempos favoritos, reconheço. Até que agradeceria ao vosso rei por tal imposição.
CIRO: Acho que precisas ser mais triunfante. Enfrentar vosso pai em determinadas situações. És como essa flecha, guiada por vosso pai.
HEROS (Cabisbaixo): Não tenho coragem de enfrentá-lo. Sou fraco, como ele mesmo disse à pouco.
CIRO: Não o acho fraco. És mais forte do que eu, Heros. Serás o rei mais valente de Esparta quando assumires o poder.
HEROS (Sorrindo/Desacreditado): Não gozes de mim!
CIRO: Estou à falar sério, sóbrio. Pelos deuses, professo tais palavras.
HEROS: Sabes convencer-me. Se fostes uma mulher, casarias contigo.
Ciro ri.
CIRO (Brinca): Mas sou homem. O mais belo de todos!
Ciro retoma a flecha. Hero o observa, sorrindo.

ATENAS

CENA 12. INT. TRIBUNAL. SALA DE REUNIÕES. TARDE.
Leônidas entra. O rei a observa. Ela se aproxima do trono, escoltada.
REI PETRUS II: Então, mulher? O que vieste fazer?
LEÔNIDAS: Fui enganada! Fui rudemente enganada, Majestade.
REI PETRUS II: Quem fizeste isso contra vós?
LEÔNIDAS: Um infame! Dimitri, o nome.
REI PETRUS II: Prossigas. Eis que deixaste-me curioso. O Dimitri é um conhecido.
LEÔNIDAS: Procuraste meu bordel em noites de luar e não honraste com o pagamento. Achas justo, majestade?
REI PETRUS II: A questão é descobri o mais imoral. Atenas mantém uma hierarquia moralista, prezo por ela. És tão imoral quanto o devedor. Tenhas tal noção.
LEÔNIDAS: Ó majestade! Sei que não sou a mais íntegra mas peço que mantenha vossa benignidade sobre mim. Qual pai em sã consciência venderia a própria filha?
REI PETRUS II (Assustado): Quem fizeste isso? O tal Dimitri?
LEÔNIDAS: Sim, meu rei. Prometeste a tal moça e acobertou uma fuga. Ajudes essa pobre sudita, majestade.
O rei coça a cabeça.
REI PETRUS II: A jovem será encontrada. Isso é certeza! Contudo, teremos outra reunião e em minha presença, concretizarei uma sentença.
LEÔNIDAS: Bendito és. Aguardo pelo veredito.
Leônidas sai. O rei pensativo acena para um soldado.
SOLDADO: Sim, majestade!
REI PETRUS II: Procure por Melina. Melina de Dimitri, o agricultor.
O soldado acena.
CENA 13. INT. PALACIO. ALCOVA. TARDE
Agatha chora, desesperada.
MINERVA: Pare! Não estou à aguentar tais melodramas.
AGATHA (Chorando): Não serei feliz jamais! Nenhum homem se casará comigo. Ah! Sou a mais maldita das mulheres!
MINERVA: Dê tempo ao tempo, Agatha. Tens tornado-se um embuste com tais dilemas rotineiros.
AGATHA (Chorando/Atordoada): Não, minha mãe. Cansei-me de sofrimentos! Não serei infeliz por mais tempo. Nunca mais!
Agatha corre até a janela e se joga. CLOSE em Minerva, boquiaberta.
MINERVA (Gritando): Agatha!
CENA 14. INT. MASMORRA. CELA. TARDE.
Aquiles desconfiado olha fixamente para Eládio.
AQUILES: Blefe! Não existe tal possibilidade.
ELÁDIO: És pessimista?
AQUILES (Frustrado): Realista! Em poucos dias perdi tudo o que tinha. Tudo, literalmente. Não acredito que encontres a saída de uma masmorra tão arquitetada.
ELÁDIO: Talvez, esse era o sinal que a natureza deu-lhe. Um esconderijo! Uma nova oportunidade de sobressaí.
Aquiles pensativo, olha fixamente para Eládio.
AQUILES: Falas com tanta precisão! Suponhamos que embarcarei em seu blefe, por onde sairíamos?
Eládio aponta para o teto. Aquiles gargalha.
AQUILES (Sorrindo): És uma piada!
ELÁDIO: Achas-me louco, o compreendo mas há lógica. Existe uma fresta aberta no teto que reflete o pôr do sol.
AQUILES: E o que há nisso?
ELÁDIO: Se há raios de sol, não há barreira acima de nós. (TEMPO/Aquiles reflete) Ao redor da masmorra há um mar. Mar Egeu! Cavaremos a superficie do teto e subiremos, se jogarmo-nos de lá, cairemos no mar e poderemos nos ver livres daqui.
Aquiles cabisbaixo, gargalha.
ELÁDIO: Tudo bem! Apresentei-o a saída mas já que preferes prender-se à realidade cruel. Esperemos pela morte, ansiosamente.
Aquiles se cala e olha para Eládio, frustrado.
AQUILES: Eu aceito!
Eládio surpreso, olha para ele.
ELÁDIO: O que disseste?

AQUILES (
Convicto): Eu aceito vossa proposta.
Eládio sorri aliviado.
AQUILES (Rancoroso):  Atenas que aguarde a força da minha ira. Que clamem por Zeus quando meu dia chegar!
CLOSE em Aquiles, revoltado.
CENA 15. EXT. TEATRO. SALÃO. TARDE.
Aristides espantado, olha-a surpreso.
ARISTIDES (Abismado): Igualaste-me! Chego à tremer diante de tal proposta.
MELINA: Oh Aristides! Aceite-me! Precisarás de uma presença feminina em vossos espetáculos. Não deixe-me ser levada injustamente.
ARISTIDES(
Apreensivo) : Saibas que não estou de acordo. O rei não poderá imaginar algo sobre tal. Arriscarei meu nome por vós. Por vós, menina!
Melina o abraça, sorridente. Ele a afasta, revirando os olhos.
ARISTIDES: Venha comigo! Sei o que fazer.
Melina o segue.
CENA 16. EXT. PALACIO. ENTRADA. TARDE.
Apolo caminha, escoltado. Agatha despenca. Apolo ao vê-la, se joga na direção. CLOSE em Agatha, aflita. CLOSE em Apolo, apreensivo. Agatha cai nos braços de Apolo. A Sra. Martine assustada, observa-os. Agatha abismada, o olha e sente um furor. Sra. Martine corre em direção à Agatha.
SRA. MARTINE: Agatha? Estás bem?
Agatha acena positivamente. Os soldados que escoltavam, levantam Apolo. Sra. Martine os observa, com frieza.
SRA. MARTINE: Onde pensas que vão levá-lo? Seu ato heróico precisa ser reconhecido!
Apolo sorri, maliciosamente.

CONTINUA…

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POSTADO POR

Samuel Brito

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