A Cesareia – Episódio 3 (O Último desafio?) – Parte I

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        EPISÓDIO 3
         O ÚLTIMO DESAFIO?
CENA 1. EXT. PALACIO. ENTRADA. TARDE.
Sra. Martine corre em direção à Agatha.
SRA. MARTINE: Agatha? Estás bem?
Agatha acena positivamente. O soldados que escoltavam Apolo, o levanta.
SRA. MARTINE: Onde pensas que vão levá-lo? Seu ato heróico precisa ser reconhecido!
Apolo sorri, maliciosamente.
CONTINUAÇÃO DIRETA DO EPISÓDIO ANTERIOR:
Minerva desesperada, desce à escadaria apressada, deparando-se com a multidão. Sra. Martine a olha, furiosa.
SRA. MARTINE: Devias ter mais zelo com vossa filha.
Minerva agacha e acaricia Agatha.
MINERVA: Não partiste nada, minha filha?
AGATHA (Ensandecida): Infelizmente nada!
Os soldados olham abismados. Sra. Martine acena, despachando-os. Um soldado se aproxima dela.
SOLDADO: Eterna conselheira, não podemos descumpri uma ordem do rei Petrus. O ordenado dele necessita ser acatado.
SRA. MARTINE (Desaforada): Não seja irreverente! Já lhes disse que tal homem não irá. O rei terá que prezá-lo, revenciar o heroísmo desse pobre plebeu.  (TEMPO/Ela olha para todos os soldados) Aliás, leve a princesa Agatha à alcova. Não deixarás a futura rainha de Atenas desamparada. Deixarão?
Sra. Martine se vira e pega Apolo pelas mãos. Os soldados agacham e carregam Agatha. Minerva segue, ao fundo, desolada.
CENA 2. INT. MASMORRA. CELA. NOITE.
Eládio adormecia. Aquiles pensativo, observava a parede, minuciosamente. Há ruídos na porta. Aquiles assustado, empurra Eládio.
AQUILES (Sussurrando): O que é isso?
Eládio desonrientado, ouve o ruído e se levanta.
ELÁDIO (Entusiasmado): Era o que faltava à nós.
Eládio corre e pega uma tijela ao fundo, uma fresta da porta se abre e o carcereiro põe uma colher de sopa sobre o recipiente. Aquiles observa, espantado.
CARCEREIRO: O novato, onde está?
Eládio acena para Aquiles. Ele se aproxima. O carcereiro entrega-lhe uma tijela e uma colher.
CARCEREIRO (Sarcástico): Alimente-se bem! Talvez, seja vossa última refeição.
O Carcereiro gargalha e se afasta. Aquiles esfomeado, come rapidamente. Eládio o observa.
ELÁDIO: Precisarás aprender a comer sem o talher, nosso instrumento será ele.
AQUILES: Não será tão complexo assim. No navio não há tais frescuras.
ELÁDIO: Não és estudado, suponho.
AQUILES: E o que faremos com a colher?
ELÁDIO (Alegre): Cavaremos a liberdade. Minha e vossa!
Aquiles confuso, o olha desconfiado. Eládio engole abruptamente, sorrindo.
CENA 3. INT. PALACIO. SALÃO. NOITE.
O rei Petrus e Minerva sentados à mesa, degustam. Agatha se aproxima ao longe, mancando, amparada por Mirtes.
REI PETRUS II: O que há convosco? Mancas como uma potra adoentada.
Agatha calada, se assenta.
REI PETRUS II: Não vais responder-me?
O rei olha friamente para ela. A Sra. Martine se aproxima ao lado de Apolo. O rei ao vê-los, se levanta abruptamente, derrubando a taça ao chão.
REI PETRUS II (Furioso): O que esse homem faz em meu palácio?
Sra. Martine ri. Apolo apreensivo, abaixa a cabeça.
SRA. MARTINE (Sarcástica): Que modos, majestade! Que modos! Deverias ser gentio ao cavalheiro que salvaste vossa filha.
O rei confuso, olha para Minerva.
REI PETRUS II: O que há de oculto à mim? Conte-me Minerva!
MINERVA (Gaguejando/Nervosa): Um incidente, esposo. Incendente!
O rei furioso, bate a mão sobre a mesa.
REI PETRUS II (Revoltado): Conte-me propriamente. Não quero incógnitas!
A Sra. Martine prestes à sentar, depara-se com o rei desembanhando a espada e arregala os olhos.
REI PETRUS II: Ninguém vai desafiar-me sem sentença. Ou conte-me o que há ou servirei a cabeça desse profano.
Agatha assustada, se levanta.
AGATHA (Assustada): Caí da sacada e o plebeu salvou-me a vida. Perdoe-me, majestade e o reverencie.
Agatha assenta-se.
REI PETRUS II (Olha para Minerva, revoltado): E não falara comigo, nem me chamara. Como ousaste?
Minerva apreensiva, respira fundo.
SRA. MARTINE: Proibi-os. Não seria viável noticiar-lhe algo tão inexpressivo. Agatha está bem e o rapaz será nosso hóspede em gratidão por tal ato.
REI PETRUS II (Revoltada): Achas que mandas nesse palácio, Martine? És audaciosa! Só há um rei em Atenas, eu. Tudo o que envolve esse governo é viável, portanto, seja menos ativa. Cala-te diante de mim! Meu pai deste ousadia e previlégios à vós, não obrigou-me à seguir privilegiando-a.
A Sra. Martine olha friamente para o rei.
SRA. MARTINE (Furiosa): Há um pergaminho que confere-me liberdade, Petrus. Liberdade de falar o que me apraz. Não há de calar-me com vossas impetuosidades, não o temo e sabes disso.
REI PETRUS II: Á partir de hoje, terás que calar-te. Não a quero exacerbada em minha presença. Vosso pergaminho não permite-lhe agir desenfreada. Tens que respeitar-me como rei.
Sra. Martine calada, treme de ódio.
REI PETRUS II: E à vós, Apolo. Sente-se conosco e deleite-se no nosso banquete, aproveite bem, pois, será a última vez que sentarás à mesa real.
O rei se assenta. Apolo, envergonhado, assenta-se ao lado de Agatha que furiosa o desdenha com olhares. O silêncio reina por instantes, apenas o ruído dos talheres.

ESPARTA

CENA 4. INT. PALÁCIO. SALÃO. NOITE.
o rei assentado, deleita-se no banquete. A rainha Ariadne modesta, degusta lentamente, enquanto olha para Anastacia, reprimida.
RAINHA ARIADNE: Não a quero insonsa, querida. Anime-se! Seremos uma só família.
Anastacia abre um sorriso discreto. Ciro e Heros se aproximam, gargalhando. O rei os observa.
HEROS (Entusiasmado): Acreditas que venci o Ciro no arco, meu pai? (TEMPO/Ele vê Anastacia e se constrange) Não sabia que virias, alteza.
Anastacia sorri.
REI HERMES: Eu a convoquei para um jantar, afinal, ela será vossa esposa.
Heros confusa, olha para Ciro confuso.
HEROS: Não pode ser. Não noticiaram-me sobre tal.
REI HERMES: Ela é. Eu e vossa mãe decidimos que vós precisas de uma esposa e a princesa Anastacia se prontificou.
HEROS: Uma escolha acertada! Mas não posso aceitar esse matrimônio, sequer trocamos gestos de amor.
REI HERMES: Poético! Ainda há tempo para carícias e juramentos. Vosso casamento se sucederá em alguns dias. Tens tempo!
Heros abismado, olha para o rei.
HEROS: Não falaste comigo, meu pai. Eu deveria ter noção!
REI HERMES: Não terias a pretensão. Não és capaz! E sim, o enlace matrimonial será essencial em seu progresso ao reinado.
HEROS (Compulsivo/Olhando para o Rei): És…és…
REI HERMES: Cala-te! Assente-se ao lado de Anastacia.
Heros obedece-o, assentando-se. Anastácia constrangida, abaixa a cabeça.
CIRO (Decepcionado): Com vossa licença, Majestade. Vossa alteza! Adeus!
REI HERMES: Não desejas sentar-se conosco?
CIRO: Perdoe-me, majestade. Me sinto honrado com vosso convite mas preciso ir.
O rei acena e degusta. Heros o olha, confuso.
HEROS: Achei que ficaria, Ciro.
CIRO (Sério): Enganaste-se! Até mais!
Ciro sai. Heros pensativo, ri sem graça para Anastacia. Ariadne os observa, calada.

ATENAS

CENA 5.INT. BORDEL. SALÃO. NOITE.
Muita fumaça. Homens fumando charutos. Mulheres sentadas nos colos dos homens embriagados. Pegação. Leônidas entra e se depara com Dimitri bebendo.
LEÔNIDAS (Enfurecida): Crápula! O que fazes aqui?
As pessoas abismadas, se calam. Leônidas caminha em direção à Dimitri.
DIMITRI: Estás habituada à ver-me. Sem cerimônias!
LEÔNIDAS: Chamarei os soldados para deter-te, maldito.
DIMITRI: Não há mal algum! Não devo-lhe mais!
LEÔNIDAS (Confusa): Do que falas, louco?
DIMITRI: Vendi meus bens à um velho amigo.
LEÔNIDAS: O único amigo nobre que tinhas perdeste à pouco. Não creio que tenhas outros.
Dimitri joga um saco de moedas em cima do balcão. Leônidas boquiaberta, corre e pega abruptamente.
LEÔNIDAS: Donde estavas vosso amigo quando precisavas?
DIMITRI: Estava em seu leito plácido. O procurei no extremo!
LEÔNIDAS: E onde pousarás essa noite? Não tens teto, suponho.
DIMITRI: Dormirei em uma de vossas alcovas, de preferência a melhor delas. Não despojei de tudo para mendigar em vosso bordel.
LEÔNIDAS (Ambiciosa): Terás que dar-me mais moedas. Vossa riqueza não lhe prioriza.
Dimitri joga outro saco de moedas. Leônidas, entusiasmada, abre um sorriso. Dimitri desdenha, olhando-a com desprezo.
LEÔNIDAS: Serás bem recepcionado. Perdoe-me pelo equívoco! Escolha vossa concumbina e deleite-se.
DIMITRI: Desejo vós.
LEÔNIDAS (Abismada): Não estou mais acessível.
DIMITRI (Sarcástico): Decido eu. Desejo vós, o ouro que lhe dei paga dias de glória à vós e terás que recompensar-me, senhora cortesã.
Leônidas furiosa, o olha friamente.
LEÔNIDAS (Emburrada): Siga-me, senhor.
DIMITRI: Abra um sorriso! Não quero um embuste ao meu lado.
Leônidas força um sorriso. Dimitri caminha, seguindo-a.
CENA 6. INT. TEATRO. ARQUIBANCADA. NOITE.
Vela acesa. Melina toca a cabeça, frustrada. Aristides percebe e se aproxima.
ARISTIDES: Foi uma decisão tua. Lembre-se!
MELINA: É, sei. Ainda não acostumei sem meus longos cabelos.
ARISTIDES: Melodrama não. Olhando bem és uma ótima intérprete mesmo, sabe fazer um bom dramalhão.
Aristides caminha com um couro nas costas. Melina o olha, assustada.
MELINA: Aonde pousaremos?
ARISTIDES: Não vês? Dormiremos aqui!
MELINA: Á luz do luar?
ARISTIDES: Sim! É poético!
MELINA: Caso chova, o que faremos?
ARISTIDES: Não reclames agora! Dissestes que pousaria em qualquer lugar. Isso é provisório! O rei jurou-me uma alcova aos fundos e confio.
Ambos deitam-se. A vela é assoprada por Aristides. Melina, temerosa, treme. Aristides incomodado se levanta.
ARISTIDES (Sarcástico): O que há agora, pobre donzela?
MELINA: Sinto frio! Não há mais couros em vosso acervo?
ARISTIDES: Não. Não há! Venha! Encoste no meu, amanhã darei um jeito.
Melina aliviada se aproxima, encostando-se. Aristides revira os olhos.
ARISTIDES: Não encostes tanto, sim? Lembre-se que és homem, trate de ser como um.
Melina acena positivamente.
CENA 7. INT. PALÁCIO. SALÃO. NOITE.
O jantar encerra-se. Ambos parados, se entreolham. Urias entra abruptamente e ao ver Apolo, abisma-se.
URIAS (Abismado/Reverencia-os): Majestade! Alteza! Como posso dizer ao plebeu, majestade?
Apolo olha desconfiado para Urias.
REI PETRUS II (Irônico): Chame-o como preferi, soldado. Espero que vós não tenhas ocultado o ato heróico do jovem também.
URIAS: Jamais, majestade! Perdoe-me mas nem sei do que falas.
REI PETRUS II: Estás quieto, Apolo. Se não o conhecesse deduziria que eras mudo.
URIAS: Sim, Apolo. Explique-me o que houve.
APOLO: Salvei a princesa pela tarde. Ela estava prestes à cair da sacada ao chão e a alcancei.
REI PETRUS II (Irônico): Incrível não, soldado? Não me disseste que tinhas um amigo tão magnânimo.
URIAS: Creia que nem eu tinha noção. Felicito-te, Apolo. (TEMPO/Urias saúda Apolo) Mas, majestade, vim noticiar-lhe algo à sós.
REI PETRUS II: Já não é hora! Tenho que descansar.
URIAS: Prometo não ocupar tanto tempo. Se não lhe disser, eu não conseguirei pregar os olhos.
Minerva apreensiva, o olha aflita.
REI PETRUS II: Venha ao jardim. Aguçaste-me!
O rei caminha em direção à porta. Urias o segue. Minerva nervosa, rói as unhas. Sra. Martine ao perceber, toca nela.
SRA. MARTINE (Sarcástica): Deguste, rainha. Não preocupe-se com as coisas do governo.
Minerva revira os olhos.

                                        CORTE DESCONTÍNUO:
INT. PALÁCIO. JARDIM. NOITE.
O rei se assenta no encosto. Urias inquieto, anda de um lado para o outro.
REI PETRUS II: Espero de vós uma palavra objetiva.
URIAS: Majestade, adquiri a vivenda de Dimitri, o pai da tal donzela desaparecida.
REI PETRUS II: Conheço-o à tempos. Lastima-se que tornaste-se tão miserável. Mas o que querias contar-me? Uma vivenda não me importa tanto.
URIAS: Então, majestade. Usei a renda das importações.
REI PETRUS II (Sério): Toda a renda?
URIAS (Nervoso): Um terço, majestade. Perdoe-me pela audácia. A oportunidade surgiu inesperadamente e o que tinha, cedi. Ah e não precisarás dar-me pelos serviços prestados.
REI PETRUS II: Sinto pelo que vós fizeste. Não esperava tal atitude vinda de vós. Mas tens meu perdão, Urias. (TEMPO/Urias respira aliviado) És eficiente e leal à mim.
URIAS: Vossa benignidade será lembrada eternamente.
Urias ajoelha para beijar os pés do rei, porém, esse o abraça.
REI PETRUS II: És um amigo. Um grande amigo, Urias.
Urias se afasta, extasiado.
REI PETRUS II: Volte aqui!
Urias se aproxima rapidamente.
URIAS: Sim, majestade.
REI PETRUS II: Não penses que lhe deixarei em paz. Conto convosco pela manhã ao teatro. O edíficio precisa ser restituído e Apolo precisa ir consigo.
URIAS: Estarei lá, meu amigo. (TEMPO/Pensando) Mais hipócrita que eu não há. Não há mesmo!
CENA 10. INT. BORDEL. ALCOVA. NOITE.
Dimitri e Leônidas deitados, se entreolham.
DIMITRI: Não penses que vim aqui apenas pelo prazer.
LEÔNIDAS: E o que desejas além?
DIMITRI: Saber o que fizeste com Melina. Não creio que ela evaporou!
LEÔNIDAS: Ela fugiu pela manhã e não a vi mais. O rei se encarregou de buscá-la.
DIMITRI: Não finja demência, mulher. Sei que Melina não conseguiria correr tão veloz. Donde escondes-a.
LEÔNIDAS: Estupidez! Não a subestime. Ela não está ao meu dispor, era para estar mas enfim.
DIMITRI (Preocupado): E agora que vendi a casa, se ela for ao meu encontro?
LEÔNIDAS: Não se ridicularize. Ela jamais voltará! Fizeste algo imperdoável e ela, ainda jovem guardará mágoas eternas.
DIMITRI: Não paguei por uma conselheira e sim por uma cortesã. Haja como uma! Tornaste-se inexperiente! Tens que treinar mais.
Dimitri cobre-a com um lençol.

ESPARTA

CENA 11. INT. PALÁCIO. SALÃO. NOITE.
O rei Hermes boceja. A rainha Ariadne pisca para ele.
RAINHA ARIADNE: Iremos descansar! Fiquem vós à conversar.
Heros nervoso, os observa.
HEROS: Estou cansado também.
RAINHA ARIADNE (Franzendo as sobrancelhas): Não farás tal desfeita com Anastácia, fará?
O rei se levanta. Ariadne é levada por ele. Heros olha para Anastácia, envergonhado.
HEROS: O que te apraz fazer, princesa?
ANASTÁCIA: Conhecer-te melhor.
HEROS: Não sou dos mais significantes.
ANASTÁCIA: Me recuso à crer. És filho de Hermes, o valente.
HEROS: Não me identifico tanto com as obras de meus antepassados.
ANASTÁCIA (Curiosa): E o que fazes de melhor?
HEROS: Serás minha esposa. Não devo-lhe esconder meus feitos. (TEMPO/Ele a olha, entusiasmado) Eu toco piano.
Anastácia boquiaberta, o olha com desprezo.
ANASTÁCIA (Decepcionada): Então não serves ao exército?
HEROS: Treino artilharia, apenas. Não desejo ser o rei da guerra. (TEMPO/Ele olha para os lados e sussurra)Na verdade, eu quero mesmo assemelhar esse reino num governo similar ao de Atenas.
ANASTÁCIA: Acho melhor ires descansar. Estás avariado, Heros.
HEROS: Perdoe-me se não sou o que esperavas.
ANASTÁCIA: Realmente não és. Com vossa licença.
Anastácia se afasta, frustrada. Heros a observa.
HEROS: Não me agradas tanto, Anastácia. Não sentirei vossa falta!

ATENAS

CENA 12. INT. PALÁCIO. SALÃO. NOITE.
O rei entra, sóbrio.
REI PETRUS II: Irei descansar.
Minerva se levanta, aliviada.
REI PETRUS II: Mirtes, prepare um quarto para nosso anfitrião.
Mirtes acena e sai. Apolo alegre, abre um sorriso.
REI PETRUS II (Olha para Apolo, sóbrio): Amanhã ao amanhecer, irás ao teatro com Urias. Tens muito trabalho!
APOLO (Frustrado): Sim, majestade.
SRA. MARTINE: E o ato de salvação do rapaz?
REI PETRUS II: Não foi suficiente para convencer-me. Tenha uma noite agradável!
Petrus e Minerva saem. Apolo olha para Agatha.
APOLO: Salvei-te! Não achas que mereço algo?
AGATHA: Não é porque o lobo saiu da alcatéia que deixarei a hiena se aproximar.
SRA. MARTINE: Não seja mal-agradecida!
AGATHA (Irônica): O que desejas que eu faça, cavalheiro?
APOLO: Peço-lhe que fales com vosso pai para poupar-me do sacríficio.
AGATHA: Jamais! Comeste do nosso manjar e essa foi vossa recompensa. Adeus, Apolo.
Agatha se levanta e sai.
SRA. MARTINE: Não desistas dela. Conseguirás o coração de Agatha, juro-te.
APOLO: Por que tratas-me com tanto amor?
SRA. MARTINE: Empatia!
APOLO: Agradeço-a, senhora. Não sabes como me sinto demasiado diante de tal boa vontade.
SRA. MARTINE: A mirtes deve ter preparado vossa alcova. Descanse e ao retornar, darei-lhe uma resposta.
Apolo sorri. Mirtes se aproxima. Apolo a acompanha.
APOLO (Pensando): Essa mulher será a ponte para minha vingança.
SRA. MARTINE (Pensando): Esse pobre se casará com Agatha sem importar-se com as consequências.
Ambos se entreolham, sorrindo.

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