A Cesareia – Episódio 3 (O Último desafio?) – Parte II

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CENA 13. INT. PALÁCIO. ALCOVA DO REI. NOITE.
Minerva e Petrus deitados. Minerva inquieta, o toca.
MINERVA: Algo tem incomodado-me, esposo.
REI PETRUS II: O que lhe aflige?
MINERVA: Agatha tem cobrado por um esposo.
REI PETRUS II: E o que desejas que eu faça? Compre-lhe um esposo?
MINERVA: Convença um príncipe!
REI PETRUS II: Não há hipótese! Deseja que eu destrua uma descendência por capricho? Não! Esse castigo é nosso, Minerva!
MINERVA: E se pusermos um plebeu como futuro rei de Atenas. O povo se alegraria.
REI PETRUS II: 
Deixe-me descansar, Minerva. Amanhã falaremos sobre tal.
Minerva calada, chora aflita.
CENA 14. INT. MASMORRA. CELA. NOITE.
Eládio sobre os ombros de Aquiles, cava o teto. Aquiles sonolento, boceja.
AQUILES (Sussurrando): Não há hora melhor? Estou à dormir sobre os pés, homem.
Eládio concentrado, permanece calado. Aquiles cansado, o toca.
ELÁDIO: Esse é o horário ideal. Ninguém virá nesse corredor às tantas da madrugada, portanto, seremos como os morcegos. É pegar ou largar!
AQUILES: Então deixe-me tentar. Estou entediado!
Eládio apoiado na parede, desce e se posiciona. Aquiles o olha.
AQUILES (Sarcástico/Zombando): Será que consegues aguentar-me? Não o quero dolorido.
ELÁDIO: Frescura! Venha! O sol se põe daqui algumas horas.
Aquiles sobe ao ombro. Eládio respira fundo. Aquiles começa escavar, porém, a areia cai sobre seus olhos.
AQUILES (Atordoado): Como consegues fazer isso? Meus olhos agonizam com a areia.
Aquiles desce.
ELÁDIO: Tens que manter o foco. Jamais cave uma pedra na direção de seu rosto, posicione a colher sobre a direção de seus ombros. Seja inteligente, rapaz. Inteligente! (TEMPO/Ele olha Aquiles, frustrado) Tente novamente! Os fracos desistem, os fortes permanecem, dizia César.
Aquiles esperançoso, se posiciona novamente.
CENA 15. EXT. BOSQUE. MANHÃ.
Apolo caminha entre os galhos. Urias cavalgando à frente, para.
URIAS: Paremos um pouco. Descansar!
APOLO: Esse lugar lembra minha infância. Eu e o Aquiles brincávamos por aqui.
URIAS: Seja sincero comigo, Apolo. Foi vós que ateaste fogo ao teatro?
APOLO (Desconfiado): Estás levantando-se contra o povo, soldado? A justiça do povo é venerada por todos.
URIAS: O Aquiles me pareceu inocente. Um culpado teria remorço, ele tinha desespero. Desespero da inocência.
APOLO: Ele é inocente! Conspiraram contra o governo e nos acusaram injustamente.
URIAS: Custo à crer. (TEMPO/Urias bebe água) Mas como insistes tanto, ponho minha confiança em vós. Prossigamos?
APOLO: Antes de irmos, posso fazer-lhe uma pergunta?
URIAS: Claro! Apesar de tudo, somos amigos à tempos longíquos.
APOLO: A miúda da qual enamoraste, como se chama? É a Agatha?
URIAS: Não! Não é. Por que isso lhe interessa?
APOLO: É uma moça bela. Agrada qualquer homem.
URIAS: Verdade. Mas não é para nós. Ela vai se casar com um príncipe, um nobre, não com um plebeu.
APOLO: Deves está certo! Mas, afinal, quem é a tal donzela? Nunca dizes o nome. Ás vezes penso que é uma miragem vossa.
Urias olha para os lados, desconfiado.
URIAS (Sussurrando): Minerva!
Apolo engasga. Aquiles ajuda-o. Apolo se recompõe, boquiaberto.
APOLO (Sussurrando/Abismado): A rainha Minerva?
URIAS: Exatamente! Vamos, no caminho conto-lhe tudo.
                                         CORTE DECONTÍNUO:
INT. TEATRO. ENTRADA/ ARQUIBANCADA. MANHÃ.
Urias amarra o cavalo no pilar e desce. Apolo exausto, anda lentamente, apoiando-se na parede.
URIAS (Confuso): Donde está o homem? Já era para estar de pé.
Aristides acorda, desorientado. Melina abraça-o, adormecida. Urias os olha, boquiaberto.
URIAS: O que está acontecendo aqui?
Aristides desesperado, arregala os olhos.

ESPARTA

CENA 16. INT. VIVENDA DE CIRO. SALA/ ALCOVA. MANHÃ
Damásia varre a sala. Há um ruído na porta. Damásia a abre e se depara com Heros.
HEROS: Senhora Damásia?
Ela alegre acena para que ele entra. Heros entra.
DAMÁSIA: Ah alteza! Muito me agrada vossa presença.
HEROS: Vê-la também é um privilégio enorme. Donde está o Ciro?
DAMÁSIA: Na alcova. (TEMPO/Ela olha para os lados,desconfiada) Confesso que ele não está tão bem mas vossa presença alegrara-o. Tenho consciência disso!
HEROS: Com vossa licença.
Heros caminha por um corredor e se depara com a alcova de Ciro, entreaberta. Heros entra e se depara com Ciro deitado.
HEROS: Ainda dormes?
Ciro atordoado, se levanta abruptamente.
CIRO: Não achei que virias.
HEROS: Pois vim.
CIRO: E fez mal. Daqui à alguns instantes irei ter com os artilheiros.
HEROS: Não treinarás comigo?
CIRO: Não!
HEROS: O que fiz convosco? Ontem não jantaste no palácio e hoje preferes treinar com os artilheiros do que costumeiramente. O que lhe fiz?
CIRO: É a sua submissão exacerbada, Heros. Vós aceitas tudo o que vosso pai dita. Não tens senso! Não tens voz ativa. Cansei!
HEROS: E o que queres que faça? Sabes o que acontece com quem o desafia.
CIRO: Por favor, Heros, peço-lhe que saias. Estou em atraso.
HEROS: Por que isso te incomoda tanto, Ciro? Até alguns dias não te incomodavas e repentinamente decides afligir-se com tal situação.
CIRO: Antes éramos crianças, não me importava com nada. Estás prestes à aceitar a pederastia, enfim. Não lhe quero mal, na verdade, desejo-lhe o que há de melhor nessa terra mas vê-lo em calamidade, me corrói.
HEROS (Chorando): Se te importas comigo, não afaste-se de mim.
CIRO: Me importo consigo mas não há alternativa. Por favor, saias. Por mim!
Heros enxuga as lágrimas e se vira.
CIRO: Heros?
Heros se redireciona à ciro, entusiasmado.
CIRO: Quando priarizares vossa felicidade, venha e estarei de braços abertos. Mas até lá, esqueças da minha existência.
Heros sai, entristecido. Ciro chora.

ATENAS

CENA 17. INT. PALÁCIO. SALÃO. MANHÃ.
O rei assentado, degusta. Minerva, refletindo, olha fixamente para a cesta. O rei ao perceber, a toca, assustando-a.
REI PETRUS II: O que há convosco? Ainda não degustaste nada, sequer tocaste.
RAINHA MINERVA: A Agatha tem preocupado-me.
REI PETRUS II: Esse assunto não será resolvido assim… Precisa-se de calma, calma e serenidade. Apenas isso!
RAINHA MINERVA (Revoltada): Achas que não tenho tido calma? Estou à espera de um ato vosso desde o nascimento dessa menina. Ela está perturbada, Petrus! Achas que ela caiu, por acaso, da sacada? Não! Ela se jogou de desgosto.
Agatha entra, abruptamente. Minerva apreensiva, arregala os olhos.
AGATHA (Decepcionada): Esse era nosso segredo, mamã. Nosso!
Agatha se afasta, chorando. O rei se levanta.
REI PETRUS II (Gritando): Volte, Agatha.
Agatha estagna, engolindo o choro.
REI PETRUS II: Não és mais uma criança de colo. Venha e assuma vossas responsabilidades.
Agatha caminha em direção à mesa. Os serviçais puxam a cadeira, ela se assenta. Mirtes a serve. O rei se assenta.
REI PETRUS II: Há mais segredos nesse palácio do que imaginava. (TEMPO/Ele olha para Minerva) Então, escondeste tal ato de vosso esposo, Minerva. Como posso defini tal atitude? Vanguardista?
AGATHA: Se fosses mais presente, terias noção do que acontece.
O rei desfere uma bofetada em Agatha.
REI PETRUS II: Egocêntrica! Não interrompa-me com vossas mediocridades. (TEMPO/Ele respira fundo) Em sinceridade vos digo que estou insatisfeito com tais comportamentos. Tenho receio das descobertas. Do que há oculto aos meus olhos. Não sei do que sou capaz para preservar meu nome.
Minerva abaixa a cabeça.
REI PETRUS II: Não vos enfadarei mais. Tratem de comportar-se, não sei o que farei diante de um novo desenlace.
O rei se levanta e sai, escoltado. Agatha emburrada, olha para Minerva.
AGATHA: Se ficastes calada nada teria ocorrido.
RAINHA MINERVA: Perdeste literalmente o respeito. Se falei sobre vossa tentativa frustrada de morte, tenho eu motivos para isso e favorecia à vós.
AGATHA: Estavas tentando destrui minha amizade com meu pai. Mas não vais conseguir. Não vais!
RAINHA MINERVA (Revoltada): Tola! Cala-te antes que dou-lhe outro tabefe. Vosso enlace matrimonial estava em voga e estava prestes à conseguir.
AGATHA: E o que lhes disse?
RAINHA MINERVA: Pediu-me calma. Calma e serenidade. Era óbvio!
AGATHA: Ele não esforça-se para fazer-me feliz. Me priva da felicidade. A felicidade de ter um esposo.
RAINHA MINERVA: Pensas que é fácil convencer um homem à casar-se sem relações, sem a esperança de constitui uma família?
Agatha chora, desesperadamente.
AGATHA (Chorando): Achei que jamais ouviria palavras tão duras vindas de ti.
RAINHA MINERVA: Precisas de sensatez, minha filha. Sensatez! Sensatez para colocar-se no lugar do outro, na felicidade do outro.
AGATHA: Eu sou a princesa de Atenas! Eu posso ser feliz! Eu preciso ser feliz!
RAINHA MINERVA: E só tu podes ser feliz? Ah poupe-me dessas baixarias, Agatha. Não aguento tanto egoísmo.
Minerva se levanta.
AGATHA: E onde vais?
RAINHA MINERVA: Espairecer-me. Tenho náuseas de ouvi tais dialetos tão medíocres.
AGATHA: Isso! Vais! Vais e quando voltares verás-me caída, desfalecida.
RAINHA MINERVA: Não farás isso. Não há platéia suficiente para vossos escandâlos.
Minerva se afasta. Agatha debruça-se e chora, angustiada. Mirtes se aproxima e a toca.
AGATHA: Não adianta tocar-me, mamã. Não a perdoarei jamais!
MIRTES: Não é vossa mamã, sou eu, Agatha.
AGATHA: O que vós desejas? Não vês que sofro!
MIRTES: A Sra. Martine a espera na alcova.
AGATHA: Diga à ela que não estou disposta.
MIRTES: Não farás tal desfeita com vossa avó, não?
Agatha se levanta e ia limpar as lágrimas, porém, estagna.
AGATHA: Não! A vovó precisa ver o que eles fizeram comigo.
Agatha caminha. Mirtes a acompanha.
CENA 18. INT. TRIBUNAL. SALA DE REUNIÕES. MANHÃ.
O rei entra e se depara com Dimitri e Leônidas.
REI PETRUS II: Não os convoquei, pois, a situação ainda não está resolvida.
Dimitri levanta a mão.
REI PETRUS II: Negado vosso pedido. Não os quero ouvi com murmurações.
DIMITRI: Quitei a dívida, majestade.
REI PETRUS II: Ah sim! O Urias disse-me sobre o acordo entre vós. E o que desejas?
DIMITRI: Ah Majestade, desejo que vós retires de mim qualquer acusação por essa meretriz.
LEÔNIDAS: Exijo respeito, insignificante.
REI PETRUS II: Calem-se. Eu que exijo respeito e reverência.
Ambos calados se entreolham, furiosos. O rei bate o martelo, assustando-os.
REI PETRUS II: Causa encerrada! Estás livre da penalização, Dimitri e espero que jamais retornes com tais situações constrangedoras.
DIMITRI: Juro-lhe que não volto mas dê-me um sinal de Melina, majestade. Sei que mandastes à procura dela.
REI PETRUS II: Ainda não foi encontrada e quando fores não irás convosco.
DIMITRI: O que fará com ela, majestade?
REI PETRUS II: Será a dama de companhia de Agatha, tenha convicção de que será mais feliz do que ao vosso lado. Agora, saiam. Não os quero ver mais.
Dimitri e Leônidas saem. O rei coça a cabeça.
REI PETRUS II (Pensando): Olha no que se tornou esse governo, meu pai. Olhe bem!
CENA 19. INT. TEATRO. ARQUIBANCADA. MANHÃ.
URIAS: 
Dê-me uma explicação, Aristides.
Aristides cutuca Melina, essa acorda desorientada.
MELINA: o que há?
Aristides estranha. Apolo reconhece-a e abre um largo sorriso. Melina permanece séria.
ARISTIDES: Nada, soldado. Apenas o frio das madrugadas tem assolado-nos. O rei não falaste sobre a construção de uma alcova para mim? (Corrige/Olha para Melina, sério) Para nós.
URIAS (Desconfiado): Não. Sequer tratou do assunto, apenas enviou-me como escolteiro do verdadeiro construtor dessa obra.
APOLO: Como vais, senhor Aristides?
ARISTIDES (Assustado/Revoltado): O que esse brutamontes veio fazer aqui?
URIAS: Então já se conhecem?
APOLO: Claro! Ao chegar da viagem vim às terras de meu pai e deparei-me com tal criatura.
URIAS: Esqueci-me de vossa situação. Mas enfim há trabalho à fazer e vós, Tide e vosso companheiro terão que pôr as mãos na obra.
ARISTIDES (Inconformado/Esnobe): Que audácia! Eu, um artista de quilate trabalhando numa obra. Ah Zeus!
URIAS: A ideologia foi vossa. Não colocarei as minhas mãos, deves auxiliar o Apolo.
Apolo sorri. Melina se levanta. Aristides apreensivo se levanta em seguida.
ARISTIDES (Sussurrando): Fique quieta, Melina. Quieta!
Apolo pisca para Melina. Melina ao perceber, abre um sorriso. Urias olha para os lados, observando.
URIAS: Vamos! Comecem! Não tempo à perder.
Urias olha para o sol e fica afoito.
URIAS: Na verdade, terei que adiantar meus passos. Tenho compromisso! Até mais! Trabalhe bem, Apolo. Quando eu voltar, desejo ver tal obra em plena edificação.
Urias sai. Apolo o segue.
EXT. TEATRO. MANHÃ.
Apolo se aproxima. Urias monta no cavalo.
APOLO: Para onde vais?
URIAS (Sorrindo/Entusiasmado): Esqueci-me de um compromisso com minha amada. Inaugurarei minha alcova com êxito.
Urias ri e sai, cavalgando. Apolo pensativo olha para Aristides que está na porta os observando.
APOLO: Não tens um cavalo, um antílope para emprestar-me?
ARISTIDES: Nem se tivesse, entregaria à vós.
APOLO: Tudo bem. Preciso ir à aldeia buscarà acrescentar na reconstrução.
ARISTIDES: O soldado já não irá?
APOLO: Se fosse não lhe faria tal petição. Adiante, homem, empreste-me um de vossos burrinhos, antílopes, quanto antes der-me, antes terá vosso sonho idealizado.
ARISTIDES: Não me apraz ceder-lhe nada mas entregarei-lhe, porém, farás uma alcova para mim e que seja de meu agrado, hein.
APOLO (Sorridente): Sem dúvidas, Aristides. Sem dúvidas!
Apolo ri.
CENA 20. INT. PALÁCIO. ALCOVA DE SRA.MARTINE. MANHÃ.
Agatha entra. Sra. Martine sentada na escrivaninha, ler um pergaminho. Ao ver Agatha, Sra. Martine fecha o pergaminho e a olha chocada.
SRA. MARTINE: Por que choras? O que ouves convosco?
AGATHA: Ah vovó, meu pai está descontrolado, deu-me um tabefe.
SRA. MARTINE: E o que fizeste que causara a ira de Petrus?
AGATHA: Nada! A culpa foi da minha mamã, ela disse-me coisa horrendas, estou abatida, vovó. Abatida!
Agatha agacha e chora no colo de Sra. Martine.
SRA. MARTINE: Precisas de um esposo para combater vossos pais. Para ceder-lhe liberdade!
AGATHA: 
Sim, vovó. Sim! É disso que eu preciso mas insistem em privar-me.
SRA. MARTINE: Acho que tenho o esposo ideal para ti.
AGATHA (Curiosa/Entusiasmada): E quem é? Diga-me, vovó. É um nobre cavalheiro?
SRA. MARTINE: Me refiro à Apolo.
AGATHA: Apolo? Nunca! Jamais viverei ao lado daquele pobre miserável.
SRA. MARTINE: Querida, estou pedindo-lhe que se case. Não é mais viável que sejas solitária.
AGATHA: Deve haver outros. Ele não tem capacidade para isso. Soube que foi acusado de ter ateado fogo no teatro. É esse o esposo que desejas para vossa única neta, Sra. Martine?
SRA. MARTINE: Exatamente por ser incapacitado que serás o ideal. Engane-o. Idealize um esposo e impõe nele como uma ordem. Creio que serás feliz assim e salvarás Atenas de um governo sem rei.
AGATHA: Mas há um rei.
SRA. MARTINE: Até quando? Em breve, uma fatalidade pode pôr em risco o governo e se não estivermos preparados, morreremos. E então, Agatha? Aceita minha proposta?
Agatha pensativa, revira os olhos.
CENA 21. INT. TRIBUNAL. SALA DE REUNIÕES. MANHÃ.
Apolo entra abruptamente. O rei assustado se levanta. Os soldados segura Apolo.
REI PETRUS II: Se não justificares, considere-se um homem morto.
APOLO: Oh Majestade! Sinto-lhe em dizer que estás à ser traído.
REI PETRUS II: Como ousas, profano. O que insinuas? Não há nada encoberto diante de mim.
APOLO: Ah Soberano! Se acreditas no que profiro à vós, envie homens de vossa confiança à taberna de Urias e comprovará a verdade.
REI PETRUS II: E ainda sobre Urias, meu fiel companheiro. (TEMPO/Ele acena para os soldados) Degole-o.
Apolo temeroso, soa frio.
APOLO: Ó meu rei, vá tu mesmo e comprove. Se estou à proferi mentiras e heresias mate-me, torture-me, faça-lhe o que lhe convém. Mas veja com vossos olhos, a traição que Urias comete com vossa esposa.
O rei arregala os olhos.
REI PETRUS II: Tudo bem! Irei eu e terei o prazer que atrofiar uma espada em vosso peito, medíocre.
O rei caminha.
REI PETRUS II: Não tirem os olhos dele, soldados. Ele é imprevisivel.
O rei sai. Apolo ri, disfarçadamente.
CENA 22. INT. MASMORRA. CELA. MANHÃ.
Aquiles cansado adormece mas mantém-se escorado na parede. Eládio cava, afoito e suando. A CAM foca na fresta do teto se abrindo. Eládio abre um sorriso.
ELÁDIO (Gritando/Alegre): Conseguimos, Aquiles. Conseguimos!
Aquiles assusta-se e o olha.
ELÁDIO: Liberdade vai cantar.
Eládio se desequilibra e cai. Aquiles arregala os olhos, desesperado.
AQUILES: Eládio?
A CAM foca em Eládio, ensaguentado e desmaiado.
CENA 23. INT. VIVENDA DE URIAS. SALA/ALCOVA. MANHÃ.
Gemidos altos. Respiração ofegante. O rei caminha sorrateiramente, passo a passo.  A CAM foca nos pés do rei seguindo em direção à alcova. CLOSE no rei apreensivo. O rei arreganha a porta entreaberta e arregala os olhos abismado.
REI PETRUS II (Surpreso/Decepcionado): Como eu pude me enganar tanto?
Minerva e Urias desesperados, se afastam, despidos.
REI PETRUS II: Moinhos de pedra vão rolar. (TEMPO/Ele com olhar doentio foca em Minerva) Prepare-se para lastimar, querida. Lastimar!
CLOSE em Minerva chorando, desesperada.

CONTINUA…

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  • Que final! Não sei se estou mais ansioso pra saber o que o rei fará com Minerva, ou com a provável morte de Eládio!
    Estou curioso também sobre qual rumo irá tomar essa amizade entre Ciro e Heros.

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