A CESAREIA – EPISÓDIO 7 (A LUZ NO FIM DO TÚNEL?) – PARTE II

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CENA 14. INT. PALÁCIO. ALCOVA DO REI. MEIO-DIA.
Ariadne vestia-se com as serviçais. Hermes entra. As serviçais saem.
RAINHA ARIADNE: O que houve, esposo? Não deverias está à degustar?
REI HERMES: Sinto mas não estarei no enlace de Heros, tenho uma questão à resolver.
RAINHA ARIADNE (Revoltada): O que é mais importante do que o enlace de vosso filho?
REI HERMES: Minha reputação! Soube que Atenas está à zombar de mim, não tolero isso.
RAINHA ARIADNE: Foi aquele rapaz não foi? Ele está à manipulá-lo, Hermes, será que só vós não percebe?
Hermes desfere uma bofetada em Ariadne, ela posiciona a mão sob o local afetado.
REI HERMES: Ninguém zomba ou inferioriza o rei de Esparta. Convoquei Amon para realizar a cerimônia, o outro já não pôde e foi levado à juizo. Fique bem, esposa.
Hermes sai. Ariadne chora, desolada.
RAINHA ARIADNE (Furiosa): Vais lastimar, Hermes. Rogo-te tal praga, vais lastimar.

ATENAS

CENA 15. EXT. TEATRO. MEIO-DIA.
Apolo desce do cavalo, atordoado. A CAM se distancia e mostra pés de outra pessoa. Corta para: Apolo caminha ao redor.
APOLO (Gritando): Aquiles? Oh Aquiles? Aparece, meu irmão, sou eu, Apolo.
Uma mão toca os ombros de Apolo, esse se assusta e direciona seu olhar. Urias é revelado.
APOLO: O que fazes aqui? Estás perseguindo-me?
URIAS: Pelo visto não tens palavra. Foges de mim. Esqueceste do trato que fizemos? Revelei-lhe a faceta de Martine e não obtive a alforria.
APOLO: 
És apressado, Urias. Sempre foste! O que me apetece nesse momento é encontrar meu irmão.
URIAS: Quando frequentava os jantares com o rei, não se preocupava com ele, não?
APOLO: Não se envolva nisso. Lembre-se que sou o soberano.
URIAS: E eu sou muito mais que um pobre miserável, Apolo. Eu posso ser seu inimigo político e na política não tens fundamento para se firmar.
APOLO: Não seja patético, soldado. Foste pego num caso de adultério. Achas que tem mais força que a moral de Atenas? És patético!
URIAS: E foste por vossa causa que fui descoberto. Tens algum senso de humanidade dentro de si, Apolo?
APOLO: Foi preciso! É por isso que eu cheguei no poder, quebrando um paradigma enorme, Urias, se não fosses egoísta, saberia valorizar meu ato.
URIAS: Não fizeste por amor à pátria. Fizeste isso por ganância, vingança. Hipócrita!
Apolo gargalha.
APOLO: É por isso que não terás alforria nunca. Nunca!
Urias desembanha a espada e aponta para Apolo.
APOLO: Enfia. Pega essa espada e degole meu pescoço, além de adúltero, serás assassino.
Urias desfere uma bofetada em Apolo que cai, desesperado.
URIAS: Esse será o teu fim, Apolo. No chão, caído, esmagado como uma folha.
Urias joga a espada no chão, pega o cavalo e se afasta, cavalgando. Apolo o observa, enraivado. Urias volta e se aproxima de Apolo.
URIAS: Ah já ia esquecendo. Não seja imbecil procurando por Aquiles, pois, ele não está em Atenas.
APOLO: Patife, donde está então? Andaste tietando o Aquiles na masmorra?
URIAS: Esparta! (TEMPO/Apolo gargalha) E se eu fosse vós temeria, pois, ele voltará, eu tenho certeza. Pode ser fatal!
Urias sai, cavalgando. Apolo se levanta, sorrindo.
APOLO (Pensando): Imbecil! Podes cavalgar à vontade, te encontrarei até no sheol.
CENA 16. INT. PRAÇA. MEIO-DIA.
Os soldados amarram Aristides e Dimitri num tronco. Melina os observa, chorando. Leônidas a abraça.
MELINA (Desesperada): Por favor, soldado, eu suplico. Imploro. Por favor, não mate-os.
O soldado esnoba Melina e ateia fogo no tronco com uma tocha. Aristides olha para Melina.
ARISTIDES (Sussurrando): Tens sorte de ver-me morrer. Poucos tem essa oportunidade.  
Aristides sorri, ensandeciso. Melina tenta se aproximar mas é segurada por Leônidas.
LEÔNIDAS: Já há tragédias demais aqui. Não permitirei!
Aristides e Dimitri urram de dor, agonizando. CLOSE no fogo consumindo os corpos. Melina desesperada se joga no chão.  
CENA 17. INT. PALÁCIO. JARDIM. MEIO-DIA.
Sra. Martine esmagalha uma flor. Agatha a observa com frieza e se aproxima.
AGATHA: O que queres?
SRA. MARTINE (Preocupada): Por que tens os olhos inchados, querida?
AGATHA: Fala o que quer comigo. Não estou bem!
SRA. MARTINE: Vim despedir-me de vós.
AGATHA (Assustada): E para onde vais?
SRA. MARTINE: Etiópia, talvez. Mas meu objetivo aqui é receber o seu perdão para ir em paz.
AGATHA: O que fizeste foi abominável. Sofri demais! Sofro ainda.
SRA. MARTINE: Eu pedi-lhe perdão, apesar de não ter ressentimentos. Petrus perseguiu-me severamente por tanto tempo que o que fiz não me traz remorço mas o que voga aqui é vosso perdão.
Agatha observa, calada.
SRA. MARTINE: E então?
AGATHA: Já dei-lhe ouvidos doutras vezes e colhi apenas, desgosto. Ontem, foi o maior deles.
SRA. MARTINE: Essa foi sua última chance, não nos veremos novamente mas desejo do fundo do meu coração que sejas feliz.
Sra. Martine se afasta. Agatha tenta segui-la mas estagna. Sra. Martine olha para trás e sai. Agatha chora.

                                                                                       CORTE DESCONTÍNUO:
CENA 18. EXT. PALÁCIO. ENTRADA. MEIO-DIA.
Mirtes observa Sra. Martine se aproximando e chora.
SRA. MARTINE: 
Não chores, minha amiga. Não chores que chorarei também.
Sra. Martine abraça Mirtes.
SRA. MARTINE: Muito obrigada! Por tudo! Pelo teu zelo, pelo teu cuidado, teu respeito, ah, Mirtes, se não fosse por vós não sei como seria minha estadia aqui. Levarei-a contigo em meu coração.
MIRTES (Gaguejando/Emocionada): Não és obrigada à ir, senhora. Fique conosco! A Agatha jamais a despeçará.
SRA. MARTINE: É o melhor à se fazer, sabes do que fiz contra os pais de Apolo, temo que ele se vingue de forma cruel.
MIRTES: Sempre estarás em minha mente, em meu coração, sua memória eu manterei nesse lugar, queiram ou não queiram.
SRA. MARTINE: Preciso ir. Fique bem!
Sra. Martine beija a testa de Mirtes e caminha. Mirtes chora, desesperada.
CENA 19. INT. BORDEL. SALÃO. TARDE.
Leônidas entra ao lado de Melina. As cortesãs em polvorosa, as observa.
LEÔNIDAS: Não nos olhe assim.
Uma cortesã se aproxima.
CORTESÃ: Então, teremos outra concumbina?
LEÔNIDAS: Não sejas indiscreta. Não! Ela é apenas uma convidada. De honra intacta.
CORTESÃ: E o que a santarrona faz em nosso expediente?
MELINA (Soluçando): Será meu abrigo provisório. O celeiro da minha vingança.
Close em Melina, enfurecida.

ESPARTA

CENA 20. INT. VIVENDA DE CIRO. SALA. TARDE.
Damásia entra, agitada.
DAMÁSIA: Ciro, meu filho, não sabes o que ocorreu. (TEMPO/Ela se abisma) Para onde vais?
CIRO: Chegou a hora da partida, mamá. Preciso conhecer o mundo, sou novo demais para me prender aqui.
Damásia emocionada, o abraça.
DAMÁSIA: E que consideração tens para com vossa mamá. Deixá-la-à ao léu por um fetiche?
CIRO: Fetiche não. Fetiche é superficial, minha alma está saturada em Esparta. Preciso ir antes de ser convocado. Desejo apenas que vós mantenhas uma memória viva de mim e eu manterei na mesma.
Damásia abraça Ciro.
DAMÁSIA: 
Siga teu coração. Teu coração, filho.
Ciro chora. Damásia preocupada, acaricia o cabelo dele.
CENA 21. INT. PALÁCIA. ALCOVA DE HEROS. TARDE.
Ariadne entra. Heros se ajeita, sozinho.
RAINHA ARIADNE: Estás belo! Um formoso príncipe.
HEROS: Agradeço-a. Donde está meu pai? Ele não deveria está à ajeitar-se comigo?
RAINHA ARIADNE: Com pesar anuncio que vosso pai não participará da sua cerimônia.
HEROS (Abismado): O que?
RAINHA ARIADNE: Houve um imprevisto! Ele regressará em alguns dias mas peço-lhe que compreenda essa situação.
HEROS (Frustrado): Como pode isso? Serei o primeiro desdenhado de todos os antepassados.
RAINHA ARIADNE: Prova de que és unânime. A unanimidade está em vosso sangue, Heros. Ainda que com pesares.
Ariadne o abraça.
RAINHA ARIADNE: Quando encerrar a cerimônia e desposares de vossa esposa, não te lembrarás mais desse percalço. Juro-te.
Ariadne acaricia o rosto de Heros e sai. Heros frustrado, abaixa a cabeça.

ATENAS

CENA 22. EXT. PORTO. TARDE.
Sra. Martine sentada à beira observa o mar. Pescadores caminham com redes nas mãos. Sra. Martine boceja e fecha os olhos, ao abri-los se depara com navios de guerra se aproximando. Ela boquiaberta se levanta e sai correndo.
                                        CORTE DESCONTÍNUO:
CENA 23. INT. TRIBUNAL. SALA DE REUNIÕES. TARDE.
Sra. Martine entra, abruptamente. Os soldados se aproximam.
SRA. MARTINE: 
Donde está Apolo? Há uma desgraça se aproximando.
Apolo degustando uma maçã se aproxima, sórdido.
APOLO: Estás muito afobada, senhora. Não podes entrar assim em minha presença.
SRA. MARTINE: Haja como um líder! Vi um navio se aproximando.
APOLO: Ah, senhora. Nos poupe!
SRA. MARTINE: Havia canhões na parte superior dele. Estão vindo mal-intencionados.
Apolo arregala os olhos. Procópio o olha, sóbrio.
PROCÓPIO: O que faremos, ó rei? Não há soldados suficientes para uma guerrilha. Tomarão as nossas terras.
Apolo olha angustiado para Procópio.
APOLO: Que o menor vença.
CLOSE em Apolo, temeroso.
CENA 24. INT. NAVIO. PROA. TARDE.
Aquiles aponta para Atenas.
AQUILES: É ali que zombam de ti, majestade.
CLOSE em Aquiles, ensandecido.
CONTINUA…

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