A CESAREIA – EPISÓDIO 8 (O INÍCIO DO FIM?)

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EPISÓDIO 8
             O INÍCIO DO FIM?
CENA 1. INT. NAVIO. PROA. TARDE.
Aquiles aponta para Atenas.
AQUILES: É ali que zombam de ti, majestade.
CLOSE em Aquiles, ensandecido.

CONTINUAÇÃO DIRETA DO EPISÓDIO ANTERIOR:
REI HERMES: Medíocres!
                                     CORTE DESCONTÍNUO:
EXT. PORTO. TARDE.
As pessoas olham, temerosas. Aquiles com uma espada em punho, monta um cavalo. Um homem se aproxima.
HOMEM: Mas esse é meu cavalo.
Aquiles joga uma moeda no chão e sai, em disparada. O homem o observa, boquiaberto. A tropa o segue.
                                     CORTE DESCONTÍNUO:
INT. PRAÇA. TARDE.
A tropa reunida. Aquiles no centro, em cima do cavalo, cavalga ao redor da fogueira, esfumaçando. Hermes o observa, sóbrio.
AQUILES (Gritando): Atenas? Sentiram falta de mim? (TEMPO/Ele olha para as cinzas) Não me digão que sacrificarão em minha homenagem. Sabem que sou tímido.
Hermes se aproxima de Aquiles.
HERMES: Donde estão os soldados desse lugar? São todos covardes e afinal, não tenho prazer nisso. Espero-os falecer por si próprio. Covardes não duram muito tempo.
AQUILES (Gritando): Eu voltei! Não sejam mal-educados. estou à espera das vossas saudações.
O silêncio reina.
CENA 2. INT. TRIBUNAL. SALA DE REUNIÕES. TARDE.
Apolo assentado no trono, teme. Um soldado se aproxima.
SOLDADO: Ó rei, os inimigos estão em praça pública humilhando-nos. A população está fugindo. O que faremos? São milhares de soldados contra meia dúzia de atenienses.
Apolo coça a cabeça e se levanta.
APOLO: Vão a luta. Não sejam covardes! Vós que lutem, não me tornei rei para morrer nas mãos dos inimigos.
SOLDADO: E vós, majestade? Não lutarás conosco?
APOLO (Irônico): Achas? Sou o rei, preciso viver. Sigam! Soldado parado não vence a batalha.
Os soldados saem com espadas em punho. Sra. Martine sai, sorrateiramente.
CENA 03. INT. PALÁCIO. JARDIM. TARDE.
Urias escondido numa moita acena para soldado que se aproxima. Agatha o vê e se esconde.
URIAS: Preciso de vossa ajuda, amigo.
O Soldado desconfiado olha para os lados.
SOLDADOS: Já fostes ajudado por toda a hoste, o que desejas mais?
URIAS: Preciso da alforria, forjem-na para mim.
Agatha com uma espada desembanhada se aproxima abruptamente. O soldado arregala os olhos. Urias confuso olha para trás, deparando-se com Agatha.
AGATHA: Aqui está sua alforria, desgraçado.
Urias arregala os olhos. Agatha segura a espada em riste e o degola. O soldado temeroso, grita. A cabeça de Urias cai aos pés de Martine que enojada se afasta. Agatha se aproxima de Martine e a abraça fortemente.
AGATHA (Chorando): Está consumado, vó. Eu matei um homem. Sou uma assassina.
SRA. MARTINE (Decepcionada): Por que sujastes vossa mão com o sangue desse crápula? És pura, Agatha. Eras.
AGATHA (Chorando/Gaguejando): Impulso, não sei. Ele estava tentando fugi, não me controlei. Ele causou toda a desgraça da minha família, foi ele e ele morreu. Acabou!
SRA. MARTINE: Acalme-se! Há uma catástrofe pior se aproximando, entremos logo, antes que o pior nos aflija.
Agatha fecha os olhos e segue abraçada com Sra. Martine. CLOSE na cabeça de Urias, sangrando.

ESPARTA

CENA 04. INT. PALÁCIO. PÁTIO. TARDE.
Amon com a mão estendida saúda Heros. Anastácia sorri.
AMON: Pelo poder entregue à mim, declaro-vos enlaçados para todo o sempre com as bençãos de Zeus e de todos os deuses existentes.
As pessoas aplaudem. Ariadne olha para Heros, emocionada. Heros força um sorriso e caminha desmotivado ao lado de Anastácia.
FLASHBACK DE HEROS – Ele lembra da última conversa com Ciro.
(V.O de CIRO): Adquiri uma embarcação, caso decidas fugi do casamento, estarei à vossa espera no porto até o pôr do sol. Escolha ser feliz, Heros. Ser feliz!
Heros olha para o céu, escurecendo.

                                        CORTE DESCONTÍNUO:
INT. PORTO. TARDE.
Ciro olha para o céu, entristecido.
                                        CORTE DESCONTÍNUO:
INT. PALÁCIO. PÁTIO. TARDE.
Heros para de andar. Anastácia estranha e o olha, confusa.
HEROS: Sinto muito, querida. Mas eu escolho ser feliz! (TEMPO/Ele corrige) Eu mereço ser feliz.
Todos boquiabertos o observam.
ANASTÁCIA (Temerosa): Não me repudie.
Heros sai, correndo. Anastácia chora e olha para Ariadne.
RAINHA ARIADNE: Adiantem, soldados. Vão atrás de Ciro, ele está por trás disso. Tenho certeza!
Os soldados saem. Anastácia envergonhado sai, chorando.

ATENAS

CENA 5. INT. PRAÇA. TARDE.
Espadas trincam no ar. O céu escurece lentamente. Aquiles sóbrio, no centro, sorre, ensandecido. Sangue espirra na CAM. Corpos caem dos cavalos. Aquiles se afasta. Hermes o observa.
CENA 6. INT. TRIBUNAL. SALA DE REUNIÕES. TARDE.
Ruídos na porta. Apolo sentado no trono olha para Procópio, desesperado.
APOLO: Será que o nosso exército já perdeu a batalha? É isso que dá investi na arte em vez de preparar os soldados.
A porta é arrombada. Procópio aponta a espada para a porta. Apolo assentado no trono, permanece parado. Aquiles entra. Apolo se assusta ao vê-lo. Ambos se entreolham.

FLASHBACK DE AQUILES:
AQUILES: 
O Apolo jamais faria isso. Foi uma conspiração do governo.
URIAS: Será? Nesse exato momento ele deve está no palácio e sequer lembrou de vós. Em nenhum momento, lembrou-se. Inclusive o vi num desses jantares ao lado do rei.
Aquiles furioso pressiona Urias no chão.
VOLTA À CENA
Apolo se emociona. Aquiles decepcionado, estagna.
APOLO: Irmão? Oh meu irmão, senti tanta falta de ti. Se vós soubesse.
Procópio olha, sério.
PROCÓPIO: Não deverias ter laços com esse miliciano.
Apolo se levanta e desfere uma bofetada em Procópio.
APOLO: Respeite meu irmão, general. E saia daqui. Vá a luta com os outros, eu e meu irmão precisamos conversar.
Procópio se afasta. Aquiles entra, cavalgando. Procópio e Aquiles cruzam no caminho. Apolo o observa, sorrindo.
APOLO: Estás radiante, meu irmão. Mais belo! Tens até um cavalo branco.
AQUILES: És muito mais. Até coroa tens.
Apolo sorri, constrangido e tira a coroa.
APOLO: Ela pode ser sua. Nossa! Eu conquistei por nós.
AQUILES: Como conseguiste?
APOLO: O que? (TEMPO/Ele olha para a coroa) Isso?
AQUILES: Todos esses cargos.
APOLO: Eu consegui desvendar a morte de nossos pais. Foi o tio Dimitri que organizou tudo, senhora Martine e Aristides estavam por trás também.
AQUILES: E donde estão todos esses? Impune?
APOLO: Não vistes a fogueira? Pois lá estão nossos desafetos, menos, Petrus, esse foi envenenado.
AQUILES: Sensacional! Um verdadeiro herói, com tantos planos mirabolantes, duvido que tenhas lembrado de mim.
APOLO: Soube de vossa fuga à pouco.
AQUILES (Sarcástico): Quando vi que não tinha chá do campo, fugi.
APOLO: Sei que vossa experiência foi horrível mas foi viável. Se eu tivesse sido incriminado vós não terias feito o que fiz. Sabes disso!
AQUILES (Chorando): Isso não justifica o que sofri. Não sabes o que é penar. Eu penei naquela masmorra, Apolo. Sofri mais do que qualquer plebeu de Atenas.
APOLO: Mas deste a volta por cima, voltaste bem. Num cavalo branco e tudo. Esparta lhe fez bem.
Aquiles sorri e enxuga as lágrimas.
AQUILES: Mas vamos esquecer os sofrimentos, o passado, vamos focar no nosso presente. Venha, meu irmão. Dê-me um abraço.
Aquiles desce do cavalo.
APOLO (Sorrindo): Isso! Esqueça o passado, meu irmão.
Apolo e Aquiles se entreolham, emocionados.
APOLO: Me perdoa, Aquiles?
Apolo se aproxima e o abraça. Aquiles desembanha a espada, sorrateiramente.A CAM se afasta. Apolo grita. A CAM foca em Apolo, sangrando. Aquiles arranca a espada do peito dele.
AQUILES (Frígido): Eu te perdoo.
Apolo cai. A coroa balança no chão. Aquiles guarda a espada, ensaguentada, agacha e pega a coroa.
AQUILES: Atenas pertence à mim agora. Á mim.
Close no olhar doentio de Aquiles. Ouve-se aplausos. Aquiles olha para a porta, assustado. A CAM se afasta mostrando Hermes, aplaudindo.
REI HERMES: Então tudo não passava de uma vingança, Aquiles?
Close em Aquiles, temeroso.
CENA 7. INT. BORDEL. ALCOVA. TARDE.
Melina caminha de um lado para o outro, desnorteada. Leônidas entra e se abisma.
LEÔNIDAS: Pelo visto estás à penar em vida. Deseja um chá?
MELINA: Eu não serei sua concumbina, senhora. Não precisa tratar-me bem.
LEÔNIDAS: Pois, saiba que lhe trato bem por respeito à sua dor. Já passei por isso e a compreendo.
MELINA: Talvez, penses que sou ingênua. Não sou! Eu sou sagaz, estás à ouvir-me? Eu sou sagaz!
LEÔNIDAS: Deves está febril, vossa prosa está avariada.
MELINA (Gritando): Não me trate como uma louca, senhora. Eu não estou louca. Não! Eu não sou louca.
LEÔNIDAS (Gritando/Revoltada): Para com essa encenação. Não é porque viveste com Aristides que manterás essa farsa. Não és assim, Melina. (TEMPO/Ela acaricia Melina) És doce! Donde está a doce e simplória Melina?
Melina chora.
MELINA: Ela se foi, senhora. Faleceu! Ah! Mas eu não posso ser passiva nessa situação.
LEÔNIDAS: Do que estás falando, menina? Deita um pouco. Se acalme!
MELINA: O fogo arderá.
Melina sai, desnorteada.
LEÔNIDAS (Gritando): Não saia, Melina. Há uma guerra lá fora. (TEMPO/Ela pensa) Por que eu não disse isso antes.

ESPARTA

CENA 8. INT. VIVENDA DE CIRO. SALA. TARDE.
Damásia teava, chorando. Os soldados entram, abruptamente, derribando a porta. Damásia se levanta, abismada.
DAMÁSIA (Assustada): O que fazem aqui?
SOLDADO: Donde está o vosso filho?
DAMÁSIA: Quem deseja saber de meu filho? Ele não está.
SOLDADO: A rainha exigiu-me. Não escondas da realeza o destino de vosso filho ou poderás sofrer consequências.
DAMÁSIA: Sempre fui fiel à realeza, hoje ainda estavas no palácio arrumando a alteza. Sou fiel nos impostos, não ousem entrar em meus aposentos como se eu fosse uma miliciana.
SOLDADO: É a ordem de cima.
Os soldados vasculham. Damásia preocupada, põe a mão na cabeça. Ariadne entra.
DAMÁSIA: Diz à eles, Ariadne. Diz que não sou miliciana.
RAINHA ARIADNE: Pois, fui eu quem enviou-os. Donde está o Ciro?
DAMÁSIA: Por que o procuras?
RAINHA ARIADNE: Ele manipulou meu filho e o levou consigo, afastando-o de um enlace privilegiado. Merece o peso da monarquia.
DAMÁSIA: Não terias coragem de executar meu único filho, não?
RAINHA ARIADNE: É a lei, Damásia. O peso da lei. Adianta, diga-me donde está vosso filho. Não sejas louca de ocultar tal informação de vossa majestade.
Damásia permanece calada. O soldado se aproxima de Ariadne.
SOLDADO: Não vês, Majestade. Essa mulher jamais entregará o próprio filho.
Ariadne franze a sombrancelha e puxa a espada na bainha do soldado. Damásia arregala os olhos mas mantém-se firme.
RAINHA ARIADNE: Ela vai me dizer, soldado. (TEMPO/Ela aproxima a espada do peito de Damásia) Não vais?
Damásia lacrimeja mas permanece calada. Ariadne olha para Damásia,preocupada.
RAINHA ARIADNE: Não me obrigue à fazer isso, dama. Seja sensata e me diga de uma vez, donde está o Ciro.
DAMÁSIA: A covardia é a mãe da crueldade. Mate-me, pois, jamais entregarei meu filho.
Ariadne chora, fecha o olho e num ato repentino solta a espada e abraça Damásia.  Ambas choram.
RAINHA ARIADNE: O que fizeste aqui foi de uma valentia, uma honra gigantesca. Venha comigo ao palácio e os soldados trarão nossos filhos. (TEMPO/Ela olha para um soldado) Vivos e contentes.
Ariadne abraça Damásia. Ambas caminham em direção à saída. Damásia olha para trás.
DAMÁSIA: O Ciro está no porto, nesse momento. Ele está indo para alguma banda.
RAINHA ARIADNE: Adiantem, soldados. Vão para o porto imediatamente.
Os soldados saem.
CENA 9. INT. PORTO. TARDE.
Ciro olha para os lados, esperançoso, porém, se frustra. Ele enxuga as lágrimas e rema. Heros corre. Ciro despercebido, continua remando.
HEROS (Gritando): Ciro?
Ciro o vê e sorri. Heros se joga no mar e nada até o barco. Ciro o puxa para dentro. Ambos se abraçam.
CIRO: Não sabes como me sinto feliz em ter vindo. Achei que seria infeliz pelo resto da vida.
HEROS: Não conseguiria viver sem ti. Apesar de seres tosco às vezes.
Ciro acaricia o rosto de Heros. Ambos se entreolham.
CIRO: Eu te amo! Eu o amo mais do que amo à mim mesmo.
Ciro beija Heros. Ambos ouvem a tropa se aproximando.
CIRO: Os soldados estão vindo buscar-nos.
HEROS: Mas jamais nos pegarão.
Heros sorri. Ciro rema rapidamente, o barco se afasta. Os soldados observam-nos, decepcionados. Heros acena, zombando.

CENA 10. INT. PALÁCIO. SALÃO. TARDE.
Ariadne é abanada pelos serviçais. Damásia mexe as pernas, nervosa. Anastácia entra com o vestido de noiva. Ariadne estranha.
RAINHA ARIADNE: Ainda estás trajada assim?
Anastácia ao vê Damásia, se revolta.
ANASTÁCIA: Não creio que colocaste a mamá do traidor em nosso palácio.
RAINHA ARIADNE: Damásia faz parte desse reino. É leal, uma amiga, não permitirei que a trates com desprezo.
ANASTÁCIA: Eu a tratarei como quiser. Meu pai também era rei de Esparta e tenho os mesmo direitos.
Ariadne se levanta. Anastácia a encara.
RAINHA ARIADNE: Não seja imbecil de me enfrentar, Anastácia. Com um sopro eu destruo esse emaranhado que tu chamas de vida.
Ariadne se senta novamente. Damásia sorri, discreta. Anastácia revira os olhos. Os soldados entram abruptamente. Todas se levantam, afoitas.
RAINHA ARIADNE: E então?
O soldado decepcionado olha para Ariadne.
SOLDADO: Nós os vimos. Estava o príncipe e o Ciro, ambos felizes e zombando de nós, majestade. Deseja que a tropa que ficou vá e abandone a sentinela?
Ariadne se assenta, apressadamente. Damásia a ajuda.
RAINHA ARIADNE: Não! Não abandonarão a sentinela por causa deles. Voltem para seus postos, soldados.
ANASTÁCIA (Revoltada): Mas e meu esposo? Não deixará ele fugi, sem consequências.
RAINHA ARIADNE: Hermes jamais tiraria soldados da sentinela para ir atrás de quem quer que seja e eu como esposa e representante do rei de Esparta, tomo as decisões. Após a vitória de Esparta em Atenas, resolveremos essa situação. Agora, se me permitem, irei para a minha alcova. (Tempo/Ela olha para Damásia) Se sinta à vontade, querida.
Ariadne sai. Damásia a observa, boquiaberta. Anastácia olha furiosa para Damásia.
DAMÁSIA: Não seja estúpida! Haja como uma princesa, infame.
Damásia encara e sai, esnobando-a.
CENA 11. INT. PALÁCIO. ALCOVA DO REI. NOITE.
Ariadne deita no leito e chora, angustiada.
RAINHA ARIADNE (Pensando): Donde quer que estejas, meu filho, sejas feliz. Feliz.
                                    CORTE PARA:
INT. BARCO. PROA. NOITE.
A Ciro tira a roupa de Heros. Ambos se beijam, enlouquecidamente.
(V.O de ARIADNE): Sejas feliz!
Heros geme de prazer. Ciro suando. CAM escurece.

ATENAS

CENA 12. INT. TRIBUNAL. SALA DE REUNIÕES. TARDE.
REI HERMES: Então me fizeste de tolo?
AQUILES: Olha, rei, sim, eu menti, se é isso que desejas ouvir, digo-lhe novamente, menti sobre as calúnias sobre vós e se quiseres enviar-me para a tumba irei satisfeito, pois, meus anseios de ver esse lugar devastado e o povo amedrontado realiza tudo o que sonhei.
REI HERMES: O que esse povo fez contigo, homem? Jamais vi tanto rancor, tanta ânsia de destruição.
AQUILES: Eles me puseram na cadeia, injustamente. O crime era do meu irmão, conspiraram contra mim. Cuspiram em minha face, majestade, eu não tinha culpa. Não! Fui humilhado demais por esse povo.
REI HERMES: Desejas ser rei de Atenas?
AQUILES: Deixarias, rei?
REI HERMES: Vossa história traz alusão ao meu antepassado. O grande César odiava Esparta tanto quanto vós odeia Atenas e ao assumi o poder tornou-na num dos maiores impérios do mal. Todos temem por nosso exército, não é pra menos.
AQUILES: César! Gostei. Prometo ser tão ruim quanto ele. Eu juro Hermes. Juro pela minha vida.
REI HERMES: Metade do meu exército ficará ao vosso dispor, contanto que mantenhas em sigilo o que fizeste. Não quero que lembrem de mim como um manipulável.
AQUILES: Farei uma estátua em vossa homenagem rei Hermes. És tão bom quanto Eládio e mereces a minha admiração.
REI HERMES: Sejas um bom rei. Um rei como nunca houve, um rei como nunca haverá.
Rei Hermes abraça Aquiles.
CENA 12. EXT. PALÁCIO. TARDE.
A CAM mostra o fogo se alastrando. Melina caminha sorrindo. Ouve-se gritos estridentes e ruídos de movéis caindo.

Dias Depois…

CENA 13. INT. PRAÇA. MANHÃ.
AQUILES: Caros, cidadãos, à partir de hoje nada será igual nesse lugar. Nada! Absolutamente nada! Não quero nenhum resquício de Atenas. Não quero resquício de Petrus, nem de nenhum outro governo anterior. É tudo novo! Tudo novo!

As pessoas temerosas, aplaudem. Melina ao lado de Aquiles, sorri, comemorando.

POPULAÇÃO: Saúdem o rei Aquiles! Saúdem o rei Aquiles!
AQUILES (Gritando): Não me chamem de Aquiles. Que parte do tudo novo não entenderam? Hein? Pobres miseráveis!Leigos! Meu nome não é mais Aquiles, meu nome é César. E começa aqui, um novo governo, uma nova cidade, inicia-se aqui A Cesareia.
Melina olha para Aquiles, entusiasmada.
MELINA: Viva César! Vida longa ao rei César!
Melina olha para a CAM, sorrindo.

FIM?

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  • Fim explêndido!!! Irei sentir falta da minisserie. Aquiles finalmente cumpriu sua vingança, agora entendi o significado do titulo, arrasou!!!

    • Eu também sentirei…Muito obrigado por ter acompanhado a saga de Aquiles e espero que continue atenta aos meus novos projetos aqui na Cyber. Me sinto lisonjeado com sua leitura s2 E fico ainda mais feliz por ter compreendido o título kkk

  • Meu amigo, gostei do desfecho da história. Inicia-se um novo governo. De Aquiles para César! Parabéns pela história!

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