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A Sociedade – Capítulo 07

Pedro retorna do banco com Camilo um pouco aliviado. Pois conseguiu o empréstimo referente ao pagamento dos trabalhadores e do seu amigo Camilo.

Assumiu todo o prejuízo e Camilo não lhe deu outra opção para receber a sua parte que fora roubada.

PEDRO(em sua charrete): Agora estou mais tranquilo amigo. Vou acertar com os trabalhadores e lhe passar a a sua parte.

CAMILO: Pois é, amigo, sinto muito mas estou precisando muito deste dinheiro, tenho algumas dívidas particulares que precisa com urgete acertá-las.

PEDRO: Tudo bem amigo, não se preocupe. Afinal, você não tem culpa do ocorrido. A culpa foi minha. Se eu tivesse levado este dinheiro para um banco , isso não teria acontecido.

CAMILO: Fatalidade né amigo.

PEDRO: Não vamos comentar nada com ninguém sobre a gente ter conseguido o empréstimo. Diremos que ainda está pendente e amanhã voltaremos ao banco bem cedo retiramos o dinheiro e retornamos pra casa e pagaremos a todos.

CAMILO: Tudo bem amigo. Fazendo assim será mais seguro.

E os dois sócios e amigos retornam para suas casas, tendo já a ação combinada para o dia seguinte.

Enquanto isso, na varanda de sua casa, em meio a tristeza que acomete a todos por causa do roubo Dyana e Luiz conversam sobre o futuro, seus sonhos. . .

LUIZ: (abraçado com Dyana e olhando para o horizonte)Estava tudo muito bom, para ser verdade. Aí vem este roubo que abalou as nossas famílias.

DYANA: Não só as nossas famílias, como a todos que trabalham para nossos pais.

LUIZ: Mas vamos tentar esquecer isto por um momento e vamos falar de nós.

DYANA: Vamos. mas o o que você quer falar?

LUIZ: Já estamos noivos. Agora vamos falar de nosso casamento.

DYANA: Sabe de uma coisa?

LUIZ: Do que ?
DYANA: Não vejo a hora de nos casarmos. Sonho com isso todos os dias. Ter o nosso cantinho cheio de amor e carinho. Depois virão os nossos filhos.

LUIZ: E os netos vão deixar os avós babões.

DYANA: Verdade , meus pais amam crianças, ainda mais sendo os netinhos.

LUIZ: Vai ser uma ciumeira só.

DYANA: Kkkk. Nossos pais serão ainda mais próximos. Os netos, os nossos filhos.

LUIZ: Como nossos pais se dão bem! Parece até irmãos.

DYANA: Se fossem irmãos talvez não seriam unidos assim. Papai nem liga para os irmãos dele.

LUIZ: Papai era filho único. Seu Pedro é o irmão que ele não teve.

DYANA: Vamos dar uma volta pela fazenda?
LUIZ: Vamos sim.

DYANA: Vou chamar Cida para ir com a gente.

Enquanto o casal e Cida saem, chega Pedro e Camilo. . .

PEDRO: Fica resolvido assim. Não vamos comentar nada sobre o dinheiro conseguido. E amanhã o amigo vem para a gente ir buscar e acertar com essa gente.

CAMILO: Tudo bem. Amanhã bem cedo eu venho .

Camilo, chama pelo filho:
LUIZ: Meu pai está me chamando, meu amor. Irei com ele. Depois a gente se vê mais. (se beijam)

Cida e Dyana seguem conversando. Cida puxa o assunto sobre família.

DYANA: Meu pai e seu Camilo, estão sempre juntos.

CIDA: E com isso a família de vocês estão sempre unidas.

DYANA: Verdade. Família é tudo!
CIDA: Concordo. Pena que nunca tive uma.

DYANA: Desculpa Cida. . .

CIDA: tudo bem Dyana.

DYANA: Mas você já faz parte de nossa família. Mamãe, paia, Filipe e eu temos um carinho enorme por você.

CIDA: Eu sei. Desde quando sai daquele orfanato, vocês se tornaram minha família postiça. Sou imensamenbte grata à dona Sônia e seu Pedro por ter me acolhido.

DYANA: Pode contar sempre com a gente. E depois que me casar você ficará em meu lugar.

E enquanto caminham próximo à casa de dona Terezinha, Cida e DYana, ouve os lamentos da velha senhora sem que ela as perceba.

D. TEREZINHA: Mulher maldita, porque foi levar minha pequena? Ah se ela soubesse o quanto sofri e ainda sofro!

As duas chegam e cumprimentam a pobre senhora.

DYANA: Como vai dona Terezinha?

CIDA: Tudo bem com a senhora dona Terezinha?

D. TEREZINHA: Mais ou menos minhas filhas. Essa noite eu quase não dormi.

DYANA: O que houve com a senhora? Passou mal?

D. TEREZINHA: Eu não! Aparecida sim. Chorou a noite toda. Essa menina tá difícil. Escuta só o berreiro dela. Tá querendo mamar.

As duas se olham e já conhecendo dona Terezinha se despedem dela e voltam para casa.

Pedro fala para Sônia e Filipe sobre o empréstimo.

PEDRO: Ainda não está resolvido, amanhã eu e Camilo voltaremos para continuarmos as negociações com o banco

FILIPE: Tomara que dê certo meu pai. è preciso pagar os lavradores.

PEDRO: Vai dar certo meu filho. Vai dar certo.

SÔNIA: Quem poderá ter feito isso com a gente?

PEDRO: É um mistério mulher. Fica difícil pra apontar alguém pois não conhecemos quais ninguém dessa região ainda.

SÔNIA: Muito triste.

FILIPE: A polícia é fraca. Por aqui não tem contingente quase nenhum. Esse delegado sozinho não pegar o ladrão nunca.

PEDRO: Foi uma lição. Agora tenho que andar prevenido , em se tratando de dinheiro.

Na casa de Camilo.

SANTA: Coitado do amigo Pedro. Ele deve estar sofrendo muito com isso tudo.

LUIZ: É mamãe. Ele tá sofrendo calado. Se sente responsável.

CAMILO: Nosso amigo vacilou em ficar com aquele dinheiro todo em casa.

LUIZ: Nós também temos culpa papai.

CAMILO: Como assim Luiz?

LUIZ: Nós não poderíamos ter deixado só na responsabilidade dele. Teríamos que ter montado guarda lá com seu Pedro.

SANTA: Isso mesmo meu filho. Afinal parte do dinheiro era nossa também. E ficou só na responsabilidade de Pedro.

CAMILO: Mas Pedro tem o filho, o Valter. Ele poderia ter colocado eles na vigia.

LUIZ: Mas agora é tarde.

Cosme e Damião , do alto de um morro, onde é possível avistar as duas casas , a de Pedro e a de Camilo. . .

DAMIÃO: Dois cenários diferentes.

COSME: Dois propósitos diferentes.

DAMIÃO: Dois homens, amigos e sócios.

COSME: Dinheiro. Ah dinheiro!

DAMIÃO: O que você faz com a vida das pessoas.

CONTINUA. . . . . . . . . . . . . . . . . .

POSTADO POR

Luiz Lisboa

Luiz Lisboa

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