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Amor de Verão

 

Amor de Verão

Um conto de Honey Helloise

 

Praia Ponta de Coqueiros – Sábado – 25 de Janeiro de 2020

Verão, a estação quente que trás consigo o calor, a animação e a azaração, paqueras e amores surgem em meio as borbulhas dessa alta estação. Porém neste dia em Ponta dos Coqueiros a praia estava um pouco nublada e o sol que pela manhã aparecia ferozmente, ficou tímido durante a tarde apenas transparecendo um pouco dos seus raios, porém esse fato não desanimou alguns dos meus parentes que me chamaram para acompanha-los. Eu não estava muito afim de ir para essa viagem,confesso, mas mesmo assim fui e nesse dia ao chegarmos na beira mar notei que havia bastante pessoas conversando, tirando fotos e jogando futebol. Ao observar todo o lugar minha prima Letícia saiu correndo ao ver uma amiga e iniciaram um papo do qual não sei muita atenção e achei um local onde não havia muita aglomeração de pessoas e fui para lá com os que ficaram comigo, logo comecei a fazer a linha fotógrafa e tirar fotos de todos. Em seguida, Letícia se aproximou de mim ao voltar de seu reencontro.

-Voltei! Estava falando com a Veronica e talvez eu vá para festa. Ainda não sei mas deixa isso pra lá, vamos dar um mergulho Luna?!

Fiquei um pouco pensativa pois pelo tempo a água do mar deveria está gélida e ao sair iria me sentir no polo norte mas resolvi acompanha-la. Ao me levantar, notei um casal de senhores que sorriam gentilmente para mim e retribui. Não os lembrava de ter-los visto quando cheguei, mas segui Letícia e entramos na água, acabei levando minha irmã no colo para sentir um pouco a sensação e ela não estava curtindo muito pois estava com frio, acabei retornando com ela e em seguida voltei de encontro a Letícia onde ficamos jogando conversa fora, cantando algumas musicas juntas e mergulhando sobre as ondas gigantescas que faziam naquele dia que me surpreendia por mesmo nublado a animação do pessoal não se abatia como de um pessoal que estavam próximos a nós duas também pulando as ondas e mergulhando em meio a gritos e risadas.

– Luna Go, eu estou aqui mas estou com um pouco de medo.

– Medo de que? Tá achando que eles vão virar zumbis e nos atacar?

Soltei uma risada e ela riu junto.

– Não é isso, é que a maré está puxando bastante e também eu vi um vídeo de tubarão esses dias e fiquei com isso na minha mente.

– Relaxa isso é só coisa da sua mente, claro que corre-se um risco mas aqui não tem índices de ataques. Vamos curtir tudo isso. Aliás, porque você me chama de Luna Go?

-Por causa da música da Frozen Let it go!

Caímos na risada, eu mais ainda pelo motivo do nome que ela me deu. Não entendi direito mas também não quis prolongar isso. Ela me perguntou rapidamente se eu ficava incomodada e respondi que não. Ao dar um mergulho e olhar em direção aos meus parentes que estava na beira mar gelei, paralisei. Ao ver, ao lado do casal de senhores que citei anteriormente, um belo rapaz branquinho, barba por fazer , cabelos e barba preta e óculos de cor azul Marinho, usando uma bermuda de listras grossas variando nas cores, branco, azul é uma terceira que não me recordo bem mas creio que fosse um marrom e regata preta onde podia notar que ele é fortinho. E o que também notei é que ele estava olhando em minha direção. Como ele estava de óculos eu fiquei na dúvida se era realmente para minha direção mas ali onde eu estava como falei anteriormente não havia o aglomerado que pessoas, estávamos apenas eu e Letícia e isso mexeu bastante comigo mas agi naturalmente. Fiquei imaginando o quanto ele era lindo e sempre olhava para ele enquanto conversava com Leticia. Pensei em sair discretamente da água e pegar meu celular apenas para tirar uma foto dele discretamente para ficar de lembrança já que eu não estava com coragem de chegar perto dele e iniciar uma conversa até porque isso iria parecer bem estranho. Mas não sai de lá e após algumas troca de olhares o casal que provavelmente são seus parentes acabou se levantando das cadeiras de praia dobrando-as e ele fez o mesmo indo os três embora caminhando sem olhar para trás. Eu cutuquei Luna do nada e falei.

-Olha que rapaz bonito!

Letícia olhou para mim sem entender o que falei e logo falei novamente e ela compreendendo me respondeu.

-Realmente mas não faz meu tipo.

Acabei rindo da resposta dela e convenhamos eu amo quando crusho alguém e as pessoas ao meu redor falam que não fazem o tipo delas, assim não sairei no tapa com ninguém. Brincadeira sou 0% violência. Bom, fiquei observando ele caminhando até que sumiu ao entrar ao lado de um quiosque. Enquanto Leticia sorria por uma das mulheres do grupinho que gritava e sorriam sendo arremessados pelas ondas conversavam com os meus parentes. Aquilo tudo mexeu muito comigo e fiquei pensando nele enquanto estava lá até que meus pensamentos chegaram a ser interrompidos por outro rapaz bronzeado pelo sol que fazia corrida sem camisa apenas vestindo um short cinza de malhas leves e um boné mas logo voltei ao foco e meus parentes fizeram sinal com as mãos me chamando para irmos para casa e assim sai com Letícia após ela insistir em dar mais uns quatro mergulhos. Ao saímos nos ajeitamos e fomos caminhando pela pontinha que cruza parte da cidade litorânea cortando-a por manguezais em ambos os lados. Paramos para esperar algumas pessoas que passavam de moto pois a ponte é de mão única e por ser minúscula lateralmente só passa um de cada vez, após as motos, nós íamos passando até que no meio da Ponte ao olhar para trás não acreditei ao ver o rapaz da praia que vinha com o mesmo casal. Achei de início familiar mas depois tive a certeza que era ele. Fiquei com um leve frio no coração e sempre olhava para trás me perguntando como eles apareceram ali se já haviam ido embora antes de mim da praia e durante o trajeto não havia visto eles e olha que eu vinha olhando para todos os lados justamente pensando em rever ele porém não esperava em revê-lo em tão pouco tempo. Estar com meus parentes dificultou a comunicação entre a gente desde o primeiro momento em que o vi porque eles iriam estranhar eu me aproximando de um estranho puxando conversa e me lotariam de perguntas o que me causaria um mal estar. Fiquei pensando se aquilo seria coisa sobrenatural que me fez vê-lo novamente. O fato é que foi estranho mas eu amei e fui olhando até que ao atravessar a ponte notei que fomos por caminhos distintos e senti meu coração se entristecer. Cheguei a comentar com Letícia que o vi novamente mas ela estava distraída com algo e não deu muita bola. Fui olhando para ele e ele também olhava mas rapidamente tirava a vista, olhei até onde consegui mas ao fazer a curva em uma esquina acabei perdendo-o de vista. Queria muito saber seu nome, sua idade, conversar sobre seus gostos pessoais e ver qual o seu temperamento, sua voz, sua forma de falar e de ser no geral. Infelizmente no último dia em que estava lá refiz o caminho e fui a praia pela manhã na esperança de reencontra-lo mas não obtive sucesso. Talvez ele só frequente a tarde ou houve incompatibilidade de horários. Agora escrevo aqui afim de eternizar esse momento que pensei nunca vivenciar, um amor a primeira vista, ou paixão, atração, não sei definir. O fato é que só o fato de vê -lo me observando mexeu comigo e acabei desenvolvendo um sentimento por ele. Não sei se iremos nos ver novamente mas se for do nosso destino nos encontraremos de novo.

POSTADO POR

Honey Helloise

Honey Helloise

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