Amores Imperfeitos – Capítulo 07

ATENÇÃO: A Cópia e reprodução deste conteúdo fora da plataforma Cyber TV sem autorização prévia da administração, é proibida e viola os direitos legais do autor.

Share on facebook
Share on twitter
Share on google
Share on whatsapp
Share on tumblr
Share on telegram

 

Novela de HENZO VITURINO

 

CAPÍTULO 07

Revisão de Texto

MARCELO DELPKIN

 

Direção Geral

WELLYNGTON VIANNA

 

CENA 01. MANSÃO ALBUQUERQUE. SUÍTE DE LORENZO. INT. NOITE.

 

LORENZO – Porque as coisas tem que ser assim? Eu te conheci à tão pouco tempo e já te amo tanto, e agora essa de que não vamos pode ficar juntos, Cecília…

 

Marina abre a porta com raiva, arranca a foto das mãos de Lorenzo e a rasga, joga no chão, com raiva. Ela e Lorenzo se encaram.

CONTINUAÇÃO DO CAPÍTULO ANTERIOR.

SONOPLASTIA: Destino – Zezé Di Camargo e Luciano

 

LORENZO – Por que a senhora fez isso?!

MARINA – Como por quê?! Você quer mesmo permanecer com a foto da assassina do seu avô? A mulher que tirou a vida de um homem honesto e que agora ainda quer se vingar de quem fez justiça!

LORENZO – Eu não tenho culpa de ter me apaixonado por ela, mãe! Não tenho culpa!

MARINA – Eu só espero que você não me apareça com a ideia de começar a namorar com essa descarada! Só espero, Lorenzo!

 

Marina sai do quarto, com raiva. Lorenzo está triste, chorando, ele recolhe os pedaços das fotos de Cecília no chão e as joga no lixo.

SONOPLASTIA OFF.                   

 

CENA 02. APARTAMENTO DE JOYCE. SALA. INT. NOITE.

Alberto está sentado no sofá, mexendo em seu notebook. Joyce vem de seu quarto, animada, com duas fotos na mão. Se senta ao lado do marido.

 

JOYCE – Tá ocupado, amor?

ALBERTO – Um pouco, mas pode falar!

JOYCE – Então, eu já te contei da loja e estou muito animada! Hoje escolhemos as modelos que representariam a loja, uma já tinha sido escolhida, e a outra escolhemos hoje. Dá um olhada na foto e diz o que acha dela, inclusive essa chegou a competir com a Bárbara, mas ela teve um desempenho melhor!

 

Joyce mostra as fotos para Alberto, que se assusta ao ver Cecília. Ele fecha o notebook e se levanta rapidamente, Joyce também levanta.

 

ALBERTO – Você tá ficando doida, Joyce? Foi essa maluca que matou o papai, expulse ela da sua loja agora!

JOYCE – A loja é minha e eu dou as regras! A Cecília pode ter matado quem for, ela teve o melhor desempenho e foi a escolhida, nada vai mudar a minha decisão. Inclusive a Bárbara já havia me falado isso quando viu a Cecília, mas eu sei que no fundo ela estava era com medo de perder, tanto que perdeu, né? (ri)

ALBERTO – Quer saber? Faça o que quiser! Eu que não vou inventar de me meter com essa sua loja de quinta categoria, se tiver problemas, resolva com o Murilo!

 

Alberto vai para seu quarto, com raiva. Joyce se senta no sofá, rindo.

 

JOYCE – Ridículo! Ele acha que falando essas coisas vai me fazer desistir dos meus sonhos, mas está muito enganado! E um dia eu ainda vou esfregar na cara dele o meu sucesso, ele vai ver que não preciso dele pra nada! Pra nada!

 

CENA 03. CASA DE CRISTINA E ELIAS. SALA. INT. NOITE.

Cristina, Laila, Jussara e Pedrinho estão reunidos na sala, todos sentados no sofá, conversando. Elias e Cecília entram, ela ainda carregando a mala, fecham a porta. Todos se levantam felizes e vão até os dois, toda a família se abraça.

 

CRISTINA – Finalmente você fez uma boa escolha, Elias!

ELIAS – E acho que te devo um pedido de desculpas também, né?

 

Cristina e Elias se beijam. Jussara fica feliz, abraça Laila. Cecília fica contente ao ver a família unida.

 

CENA 04. MANSÃO ALBUQUERQUE. SUÍTE DE MARINA E MURILO. INT. NOITE.

Marina entra no quarto e fecha a porta, ela pega seu celular e liga para Priscila. Ela fica agoniada, andando de um lado para o outro. Priscila atende.

 

MARINA – Priscila, eu preciso falar contigo urgente, mas não pode ser por telefone. Aconteceram muitas coisas envolvendo o Lorenzo e se você quiser mesmo ficar com ele, nós teremos que agir logo, amanhã a gente se encontra, pode ser?… Tá bom, fica com Deus, beijos!

 

Marina desliga o celular.

 

MARINA – Se essa descarada da Cecília tá achando que ela vai ficar com o meu filho, está muito enganada, muito enganada!

 

Marina se deita na cama, rindo cinicamente.

 

CENA 05. APARTAMENTO DE JOYCE. QUARTO DE BEATRIZ. INT. NOITE.

SONOPLASTIA: Amianto – Supercombo.

Beatriz está sentada na cama, com as mãos na cabeça e os braços apoiados nos joelhos. Ela está chorando incontrolavelmente.

 

BEATRIZ – Por que a minha vida tem que ser tão difícil? O que fiz para merecer tudo isso, meu Deus?! O que eu fiz?

 

Beatriz se levanta, vai até a penteadeira, pega um quadro com uma foto dela e de seus pais.

 

BEATRIZ – Vocês são os piores pais do mundo! Vocês são os piores pais que alguém poderia ter! Um homem compulsivo por dinheiro, que só pensa em si e em mais nada. Uma mulher maníaca por roupas, que só saber falar de luxo e não enxerga o verdadeiro mundo ao seu redor. Prazer, meus pais!

 

Beatriz joga o quadro no chão, ele se espedaça. CAM mostra o quadro quebrado no chão, com as pernas de Beatriz próximas a ele. Em seguida algumas lágrimas caem sobre os cacos de vidro e logo em seguida a CAM sobe para o rosto da moça novamente. Ela abre uma gaveta, retira um estilete e fecha a gaveta novamente. Valentina segura o estilete na altura dos olhos, com um olhar triste e raivoso ao mesmo tempo. CAM mostra novamente os seus pés, e logo em seguida gotas de sangue começam a cair sobre o quadro. Beatriz se senta no chão, chorando muito, com os pulsos cortados. Ela se deita no chão, chorando muito.

SONOPLASTIA OFF.

 

CENA 06. CASA DE ROSA. SALA. INT. NOITE.

Rosa abre a porta, Clarisse entra, ela fecha a porta e vai imediatamente atrás da filha.

 

ROSA – Ainda bem que você veio, eu preciso falar urgentemente com você, Clarisse!

CLARISSE – O que aconteceu, mãe? A senhora parece não está nada bem!

ROSA – Clarisse, hoje a tarde eu vi o Tito roubando o celular de uma senhora, de uma senhora, Clarisse!

CLARISSE – Isso não é possível, tá que no outro dia ele inventou algumas coisas sobre ele e a senhora sabe, mas eu tenho certeza que ele não seria capaz de fazer uma coisa dessas, ele tem um bom coração, mãe!

ROSA – Essa bom coração é o que ele te mostra por fora, você não sabe como é por dentro ou simplesmente quando está longe de você!

CLARISSE – Eu prefiro não acreditar nisso, mãe! De qualquer forma eu vou conversar com ele, pode deixar.

ROSA – Faz isso filha, estou falando isso para o seu bem!

CLARISSE – Eu sei, mãe. Te amo!

 

Clarisse abraça Rosa, beija a testa da mãe.

 

CENA 07. FAVELA DA ROCINHA. CASA DE MARCÃO. INT. NOITE.

Marcão está sentado no sofá, com uma arma na cintura, mexendo em seu celular. Tito bate na porta, que estava encostada, e entra.

 

TITO – Tenho ótimas notícias!

MARCÃO – Pois fale logo que você está demorando demais!

TITO – Eu descobri que o pai e a filha da família saem de manhã e chegam mais ou menos umas doze horas para o almoço, a mais ou menos uma e meia saem novamente. Pelo que vi, a mãe e o filho não tem horário para sair.

MARCÃO – Então a gente vai ter mais trabalho com a coroa e o riquinho… Pode deixar que eu vou arquitetar o plano aqui, mas não para de se aproximar da família. Agora desembucha da secretária e faz o que combinamos, se aproxima da filha! Agora vaza!

 

Tito sai. Marcão se levanta e começa a andar de um lado para o outro, pensativo.

 

CENA 08. RIO DE JANEIRO. PLANOS GERAIS. EXT. MANHÃ.

SONOPLASTIA: O Sol e a Lua – Pequeno Cidadão.

Amanhece. CAM AÉREA mostra alguns pontos turísticos do Rio de Janeiro, como o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar a Lagoa Rodrigo de Freitas. Em seguida corta para a fachada da casa de Cristina e Elias.

 

CENA 09. CASA DE CRISTINA E ELIAS. SALA DE JANTAR. INT. MANHÃ.

SONOPLASTIA CONTÍNUA.

Cecília, Cristina, Laila, Elias e Cecília estão sentados à mesa, tomando café da manhã. Cristina estranha a ausência de Pedrinho.

 

CRISTINA – Cadê o Pedrinho, Jussara?

JUSSARA – Não sei, mamãe. Quando eu saí do quarto, ele estava no banheiro. Eu perguntei se ele não viria comer, e ele disse que estava sem fome.

CRISTINA – Estranho! Eu nunca vi o Pedrinho desanimado desse jeito, quanto mais rejeitando comida, alguma coisa está acontecendo! Eu vou lá falar com ele!

 

Cristina se levanta e vai para o quarto de Jussara e Pedrinho.

 

CENA 10. CASA DE CRISTINA E ELIAS. QUARTO DE JUSSARA E PEDRINHO. INT. MANHÃ.

Pedrinho está deitado em sua cama, chorando. Cristina entra e fica preocupada ao ver o menino naquela situação, ela se senta na cama ao lado dele.

 

CRISTINA – O que aconteceu, Pedrinho?

PEDRINHO – Nada, tia, nada!

CRISTINA – Como nada? Você está chorando! Você sabe que pode confiar em mim para tudo, Pedrinho, pode me contar porque você está triste!

PEDRINHO – E precisa dizer ainda? A senhora sabe que eu tenho muita vontade de conhecer minha mãe e mesmo sabendo quem ela é e onde ela mora, se recusa a me apresentar ela.

CRISTINA – Pedrinho, eu já te disse que você entendeu tudo errado! Eu falei pra Laila que tenho vontade de descobrir onde ela mora!

PEDRINHO – Eu posso ser uma criança de apenas sete anos, mas eu não sou besta não!

CRISTINA – Você tá sendo muito egoísta! Eu faço de tudo por você e você me trata assim? Quando tiver fome, a comida tá na mesa!

 

Cristina sai do quarto, triste. Pedrinho enxuga as lágrimas e continua deitado.

 

CENA 11. SHOPPING. SORVETERIA. INT. MANHÃ.

Marina e Priscila chegam juntas na soverteria, se sentam em uma mesa.

 

PRISCILA – O quê de tão importante você queria falar comigo?

MARINA – Priscila, é urgente! Você tá querendo ficar com o meu filho e eu apoio muito, tanto que vou te ajudar! Presta atenção! O Lorenzo estava se envolvendo com outro garota, mas não é qualquer garota não! Ele estava ficando com a assassina do meu sogro, você tem noção do transtorno que isso pode causar na nossa família? Eles já terminaram, porque a vagabunda disse pra ele que vai se vingar da nossa família por ter colocado ela na prisão, e claro que ele não permitiria isso. Mas o pior é que eu encontrei ele chorando no quarto por causa dela, tinha até uma foto dela!

PRISCILA – Então você tá me dizendo que o Lorenzo tá apaixonada nessa moça?!

MARINA – Exato! Mas eles não podem ficar juntos! Melhor, eles não vão ficar juntos! E você vai me ajudar, nós precisamos agir e fazer o Lorenzo se apaixonar em você!

PRISCILA – Entendi… E como nós vamos fazer isso?

MARINA – Ai tá o problema, eu ainda não pensei, mas a gente vai! Começa se aproximando dele e mostrando que ele pode confiar em você, chama ele para ir a praia e deixa as coisas acontecerem!

PRISCILA – Pode deixar! Logo o Lorenzo será meu, só meu.

 

Priscila e Marina riem.

 

CENA 12. MANSÃO ALBUQUERQUE. SUÍTE DE BÁRBARA. INT. MANHÃ.

SONOPLASTIA: Cores – Anavitória.

Bárbara está sentada em sua cama, falando no telefone com Otávio.

 

BÁRBARA – Então, amor… Eu vou ver um dia ai pra gente se ver, tá tudo muito corrido, mas tu sabe que eu gosto muito de você… E esses dias o Emanuel tá um saco!

 

Emanuel entra no quarto, com raiva, e bate a porta.

 

EMANUEL – E agora? Qual é a desculpa hein sua vagabunda?

BÁRBARA (no telefone) – Vou ter que desligar, depois nos falamos!

 

Bárbara desliga o telefone e se levanta.

SONOPLASTIA OFF.

 

EMANUEL – Então, Bárbara, fala! É essa o tal primo? E é o desabafo que ele faz com você?

BÁRBARA – Emanuel, para, você entendeu tudo errado!

EMANUEL – Errado não! Eu ouvi tudo perfeitamente, desde o momento em que você marca um encontro e diz está com saudade até o momento que eu estou um saco.

BÁRBARA – Entenda como quiser, eu não sou obrigada a ficar me adulando pra ninguém!

EMANUEL – É, eu já entendi… E já que você ama tanto esse desgraçado, fica com ele, nosso namoro acaba aqui! Estou cheio de você com essas suas desculpinhas! Fique sabendo que você não é única mulher que existe no mundo não, inclusive existem outras melhores, mais perto do que você imagina!

 

Emanuel sai com raiva e bate a porta.

 

BÁRBARA – Tenho certeza que ele está falando da Juliana, essa piriguete vai me pagar!

 

Bárbara se senta na cama, com raiva.

 

CENA 13. CASA DE CRISTINA E ELIAS. SALA. INT. MANHÃ.

Cristina, Cecília e Laila estão sentadas no sofá, assistindo televisão. A campainha toca, Cecília se levanta a abra a porta. Valentina entra.

 

VALENTINA – Com licença! Cecília, que prazer!

CECÍLIA – O prazer é meu de receber uma modelo dessas na minha casa!

 

As duas riem.

 

CECÍLIA – A Valentina é a modelo que foi escolhida comigo, mãe. Vamos sentar, Valentina.

VALENTINA – Hoje não vai dá Cecília, só vi trazer o convite do meu casamento pra vocês. (entrega para Cecília)

CRISTINA – Ah que legal, finalmente você e o Otávio vão se casar.

VALENTINA – Pois é, depois de muito tempo ele me pediu e eu aceitei.

CECÍLIA – Pode ter certeza que nós vamos, Valentina.

VALENTINA – Aguardo todos lá, o endereço e local certinho estão ai. Beijos.

 

Valentina sai. Cecília se senta ao lado de Cristina e Laila, as três olham o convite, ansiosas.

 

CENA 14. APARTAMENTO DE VALENTINA. SUÍTE DE VALENTINA E OTÁVIO. INT. MANHÃ.

Otávio está sentado na cama, falando no telefone com Bárbara.

 

OTÁVIO – Então quer dizer que o seu namoradinho terminou tudo porque te viu falando comigo no telefone?

BÁRBARA (V.O.) – Foi, mas esquece disso por enquanto, depois eu dou um jeito de reconquistá-lo. Me conta logo o que você tanto quer falar!

OTÁVIO – Eu vou me casar! E eu quero que você vá e leve a sua família! Mas lá não seremos amantes, ok? Apenas conhecidos!

BÁRBARA (V.O.) – Com certeza, né, querido?! Pode deixar que eu vou sim, adoro uma festa!

OTÁVIO – Ótimo! Depois a gente se fala, beijos, princesa!

 

Otávio desliga o telefone, e se deita na cama, rindo.

 

OTÁVIO – Agora sim! Vou ter duas mulheres só para mim!

 

CENA 15. APARTAMENTO DE JOYCE. SALA. INT. MANHÃ.

Joyce está sentada no sofá, mexendo em seu notebook. A campainha toca, ela se levanta, abre a porta, Marina entra.

 

JOYCE – Bom dia, Marina!

MARINA – Bom dia, posso entrar?

JOYCE – Claro, entra!

 

Marina entra. Joyce fecha a porta e as duas se sentam no sofá.

 

MARINA – Arrumando as coisas para a inauguração da loja?

JOYCE – Sim! É muita coisa para fazer, eu tô animada, mas confesso que também estou bem cansada!

MARINA – É, essas coisas cansam mesmo!

JOYCE – E a quê devo a honra da sua visita?

MARINA – Eu vim aqui falar sobre algo que a Bárbara me contou que me deixou intrigada! Ela disse que você contratou a Cecília, a mesma Cecília que matou o nosso sogro, como modelo da sua loja?

JOYCE – Sim! Por quê? Algum problema?

MARINA – Você tá ficando doida, Joyce? Essa mulher não pode fazer parte de nada da família, você precisa tirar ela agora!

JOYCE – Eu vou te falar algumas coisas para ver se você entende! Primeiro, a loja é minha, eu decido quem trabalha lá! Segundo, a Cecília teve um desempenho muito melhor que a Bárbara, ela merece e vai continuar como a modelo da minha loja! Terceiro, não é você e a sua filha que sempre dizem que eu não devo me intrometer nos problemas da família? Pois pronto! A Cecília pode ter matado quem ela quiser, isso não vai mudar a minha decisão!

MARINA – Você é muito ingrata, né? Depois de tudo que eu fiz por você e por essas sua lojinha, você me trata assim? Pode deixar, Joyce, aqui se faz aqui se paga!

JOYCE – É, inclusive você já está pagando por muita coisa, né?

MARINA – Olha, eu vou embora porque não sou nem obrigada a ficar aqui ouvindo asneira!

JOYCE – Já vai tarde!

 

Marina se levanta, Joyce a acompanha, sai e bate a porta, com raiva. Joyce ri dela.

 

JOYCE – O que elas têm na cabeça para achar que eu vou mudar alguma coisa por causa da opinião delas?

 

Joyce se senta no sofá novamente e voltar a mexer em seu notebook.

 

CENA 16. BAR. INT. MANHÃ.

Tito está sentado em uma mesa, bebendo cerveja. Clarisse entra, o avista e se senta ao lado dele.

 

CLARISSE – Arranjei um horário da minha folga só pra ter uma conversa com você!

TITO – Eita! Fiquei foi com medo agora!

CLARISSE – Pois que fique mesmo, e ai de você se eu descobrir se o que vou lhe perguntar é verdade.

TITO – Então pergunte logo!

CLARISSE – A minha mãe disse que te viu roubando o celular de uma senhora na rua!

TITO (finge se engasgar com a cerveja) – O quê?!

CLARISSE – Isso mesmo que você ouviu! É verdade ou não?

TITO – Claro que não, Clarisse! Você acha mesmo que eu teria coragem de fazer isso? Eu sou um homem honesto, da paz!

CLARISSE – Não sei, do jeito que as coisas estão hoje em dia. Escuta aqui, eu espero mesmo que você esteja falando a verdade!

TITO – Pode confiar, amor, eu não sou de mentir não!

 

Tito beija Clarisse, que fica desconfiada.

 

CENA 17. MANSÃO ALBUQUERQUE. COZINHA. INT. MANHÃ.

Juliana está sentada na mesa, lendo um livro. Bárbara entra na cozinha, e ao ver ela faz cara de raiva. Bárbara se aproxima de Juliana.

 

BÁRBARA – E aí? Satisfeita?

JULIANA – Com o quê?

BÁRBARA – Mas tu gosta de se fingir de sonsa, né? Você pensa que eu não sei que foi por sua causa que o Emanuel terminou comigo!

JULIANA – Eu não tenho nada a ver com isso, Bárbara!

BÁRBARA – Larga de ser falsa, Juliana, eu sei que você ficou colocando minhoca n cabeça dele.

 

Emanuel entra na cozinha e se aproxima das duas.

 

EMANUEL – Não, Bárbara, ela não tem nada a ver com isso! Eu terminei com você por livre e espontânea vontade mesmo!

BÁRBARA – O que você está fazendo aqui?

EMANUEL – Eu vim apenas buscar minhas coisas, e acabei ouvindo suas babaquices.

 

Bárbara sai resmungando, com raiva.

 

CENA 18. PRAÇA. EXT. MANHÃ.

Hanah e Cristina se encontram na praça, se cumprimentam e se sentam em um banco.

 

CRISTINA – Confesso que fiquei surpresa com a sua ligação.

HANAH – É, quem é vivo sempre aparece.

CRISTINA – Você não sabe como fico feliz, Hanah, finalmente eu vou poder parar de mentir para o Pedrinho, sabe?

HANAH – Sei, deve se muito difícil ter que enganar uma criança, né?

CRISTINA – Demais! E você não sabe como!

HANAH – Então, Cristina, eu quero muito me aproximar do Pedrinho, me aproximar do meu filho… Mas eu não posso fazer isso de uma vez, é muita informação pra cabeça dele… Eu quero conhecê-lo, faz visitas frequentes na sua casa, mas sem ele saber que eu sou a mãe dele, com o tempo as coisas vão se esclarecendo.

CRISTINA – Sim, entendi. É até melhor mesmo, eu tenho certeza que ele vai adorar você.

 

Cristina ri, feliz.

 

CENA 19. RIO DE JANEIRO. PLANOS GERAIS. EXT. MEIO DIA.

CAM AÉREA mostra a Praia de Copacabana com o forte sol do meio dia, lotada de turistas e moradores do Rio também, algumas pessoas estão surfando.

 

CENA 20. MANSÃO ALBUQUERQUE. SALA DE JANTAR. INT. MEIO DIA.

Murilo, Marina, Lorenzo e Bárbara estão sentados à mesa, comendo.

 

BÁRBARA – Pai, eu preciso falar com o senhor! Urgente! O senhor precisa demitir a Sandra, o senhor acredita que a filha dela enfiou minhocas na cabeça do Emanuel e ele terminou comigo?!

MURILO – Bárbara, quem não te conhece que te compra! Todos sabem do seu caráter, e o Emanuel já me contou o que aconteceu! Se você preferiu trair ele, arque com s consequências sozinha, mas não envolva os outros nas suas loucuras!

 

Bárbara fica com raiva. Lorenzo fica com vontade de ri, mas se controla.

 

CENA 21. CASA DE CRISTINA E ELIAS. SALA. INT. MEIO DIA.

Cecília, Elias e Laila estão sentados no sofá. Cristina está em pé diante deles.

 

CRISTINA – É o seguinte, pessoal: a mãe do Pedrinho vai começar a fazer visitas aqui em casa para conhecer ele, mas ele não pode saber de quem se trata. Então não fiquem fazendo perguntas ou falando disso na frente dele, pelo amor de Deus.

 

Jussara entra na sala de repente.

 

JUSSARA – O quê que tem a mãe do Pedrinho?

CRISTINA (surpresa) – Nada, filha! Eu estava dizendo que queria muito que ela viesse conhecer ele!

JUSSARA – Ah, e eu pensando que o sonho do meu amigo de conhecer a mãe finalmente iria se realizar…

 

Jussara sai da sala triste, todos ficam preocupados.

 

CENA 22. RIO DE JANEIRO. PLANOS GERAIS. EXT. TARDE.

SONOPLASTIA: Respeita as Mina – Kell Smith.

CAM AÉREA mostra uma avenida com poucos carros, mas com calçadas bem movimentadas. Em seguida corta para a fachada da Joyce’s Clothings, que está terminando de ser reformada.

SONOPLASTIA OFF.

 

CENA 23. JOYCE’S CLOTHING. ESTÚDIO FOTOGRÁFICO. INT. TARDE.

Cecília e Valentina estão fazendo algumas fotos sob um fundo branco. Uma sequência de fotos delas com várias roupas diferentes são mostradas. De repente, Bárbara entra no estúdio, gritando.

 

BÁRBARA – Já acabou a palhaçada? Tia, pelo amor de Deus, tira essa ridícula daqui! A pessoa mata um membro da família e ainda que ganhar lucro em cima da gente, é muito cara de pau mesmo!

JOYCE – A única ridícula aqui é você, Bárbara! Eu não tenho culpa se você não teve capacidade para vencer a Cecília e agora não aceita que perdeu! Sai já da minha loja!

BÁRBARA – Tudo bem, eu saio! Mas que a senhora saiba, quando precisar de algo, vá atrás da Cecília!

 

Bárbara sai com raiva. Joyce se aproxima de Cecília.

 

JOYCE – Me desculpa pela Bárbara, Cecília!

CECÍLIA – Tudo bem, eu conheço bem a peça!

JOYCE – Então vamos lá, continuar as fotos!

 

Cecília e Valentina fazem várias poses enquanto o fotógrafo tira várias fotos delas.

 

CENA 24. MANSÃO ALBUQUERQUE. COZINHA. INT. TARDE.

Lorenzo está sentado na mesa, comendo uma maçã. Sandra está na pia, lavando louças. Conforme o diálogo, a CAM alterna entre os dois.

 

LORENZO – Eu preciso desabafar com alguém, Sandra.

SANDRA – Se quiser pode falar, estou aqui para ouvir!

LORENZO – Eu estou apaixonado pela Cecília, Sandra, a moça que dizem que matou meu avô.

SANDRA – Olha, eu não sei dessa história porque eu cheguei aqui depois que ela foi presa. Mas pelo que já em contaram, eu não acredito que tenha sido a Cecília que matou o seu avô, dizem que ela gostava muito dele, e era a pessoa da casa que mais se importava com ele também.

LORENZO – Será que alguém armou tudo isso para incriminar ela?

SANDRA – É uma hipótese, e a gente não deve desconsiderar hipóteses!

 

Sandra continua lavando as louças. Lorenzo fica pensativo.

 

CENA 25. RUA. EXT. TARDE.

Emanuel está andando na calçada, falando no celular.

 

EMANUEL – Por favor, Juliana, não tem nada demais tomar um sorvete juntos, e mais, eu e a Bárbara nem estamos mais juntos. Aceita?

JULIANA (V.O.) – Tá bom, eu aceito, depois a gente conversa direito que eu estou estudando agora, beijos.

 

Emanuel guarda o celular no bolso, comemora em silêncio.

 

CENA 26. JOYCE’S CLOTHING. CAIXA. INT. TARDE.

Joyce assina um cheque.

 

JOYCE – Cecília, vem cá!

 

Cecília se aproxima de Joyce.

 

JOYCE – Claro que você não poderia trabalhar para mim de graça, eu sei que hoje é só o primeiro dia, mas eu já vou te dar a primeira quantia, e esse é o valor que você vai ficar recebendo mensalmente.

 

Joyce entrega o cheque para Cecília, que se espanta ao ver o valor.

 

CECÍLIA – Tudo isso, dona Joyce?

JOYCE – Sim, querida, e você merece muito mais!

CECÍLIA – Obrigada!

 

Cecília abraça Joyce, feliz.

 

CENA 27. RIO DE JANEIRO. PLANOS GERAIS. EXT. NOITE.

SONOPLASTIA: Amianto – Supercombo.

CAM AÉREA mostra a Praia de Leblon. Em seguida corta para a fachada do prédio onde Joyce, Beatriz e Alberto moram.

 

CENA 28. APARTAMENTO DE JOYCE. SALA. INT. NOITE.

SONOPLASTIA CONTÍNUA.

Joyce entra em seu apartamento, com sua bolsa e algumas sacolas. Ela coloca tudo em uma poltrona e estranha ao ver Beatriz dormindo no sofá.

 

JOYCE – Filha… Tá tudo bem?

 

Joyce vai até Beatriz e a pega pelos braços, se assusta o ver os cortes.

 

JOYCE – Meu Deus do céu, o que é isso? O que a Beatriz fez?

 

Imagem congela na personagem Joyce.

 

FIM DO CAPÍTULO.

POSTADO POR

Henzo Viturino

Henzo Viturino

COMPARTILHAR

Share on facebook
Share on twitter
Share on google
Share on tumblr
>
Rolar para o topo