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ANJOS DE METAL – Grimório 3: Capitulo 3 A Arma mágica na pedra

 

 

— Para onde vamos? – Perguntou Drew

— Ver o mestre ancião. – Respondeu Hilo levando— os por um labirinto sem fim dentro da caverna. – É isso que quer não?

Drew não estava gostando de nada daquilo, mas Jonas o convenceu a confiar nele, afinal o homem era o comandante do lugar. Hilo havia construído aquele refúgio há muito tempo e graças a ele aquele lugar prosperara.

— Nós somos um povo pacifico, não precisa se preocupar. – Disse ele enquanto caminhava. – Somos os descendentes daqueles que se recusaram a ir embora depois da grande guerra. Nosso lugar é aqui.

— Entendo. – Respondeu Drew receoso.

— Relaxa cara, o mestre ancião é gente boa, só o mestre ancião sabe a localização do cristal que você está procurando. – Disse Jonas a seu lado.

— Se você for realmente o escolhido o ancião entregara a você a chave da magia de zéfiro. – Completou o homem.

O caminho percorrido era fresco, cheio de pedras luminosas indicando o caminho, assim ele e os outros enxergavam perfeitamente como se fosse o dia.

Poucos minutos se passam até que os três cheguem a uma abertura na rocha, de onde uma intensa luz branca é irradia para todas as partes.

— Chegamos!

— Olá! – A voz de Drew ecoa por toda a extensão da caverna.

— Não tenha medo, nada vai te acontecer aqui. – Disse Jonas entrando no grande salão.

O lugar era amplo e arejado, arvores cresciam em todas as direções, no topo um grande cristal branco cintilava luz, rajadas de vento passeavam por todos os lados, do topo uma cachoeira brotava, derramando— se caudalosa para o solo, percorrendo toda a extinção da parede até formar uma pequena fonte que derramava em um rio a perder de vista.

— Como isso é possível? – Drew perguntou ao homem ao seu lado.

— Essa é a Magia Elemental de Zéfiro, é graças a esse cristal que tudo vive aqui dentro, é isso o que as harpias querem a todo custo, para libertar a líder que foi aprisionada há muito tempo.

— Então se o cristal sair daqui tudo aqui vai morrer?

— Não exatamente. – Interrompeu um ancião sentado no topo da arvore. — Os quatro grandes cristais são responsáveis por manter todo o equilíbrio na terra de Ezius. Cada um está situado em um ponto do nosso mundo, a terra está no grande deserto de Theron, o ar está aqui em airo, alvo guarda o cristal da agua e Faro o fogo, cada um protegido por um sacerdote que daria a própria vida caso seja necessário.

— Quem é você? – Questionou Drew assim que o homem se aproximou.

— Este é Baby o ancião que cuida deste lugar. – Respondeu Hilo. – Meu pai.

— Bem-vindo guerreiro, eu estava a sua espera.

— Me esperava para que?

— Aquilo é o que você busca, não é? – Ele apontou para a pedra presa ao teto da caverna. – Ela foi deixada ali há muito tempo à espera de alguém digno para retira— lá.

— Que ótimo, mais uma espada numa pedra!

 

***

 

— Vocês ficam aqui! – Ordenou o velho Baby estendendo a mão para Drew – Este é um percurso que ele deve fazer sozinho.

— Mas pai…

— O garoto ainda tem dúvidas Hilo. – O homem interrompeu. – Ele deve se provar digno da missão que recebeu no dia de seu nascimento.

— Que missão? – Perguntou Drew sem entender do que eles falavam.

— A energia contida aqui clama por um guardião, só ele, ou melhor, você poderá restaurar o equilíbrio. – Disse Hilo olhando dele para o pai.

— Venha comigo, nós não temos tempo a perder. Vocês devem voltar e esperar por ele junto do nosso povo. Algo muito ruim está prestes a acontecer.

O cristal a cima deles emanou uma forte luz branca acompanhado uma risada maligna, a pedra no pescoço de Drew pareceu responder a ela de modo estranho. Um feixe de luz saiu da pedra transformando— se em poucos segundos em uma ararinha azul.

A criatura de luz levantou voo até se perder na base do cristal a cima deles. Drew então se deu conta de que algo muito maior estava prestes a acontecer, maior do que qualquer coisa que Lucca tenha pedido a ele.

— O que eu tenho que fazer?

— Você deve se mostrar digno garoto, só assim terá o poder do ar em suas mãos. – Respondeu o velho. — Venha!

Baby impulsionou-se não leve salto e movendo as mas direcionou a corrente de ar ao seu lado em um redemoinho usado para leva-ló ao topo da caverna onde o grande cristal estava preso.

— Dois podem jogar este jogo. – Disse ele repetindo os movimentos do velho. Drew estendeu os braços e com movimentos rápidos direcionou as rajadas de vento ao seu redor de seu corpo fazendo com que seus pés ficassem presos a rocha solida.

— Você sabe controlar o ar a sua volta.

— Eu tive um bom professor. O que quer que eu faça?

— Simples, tire a espada da pedra.

— Jura…

— Só esteja preparado para o pior. Ela está sedenta por vingança.

Ele estava diante de um grande cristal transparente, a fonte de todo o equilíbrio ali dentro, ele emanava uma energia calma e controlada, como uma leve brisa quente de verão. Presa dentro dele dormia uma criatura mitológica meio mulher e meio pássaro, cujas belas formas seriam capazes de encantar qualquer homem nessa ou em qualquer outra terra já existente. A criatura podia muito bem se passar por uma mulher normal, não fosse pelas asas que cresciam por toda a seus braços e pelos pês de ave com apenas quatro garras afiadas.

Drew segurava a espada com ambas as mãos meio sem jeito, pois estar de cabeça para baixo não era um bom modo de retirar a espada de uma pedra. Se bem que aquela era a segunda vez que aquela cena se repetia.

“Eles são loucos pelo rei Arthur e seus cavaleiros, só pode” – Pensou ele, enquanto escondia um sorriso.

– Vamos, o que esta esperando. – Ordena o velho.

O garoto respira fundo agarrando com mais força o cabo da espada, apoia ambos os pés e impulsiona o corpo para traz fazendo força para que a espada seja retirada.

Como ele temia, nada aconteceu.

– Voces tem certeza que isso pode ser retirado daqui?

– Não é força garoto, é jeito. – Respondeu o velho, – use a leveza do ar a seu favor, libere seus pensamentos das emoções ruins, livre-se de todas as preocupações que afligem seu coração e se torne tao leve quanto o próprio ar.

– E como eu faço isso?

– Seja livre e leve como o ar! – Retrucou o ancião novamente

Drew fechou os olhos por um instante relembrando tudo o que ele havia passado em toda a sua vida, as brigas com os pais, os problemas com os amigos, as notas baixas, a banda, todos os problemas comuns enfrentados pelas pessoas da idade dele.

“ser livre e leve como o vento” – disse para si mesmo respirando fundo mais uma vez.

A cada sopro de ar que ele puxava e soltava de seu peito era como se uma lembrança ruim de seu passado o deixasse, deixando seu coração cada vez mais leves. Ele pode em fim prestar atenção em si mesmo, na sua própria respiração e na fluidez de seus pensamentos.

Ele deixou-se ser tomado por uma fina brisa, quente e acolhedora.  Ao abrir os olhos ele se deu conta de que emanava aquela energia como um sopro de ar, então o garoto se posicionou diante da pedra colocando ambas a mão no cabo da espada mais uma vez respirou fundo e puxou sem se preocupar com mais nada além daquilo que estava diante de seus olhos.

Levantando a espada no ar Drew se deu conta de que tinha finalmente entendido o propósito de estar ali. Diante dele a criatura aprisionada no cristal abria as asas e o encarou antes de alçar voo, deixando para traz um jato de ar quente aprisionado dentro dela há séculos.

 

***

 

Ao olhar para traz ele viu uma massa de ar avermelhada se movimentar em círculos próximo a eles. Uma rajada de vento fez com que o garoto se desestabilizasse, lançando- o para longe.

Drew usou seus poderes para se estabilizar e se manter no ar. A espada em sua mão brilhava, emanando uma sensação de calmaria e paz para ele.

De dentro do cristal saiu uma rajada de ar que ia se intensificando cada vez mais, de uma leve brisa passou para uma ventania mais forte, e passou de um rodamoinho a um furacão em questão de minutos. A terra, a agua, as plantas e tudo em volta começou a ser destruído pela força do ar.

Baby permanecera ao lado do grande cristal paralisado pelo medo ao lado dele a figura de uma mulher alada encarava— a cheia de ódio no olhar.

— Finalmente eu estou livre! – Disse ela cravando— lhe as garras afiadas nele.

Drew permaneceu paralisado vendo o mestre ancião morrer diante de seus olhos.

padrao


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