ANJOS DE METAL – Grimório 3: Capitulo 5 Ataque e evacuação

— O que está acontecendo? — Perguntou Jonas quando ele adentrou a passagem para o vilarejo.

Todos estavam reunidos no pátio central, sem entender o que estava acontecendo, mulheres tentavam acalmar as crianças que choravam desesperadas. O medo tomava conta de todos.

Vez ou outra toda a montanha tremia.

— Precisamos evacuar o vilarejo, — Hillo gritou assim que vira todo o povo reunido – peguem só o essencial. Estamos sob ataque, o dia que meu pai tanto falava finalmente chegou.

— Do que está falando? — Perguntou Jonas tentando entender.

— O monstro se libertou! — Disse Hillo olhando em volta. O medo era visível no olhar de todos, a partir daquele momento ele entendera que todas as histórias horríveis que 

— O que faremos? — Perguntou alguém na multidão.

— Seguiremos o plano de evacuação, mulheres, crianças, idosos e os que estiverem doentes devem partir imediatamente. Levem apenas o que for necessário! — Ordenou Hillo. — Aqueles que quiserem se juntar a mim e lutar para proteger nossa casa serão bem-vindos.

— Onde está o ancião? — Questionou outro.

— Meu pai foi cruelmente assassinado pela criatura presa dentro do cristal no templo. — Respondeu ele. — O garoto está nesse momento lutando com ela sozinho, tentando ganhar tempo para que nós possamos fugir. Peço a todos que se organizem o mais rápido possível. As criaturas logo estarão aqui.

— O que você pretende fazer? — Perguntou Jonas a seu lado.

— Eu já disse, vou ficar e lutar. — Respondeu ele, passando os olhos em cada um dos rostos ali presentes. — Será uma honra para mim lutar ao lado daqueles que ficarem.

— Será uma honra lutar ao seu lado. — Respondeu Jonas.

— Quem mais está comigo!

Todos os homens ali presentes levantaram os braços para o ar e gritaram em sinal de aprovação, para qualquer coisa que viesse daqueles tuneis eles estariam preparados.

 

***

 

O velho sacerdote estava morto. Jazia agora nos braços do próprio filho.

Drew não pôde deixar de se sentir culpado pela morte do ancião, afinal de contas foi por causa dele que o monstro se libertou, porque ele acreditou em uma história furada contada por um completo estranho, em um jogo criado por um amigo nerd.

 Hilo agora sofria a perda de um ente querido, porque ele acreditou que venceria, ele acreditou que tudo não passava de um simples jogo de tabuleiro, onde bastava rolar dados para avançar na história, e no fim guardar tudo numa caixa e seguir a vida como se nada tivesse acontecido, mas não é assim que as coisas funcionam.

Nada daquilo era um jogo, e agora ele entendia, da pior forma possível que tudo aquilo era real. Um homem estava morto por sua causa, um erro que ele não cometeria novamente. Um segundo foi tudo o que ele teve para pensar em uma estratégia que pudesse pôr um fim em tudo aquilo. Drew agora se via rodeado por todos os monstros do lugar, as criaturas impedidas de seguir pela passagem atrás de Hillo olhavam para ele furiosas aguardando a ordem de sua mestra.

A grande harpia levantou-se abriu as asas sacudindo a poeira, e simplesmente caminhou até ele com um sorriso no canto dos lábios como se nada estivesse acontecendo.

— O garoto é forte! — Riu com a voz esganiçada. — Mas não é pareô para mim, a senhora dos céus! 

— Eu não deixarei que faça mal a nenhum deles. — Ele disse empunhando novamente a espada. 

— Está me desafiando humano? — Disse ela abrindo suas asas.

— Vida ou morte, não é?

— Ou tudo, ou nada!

Num salto, a criatura partiu em direção ao céu, e com ela todo o seu exército, fazendo uma espécie de dança aérea, pondo-se todas em formação. O garoto por sua vez, conjurou um rodamoinho cortante como escudo, e esperou pelo ataque que veio em seguida.

A harpia disparou uma segunda rajada de penas cortantes que ricochetearam no redemoinho e foram disparadas para todas as direções, estraçalhando a pedra que encobria a entrada.

— Acabem com ele! — Ela ordenou.

As criaturas avançaram todas ao mesmo tempo, Drew se livrou de um primeiro ataque. Ele golpeou as criaturas uma após a outra, numa incansável batalha de vida ou morte enquanto a rainha vislumbrava a cena com desdém do alto.

Drew estava cansado, a espada parecia estar sugando sua energia vital, não importava o quanto lutasse, quanto mais harpias eram abatidas mais eram criadas pela criatura a cima deles. Se ele não fizesse algo rápido logo estaria morto diante delas.

— Lute comigo! — Gritou ele tentando chamar a atenção dela.

— E isso que estou fazendo, não? Se quer ser digno de lutar comigo, terá de passar por elas antes.

Drew só teria uma chance, um único ataque antes do fim, ele estava quase sem forças para continuar.

— Isso é fácil. — Blefou ele brandindo a espada mais uma vez contra as criaturas.

Ele foi tomado por uma luz branca e envolvido por uma leve brisa quente de verão. Canalizando toda a energia de seu corpo mais uma vez para a espada. 

Um único ataque, simples e rápido foi o suficiente para aniquilar toda a horda de criaturas que estava em seu encalço, mas isto fez com que ele baixasse o escudo de vento ao seu redor, abrindo uma brecha para que a criatura o atacasse.

Drew estava ferido. Ele conseguira proteger as áreas vitais de seu corpo, mas fora atingido por uma das penas metálicas da harpia. A pedra em seu pescoço voltara a brilhar, aquele era o sinal de que finalmente tudo tinha acabado. 

 

***

 

Tudo parecia diferente agora.

Todo o seu corpo doía, seus músculos estavam rígidos e ele se sentia muito fraco para mexer qualquer parte de seus músculos. Ele estava deitado e envolto em panos macios, a pouca luz vinha de uma das tochas presas a parede, seu corpo inteiro doía.

— Não se mova. — Disse uma mulher de meia idade ao lado de sua cama, ela colocava em seu corpo uma gosma esverdeada envolvida em folhas de origem duvidosa.

— Onde estou? — Sua voz saíra fraca, quase inaudível.

— Poupe suas forças. — Ordenou ela. — Você está em Zephiro, foi encontrado desacordado, quase sem vida dentro do templo, depois que os homens tiraram a pedra que encobria a entrada.

— O que aconteceu, eu não me lembro de nada! — Ele disse tentando recuperar o folego. 

— Você derrotou a horda de harpias que ameaçavam nosso vilarejo sozinho. Usando todas as suas forças para restaurar a energia que mantinha a vida aqui dentro.

— Então eu consegui. — Drew respirou aliviado.

— Sim, você conseguiu, agora descanse, ainda está fraco demais para qualquer coisa. — Ela disse forçando-o a tomar um liquido de gosto duvidoso.

Seu corpo foi tomado pelo cansaço e mais uma vez Drew adormeceu.    

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