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Anjos de Metal – Grimório 3: Prólogo

Zaon adentrara a casa sem dificuldade, caminhando vagarosamente como a morte em busca de suas vítimas. Os cinco se mantinham inertes e frios, a temperatura havia caído drasticamente. Qualquer um que os visse diriam que estavam em coma, ou talvez mortos.

Ele estava diante do maquinário que mantinha a todos conectados a Rob, bips aleatórios mostravam a frequência cardíaca de todos, as luzes piscantes do pequeno robô eram as únicas em quilômetros, toda a cidade estava em um breu total, ninguém que os visse imaginaria a aventura que acontecia dentro de suas próprias mentes apresentada a eles como as Crônicas de Ezius.

Magia e tecnologia juntas, foram as ferramentas usadas para que aquilo pudesse acontecer. Bastaria apenas um puxar de fios para acabar com toda a aventura que eles estavam vivendo naquele exato momento, bem longe dali.

— Podem tentar, mas vocês não são capazes de me derrotar. — Disse o homem acariciando o rosto de Lucca.

— Eles não têm culpa! — Disse o outro se aproximando dele vagarosamente.

— Eles são seus pupilos não são? — Questionou Zaon ao vê-lo. — Eles seguem a missão que você deu a eles.

— Você também tem um pupilo, meu amigo. Independente do que aconteça você irá protegê-lo, não vai.
— O garoto é apenas uma peça dentro do meu quebra cabeça. Necessária para que meu objetivo seja cumprido.

— Não! Nos quatro vivemos a mesma história, mas diferente de nós, eles têm uma escolha. Eles podem fazer diferente de você e de mim, e ninguém precisa morrer para que isso aconteça.

— Ele está disposto a pagar o preço. — Retrucou Zaon.
— Você sabe que não precisa ser assim. Eles não precisam repetir os nossos erros.

— Isso não tem nada a ver com eles, você não entende. — Zaon se afastou dos garotos, transformando-se em uma sombra indo em direção a parede. — Tudo isso tem a ver com você!
Samuel se aproximou do corpo inerte de Lucca, estendeu a mão para ele, a pedra em seu pescoço começou a brilhar, fazendo com que os corpos dos cinco adquirissem luzes de cores distintas assimtoda a casa se iluminou por completo.

— A sombra só existe se a luz existir. — Disse Sam vendo Zaon se esvair gradualmente.

— Venha ao meu encontro, guardião dos homens. — Foram suas últimas palavras antes de desaparecer.

— Nosso fim se aproxima meu velho amigo. — Retrucou Samuel vendo sua mão desaparecer. — Fiz o que podia ser feito, deixo o resto com vocês meus queridos Anjos de Metal.

Enfraquecido, Samuel também desapareceu.

padrao


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