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Capítulo 03 | Sangue Latino – Minha Canção

[CENA 01 – CASA DE RAMON/ GARAGEM/ TARDE]
RAMON – E você tem alguma pista de como encontrá-lo ou onde ele possa está?
PEDRO – Não, infelizmente minha mãe morreu antes de contar o nome dele. E tenho certeza que minha tia sabe quem é, mas infelizmente, ela está em coma.
RAMON – Cara, quanta coisa acontecendo contigo. Imagino o quanto você está tentando se manter forte.
PEDRO – Eu preciso. Ainda bem que eu tenho bons amigos e a música para me ajudar. (levanta e caminha até os equipamentos da banda) Vamos lá?
RAMON – Bora. (levanta e vai até a bateria, os demais integrantes da banda vão até seus equipamentos também)

[CENA DE MÚSICA – ESQUECIMENTO (SKANK)]

Enquanto você para e espera 1
Eu ando, invado
Eu abro a porta e entro

Enquanto você cala quieta
Eu brigo, eu falo
Eu berro, eu enfrento

No canto dessa sala emperra 2
Eu ligo, acerto
Eu erro e eu tento

Enquanto você fala: Espera
Aflito eu fico e digo
Eu não entendo

Não sei por que você 3
Insiste em demorar
Eu quero que você
Diga já

Que seja no Japão
Jamaica ou Jalapão
No Jaraguá ou na Guiné
De charrete ou caminhão
De carro ou caminhando a pé
Eu vou

No banco sem guitarra elétrica 4
Com violão, escrevo esse lamento
Pois como molha a água a pedra
Meu canto encerra o seu esquecimento

Não sei por que você
Insiste em demorar
Eu quero que você
Diga já

Que seja no Japão
Jamaica ou Jalapão
No Jaraguá ou na Guiné
De charrete ou caminhão
De carro ou caminhando a pé
Eu vou

1. Pedro começa a tocar o violão sozinho, os colegas de banda apenas o observam.
2. Ramon começa a tocar a bateria, sendo acompanhado pelo os demais integrantes da banda.
3. Pedro canta e pensa em Carol, que está em Minas. Os colegas de banda fazem o coro, enquanto Ramon faz uma segunda voz para Pedro.
4. Pedro começa a tocar sozinho novamente, depois é acompanhado por seus amigos. Após encerrar a música, Ramon se levanta da bateria, se reúne com seus amigos e se abraçam.

[CENA 02 – CASA DE DÁCIO/ SALA/ TARDE]
SALETE – (Salete entra sem pedir permissão) Eu não vou embora até falar com o meu filho.
HORÁCIO – O Dácio não está em casa. E quer saber, ele não quer falar com você.
SALETE – Mentira.
HORÁCIO – Não, não é. O Dácio não quer falar com você, porque você o abandonou quando ele era bebê. Abandonou a gente, para fazer o quê? Para entrar na prostituição.
SALETE – Isso não é verdade!
HORÁCIO – É verdade sim. Dois anos depois que você abandonou sua família, disse para mim mesmo que eu merecia mais uma chance para ser feliz. Foi então que eu decidi ir atrás de uma companheira, e foi aí que eu te vi… (lembra do momento que estava voltando de táxi para casa, de um encontro que não deu muito certo. O táxi estava passando por uma rua, com algumas mulheres fazendo programa, Horácio olha para elas e reconhece Salete, conversando na janela de um carro com um cara. Horácio fica surpreso e decepcionado, a lembrança se encerra) Desde então, fico me perguntado o que eu deixei faltar para você? Eu te amava, Salete. Estava disposto a te fazer a mulher mais feliz desse mundo… (Salete começa se emociona) …mas parece que o que eu tinha para te oferecer não era o suficiente… (começa a ficar irritado) … que você precisava procurar em outros caras.
SALETE – (quase chorando) A história não é bem assim, Horácio. Por favor, deixa eu me explicar.
HORÁCIO – Eu não quero ouvir você. Eu não quero que você fale com o meu filho. Não quero dar essa vergonha para ele, de saber que a mãe dele é uma puta!
SALETE – Não vou permitir que você fale assim comigo.
HORÁCIO – (sarcástico) Ah, mil perdões se eu magoei a senhora. Da próxima vez serei gentil, quando dizer a verdade.
SALETE – Sim, eu posso até ter me deitado com outros caras, mas não foi por vontade. Você não sabe o que eu passei, não sabe os motivos que me levaram a fazer isso…
HORÁCIO – Você tinha um lar. Um marido. Um filho, que estavam dispostos a te dar amor e não deixariam faltar nada. (Salete começa a chorar) Então, seja quais forem esses motivos que te levaram a isso, saiba que você tinha um maior… que era voltar para casa.
SALETE – Eu não podia…
HORÁCIO – Você deixou sua família, seu filho… e agora quer tentar voltar pra gente, como se nada tivesse acontecido? Eu não vou deixar. Não vou permitir você se aproximar do Dárcio, então se não for pedir muito… (caminha até a porta) …sai da minha casa e volte para o lugarzinho que você passou esses últimos anos! Não precisamos de você. (Salete continua chorando, a sua vontade é de ficar e esperar por Dácio, porém, ouvir o que Horácio disse, a fez se sentir mal e decide ir embora. Salete vai embora, Horácio volta para a sala, chora)

[CENA 03 – CASA DE ANA/ SALA/ TARDE]
(Ana está vendo TV, Junior chega em casa)
JUNIOR – Oi, filha. (caminha até Ana, e a beija na testa) Tudo bem?
ANA – Sim.
JUNIOR – Vendo o que?
ANA – Um programa sobre animais.
JUNIOR – Legal. Algum motivo especial?
ANA – Tédio apenas.
JUNIOR – Não quis ir falar com o Pedro? Talvez ele precise conversar com alguém.
ANA – Ele não está em casa. Já mandei mensagem para ele.
JUNIOR – (percebe que algo incomoda a filha) Sente falta do Alan ainda, né?
ANA – Quero saber como ele está. Depois que ele foi embora com a mãe, não conversamos mais.
JUNIOR – Ele tá bem, filha. (senta ao lado dela) Sei que o que vocês sentiam um pelo outro era verdadeiro, e que não vai acabar assim tão fácil… mas, você supera. Pode ser difícil superar a perda, mas você consegue.
ANA – Será que a mãe dele realmente procurou tratamento?
JUNIOR – Bem, ela nos garantiu que iria, né. (Junior abraça sua filha e Ana pensa no dia em Alan foi embora)

Dias Atrás…

[CENA 04 – RODOVIÁRIA/ TARDE]
(Ana e Alan estão conversando um pouco distante do ônibus, que está prestes a partir. A mãe de Alan está na janela, olhando para os dois. Junior está sentado em um banco um pouco distante deles, também os observa)
ANA – Promete que vai me ligar, quando chegar lá?
ALAN – (um pouco triste) Prometo.
ANA – Não fica assim.
ALAN – Eu não quero ir, Ana. Eu quero ficar.
ANA – Sua mãe não prometeu que iria fazer o tratamento?
ALAN – Eu não confio nela. Quem me garante que ela só disse isso, para não ter que fazer um tratamento aqui, com a justiça de olho nela.
ANA – Mas a justiça vai está de olho nela lá também. (segura a mão dele) Você não tá sozinho. Eu tô aqui. (sorri) E sempre vamos trocar mensagens, todos os dias. (Alan ri, repara que o ônibus está se preparando para partir)
ALAN – Melhor eu ir. Será que seu pai vai ver se eu te der um beijo aqui?
ANA – Vai, mas acho que ele não vai gerar nenhum problema. (os dois se aproximam e se beijam)
ALAN – (encerrando o beijo, se afasta um pouco dela) Então tchau.
ANA – Tchau, Alan! (Alan se afasta de Ana, em direção ao ônibus, Ana o chama antes de entrar) Alan, não desista do seu sonho, tá. (Alan sorri, entra no ônibus. Junior se aproxima de Ana, e os dois observam o ônibus indo embora)

Agora…

[CENA 05 – CASA DE DANIEL/ SALA/ TARDE]
(Daniel chega em casa e se surpreende com algumas garotas em sua sala)
DANIEL – (indo até as garotas) Oi? Quem são vocês?
SAMUEL – (vindo da cozinha, com uma bandeja de sucos e alguns sanduiches) São umas garotas da igreja, filho. Essa é a Isabella e a Bruna.
DANIEL – E o que elas estão fazendo aqui?
SAMUEL – Elas vieram te ver. (coloca a bandeja na mesa da sala)
DANIEL – Como assim, pai?
SAMUEL – Eu falei de você para elas, disse que estava solteiro. Elas são da igreja, bonitas… pensei que seria bom apresentar vocês.
DANIEL – Acho que eu tô entendo a situação! Será que vocês poderiam ir embora, por favor. (caminha até a porta, a abre)
SAMUEL – Como assim ir embora? Vocês mal conversaram…
DANIEL – Por favor, meninas. Preciso conversar com meu pai. (as meninas levantam do sofá, pegam suas bolsas e caminham até a porta) Desculpa por qualquer mal entendido que meu pai tenha feito. (as meninas vão embora, Daniel volta para sala)
SAMUEL – (sério) Você as tratou mal!
DANIEL – Eu? O que tá acontecendo, pai? Até dias atrás o senhor não falava comigo, e hoje vem com essa de me apresentar para essas garotas?!
SAMUEL – Elas iriam de ajudar, iriam de tornar um homem de verdade.
DANIEL – Eu sou homem, pai… e eu gosto de homens! Será que é tão difícil o senhor entender isso?
SAMUEL – É. Eu não tenho filho gay. Depois que aquele vídeo caiu na internet, e os filhos dos meus amigos mostraram para eles, agora nenhum fala comigo. Desconfiam de que eu estava te acobertando.
DANIEL – Se eles pensam assim, porque não eram tão amigos como o senhor pensava.
SAMUEL – Eu tenho vergonha de ser seu pai. Enquanto os filhos dos meus amigos são normais, vivem tendo várias namoradinhas… eu só queria que você fosse assim também. Ou pelo menos continuasse sendo assim.
DANIEL – Eu não sou assim. A gente já conversou sobre isso, eu tentei explicar para o senhor, mas parece que impossível, né! O senhor não vai mudar, não tem jeito. (começa a chorar) Eu só queria que o senhor me apoiasse, do jeito que eu sou.
SAMUEL – Você nunca terá o meu apoio!
DANIEL – Então não faz mais sentido eu ficar morando aqui.
SAMUEL – Do que você está falando?
DANIEL – Não se preocupa, não irei mais envergonhar o senhor! (limpa as lágrimas e sobe para o quarto, Samuel continua na sala)

[CENA 06 – CASA DE DÁCIO/ SALA/ TARDE]
(Dácio chega em casa, e encontra o pai chorando)
DÁCIO – Pai, está tudo bem?
HORÁCIO – (levanta do sofá, limpando as lágrimas) Sim, filho. Onde você estava?
DÁCIO – Sai com um amigo. Por que o senhor estava chorando?
HORÁCIO – Vem cá, senta aqui comigo. (Dácio vai até o sofá, e se senta junto com Horácio) Sua mãe veio aqui hoje.
DÁCIO – O que ela queria?
HORÁCIO – Ela quer falar com você. Só que eu não permiti. Mandei ela embora.
DÁCIO – (levanta do sofá) O senhor não podia fazer isso.
HORÁCIO – Podia sim, filho. Ela nos abandonou… abandonou você quando era criança.
DÁCIO – Sim, mas ela é minha mãe! E se ela quer falar comigo, é porque ela quer me dizer o porquê me deixou. E o senhor não tinha o direito de fazer isso.
HORÁCIO – (levanta do sofá) Ela é mentirosa, Dácio! Não acredite em nada que vem da boca dela.
DÁCIO – Mesmo assim eu quero ouvir a versão dela. Eu quero saber por que ela me deixou. E o senhor sabe disso. Sabe o quão é importante descobrir isso pra mim. Saber se realmente ela me abandonou por minha causa? Por eu ter nascido?
HORÁCIO – Não pensa isso, filho. Não foi por isso que ela se foi…
DÁCIO – O senhor sabe então por que ela me abandonou?!
HORÁCIO – (pensa em contar que a mãe dele é prostituta, mas com receio de como ele reagiria, acaba não contando) Eu não sei…
DÁCIO – Onde ela está? Onde ele está morando?
HORÁCIO – Eu não perguntei, porque ela não faz parte mais da nossa vida. E eu também não quero que você fale com ela.
DÁCIO – O senhor não pode decidir isso por mim. Eu tenho o direito de falar com ela.
HORÁCIO – Não, não tem. Eu sou seu pai e você tem que me obedecer.
DÁCIO – E ela é minha mãe! (vai em direção à porta e sai de casa, chateado. Horácio o chama)
HORÁCIO – (indo atrás dele, mas não consegue impedi-lo de sair) Dácio, onde você vai? Dácio volte aqui agora. Dácio?! (fecha a porta e volta para a sala)

Anoitecendo…

[CENA 07 – CASA DELLE ROSE/ Q. DE SALETE/ NOITE]
(Salete está em frente ao espelho, terminando de se aprontar para abrir a casa, Larissa bate na porta junto com Nathaniel)
NATHANIEL – Oi, podemos entrar?
SALETE – Claro, meus amores!
LARISSA – Estávamos te procurando à tarde e você não estava em lugar nenhum.
NATHANIEL – É, queria te mostrar o meu número de abertura de hoje.
LARISSA – Onde você estava?
SALETE – Tinha ido atrás do meu filho.
LARISSA – Conseguiu falar com ele?
SALETE – Não. Ela não estava, mas falei com o pai dele.
NATHANIEL – E pela sua carinha, não foi bom o papo entre vocês.
SALETE – Não foi mesmo. Mas, não estou a fim de falar disso. Precisamos sorrir, porque precisamos receber os clientes bem.
LARISSA – Eu vi o número do Nathan, está incrível.
SALETE – Eu sei que tá. Vamos, hora de abrir a casa. (finge um sorriso, volta a se olhar no espelho, assim como Nathaniel e Larissa. Os três estão prontos e saem do quarto)

[CENA 08 – CASA DE DANIEL/ SALA/ NOITE]
(Samuel está na cozinha preparando o jantar. Daniel vem descendo as escadas com uma mochila nas costas, caminha pela sala, e repara seu pai na cozinha. Pensa em escrever um bilhete, mas por ainda está decepcionado com o pai, vai direto para a porta e vai embora)

[CENA 09 – PENSÃO DE EDUARDO/ Q. DE EDUARDO/ NOITE]
(Eduardo está sentado em sua cama, esperando por Samuka. Pensa na música que Letícia cantou para o pai e também para ele, no final do programa Sua Canção, e isso aumenta mais a vontade dele ficar em casa. Samuka bate na porta)
SAMUKA – (animado) Pronto?
EDUARDO – Melhor marcarmos esse rolê para outro dia, cara. Não estou com energia para sair hoje.
SAMUKA – Nem pensar. Eu vim até aqui e nós vamos sair sim. Anda, vamos. (Eduardo não tendo outro jeito, volta para dentro do quarto, pega sua carteira, pega sua chave da porta, e sai com Samuka)

[CENA 10 – PRAIA/ NOITE]
(Dácio está sentado na areia, olhando para o mar. É surpreendido por Daniel que se senta ao lado dele)
DÁCIO – (olhando para a mochila nas costas de Daniel) Fugiu de casa foi?
DANIEL – Fugi.
DÁCIO – (olhando para ele, não acreditado) Não tá falando sério, tá?
DANIEL – Meu pai não me aceita como eu sou de verdade. Então, não vale a pena morar lá.
DÁCIO – Mas ele é seu pai. Ele vai ficar preocupado.
DANIEL – Duvido, mesmo assim… acho que tá na hora deu tomar conta de mim mesmo.
DÁCIO – Quem dera que eu tivesse essa coragem de sair de casa igual você.
DANIEL – Complicado lá também?
DÁCIO – Meu pai não quer que eu me aproxime de minha mãe.
DANIEL – Os pais parecem que nunca sabe o que os filhos querem. (fica um curto silêncio entre os dois, Dácio começa a escrever algo na areia) Se você quiser, você pode fugir comigo.
DÁCIO – Para de brincadeira, Daniel.
DANIEL – Eu não estou brincando. (olha para ele, sério) Foge comigo, Dácio? (Dácio fica surpreso, vendo que ele está falando sério)

[CENA 11 – CASA DE PEDRO/ SALA/ NOITE]
(Frederico e Miguel estão na sala, esperando Pedro chegar da rua, ambos preocupados, já que ele saiu de manhã)
FREDERICO – Agora eu sei o que a Carla sente quando esse garoto sumia assim por horas.
MIGUEL – Não vamos nos preocupar, Frederico. Pedro certamente deve estar na casa de algum amigo.
FREDERICO – Estou tentando pensar nisso, para não ficar nervoso. Mas, se ele demorar um pouco mais, iremos atrás.
MIGUEL – Pode deixar. (segundos depois, Pedro chega em casa)
FREDERICO – Finalmente, hein garoto.
PEDRO – Desculpa, tá. Eu tava na casa do Ramon, deveria ter avisado.
FREDERICO – Deveria mesmo. Mas sem problema, vai tomar um banho, que vamos jantar fora hoje.
PEDRO – Vamos comer pizza novamente?
MIGUEL – Não. Minha tia nos convidou para jantarmos lá hoje. Eu aceitei.
PEDRO – Podem ir sem mim. (indo em direção a escada)
FREDERICO – Como assim? Não vamos te deixar sozinho.
PEDRO – Eu não vou jantar naquela casa.
MIGUEL – (levanta do sofá, indo até Pedro, confuso) Por quê você não quer jantar na casa da minha tia, Pedro? (Pedro volta para sala, olha para Miguel, sério)

[CENA 12 – CASA DELLE ROSE/ EXTERNO – INTERNO/ NOITE]
(as pessoas começam a entrar na casa de Salete, a mesma começa a cumprimentar algumas, outras vão até o bar, escolhem mesas, se divertem. Samuka estaciona o carro lá fora)
SAMUKA – (saindo do carro, junto com Eduardo) Chegamos. A Casa Delle Rose.
EDUARDO – Isso é uma casa de…
SAMUKA – Acredito que seja uma casa de shows. Encontrei ela na internet, pelos comentários, parece ser animada. E o que você precisa, é de diversão.
EDUARDO – Pra mim tá parecendo outra coisa.
SAMUKA – Qual é? Não vai ficar julgando o lugar sem entrar antes. (Eduardo continua olhando para a casa, desconfiado)
[DENTRO]
(no palco, Nathaniel observa as pessoas por uma brecha da cortina, um pouco nervoso)
NATHANIEL – (se aproximando de Larissa) Tem muita gente já.
LARISSA – Relaxa, viu. Seu número tá ótimo, você é um ótimo cantor. E lembre-se, se ficar nervoso, só olhar para o lado que estarei lá dançando no seu número.
NATHANIEL – Obrigada.  (escutam palmas, sinal de que o show vai começar. As meninas, junto com Larissa vão para suas posições. Nathaniel fica no meio do palco, respira fundo, a cortina se abre e começa a cantar)

[CENA DE MÚSICA – SANGUE LATINO (NEY MATOGROSSO)]

Jurei mentiras 1
E sigo sozinho
Assumo os pecados
Uh! Uh! Uh! Uh!

Os ventos do norte 2
Não movem moinhos
E o que me resta
É só um gemido

Minha vida, meus mortos 3
Meus caminhos tortos
Meu Sangue Latino
Uh! Uh! Uh! Uh!
Minh’alma cativa

Rompi tratados 4
Traí os ritos
Quebrei a lança
Lancei no espaço
Um grito, um desabafo

E o que me importa 5
É não estar vencido
Minha vida, meus mortos
Meus caminhos tortos
Meu Sangue Latino
Minh’alma cativa

1. Nathaniel fica no meio do palco e começa a cantar olhando para os refletores, tentando ignorar o publico lá embaixo. Larissa junto com as meninas começam a dançar, lentamente no fundo.
2. Lá fora, Eduardo continua olhando para o caberá, com receio de entrar. Samuka está em frente dele, o incentivando a entrar.
3. No palco, o cliente que escolheu Larissa na noite anterior, volta novamente e quer ficar com ela mais uma vez. Indo até Salete, ele cochicha algo no ouvido dela.
4. Lá fora, Eduardo continua parado em frente a entrada do cabaré, Samuka já está na porta, ainda incentivando-o. Sendo convencido por ele, os dois entram.
5. Salete entrega uma chave para o cara que quer repetir com Larissa, ele caminha em direção aos quartos. A mesma, dar sinal para Larissa que está dançando em cima do palco, e ela entendendo o recado, espera Nathaniel termina a música. Samuka e Eduardo começam a andar pelo cabaré, por estarem um pouco longe do palco, não focam nele ainda, apenas observam o ambiente. Eduardo começa a estranhar o local. Nathaniel encerra a música, Larissa rapidamente entra nas cortinas em direção ao quarto, atrás de seu cliente. Justo no momento que Samuka e Eduardo ficam de frente para o palco.

Contínua no Capítulo 04…

 

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padrao


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