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Capítulo 04 | Hoje o Céu Abriu – A Nossa Canção

Daqui um ano…

[CENA 01 – HOSPITAL (NEW YORK)/ SALA DE ESPERA/ NOITE]
(Elisa volta para a sala de espera junto com Mônica. Elizabeth acompanhou Arthur até a polícia. Mônica acaba de contar para todos quem atirou em Pedro)
SAMUKA – (levanta-se da cadeira, chocado) O Arthur?
MÔNICA – Sim. As digitais que foram encontradas na arma que estava no auditório, são do Arthur. (Elisa está sentada em uma das poltronas, chorando)
SAMUKA – Não. Não é verdade. (fica furioso) O Arthur não devia ter feito isso, aquele filho da… (chuta uma poltrona, todos do hospital prestam atenção nele)
MÔNICA – (caminha até ele, tenta acalmá-lo) Calma, Sam. Estamos em um hospital.
SAMUKA – (furioso) Culpa do Arthur que o Pedro está aqui. (sente uma mistura de raiva e tristeza, começa a chorar) Por que ele fez isso? Erámos amigos.
MÔNICA – (o leva até uma poltrona, que o faz sentar) Bem… esperamos que isso a polícia descubra. Resta-nos esperar agora.
SAMUKA – (enxuga as lágrimas) Espero que ele seja preso e expulso da universidade. Que ele pague pelo o que ele fez. (olha furioso para Elisa, que continuava chorando sem acreditar nisso tudo)

Agora…

[CENA 02 – CASA DE PEDRO/ COZINHA – SALA/ NOITE]
(Junior e Adriana estão terminando de arrumar a mesa, Paula está lavando algumas louças quando Pedro chega em casa)
PEDRO – (caminha até o sofá, coloca sua mochila ao lado, senta-se cansado) Cheguei! (grita em direção a cozinha) Tia, cheguei!!
PAULA – (deixa o que estava fazendo, enxuga as mãos rapidamente e corre até a sala) Pedro! (ao ver sua tia entrando, Pedro levanta-se, caminha até ela e a abraça) Por que não avisou que tinha chegado? Eu teria ido te buscar no aeroporto!
PEDRO – Eu até ia mandar uma mensagem, mas meu celular acabou descarregando. (Adriana e Junior entram na sala) Oi? Não esperava encontrar vocês aqui.
ADRIANA – Pois é. Viemos ajudar sua tia a preparar algo especial para quando você chegasse.
PEDRO – Ah, é?
PAULA – Confesso que deu um pouquinho de trabalho, terminamos quase tudo agora.
JUNIOR – (caminha até ele e o abraça) Parabéns, Pedro! Sua tia está toda empolgada aí por você ter conseguindo entrar.
ADRIANA – Nisso e também na mudança de vocês para Nova York. (Pedro fica um pouco sem jeito, ao lembrar que Samuka o chamou para morar sozinho no apartamento dele)
PAULA – (se aproxima de Pedro) Isso é um assunto que iremos tratar depois. Agora, acredito que você precisa de um banho, trocar de roupa, que foram longas horas de voo até chegar aqui.
PEDRO – Pior que preciso mesmo. (se afasta de sua tia, caminha até o sofá, pega sua mochila)
PAULA – Enquanto isso, vamos terminando o jantar.
PEDRO – Beleza. (caminha até a escada) Eu não demoro. (sobe, Paula a observa. Junior se aproxima de Adriana)
ADRIANA – Ele tá felizão, né? Tá estampado no rosto dele.
JUNIOR – (aponta para Paula) Ele não é o único.
ADRIANA – (joga um pano de prato nela) Ei, bora retornar à realidade. Tem algumas louças para lavar ainda.
PAULA – Verdade. (caminha apressada até cozinha, Junior e Adriana soltam um leve sorriso, a seguem em seguida)

[CENA 03 – LANCHONETE DO IVO/ NOITE]
(Ivo saí da cozinha todo arrumado, Rita a observa, sorri)
RITA – Olha só. Para quem vai ficar detrás de um palco, você até que tá bem arrumadinho.
IVO – Você acha?
RITA – Você tá lindo, irmão. Parece até um empresário bem sucedido.
IVO – Que é isso. Só estou tentando dar uma boa impressão para os garotos.
RITA – E está dando.
IVO – Você vai conseguir tomar de conta em tudo, né?
RITA – Sim. Confesso que estou pegando o jeito já.
IVO – Ótimo. Qualquer coisa só me mandar mensagem. Vou estar com meu celular na mão direto.
RITA – Pode ir tranquilo, está bem. (Ivo ler uma mensagem que havia chegado, digita alguma coisa em seguida)
IVO – Ramon acabou de me mandar uma mensagem avisando que a van já os buscou. Daqui a pouco eles estarão lá embaixo. Melhor eu ir. Boa noite, irmã. (saí apressado, ainda digitando algo no celular. Rita o observa, assim que Ramon saí, foca-se nos clientes da lanchonete)

[CENA 04 – CASA DE ALICE/ ESTÚDIO/ NOITE]
(Alice está tentando compor uma música, porém sua cabeça está em Pedro. Coloca seu caderno ao lado, pega seu celular e liga para Pedro. No entanto, como ele havia colocado o celular para carregar, Pedro acaba não atendendo. Alice liga mais uma vez, porém ele não atende. Alice digita uma mensagem, envia e fica alguns segundos aguardando por uma resposta. Como nada veio, Alice coloca seu celular na mesa novamente, pega seu caderno e tenta se concentrar em sua música)

[CENA 05 – CASA DE PEDRO/ COZINHA/ NOITE]
(Pedro entra na cozinha e repara no banquete que está a mesa)
PEDRO – Uau, vocês fizeram tudo isso?
ADRIANA – Fizemos. Sua tia queria um banquete especial para quando você voltasse, então tínhamos muito o que fazer.
PEDRO – Vocês não acham que exageram um pouco?
ADRIANA – (olhando a variedade de comida na mesa) É… pensando bem, acho que exageramos um pouquinho, Paula.
PAULA – Qualquer coisa a gente guarda o que sobrar na geladeira. Enviou mensagem para o seu pai, Pedro?
PEDRO – (senta-se a mesa, segundos depois senta-se Adriana e Junior) Ainda não. Coloquei meu celular para carregar no quarto. Mais tarde eu enviou uma mensagem para ele.
PAULA – (pega o celular) Se você quiser eu posso enviar aqui.
PEDRO – Tá, pode ser. (Paula caminha até o fogão, digita uma mensagem) E Ana? Ela já voltou?
JUNIOR – Ainda não. Só na semana que vem.
PEDRO – Será que ela está gostando de Madrid?
JUNIOR – (responde baixinho) Eu espero que não. (Paula volta para a mesa, senta-se)
PAULA – Pronto. Avisei a ele que você chegou.
PEDRO – Ótimo. Bem, então vamos comer, né? Imagino que vocês estejam todos com vontade de atacar toda essa comida.
ADRIANA – Pode ter certeza que sim, meu querido.
PAULA – Fiquem à vontade. (todos começam a se servir)

[CENA 06 – EVENTO/ RUA/ NOITE]
(a van que trazia a banda Órbita Três estaciona em frente a entrada do evento que estava acontecendo na cidade. Os garotos descem, logo atrás deles está Ivo)
IVO – Chegamos meninos. Temos 01h e meia ainda de tempo livre. Vamos para a sala que reservaram para nós, nos organizamos um pouco e em seguida, se vocês quiserem podemos acompanhar um pouco do evento antes de subirem para o palco.
RAMON – Eu acho que vamos preferir ficar na sala, Ivo. Vamos ficar repassado as músicas, extravasar um pouco o nervosismo.
IVO – Ok, sem problema gente. Vamos entrar então. (todos entram no local, Ivo começa a trocar mensagens pelo celular)

[CENA 07 – CASA DE OTÁVIO/ SALA/ NOITE]
(Otávio está tocando algumas notas aleatórias em seu piano, Eduardo está encostado no sofá, ouvindo as músicas que Otávio havia selecionado)
EDUARDO – É… gostei.
OTÁVIO – Sério?
EDUARDO – Sim. Você já sabe qual vai cantar na fase ao vivo?
OTÁVIO – Não. Mas quero cantar uma das que estão nessa playlist. Alguma sugestão?
EDUARDO – Bem… seria bom se a gente soubesse o quão talentosos os demais competidores são. Infelizmente na gravação a gente pode ouvir apenas a Larissa.
OTÁVIO – Que já é talentosa por si só.
EDUARDO – Por enquanto vamos ficar com estás que você selecionou. Selecionei algumas também, quero que você as escute depois. (caminha até o piano)
OTÁVIO – Beleza.
EDUARDO – Que música você está tocando agora?
OTÁVIO – Nenhuma. Na verdade, estava aqui tocando algumas notas aleatórias apenas. (ri)
EDUARDO – Então que tal começarmos a praticar. (caminha até o sofá, pega seu violão) Com a primeira música de sua playlist.
OTÁVIO – Beleza. (posiciona sua mão nas teclas do piano corretamente) Vamos lá?
EDUARDO – Vamos. (assim que Eduardo começa a tocar seu violão, campainha toca)
OTÁVIO – Ué? Quem será?
EDUARDO – (coloca seu violão no sofá) Vou ver quem é. (Otávio levanta-se, fica sério ao imaginar que talvez seja seu pai)
OTÁVIO – Se for aquele homem, mande-o embora.
EDUARDO – Ok. (abre a porta e dar de cara com Saulo)
SAULO – (surpreso por não ter sido Otávio quem abriu) Boa noite. Quem é você? (da sala, Otávio reconhece a voz de seu pai)
EDUARDO – Sou o melhor amigo do Otávio. E você?
SAULO – Sou o pai dele.
EDUARDO – Ah, é. Bem, você não é bem-vindo, cara. Sinto muito! (empurra a porta para fechá-la, Saulo o impede)
SAULO – Quem você pense que é para me expulsar dessa maneira?
OTÁVIO – (aparecendo ao lado de Eduardo, sério) Ele é o meu melhor amigo. E já falei que você não é bem vindo aqui.
SAULO – Filho! Por favor, vamos conversar.
OTÁVIO – Vai embora! (segura a porta, e a empurra com força) Vai embora!! (tranca, começa a ficar nervoso)
SAULO – (batendo na porta) Filho, vamos conversar. A gente precisa se acertar. Filho?
EDUARDO – Se você quiser eu posso chamar a polícia?
OTÁVIO – Não precisa. (caminha até o sofá, senta-se, tampa os ouvidos) Só precisamos ignorá-lo que ele irá embora. (Saulo continuava batendo na porta e chamando por Otávio. Eduardo caminha até o sofá, e se preocupa com o estado que seu amigo ficou só com a simples aparição do pai dele ali)

[CENA 08 – EVENTO/ SALA RESERVADA – PALCO/ NOITE]
(Ivo está em pé ao lado da porta, trocando mensagens. Os garotos estão no meio da sala, repassando algumas músicas entre si. Uma moça da organização do evento entra)
MOÇA – Oi, licença. Meninos, vocês sobem no palco em 15 minutos.
IVO – (se aproxima dela) Ok, obrigado. (a moça solta um leve sorriso, saí da sala em seguida. Ivo se aproxima dos garotos) Vamos lá, meninos? (os garotos se entreolham)
RAMON – Vamos lá. Chegou a hora! (todos se reúnem e se abraçam)
IVO – Arrebentem. (minutos depois os garotos caminham até o palco. Esperam a banda que está se apresentando encerrar sua participação. Ivo está logo atrás de Ramon, ainda trocando mensagens com alguém. A banda que se apresentava encerra a música, agradecem e saem do palco. Enquanto eles saiam, Órbita Três era anunciada. Ivo para de digitar, presta atenção nos garotos. Órbita Três sobe ao palco, a multidão vai a loucura com os garotos. Eles se organizam cada um em sua posição)
RAMON – (animado) Boa noite, galera!! Antes de começarmos a tocar, gostaria de agradecer o convite para participarmos deste grande evento. Queríamos agradecer também ao nosso empresário, que está ali na borda. Sem a dedicação dele, talvez não estaríamos aqui hoje. Bem… vamos deixar de enrolação, vocês vieram aqui para ouvir música. Então vamos lá! (vira-se para seus amigos que começam a tocar)

[CENA DE MÚSICA – MÚSICA ORIGINAL]

  1. Ramon toca a música que cantou na final do programa Sua Canção. O público reconhece e começa cantar junto com eles. Durante a música inteira, a banda e público cantam eufóricos. Ivo continua por detrás do palco, de vez enquanto, volta a trocar mensagens pelo celular.

[CENA 09 – CASA DE OTÁVIO/ SALA/ NOITE]
(Otávio continua sentado no sofá, com a mão no ouvido. Eduardo está preocupado com o estado do amigo e repara que Saulo não está mais batendo na porta)
EDUARDO – Parece que ele já foi embora. (caminha até a porta)
OTÁVIO – Não abre a porta. Ele pode estar aí ainda.
EDUARDO – Não vou abrir, fica tranquilo. (caminha até a porta, encosta seu ouvido, tenta ouvir algo, mas tudo continua em silêncio)
OTÁVIO – Ele foi embora?
EDUARDO – Acredito que sim. Não escuto nada. (volta para o sofá, Otávio retira as mãos do ouvido)
OTÁVIO – Eu não sei o que eu preciso fazer para tirar esse cara da minha vida. Eu não entendo por que ele quer se aproximar de mim? Sendo que ele mesmo me abandonou.
EDUARDO – Talvez ele tenha algum objetivo por trás dessa aproximação?
OTÁVIO – Que tipo de objetivo?
EDUARDO – Sei lá. Talvez ele saiba que você irá participar do programa de música e esteja interessado na premiação.
OTÁVIO – Será? (levanta-se, caminha até o piano) Mas quem teria contado para ele? (fica pensativo por alguns segundos)
EDUARDO – Sua mãe talvez?
OTÁVIO – É obvio. Os dois conversaram antes da minha mãe morrer.
EDUARDO – Certamente então ela acabou contando da sua participação no programa.
OTÁVIO – (fica um pouco decepcionado) Então tá explicado. Ele não quer se aproximar de mim por que minha mãe pediu, mas sim porque tem um interesse financeiro nisso.
EDUARDO – (caminha até ele) Não fica assim, cara.
OTÁVIO – Eu também não ligo. Esse cara nunca gostou de mim. Nunca fui um filho para ele.
EDUARDO – (ver que Otávio ficou triste de verdade. Pensa em algo para animá-lo, caminha até o sofá, pega seu violão) Estávamos cantando uma música, antes desta interrupção. (começa a tocar seu violão. Otávio sorri, posiciona sua mão no piano e começa a tocar)

[CENA DE MÚSICA – HOJE O CÉU ABRIU (NX ZERO)]

[EDUARDO]
Andei até abrir uma porta que não dá mais pra fechar 1
Se entrar não dá pra voltar
Se começar tem que terminar
Todo dia peço pra Deus
Abençoar aquilo que já conquistei
E pro medo não dominar
O sonho que já trilhei

[EDUARDO E OTÁVIO]
Tenho que ser guerreiro todo dia 2
Porque senão com o tempo a onda passa
E te leva
Eu tô de pé, eu tô aqui, eu tenho fé
Eu sei que o que é meu já tá escrito
E ninguém pode apagar

Hoje o céu abriu e o sol apareceu
O tempo até parou quando você chegou

[OTÁVIO]
Então, feche os olhos 3
E escute a voz que vem do coração
E o que ela tem a dizer
Só você pode entender
Parei, já foi, não desejo o mal nem pro pior inimigo
Dou valor só pra quem importa
E pra quem fecha comigo

[EDUARDO E OTÁVIO]
Tenho que ser guerreiro todo dia
Porque senão com o tempo a onda passa
E te leva
Eu to de pé, eu tô aqui, eu tenho fé
Eu sei que o que é meu já tá escrito
E ninguém pode apagar

Hoje o céu abriu e o sol apareceu
O tempo até parou quando você chegou

[EDUARDO]
Quem dera esse momento 4
Durasse para sempre
Mas hoje o céu abriu e o sol apareceu

[EDUARDO E OTÁVIO]
E o que eu não quero, deixei pra trás
E o seu sorriso já me satisfaz
A cada dia mais

Hoje o céu abriu
Hoje o céu abriu

1. Eduardo começa a cantar e a tocar andando pela sala. Otávio o observa acompanhando o som de seu violão, aos poucos ele vai se animando. Inicialmente a música será acompanhada pelo violão e piano. No decorrer da música, outros instrumentos aparecem, como a bateria, por exemplo.
2. Eduardo se aproxima do piano assim que os dois começam a cantar. Otávio foca sua atenção para as teclas, mas sente a presença do amigo próximo dele.
3. Animado e sendo observado por Eduardo, Otávio canta sozinho. Ele esqueceu completamente a presença desagradável de seu pai ali de minutos atrás. Os dois começam a cantar juntos novamente, Eduardo volta a caminhar pela sala.
4.  Próximo do sofá, Eduardo foca em seu amigo, que havia levantado. Sorri ao vê-lo animado, se aproxima do piano e encerram a música. Eduardo se aproxima dele, coloca seu braço ao redor do ombro de Otávio.

EDUARDO – Melhor?
OTÁVIO – Sim! Vamos mais uma? (Eduardo se afasta sorrindo, começa a tocar outra música)
EDUARDO – Você quem manda! (volta a andar pela sala, tocando outra música. Otávio senta-se, tocando em seguida)

[CENA 10 – CASA DELLE ROSE/ SALÃO/ NOITE]
(o cabaré voltou as suas noites normais. Nathaniel tirou a peça como uma das atrações, deixando apenas as apresentações em grupo e individuais das garotas. Salete está andando pelo o salão, falando com os clientes. Nathaniel está no bar, olhando para algumas meninas dançando no palco. Um rapaz se aproxima dele, tocando-lhe no ombro)
GASPAR – Opa, beleza cara! (estende a mão para cumprimentá-lo)
NATHANIEL – Oi! (sorri, fica de frente para ele, o acha familiar) A gente se conhece? (Gaspar não responde, apenas o observa, com um leve sorriso no rosto)

[CENA 11 – CASA DE PEDRO/ Q. DE PEDRO/ NOITE]
(após o jantar, Junior e Adriana voltaram para casa. Paula ficou na cozinha guardando alguns alimentos que sobraram. Pedro foi para o quarto, verificar se seu celular havia carregado. Retira-o da tomada, senta-se na cama. Ver as ligações e mensagens enviadas pela Alice)
PEDRO – (sorri, responde à mensagem. Coloca seu celular na cama, levanta-se, caminha até um porta-retrato de sua mãe, em cima do criado mudo. Senta-se na cama em seguida) Eu consegui, mamãe! Eu finalmente encontrei um sonho com o qual eu possa seguir. Queria tanto que a senhora estivesse aqui, compartilhando este momento comigo! (coloca o porta-retrato no lugar e o observa)

Daqui um ano…

[CENA 12 – HOSPITAL (NOVA YORK)/ SALA DE ESPERA – Q. DE PEDRO/ NOITE]
(o clima ficou tranquilo, Samuka está sentado em uma das poltronas na sala de espera. Elisa parou de chorar, mas continua sendo consolada por Mônica. O médico que fez a operação de Pedro se aproxima deles)
SAMUKA – (levanta-se rapidamente ao vê-lo) So, Doctor? Can we see Pedro?
MÉDICO – His condition is stable. It was long hours of surgery, we managed to remove the bullet from his lung, however, he still needs to be under observation. As soon as possible, we will allow you to see it. (Samuka se tranquiliza, Mônica se aproxima dele, coloca sua mão em seu ombro)
MÔNICA – Vai ficar tudo bem, eu não disse? (Samuka solta um sorriso de alívio, assim como Mônica)
[Q. DE PEDRO]
(Pedro está deitado em sua cama, ainda inconsciente, porém com seu estado de saúde estável. Uma enfermeira escreve alguma coisa em sua prancheta, observa os equipamentos, olha para ele e saí da sala em seguida. Nesse instante, Gaspar e Arael aparecem)
ARAEL – (se aproxima de Pedro) Você sabe que isso é preciso, não sabe?
GASPAR – (sério) Sim.
ARAEL – Pedro já cumpriu a missão dele neste plano. Então não há mais nada que o segure aqui. (Gaspar se aproxima de Pedro) Você o protegeu bem, Gaspar. Não é porque a trajetória dele termina aqui, que seu trabalho acabou. Você ainda é o protetor de Alice. Ela ainda tem um trabalho neste plano a finalizar. (Gaspar continua observando Pedro, em silêncio e sério. Arael se afasta da cama e o observa) Acredito que você sabe o que fazer?! (Gaspar abaixa a cabeça, fecha os olhos, estende a mão até o ombro de Pedro, fica alguns segundos assim sem tocá-lo)
GASPAR – Eu…
ARAEL – Seja forte. Sabíamos que este momento chegaria. Faça-o agora, se não eu mesmo farei. (Gaspar olha para o lado ainda de olhos fechados, toca no ombro de Pedro. Nesse instante, o corpo de Pedro começa a se remexer na cama. Os equipamentos começam a tocar alterados. Gaspar e Arael desaparecem juntos. Uma enfermeira entra na sala no mesmo instante que Pedro começa a soltar sangue pela boca e nariz)
ENFERMEIRA – (grita por ajuda) Help, please! Help!!

Contínua no Capítulo 05…

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POSTADO POR

Anderson Silva

Anderson Silva

Um carinha qualquer apaixonado por música e contador de histórias. Atualmente é autor de A Nossa Canção.

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