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Capítulo 07 | Não me Decepcione – Minha Canção

[CENA 01 – BARZINHO/ DIA]
(Saulo e Silvana continuam se encarado, Saulo ainda surpreso)
SAULO – Como você me encontrou?
SILVANA – Não interessa. Você vai finalmente cuidar do seu filho ou não?
SAULO – Não sei esse é o local adequado para conversarmos. (caminha em direção à saída, Silvana vai atrás dele)
SILVANA – Você não vai fugir de novo, Saulo. Você tem um filho e ele precisa de você.
SAULO – (para de andar, volta a ficar de frente para Silvana) Um filho cego, você quis dizer?!
SILVANA – Sim, é cego. Mas é um ótimo garoto. Você tem que conhecê-lo. Ele precisa conhecer o pai dele.
SAULO – Eu não posso! Eu não posso ter um filho cego.
SILVANA – (olha para ele e ver que continua o mesmo) Você não mudou. Continua o mesmo preconceituoso de sempre.
SAULO – Eu tenho uma família. Uma família de verdade, saudável.
SILVANA – Então você tem um filho saudável agora?
SAULO – Tenho. (pega sua carteira, e mostra a foto de sua outra família) Ricardo o nome dele. 14 anos. A menininha é a irmã dele, Patrícia.
SILVANA – Bonita sua família. Parecem felizes, embora você tenha abandonado a sua primeira.
SAULO – Eu não abandonei ninguém, Silvana. Simplesmente eu não podia criar um filho cego. Como seria a vida desse menino na escola? Como iriamos brincar, jogar bola?
SILVANA – Acho que o Otávio estava certo esse tempo. Se naquela época você não quis ficar com a gente, não sei por que achei que te achando agora, você fosse ficar.
SAULO – Eu não sei quais as necessidades que vocês podem está precisando agora, mas desculpa, não vou poder ajudar.
SILVANA – Não precisamos de nada. Eu e meu filho estamos ótimos. E apesar de você não querer conhecê-lo, ele é um garoto normal como um outro qualquer. Perdi meu tempo vindo aqui. (dessa vez, ela quem caminha até a saída. Saulo fica no meio do bar, observando-a)

[CENA 02 – CASA DE SAMUKA/ SALA/ DIA]
(Samuka e Mônica vem descendo as escadas, com suas mochilas nas costas. Eles retornam hoje para Nova York)
BEATRIZ – (vindo da cozinha) Ah, não. Não acredito que chegou o dia de vocês irem?!
SAMUKA – Chegou, mamãe. Nossas aulas começam semana que vem, temos que preparar algumas coisas no nosso apartamento, enfim, precisamos voltar hoje.
BEATRIZ – Ah, não meus queridos, será que vocês não poderiam passar mais um tempinho aqui? Mais um dia apenas?
MÔNICA – Bem que adoraríamos, mas infelizmente não dá.
SAMUKA – Realmente temos que ir, mamãe.
BEATRIZ – Pena, mas quando vocês voltam?
SAMUKA – Possivelmente final do ano.
BEATRIZ – Querem que acompanhe vocês até o aeroporto?
SAMUKA – Não precisa, mãe. Já pedi um carro.
BEATRIZ – Sinto falta da época em que você sempre precisava de mim para fazer alguma coisa.
SAMUKA – Oooh, mãe! (caminha até ela e a abraça) Eu sempre vou precisar da senhora, não importa a idade que eu tenha.
BEATRIZ – Façam uma boa viagem, meus queridos.
MÔNICA – Obrigada.
BEATRIZ – Cuida do meu menino, Mônica.
MÔNICA – Sempre cuido.
BEATRIZ – Acompanho vocês até a porta, pelo menos. (Beatriz os acompanha até a porta, voltam a se despedir, Mônica e Samuka saem, rumo ao aeroporto. Beatriz os observa entrar no carro, após eles partirem, retorna para a sala, e repara que a casa voltou a ficar vazia novamente)

[CENA 03 – PIZZARIA/ DIA]
(Eduardo havia chegado na pizzaria com sua mochila de entregas vazia, falando pelo celular com o Samuka)
EDUARDO – Faça uma boa viagem, parceiro. Espero vê-lo aqui final do ano novamente. Pode deixar que eu vou pensar na sua proposta. Também prometo que vou me cuidar, não se preocupa. Bom retorno na universidade. Até mais, irmão! (desliga, coloca sua mochila no balcão, Laila aparece)
LAILA – Falando com quem?
EDUARDO – Com um amigo, apenas. Tem mais entregas aí?
LAILA – Tem sim. Aqui estão! (entrega três caixas de pizza para ele, com seus respectivos endereços) Depois dessas, você pode ir para o almoço.
EDUARDO – Sério? Obrigado! (coloca as pizzas em sua mochila e sai da pizzaria)

[CENA 04 – CASA DE OTÁVIO/ SALA/ DIA]
(Silvana chega em casa chorando, caminha até o sofá, senta-se nele. Segundos depois Otávio vem de seu quarto, e escuta sua mãe chorando)
OTÁVIO – Mãe? (caminha até ela) A senhora está bem?
SILVANA – (limpando as lágrimas, tentando não parecer que estava chorando) Estou sim, filho.
OTÁVIO – A senhora estava chorando?
SILVANA – Não. (levanta do sofá, e caminha até ele) De onde você tirou isso?
OTÁVIO – Tive a impressão de tê-la ouvido chorar quando entrei na sala.
SILVANA – Foi só impressão, filho. Não precisa se preocupar, estou bem. Agora, vou para a cozinha, preparar o almoço.
OTÁVIO – Eu sei querer acabei pedindo uma pizza
SILVANA – Você pediu uma pizza? Como você fez isso?
OTÁVIO – Simples, peguei o celular, disquei para a pizzaria e pedi uma pizza.
SILVANA – (ri) Eu sei filho, quero saber como você sabe o número de alguma pizzaria?
OTÁVIO – Pesquisei no celular a pizzaria mais próxima. Ouvi o telefone, memorizei e disquei.
SILVANA – (se aproxima de Otávio, faz carinho no rosto dele) Você é um menino tão espero. (sorri) Então, parece que vamos comer pizza no almoço.
OTÁVIO – Eba!! (Silvana se afasta de Otávio, em direção a cozinha. Ele caminha até o sofá, senta-se e aguarda sua pizza chegar)

[CENA 05 – CASA DELLE ROSE/ Q. DE SALETE/ DIA]
(Salete está em frente ao espelho, quando Larissa entra em seu quarto)
LARISSA – (abre a porta e entra no quarto) Licença, Salete.
SALETE – (caminha até ela) Oi, querida. Pode entrar. Então, como é que foi lá na gravadora? Assinou o contrato?
LARISSA – Assinei. Ele disse que nessa semana mesmo, já poderei começar a gravar algumas músicas lá.
SALETE – Olha, que maravilha. Estou muito feliz por você, querida, de verdade!
LARISSA – Eu sei! Serei eternamente grata a você. Não sei o que teria acontecido comigo, se…
SALETE – (interrompendo-a) Não vamos ficar aqui lembrando do passado, está bem? Vamos pensar no futuro. No seu futuro! Especialmente, na sua festa de despedida.
LARISSA – Por falar nisso, não queria que fosse uma grande festa, sabe? Pode ser algo menor, simples.
SALETE – Deixa disso, menina. (segura as mãos dela) Aproveita, e deixa a festa com a gente. (sorri)

[CENA 06 – CASA DE OTÁVIO/ SALA/ DIA]
(Otávio continuava na sala a espera da pizza que pediu. Campainha toca, ele levanta calmamente e caminha em direção à porta)
EDUARDO – Bom dia!
OTÁVIO – Bom dia!
EDUARDO – (olhando para o papelzinho) Aqui que pediram uma pizza de calabresa?
OTÁVIO – Sim. Eu mesmo que pedi.
EDUARDO – Bacana. (abre sua mochila, retira a pizza e entrega para Otávio, porém, Otávio não vai em direção dele para pegar) Aqui está! (Otávio tenta pegar, mas na direção errada, Eduardo percebendo que o garoto era cego, leva até a direção dele) Entendi! Aqui, oh… (segura na mão dele, colocando a pizza nela. Otávio segura a caixa, sorrindo)
OTÁVIO – Obrigado! (caminha até a sala, deixando Eduardo na porta que o observava. Otávio coloca a pizza em cima do sofá, pega o dinheiro que estava na mesinha ao lado e volta para a porta) Aqui. (levando o dinheiro em direção ao Eduardo, um pouco na direção errada)
EDUARDO – (recebendo o dinheiro, tira o troco e leva até a mão de Otávio) Aqui seu troco.
OTÁVIO – Obrigado! (Eduardo o observa por alguns segundos, Otávio sabia que ele estava ali ainda, pois não ouviu passos dele indo) Alguma coisa ainda?
EDUARDO – Onde estão seus pais?
OTÁVIO – Minha mãe está lá na cozinha.
EDUARDO – Ah, sim. Bem… (guarda sua mochila nas costas) …vou indo agora. Tenho mais uma entrega para fazer ainda. (repara no piano no meio da sala dele) Bonito o piano!
OTÁVIO – É meu.
EDUARDO – Sério? Mesmo você sendo…
OTÁVIO – Cego? Sim, eu toco. (ao olhar para o piano novamente, Eduardo lembra quando conheceu Letícia, e da música que os dois cantaram no piano)
EDUARDO – Tenho que ir agora. (vai em direção a sua moto, a liga e vai embora. Otávio fica alguns segundos na porta, depois que a moto de Eduardo saiu, fecha a porta, retorna para a sala, abre a caixa da pizza, sente o cheiro dela e sorri)

Anoitecendo…

[CENA 07 – SÍTIO DE FREDERICO (MINAS)/ SALA – COZINHA/ NOITE]
(Pedro está na sala mexendo em seu celular, Frederico vem descendo as escadas)
FREDERICO – Com fome, Pedro?
PEDRO – Um pouco.
FREDERICO – Vou ver o que tem na cozinha, e preparar algo pra gente.
PEDRO – O senhor precisa de ajuda?
FREDERICO – Seria bom. (os dois ri, Pedro levanta e caminha em direção à cozinha, junto com Frederico) Já mandou mensagem para a Carol?
PEDRO – Não.
FREDERICO – Por quê? (entram na cozinha, caminha até a geladeira, Pedro caminha até o armário)
PEDRO – Quero ficar sozinho um pouco. Cansado da viagem, não seria uma boa companhia para ela agora.
FREDERICO – Está bem. (retira algumas coisas de geladeira)

[CENA 08 – CASA DE SHOW/ NOITE]
(uma multidão está reunida ao redor do palco, Marcelo está em sua mesa e inicia o show)

[CENA DE MÚSICA – DON’T LET  ME DOWN (THE CHAINSMOKERS feat. DAYA)]

Crashing, hit a wall 1
Right now I need a miracle
Hurry up now, I need a miracle
Stranded, reaching out
I call your name, but you’re not around
I say your name, but you’re not around

I need you, I need you, I need you right now 2
Yeah, I need you right now
So don’t let me, don’t let me, don’t let me down
I think I’m losing my mind now
It’s in my head, darling, I hope
That you’ll be here when I need you the most
So, don’t let me, don’t let me, don’t let me down
Don’t let me down

Don’t let me down
Don’t let me down, down, down
Don’t let me down, don’t let me down, down, down

Running out of time 3
I really thought you were on my side
But now there’s nobody by my side

I need you, I need you, I need you right now 4
Yeah, I need you right now
So don’t let me, don’t let me, don’t let me down
I think I’m losing my mind now
It’s in my head, darling, I hope
That you’ll be here when I need you the most
So, don’t let me, don’t let me, don’t let me down
Don’t let me down

Don’t let me down
Don’t let me down, down, down
Don’t let me down, down, down
Don’t let me down, down, down
Don’t let me down, don’t let me down, down, down

Oh, I think I’m losing my mind now, yeah (yeah)
Oh, I think I’m losing my mind now, yeah

I need you, I need you, I need you right now 5
Yeah, I need you right now
So don’t let me, don’t let me, don’t let me down
I think I’m losing my mind now
It’s in my head, darling, I hope
That you’ll be here when I need you the most, so
Don’t let me, don’t let me, don’t let me down
Don’t let me down

Yeah, don’t let me down
Yeah, don’t let me down
Don’t let me down, oh no
Said: Don’t let me down
Don’t let me down, no

Don’t let me down
Don’t let me down, down, down

1. A multidão vibra assim que Marcelo começa a tocar. Alice aparece por detrás de Marcelo, cantando e anda pelo palco montado.
2. Alice se aproxima da mesa de Marcelo, os dois trocam olhares, sorriem, Alice volta para próximo da multidão.
3. Marcelo improvisa uns toques à musica, Alice percebe, olha para ele e curte. As pessoas começam a cantar junto com Alice.
4. Alice volta a se aproximar da mesa de Marcelo, e fica ao lado dele. A multidão ainda continua cantando com ela.
5. Alice retorna para próximo da multidão e encerra a música juntos com o pessoal.

ALICE – Muito obrigada, gente! Por todos vocês terem vindo aqui está noite, comemorar a minha vitória no programa Sua Canção. Vocês não tem noção da alegria que eu estou sentindo. (plateia batem palma) Ah, e quero apresentar a vocês, um dos melhores DJ que eu já ouvi tocar. (aponta para Marcelo)
MARCELO – Também não exagera! (plateia bate palma) Obrigado, pessoal.
ALICE – Bem, o show está apenas começando. (olha para Marcelo, e começa a tocar outra música)

[CENA 09 – CASA DE FELIPE/ SALA/ NOITE]
(Viviane está sozinha na sala vendo TV, Felipe chega em casa)
FELIPE – Boa noite, mãe! (coloca sua pasta na mesa)
VIVIANE – Boa noite, filho.
FELIPE – Alice já foi para a festa dela?
VIVIANE – Já. Pensei que você fosse passar lá, depois que saísse da empresa.
FELIPE – Eu pensei em dar uma passadinha por lá, mas estou um pouco casado. Achei melhor vim para casa.
VIVIANE – Enquanto você deixa a sua filha de 17 anos em show com um bando de desconhecidos que dizem ser fãs dela.
FELIPE – Mamãe, relaxa. Confio na Alice, ela é responsável. E mesmo assim, o motorista está lá. Qualquer problema que surgi, pedi para que ele me avisasse que eu correria na mesma hora até lá.
VIVIANE – Só acho que você está dando liberdade demais para está menina. Lembre-se o que ela fez no ano passado.
FELIPE – Eu gostaria de esquecer esse passado da Alice. Ela errou, e tem me mostrado que se arrependeu. (campainha toca, a empregada vai atender) E mesmo assim, se ela voltar ser como era antes ou fazer algo parecido, eu não serei tão legal como fui.
VIVIANE – (levanta feliz ao ver Paulo entrando na sala) Filho!! (o abraça)
PAULO – Mamãe! Que saudades.
VIVIANE – Por que não avisou que viria hoje?
PAULO – Queria fazer uma surpresa. E aê, maninho! (abraça Felipe)
FELIPE – Bem-vindo de volta, irmão! Mas, como é a vida de aventureiro? De viajar pelos os países…
PAULO – É demais, cara. São muitas culturas para conhecer, muitos costumes, enfim, ainda não conheci o mundo inteiro.
VIVIANE – Então você não voltou para ficar?
PAULO – Não, ainda não mamãe. Mas, não se preocupa que vou passar um bom tempo aqui com vocês.
VIVIANE – Que ótimo, filho. Agora, você deve estar com fome, né?
PAULO – Estou sim, foram longas horas de voo.
VIVIANE – Então, que tal deixar essa sua mochila no seu quarto, sempre fiz questão para deixá-lo arrumado, pronto para quando você voltar.
FELIPE – Eu vou acompanhar o pequeno rapaz aos seus aposentos. (pega sua pasta e caminha até o irmão) Vamos pequeno príncipe?
PAULO – Como eu estava com saudades desse seu humor! (os dois sobem as escadas, Viviane os observa, sorrindo)

[CENA 10 – CASA DE SHOW/ NOITE]
(Alice está ao lado da mesa de Marcelo, ele inicia a próxima música, galera super animada)

[CENA DE MÚSICA – WE FOUND LOVE (RIHANNA)]

Yellow diamonds in the light 1
And we’re standing side by side
As your shadow crosses mine
What it takes to come alive

It’s the way I’m feeling I just can’t deny
But I’ve gotta let it go

We found love in a hopeless place 2
We found love in a hopeless place
We found love in a hopeless place
We found love in a hopeless place

Shine a light through an open door 3
Love and life I will divide
Turn away cause I need you more
Feel the heartbeat in my mind

It’s the way I’m feeling I just can’t deny
But I’ve gotta let it go

We found love in a hopeless place
We found love in a hopeless place
We found love in a hopeless place
We found love in a hopeless place

Yellow diamonds in the light 4
And we’re standing side by side
As your shadow crosses mine

We found love in a hopeless place
We found love in a hopeless place
We found love in a hopeless place
We found love in a hopeless place

We found love in a hopeless place
We found love in a hopeless place
We found love in a hopeless place
We found love in a hopeless place

1. Alice começa a cantar no centro do palco, a multidão começa a dançar no ritmo da música, assim como Marcelo em sua mesa.
2. Alice caminha até a mesa de Marcelo dançando, chegando lá, Marcelo permite que ela apertasse em alguns botões.
3. Após se divertir com Marcelo, ela retorna para o centro do palco e dança junto com a plateia. Marcelo continua em sua mesa, ainda dançando.
4. Alice encerra a música próximo a plateia, todos animados, dançando e gritando o nome dela.

[CENA 11 – CASA DE DÁCIO/ Q. DE DÁCIO – SALA/ NOITE]
(a família de Dácio mudou de casa. E agora, em uma casa menor, eles precisam se adaptar)
DÁCIO – (está arrumando suas coisas em seu quarto novo, volta a pensar em Daniel, senta-se na cama, pega seu celular e liga para ele, após alguns segundo chamando, Daniel atende) Oi! Pensei que fosse cair na caixa postal.
DANIEL POR TELEFONE – Oi.
DÁCIO – Como você está? Não conversarmos mais depois daquele dia.
DANIEL POR TELEFONE – (um pouco cansado) Eu estou bem. Será que poderíamos conversar uma outra hora, Dácio. É que realmente estou um pouco ocupado agora.
DÁCIO – Tá, pode ser. (Daniel desliga, Dácio fica alguns segundos olhando para celular, pensativo)
[SALA]
(Regina está terminando de organizar os móveis na sala, Cássia entra)
CÁSSIA – Meu quarto é um verdadeiro cubículo.
REGINA – Não reclama, Cássia. Acostume-se que essa é a nossa vida de agora em diante.
CÁSSIA – Sério que não teria nenhum jeito da senhora recuperar a mesada que o pai da Letícia deixou para ela? Vocês viveram juntos por anos, algum direito a senhora deve ter.
REGINA – Disse bem, vivemos juntos. Nunca nos casamos, então legalmente não tenho direito a nada.
CÁSSIA – Eu não sei se vou conseguir viver nessa casa, mamãe. Ainda mais nessa vizinhança.
REGINA – Você querendo ou não, terá que se acostumar. Agora, precisamos nos adaptar para esta nossa nova vida. Amanhã mesmo, irei procurar emprego, e você virá comigo.
CÁSSIA – Não está falando sério, está?
REGINA – Estou sim. Eu, você e Horácio iremos procurar emprego. Todos iram ajudar nas despesas desta casa.
CÁSSIA – E o Dácio? Por que ele não vai procurar emprego com a gente?
REGINA – Dácio precisa terminar o ensino médio. Assim que ele for maior de idade, irá procurar um também.
CÁSSIA – Isso não é justo. Essa vida não é justa! (sai da sala chateada, Regina volta a arrumar seus móveis)

Amanhecendo…

[CENA 12 – SÍTIO DE FREDERICO (MINAS)/ COZINHA/ DIA]
(Frederico está preparando a mesa para o café da manhã, Pedro entra na cozinha)
PEDRO – Bom dia, vô!
FREDERICO – Bom dia, filho. Tem leitinho fresco, que acabei de trazer. Café também quentinho, feito agora.
PEDRO – Saudade de um café da manhã igual este.
FREDERICO – Eu sei. (senta-se a mesa, junto com Pedro, fica em silêncio por alguns segundos) Precisamos pensar o que fazer daqui pra frente. Se formos para o Rio…
PEDRO – Não teremos mais um café da manhã tão bom quanto este.
FREDERICO – Mas se ficarmos aqui…
PEDRO – Não irei encontrar meu pai!
FREDERICO – Eu não sei quem é esse cara, não sei por quais motivos a Carla quis te afastar dele, mas… se você realmente quiser encontrá-lo, a gente se muda para o Rio sem problema.
PEDRO – E quem cuidaria do sítio?
FREDERICO – Posso contratar alguém para ficar tomando de conta, sem problema. (Pedro fica pensativo) Você é quem decide, Pedro? (Pedro olha para o avô, sério)

[CENA 13 – ANTIGA CASA DE DÁCIO/ EXTERNO/ DIA]
(Salete está em frente a antiga casa de Dácio, caminha até a porta, toca a campainha, mas como não tinha ninguém, ninguém atende. Bate na porta, volta a tocar a campainha, mas sem resposta)
SALETE – Horácio, sou eu a Salete. Quero falar com o meu, filho! (encosta o rosto na porta, tentando ouvir algum ruído) Dácio, meu filho! Vamos conversar. (Daniel aparece por detrás de Salete, ela se assusta por ele está um pouco sujo, magro e aparentemente cansado)
DANIEL – (se aproxima de Salete) Por favor, me ajuda… (desmaia na frente dela, Salete continua em pé, sem saber o que fazer)

Contínua no Capítulo 08…

padrao


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