Capítulo 10 | 7 Anéis – Minha Canção

[CENA 01 – ESTÚDIO BAND NIGHT (ao vivo)/ NOITE]

[CENA DE MÚSICA – MÚSICA ORIGINAL]

(Pedro começa a tocar e cantar, sendo acompanhado por seus amigos. Como a música é alto astral, a banda consegue levantar os jurados, assim como a plateia. A apresentação de Pedro fez Alice parar de mexer no celular, ela presta atenção no garoto, admirando-o. Frederico que está no estúdio, também está impressionado com a apresentação dos garotos e como o pessoal estão curtindo. Os garotos encerram a apresentação, todos estão em pé batendo palmas, Luciana caminha até o palco e fica do lado de Pedro)
LUCIANA – (animada) Mas que energia foi essa, pessoal?! Levantaram geral, hein. (coloca seu braço ao redor de Pedro) Vai lá, apresenta a banda.
PEDRO – Boa noite. É… me chamo Pedro, na bateria Ramon, esses são o Neto, Guilherme, conhecido por Gui e o Jota.
LUCIANA – (tinha saído de perto dele) E esse nome da banda, Órbita Três, surgiu de onde?
PEDRO – Bem, creio que isso quem vai poder responder melhor é o Ramon. Ele que fundou da banda.
LUCIANA – Ah é? (caminha até Ramon)
RAMON – Foi um processo muito longo e difícil a escolha do nome que daríamos a banda. Fizemos uma lista com algumas palavras, tipo com coisas que cada um gosta, reorganizamos elas em pares e surgiu Órbita Três. Todos gostaram do nome, então porque não?! (ri) Órbita, veio graças ao nosso amigo Gui, e três porque inicialmente a banda só tinha três integrantes.
LUCIANA – Bacana. Eu perguntei isso, porque já passaram diversas bandas por este palco, com alguns nomes um tanto curiosos. (voltando para perto de Pedro) Vamos ver então, o que os jurados têm a dizer sobre vocês, começando por você Victor.
VICTOR – Eu adorei esses garotos! Essa música autoral de vocês, tem tudo para ser sucesso. É visto isso, pela a animação que a plateia ficou. (plateia bate palma)
LUCIANA – Tenho certeza disso também.
VICTOR – Vocês, musicalmente falando cantaram muito bem, todos. Tocam bem, são divertidos, tem uma desenvoltura no palco, enfim… espero ver outras músicas de vocês nesse palco ainda. Boa sorte!
LUCIANA – Raul!
RAUL – Parabéns, garotos. Vocês passaram uma energia boa pra gente, e o engraçado que o programa é de bandas amadoras, mas as bandas que participam aqui são tão boas, tem uma representatividade no palco, parece até que as mesmas têm uma vasta experiência com o público.
LUCIANA – Vocês já fizeram outras apresentações em público?
PEDRO – Fizemos algumas pequenas apresentações na lanchonete de um amigo nosso, porém a maioria foi na garagem mesmo.
LUCIANA – Como a maioria, né.
RUAL – Praticamente 90% das bandas criadas hoje, surgiram dentro de uma garagem. (alguns riem) Mas enfim, parabéns garotos!
LUCIANA – Karol!
KAROL – Sei não, mas acho que essa boy band aí vai dar o que falar. Quem tem namorada aí? (ninguém levanta a mão, as garotas da plateia vão a loucura) Olha só… estão vendo? Vocês vão fazer sucesso com as meninas, hein. (os garotos se envergonham)
LUCIANA – Todos solteiros, não duvido.
KAROL – Quem é o mais velho de vocês?
PEDRO – (olha para o pessoal) Creio que todos são da mesma idade. Todos têm 17.
KAROL – Estudam?
PEDRO – Sim.
KAROL – Na mesma escola?
PEDRO – Sim, com exceção do Jota, que estuda em outro colégio.
KAROL – E como a banda surgiu? (Pedro olha para Ramon)
RAMON – Inicialmente éramos apenas eu, Gui e Neto. Moramos próximos um do outro, estudamos juntos desde pequenos. Eu tinha uma bateria em casa, costumávamos nos reunir após as aulas, tocávamos alguma coisa e aos poucos surgiu a ideia de montarmos uma banda. Pedro e Jota vieram depois.
KAROL – Legal. Parabéns meninos, espero que continuem assim, alegres, alto astral, divertidos, que sem dúvida vocês irão longe no programa. (plateia bate palmas)
LUCIANA – Vamos agora saber a nota que os jurados deram para vocês. (olha para os jurados em geral) Vamos lá… (aguarda as notas individual serem exibidas nas bancadas de cada um. Segundos de espera são mostrada as notas, as mesmas são exibidas no telão atrás do palco) Olha só! (a banda comemora ao ver as boas notas que receberam, plateia bate palmas) 10, 10, 9.9, 10, 9.9, 9.9 e 10. As notas agora serão somadas e veremos a pontuação parcial de vocês. Vamos ver… (uns segundos depois, é exibido a somatória das notas) 69,7! (Ramon levanta, se reuni com o pessoal e se abraçam) Parabéns, meninos. Começaram bem. (olha para outra câmera) Agora, vamos conhecer a próxima banda. (é exibido a história da próxima banda)

[CENA 02 – CASA DELLE ROSE/ SALÃO/ NOITE]
(Dácio e Salete continuam se olhando, Daniel continua surpreso com a coincidência, assim como Nathaniel)
DANIEL – Eu não sabia que ela é sua mãe.
SALETE – (se aproxima um pouco deles) Você não tem ideia de como eu queria ver você…
DÁCIO – Melhor eu ir embora! (caminha em direção à saída, Salete o chama)
SALETE – Por favor, filho… não vá. (Dácio para de andar, Daniel se aproxima dele)
DANIEL – Onde você vai, Dácio? Sua mãe está aqui. Não era isso que você queria? Ficar frente a frente com ela, para ouvir a versão dela da história!
DÁCIO – (diz baixinho perto dele) E se ela realmente me abandonou?
DANIEL – Pelo jeito que ela está olhando para você, duvido que seja isso. (Dácio volta a olhar para Salete)
SALETE – Será que podemos conversar no meu quarto? (Dácio meio que sem jeito, acaba aceitando, Salete o leva até seu quarto, Daniel se aproxima de Nathaniel)
NATHANIEL – Por essas e outras que eu digo que a vida é uma caixinha de surpresas.
DANIEL – Espero que os dois consigam se acertar.
NATHANIEL – Eu também. Se aproximar do filho talvez seja a coisa mais importante que Salete deseja realizar.

[CENA 03 – LANCHONETE DO IVO/ NOITE]
(Ivo comemora os elogios que a banda recebeu, se aproxima do balcão onde está Rita)
IVO – Esses garotos vão longe, eu não disse.
RITA – É, tenho que concordar que eles mandaram bem.
IVO – É claro que sim. Já estou pensando em uma forma de tornar a lanchonete o ponto de ensaio deles. (vai para cozinha animado)
RITA – Ai, ai, tô vendo que essa lanchonete vai ser o ponto de encontro de vários adolescentes mimados.

[CENA 04 – ESTÚDIO BAND NIGHT/ NOITE]
(Luciana está no meio do palco anunciando a próxima banda. Os meninos estão na sala reservada para eles, ainda comemorando)
RAMON – A gente mandou muito bem, para o início do programa.
PEDRO – Agora só esperar ranking, ver qual posição ficamos na estreia.
RAMON – Sim, você tem razão. Antes, vou ao banheiro. Essa ansiedade toda tá fazendo minha bexiga encher direto. (sai da sala, os demais integrantes conversam entre si, enquanto Pedro caminha até o sofá da sala, pega seu celular e pensa em digitar uma mensagem para Carol. Nesse momento chega uma mensagem de Alice)
ALICE POR MENSAGEM – “Parabéns pela apresentação da sua banda. Eles tem sorte por ter você como vocalista” (Pedro não responde a mensagem, guarda o celular e fica pensativo)

[CENA 05 – CASA DELLE ROSE/ Q. DE SALETE – SALÃO/ NOITE]
(Dácio está próximo ao espelho, de costa para Salete que está um pouco distante dele)
SALETE – Seu pai deve ter contado muitas versões de mim.
DÁCIO – Na verdade, você não é um dos assuntos que podem ser discutido em casa.
SALETE – Não me surpreendo com isso. (fica um curto silêncio entre os dois)
DÁCIO – Por que você nos deixou?
SALETE – É uma longa história, filho. (caminha até a cama, senta-se) Senta aqui comigo, prometo que irei contar tudo pra você. (Dácio caminha até ela, senta-se e a observa, sério)
DÁCIO – Estou ouvindo.
SALETE – Bem, quando eu era pequena, eu adorava ver minha mãe cantando em cima dos palcos. Ela tinha uma bela voz, todos a adoravam. Ela era a minha inspiração, e um dia disse para mim mesma que me tornaria igual ela. Porém, meus planos mudaram. Eu conheci o seu pai, nos apaixonamos, e o que sentíamos um pelo outro era tão forte que em pouco tempo nos casamos e engravidei de você. Eu diria que eu podia ser feliz naquela vida. Tinha um marido que me amava, tinha um lar, estava esperando um filho, que eu já amava mesmo antes de tê-lo em meus braços, porém no fundo eu não estava feliz, porque eu tinha esquecido dos meus sonhos.
DÁCIO – Então você decidiu nos deixar! (Salete começa a chorar, abaixa a cabeça)
SALETE – Quando eu segurei você em meus braços pela primeira vez, a minha vontade era em nunca ter que te deixar.
DÁCIO – (levanta da cama, um pouco furioso, com vontade de chorar) Mas deixou. Uma mãe que ama o filho não o deixaria por nada.
SALETE – Eu sei. Essa talvez seja uma das coisas de que eu mais me arrependo na vida. Mas assim como eu te amava, eu sabia que seu pai também te amaria, e não deixaria que nada faltasse para você. Eu sabia que se eu o deixasse, ele cuidaria de você. Coisa que eu não poderia naquele momento. Semanas depois que você nasceu, eu peguei uma pequena muda de roupa, coloquei em uma bolsa, fui até seu quarto, e aquele momento foi a última vez que vi seu rostinho. Sai da sua casa, sem deixar nenhum bilhete, nada, porque talvez assim seria melhor.
DÁCIO – Meu pai estava certo esse tempo todo, você nunca quis ficar com a gente, talvez nunca quisesse.
SALETE – Isso não é verdade. Uma parte de mim, queria sim ficar com vocês, porém tinha uma outra que me chamava lá fora, e essa gritava mais alto, querendo sair, querendo ser livre…
DÁCIO – (interrompendo-a) Para vim morar num bordel?! Você deixou sua família, para ser dona disso?
SALETE – (levanta da cama, mas não se aproxima de Dácio) Meu passado tem um lado obscuro também. Como eu disse, minha mãe era uma ótima cantora, mas essa não era a única coisa que ela fazia. Ela que abriu está casa. Sua avó Rosa, que abriu este cabaré. Ela como já tinha uma certa idade, não aguentava mais fazer os shows fabulosos que ela fazia quando era mais nova. Eu então acabei ficando no lugar dela. Comecei a fazer os shows, a casa logo ficou popular, e vários homens começaram a vim aqui.
DÁCIO – A senhora possivelmente se deitou com todos eles! (Salete se sente machucada ao ouvir isso saindo de Dácio)
SALETE – Eu precisava. De certa forma, esse é o negócio que mantinha essa casa em pé. As músicas e apresentações, são apenas um pretexto. Mesmo assim, quando eu subia naquele palco, e cantava, eu me sentia igual minha mãe. Não tão talentosa quanto ela, pois sua avó era uma em um milhão. Eu me sentia bem recebendo as palmas das pessoas, aquela energia boa deles. E se para eu continuar recebendo aquilo eu precisava dormir com alguns homens, por que não?! Se eu estava sendo feliz comigo mesma, era o que importava.
DÁCIO – Meu pai sabia que a mãe da senhora era dona de um cabaré?
SALETE – Não. Na verdade, seu pai nunca soube da minha mãe. Ela mesma pediu que eu escondesse isso, pois homem nenhum gostaria de casar com uma mulher que a mãe é dona de um cabaré. E essa é a minha história, filho. Eu sei que é pedir muito que você me perdoe e talvez eu nem mereça um perdão.
DÁCIO – Quando eu era pequeno, todas as noites antes de dormir, eu orava para quando amanhecesse, você entrasse pela porta do meu quarto, me acordando, desejando um bom dia. Você não tem ideia de quantas vezes eu imaginei você entrando pela porta da frente, dizendo que havia voltado para cuidar de mim. De como era triste passar os dias das mães, sem você ter uma mãe ao lado, para ao menos dar um abraço. Você não deve imaginar como deve ser para uma criança crescer sem ter à mãe ao lado, já que você teve a sua, inclusive seguiu os passos dela. (os dois choram) Eu imaginei tantas vezes por esse momento, que você finalmente ficaria na minha frente, e eu pudesse abraçá-la. Que eu pudesse receber um carinho, um colo de mãe, que só você pudesse dar. Mas não… (limpa as lágrimas) …eu não posso te perdoar. Eu não consigo te perdoar. (Salete senta-se na cama, aos prantos) Eu gostaria disso, de te abraçar, mas eu não posso. (sai do quarto, Salete deita-se em sua cama, chorando. Dácio passa pelo salão de cabeça baixa, limpando as lágrimas que não queria parar, Daniel tenta falar com ele)
[SALÃO]
DANIEL – Como foi, Dácio? (Dácio passa por ele, em direção a saída, Daniel o segue. Nathaniel imaginando que a conversa tenha sido difícil, levanta e vai em direção ao quarto de Salete. Chegando nele, a encontra deitada na cama, arrasada. Caminha até ela, senta-se ao seu lado, Salete se levanta e o abraça)
SALETE – Eu o perdi, Nathan! Eu perdei meu filho.

[CENA 06 – ESTÚDIO BAND NIGHT/ NOITE]
(após a apresentação de todas as bandas, o programa entrou no comercial para a formação do ranking parcial, ele acaba de retornar com Luciana no centro do palco)
LUCIANA – Voltamos! Nosso primeiro programa chegou ao fim, mas antes, vamos conhecer como ficou o ranking parcial das nossas 12 bandas. (olha para o telão ao fundo, alguns segundos depois é exibido o ranking, Órbita Três está na terceira posição com 69, 7, perdendo apenas para T’hes Black e Os Retirantes, com 69.9 cada) E assim ficou o nosso primeiro ranking. A diferença entre cada banda é mínima, então tudo pode acontecer nos próximos programas. E acabou minha gente. Chegamos ao fim do nosso primeiro programa da temporada, tem muita música pela frente, muitas novidades, aguardem. Tchau jurados, tchau plateia, até o próximo programa, boa à noite a todos! (o programa se encerra)

Amanhecendo…

[CENA 07 – CASA DE PEDRO/ COZINHA/ DIA]
(Frederico está tomando café da manha sozinho, Pedro entra na cozinha)
PEDRO – Bom dia, vô!
FREDERICO – Bom dia, filho. Conseguiu dormir depois de ontem.
PEDRO – (sentando-se, começa a se servir) Demorei um pouquinho, pois fiquei conversando com o pessoal da banda até tarde, mas consegui sim.
FREDERICO – Agora se preparar para o próximo programa.
PEDRO – Sim, e também vou aproveitar essa semana para ir atrás de meu pai.
FREDERICO – E você tem alguma ideia de onde começar?
PEDRO – Não. Mas, acho que talvez eu encontre alguma coisa se eu começar procurando nas coisas da mamãe. Elas estão lá em cima, né?
FREDERICO – Sim, estão. Coloquei junto com as coisas de Cíntia, sua avó.
PEDRO – Irei lá, assim que terminar de tomar meu café. Talvez lá tenha alguma pista.
FREDERICO – Miguel já fez isso!
PEDRO – Como assim?
FREDERICO – Quando estávamos em Minas, Miguel ficou aqui procurando alguma pista sobre seu pai.
PEDRO – (um pouco chateado) E quem disse que ele poderia fazer isso sem mim?
FREDERICO – Miguel e eu acreditamos que se a Carla escondeu que seu pai estava vivo, é porque algum motivo ela deve ter dito para fazer isso. E achamos melhor começarmos as buscas sem contar para você, caso encontrássemos algo ruim.
PEDRO – Vocês não tinham esse direito. Não sem contar nada para mim. (Miguel entra na cozinha)
MIGUEL – Bom dia, gente. (senta-se em frente a Pedro, que o observava, sério)
PEDRO – Quem te deu permissão para ir atrás de meu pai sozinho?

[CENA 08 – CASA DELLE ROSE/ Q. DE SALETE/ DIA]
(Salete está sentada na cama pensando na conversa que teve ontem com Dácio, Larissa entra no quarto)
LARISSA – Oi, posso entrar?
SALETE – Larissa! Que bela surpresa você aqui.
LARISSA – (caminha até a cama, senta-se ao lado de Salete) Vim ver como você está?
SALETE – Estou bem.
LARISSA – Nathan me contou que o Dácio veio aqui ontem, e que vocês conversaram.
SALETE – Eu contei a minha versão para ele.
LARISSA – Ele te perdoou?
SALETE – Não. E eu não o culpo.
LARISSA – (segura as mãos dela) Não se preocupa, ele vai acabar perdoando você, assim que ele perceber a grande mulher que você é.
SALETE – Eu não perdi esperança, filha. Creio que um dia meu filho conseguirá me perdoar.
LARISSA – É assim que se fala.
SALETE – Mas mudando de assunto, e como está indo na vida nova? Pensei que depois que saísse daqui, não fosse voltar a este lugar tão cedo.
LARISSA – Eu no fundo gosto daqui, você sabe disso.
SALETE – Eu sei, querida.
LARISSA – Além do mais, eu nunca vou esquecer você, as meninas, o Nathan. Aproveitei que o Júlio não precisaria de mim hoje, e vim visitar vocês.
SALETE – Já gravou suas músicas?
LARISSA – Ainda não. Mostrei algumas que eu escrevi, mas o Júlio disse que precisava fazer alguns ajustes.
SALETE – Ajustes? Mas as músicas são suas, quem deveria fazer ajustes seria você.
LARISSA – Eu sei, mas o Júlio tem mais experiência com música do que eu. E mesmo assim, ele irá mostrar pra mim depois dos ajustes, se eu não gostar, direi a ele.

[CENA 09 – GRAVADORA DE JÚLIO/ SALA/ DIA]
(Júlio está sentado na sala de som, conversando com uma cantora que foi indicada pelo os amigos produtores dele, olhando para a letra que Larissa escreveu)
JÚLIO – Sim, a letra é ótima. É totalmente o seu estilo de música, se você quiser posso encaminhar a letra para o seu email. Ou se preferir, você pode vim aqui na minha gravadora, e te mostro pessoalmente. Tá, vou te passar o endereço por mensagem. Está bem, vou está te esperando. Eu que agradeço, querida. Tenho certeza que essa será o início de uma bela parceria profissional. (sorri, ainda olhando para a letra de música de Larissa)

[CENA 10 – CASA DE OTÁVIO/ SALA – RUA/ DIA]
(Otávio entra na cozinha e caminha em direção a mesa, sua mãe havia saído para costurar algo na casa de uma cliente. Começa a tocar nos objetos em cima, ao tocar na sacola de pães, a abre, retira um e volta a amarra-la. Lá fora, Saulo, o pai dele, está em frente a casa, criando coragem para bater na porta. Alguns segundos observando-a, pensa em ir embora, mas acaba indo em direção à porta. Otávio continua tocando nos objetos até encontrar a manteiga. A encontrando, a abre e procura por uma faca, que geralmente sua mãe deixa ao lado. Nesse momento, ouve alguém batendo na porta. Como a família não é de receber visitas pela manhã, Otávio estranha, mas mesmo assim decide ir ver quem é. Sai da cozinha em direção a sala, se aproxima da porta, mas não a abre)
OTÁVIO – Quem é? (encosta o ouvido na porta, tentando ouvir algo. Saulo ao ouvir a voz do garoto, sai da porta rapidamente e vai embora. Para Otávio, a pessoa que estava batendo parou, mesmo assim ele ouviu passos de alguém. Como tudo estava em silêncio, ele retorna para cozinha e passa a manteiga em seu pão)

[CENA 11 – CASA DE ALICE/ ESTÚDIO/ DIA]
(Alice entra em seu estúdio, logo atrás dela está Marcelo)
MARCELO – Uau, esse estúdio massa é seu?
ALICE – Sim. Meu pai fez ele pra mim.
MARCELO – Quem dera eu tivesse um pai igual esse.
ALICE – Infelizmente, ele não tem sido tão legal assim. Acredita que ele fez com que o pessoal que estão organizando meus shows, alterasse as datas. Agora, tenho apenas 4 shows por semana.
MARCELO – Posso? (apontando para sentar-se em frente a mesa de som)
ALICE – Claro, fique a vontade.
MARCELO – Uau.
ALICE – Preferia mil vezes as datas anteriores.
MARCELO – Veja pelo o lado bom, você terá um tempo agora para poder descansar, estudar.
ALICE – Pode ser, enfim, não te chamei aqui para falarmos disso. Te chamei, porque quero que você me ajude com uma música. Eu vi os toques que você adicionou naquelas que eu cantei para os meus fãs, inclusive adorei. E queria fazer o mesmo com uma que eu gosto muito.
MARCELO – Fico lisonjeado por me chamar. Qual é a música?
ALICE – Deixei separada aqui no computador. (se aproxima da mesa, procura a música e coloca para tocar, Marcelo pega o fone e a ouve)
MARCELO – Conheço. Tenho uma versão remix dela. Que alterações você quer que eu faça?
ALICE – Eu vi os toques que você acrescentou nas música daquela noite, então eu confio no que você fizer.
MARCELO – Bem, eu não estou com a minha mesa agora, mas creio que posso dar um upgrade nesta música para você. Preciso de um pequeno programinha, que sempre trago comigo. (retira um pen drive do bolso, e o conecta no computador)
ALICE – Maravilha. Quero postá-la para os meus seguidores. Me surpreenda, hein. (sorri e vai até a sala de som, Marcelo mexe um pouco na mesa. Lá dentro, Alice coloca os fones e dar sinal para quando Marcelo estiver pronto. Marcelo faz seus ajustes, finaliza a instalação de seu programa, olha para Alice, sorri e ela começa a cantar)

[CENA DE MÚSICA – 7 RINGS (ARIANA GRANDE)]

Yeah, breakfast at Tiffany’s and bottles of bubbles 1
Girls with tattoos who like getting in trouble
Lashes and diamonds, ATM machines
Buy myself all of my favorite things (yeah)
Been through some bad shit, I should be a sad bitch
Who woulda thought it’d turn me to a savage?
Rather be tied up with cuffs and not strings
Write my own checks like I write what I sing, yeah (yeah)

My wrist, stop watchin’, my neck is flossin’ 2
Make big deposits, my gloss is poppin’
You like my hair? Gee, thanks, just bought it
I see it, I like it, I want it, I got it (yeah)

I want it, I got it, I want it, I got it
I want it, I got it, I want it, I got it
You like my hair? Gee, thanks, just bought it
I see it, I like it, I want it, I got it (yeah)

Wearing a ring, but ain’t gon’ be no Mrs 3
Bought matching diamonds for six of my bitches
I’d rather spoil all my friends with my riches
Think retail therapy my new addiction
Whoever said money can’t solve your problems
Must not have had enough money to solve ‘em
They say: Which one? I say: Nah, I want all of ‘em
Happiness is the same price as red-bottoms

My smile is beamin’, my skin is gleamin’
The way it shine, I know you’ve seen it (you’ve seen it)
I bought a crib just for the closet (just for, closet)
Both his and hers, I want it, I got it, yeah

I want it, I got it, I want it, I got it 4
I want it, I got it, I want it, I got it (baby)
You like my hair? Gee, thanks, just bought it (oh yeah)
I see it, I like it, I want it, I got it (yeah)

I got my receipts, be lookin’ like phone numbers 5
If it ain’t money, then wrong number
Black card is my business card
The way it be settin’ the tone for me
I don’t mean to brag, but I be like: Put it in the bag, yeah
When you see them racks, they stacked up like my ass, yeah
Shoot, go from the store to the booth
Make it all back in one loop, give me the loot
Never mind, I got the juice
Nothing but net when we shoot
Look at my neck, look at my jet
Ain’t got enough money to pay me respect
Ain’t no budget when I’m on the set
If I like it, then that’s what I get, yeah

I want it, I got it, I want it, I got it (yeah)
I want it, I got it, I want it, I got it (oh yeah, yeah)
You like my hair? Gee, thanks, just bought it
I see it, I like it, I want it, I got it (yeah)

1. Alice começa a cantar, fixando seu olhar para Marcelo, que começava a mexer na mesa de som, simultaneamente, com seu programa no computador.
2. Alice desvia a atenção de Marcelo, já que praticamente ele estava focado no que poderia adicionar na música.
3. Marcelo finalmente olha para Alice, sorri, faz sinal de joinha com as mãos e volta a prestar atenção no computador.
4. Vendo que Marcelo não estava focado muito nela, Alice começou a dançar de leve dentro da sala de som, o ignorando também.
5. Marcelo parece que encontrou os toques perfeitos para serem adicionado a nova versão da música que estava fazendo, volta a olhar para Alice, a ver dançando. Ao perceber Marcelo olhando, Alice olha para ele, sedutoramente. Encerra a música.

[CENA 12 – CASA DE DÁCIO/ SALA/ DIA]
(Dácio está deitado no sofá, olhando para o teto, e lembra da conversa que teve ontem com sua mãe. Horácio entra na sala)
HORÁCIO – Estou indo procurar emprego, filho. (Dácio não ouviu) Filho? (caminha até ele e o cutuca no ombro, que o trás de volta de sua lembrança) Tudo bem?
DÁCIO – Eu não vi o senhor chegar. (senta-se)
HORÁCIO – Eu percebi, já que não ouviu eu te chamando.
DÁCIO – O que o senhor dizia?
HORÁCIO – Que eu estou indo procurar emprego.
DÁCIO – Ah sim, está bem. (volta a ficar pensativo)
HORÁCIO – (percebendo o filho estranho) Está tudo bem, filho?
DÁCIO – (levanta e fica de frente para seu pai) Eu me encontrei com minha mãe ontem! E ela me contou a versão da história dela. (Horácio olha surpreso para Dácio)

Contínua no Capítulo 11…

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