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Capítulo 14 | Conversa de Botas Batidas – A Nossa Canção

Daqui seis meses…

[CENA 01 – UNIVERSIDADE DE MÚSICA (NOVA YORK)/ SALA DE MÚSICA/ TARDE]
(Pedro e Ayla continuam um de frente para o outro)
AYLA – I’ll see you there! (pisca para ele e vai embora, Pedro pensa em dizer algo, mas acaba desistindo. Fecha a porta da sala e se aproxima de seus amigos)
ARTHUR – Ela te encontrou um convite?
PEDRO – Sim. Disse que vai ter uma festa na casa dela, para o pessoal que ficaram na lista.
ELISA – A gente também recebeu.
MÔNICA – Conseguiu descobrir se foi ela mesma quem gravou o vídeo?
PEDRO – Não tive tempo. Ela já foi entregando o convite e saído em seguida.
ARTHUR – Mas foi ela, gente. Tenho certeza disso.
MÔNICA – Também tenho. Conhecemos a Ayla. É típico dela. (todos se entreolham, enquanto Pedro focava em seu convite, pensativo)

[CENA 02 – CLÍNICA DE REABILITAÇÃO/ SALA/ TARDE]
(Alice está fazendo os exercícios para recuperar os movimentos das pernas, embora Gaspar esteja ajudando-a, ela mesma não está se esforçando tanto assim, já que acredita que não voltará mais andar)
GASPAR – Se continuarmos nesse ritmo, suas pernas não voltarão a se movimentar tão cedo, Alice.
ALICE – Estou dando o meu máximo, está bem?!
GASPAR – Não é o que está parecendo.
ALICE – (desiste do exercício) Cansei!
GASPAR – Mas começamos agora?
ALICE – Só que cansei, tá. Quero ir pra casa.
GASPAR – Escuta… eu sei que…
ALICE – (interrompe) Eu não quero ouvir mais um discurso motivacional seu, está bem. Por favor, me ajude a sentar na cadeira. (Gaspar a observa por alguns segundos, em seguida a ajuda sentar-se na cadeira de rodas)
GASPAR – Se apoia em mim!

Anoitecendo…

[CENA 03 – APARTAMENTO DE SAMUKA (NOVA YORK)/ SALA/ NOITE]
(Samuka está sentado no sofá trocando mensagens com Mônica, Pedro entra na sala em seguida)
SAMUKA – “Estamos indo. Falta só o Arthur se arrumar. Sabe como ele demora?!”
PEDRO – (indo até ele) Acho que estou pronto.
SAMUKA – (levanta-se) Ótimo! (grita para os quartos) Vamos logo Arthur, falta só você.
PEDRO – Só o pessoal da lista que vai nessa festa?
SAMUKA – Não, meu amigo. Digamos que o pessoal da lista e todos da universidade.
PEDRO – A casa dela tem espaço assim?
SAMUKA – Oh se tem. Quando chegar você vai ver. (Arthur entra na sala)
ARTHUR – Pronto. Podemos ir.
SAMUKA – Finalmente. (caminha até a porta, seguido por Arthur e Pedro) As meninas irão nos encontrar lá.
ARTHUR – Sim. A Elisa tinha mandando mensagem pra mim.

[CENA 04 – CASA DE AYLA (NOVA YORK)/ RUA – SALA/ NOITE]
(os garotos chegam à casa de Ayla, ficam alguns segundos na entrada)
SAMUKA – (mexendo no celular) As meninas estão lá dentro.
ARTHUR – Então vamos entrar.
PEDRO – (surpreso pelo tamanho da casa) Isso tá mais para uma mansão, do que para uma casa.
ARTHUR – (ri) É… a Ayla gosta de se exibir um pouco. Todo semestre ela chama os alunos pra cá. Principalmente os calouros. Isso os fascina e deixa eles fãs dela.
SAMUKA – Olha aí… talvez seja por isso que ela colocou seu vídeo, Pedro.
PEDRO – Se for, irei descobrir isso hoje.
ARTHUR – Vamos lá, então! (toca a campainha, em poucos segundos Ayla aparece na porta)
AYLA – Hi, you came! Come in. (os três entram, Ayla fecha a porta e os quatros caminham pela festa. Apesar de uma quantidade considerável de alunos, a casa dela ainda tem espaço de sobra. Ayla se aproxima de Pedro) I’m glad you came. Feel free! (pisca para ele, em seguida se afasta, indo falar com outros alunos. Pedro a observa)
ARTHUR – Cuidado, viu Pedro. Essa aproximação dela contigo tá estranha. (se afasta dele, procura por Elisa. Pedro fica em silêncio e observa Ayla conversando com demais alunos)

Agora…

[CENA 05 – CASA DE ANA/ SALA – COZINHA/ TARDE]
(Alan e Ana continuam um de frente para o outro, ele permanece sério)
ANA – Eu não tive tempo ainda. Desde que cheguei, fiquei arrumando as coisas…
ALAN – Mas custava me enviar uma mensagem dizendo que havia chegado? Eu estava preocupado com você?
ANA – Desculpa, de verdade. Eu deveria mesmo ter te avisado. Entra, por favor.
ALAN – Eu não posso demorar muito. Só vim saber se você havia chegado, já que minhas mensagens eram ignoradas.
ANA – Eu não estava te ignorando. Simplesmente estava sem tempo.
ALAN – Tudo bem. Amanhã a gente conversa na escola.
ANA – Você não quer entrar? Tenho tanta coisa pra te contar de Madrid.
ALAN – Amanhã na escola a gente conversa. (se afasta dela, indo embora. Ana o observa por alguns segundos, fecha a porta e fica um pouco decepcionado com Alan. Volta para a cozinha)
[COZINHA]
(Ana entra na cozinha, senta-se a mesa, deixa seu celular de lado)
JUNIOR – Quem era filha?
ANA – Era o Alan.
JUNIOR – Ele não quis entrar?
ANA – Não. Disse que tinha que resolver alguns assuntos antes.
JUNIOR – (percebe que algo está incomodando sua filha) Tudo bem?
ANA – Sim. Acho que eu vou para o meu quarto. (levanta-se) A bateria do meu celular acabou. (saí da cozinha de cabeça baixa)
PAULA – Parece que aconteceu alguma coisa entre eles dois?
JUNIOR – Também tô com essa mesma sensação.

[CENA 06 – CASA DELLE ROSE/ SALÃO/ TARDE]
(Otávio e Ione estão sentados em uma das mesas, lanchando algo. Nathaniel e Larissa continuam no bar)
LARISSA – (observando-os) Eles até que formam um bonito casal. Mesmo achando Ione uma má influência para ele.
NATHANIEL – Eu já acho que ele é uma ótima influência para ela.
LARISSA – Será?
NATHANIEL – Veremos como a história deles irá se desenrolar. (foca-se no casal também)
[MESA]
OTÁVIO – Eu sei que o Eduardo está dando o melhor que ele pode para me ajudar, mas acho que eu preciso começar a me virar sozinho.
IONE – Você pretende morar só então?
OTÁVIO – Não, não é isso. Eu sei que não consigo tomar conta de uma casa sozinho, ainda… mas, ao menos quero ficar mais independente, sabe? Quero andar na rua sozinho, sem ter alguém ao meu lado. Quero ir aos lugares sozinho, nos supermercados, lanchonetes, praia…
IONE – Ué, você pode ter um daqueles cão guias.
OTÁVIO – Eu pensei nisso também. Mas pretendo fazer isso depois que eu ganhar o programa.
IONE – Uh, que confiante. E você pensa em fazer o que depois que ganhar?
OTÁVIO – Confesso que ainda não sei. Mas seguir uma carreira de música, com certeza isso eu quero.
IONE – (segura na mão dele) Tenho certeza de que isso você conseguirá. Por que não canta uma pra mim.
OTÁVIO – (sorri) Só se você cantar comigo!
IONE – Não, eu não canto. Prefiro apenas te ouvir mesmo. (Otávio esperava que ela aceitasse, mesmo assim topa cantar)
OTÁVIO – Me leva até o palco então. (os dois levantam-se e vão até o palco. Ione o leva até o piano, fica ao lado dele. Otávio posiciona suas mãos sobre as teclas do piano, pensa em uma música, começa a tocar)

[CENA DE MÚSICA – CONVERSA DE BOTAS BATIDAS (LOS HERMANOS)]

Veja você, onde é que o barco foi desaguar 1
A gente só queria um amor
Deus parece às vezes se esquecer
Ai, não fala isso, por favor
Esse é só o começo do fim da nossa vida
Deixa chegar o sonho, prepara uma avenida
Que a gente vai passar

Veja você, quando é que tudo foi desabar
A gente corre pra se esconder
E se amar, se amar até o fim
Sem saber que o fim já vai chegar

Deixa o moço bater 2
Que eu cansei da nossa fuga
Já não vejo motivos
Pra um amor de tantas rugas
Não ter o seu lugar

Abre a janela agora 3
Deixa que o Sol te veja
É só lembrar que o amor é tão maior
Que estamos sós no céu
Abre as cortinas pra mim
Que eu não me escondo de ninguém
O amor já desvendou nosso lugar
E agora está de bem

Deixa o moço bater 4
Que eu cansei da nossa fuga
Já não vejo motivos
Pra um amor de tantas rugas
Não ter o seu lugar

Diz, quem é maior que o amor?
Me abraça forte agora, que é chegada a nossa hora
Vem, vamos além
Vão dizer, que a vida é passageira
Sem notar que a nossa estrela vai cair

1. Otávio começa a tocar animado, Ione fica apoiada no piano de frente para ele, sorri. Inicialmente, a música é acompanhada somente ao som do piano, os demais instrumentos começam a ser tocados em seguida.
2. Otávio sente a presença de Ione a sua frente, olha em direção a ela, sorri. No salão, Larissa e Nathaniel prestam atenção na apresentação dele. Ione se afasta do piano, dança um pouco em cima do palco. Porém, volta a ficar próximo de Otávio novamente. Dessa vez, fica ao lado dele.
3. Nathaniel puxa Larissa para dançar. Os dois saem do bar, vão para o meio do salão e começam a dançar.
4. Otávio foca-se para as teclas do piano, Ione senta-se ao lado dele. Ao sentir a presença dela, ele sorri. Encerra a canção, Ione se aproxima do rosto dele e beija sua bochecha. Isso o deixa envergonhado. Larissa e Nathaniel batem palmas.

[CENA 07 – CASA DE DÁCIO / Q. DE DÁCIO/ TARDE]
(após receber a mensagem de Daniel, Dácio na mesma hora deitou-se na cama e ligou para ele)
DÁCIO – Você está no Rio?
DANIEL (por telefone) – Sim. Só que por pouco tempo. A produção me ligou, e querem fazer um VT comigo para usarem na próxima fase.
DÁCIO – Sério?
DANIEL (por telefone) – Claro que é sério!
DÁCIO – E onde você está agora?
DANIEL (por telefone) – No momento estou em uma pensão. Estou pensando no que irie dizer amanhã para a produção. Eles querem saber um pouco sobre mim, minha família. Essas coisas…
DÁCIO – Quer marcar algo?
DANIEL (por telefone) – É o que eu mais quero. Só que hoje não vai dar. Mas amanhã… depois dessa reunião…
DÁCIO – (sorri) As aulas começam amanhã. Podemos marcar algo depois da aula.
DANIEL (por telefone) – Combinado então! Mas sabe, né…
DÁCIO – Sim, sim. Ninguém pode saber que você está na cidade e nem posso ser seguido.
DANIEL (por telefone) – Exatamente. Então a gente se ver amanhã. Vou pensar aqui num roteiro para apresentar para a produção, sem que relacione meu pai. Até mais. (desliga. Dácio coloca o celular em seu peito, olha para o teto, sorri)

Anoitecendo…

[CENA 08 – CASA DE OTÁVIO/ SALA/ NOITE]
(Eduardo está vendo TV, quando Otávio chega em casa. Ele desliga, levanta-se e caminha até ele)
EDUARDO – Fiquei preocupado, Otávio. Ainda bem que na mesma da hora, enviei uma mensagem para a Larissa e ela me confirmou que você estava no cabaré.
OTÁVIO – Quer dizer que você tem o número da Larissa salvo?!
EDUARDO – Tenho, ué. A gente trocou naquele dia, lá na lanchonete.
OTÁVIO – Sabia que se eu juntasse vocês dois mais algumas vezes iria dar certo.
EDUARDO – Não adianta mudar o assunto, viu. Eu realmente fiquei preocupado contigo. Você sair por aí sozinho, algo poderia ter acontecido.
OTÁVIO – Eu sei, desculpa. Eu devia ter te avisado. Só que eu quero aprender a andar sozinho na rua, sabe. (caminha até o sofá, senta-se) E o cabaré nem é tão longe assim, foi fácil chegar lá.
EDUARDO – Só que da próxima não tenta sair assim na rua, sendo um aventureiro, está bem? Pelo menos me avisa.
OTÁVIO – Tá, pode deixar.
EDUARDO – (senta-se ao lado dele) Bom… tenho uma notícia para te dar.
OTÁVIO – Uma notícia?
EDUARDO – A Laila, minha chefe, ela me deu um contato de um amigo dela que está precisando de um funcionário. (Otávio se anima) Ela pensou que talvez seria bom se fossemos lá. Eu já liguei para ele e combinamos uma entrevista com você para amanhã. (Otávio olha em direção a voz dele, fica em silêncio) Então? Você vai para a entrevista? (Otávio continua olhando em direção a Eduardo, ainda em silêncio)

Amanhecendo…

[CENA 09 – CASA DE PEDRO/ SALA/ DIA]
(Pedro vem descendo as escadas, com sua mochila nas costas. Paula vem da cozinha até a sala)
PAULA – Pedro, depois do trabalho eu vou na rua resolver nosso assunto da mudança para Nova York.
PEDRO – Temos 05 meses pela frente ainda, tia.
PAULA – 05 meses passam voando, está bem. Por isso precisamos planejar de agora.
PEDRO – Ok.
PAULA – Portanto, não irei preparar almoço hoje. Você pode comer fora, né?
PEDRO – Sim, sem problema.
PAULA – Certo. Hoje à noite eu conto as novidades para você. Vamos? (caminha apressada até a porta, Pedro a segue, um pouco preocupado em ter que estragar a felicidade de sua tia)

[CENA 10 – CASA DE OTÁVIO/ COZINHA/ DIA]
(Otávio entra na cozinha, todo arrumado. Eduardo o ver, sorri)
EDUARDO – Quem bom que você desceu, Otávio! E pela a roupa, você topou a entrevista.
OTÁVIO – Topei. E eu quero ir sozinho, se possível.
EDUARDO – Não, que é isso. Eu vou te levar.
OTÁVIO – Para você me levar, você terá que perder meio período do seu trabalho. E eu já cansei das outras pessoas se sacrificarem tanto por mim. Eu quero começar a fazer as coisas sozinho.
EDUARDO – Mas você nem sabe onde é a empresa? Não vai saber onde chegar lá.
OTÁVIO – Só você me dar o endereço, que eu pego um ônibus, táxi, sei lá.
EDUARDO – Não, Otávio. Está decidido, eu vou com você. Eu já conversei com a Laila, ela me liberou pela manhã.
OTÁVIO – Se eu não for sozinho, então não vou para essa entrevista. (senta-se a mesa)
EDUARDO – (ri) Você sabe como jogar com as pessoas, hein. Você pensa mesmo em perder essa oportunidade?
OTÁVIO – Eu já disse. Ou eu vou sozinho, ou eu não vou. (Eduardo olha para ele e no fundo fica feliz por percebe que Otávio quer amadurecer sozinho, no entanto, se preocupa com ele andando pela cidade)
EDUARDO – Vamos fazer assim então. Essa empresa é a caminho da pizzaria. Eu te levo até lá, mas não irei ficar com você. De lá, vou para a pizzaria. Dessa forma você faz a entrevista e assim que terminar, você volta para a casa sozinho. O que acha?
OTÁVIO – (pensativo por alguns segundos) Por mim pode ser.
EDUARDO – Beleza. (fica aliviado) Então vamos, que não podemos perder tempo. (Otávio levanta-se e caminha em direção a sala, logo atrás dele está Eduardo)

[CENA 11 – COLÉGIO ESTADUAL OLIVEIRA SANTOS/ PÁTIO/ DIA]
(Ana chega ao colégio a procura de Alan. Assim que o encontra sentado em um dos bancos, se aproxima dele)
ANA – (sorri) Oi, Alan!
ALAN – (levanta-se) Acho que podemos conversar agora, né! (continua sério, Ana o observa, também fica séria)

[CENA 12 – CONCESSIONÁRIA DE MOTOCICLETA/ RUA/ DIA]
(Eduardo para sua moto em frente a concessionária, Otávio desce da moto, entrega o capacete para ele em seguida)
EDUARDO – (olhando para o local) Bem, parece que chegamos. É aqui a concessionária.
OTÁVIO – Obrigado por me trazer, Edu. Agora, eu sigo sozinho daqui pra frente.
EDUARDO – Pode me ligar assim que eu terminar, está bem. Quem sabe não farei alguma entrega aqui por perto.
OTÁVIO – Eu agradeço, mas pretendo voltar para casa sozinho.
EDUARDO – Mesmo assim, deixarei o celular próximo. (liga a moto) Não quer que eu entre com você?
OTÁVIO – (ri) Sei que somos amigos, mas às vezes você age igual a minha mãe. (Eduardo ri também)
EDUARDO – Tá certo, tá certo. Está bem então. Você não é nenhuma criança de colo, não é mesmo?!
OTÁVIO – Exatamente.
EDUARDO – Boa sorte então! (observa o local mais uma vez, olha ao redor, vai embora em seguida. Otávio estende seu bastão, vira-se para a concessionária, caminha em direção a ela)

Daqui seis meses…

[CENA 13 – CASA DE AYLA (NOVA YORK)/ SALA/ NOITE]
(Pedro está encostado na parede da sala, observando os alunos se divertindo. Está com um copo de refrigerante na mão. Ayla o observa um pouquinho de longe, caminha para o bar em seguida)
MÔNICA – (dançando com Samuka) Depois dessa música vamos ficar um pouco com o Pedro. Ele parece meio solitário naquela parede.
SAMUKA – (olha disfarçadamente para ele) Tá. (os dois voltam a dançar. Ayla se afasta do bar com um copo de bebida na mão. Encosta um pouco na escada, abre sua bolsa e retira uma garrafa de bebida. Mistura com o copo, guarda a garrafa, caminha em direção a Pedro)
AYLA – (se aproxima dele, cochicha em seu ouvido devido a música alta) What are you drinking?
PEDRO – Soda.
AYLA – (pega o copo de refrigerante da mão dele e coloca o dela) I have something much better here for you. (Pedro cheira a bebida e parece ser forte)
PEDRO – No, thank you. I’m fine with the soda. (tenta pegar seu copo de refrigerante novamente, Ayla o impede, derrama no canto da parede) What did you do?
AYLA – You are very quiet on that wall. This will cheer you up a little. (Pedro continua com o copo não mão, pensa em derramá-lo em seguida, mas Ayla não lhe dava espaço) Which is? I invited you to have fun, not to hold the wall. (Pedro ri) Look at your friends? They’re all having fun. (Pedro repara em seus amigos dançando, volta a focar na bebida em sua mão) Just a sip, go! (Pedro olha para Ayla e num só ato, vira o copo todo em sua boca, faz uma careta em seguida) That’s right! Now let’s dance. (segura a mão dele, o leva até o pessoal e começam a dançar. Pedro fica um pouco envergonhado, mas vai se soltando)
ELISA – (repara nos dois dançando) Ih, acho que a Ayla já fisgou o Pedro.
ARTHUR – (olha para eles, para de dançar) Pedro não seria idiota para cair no papo dela, seria?!
ELISA – Bem, parece que os dois estão se divertindo ali.
ARTHUR – Vou lá salvar ele.
ELISA – Espera. Vamos continuar de olho, Pedro parece que está se divertindo. Se algo piorar, a gente o tira dali. (os dois voltam a dançar, mas continuam de olho no casal. A festa continua, Ayla trás mais algumas bebidas para Pedro, que começa a tomá-los tranquilamente. No efeito da bebida, Pedro se solta e começa a dançar bem mais solto. Seus amigos se juntam e começam a observá-lo)
ARTHUR – (próximo ao Samuka) Acho melhor você ir lá salvar o seu amigo. (Samuka o observa, esperando uma oportunidade. Ayla continua dançando com Pedro, ela aproveita este momento animado dele, se aproxima e o beija. Os amigos de Pedro observam a cena, surpresos com o beijo)

Contínua no Capítulo 15…

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POSTADO POR

Anderson Silva

Anderson Silva

Um carinha qualquer apaixonado por música e contador de histórias. Atualmente é autor de A Nossa Canção.
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