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Capítulo 22 | De Quem é a Culpa? – Minha Canção

[CENA 01 – CASA DE VERÔNICA/ SALA/ TARDE]
(Verônica caminha até o sofá, e nem pensa em dar um abraço na filha)
VERÔNICA – Tudo continua o mesmo. Nada mudou depois que você viajou, aliás, viaje pequena está.
LUANA – (caminhando até o sofá) Só fui passar um tempo em um lugar sossegado. Precisava organizar algumas ideias aqui dentro. Como está a família do Felipe?
VERÔNICA – Aqueles lá nem lembram que eu existo. A Viviane, que dizia ser minha amiga, nem se quer liga para mim. Nada de convite para passar o dia lá.
LUANA – Convenhamos que a senhora não tão bem-vinda lá também.
VERÔNICA – Todos são ingratos daquela família. Depois de tudo que eu fiz por eles.
LUANA – Talvez eu vá visitá-los.
VERÔNICA – Eu irei com você.
LUANA – Nem pensar.
VERÔNICA – Quero ver a minha neta. Sabe que ela está fazendo shows agora? Sua filha ficou famosa.
LUANA – (séria) A senhor sabe muito bem que a Alice não é minha filha.
VERÔNICA – Não de sangue, mas você quem a criou. Então, bem que seria bom se você pegasse um pouco dessa fama.
LUANA – Se a Alice ficou famosa, foi com os próprios esforços dela. Eu não mereço pegar carona nesse sucesso.
VERÔNICA – Se fosse a minha filha, eu faria questão de acompanhá-la em todos os shows. Se bem que eu duvido que o Felipe esteja fazendo isso. Aquele lá deve amar mais aquela empresa, que a família.
LUANA – Eu vou para o meu quarto. Tomar um banho, desfazer essas mochilas. (pega suas mochilas, e sobe para o quarto)

[CENA 02 – LANCHONETE DO IVO/ TARDE]
(Salete olha para o filho, querendo saber o que estava acontecendo)
SALETE – Essa é a Larissa. É uma das meninas que trabalham comigo.
DÁCIO – (indo até Larissa, como se não tivesse ouvido o que sua mãe havia dito) Como você pode está viva, Letícia?
LARISSA – Eu não me chamo Letícia.
SALETE – O nome dela é Larissa, filho.
DÁCIO – (voltando um pouco a realidade) Larissa?
SALETE – Sim. Ela é uma das meninas que trabalham no cabaré.
DÁCIO – Você não se chama Letícia?
LARISSA – Não. Aliás, quem é Letícia?
DÁCIO – (decepcionado) Letícia era a minha prima. Ela infelizmente faleceu no final do ano passado. (Salete lembra-se do ocorrido)
LARISSA – Sinto muito.
DÁCIO – Você é tão parecida com ela. Como isso é possível?
LARISSA – Eu não devo ser tão parecida assim.
DÁCIO – (pegando seu celular, e procura uma foto de Letícia) É sim. (exibe a foto que encontrou, Larissa e Salete olham, e ficam surpresas com a semelhança)
SALETE – Nossa. Ela é a sua cara, Larissa.
LARISSA – Como isso é possível?
DÁCIO – (guardando o celular) Eu também queria saber. (volta para sua mesa, senta-se, confuso. Salete e Larissa se sentam logo em seguida)
SALETE – Eu te garanto que elas não as mesmas, filho. Eu conheço a Larissa há alguns anos já. Praticamente, a conheço desde que ela foi parar na minha casa, desde que tinha 16 anos.
DÁCIO – Acho que o Eduardo deve ter se confundido, da mesma forma que eu me confundi.
LARISSA – Quem é Eduardo?
DÁCIO – (tentando não olhar diretamente para ela) Era o namorado da Letícia. Ontem ele me procurou dizendo que havia te visto por aí, e eu não acreditei. Imaginei que ele estivesse se confundido.
LARISSA – Eu realmente sinto muito. Se ele ficou do mesmo jeito que você, imagino o quanto ele irá se decepcionar.
SALETE – (tentando mudar um pouco de assunto) Bonita essa lanchonete. Algum motivo para a gente conversar aqui, filho?
DÁCIO – Nenhum especial. Simplesmente sou amigo do dono, e aqui poderíamos conversar tranquilo.
LARISSA – Eu adorei foi o palco, onde aqueles garotos cantaram.
DÁCIO – Você canta?
SALETE – Larissa é melhor cantora que eu tenho no cabaré. A voz de rouxinol, como as meninas a chamam.
DÁCIO – Certamente deve fazer mais que isso lá também?!
LARISSA – Como eu faço para cantar?
DÁCIO – É só pedir para o dono, aquele ali conversando com os garotos. (aponta para Ivo, logo atrás deles) Se você quiser, eu peço para você.
LARISSA – Sério?
DÁCIO – Sim. Já volto. (levanta e caminha até Ivo, os dois conversam por alguns segundos, depois retorna para a mesa) Fique a vontade para escolher uma música. (apontando para a máquina de karaokê)
LARISSA – Obrigada. (levanta e caminha até a máquina, procura por uma música. Dácio continua a observando, ainda impressionado com a semelhança dela. Ao escolher uma música, Larissa caminha em direção ao palco)

[CENA 03 – CASA DE ANDRÉA/ COZINHA/ TARDE]
DOUGLAS – Ele disse que os dois se conheceram na faculdade. Ela fazia medicina, quando ele estava no penúltimo período de Engenharia.
ANDRÉA – Mas, os dois chegaram a ter algo longo?
DOUGLAS – Ele não chegou a dizer por quanto tempo os dois ficaram juntos. Mas, ele me confirmou com os dois já chegaram a namorar. Tem muita chance do Pedro ser meu irmão.
ANDRÉA – Calma, Douglas. Tô achando que você tá criando muita expectativa em cima disso. Só porque os dois namoraram, não quer dizer que a mãe de Pedro engravidou do tio Mauro. O que ele falou sobre o Pedro?
DOUGLAS – Ele também ficou surpreso de ter um outro filho. Mas eu disse que o Pedro não morava na cidade, disse que quando ele voltasse, a gente marcasse um encontro em família.
ANDRÉA – Menos mal. Então, nos resta esperar agora, né?
DOUGLAS – Sim. Você acha que eu devo contar para o Pedro, que meu pai e a mãe dele realmente namoraram?
ANDRÉA – Não vejo problema nisso. Afinal, vocês dois estão indo atrás da verdade.
DOUGLAS – Então vou contar pra ele. (começa a digitar no celular)

[CENA 04 – LANCHONETE DO IVO/ TARDE]
(Pedro está conversando com seus amigos, animados. Chega uma mensagem em seu celular, o ler e sorri)
PEDRO – Caramba! Vocês não vão acreditar. Realmente minha mãe namorou com o pai do Douglas. Ele realmente pode ser meu pai!
RAMON – Uau, que bacana, cara.
PEDRO – Tô muito feliz, gente. Estamos indo bem no programa, eu posso ter encontrado meu pai, cara… só tenho que agradecer tudo isso.
RAMON – Você merece, Pedro. E pode ter certeza, que mais coisas boas estão por vim, você vai ver.
PEDRO – Temos que cantar. Tem que ser uma alegre, divertida. Quero que todos aqui sintam a alegria que eu estou sentindo. (levanta, sendo acompanhado pelos os outros. Vão para o palco, e começam a cantar)

Anoitecendo…

[CENA 05 – PIZZARIA/ NOITE]
(Dácio está na pizzaria, com Daniel. Ambos estavam dividindo uma pizza, e aguardando Eduardo retornar de uma entrega)
DANIEL – A Letícia tinha alguma irmã gêmea?
DÁCIO – Não. Quer dizer, eu não sei. A Regina nunca comentou nada sobre isso. O que eu sei é que a mãe de Letícia havia falecido no parto, sendo criada apenas pelo o pai.
DANIEL – Talvez ele deu uma das meninas para alguém criar. Talvez não tivesse condição de cuidar das duas. E devido ele ter morrido, não conseguiu recuperar a menina de volta.
DÁCIO – É muito loucura para ser verdade.
DANIEL – Também acho, mas estou apenas fazendo suposições. Tentando encontrar uma explicação logica para as duas serem tão parecidas.
DÁCIO – Você não acha que eu não fiz isso? A primeira coisa que eu fiz foi pesquisar na internet.
DANIEL – O que você achou?
DÁCIO – Várias teorias também! Inclusive, a que mais prevaleceu foi de irmãs gêmeas.
DANIEL – Pra mim, essa é a única logica que poderia explicar.
DÁCIO – Se as duas forem irmãs, eu vou descobrir. (Eduardo chega na pizzaria, Dácio logo o ver, levanta a mão acenando)
EDUARDO – Oi, pessoal. Surpresa vocês aqui.
DÁCIO – Quando termina o seu expediente?
EDUARDO – Agora mesmo. Só ia deixar a mochila com a Laila.
DÁCIO – Precisamos conversar.
EDUARDO – O que houve? Parece sério?
DÁCIO – Muito sério.
EDUARDO – Tá, já que eu volto. (caminha até o balcão, conversa com a Laila, vai para dentro da pizzaria, e minutos depois, retorna sem o uniforme em direção a mesa de Dácio) Voltei. (senta-se ao lado de Daniel)
DÁCIO – Você não estava maluco quando viu a Letícia.
EDUARDO – Você também a viu, não é? Onde você a viu? Você conversou com ela?
DÁCIO – Calma, porque você precisa ouvir o que eu vou te dizer.
EDUARDO – O que houve?
DÁCIO – Eu a vi, na verdade, estive frente a frente dela hoje à tarde. (Eduardo sorri) Só que não era a Letícia. É uma garota que se chama Larissa.
EDUARDO – Como é que é?
DÁCIO – Eu não sei explicar como as duas são tão parecidas, mas elas não são a mesma pessoa.
EDUARDO – Do que você tá falando, Dácio? É claro que são. Eu tenho certeza que quem eu vi foi a Letícia.
DÁCIO – Eu também pensei em ter dito essa certeza quando a vi na minha frente. Só que não são a mesma pessoa. Essa garota ela se chama Larissa e… (fica em silêncio, com receio de contar a profissão de Larissa)
EDUARDO – E? E o que Dácio?
DÁCIO – Ela trabalha em um cabaré!

[CENA 06 – CASA DE ALICE/ Q. DE PEDRO/ NOITE]
(Pedro está sentado na cama, mexendo em seu celular, especificamente olhando uma foto que Carol acabou de publicar em uma rede social. Ele curte a foto, pensa em comentar. Alice entra no quarto nesse momento)
ALICE – Oi!
PEDRO – Oi. (guarda o celular, levanta da cama, em direção ao guarda roupa)
ALICE – Vim saber se você não quer ir mesmo ao meu show? Meu pai e meu tio estão lá embaixo já.
PEDRO – Eu agradeço, mas tenho umas coisas pra fazer.
ALICE – Eu sei que você não quer se aproximar de mim. Sei das coisas erradas que eu fiz, mas… (se aproxima dele) … a uma conexão entre a gente. Eu sei que você sente isso também. Você sentiu quando cantamos ontem. (fica atrás dele, Pedro continua mexendo em algo no guarda-roupa, de costa para Alice) Então, mesmo que você tente evitar falar comigo, ou ter algum contato, tenho certeza que é só questão de tempo. (pensa em tocar no ombro dele, mas acaba desistindo. Pedro continua mexendo em algo, ignorando-a completamente. Alice se entristece, se afasta dele em direção à porta. Observa Pedro por alguns segundos e sai do quarto em seguida)

[CENA 07 – CASA DELLE ROSE/ SALÃO/ NOITE]
(após saber o que Larissa faz da vida, Eduardo não perdeu tempo e foi atrás para saber se era a verdade. Ao chegar em frente do cabaré, ele reconhece o local. Entra, caminha pelo o salão, em direção ao palco, no momento que Larissa ia cantar)

[CENA DE MÚSICA – DE QUEM É A CULPA? (MARÍLIA MENDONÇA)]

Exagerado, sim 1
Sou mais você que eu
Sobrevivo de olhares
E alguns abraços que me deu

E o que vai ser de mim
E o meu assunto que não muda?
Minha cabeça não ajuda
Loucura, tortura

E que se dane a minha postura 2
Se eu mudei, você não viu
Eu só queria ter você por perto
Mas você sumiu

É tipo um vício que não tem mais cura
E agora, de quem é a culpa?
A culpa é sua por ter esse sorriso
Ou a culpa é minha por me apaixonar por ele?
Só isso

Não finja que eu não tô falando com você 3
Eu tô parado no meio da rua
Eu tô entrando no meio dos carros
Sem você, a vida não continua

Não finja que eu não tô falando com você
Ninguém entende o que eu tô passando
Quem é você, que eu não conheço mais?
Me apaixonei pelo que eu inventei de você

Mas você sumiu 4
É tipo um vício que não tem mais cura
E agora, de quem é a culpa?
A culpa é sua por ter esse sorriso
Ou a culpa é minha por me apaixonar por ele?
Só isso

Não finja que eu não tô falando com você
Eu tô parado no meio da rua
Eu tô entrando no meio dos carros
Sem você, a vida não continua

Não finja que eu não tô falando com você 5
Ninguém entende o que eu tô passando
Quem é você, que eu não conheço mais?
Me apaixonei pelo que eu inventei de você

Iê-iê, iê-iê
Me apaixonei pelo que eu inventei de você

1. Eduardo caminha a frente ao palco, a observa impressionado com a semelhança dela com Letícia. Tanto fisicamente, como pela voz.
2. Larissa caminha até Nathaniel que está tocando piano, ambos sorriem.
3. Larissa volta para o centro do palco, um cliente que também a observava, caminha até Salete que estava ao lado do bar, conversa algo no ouvido dela. Salete sorri, pega uma chave e entrega para ele. O mesmo caminha até o palco, fica ao lado de Eduardo. Larissa viu ele recebendo a chave de Salete, e começa a cantar olhando para ele.
4. Eduardo continua admirando-a, e acha estranho o jeito que Larissa cantava diretamente para o cara que estava ao seu lado.
5. Larissa encerra a música, aplaudida por todos. Eduardo continua de olho nela, esperando a oportunidade dela descer do palco e os dois poderem conversar. No entanto, assim que Larissa desce, ela caminha em direção aos quartos. Lá, o cara que pegou a chave de Salete estava a esperando. Os dois se abraçam, e continuam em direção aos quartos. Eduardo percebendo o que estava acontecendo ali, sai do salão de cabeça baixa.

Dias Depois…

[CENA 08 – ESTÚDIO BAND NIGHT (ao vivo)/  PALCO – SALA RESERVADA NOITE]
(a terceira e última noite de apresentações começou, está é a última chance para as 12 bandas conseguiram uma boa pontuação e garantirem uma boa posição no ranking. Luciana está no centro do palco, dando início ao programa)
LUCIANA – (animada) E chegamos à terceira e última noite de apresentações dessas bandas maravilhosas desta segunda temporada do Bang Night. Está é a última noite para as bandas conseguirem uma boa pontuação, e ficarem numa boa posição no ranking. Semana que vem, duas bandas se despedem da competição, e você, que está aí em casa, vai poder participar e influenciar nessa decisão. Então se você já tem sua banda favorita, comece a torcer para que ela consiga uma boa colocação no ranking, pois as primeiras 5 bandas já começam a próxima fase com 10 pontos cada. Esses 10 pontos podem fazer diferença no resultado final vão por mim. E chegou a hora de iniciarmos as apresentações da noite. (é exibido a ordem de apresentação da noite e os garotos serão um dos últimos para se apresentarem, estão vendo o programa na sala reservada para eles) As apresentações desta noite serão em ordem alfabética. A banda que vem aí…
PEDRO – Só eu que estou com ansiedade por sermos um dos últimos desta noite?
RAMON – Eu também. Só que a minha ansiedade é mais por cantar hoje.
PEDRO – Relaxa que vai dar tudo certo
RAMON – E se eu mandar mal? E se por minha culpa, a gente não ficar entre o top 5.
PEDRO – Calma, relaxa que vai dar tudo certo. A música que vamos cantar é ótima, e vamos continuar em primeiro.
RAMON – Beleza. (ainda ansioso) Você tem razão, ficar nervoso não resolve. (volta a prestar atenção na TV, a primeira banda já estava no palco se apresentando)

[CENA 09 – CASA DELLE ROSE/ SALÃO – QUARTO/ NOITE]
(Eduardo tem ido até o cabaré nas últimas noites, porém não tem escolhido nenhuma garota. Isso tem chamado a atenção de Nathaniel e Salete)
NATHANIEL – (observando-o) É a quarta noite que aquele rapaz vem aqui, toma alguma coisa, porém não escolhe nenhuma garota. E olha, que eu pedi para Ione ir até ele, ver se ela estava a fim, e ele a dispensou.
SALETE – Talvez ele venha aqui para fugir da família, ficar um tempo sozinho, sei lá.
NATHANIEL – Sei não, para mim esse cara é estranho.
SALETE – Disfarça, que parece que ele está vindo para cá. (ambos desviam sua atenção para outro lugar, Eduardo fica em frente deles)
EDUARDO – Oi. Como faço para dormir com uma garota?
SALETE – Só escolher uma, pedir a chave de um quarto e aproveitar.
EDUARDO – Eu quero passar uma noite com aquela. (aponta para Larissa, no bar, bebendo algo)
NATHANIEL – Eu vou trazê-la para você. (caminha até Larissa)
SALETE – (entregando uma chave para Eduardo) E aqui está a chave do quarto.
EDUARDO – Onde é que ficam mesmo? É que sou novo aqui.
SALETE – Deve ser mesmo. Se não, eu já teria lembrado de você. Mas é só seguir aquele corredor. Lá estão todos os quartos.
EDUARDO – Obrigado. (Nathaniel retorna com Larissa, que toda provocante, se aproxima de Eduardo)
LARISSA – Oi! Você é novo por aqui, né?
EDUARDO – Sou.
LARISSA – Seja bem-vindo. Vamos? (segura na mão dele, sorri e o puxa em direção ao quarto)
NATHANIEL – Parece que hoje ele não quis fugir de ninguém.
[QUARTO]
(os dois entra no quarto, Eduardo fecha a porta com a chave, enquanto Larissa preparava duas bebidas. Eduardo a observava, fascinado com a tamanha semelhança dela com Letícia, um pouco nervoso)
LARISSA – (caminhando até ele, com dois copos de bebida) Então, como você conheceu a Casa Delle Rose?
EDUARDO – Um amigo. Ele me trouxe aqui uma vez. (recebe o copo, mas coloca na mesinha ao lado em seguida)
LARISSA – E como se chama seu amigo? Talvez ele já foi meu cliente! (Eduardo se incomoda um pouco, ao ouvir isso dela)
EDUARDO – A quanto tempo que você tá nessa vida?
LARISSA – (estranhando a pergunta) Por que você saber disso?
EDUARDO – É que uma garota tão bonita como você, que canta tão bem, não entendo o que faz aqui.
LARISSA – Aqui é o meu lar. A única família que eu tenho.
EDUARDO – Você realmente não lembra de mim? (se aproxima dela)
LARISSA – Não que eu me lembre. E olha que eu tenho uma boa memória.
EDUARDO – Sou eu, Letícia. O Eduardo, seu namorado. Lembra?
LARISSA – Letícia? (entendendo a situação, se afasta dele, colocando seu copo em cima do balcão do quarto) Olha, eu não sou essa Letícia, está bem!
EDUARDO – (se aproximando dela) É claro que é! Você está tão linda, desde a última vez que te vi no hospital.
LARISSA – O filho da Salete que te trouxe aqui? Eu deixei bem claro para ele, que eu não sou essa tal Letícia. E eu não sei porquê ela é tão parecida comigo, está bem. Mas eu não sou ela! E se não vai ter nada, melhor desocuparmos o quarto para alguém que realmente vai usá-lo. (caminha em direção à porta, Eduardo a segue, a puxa pelo braço para perto dele e a beija)

[CENA 10 – CASA DE VERÔNICA/ Q. DE LUANA/ NOITE]
(Luana está em seu quarto, deitada na cama, olhando para o teto, pensativa)
LUANA – (lembra da visita que fez ao tumulo de sua filha hoje à tarde. Assim que sua lembrança se encerra, pega seu celular, procura o número da Carla e o coloca para chamar. O mesmo se encontra indisponível. Procura o número da Paula, e faz a mesma coisa. Assim como o anterior, também está indisponível) Estranho. Será que elas mudaram seus números? (senta-se na cama, procura o número de Felipe e coloca para chamar)
FELIPE AO TELEFONE – Luana?
LUANA – Oi, Felipe!
FELIPE AO TELEFONE – Não esperava sua ligação. Alias, pensei que estivesse aproveitando sua viagem com o Sérgio?
LUANA – E estava. Cheguei tem alguns dias já.
FELIPE AO TELEFONE – E não veio nos visitar?
LUANA – Estava sem tempo, sabe. Como está a Alice?
FELIPE AO TELEFONE – Está bem. Ocupada com os shows que está fazendo.
LUANA – É fiquei sabendo.
FELIPE AO TELEFONE – Por que não vai jantar com a gente amanhã? Assim você aproveita e conversa com a sua filha. Topa? (Luana fica em silêncio)

[CENA 11 – BAND NIGHT/ SALA RESERVADA/ NOITE]
(mais uma banda acaba de se apresentar, estão recebendo a pontuação dos jurados. Pedro desliga a TV, e prepara os garotos)
PEDRO – Somos o próximo pessoal. Vamos nos preparar. (olha ao redor e não encontra Ramon) Ué, cadê o Ramon? (os garotos fazem sinal de que não o viu também) Ramon? (sai da sala e o procura. Após andar um pouco, o encontra sentado na escada de um dos corredores) Somos os próximos a se apresentar, Ramon. Estávamos te procurando.
RAMON – (nervoso) Eu não consigo, Pedro. Eu não vou conseguir subir naquele palco. Eu não vou cantar! (Pedro olha para Ramon confuso)

Contínua no Capítulo 23…

padrao


Este conteúdo pertence ao seu respectivo autor e sua exposição está autorizada apenas para a Cyber TV.

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