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Capítulo 31 | Fotografia – A Nossa Canção

Daqui seis meses…

[CENA 01 – UNIVERSIDADE DE MÚSICA (NOVA YORK)/ AUDITÓRIO/ TARDE]
(Pedro e Elisa estão no auditório, ensaiando algumas cenas para o musical. Os dois estão sentados em algumas almofadas, trocam falas)
PEDRO – “This is my moment. I struggled a lot to get here and I will not go back.”
ELISA – “I’m not asking you to come back. What you want to do is impossible.”
PEDRO – “Not when you have the courage. I really wish you were by my side, right now.”
ELISA – “I can not…” ‘David touches Sarah’s chin, lifting it up to her face.’ (Elisa olha para Pedro)
PEDRO – Quer que eu faça isso mesmo?
ELISA – Seria bom?
PEDRO – Pensei que iriamos apenas trocar as falas. E que as encenações seriam depois.
ELISA – Sim, só que essa é a cena onde ocorre o primeiro beijo deles. Se o romantismo não estiver presente nesse momento, o público talvez não torça pela a gente até o fim.
PEDRO – É que eu fico meio sem jeito em fazer isso com você.
ELISA – (ri) Eu entendo. Você é estreante nisso tudo, eu sei… mas é tudo encenação. Estamos dando vida a personagens fictícios e precisamos transmitir as ações e sentimentos destes personagens, conforme está no roteiro para o público.
PEDRO – (envergonha-se) Falando assim, até parece ser fácil!
ELISA – Este é o meu terceiro musical. Você vai pegando à prática.
PEDRO – Sinceramente eu não entendo o que a Elizabeth viu em mim para me dar este papel. Um calouro inexperiente, com tantos veteranos bons por aí.
ELISA – Pode ter certeza de que ela viu sim algo em você. A Elizabeth ler o roteiro inteiro antes de realizar as audições. Ela conhece bem as características de cada personagem. E isso a ajuda na escolha dos alunos.
PEDRO – Então ela viu algo do David em mim?!
ELISA – Tenha certeza disso, caso contrário, você nem estaria aqui. (Pedro sorri) Então… vamos continuar de onde paramos?! (olha para o roteiro) ‘David touches Sarah’s chin, lifting it up to her face’ (olha para Pedro, se aproxima um pouco dele, esperando-o fazer a cena. Ver Elisa tão perto o deixa envergonhado, ele olha para o roteiro para ver sua próxima fala, toca no queixo dela)
PEDRO – “I won’t make you and I don’t want to.” (olha para Elisa, se aproxima dela) “I just want you to believe me.” (Elisa olha para o roteiro)
ELISA ‘David brings his face closer to Sarah’s. Both feel a strong urge to touch each other’s lips.’ (olha para Pedro, os dois estão bem próximos) ‘David kisses her.’ (Pedro fecha os olhos, leva seu rosto até o de Elisa e os dois se beijam)

[CENA 02 – APARTAMENTO DE ARTHUR (NOVA YORK)/ SALA/ TARDE]
(Samuka chega ao apartamento com alguns lanches na mão. Ao ver Arthur deitado no sofá, coloca um dos lanches no peito dele)
SAMUKA – Trouxe as rosquinhas que você gosta. De nada!
ARTHUR – (senta-se, abrindo o pacote) Valeu.
SAMUKA – Pedro já chegou?
ARTHUR – Não.
SAMUKA – Eles devem estar na universidade ainda. Bem, eu trouxe um lanche para ele também. Vou guardar na cozinha, para quando ele chegar. (caminha até a cozinha, segundos depois volta para a sala) O que estava fazendo aí deitado no sofá?
ARTHUR – Ouvindo música. Já que a minha namorada não tem mais tempo para mim.
SAMUKA – Chato isso, ei. Veja pelo o lado bom, daqui dois meses você terá sua namorada de volta. (toca de leve no ombro dele, vai para o quarto em seguida. Arthur abre seu lanche, não come, fica pensativo)

[CENA 03 – CASA DE ALICE/ ESTÚDIO/ TARDE]
(após visitar aquelas crianças da fundação, Alice voltou a ficar inspirada. Está trabalhando em uma música nova com uma mensagem de superação. Felipe bate na porta, entra. Alice guarda a letra rapidamente)
FELIPE – Licença, filha.
ALICE – Oi, pai.
FELIPE – Desde que fez aquela viagem para São Paulo, você tem passado bastante tempo aqui no estúdio. O que está aprontando? (repara nos vários papeis espalhados no painel)
ALICE – Nada. Só estava revendo as músicas que eu compus.
FELIPE – Tentando compor uma nova? (pega algumas letras)
ALICE – Não. Minha criatividade morreu junto com as minhas pernas.
FELIPE – (incomoda-se por ouvir isso) Não fala assim, Alice.
ALICE – Eu já me conformei, papai. Não vou voltar a andar mesmo. Tenho que me acostumar a minha nova vida. (guarda algumas letras de música, Felipe a observa, apreensivo)
FELIPE – Eu de verdade, gostaria de fazer algo para não ter que te ver assim, desse jeito.
ALICE – O senhor já fez muito por mim. (olha para Felipe) Até mais que um pai faria. (sorri, isso o conforta)
FELIPE – (coloca as letras ao lado, se aproxima dela) Te amo, filha! (beija a cabeça de Alice)
ALICE – Também te amo, pai. (Felipa a observa por alguns segundos, sorri e saí do estúdio. Alice retira a música que estava compondo do caderno)

[CENA 04 – UNIVERSIDADE DE MÚSICA (NOVA YORK)/ AUDITÓRIO/ TARDE]
(Pedro e Elisa terminam o ensaio, estão organizando as coisas para irem embora)
ELISA – Gostei desse nosso ensaio. Amanha quando mostramos para o pessoal, vamos receber só elogios.
PEDRO – Será?
ELISA – Tenho certeza disso. Você precisa apenas melhor o seu beijo. Parece que você estava com medo de me beijar. (Arthur aparece no auditório nesse momento)
ARTHUR – (sério) O ensaio de vocês parece que foi bem produtivo, hein.
ELISA – Oi, amor. Não vi você chegar.
ARTHUR – (sobe no palco, caminha até ela) Vim te buscar. Como não estamos passando mais tanto tempo junto assim, pensei que você fosse gostar da minha visita.
ELISA – Eu gostei muito. (o beija, Pedro desvia sua atenção para o lado)
ARTHUR – Vocês já terminaram?
ELISA – Já sim. Estamos só guardando algumas almofadas, que pegamos.
ARTHUR – Bora comer alguma coisa? Estou com saudade de passarmos só um tempo você e eu.
ELISA – Deixa eu só terminar de guardar as coisas com o Pedro…
PEDRO – Pode ir, Elisa. Eu finalizo tudo por aqui.
ELISA – Você tem certeza?
PEDRO – Tenho sim. Só sobraram essas coisas aqui.
ELISA – Bem, sendo assim… (olha para Arthur, sorri) Vamos, lá! (caminha até o lado, pega sua bolsa) Tchau, Pedro. Até amanhã.
PEDRO – Tchau. Divirtam-se. (Elisa e Arthur saem de mãos dadas do palco, Arthur não diz nada para Pedro. Após arrumar tudo, Pedro sentou-se na borda do palco. Observa as poltronas vazias. Lembra do beijo que deu em Elisa momentos atrás. Pega seu celular, procura uma foto de Carol, ao encontrar, sorri. Saí da galeria, entra no aplicativo de mensagens, entra na conversa dela. Ela está online, Pedro inicia uma chamada de vídeo ali mesmo)
CAROL (por vídeo) – (sorri) Oi, Pedro! Que surpresa boa.

Agora…

[CENA 05 – CASA DE ANA/ Q. DE ANA/ DIA]
(Ana está revisando alguns conteúdos para a primeira fase do vestibular que se inscreveu, que ocorrerá amanhã. Seu celular toca nesse momento)
ANA – (atende a chama de vídeo) Oi, tio.
GUSTAVO (por vídeo) – Oi, minha querida. Como está?
ANA – Estou bem. Estava aqui me preparando para a prova de amanhã.
GUSTAVO (por vídeo) – Conversou com o seu pai?
ANA – Conversei.
GUSTAVO (por vídeo) – Então? O que ele achou?
ANA – Ele ficou arrasado, e eu entendo.
GUSTAVO (por vídeo) – Arrasado por querer o melhor pra filha?
ANA – Ele quer o meu melhor sim, só que ir embora não é fácil. Se o senhor fosse pai, entenderia.
GUSTAVO (por vídeo) – Eu não levo jeito para isso. E já que seu pai não decidiu, a decisão final é sua. Então, Ana, o que você decide? (Ana o observa, sem uma resposta)

[CENA 06 – CASA DE PEDRO/ SALA – COZINHA/ DIA]
(Pedro vem descendo as escadas, indo em direção à cozinha. Encontra sua tia preparando o almoço)
PEDRO – Quer ajuda? (olha para as panelas)
PAULA – Não, querido. Obrigada. Estou fazendo um arroz básico mesmo. Sabe a minha fama na cozinha.
PEDRO – (ri) Pior que eu sei. (caminha até a mesa, senta-se)
PAULA – Não vai sair hoje?
PEDRO – Eu não sei. (pega o celular, começa a mexer) Acho que vou passar o sábado em casa.
PAULA – (abaixa o fogo do fogão, caminha até a mesa) Você tá bem?!
PEDRO – É claro que estou, tia. Só não estou com muita vontade de sair hoje. Prefiro ficar em casa, com a senhora. Aproveitar um pouco.
PAULA – Ih, esse não é o meu sobrinho que eu conheço. O que você fez com o Pedro?
PEDRO – (deixa o celular de lado, ri) Claro que sou eu, tia. Sério, eu só quero passar um tempo com a senhora hoje. (sorriso logo desaparece) O ano está acabando, e em alguns meses uma nova fase iniciará em minha vida.
PAULA – Da qual eu estarei presente ou esqueceu que eu vou com você para Nova York. (volta para o fogão)
PEDRO – Eu acho que é bom termos essa conversa agora.
PAULA – Só um instante, querido. Eu realmente queria te mostrar alguns apartamentos que encontrei. Você vai adorar um que eu encontrei bem pertinho do…
PEDRO – (a interrompe) Acho que não iremos morar juntos em Nova York, tia.
PAULA – Como assim? (apaga o fogo, se aproxima da mesa) Você não está pensando em desistir, está?
PEDRO – Não, não é isso. É que… eu havia combinado com Samuka e o Arthur, de ir morar com eles. Eles estão procurando alguém para dividir o aluguel do apartamento, e eu indo pra lá vai ajudá-los.
PAULA – (senta-se de frente para ele) Poxa… (fica decepcionada, disfarça) Então melhor eu apagar os sites que salvei no computador. (ri) Vou cancelar até o curso de inglês online que iniciei na semana passada.
PEDRO – Creio que não precisa. Aprender um novo idioma sempre é bom. (segura nas mãos dela) Eu sei o quanto a senhora ficou sonhando em ir morar em Nova York comigo, só que, infelizmente eu havia combinado isso com os meninos lá.
PAULA – Sem problema, querido. De qualquer forma, você vai para Nova York ano que vem, e eu posso inventar vários pretextos para ir te visitar. (os dois sorriem)
PEDRO – Assim que eu dominar a cidade, será um prazer guiá-la por lá.
PAULA – (levanta-se, caminha até pia) Bom, garoto… já que agora você vai sozinho para Nova York, é bom você começar a melhorar o seu inglês, hein. Eu estava pensando em ser sua tradutora lá, mas já que não vou…
PEDRO – Pois, é! Eu tenho ouvido muitas músicas internacionais nesses últimos dias e aprendido algumas palavras novas. Quem diria que seguir o conselho da Alice iria funcionar.
PAULA – Quero só ver você conseguir ficar fluente, apenas ouvindo música.
PEDRO – Certamente não, mas a senhora tem razão. Preciso fazer um curso, para pelo menos aprender o básico. O resto eu aprendo com a convivência com os novaiorquinos.
PAULA – Se quiser, pode fazer o mesmo curso que eu me matriculei na internet. Ele tem uma curta duração.
PEDRO – (levanta-se) Com o pouco tempo que tenho, é um desses que eu preciso.
PAULA – Ok. Depois eu envio o link da matrícula para você realizar.
PEDRO – Beleza. (caminha até a sala, indo em direção a escada. Campainha toca nesse momento, Pedro vai atender) Quem será? (abre a porta e se surpreende com quem está a sua frente) Carol?!
CAROL – (sorri) Oi, Pedro!

[CENA 07 – CASA DE MANUELA/ Q. DE MANUELA/ DIA]
(Manuela está revisando o conteúdo para a primeira fase do vestibular ao qual se inscreveu. Sendo o último dia para revisão, ela deixou um pouco o programa de música de lado. Tiago entra no quarto dela)
TIAGO – Oi, estou entrando.
MANUELA – (surpresa, coloca o notebook ao lado) O que você está fazendo aqui? Como conseguiu entrar?
TIAGO – Sua mãe abriu a porta para mim e ela me deixou subir.
MANUELA – Minha mãe deve confiar muito em você.
TIAGO – (senta-se na cama, retira a mochila das costas) Estava estudando? (abre sua mochila, retira seu caderno)
MANUELA – Sim. Por isso não posso ser interrompida.
TIAGO – Relaxa, que por mais que eu também queira te beijar e te jogar nessa cama, eu também preciso passar nesse vestibular.
MANUELA – Você veio aqui para estudar, então?
TIAGO – Exatamente. (Manuela o observa, surpresa, imaginando que jamais o veria pedindo para estudar) Você não é a única que quer entrar em uma universidade aqui. (abre seu caderno)
MANUELA – (sorri) Tudo bem. Mas, vou logo avisando que a minha rotina de estudo é bastante intensa. Você vai sair daqui com a cabeça fervendo.
TIAGO – Pode vir com tudo. Quero sair daqui para gabaritar a prova de amanhã.
MANUELA – (ri) Muito bem, Einstein. Vamos começar! (vira o notebook, para ser visto pelo os dois)

[CENA 08 – CASA DA ANA/ Q. DA ANA/ DIA]
(Gustavo espera uma resposta de Ana, que não sabia o que dizer para o tio)
ANA – Eu não decidi ainda, tio.
GUSTAVO (por vídeo) – Pensei que você quisesse vir para Madrid?
ANA – E quero, só que…
GUSTAVO (por vídeo) – O que aconteceu, Ana? Quando você saiu daqui, me parecia que você estava apaixonada pela cidade.
ANA – Eu preciso de um tempo para decidir, tio. E hoje não é o dia. Preciso revisar o conteúdo, desculpa, mas tenho que desligar. Tchau, tio. (desliga a chamada de vídeo. Coloca o celular ao lado, pensativa)

[CENA 09 – CASA DE PEDRO/ SALA/ DIA]
(Carol entrou junto com a mãe, estão na sala com Pedro e Paula. Enquanto conversam, Pedro não tirava os olhos de Carol)
PAULA – Que surpresa maravilhosa. Por que não avisaram que viriam para o Rio.
VANDA – Eu gostaria de ter avisado, afinal, não saberíamos se encontraríamos vocês ou não em casa.
PAULA – E você se inscreveu para fazer qual curso?
CAROL – Eu me inscrevi para medicina veterinária.
PAULA – Olha só… bem, se tivesse avisado, encontrariam o quarto arrumado para vocês. (ri) Mas, não é nada que uma pequena faxina não dê jeito, não é mesmo.
VANDA – Eu ajudo, não se preocupa.
PAULA – Eu aceito. Por enquanto, porque não deixam as mochilas aqui em cima do sofá, enquanto arrumamos o quarto para vocês. (as duas retiram sua mochila e colocam no sofá. Vanda e Paula sobem as escadas)
PEDRO – (se aproxima de Carol) Por que você sumiu?
CAROL – Você precisava focar na sua banda, eu foquei em mim.
PEDRO – E precisava sumir desse jeito?
CAROL – Eu não posso conversar agora. Vou ver se minha mãe e sua tia precisam de ajuda. (caminha apressada até a escada, Pedro apenas a observa)

[CENA 10 – LANCHONETE DO IVO/ DIA]
(Ramon e Andréa estão lanchando)
RAMON – Pedro disse que não poderá vir. Parece que a Carol apareceu de surpresa lá na casa dele.
ANDRÉA – Carol? Aquela namoradinha dele?
RAMON – Ela mesma.
ANDRÉA – E o que ela estaria fazendo aqui?
RAMON – (coloca o celular ao lado) Ele não me contou.
ANDRÉA – E o Dácio?
RAMON – Estudando.
ANDRÉA – Pelo visto hoje será um daqueles dias chatos.
RAMON – Uau, quer dizer passa o dia comigo é chato.
ANDRÉA – Eu posso todos os dias contigo, acho que isso já diz tudo.
RAMON – (ri) Eu tô brincando. (pega o celular) Eu vou chamar o pessoal aqui para a gente cantar um pouco.

Daqui seis meses…

[CENA 11 – LANCHONETE (NOVA YORK)/ TARDE]
(Arthur e Elisa estão lanchando e conversando sobre o musical, embora só ela esteja empolgada)
ELISA – Pedro decora muito rápido o texto. Impressionante.
ARTHUR – (incomodado) Será que poderíamos deixar esse musical um pouco de lado. Eu te chamei aqui para falarmos da gente.
ELISA – Eu sei, desculpa. Mas convenhamos, que se você também estivesse no musical, estaria falando mais do que eu.
ARTHUR – É, só que eu não estou. Então vamos parar de falar dele e focar na gente. E o local sobre a sua escola de música? Já procurou?
ELISA – Estou procurando. A Lia está me ajudando com isso.
ARTHUR – Que bom.
ELISA – Uau, hein… Você nunca se interessou pela minha escola. O que você fez com o Arthur que eu conheço? (ri)
ARTHUR – Sou estou curioso, apenas. Percebi que eu não tenho dado tanta atenção assim para você.
ELISA – (se aproxima dele) Olha só… quem diria. Tô gostando desse novo Arthur.

[CENA 12 – UNIVERSIDADE DE MÚSICA (NOVA YORK)/ AUDITÓRIO/ TARDE]
CAROL (por vídeo) – Como anda os preparativos para o musical?
PEDRO – Os ensaios oficiais começam amanhã.
CAROL (por vídeo) – Ansioso?
PEDRO – Um pouco. (ri) E como está indo na universidade?
CAROL (por vídeo) – Tirando os trabalhos se acumulando, tudo tranquilo. (ri, os dois se observam por alguns segundos) Onde você está?
PEDRO – Estou no auditório. Bonito aqui, não é?! (mostra o auditório)
CAROL (por vídeo) – Sim. Parece ser bem grande também. Imagina como deve ser cantar aí.
PEDRO – É demais.
CAROL (por vídeo) – Que tal cantar uma música?
PEDRO – (vira o celular novamente para ele) Agora?
CAROL (por vídeo) – Sim. Sabe como adoro suas músicas de improviso. (Pedro sorri, olha para o piano ao lado, levanta-se e caminha até ele. Posiciona o celular com cuidado para não cair, pensa em uma música, começa a tocar)

[CENA DE MÚSICA – PHOTOGRAPH (ED SHEERAN cover versão piano COREY GRAY)]

Loving can hurt 1
Loving can hurt sometimes
But it’s the only thing that I know
When it gets hard
You know, it can get hard sometimes
It is the only thing that makes us feel alive

We keep this love in a photograph
We made these memories for ourselves
Where our eyes are never closing
Our hearts were never broken
And time’s forever frozen still

So, you can keep me 2
Inside the pocket of your ripped jeans
Holding me close until our eyes meet
And you won’t ever be alone
Wait for me to come home

Loving can heal 3
Loving can mend your soul
And is the only thing that I know, know
I swear it will get easier
Remember that with every piece of ya
And is the only thing we take with us when we die

We keep this love in this photograph
We made these memories for ourselves
Where our eyes are never closing
Our hearts were never broken
Time’s forever frozen still

So, you can keep me 4
Inside the pocket of your ripped jeans
Holding me close until our eyes meet
And you won’t ever be alone

And if you hurt me
That’s okay, baby
Only words bleed
Inside these pages you just hold me
And I won’t ever let you go
Wait for me to come home

Wait for me to come home
Wait for me to come home
Wait for me to come home

So you could fit me 5
Inside the necklace you got
When you were sixteen
Next to your heartbeat, where I should be
Keep it deep within your soul

And if you hurt me
Well, that’s okay, baby
Only words bleed
Inside these pages you just hold me
And I won’t ever let you go

When I’m away
I will remember how you kissed me
Under the lamppost back on 6th Street
Hearing you whisper through the phone
Wait for me to come home

1. Pedro canta olhando para Carol, isso a deixa envergonhada do outro lado do vídeo. Pedro sorri, olha para as teclas do piano.
2. Ele segue olhando para o piano. Fecha os olhos por um instante e algumas lembranças de quando morava em Minas passam em sua cabeça.
3. Abre os olhos, volta a olhar para Carol. Embora seja uma chamada de vídeo, Pedro sente a presença dela ali, junto com ele.
4. Volta a olhar para o piano e  lembranças do Rio de Janeiro passam em sua cabeça. Carol apenas o observa do outro lado do vídeo, com um leve sorriso no rosto.
5. Os trechos finais da música, sua atenção é exclusiva a Carol. Pedro encerra a música, pega o celular.

CAROL (por vídeo) – (feliz) Ficou linda. Adorei.
PEDRO 
– (a percebe vermelha) Que bom que mesmo distante, eu ainda consigo te deixar vermelha. (Carol desvia sua atenção da tela, mais envergonhada ainda)
CAROL (por vídeo) – Tenho que desligar agora, Pedro. Até mais! Beijo.
PEDRO – Até mais! (acena, desliga a chamada. Observa o piano, sorri)

Continua no capítulo 32…

POSTADO POR

Anderson Silva

Anderson Silva

Um carinha qualquer apaixonado por música e contador de histórias. Atualmente é autor de A Nossa Canção.

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