Capítulo 32 | Praiana – Minha Canção

[CENA 01 – PRAIA/ DIA]
(Marcelo está com uma pequena mesa de DJ na areia da praia, Pedro aparece ao lado dele olhando para o mar, começa a cantar)

[CENA DE MÚSICA – PRAIANA (BRENO MIRANDA, MONKEYZ & ZECKO) ]

Eu gosto de ver 1
Teu olho fechar
Teu rosto tão lindo dormir
Sem se preocupar demais
Tua boca feliz (tua boca feliz) 2
Teu jeito melhor de sorrir (teu jeito melhor de sorrir)
Só eu e você, como eu amo te ter
Vendo o sol nascer
Só eu e você, como eu amo te ter
Vendo o sol nascer (vendo o sol nascer, o sol nascer)
Eu gosto de ver (eu gosto de ver) 3
Teu olho fechar (teu olho fechar)
Teu rosto tão lindo dormir
Sem se preocupar demais
Tua boca feliz (tua boca feliz)
Teu jeito melhor de sorrir (teu jeito melhor de sorrir)
Só eu e você, como eu amo te ter
Vendo o sol nascer
Eu gosto de ver (eu gosto de ver) 4
Teu olho fechar (teu olho fechar)
Teu rosto tão lindo dormir
Sem se preocupar demais
Tua boca feliz (tua boca feliz) 5
Teu jeito melhor de sorrir
Só eu e você, como eu amo te ter
Vendo o sol nascer
Só eu e você, como eu amo te ter
Vendo o sol nascer (vendo o sol nascer, vendo o sol nascer)
1. Pedro canta, caminhando em direção ao mar. Marcelo continua onde estava, colocando os efeitos sonoros em sua mesa. Ao chegar próximo do mar, Pedro para de andar. Alice aparece logo atrás dele, sorri.
2. Os demais integrantes colocam suas mochilas no chão e preparam a barracas para dormirem, alguns começam a dançar seguindo o ritmo da música.
3. Alice e Pedro voltam para próximo do pessoal, e também preparam suas barracas.
4. Marcelo deixa a música rodando, enquanto vai arrumar a sua também. Alan está dançando ao lado de Ana, que sorri.
5. Pedro encerra a música olhando para o pessoal se divertindo. Ao fim da música, algumas barrancas estão quase concluídas.

(os garotos estão terminando de armar as barracas, mesmo aqueles que não trouxeram e irão dividir)
ALICE – (aparecendo ao lado de Pedro) Por que está armando a sua?
PEDRO – Porque irei precisar dela hoje à noite.
ALICE – Mas eu trouxe a minha. (aponta para a sua armada logo atrás dela) Pode dormir comigo, se quiser.
PEDRO – (termina de amarrar algo, em seguida fica de frente para ela) Eu acho melhor dormimos separados,  Alice. Não sei o que o pessoal vai pensar.
ALICE – (se aproxima dele) Que estamos namorando! E que é normal namorados dormirem juntos. (coloca seus braços ao redor do pescoço dele)
PEDRO – Nós não estamos namorando.
ALICE – Ainda. (se aproxima para beijá-lo, Pedro se afasta)
PEDRO – Melhor verificar se alguém está precisando de ajuda. (caminha em direção à barraca de Ramon, Alice apenas o observa)
RAMON – (guardando algumas coisas na mochila, mas percebe Pedro chegando) O clima ali tá quente, hein.
PEDRO – Cara, eu não sei o que eu faço. Alice está se jogando direto em cima de mim, ainda mais depois que chegamos aqui.
RAMON – Será que vai rolar?
PEDRO – Rolar o que?
RAMON – Você sabe… uma praia deserta, acampamentos, apenas vocês dois…
PEDRO – (envergonhado) Não, acho que não. Não sei!
RAMON – Eu acho que vai sim. Espero que tenha trago camisinha. Não queira ser pai antes da hora e abandonar a banda. (se afasta de Pedro, indo até seus amigos. Pedro continua parado, olha para Alice e a ver sorrindo para ele. Éster que não estava tão distante deles, observa a cena)
ÉSTER – Nossa, Alice parece uma cadela no cio. Não tem nem vergonha de estar se jogando na cara limpa, com esse pessoal todo para o Pedro.
THALITA – É de se esperar isso dela. Afinal, você sabe que quando ela cisma com uma coisa, ninguém a impede de conseguir.
ÉSTER – Acho que essa ideia de acampamento, só foi um pretexto para ela poder ficar sozinho com ele.
MANUELA – Acho que não, Éster! Por que os dois moram na mesma casa. Lá, eles têm mais privacidade, do que aqui com vários alunos da turma.
ÉSTER – Alice é esperta, Manu. Ela prefere fazer as coisas longe de casa, seja com os amigos, porque estará longe do pai dela.
THALITA – Querem apostar quanto, como esses dois aí vão transar hoje?!
ÉSTER – Eu tenho é certeza. (volta a ajudar as meninas com a barraca. Pedro caminha até Ramon novamente)
PEDRO – Mudando um pouco de assunto, falando de você agora… (repara em Andréa montando a barraca sozinha) Não vai falar com a Andréa?
RAMON – Eu não. Se ela quiser, que ela venha falar comigo.
PEDRO – Deixa de ser orgulhoso. Vai lá falar com ela. Aproveita que estamos nessa praia linda, e voltem a conversar como antes. Eu sei que você sente falta dela, assim como eu também sei que ela deve sentir falta de você.
RAMON – Pedro, a Andréa me quer como escravo dela. Mas fácil ela está sentindo falta das coisas que eu fazia para ela, do que de mim.
PEDRO – Eu não acho. Com o tempo que eu passei com ela, no período que acreditava que o tio dela era meu pai, percebi que a Andréa sentia sua falta sim.
RAMON – Então por que ela nunca veio falar comigo?
PEDRO – Por que ela é outra orgulhosa, igual você. Que prefere acabar com uma amizade de longos anos, por uma coisa boba. Qual é, Ramon? Vai lá falar com ela. Vamos aproveitar que estamos nessa empolgação do acampamento, e vai lá acertar as coisas. Vai que, quem sabe não rola alguma coisa hoje entre vocês também. (os dois riem, Ramon fica pensativo por alguns segundos)
RAMON – Vou ver se ela precisa de ajuda. (caminha em direção a ela, Pedro o observa, sorri)
ANDRÉA – (tendo uma certa dificuldade) Que droga, que essa coisa não fica aqui.
RAMON – (um pouco desconfiado) Precisa de ajuda?
ANDRÉA – (surpresa ao vê-la falando com ela, mas disfarça) Essa barraca do meu primo que não gosta de mim. Mas tudo bem, eu consigo finalizar.
RAMON – Beleza. (dar meia volta, para no meio do caminho, e ao perceber que ela estava tendo dificuldade, decide se aproximar novamente) Mas, te conhecendo bem, sei que você está precisando de ajuda. (a ajuda)
ANDRÉA – (os dois começam a armar a barraca em silêncio por alguns segundos, ela olha para ele, envergonha-se) Pensei que não estivesse falando comigo!
RAMON – Um amigo me convenceu a vim aqui. (Andréa olha para Pedro e o ver sorrindo)
ANDRÉA – Preciso agradecer esse amigo. (os dois voltam a armar em silêncio, minutos depois a barraca está pronta)
RAMON – Prontinho.
ANDRÉA – Obrigada. Da próxima vez, irei comprar a minha e de preferência de fácil montagem. (Ramon solta um leve sorriso)
RAMON – Bem, tenho que voltar para o pessoal. (vira-se para ir, Andréa o chama)
ANDRÉA – Espera… (se aproxima dele) Eu preciso te pedir desculpa.
RAMON – Não precisa, de verdade. Vamos esquecer isso, e sermos como era antes.
ANDRÉA – Mas…
RAMON – Está tudo bem, Andréa! (sorri e se afasta em direção aos seus amigos. Andréa o observa, em seguida vai guardar alguns itens dentro de sua mochila. Pedro repara em Dácio e Daniel conversando ao lado da barraca deles, olha para o lado e percebe Ana os observando)
ANA – (muda de direção, ao ver Pedro se aproximando) Terminou sua barraca?!
PEDRO – Sim, vejo que a sua também.
ANA – O Alan que armou. Eu apenas observei.
PEDRO – E onde ele está agora?
ANA – Ele saiu aí, deve está voltando.
PEDRO – Eu vi você observando o Dácio e o Daniel.
ANA – Eu estou tentando achar aquilo ainda normal, Pedro. Preciso de mais um tempo.
PEDRO – O Dácio é nosso amigo, Ana. Assim como a maioria do pessoal que está aqui com a gente.
ANA – Eu sei! Eu no fundo quero voltar a conversar com ele, mas… preciso de um tempo ainda. (finge procurar alguma coisa em sua mochila)
PEDRO – Está bem, não posso te obrigar a nada. Mas, imagina só como seria bom se todos que vieram, estivessem na mesma sintonia. (Ana não diz mais nada, Pedro se afasta dela em direção à Dácio. Ana volta a observá-los)
DÁCIO – (se afasta um pouco de Daniel, ao ver Pedro se aproximando) Oi, Pedro.
PEDRO – E aí, pessoal? Tudo certo por aqui?
DÁCIO – Sim. Como o Daniel não tinha barraca para trazer aqui, e eu o convidei, acho que ele terá que dividir comigo.
PEDRO – Sim, claro. Você canta muito bem, Daniel.
DANIEL – Valeu.
PEDRO – Não pensa em participar de nenhum programa de música?
DANIEL – Eu já cogitei essa possibilidade, mas acho que não iria muito longe.
PEDRO – Custa nada tentar. Sem contar, que você tem o Dácio, ele iria te ajudar. (Alice aparece ao lado dele)
ALICE – Preciso de sua ajuda!
PEDRO – Para o que?
ALICE – Vamos juntar pedaços de madeira, gravetos para prepararmos a fogueira, antes que anoiteça.
PEDRO – Verdade! Tá, pode ser. Depois a gente conversa pessoal. (Pedro e Alice saem juntinhos, Dácio o observa)
DANIEL – O Pedro sabe da gente?
DÁCIO – O que?! Não, claro que não. Ninguém sabe.
DANIEL – Estranho. Eu meio que tive a leve sensação de que ele sabia da gente. Como ele é o seu melhor amigo, imaginei que você tivesse contado.
DÁCIO – Pior que eu também tive essa sensação. Será que ele sabe?
DANIEL – Só temos como saber se você conversar com ele.
DÁCIO – Não, não. Melhor esquecermos isso, a gente que deve está imaginando coisa. (pega sua mochila e começa a guardar algumas coisas nela)

[CENA 02 – RUA/ DIA]
(Paulo está dirigindo o mais rápido que pode para Paraty, seu celular toca, vendo que é o irmão atende na mesma da hora)
PAULO – Estou na estrada ainda, Felipe. O que foi?
FELIPE AO TELEFONE – Assim que você os encontrá-los, Paulo, tragam eles o mais rápido possível. Eu que irei contar a verdade para eles, entendeu?
PAULO – Sim, entendi. E não se preocupa, essa conversa realmente precisa ser entre vocês.
FELIPE AO TELEFONE – Eu iria atrás deles, mas tenho uma reunião importante daqui a pouco. Não podia adiar.
PAULO – Fica tranquilo, que assim que eu chegar lá, e encontra-los, os coloco no carro e os levo para casa.
FELIPE AO TELEFONE – Quando você chegar em casa com eles, você me manda uma mensagem.
PAULO – Ok. Tchau. (desliga e volta a prestar atenção na estrada)

[CENA 03 – PRAIA/ DIA]
(com as barracas armadas, e as coisas organizadas, todos com exceção de Alice e Pedro, fizeram uma roda próximo ao mar. Ramon está com o violão nas mãos e começa a tocar)

[CENA DE MÚSICA – ANJO PROTETOR (GABRIEL ELIAS)]

A gente tem tudo a ver, eu e você 1
É como o mar junto da areia
A gente tem tudo a ver, eu e você
É como a noite e a lua cheia

Aia, aia
Falando em lua me lembrei do teu olhar
Aia, aia
Mesmo acordado ver você me faz sonhar

Oh menina, olha o tanto que a gente combina 2
Eu acho que o cara lá de cima
Na hora em que criou você pensou em mim
Eu perguntei pro céu

Oh menina, olha o tanto que a gente combina
Eu acho que o cara lá de cima
Na hora em que criou você pensou em mim
Eu perguntei pro céu
Ele falou que sim

A gente tem tudo a ver, eu e você 3
É como o mar junto da areia
A gente tem tudo a ver, eu e você
É como a noite e a lua cheia

Aia, aia
Falando em lua me lembrei do teu olhar
Aia, aia
Mesmo acordado ver você me faz sonhar

Oh menina, olha o tanto que a gente combina 4
Eu acho que o cara lá de cima
Na hora em que criou você pensou em mim
Eu perguntei pro céu

Oh menina, olha o tanto que a gente combina
Eu acho que o cara lá de cima
Na hora em que criou você pensou em mim
Eu perguntei pro céu
Ele falou que sim

Diz que me quer que eu vou 5
Ser seu amor
Diz que me quer que eu vou
Ser teu anjo protetor

Oh menina, olha o tanto que a gente combina
Eu acho que o cara lá de cima
Na hora em que criou você pensou em mim
Eu perguntei pro céu

Oh menina, olha o tanto que a gente combina
Eu acho que o cara lá de cima
Na hora em que criou você pensou em mim
Eu perguntei pro céu
Ele falou que sim

1. Ramon começa cantando, no primeiro momento não foca em Andréa. Alan coloca seu ombro ao redor de Ana.
2. Apesar de não está olhando para Andréa, ela sabe que Ramon está cantando essa música para ela.
3. Dácio e Daniel se entreolham, pensam em tocar suas mãos, mas ao ver o pessoal ao redor, Dácio récua.
4. Ramon olha para Andréa, sorri em seguida volta a olhar para o violão. Ana e Alan continua abraçados. Éster e Thalita se abraçam também.
5. Ramon volta a olhar para Andréa, e encerra a música olhando para ela. Durante a música, Dácio e Daniel só trocam olhares, Ana percebe algumas vezes e se incomoda.

(Alice e Pedro estão um pouco distante do pessoal, Pedro está com alguns pedaços de gravetos nas mãos, enquanto Alice só com um)
PEDRO – Eu não sei se o pessoal vai gostar de você voltar com apenas esse pedaço de graveto, Alice.
ALICE – Não vamos precisar dele agora.
PEDRO – Claro que vamos.
ALICE – Na verdade, eu te chamei aqui porque iremos ter um passeio especial.
PEDRO – Como assim um passeio?
ALICE – (aponta para uma lancha que estava na beira da praia) Eu aluguei uma lancha para que nos levasse para uma ilha aqui próximo.
PEDRO – Uma linha?
ALICE – (para de andar, fica de frente para ele) Na verdade, quero apenas um momento só nos dois. (Pedro fica sem saber o que fazer, acaba soltando os gravetos no chão)
PEDRO – O pessoal vai sentir a nossa falta, Alice.
ALICE – Não iremos demorar muito. Só iremos passar o resto do dia, só a gente nessa ilha. Antes do anoitecer estaremos de volta.
PEDRO – E os gravetos?
ALICE – Eles irão mandar alguém para pegar mais. Vamos? (se aproxima dele) Quero te mostrar uma coisa do outro lado! (Pedro tem um certo receio em aceitar, mas como estava atraído por Alice, acaba aceitado. Os dois se beijam, Alice segura na mão dele e os dois continuam andando em direção à lancha)

[CENA 04 – LANCHONETE DO IVO/ COZINHA/ DIA]
(Ivo continua olhando para seus amigos, começando a se preocupar com o mistério que eles estão fazendo)
IVO – Anda logo, pessoal? Que assunto sério é esse que vocês vieram me contar.
JORGE – Na verdade, viemos te alertar para algo que está preste a acontecer com a banda.
FÁBIO – Agora que você é empresário deles, precisa ter esse cuidado com os garotos.
IVO – Vai acontecer alguma coisa com algum deles? É com o Pedro?
JORGE – Não podemos dizer muita coisa, o que você precisa saber é que a banda vai precisar muito de você ao lado deles.
FÁBIO – Se não eles não irão ganhar o programa Band Night.
IVO – Eu sinceramente não sei como é a comunicação do outro lado, para vocês me passarem só meias mensagens.
JORGE – Só fica próximos dos garotos, está bem.
FÁBIO – E no momento certo, você terá que saber agir.
IVO – Agir como se eu não sei o que vai acontecer?
JORGE – Você vai saber o que fazer. Você sempre foi o esperto de nós. (ambos desaparecem, Ivo fica parado no meio da cozinha, confuso)

Mais Tarde…

[CENA 05 – PRAIA/ TARDE]
(Andréa e Ramon foram pegar gravetos para a fogueira, já que Pedro e Alice sumiram tem algum tempo já)
ANDRÉA – Você realmente não tem ideia onde eles podem ter ido?
RAMON – Não. Mas eu já imaginava que os dois iriam sumir da gente. Certamente, hora dessa eles devem está aproveitado.
ANDRÉA – Sabe que os dois são primos, né?!
RAMON – E o que é que tem? Nada demais.
ANDRÉA – Se bem que essa praia é muito bonita mesmo, para passar um tempo ao lado da pessoa que gosta. (Ramon solta um leve sorriso, os dois caminham por um tempo em silêncio)
RAMON – Como ficou seu tio e seu primo, depois que vocês descobriram que o Pedro não era filho do Mauro?
ANDRÉA – Meu tio ficou um pouco decepcionado, embora ele soubesse que não devia ter criado muitas expectativas, pois poderia se decepcionar depois. E foi o que aconteceu. Já o Douglas, ele criou expectativas até demais, ficou bem mais arrasado que meu tio.
RAMON – Devo imagina.
ANDRÉA – Porém, os dois já superaram. Um bem mais que o outro. Confesso que eu também fiquei um pouco decepcionada, iria gostar de ter o Pedro como meu primo.
RAMON – Infelizmente, ele voltou para a estaca zero novamente.
ANDRÉA – É. Mas, ele não está sozinho nessa. De agora em diante, ele tem uma grande equipe, pronto para ajudá-lo nessa busca. E a banda? Como está indo os ensaios para a semifinal?
RAMON – Os ensaios continuam a mil! Vamos cantar uma original nessa semifinal, portanto, precisamos levantar o máximo o público.
ANDRÉA – Aposto que todas as originais que vocês cantaram até agora, são de autoria sua, né.
RAMON – São. Estou compondo uma especialmente para a final também.
ANDRÉA – Se precisar de ajuda, viu. Pode contar comigo.
RAMON – Obrigado. Estou quase terminando já. Talvez vou precisar de alguém para ouvi-la. (Andréa solta um leve sorriso, os dois voltam a caminhar em silêncio por um tempo)
ANDRÉA – Eu estava com saudade dessas nossas conversar.
RAMON – Eu também.

[CENA 06 – ILHA/ TARDE]
(Pedro e Alice chegam a ilha, ela liberou o rapaz da lancha, e disse que voltasse no final da tarde, dando mais privacidade para o jovem casal)
PEDRO – (tendo observa a praia) Praticamente não se ver a praia dessa ilha.
ALICE – Eu sei. Eu mesma que a escolhi propositalmente, para que ninguém estragasse nossa tarde. (se aproxima dele) Esse momento é só para nós dois! (o beija)
PEDRO – (se afastando um pouco) Qual o tamanho desta ilha?
ALICE – Não é muito grande. Vem, vou te mostrar ela. (segura na mão dele, e os dois começam a andar pela ilha)

[CENA 07 – PRAIA/ TARDE]
(Andréa e Ramon retornam para o pessoal, com vários gravetos e alguns pedaços de madeira para a fogueira. Jogam em um canto da areia, Dácio e Daniel se aproximam dele)
DÁCIO – Encontraram o Pedro ou a Alice?
RAMON – Relaxa, Dácio. Os dois devem está por aí, aproveitando.
DÁCIO – Será? Não acha que deve ter acontecido alguma coisa?
RAMON – A única coisa que aconteceu, foi que Alice armou tudo isso para poder ficar sozinha com o Pedro. Você vai ver como mais tarde, os dois devem aparecer por aí, juntinhos cada um com um sorriso estampado no rosto.

[CENA 08 – ILHA/ TARDE]
(Pedro e Alice estão sentados em baixo de uma árvore, Pedro está com um violão nas mãos)
PEDRO – Eu não me surpreenderia se você me dissesse que havia deixado este violão aqui propositalmente.
ALICE – Digamos que sim. (os dois se entreolham por alguns segundos, sorriem.)
PEDRO – Bem, eu e o Ramon estávamos ouvindo algumas músicas para cantarmos aqui, e acabamos encontrado esse cara. Seu que seu ritmo é internacional, porém essa acredito que você vai gostar. (começa a tocar)

[CENA DE MÚSICA – AMULETO (GABRIEL ELIAS)]

Você é a brisa que o vento traz 1
É o meu travesseiro
O meu ponto de paz
Meu mundo inteiro
Quem me faz rir a toa
A dona da vibe mais boa que tem
Meu amuleto da sorte
Quem só me atrai o bem

Vê lá do céu o teu sorriso, e se eu bem sei 2
Vem cá, que eu perco o meu juízo ao beijar você
Serei o teu farol
Se algum dia não nascer o Sol
Só você pra acelerar meu coração
E me fazer sentir um caminhão de sentimentos bons
Só você pra me fazer esquecer, tudo o que sofri
Por quem não soube me fazer melhor
Com você o destino não é só

1. Pedro começa a tocar olhando diretamente para Alice. Ela o observa, com um longo sorriso estampado no rosto. Apesar da música não ser internacional, Alice está curtindo.
2. Ao longo da música, Pedro reversa entre olhar para o violão e olhar para Alice.

[CENA 09 – HOSPITAL/ Q. DE PAULA/ TARDE]
(Paula está sentada em sua cama, está com roupa normal, e sente-se bem melhor. Frederico bate na porta do quarto e entra)
FREDERICO – Filha! (emociona-se ao ver a filha acordada, em pé e na sua frente, corre para abraça-la) Como você estar?!
PAULA – Estou bem. Apenas com algumas tonturas e dores de cabeça, mas estou bem.
FREDERICO – Que bom que você voltou. Eu não podia perder você também.
PAULA – Como assim me perder também? E onde está a Carla? Ela não veio com você? (Frederico se afasta um pouco, sério)

[CENA 10 – ILHA/ TARDE]
(o clima entre Alice e Pedro esquentou, os dois estão deitados sobre a grama, continuam se beijando. Alice está com a mão dentro da camisa de Pedro, alisando as costas dele. Ela levanta um pouco a camisa, a puxa para cima, tentando tira-la. Pedro encerra o beijo e récua)
PEDRO – Melhor a gente parar um pouco, Alice. (sai de cima dela, senta-se um pouco distante)
ALICE – (indo até ele) Só tem nos dois aqui, Pedro. Vamos aproveitar! (o beija, e o empurra para o gramado novamente) Ou você não quer o que eu quero?
PEDRO – Quero. Mas, aqui no meio dessa ilha?!
ALICE – Qual problema? Só tem eu e você.
PEDRO – É que na verdade… (volta a se afastar dela) … eu meio que nunca fiquei com uma garota. Não imaginava que fosse no meio do mato.
ALICE – Você é virgem? Mas e a Carol? Pensei que entre vocês já…
PEDRO – Não, nunca ficamos assim… sabe? Sempre foram alguns beijos e tals, mais do que isso nunca rolou.
ALICE – (volta a se aproximar) Bem, se for te confortar um pouco, eu também nunca fiquei com ninguém.
PEDRO – Sério? (Alice confirma com a cabeça, enquanto se aproximava para beijá-lo, Pedro levanta-se e encosta-se na árvore) Então é melhor planejarmos isso com calma, Alice. Será a sua primeira vez, será a minha, isso não pode acontecer no meio do mato.
ALICE – (levanta, sorrindo) Awn, vai me dizer que você é romântico?!
PEDRO – Não, não sou. Mas, a maioria das meninas consideram isso especial.
ALICE – Só o fato de já ter te escolhido para ser o meu primeiro já torna isso especial. (os dois sorriem, se aproximam e se beijam. Pedro dessa vez não tenta resistir muito, os dois voltam para a grama, se beijam por um tempo, o clima esquenta novamente. Alice tenta mais uma vez tirar a camisa de Pedro, ele a impede, param de se beijar, se encaram por alguns segundos, e em seguida, ele mesmo tira. Alice sorri, e retira a blusa dela em seguida. Voltam a se beijar e dessa vez, aparentemente, não tem nada que os impeçam de prosseguir)

[CENA 11 – PRAIA/ TARDE]
(está perto de anoitecer, os garotos já prepararam a fogueira, e fizeram um pequeno círculo ao redor dela. Ramon está com um vilão nas pernas, tocando algumas notas aleatórias. Ana e Alan estão abraçados, Manuela e suas amigas estão ao lado deles. Daniel e Dácio estão um do lado do outro, porém sem nenhum contato. Marcelo está do lado deles. Andréa está do lado de Ramon, e seus companheiros de banda do outro lado. Paulo aparece por trás deles nesse exato momento)
PAULO – Opa, boa tarde galerinha. O clima aqui tá bom hein. Acho que vocês não me conhecem, me chamo Paulo, sou tio da Alice.
DÁCIO – Sabia que tinha acontecido alguma coisa.
PAULO – Vocês são amigos dela, não são?
RAMON – Somos sim.
PAULO – Maravilha. (olhando ao redor) E por acaso ela não está aqui com vocês?
ÉSTER – A Alice saiu com o Pedro desde que chegamos e os dois até agora não voltaram.
PAULO – Os dois estão juntos esse tempo todo?! Vocês sabem onde eles foram?
RAMON – Não, os dois saíram dizendo que iriam pegar lenha para a fogueira, só que até agora nada.
ÉSTER – Certamente devem está aproveitando está ilha sozinhos.
PAULO – (preocupado) Ah, meu Deus! Parece que eu cheguei tarde. (olha ao redor da ilha, ver se os encontrava. Os garotos se entreolham sem entender nada)

Continua no Capítulo 33…

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padrao


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