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Capítulo 48 | Se Tudo Fosse Fácil – Minha Canção

[CENA 01 – CASA DELLE ROSE/ Q. DE SALETE – SALÃO/ TARDE]
(Larissa continua olhando para Salete, surpresa)
SALETE – Eu precisava ir atrás daquela história. Precisava saber se você teve uma irmã ou não.
LARISSA – Mas precisava ir até a minha família?! Eles me odeiam, Salete. (sente vontade de chorar) Você sabe mais do que ninguém que fui expulsa de casa. Minha mãe me colocou da fora após descobrir o que eu fazia.
SALETE – Eu sei, querida. Eu sei… só que, essa dúvida ficava percorrendo a minha cabeça. Imaginou se você teve uma outra irmã…
LARISSA – (irrita-se, afasta-se de Salete e limpa uma lágrima que saiu) Eu não tenho uma irmã! Eu sou filha única, e isso não justifica você ter ido até a minha família.
SALETE – Desculpa. No final das contas, eu acabei não descobrindo nada. Sua mãe parece que não queria falar sobre você.
LARISSA – (vira-se para Salete) Por que será, Salete?! Hã? Será por que ela me colocou para fora de casa com 16 anos? Será por que ela jogou na minha cara de que não tinha mais filha. Que havia dela estava daquele dia em diante.
SALETE – Eu sei da sua história, Larissa…
LARISSA – (decepcionada) Parece que não. A senhora sabia muito bem que eu não gosto de mexer nesta história. De falar com a minha família… Estou muito decepcionada com o que a senhora fez. (sai do quarto, quase chorando)
SALETE – (pensa em ir atrás, mas continua no quarto) Espera, Larissa. Vamos conversar, por favor. (senta-se na cama, triste)
[SALÃO]
(Larissa chega ao chão e ao reparar que havia pessoas, limpa suas lágrimas rapidamente)
NATHANIEL – (virando-se para Larissa) Olha só, vocês conversaram rápido. O que a Salete queria?
LARRISSA – Depois você conversa com ela. O que eles vieram fazer aqui?
NATHANIEL – Eles vieram falar com você.
LARISSA – Comigo?
DÁCIO – Na verdade, queria saber se você teria uma disponibilidade para falar com a minha tia.
LARISSA – Por que eu iria falar com a sua tia?
DÁCIO – É que ela acabou descobrindo da sua semelhança com a Letícia…
LARISSA – De novo essa história.
DÁCIO – E assim como eu, queremos saber porque vocês duas são tão parecidas.
LARISSA – Quer saber? Estou cansada dessa história. Desde que eu te conheci, e você me confundiu com essa tal de Letícia, minha vida não tem sido mais a mesma. Eu não sou essa Letícia. Eu não sou irmã dela. E eu não vou falar com sua tia, está bem. Estou farda dessa história. (sai do salão em direção à rua)
NATHANIEL – Uau, acho que vocês a encontraram em um dia ruim.
DÁCIO – Aconteceu alguma coisa?
NATHANIEL – Eu recomendo vocês voltarem um outro dia, está bem.  (Salete aparece no salão)
SALETE – (surpresa) Dácio? O que você está fazendo aqui, filho?
DÁCIO – Vim conversar com a Larissa, mas parece que ela não está bem.
SALETE – Talvez seja em parte minha culpa. Infelizmente, eu e ela tivemos uma conversa difícil lá dentro.
NATHANIEL – Isso explica porque ela chegou daquele jeito. Foi séria assim?
SALETE – Eu depois eu conto tudo para você, Nathan.
DÁCIO – Bom, então é melhor a gente ir.
SALETE – Você não quer ficar mais um pouco? Conversar comigo…
DÁCIO – Melhor um outro momento. Eu realmente preciso ir.
SALETE – Está bem então.
DÁCIO – Então… tchau. (solta um leve sorriso, Salete retribui. Daniel e Dácio saem do cabaré)

[CENA 02 – LANCHONETE DO IVO/ TARDE]
(Ramon sentou-se na mesa junto com Pedro e Caio. Ramon e Pedro estão conversando empolgados, enquanto Caio está mexendo no celular, calado)
RAMON – Eu já tentei de todo jeito conseguir descobrir este local que o Ivo arrumou para a nossa comemoração de vitória, mas ela não diz nada.
PEDRO – Se você quiser eu posso tentar descobrir algo. Já que não faço mais parte da banda, creio que para mim ele não esconderia.
RAMON – Ele sabe que somos amigos, não contaria para você, porque sabe que você certamente contaria para mim.
PEDRO – Bem, mas custa nada tentar. (celular de Caio toca, os dois focam-se nele)
CAIO – É minha mãe. (atende) Oi, mãe. Eu saí com o Pedro. Viermos lanchar em uma lanchonete, não estamos muito longe de casa. O papai não viu o bilhete que deixamos? Tá, não a gente já terminou por aqui, estamos voltando para casa já. Está bem. Tchau.
PEDRO – Sua mãe já chegou?
CAIO – Chegou. Chegou antes que o papai. E ela quer que eu volte para casa agora mesmo.
PEDRO – Beleza, bem Ramon, tenho que ir. Minha mochila está na casa do Caio, e pelo visto preciso me explicar para a mãe dele.
CAIO – Eu avisei que não deveríamos fazer isso.
RAMON – Sua mãe é tão controladora assim?
CAIO – Controladora é pouco para o que ela faz. (levanta-se, em direção ao banheiro) Vou ao banheiro, já volto.
PEDRO – Beleza.
RAMON – Por que você quer tanto ser amigo desse cara?
PEDRO – O Caio é gente boa, e estou começando a perceber que esse jeito dele, não a sua culpa.
RAMON – Da mãe então?
PEDRO – É que o irei descobrir. (levanta-se) Valeu, cara. Até amanhã.
RAMON – Valeu, irmão. (Pedro caminha até a saída da lanchonete, Ramon continua sentado na mesa. Minutos de espera, Caio saí do banheiro e vai em direção à Pedro, os dois vão embora)

[CENA 03 – CASA DE DÁCIO/ SALA/ TARDE]
(Dácio chega em casa e encontra Regina na sala)
REGINA – Então, falou com a garota?
DÁCIO – Falei, mas ela não estava em um bom dia.
REGINA – Ela não topou se encontrar comigo?
DÁCIO – Não. Mas ela vai aceitar, precisa só de um tempo.
REGINA – Não seria mais fácil você me falar onde ela trabalha, que eu mesma posso ir lá e verificar.
DÁCIO – Não sei se você iria à onde ela trabalha.
REGINA – Por que não? Que trabalho misterioso é esse que ela faz que eu não posso ir lá?
DÁCIO – Depois a gente combina isso direito, Regina. Vou para o meu quarto agora, preciso de um banho. (vai para o quarto, Regina continua na sala, pensativa)

[CENA 04 – CASA DE CAIO/ SALA/ TARDE]
(Pedro e Caio chegam em casa, e encontra Camila em pé na sala)
CAMILA – (caminha até Caio, apreensiva) Que susto você me deu, filho. Quando cheguei em casa e não te vi, já comecei a pensar milhões de bobagens.
CAIO – Eu só fui dar uma volta com o Pedro.
PEDRO – Ele passou a tarde comigo. Estávamos lanchando em uma lanchonete aqui perto.
CAMILA – Você não avisou que viria para cá, Pedro? Se eu soubesse, teria preparado algo para vocês.
PEDRO – Não deu tempo, meio que vi direto para a escola pra cá.
CAMILA – (foca-se em Pedro) Embora você tenha saído com o Pedro, você sabe muito bem que devia ter me avisado. Custava nada me ligar, me mandar uma mensagem.
CAIO – (caminha até o sofá, um pouco cabisbaixo) Eu não esperava que a senhora fosse chegar mais cedo hoje. Apenas deixei um bilhete para o papai avisando para onde eu iria.
CAMILA – Mesmo assim, eu sou sua mãe. Mereço está informada de tudo que você faz. Você devia ter me ligado.
CAIO – Tá. Se houver uma próxima, avisarei. (começa a mexer no celular, de cabeça baixa)
CAMILA – Não me leva a mal Pedro, sei que você é um garoto do bem, deve ter sido muito bem-criado por minha amiga Carla, mas é que o Caio não costuma muito sair assim. Algo de errado pode acontecer, ele pode ser assaltado, levar um acidente, sei lá… não gosto nem de imaginar.
PEDRO – Só que não aconteceu. Estamos bem, e mesmo assim, a gente só saiu para lanchar. Creio que nada de mal iria acontecer nisso.
CAMILA – Nunca se sabe, querido. Essa cidade ultimamente tem andado tão perigosa, o mal pode acontecer em qualquer lugar.
PEDRO – Bem… (repara que Caio continuava em silêncio e de cabeça baixa no sofá) …acho que vou indo.
CAMILA – A Paula sabe que você está aqui?
PEDRO – Não, não sabe. Mas ela sabe que eu sou assim, que costumo sair por aí.
CAMILA – Você não acha isso perigoso? Se algo acontece com você, como irão saber se você estar bem ou onde você está?
PEDRO – Não sei… até agora, graças a Deus, nada aconteceu.
CAMILA – Mesmo assim, você devia avisar a sua tia. Ela até o momento é o único parente próximo que você tem agora.
PEDRO – Vou começa a fazer mais isso. (pega sua mochila, caminha até Caio) Vou indo Caio, a gente se ver no colégio amanhã?! (estende a mão para cumprimentá-lo)
CAIO – (ainda de cabeça baixa) Pode ser.
PEDRO – (retira a mão de frente dele) Beleza, então. Até amanhã.
CAMILA – Eu te acompanho até a porta, querido. (o leva até a porta, os dois se despedem e Pedro vai embora)

Amanhecendo…

[CENA 05 – COLÉGIO ESTADUAL OLIVEIRA SANTOS/ PÁTIO/ DIA]
(Ramon, Pedro e Dácio estão sentados em um dos bancos conversando)
PEDRO – Agora eu entendo porque o Caio as vezes é calado demais. A mãe dela o cria como se ele vivesse dentro de uma bolha. O garoto não pode fazer nada, sem ter que avisá-la direto.
RAMON – Aquele tipo de mãe pegajosa, não é?!
PEDRO – É. Preciso a ajudá-lo a mudar isso. A mãe dele precisa perceber que ele não é mais nenhum bebê de colo, e que ele precisa aprender a dar seus próprios passos sozinho. (repara Dácio meio desligado) Tudo bem, Dácio?
DÁCIO – Sim. Só estava pensado em algo aqui, mas não é nada demais. (Andréa aparece por trás de Ramon, senta-se ao lado dele)
ANDRÉA – Bom dia, pessoal.
PEDRO – Bom dia, Andréa.
DÁCIO – Bom dia.
ANDRÉA – (foca em Ramon) Então, vai cantar sua música original mesmo?
RAMON – Irei, Andréa. A música conta a história da banda, então não posso mudá-la.
ANDRÉA – Sem problema, vou torcer de qualquer formar para vocês.
RAMON – Certeza que não está chateada?
ANDRÉA – Chateada? Eu? Por que estaria?
RAMON – Sei lá… meio que ficou explicita com esse seu tom de voz.
ANDRÉA – Imagina, deve ser coisa da sua cabeça. Quer ver? (levanta-se e oferece a mão para ele) Vamos cantar uma!
RAMON – (sorri) Sabe que o sinal já vai tocar?
ANDRÉA – É só uma, será rápido.
RAMON – (segura na mão dela, levanta-se e os dois caminham pelo o pátio, começam a cantar)

[CENA DE MÚSICA – SE TUDO FOSSE FÁCIL (MICHEL TÉLO part. PAULA FERNANDES)]

[ANDRÉA]
Se tudo fosse fácil 1
Eu me jogaria em seus braços
Me afogaria nos seus beijos
Me entregaria de bandeja pra você

Se tudo fosse fácil
Mandaria a saudade embora
Estaria te odiando agora
Como se fosse fácil apagar você de mim

Saudade eu tenho toda hora 2
Que você me vem na memória
Eu penso 24 horas em você
Estou sem tempo pra te esquecer

[RAMON E ANDRÉA]
Mas se tiver que me deixar 3
Vai deixando devagar
Deixa eu me acostumar com a sua ausência

[RAMON]
Se tudo fosse fácil 4
Eu me jogaria em seus braços
Me afogaria em seus beijos
Me entregaria de bandeja pra você

Se tudo fosse fácil
Mandaria a saudade embora
Estaria te odiando agora
Como se fosse fácil apagar você de mim

Saudade eu tenho toda hora
Que você me vem na memória
Eu penso 24 horas em você
Estou sem tempo pra te esquecer

[RAMON E ANDRÉA]
Mas se tiver que me deixar 5
Vai deixando devagar
Deixa eu me acostumar com a sua ausência

Saudade eu tenho toda hora
Que você me vem na memória
Eu penso 24 horas em você
Estou sem tempo pra te esquecer

Mas se tiver que me deixar
Vai deixando devagar
Deixa eu me acostumar com a sua ausência

1. Andréa e Ramon caminha de mãos dadas pelo pátio. Andréa canta sempre olhando para Ramon, que sorri.
2. Os alunos logo começam a se aglomerar ao redor deles, Manuel e suas amigas chegam ao pátio.
3. Andréa solta das mãos de Ramon, e ambos começam a andar em círculos um do outro.
4. Andréa se afasta de Ramon, que a segue por alguns trechos da música. Os dois voltam a ficar de frente um para, Ramon segura novamente as mãos delas.
5. Ao longo do termino da música, os dois vão se aproximando, ambos terminam de cantar, se entreolham por alguns segundos, Andréa o beija. Os alunos batem palmas e vibram pelo o que aconteceu.

ANDRÉA – (encerrando o beijo segundos depois) Isso, é para te desejar boa sorte! (os dois sorriem)

[CENA 06 – CASA DE ALICE/ SALA – COZINHA/ DIA]
(Alice vem descendo as escadas, e encontra seu tio vindo da cozinha)
PAULO – Ué, não foi para a escola?
ALICE – Não. Só irei quando meu pai resolver a minha transferência de colégio. (caminha para cozinha, Paulo a segue)
PAULO – Se não me engano, ele já havia encontrado um outro colégio.
ALICE – Parece que sim, estou aguardando apenas a confirmação dele. (senta-se a mesa e começa a se servir, Paulo continua em pé ao lado dela)
PAULO – Seu pai falou para você que irei te acompanhar durante sua viagem?
ALICE – Falou sim.
PAULO – Tudo pronto?
ALICE – Irei tratar dos últimos ajustes hoje.
PAULO – Beleza, então como vamos passar dois dias fora, irei preparar minha mochila.
ALICE – Ok. (os dois ficam em silêncio em seguida, Paulo não diz mais nada, sai da cozinha)

[CENA 07 – CASA DELLE ROSE/ Q. DE LARISSA/ DIA]
(Larissa está sentada em sua cama, e lembra-se da conversa que teve com Salete ontem à noite. Nathaniel bate na porta do quarto e entra em seguida)
NATHANIEL – Oi, bom dia. Posso entrar?
LARISSA – Claro, Nathan.
NATHANIEL – (caminha até a cama, senta-se ao lado dela) Como você não apareceu no salão até agora, vim ver se você estava bem.
LARISSA – Estou sim.
NATHANIEL – Vai poder me contar agora o que você conversou ontem com a Salete?
LARISSA – Melhor deixar isso para um outro momento. (levanta-se, em direção ao espelho) Precisamos comprar os restante do material que falta, esqueceu?
NATHANIEL – Não, não esqueci. (levanta-se, se aproxima dela) Então, estou indo até a Salete. Acho que é melhor pedir um pouco de dinheiro para ela.
LARISSA – Ok. Vou está te esperando no salão.
NATHANIEL – Está bem. (a observa por alguns segundos, e mesmo tentando demostrar que estava bem, Nathaniel percebia que Larissa estava escondendo algo. Sai do quarto em seguida)

[CENA 08 – PIZZARIA/ DIA]
(Daniel está trabalhando, mas hora ou outra, fica atento a todos que entram e saem da pizzaria)
EDUARDO – (entrando na pizzaria, com sua mochila de entrega vazia, diretamente para o balcão) Mais uma entrega com sucesso.
DANIEL – Por enquanto não tem nenhuma nova entrega.
EDUARDO – Opa, que bom. (senta-se em um dos banquinhos) Vou poder descansar um pouco. (repara que Daniel não parava de olhar para a rua) Preocupado em encontrar seu pai novamente?
DANIEL – Você o viu lá fora?
EDUARDO – Não. Não que eu tenha reparado.
DANIEL – Eu tenho certeza que ele virá atrás de mim. Ele não desistiria de me levar para casa, ainda mais agora que ele descobriu onde eu trabalho.
EDUARDO – E você acha que ele seria capaz de entrar aqui e tentar te levar a força para casa.
DANIEL – Você não conhece o meu pai, Eduardo. Ele é capaz disso, pode ter certeza.

Anoitecendo…

[CENA 09 – CASA DE MANUELA/ SALA/ NOITE]
(assim como todas as noites de programas, Manuela está na sala com suas amigas esperando Band Night iniciar)
ÉSTER – Então, meninas… qual banda levará o programa hoje à noite.
MANUELA – Órbita Três, com certeza.
THALITA – (mexendo no celular) Certamente vão. Depois que o vocalista postou um vídeo da Alice cantando com eles, meio que eles ganharam 200 mil seguidores em poucos dias.
ÉSTER – Sério?
THALITA – Sim. Eles estão quase alcançando a marca de 1 milhão.
ÉSTER – Que pena.
MANUELA – Pena por que?
ÉSTER – Ué, está claro que se esses garotos ganharem, não será por mérito deles. Mas sim, porque os “fãs” que eles acham ser deles, na verdade são da Alice.
MANUELA – Eu discordo de você, Éster. Se eles estão ganhando novos seguidores, é porque eles merecem. Porque as pessoas gostam das músicas que eles tocam e estão torcendo para eles.
ÉSTER – Pra mim está mais que claro, que se eles ganharem, irão ganhar por causa do sucesso da Alice. Nada mais que isso. (as três ficam em silêncio, e prestam atenção no programa havia começado)

[CENA 10 – ESTÚDIO BAND NIGHT/ SALA – PALCO/ NOITE]
(Luciana está no centro do palco, plateia está em pé batendo palmas. Pedro está na plateia, junto com sua tia, Andréa e Caio)
LUCIANA – (animada) Boa noite! Está no ar a nossa grande final de Band Night. Hoje, decidiremos a nova banda amadora do Brasil, que sairá do programa com 250 mil reais. É muito dinheiro minha gente, sem contar que a mesma saíra com um contrato assinado com a gravadora Pop Disc’k. Isso aí meus amigos. (muda de câmera, plateia para de bater palmas, sentam-se) Mas, a decisão de qual é a melhor banda dependerá se você, que está aí em casa nesse momento nos assistindo. Entre agora mesmo no nosso site, no endereço que está aparecendo aqui embaixo, faça o seu cadastro e vote, vote o tanto que quiser. Antes de iniciarmos as apresentações desta noite, vamos conhecer a trajetória das três bandas que chegaram até a aqui. (é mostrado um VT para o público)
[SALA]
(Ramon está andando de um lado para o outro, Ivo entra na sala)
IVO – Então meninos, estão prontos?! (repara em Ramon) Tudo bem, Ramon? É a final hoje, sabe que não podemos cometer erros.
RAMON – (para de andar) Estou bem, Ivo. Estou só ansioso, mas não se preocupa. Não irei travar igual da última.
IVO – É assim que se fala. Hoje é o grande dia, que o sonho de vocês se realizara! (segura no ombro dele) Relaxa, tem uma galera fora torcendo para vocês!
RAMON – (solta um leve sorriso) É hora do show, não é mesmo?!

[CENA 11 – CASA DELLE ROSE/ Q. DE SALETE/ NOITE]
(Salete está em frente ao espelho, Larissa bate na porta do quarto e entra)
SALETE – Eu já estava descendo!
LARISSA – Eu sei. (se aproxima dela) Antes de abrir a casa, eu gostaria de conversar com você.
SALETE – (fica de frente para Larissa) Estou te ouvindo! (as duas se encaram, Larissa continua em silêncio)

[CENA 12 – CASA DE ALICE/ Q. DE ALICE – SALA/ NOITE]
(Alice está em seu quarto arrumando sua mala para a viagem de sua turnê pelo o país. Viviane bate na porta do quarto, entra em seguida)
VIVIANE – Licença, filha…
ALICE – Pode entrar, vó.
VIVIANE – É que tem um rapaz querendo falar com você lá embaixo.
ALICE – Esse rapaz não tem nome?
VIVIANE – Eu acho melhor você descer e conversar com ele. (solta um leve sorriso. Alice para de arrumar suas roupas, e sai do quarto curiosa. Viviane vai logo atrás. Ao chegar na sala, encontra Marcelo em pé ao lado da escada, com um leve sorriso)
ALICE – (um pouco rude) O que você está aqui? (Marcelo não curte muito tom de voz que foi recebido, e seu sorriso logo desaparece. Alice fica de frente para ele) Pensei que tínhamos conversado tudo naquele dia, e que não veríamos mais um ao outro!

Continua no Capítulo 49…

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POSTADO POR

Anderson Silva

Anderson Silva

Um carinha qualquer apaixonado por música e contador de histórias. Atualmente é autor de A Nossa Canção.
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