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Capítulo 53 | Pro Dia Nascer Feliz – A Nossa Canção

Daqui seis meses…

[CENA 01 – CASA DE ALICE/ JARDIM/ DIA]
(Alice conta para Manuela a ideia de sua instituição e a convida para fazer parte dela)
MANUELA – (surpresa) Por essa, confesso que eu não esperava.
ALICE – Você não precisa me dar uma resposta agora. Até porque, ainda estou desenvolvendo essa ideia.
MANUELA – Tá, eu vou pensar com carinho nesse seu convite.
ALICE – Obrigada. Eu sei que você deve tá focada para entrar na universidade, vou entender se não aceitar, mas agradeceria muito se você pensasse com carinho.
MANUELA – Vou pensar, não se preocupa.

Anoitecendo…

[CENA 02 – APARTAMENTO DE ARTHUR (NOVA YORK)/ SALA/ NOITE]
(Pedro entra na sala, repara as luzes apagadas e várias velas acessas)
PEDRO – O que tá acontecendo, Sam?
SAMUKA – (acende mais uma vela, a coloca no canto da mesa) Ainda por aqui? Pensei que já tivesse ido para a universidade.
PEDRO – Estava terminando de me arrumar, mas estou voltado pra lá sim. Quero acompanhar essa seleção dos calouros de perto.
SAMUKA – (caminha até ele) Que ótimo! (o leva até a porta) Então é melhor você ir indo, se não vai perder o grandioso discurso da Elizabeth. (abre a porta)
PEDRO – (estranha o jeito dele) O que você está aprontando, Sam? Não pretende tocar fogo no apartamento com esse bando de velas, né?
SAMUKA – (ri) Não, claro que não. Na verdade, estou planejando uma noite especial para a Mônica.
PEDRO – Ah, saquei.
SAMUKA – (o empurra para fora do apartamento) Que bom que sacou, então é melhor você ir indo, que a Mônica deve estar chegando e não quero que ela te veja por aqui ainda.
PEDRO – Ué, qual é o problema?!
SAMUKA – Você conhece o estilo da Mônica, ela não é uma das garotas que demostra o lado romântico dela.
PEDRO – (ri) É, eu sei. Tudo bem, estou indo. Mas, você sabe que lá não vai demorar muito, né? No máximo, às nove e meia tudo termina e volto pra cá.
SAMUKA – Eu te conheço, duvido nada de você se enturmar com os candidatos e sair para se divertir com eles. Então você não voltará nesse horário.
PEDRO – (ri) Está bem, ok. Mas, caso eu volte cedo, vou te enviar uma mensagem. Não quero chegar aqui e atrapalhar algo que vocês estejam fazendo.
SAMUKA – Combinado. Eu ficarei de olho no celular, agora corre para a universidade. (fecha a porta, antes que Pedro falasse mais alguma coisa. Olha para a sala, sorri ao ver tudo sendo iluminado por velas)

Agora…

[CENA 03 – CASA DE CAIO/ SALA/ DIA]
(Verônica continua na porta, Caio não entende o que ela está fazendo ali, já que nunca os visita)
VERÔNICA – Então… seus pais estão em casa?
CAIO – Estão. Entra. (Verônica entra, caminha até o sofá, Cláudio vem da cozinha)
CLÁUDIO – (surpreso) Mamãe?
VERÔNICA – Cláudio, meu amor. (caminha até ele, o abraça e lhe beija no rosto)
CLÁUDIO – O que a senhora está fazendo aqui?
VERÔNICA – Vim visitar o meu filho, o que mais séria. (caminha até o sofá) Onde está a Camila? Tanto tempo que não a vejo. (senta-se)
CLÁUDIO – Ela está na cozinha. Estamos terminando o almoço.
VERÔNICA – Bem que eu estava sentindo um cheirinho gostoso vindo da cozinha.
CLÁUDIO – Filho, será que você poderia ajudar a sua mãe lá dentro?
CAIO – Tá. (pega o celular do sofá, caminha até a cozinha)
CLÁUDIO – (toca no ombro de Caio, ao passar por ele) Valeu, filho. (caminha até sua mãe) O que a senhora precisa, mamãe?
VERÔNICA – (levanta-se) Assim você me ofende, querido. Será que eu não posso visitar o meu filho, sem precisar ter algo em troca?
CLÁUDIO – Eu conheço muito bem a senhora. Já sei, o dinheiro acabou não é mesmo.
VERÔNICA – Ah, por favor, filho… (caminha pela a sala) Eu me sinto abandonada naquela casa, é isso. Morar sozinha, sem receber ninguém, olhando só para as caras dos empregados, é um tremendo tédio.
CLÁUDIO – A senhora poderia ser simpática e conversar com eles.
VERÔNICA – E eu lá quero saber da vida pobre dos empregados, filho.
CLÁUDIO – Não fala assim, dona Verônica.
VERÔNICA – Eu quero ver meus filhos! (caminha até ele) Você sabia que a sua irmã estava na cidade?
CLÁUDIO – Sim, ela veio aqui, a gente conversou um pouco.
VERÔNICA – A Luana veio aqui?
CLÁUDIO – Veio.
VERÔNICA – Mas aquela ingrata… depois de tudo que eu fiz por ela. Ela não teve a boa vontade de ir visitar sua própria mãe.
CLÁUDIO – Ela disse que não queria ver a senhora, por isso decidiu ficar em um hotel.
VERÔNICA – Isso que dá, depois que você cria os filhos com todo o carinho, eles te apunharam pelas costas. (Camila entra na cozinha, fica ao lado de Cláudio)
CAMILA – Não acreditei quando o Caio tinha comentado que a avó dele tinha vindo nos visitar.
VERÔNICA – Camila, querida! (as duas se abraçam e se cumprimentam com beijinhos no rosto) Nossa, cada dia mais linda, viu.
CAMILA – Obrigada.
VERÔNICA – Li uma reportagem onde dizia ótimas coisas do seu escritório. Que tem sido um dos melhores do Rio de Janeiro.
CAMILA – É… ralei muito para chegar até aqui.
VERÔNICA – Eu sei… mas, sabe que nem precisava, afinal você é herdeira de uma das…
CLÁUDIO – (a interrompe) Mamãe… nós não tocamos neste assunto aqui.
VERÔNICA – Mas o que foi que eu disse?
CAMILA – (diz baixinho no ouvido dele) Ela vai almoçar com a gente?
CLÁUDIO – (responde, no mesmo tom) Eu não sei. (os dois se entreolham, sem saber o que fazer para resolverem aquela situação)

[CENA 04 – LANCHONETE DO IVO/ DIA]
(Daniel a observa o beijando, com os olhos arregalados. Ele interrompe o beijo no mesmo instante)
DANIEL – (a empurra) A gente não pode fazer isso.
AMANDA – Desculpa, Dan. (se envergonha) Desculpa, eu não devia ter feito isso. Aí, que vergonha.
DANIEL – Eu tenho alguém, Amanda. E eu gosto muito dessa pessoa, portanto, que isso não se repita, está bem? (a observa, sério)
AMANDA – Sim, claro… eu não podia ter te beijando assim, sem saber ao menos se você estava em algum relacionamento. (os dois ficam em silêncio por um tempo, Amanda coloca sua cadeira no lugar, olha para o cardápio) Eu prometo que isso não vai mais se repetir.
DANIEL – (ainda sério) Tudo bem. Melhor deixarmos o ensaio para outro dia, o que acha?
AMANDA – Tá, sem problema. Tudo bem pra você ser amanhã?
DANIEL – Amanhã é o dia que eu vou para o estúdio do programa, ensaiar a música para o dueto, então não vai dar.
AMANDA – Terça, então? Ah, não… na Terça não dá, porque será o meu dia de ensaiar o dueto. Que tal na Quarta?
DANIEL – Quarta vai ficar em cima, não acha? (Amanda fica em silêncio, pensativa) Sabe o que eu acho? (olha para ela) A sua ideia é boa, o propósito por trás dela também, só que eu acho que não vai dar mais. (levanta-se) Acho melhor adiarmos essa apresentação para um outro momento.
AMANDA – Tá. (de cabeça baixa, não trocam olhares, Daniel saí da lanchonete)

[CENA 05 – CASA DE CAIO/ COZINHA – SALA/ DIA]
(Cláudio e Camila não conseguiram mandar Verônica embora, escorregadia como ela é, não conseguiriam mesmo. Então, ela meio que acaba se auto convidando para o almoço. Todos estão na cozinha e a única que conversa animada ali, é ela)
VERÔNICA – Nossa, Camila… esse arroz tá divino. Nem a minha empregada conseguiria fazer uma desses assim.
CAMILA – Obrigada! Aprendi com uma velha amiga.
VERÔNICA – Aprendeu bem. (a Cláudio) Vejo que o meu filho está se dando bem. Até engordou um pouquinho depois que casou, agora vejo o motivo. (a Caio) E você, querido? Tá quietinho, desde que começamos o almoço.
CAIO – Sempre fui assim!
VERÔNICA – (ao casal) Vocês não conversam com seu filho? Que tipo de pais vocês são? (Camila já está começando a ficar incomodada com a presença dela ali)
CLÁUDIO – A gente conversa sim, mamãe! O Caio simplesmente é mais na dele.
VERÔNICA – Pois hoje, você vai ter que conversar. Estou aqui e prezo muito o diálogo. Como anda seus estudos?
CAIO – Bem.
VERÔNICA – Só bem? Não tem nenhuma novidade, nada.
CAIO – (também se incomoda com a conversa) Não, nenhuma.
VERÔNICA – (a Camila) Caio também pensa em se tornar mais um advogado na família?
CAMILA – Sim.
VERÔNICA – Que bom, seguindo os passos da mãe. (a Caio) Se bem que, ele parece levar jeito para isso. Essa expressão séria no rosto e um terninho, poderia até trabalhar na empresa da família.
CLÁUDIO – (a alerta) Mamãe!
VERÔNICA – O que foi que eu disse?
CAIO – (sem empolgação) Se a senhora estiver falando do escritório da mamãe, pode ter certeza de que é para lá que eu irei.
VERÔNICA – Não, não é do pequeno escritório de sua mãe que estou falando. Com todo o respeito, Camila. Mas, quando comparada com a multinacional do Felipe, o seu escritório é apenas clipe de papel.
CAIO – Felipe? (olha para seus pais confusos)
CAMILA – Nós não tocamos nesse assunto, Verônica.
VERÔNICA – Ele não sabe que o Felipe de Almeida é tio dele?
CAIO – Felipe de Almeida? Esse não é o nome do pai da Alice e do Pedro?
CLÁUDIO – (um tom mais sério) A senhora está falando demais, mamãe.
VERÔNICA – (se irrita com a atitude do filho) Eu não vou deixar que vocês continuem escondendo coisas para o meu neto.
CAMILA – Desculpa, mas se a senhora continuar com essa história, terá que se retirar desta casa.
VERÔNICA – (a Caio) A sua mãe é filha de Fernando de Almeida, um dos grandes empresários que essa cidade já teve. (Cláudio se levanta, segura forte o braço de sua mãe, a retira da mesa)
CLÁUDIO – Desculpa, mamãe… mas eu avisei. (a leva para a sala, mesmo assim ela continua falando)
VERÔNICA – Sua mãe é herdeira de uma grande fortuna e ao invés de querer administrá-la, fica por aí… (saí da cozinha, sendo levada por Cláudio antes de encerrar sua frase)
[SALA]
(Cláudio leva Verônica até a porta, e ela não parou de falar ainda)
VERÔNICA – O que vocês pensam que estão fazendo com este garoto? Ele precisa saber da herança que ele tem direito.
CLÁUDIO – (perde a paciência, abre a porta e a coloca para fora) Desculpa, mamãe… mas o Caio não será influenciado pela a senhora, assim como tentou comigo e Luana anos atrás.
VERÔNICA – Vocês não sabem o que estão jogando fora com isso.
CLÁUDIO – Até mais, mamãe! (fecha a porta na cara dela, do outro lado, Verônica a observa furiosa, vira-se e vai embora)

Anoitecendo…

[CENA 06 – CASA DELLE ROSE/ QUARTO/ NOITE]
(Daniel está sentado na cama, lembra-se do beijo que Amanda deu nele hoje mais cedo. Levanta-se, tenta apagar aquela lembrança, pega seu celular e liga para Dácio, que atende após uma demora considerável)
DÁCIO (por telefone) – Oi!
DANIEL – Oi. Fiquei esperando você me enviar alguma mensagem, depois que terminasse a prova. (caminha pelo o quarto) Então… como foi?
DÁCIO (por telefone) – Acho que me saí bem. Coloquei o que eu sabia nas questões, acredito que fiz um bom texto na redação. Agora resta só esperar.
DANIEL – (sorri) Certamente você será aprovado.
DÁCIO (por telefone) – E seu ensaio com a Amanda?
DANIEL – (senta-se na cama) Não teve ensaio. Na verdade, não terá mais apresentação.
DÁCIO (por telefone) – O que aconteceu?
DANIEL – (pensa em contar a verdade) Será que poderíamos nos encontrar?
DÁCIO (por telefone) – Desculpa, é que a prova realmente foi exaustiva, estou cansado.
DANIEL – Eu posso ir aí? Se você quiser, claro. (Dácio fica alguns segundos em silêncio do outro lado) Dácio?
DÁCIO (por telefone) – Estou aqui. Eu não sei… e se o seu pai estiver monitorando você ainda?
DANIEL – Ele não pode fazer nada comigo. E mesmo assim, depois da última conversa que tivemos, ele deve ter percebido que acabou.
DÁCIO (por telefone) – Eu não sei não… eu vi o olhar de ódio dele naquele dia na lanchonete. Ele só não fez nada porque estávamos em um local público e rodeado de amigos. E mesmo assim, eu já estava indo para a cama. Tenho que acorda cedo amanhã, últimas semanas de aula.
DANIEL – Tudo bem! A gente marca algo amanhã. Ia me esquecendo… na verdade, amanhã não vai dar. Meu ensaio para o dueto ser amanhã.
DÁCIO (por telefone) – Já?
DANIEL – É… tenho que tá lá cedo, então acho melhor ir dormir também.
DÁCIO (por telefone) – Viu? Se viesse pra cá, certamente não iríamos dormir cedo.
DANIEL – (sorri) Talvez…
DÁCIO (por telefone) – Boa sorte amanhã… me liga assim que terminar, está bem?
DANIEL – Tá. Boa noite. Até amanhã. (desliga, observa o celular, pensativo)

[CENA 07 – CASA DE CAIO/ SALA/ NOITE]
(Caio está sentado sozinho em um dos sofás, no outro, estão Cláudio e Camila, abraçados. Ambos estão vendo um filme)
CAIO – (desde o ocorrido de hoje mais cedo, Caio não tem parado de pensar nas palavras de sua avó. Ele queria saber daquela história, ainda mais, porque envolve o passado de sua mãe) Eu sei que vocês não vão gostar do que eu vou perguntar, mas…
CAMILA – (o interrompe na mesma hora, séria) Não faça essa pergunta! Sua avó é maluca e não devia acreditar em nada do que ela disse hoje. (dar uma encarada para Cláudio, pedindo o apoio dele)
CLÁUDIO – (senta-se direito no sofá) Sua mãe tem razão, filho… a vovó tá com uma certa idade, e não tem dito coisas com coisas.
CAMILA – Então vamos continuar prestando atenção ao filme, se não me arrependo de ter te liberado dos exercícios. (Caio fica em silêncio e emburrado, mesmo assim, sua curiosidade ainda não sumiu)

Amanhecendo…

[CENA 08 – COLÉGIO ESTADUAL OLIVEIRA SANTOS/ PÁTIO/ DIA]
(Pedro está reunido com seus amigos, e embora eles estejam em uma conversa animada, sua cabeça está na despedida de hoje mais cedo que teve com Carol. Ramon percebe o amigo voando longe)
RAMON – (o cutuca) Oh viajante… tá perdido no meio da conversa?
PEDRO – (volta a realidade) Desculpa, pessoal. É que a Carol voltou para Minas hoje…
RAMON – (o interrompe) Já sei… a namoradinha voltou para casa, deixando o coração do bom moço aqui apertado. (Pedro ri)
DÁCIO – Algo me diz que ela volta pra cá e dessa vez é pra ficar.
RAMON – Mas, já que você voltou para a realidade. Como estamos nas últimas semanas de aulas, estávamos aqui combinado a nossa despedida do colégio. Não sabemos que local escolher para uma grande festa.
PEDRO – E vocês tem em mente algum?
RAMON – Pensamos na lanchonete, mas pra ser lá, deveria reservar tipo o local para ser só a gente, da nossa turma.
PEDRO – Creio que o Ivo aceitaria isso.
RAMON – É, eu também… só que eu sinceramente gostaria que fosse em um outro local.
DÁCIO – Então o Ramon sugeriu de que você conversasse com a sua irmã, talvez ela conheça algum local para a gente realizar essa festa.
RAMON – Talvez até ela topa organizá-la junto com a gente. É o último ano dela também, né?!
PEDRO – É, a Alice gosta muito de festa. E isso pode ajudá-la na atual situação que ela se encontra. Tudo bem. Irei conversar com ela e digo qualquer coisa para vocês depois.

[CENA 09 – CASA DELLE ROSE/ SALÃO/ DIA]
(Daniel entra no salão, encontra Larissa no palco, andando de um lado para o outro)
DANIEL – Bom dia!
LARISSA – Bom dia, querido. (para de andar) Vai sair?
DANIEL – Vou. A produção marcou meu ensaio para a próxima fase hoje. Quando será o seu?
LARISSA – Amanhã. (volta a andar) Por isso estou assim, tensa.
DANIEL – (ri) E olha que você ainda tem mais um dia. Se você tá assim, imagina eu.
LARISSA – Pois, é. (para de andar novamente) Aparentemente, você me parece estar tranquilo. (ri) Qual é o segredo?
DANIEL – Confesso que é só por fora. Por dentro, estou me tremendo mais que tudo.
LARISSA – Quem é seu parceiro?
DANIEL – (pensa em fazer um certo mistério) Acho melhor não contar. Não me leve mal, nem nada… é que, é bom manter o mistério de vez em quando. (sorri)
LARISSA – Você tem razão. De qualquer forma, tenha um bom ensaio. (volta a andar)
DANIEL – Obrigado. (caminha em direção a saída, repara mais uma vez no palco, se lembra do que Amanda queria fazer com ele) Sabe… (dá meia volta) … embora a gente seja concorrentes, nada impede que sejamos amigos e possamos cantar juntos. (sobe ao palco)
LARISSA – (para de andar) O que está pensando?
DANIEL – (pega os microfones, entrega um para ela) Que a melhor forma de extravasarmos está tensão, é cantando. (uma música começa a tocar)

[CENA DE MÚSICA – PRO DIA NASCER FELIZ (BARÃO VERMELHO)]

[DANIEL]
Todo dia a insônia me convence que o céu 1
Faz tudo ficar infinito
E que a solidão é pretensão de quem fica
Escondido fazendo fita

Todo dia tem a hora da sessão coruja
Só entende quem namora
Agora, vão’bora

[DANIEL E LARISSA]
Estamos, meu bem, por um triz
Pro dia nascer feliz
Pro dia nascer feliz
O mundo inteiro acordar
E a gente dormir, dormir
Pro dia nascer feliz
Essa é a vida que eu quis
O mundo inteiro acordar
E a gente dormir

[LARISSA]
Todo dia é dia e tudo em nome do amor 2
Ah! Essa é a vida que eu quis

[DANIEL]
Procurando vaga, uma hora aqui, outra ali
No vai e vem dos teus quadris

[LARISSA]
Nadando contra a corrente
Só pra exercitar
Todo o músculo que sente

Me dê de presente o teu bis
Pro dia nascer feliz
Pro dia nascer feliz

[DANIEL E LARISSA]
O mundo inteiro acordar 3
E a gente dormir, dormir
Pro dia nascer feliz
Pro dia nascer feliz
O mundo inteiro acordar
E a gente dormir

[DANIEL]
Todo dia é dia e tudo em nome do amor
Ah! Essa é a vida que eu quis

[LARISSA]
Procurando vaga, uma hora aqui, outra ali
No vai e vem dos teus quadris

[DANIEL]
Nadando contra a corrente
Só pra exercitar

[DANIEL E LARISSA]
Todo o músculo que sente 4

Me dê de presente o teu bis
Pro dia nascer feliz
Pro dia nascer feliz
O mundo inteiro acordar
E a gente dormir, dormir
Pro dia nascer feliz
Ah! Essa é a vida que eu quis
O mundo inteiro acordar
E a gente dormir

1. Daniel se afasta de Larissa, dança conforme o ritmo da música. Ela também entra no clima, caminha em direção um ao outro, trocam de posição e se separam novamente.
2. Larissa caminha até o borda do palco, canta como se tivessem clientes ali presente. Olha para Daniel, se aproxima dele, os dois cantam animados e dançantes.
3. Novamente trocam de posição, viram-se um para cada lado, dão um show no palco, como se tivesse um público ali.
4. Os dois se aproximam um do outro, cantam juntos. Caminham até o centro do palco, encerram a música, sorriem e se abraçam.

[CENA 10 – CASA DE SAMUEL/ SALA/ DIA]
(Samuel vem da cozinha apressado, quando escuta a campainha tocar. Abre a porta imediatamente, sem perguntar antes quem é)
SAMUEL – (sorri, ao ver sua convidada a sua frente) Oi, Amanda! Que bom que você chegou. Quero saber tudo que aconteceu entre você e meu filho. Não me esconda nada! (a observa esperançoso, Amanda mantém um leve sorriso no rosto)

[CENA 11 – CASA DE FELIPE/ JARDIM/ DIA]
(Alice está com Gaspar no jardim, fazendo os exercícios da fisioterapia. Embora Gaspar tenha notado melhoras nela, Alice continua a mesma)
GASPAR – Acho que podemos continuar essas sessões na minha clínica.
ALICE – Eu não vou sair de casa!
GASPAR – Lá temos equipamento melhores para continuar a fisioterapia, Alice. Você tem obtido bons resultados, mas continuar aqui na sua casa, não vejo como progredir mais.
ALICE – Se você quer continuar com esses exercícios bestas, você terá que fazê-los aqui. Caso contrário, peço hoje mesmo para o meu pai despedir você. (Viviane e Verônica se aproximam deles)
VIVIANE – Desculpem atrapalhar o exercício de vocês, mas você tem visita querida… (olha para Verônica)
VERÔNICA – Olá, minha querida neta! (sorri)
ALICE – (fica feliz ao ver sua avó) Vovó!

[CENA 12 – COLÉGIO ESTADUAL OLIVEIRA SANTOS/ CORREDOR/ DIA]
(Dácio está bebendo água no bebedouro ao lado do banheiro, Caio caminha até ele)
CAIO – (sério) Preciso de um favor seu novamente! (Dácio para de beber e o percebe apreensivo)

Contínua no capítulo 54…

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POSTADO POR

Anderson Silva

Anderson Silva

Um carinha qualquer apaixonado por música e contador de histórias. Atualmente é autor de A Nossa Canção.
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