Capítulo 58 | Detesto Despedidas – A Nossa Canção

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Daqui seis meses…

[CENA 01 – UNIVERSIDADE DE MÚSICA (NOVA YORK)/ CORREDOR/ NOITE]
(após os dois primeiros candidatos terem animado geral em suas apresentações, Elizabeth decidiu dar um pequeno intervalo, para que todos possam respirar um pouco)
PEDRO – (encosta na parede, próximo ao bebedor) É, vai ser difícil. Realmente, o Carlo e o Andrew arrebentaram. E olha, que ainda faltam dois participantes. Então imagina o que vem por aí.
MAYA – Eu não estou preocupada com os demais, porque eu sei que nenhum vai acompanhar o meu Carlo.
PEDRO – O Andrew mandou bem também, confessa.
MAYA – Não vou negar que ele cantou mais ou menos. Podemos dizer que os dois estão no mesmo patamar.
PEDRO – Olha aí, viu.
MAYA – Mas, diga ao seu candidato tentar o próximo semestre, que este é do Carlo.
PEDRO – A nossa aposta continua de pé e dessa vez eu vou ganhar!

[CENA 02 – CASA DE ALICE/ COZINHA/ NOITE]
(Alice está jantando com sua família e seu pai se interessou muito pela a ideia que a filha teve)
FELIPE – Você pretende ser a gestora dessa instituição?
ALICE – Não, na verdade pensei que o senhor pudesse gerir ou contratasse alguém.
VIVIANE – Mas a ideia é sua! Nada mais justo de você ser a responsável.
ALICE – Eu não levo jeito para isso, vó. A ideia que eu quero é sim criar a instituição, que possa ajudar as crianças que tenham necessidades especiais a vivenciarem o mundo da música, mas a minha ajuda será apenas financeiramente.
FELIPE – Você continua vendendo suas músicas?
ALICE – Eu parei um pouco para focar nesse projeto, mas pretendo retomar as vendas em breves.
FELIPE – Eu sei que já conversamos sobre isso, mas, já que você quer criar tanto uma fundação para ajudar crianças por meio da música, seria interessante, se você começasse a se ajudar.
ALICE – Não vamos falar de mim, papai, vamos falar da instituição.
FELIPE – Está bem, eu vou reunir a documentação necessária, vamos escolher um local e vamos abrir sua fundação. (Alice comemora)
ALICE – Obrigada, pai.
FELIPE – Mas não podemos esquecer do essencial. As crianças!
ALICE – Essa parte é o de menos, pai. Eu conheço onde tem algumas, as demais vêm com o tempo.
VIVIANE – Nossa menina já tem tudo planejado, filho. (ri)
FELIPE – (a observa, orgulhoso) Estou feliz em ver que você está amadurecendo. (Alice fica sem jeito ao ouvir isso)

Agora…

[CENA 03 – PIZZARIA DA LAILA/ NOITE]
(Otávio continua olhando em direção a voz estranha que falou com ele)
SAULO – Este é o seu irmão Jonas.
JONAS – Somos parecidos, bem que o senhor disse. (Otávio fica incomodado, olha em direção a mesa)
SAULO – Ele tem me ajudado com as campanhas que venho fazendo para te ajudar no programa. Na verdade, a família toda está ajudando. (Otávio continua em silêncio, Jonas acha estranha)
JONAS – (simpático) Eu toco violão, também. Se quiser, a gente pode marcar um dia e tocar alguma coisa juntos.
SAULO – Imaginou os irmãos fazendo sucesso?!
JONAS – Que é isso, pai… eu não mando tão bem assim, como o Otávio. (Otávio sente um incomodo ao ouvir Jonas chamar Saulo de pai)
EDUARDO – (se aproxima da mesa) O que está acontecendo aqui?
SAULO – Estou apenas conversando com o meu filho.
OTÁVIO – Eu quero ir embora, Edu. (levanta-se, sente o corpo do Eduardo ao lado, se apoia nele)
SAULO – Você e seu irmão nem conversaram. Por favor, fica mais um pouco. (Otávio não diz nada, apenas caminha em direção a saída da pizzaria, apoiado no ombro de Eduardo)
JONAS – (o tom simpático logo muda) Eu tentei ser legal, o senhor viu.
SAULO – Ele é assim mesmo, logo vocês se darão bem.
JONAS – Como o senhor vem tentando a meses?
SAULO – Com você eu tenho esperança de que seja diferente.
JONAS – Eu não sei não, esse aí além de cego, deve ter algum outro problema na cabeça.

Amanhecendo…

[CENA 04 – CASA DE OTÁVIO/ SALA/ DIA]
(Otávio está sentado no sofá, lembra-se da voz de seu irmão, fica pensativo)

[CENA 05 – LANCHONETE DO IVO/ DIA]
(as mesas da lanchonete estão sendo organizadas na lateral, ficando o meio vazio para os alunos dançarem. Pedro, Ramon e os garotos da banda estão levando as últimas mesas)
IVO – (se aproxima de Pedro e Ramon, que levam uma mesa) Se precisarem de alguma coisa, estou à disposição.
PEDRO – Pode ficar tranquilo, que aqui tá tudo certo.
IVO – Sendo assim, acho que vou tirar um dia de folga.
RAMON – Aproveita, que agora que as aulas acabaram, temos negócios a tratar.
IVO – (ri) Eu sei, eu sei. A gente vai tratar disso em alguns dias.
RAMON – Opa.
IVO – Já liberei a Rita também e ela já foi aproveitar.
PEDRO – (se aproxima dele) Então o que está fazendo aqui ainda, amigo? Vai aproveitar seu dia.
IVO – Vou indo. Cuidem da minha lanchonete, hein. Estou confiando em vocês.
RAMON – Pode ficar tranquilo, que está em boas mãos, viu.
IVO – Vou estar com o celular perto o dia inteiro, do que precisarem, é só me ligar. (Ivo saí da lanchonete, os garotos voltam a organizar as mesas)

[CENA 06 – CASA DE MANUELA/ Q. DE MANUELA – SALA/ NOITE]
(Manuela está sentada em sua cama, está pensando o que fazer de sua vida agora e imagina se teria se saindo bem na segunda etapa do vestibular, Sara bate na porta e entra no quarto)
SARA – Filha? Acordada?
MANUELA – Oi, mãe. Estou sim.
SARA – Você não desceu até agora para tomar café, pensei que ainda estivesse dormindo. (senta-se na cama) Ainda está triste por ter sido eliminada do programa?
MANUELA – Confesso que ainda estou sentida quanto a isso, mas estou superando.
SARA – Fico feliz com isso.
MANUELA – Agora que acabei o ensino médio, quero aproveitar e pensar um pouco do que farei ano que vem.
SARA – Que tal começar forrando o estômago. Vamos tomar café?
MANUELA – (sorri) Estou indo.
SARA – (levanta-se) Não demora, hein. (saí do quarto, Manuela volta a ficar pensativa)
[SALA]
(Sara entra na sala, alguém bate na porta neste momento)
SARA – Já vai! (caminha até a porta e a abre) Ivo? O que faz aqui? (sorri)
IVO – Bom dia. Tirei um dia de folga da lanchonete, então, como hoje é sábado, pensei que você também estivesse de folga.
SARA – Você teve sorte, que hoje eu estou sim. Entra, eu ia tomar café.
IVO – (sorri) Na verdade, eu andei pensando e talvez podíamos reviver aqueles momentos do colégio, pelo menos hoje.
SARA – (envergonha-se) Não temos mais idade para isso, Ivo.
IVO – Eu já discordo. Você ainda continua aquela garota de anos atrás. (Manuela entra na sala, ouve a última parte, sorri)
MANUELA – Bom dia, Ivo!
IVO – Oi, Manu. Bom dia!
MANUELA – Está convidando a mamãe para sair?
IVO – Estou tentando, será que você poderia me dar uma forcinha?!
MANUELA – (caminha até sua mãe) Claro! A senhora não está pensando em dizer não para ele, né mamãe?
SARA – A gente vai tomar café agora, filha. Aliás, convidei o Ivo para se juntar com a gente.
MANUELA – Só que parece que o Ivo quer uma programação diferente. Qual é, mamãe? A senhora vive plantão, atrás de plantão naquele hospital. Justo quando consegue um dia livre, não quer aproveitar.
SARA – Eu quero aproveitar com você. Não quero ser mais a mãe ausente que eu era antes.
MANUELA – Fica tranquila, que eu estou bem. E de qualquer forma, as meninas vão vir aqui, para a gente se arrumar para a festa de despedida do colégio.
IVO – Que aliás, é lá na lanchonete.
MANUELA – Viu só. Então, ela vai aceitar sim o seu convite, Ivo. Vou pegar sua bolsa. (corre até o quarto)
IVO – Sua filha é sensata, sabia?
SARA – (ri) A mãe dela parece que não é, por ouvir vocês dois!

[CENA 07 – CASA DE ALICE/ Q. DE ALICE/ NOITE]
(Alice empurra sua cadeira até o espelho, olha para seu reflexo e tenta mexer o dedo dos pés)
ALICE – (concentrada) Anda dedos idiotas, se mexam. Por favor, se mexam.
VIVIANE – (bate na porta, entra no quarto com uma bandeja) Alice, querida!
ALICE – (empurra a cadeira para o lado, desiste de mover os dedos) O que é, vó.
VIVIANE – Trouxe o seu café. (coloca sobre a cama)
ALICE – Obrigada.
VIVIANE – O que estava fazendo?
ALICE – Nada! (empurra a cadeira até a cama)
VIVIANE – Quando você for se arrumar pra festa, só me chamar.
ALICE – Que festa?
VIVIANE – A do seu irmão. Ele não organizou uma festa com os amigos hoje?
ALICE – Organizou, só que eu não vou.
VIVIANE – Como não?
ALICE – Nem morta que eu vou sair de casa, para ver um bando de adolescentes dançando, enquanto eu fico que nem uma coitadinha, em algum canto.
VIVIANE – Pedro não iria te deixar sozinha. Ele certamente iria dançar com você.
ALICE – E eu posso saber como vou dançar de cadeira de rodas, vó?
VIVIANE – Você está viva, Alice! É claro que você pode dançar, pode sorrir, pode sentir tudo que qualquer pessoa.
ALICE – (se irrita) Será que eu posso tomar meu café sozinha? (Viviane sabe que poderia fazer um discurso motivacional para a neta, e mesmo assim, não mudaria a opinião dela)
VIVIANE – Depois eu volto para pegar a bandeja. (caminha até a porta, a observa por um tempo, saí do quarto em seguida)

Anoitecendo…

[CENA 08 – CASA DE CAIO/ Q. DE CAIO – SALA/ NOITE]
(Pedro está sentado na cama de Caio, observa os desenhos do amigo)
PEDRO – Pena que sua mãe ainda não chegou.
CAIO – (arruma o cabelo) Nem se você conversasse com ela durante horas, iria fazê-la mudar de ideia. Desiste, Pedro. Já aceitei o fardo do meu destino. E sua irmã, não vai pra festa?
PEDRO – (coloca os desenhos dentro da caixa) Não, não vai. E no momento, não tô com muita vontade de convencer aquela cabeça dura.
CAIO – E ainda quer conversar com a minha mãe! (ri, caminha até o amigo) Vamos, estou pronto já.
PEDRO – (tampa a caixa, levanta-se) Vamos. (entrega a caixa para Caio, que a coloca em cima do guarda-roupa. Os dois saem do quarto, vão para a sala)
[SALA]
(Cláudio vem da cozinha e encontra os garotos vindo do quarto)
CLÁUDIO – Já vão, meninos?
CAIO – Estamos indo, pai.
CLÁUDIO – Eu confesso que esperava a sua mãe aqui, para fazer um interrogatório completo em Pedro. Sorte a sua! (ri, Camila chega em casa nesse momento)
CAIO – O que o senhor dizia?!
CAMILA – Ainda bem que encontrei vocês aqui. Pensei que não chegaria a tempo de pegar vocês ainda em casa.
CAIO – Estamos de saída, mãe. Então, se a senhora quiser se apressar em seu interrogatório. (indica para Pedro)
CAMILA – Não exagera, só vou fazer algumas perguntas. (caminha até ele) Oi, Pedro! (sorri)
PEDRO – Oi!
CAMILA – Nossa, você tem os olhos de sua mãe! O rosto é do seu pai, mas os olhos são iguais os dela.
PEDRO – Obrigado.
CAMILA – Acredito que a minha falecida amiga tenha educado bem o filho dela. Então, eu só permiti o Caio ir pra essa festa, porque eu sei que lá não terá nenhuma venda de bebida alcóolica, drogas ou qualquer outra coisa proibida para menores. Caio tem apenas 16 anos, e você me parece ser um garoto bem responsável, assim como era sua mãe.
PEDRO – (ri) Não se preocupa, iremos apenas nos divertir, cantar algumas músicas, relembrar momentos do colégio. E mesmo o Caio não sendo da minha turma, ficou combinado de que podíamos levar convidados e ele é meu amigo.
CAMILA – Ótimo! Que horas a festa termina?
PEDRO – Terminará umas 23h por aí. Qualquer coisa, ele pode dormir lá em casa.
CAMILA – (a Caio) Quero que você ligue assim que a festa terminar.
CAIO – Ok.
PEDRO – Sabe… eu entendo essa proteção toda que você tem com o Caio. Isso é maternal, toda mãe quer proteger o filho, acima de qualquer coisa. Só que às vezes, uma proteção exagerada pode acabar sufocando. (Camila já começa a mudar a expressão do rosto em relação a Pedro) Minha mãe, que era a sua melhor amiga, tinha esses cuidados comigo também, até sinto falta… mas, ela respeitava a minha liberdade, assim como as minhas escolhas. O Caio é um bom garoto e vocês deviam dar um voto de confiança pra ele.
CAIO – (repara que a mãe ficou séria com aquela conversa, então decide interromper o amigo, antes que a faça mudar de ideia) É melhor irmos, Pedro. (caminha até a porta)
PEDRO – O Caio é muito bom naquilo que ele faz. E como pais, vocês deveriam incentivá-lo a ir atrás daquilo que ele acredita. (Camila o observa por um tempo, Pedro caminha até Caio)
CLÁUDIO – (tenta ameninar o clima) Divirtam-se, garotos. Boa festa! (caminha até a porta, a fecha, repara em Camila que ainda está séria. Não sabe se puxa assunto ou se vai para cozinha)

[CENA 09 – CASA DELLE ROSE/ SALÃO/ NOITE]
(Otávio e Eduardo entram no salão, caminham até o bar)
NATHANIEL – Olá, rapazes. Que surpresa os ver por aqui. Vão beber alguma coisa?
EDUARDO – Na verdade, o Otávio que queria vir.
OTÁVIO – Onde está a Ione, Nathan?
NATHANIEL – (a procura pelo o salão, a ver conversando com um cliente do outro lado) Acho que ela está ocupada no momento.
OTÁVIO – Entendo.
NATHANIEL – Mas se for importante, eu posso ir lá, falar com ela.
OTÁVIO – Não, não quero atrapalhá-la. Eu fico aqui, esperando. (Eduardo o ajuda a sentar-se em um banco)
NATHANIEL – Vou trazer algo para vocês beberem?
EDUARDO – Pode ser água mesmo, Nathan. Eu vim de moto…
NATHANIEL – Relaxa, aqui também temos sucos. Já volto. (Nathaniel se afasta deles, Eduardo olha para o salão, a procura de Larissa)

[CENA 10 – LANCHONETE DO IVO/ NOITE]
(os alunos da turma de Pedro já chegaram ao local. Alguns estão sentados em algumas mesas, em pequenos grupos. Outros estão dançando em um ritmo animado de uma música que está sendo tocada. Pedro está no palco, junto com a banda Órbita Três. Caio está em uma mesa, junto com Andréa, Dácio e Daniel. Ana e Alan também estão na festa e estão sentados sozinhos em mesas separadas. Manuela está dançando com Tiago, assim como suas amigas com outros dois garotos. A música para de tocar e embora todos reclamem de imediato, olham para o palco e se animam com os garotos prontos para cantar)
PEDRO – Desculpem, desculpem… eu sei que a música estava boa, mas uma música ao vivo é melhor, vocês não acham? (todos vibram de alegria, se aglomeram próximo ao palco) Vamos começar a festa! (olha para seus amigos, que começam a tocar)

[CENA DE MÚSICA – DETESTO DESPEDIDAS (LAGUM)]

[PEDRO]
Quero mais dias de Sol 1
Festa ao anoitecer
Ver o dia acordar
Por dentro me amanhecer

Verdades são mais que palavras

[RAMON E PEDRO]
Não espero serem ditas

[PEDRO]
Não me prendo a quase nada

[RAMON E PEDRO]
Já que detesto despedidas

[PEDRO]
A gente não combina 2
Mas sempre se deu bem
Feito noite e dia
Quando um vai o outro vem
Se ela me ilumina
Eu ilumino também
Vê se fica um pouco mais

[RAMON E PEDRO]
A gente não combina
Mas sempre se deu bem
Feito noite e dia
Quando um vai o outro vem
Se ela me ilumina
Eu ilumino também
Vê se fica um pouco mais

[PEDRO]
Quero mais dias a sós 3

[RAMON E PEDRO]
Sem problemas se chover

[PEDRO}
Ver o dia acordar

[RAMON E PEDRO]
Que é bom pra não esquecer

[PEDRO]
Verdades são mais que palavras
Não espero serem ditas
Não me prendo a quase nada

[RAMON E PEDRO]
Já que detesto despedidas

[PEDRO]
A gente não combina 4
Mas sempre se deu bem
Feito noite e dia
Quando um vai o outro vem
Se ela me ilumina
Eu ilumino também
Vê se fica um pouco mais

[RAMON E PEDRO]
A gente não combina
Mas sempre se deu bem
Feito noite e dia
Quando um vai o outro vem
Se ela me ilumina
Eu ilumino também
Vê se fica um pouco mais

Vou ficar pra ver o outro dia amanhecer
Vou ficar pra ver o outro dia amanhecer
Vou ficar pra ver o outro dia amanhecer
Vou ficar pra ver o outro dia amanhecer

[PEDRO]
A gente não combina 5
Mas sempre se deu bem
Feito noite e dia
Quando um vai o outro vem
Se ela me ilumina
Eu ilumino também

[RAMON E PEDRO]
Vê se fica um pouco mais

A gente não combina
Mas sempre se deu bem
Feito noite e dia
Quando um vai o outro vem
Se ela me ilumina
Eu ilumino também
Vê se fica um pouco mais

[PEDRO]
Vê se fica um pouco mais

1. Assim que os garotos começam a tocar, praticamente todos levantam-se e se aglomeram próximo ao palco. Ana e Alan continuam sentados, se entreolham.
2. Dácio e Daniel estão dançando próximo a Manuela e suas amigas. Andréa fica sentada à mesa, observa os garotos tocar.
3. Pedro se movimenta pelo o palco, se aproxima de seus colegas, divide os versos da música com Ramon. Ana e Alan se entreolham novamente, ambos querem conversar um com o outro, porém, nenhum toma a iniciativa.
4. Pedro retorna para a sua posição inicial, começa a bater palmas sendo acompanhado pelo o pessoal próximo do palco, os outros continuam dançando.
5. Com o encerramento da música, todos viram-se para o palco e parabenizam os garotos, que agradecem e já emendam com uma outra música.

[CENA 11 – CASA DELLE ROSE/ SALÃO/ NOITE]
(Nathaniel trouxe dois copos de sucos para Eduardo e Otávio. Otávio atenta-se para o som do ambiente, Eduardo observa Larissa se divertindo com um cliente e isso o incomoda)
OTÁVIO – (repara o amigo quieto demais) Tá, calado. O que tanto observa?
EDUARDO – Só algumas garotas se divertindo. (vira-se para o bar)
OTÁVIO – A Ione está no meio delas, não está?
EDUARDO – (a procura) Na verdade, ela está vindo para cá.
IONE – (para ao lado de Otávio, coloca dois copos vazios sobre o balcão) Queridinho… que surpresa vê-lo por aqui! Veio me ver? (ela o percebe tenso)
OTÁVIO – (levanta-se) Eu preciso conversar com você, Ione. Será que podíamos ir para um quarto? (Ione percebe que tem algo o incomodando, repara no cliente com quem estava conversando minutos atrás)

[CENA 12 – LANCHONETE DO IVO/ NOITE]
(os garotos deram uma pausa na música ao vivo, uma música eletrônica começa a ser tocada desta vez. Alguns alunos estão dançando, os garotos se juntam com o pessoal, que reuniram duas mesas e estão relembrando alguns momentos do colégio)
ANDRÉA – Quem diria que se juntar com o carinho esquisito da sala, iria reunir este grupo.
PEDRO – Eu nunca entendi o motivo de vocês excluírem os alunos. Quando conheci bem vocês, fiquei me perguntando onde estava aquela armadura que vocês usavam no início.
ANDRÉA – Acho que se a gente não tivesse te conhecido melhor, ainda hoje você faria parte do time dos esquisitos.
RAMON – Talvez não… porque quando eu vi o Pedro cantar aqui pela a primeira vez, eu sempre soube que ele um dia faria parte da Órbita Três.
PEDRO – (repara Dácio um pouco incomodado ao lembrar de seu início no colégio, tenta mudar de assunto) Que tal falarmos agora do casal que ficou enrolando por dois anos, até se assumirem em público?
RAMON – (olha para Andréa) Opa, desse tópico eu gostei. Então, Andréa… tem alguma coisa a dizer? (Amanda entra na lanchonete, caminha um pouco pelo ambiente, até encontrar Daniel. Caminha até ele, Dácio a ver e fica sério)
AMANDA – (ao lado de Daniel) Oi, Daniel! Sabia que iria te encontrar aqui.
DANIEL – (levanta-se, surpreso) Amanda?
AMANDA – Você sumiu depois do nosso beijo, precisamos conversar sobre o que aconteceu. (olha para Dácio, solta um leve sorriso)
DÁCIO – (encara Daniel) Depois do beijo? Vocês se beijaram, Daniel? (Daniel o observa, sem saber o que dizer. O pessoal percebe um clima estranho que ficou ali)

[CENA 13 – CASA DE CAIO/ SALA/ NOITE]
(após lavar as louças do jantar, Cláudio entra na sala e encontra a esposa sentada no sofá, ainda pensativa após o que ouviu de Pedro)
CLÁUDIO – (caminha até o sofá, tenta mudar o clima­) Sabe o que eu estava pensando, amor? (Camila não responde, parece até que nem ouviu. Cláudio senta-se ao lado dela) Já que estamos sozinhos, bem que poderíamos aproveitar um pouco. (a beija no pescoço, a trazendo para a realidade)
CAMILA – (recua) O que está fazendo, Cláudio?
CLÁUDIO – Estava te beijando, ué.
CAMILA – (levanta-se) Não estou no clima pra isso agora.
CLÁUDIO – Eu sei. Você está calada desde quando os meninos saíram. (levanta-se, se aproxima dela) Quer conversar sobre isso?
CAMILA – (apreensiva) Você acha que eu estou destruindo o sonho do nosso filho? (Cláudio a observa, sem saber o que responder)

Continua no capítulo 59…

POSTADO POR

Anderson Silva

Anderson Silva

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