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Capítulo 60 | E a Gente? – Minha Canção

RECADO DO AUTOR:

Olá, leitores!
Antes de iniciarem a leitura do capítulo de hoje, gostaria de deixar algumas palavrinhas. Como está é a última semana de atividade da CyberTV antes de entrar no período de hiatus (que ocorrerá entre os dias 22 de Dezembro à 12 de Janeiro), gostaria de informar que Minha Canção retornará novamente no dia 13 de Janeiro de 2020.
Quero desejar desde já um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo para todos os leitores e colegas de emissora. Boas festas, divirtam-se e que 2020 venha com muitas coisas boas para a vida de cada um.
Nos encontramos novamente ano que vem com os capítulos finais da temporada de Minha Canção. Fiquem com Deus e divirtam-se com o capítulo de hoje!

 

[CENA 01 – HOSPITAL/ SALA DE ESPERA/ TARDE]
(Eduardo continua ao lado de Otávio, tentando acalma-lo após a presença de Saulo)
OTÁVIO – Tira esse cara daqui, Eduardo. Não quero que ele veja minha mãe.
SAULO – Por favor, filho… vamos conversar?
EDUARDO – Filho? Esse cara é o seu pai, Otávio?
OTÁVIO – Eu não tenho pai. O meu me abandonou quando eu era um recém-nascido.
SAULO – Filho…
OTÁVIO – (grita) Eu não sou o seu filho! (as pessoas que estavam ao redor olham para eles)
EDUARDO – Por favor, Otávio… melhor você se acalmar. Todos do hospital estão olhando para gente. (Eduardo o leva até uma das cadeiras, em seguida se aproxima de Saulo) E quanto a você…. melhor você ir embora.
SAULO – Eu não vou embora. Eu não vou deixar meu filho sozinho neste momento.
EDUARDO – Bem, até onde eu sei você o deixou sozinho a vida inteira.
SAULO – Quem é você?
EDUARDO – Sou o melhor amigo do Otávio! E se você não percebeu, sua presença não está fazendo bem para ele. (Saulo pensa em discutir com Eduardo, mas percebe que se continuasse ali, talvez não conseguiria se aproximar do filho)
SAULO – Estarei orando por sua mãe, filho. (Otávio não responde, Saulo vai embora em seguida, Eduardo volta para o atendimento)

[CENA 02 – CASA DE ANA/ SALA/ TARDE]
(Ana continua olhando para Gustavo, achando que aquilo tudo era uma brincadeira)
GUSTAVO – Não vai deixar seu tio entrar?
ANA – Eu não lembro de você. Isso é verdade ou é alguma brincadeira?
GUSTAVO – Eu sou o irmão da sua mãe. Olha… (pega o celular e procura por algumas fotos com ela) …vou te mostrar. (mostra algumas fotos de Joana e ele) Está vendo?
ANA – Fotos não provam nada… quer dizer. (lembra-se de algo) Meu pai falou realmente de um irmão da minha mãe que morava fora.
GUSTAVO – Viu. (guarda seu celular) Posso entrar?
ANA – Claro. (permite Gustavo entrar, que caminha direto para a sala, encontra Alan sentado no sofá) Alan, este parece que é o meu tio. (Alan levanta-se, um pouco surpreso) E este é o Alan, meu amigo.
ALAN – Beleza!
GUSTAVO – Onde está seu pai?
ANA – Ele está trabalhando.
GUSTAVO – Vocês dois estavam sozinhos?
ANA – Estávamos estudando para as provas.
GUSTAVO – Sei.
ALAN – Bem, creio que você vai querer conhecer seu tio, né. (começa a guardar seu material na mochila) Então a gente continua estudando uma outra hora.
ANA – Eu o acompanho até a porta.
ALAN – Ok. (coloca a mochila no ombro, olha para Gustavo) Tchau.
GUSTAVO – Tchau. (Ana e Alan vão para a porta, Gustavo se aproxima do sofá, olha para os dois um pouco desconfiado)
ALAN – Você nunca me disse que tinha um tio?
ANA – Pois é, eu também não sabia. Meu pai já me contou algo sobre ele, porém como ele nunca teve contato com a gente, não imaginei que ele existia realmente.
ALAN – A gente se fala depois!
ANA – Está bem. (os dois se abraçam, Alan vai embora, Ana retorna para a sala)
GUSTAVO – Você é tá parecida com a minha irmã.
ANA – Meu pai vive dizendo isso também. Senta, por favor. (os dois sentam-se, um de frente para o outro)
GUSTAVO – Mas então, me fale de você.
ANA – De mim?
GUSTAVO – É. Tipo o que gosta de fazer, quais seus sonhos, essas coisas. (Ana olha para ele um pouco sem jeito de querer compartilhar sua vida)
ANA – Bem… eu estou no 3° ano do ensino médio. Gosto de… (enquanto Ana falava dela, Gustavo prestava atenção atentamente)

[CENA 03 – HOSPITAL/ SALA DE ESPERA/ TARDE]
(Eduardo está ao lado de Otávio, após não conseguir saber o atual estado de Silvana, o mesmo tentava tranquilizar o amigo)
EDUARDO – Vai ficar tudo bem, Otávio. Sua mãe vai voltar para casa, você vai ver. (Otávio não responde, mas solta um leve sorriso. Alguns segundos de espera, um médico se aproxima até eles)
MÉDICO – Qual de vocês é o filho da paciente Silvana?
OTÁVIO – (levanta-se na mesma hora assim que escuta a voz do médico) Sou eu! Como está a minha mãe? (Eduardo levanta-se logo em seguida, fica ao lado de Otávio)
MÉDICO – Bem… sua mãe era uma mulher bastante forte. Ela vinha lutando esses últimos meses contra a doença que ela tinha muito bem. Mas… infelizmente ela acabou perdendo a batalha.
OTÁVIO – (começa a chorar) Não. Minha mãe não…
MÉDICO – Sinto muito, filho!
OTÁVIO – Não! (Eduardo o abraça) Minha mãe morreu, Eduardo! Estou sozinho agora! Minha mãe me deixou! (Eduardo sente vontade de chorar também, mas se mantém forte consolando o amigo)

Dia Seguinte…

[CENA 04 – CEMITÉRIO SANTA CECÍLIA/ TARDE]
(Otávio está ao lado do tumulo de sua mãe que havia acabado de ser fechado. Algumas pessoas que vieram para o enterro estão indo embora, ficando apenas Eduardo que estava logo atrás do tumulo)
OTÁVIO – (tocando no túmulo) A senhora não precisa se preocupar. (limpa uma lágrima) Prometo que irei saber cuidar de mim. (brinca) Prometo que não tocarei fogo na nossa casa. (solta um leve sorriso) Mesmo assim, eu sei que de onde a senhora estiver, a senhora vai estar de olho em mim. (levanta-se, Eduardo se aproxima)
EDUARDO – Fique o tempo que precisar, Otávio. Pedi um dia de folga para a Laila, então fique à vontade.
OTÁVIO – Eu estou bem! (caminha até ele) Preciso voltar para a casa agora. Preciso tomar uma decisão.
EDUARDO – Ok. (Otávio olha novamente em direção ao túmulo de sua mãe)
OTÁVIO – Prometo visitá-la sempre que der, mãe! (Eduardo oferece o ombro para ele, e os dois saem do cemitério. Não tão distante dali, está Saulo observando-os. Assim que os garotos vão embora, Saulo se aproxima do túmulo)
SAULO – (coloca uma rosa branca no túmulo, um pouco triste) Eu sinto muito, Silvana! Otávio não ficará sozinho, te garanto isso.

Anoitecendo…

[CENA 05 – CASA DE ANA/ SALA/ NOITE]
(Ana e Junior estão na sala esperando a visita de Gustavo. Junior aparentemente está nervoso, Ana percebe)
ANA – Tudo bem, pai?
JUNIOR – Sim. Só estou achando estranho essa demora do seu tio.
ANA – Talvez ele tenha se atrasado no trânsito, sei lá. Sabe como é está cidade.
JUNIOR – Pode ser. (Junior levanta-se e começa a andar de um lado para o outro)
ANA – Por que o senhor nunca me contou dele?
JUNIOR – Nunca contei por que… bem, por que eu e o seu tio nunca fomos próximos, entende?!
ANA – Vocês não se gostavam?
JUNIOR – Mais ou menos isso. Digamos que no início da minha história com a da sua mãe, seu tio não aprovava a nossa relação. (campainha toca)
ANA – Bem, deve ser ele. (Junior caminha até a porta apressado, a abre)
GUSTAVO – Boa noite, Junior! Desculpa a demora. (Junior o deixa entrar e os dois caminham até a sala) Boa noite, Ana. Trouxe um presente para você.
ANA – Para mim?! (levanta-se, recebe o presente, o abre em seguida) Uau, é linda.
GUSTAVO – Deixa eu colocar para você. (recebe a pulseira dela e coloca-a no pulso de Ana) Ficou linda em você.
ANA – Também achei. O que o senhor achou, pai?
JUNIOR – (meio sem jeito) Ficou linda!
GUSTAVO – Será que você poderia deixar eu e seu pai um pouco a sós. Gostaria de ter uma conversinha com ele antes.
ANA – Tá. Vou está lá no meu quarto.
GUSTAVO – Obrigado. (Ana vai para o quarto, Gustavo foca em Junior)
JUNIOR – Então? Por que você voltou?
GUSTAVO – Ana está cada vez mais parecida com a minha irmã.
JUNIOR – Diga logo para o que você veio, Gustavo?
GUSTAVO – Ok. Estava tentando conversar com você, tantos anos sem a gente se ver, pensei que quisesse colocar o papo em dia.
JUNIOR – Não somos amiguinhos.
GUSTAVO – É bom sermos. Sabe que foi graças a mim, que você conseguiu ficar com a Ana.
JUNIOR – O que você quer?
GUSTAVO – Bem, legalmente você tem a guarda da Ana, então eu tenho que pedir sua autorização.
JUNIOR – Autorização para que?
GUSTAVO – Quero que a Ana venha passar as férias dela comigo em Madrid!

[CENA 06 – CASA DE PEDRO/ Q. DE PEDRO/ NOITE]
(Pedro está deitado em sua cama, ouvindo algumas músicas. Chega uma mensagem em seu celular)
ANDRÉA POR MENSAGEM – “Boa noite, concorrente!” “Preparando para amanhã?”
PEDRO – (sorri) “Estou sim” “E você?”
ANDRÉA POR MENSAGEM – “Já nasci preparada” “Então, que vença o melhor amanhã! Que no caso será eu.”
PEDRO – “Ou eu!” (sorri, guarda o celular novamente, volta a ouvir suas músicas pensativos)

[CENA 07 – CASA DE ANA/ SALA/ NOITE]
(Junior anda pela a sala, surpreso)
GUSTAVO – Quero que ela conheça onde eu moro. Conheça um pouco do que eu faço.
JUNIOR – E se eu não deixar?
GUSTAVO – Qual é, Junior? Que mal tem você liberar a garoto pra passar um tempo comigo?
JUNIOR – Você pode fazer a cabeça dela contra mim.
GUSTAVO – Você a criou durante esses anos todo, e tem medo que eu a tire de você somente em algumas semanas.
JUNIOR – Seu estilo de vida é diferente do meu, Gustavo. Qualquer garota na idade dela se impressionaria fácil.
GUSTAVO – Parece que você não exerceu seu papel de pai direito. Mas, só porque tenho uma pequena consideração por você, vou deixar você conversar com ela hoje à noite. Amanha eu venho e busco a minha resposta.
JUNIOR – Isso não pode ser decidido assim rápido.
GUSTAVO – Bem, você tem até a amanhã para dar minha resposta. Caso contrário, eu mesmo irie falar com ela. Diga a Ana que tive que ir, porque surgiu um imprevisto. (caminha em direção a porta) Mas eu mandei um beijo para ela. Até amanhã, Junior. (Junior caminha até a porta, a fecha seguida. Retorna para a sala pensativo)

Amanhecendo…

[CENA 08 – CASA DE OTÁVIO/ SALA/ DIA]
(Otávio não conseguiu dormir, passou a noite inteira sentado no sofá, pensando. Ele percebe que amanheceu, devido ouvir alguns pássaros cantando lá fora. Levanta-se em direção a cozinha, mas alguém bate na porta nesse momento)
OTÁVIO – (indo em direção a porta) Quem é?
SAULO – Sou eu, filho.
OTÁVIO – Vai embora!
SAULO – Por favor, filho… vamos conversar.
OTÁVIO – (grita) Eu já disse para você ir embora!
SAULO – Eu tenho um recado da sua mãe. (Otávio fica parado por alguns segundos) Filho?
OTÁVIO – Você está mentindo. Não tem recado nenhum.
SAULO – Não, não estou. Sua mãe me procurou poucos dias antes de morrer. (Otávio caminha até a porta, a abre rapidamente) Oi, filho!
OTÁVIO – Não me chama de filho.
SAULO – Será que eu posso entrar, para podermos conversar?
OTÁVIO – (sério) Não. Você vai me dizer aqui qual é o recado da minha mãe e depois vai sumir da minha vida. Entendeu? (Saulo olha sério para ele)

[CENA 09 – UNIVERSIDADE DO RIO DE JANEIRO/ SALA RESERVADA/ DIA]
(a reitora da universidade de música de Nova York, junto com outras duas mulheres, estão sentadas com as fichas dos candidatos em cima da mesa. Atrás delas, está uma fileira de 6 cadeiras, onde estão os candidatos, com exceção do Pedro que ainda não havia chegado)
ELIZABETH – Bem, acho que podemos começar!
MARLETE – Ainda não reitora. Ainda falta um candidato. (mostrando a ficha de Pedro)
ELIZABETH – Quem? (no momento que iria receber a ficha dele, Pedro entra na sala)
PEDRO – Bom dia. Licença, é aqui que vai ser a audição…
MARLETE – Bom dia! É sim.
PEDRO – Desculpem o atraso.
MARLETE – Sem problema. (embora Marlete esteja demostrando ser simpática com Pedro, ele percebe que Elizabeth não ficou tão feliz com o atraso dele) Queira se sentar ali com os demais candidatos.
PEDRO – Ok. (caminha até os demais candidatos, senta-se ao lado de Andréa)
ANDRÉA – Pensei que tivesse desistido.
PEDRO – O ônibus se atrasou. Acho que não comecei bem.
ANDRÉA – Relaxa, vai dar certo! (solta um sorriso)
MARLETE – (se levanta, caminha até o meio da sala) Bom dia a todos! Bem, antes de iniciarmos com as audições, quero passar algumas informações a vocês. As audições ocorrerão em ordem alfabética. Creio que todos leram o edital e estão por dentro de todos os requisitos… (enquanto Marlete explicava algumas coisas, Pedro cochichava com Andréa)
PEDRO – Eu acabei nem lendo este edital. Você leu?
ANDRÉA – Li por alto. Mas relaxa, não tem nada importante nele. (solta um outro sorrisinho para Pedro)
MARLETE – Alguém tem alguma dúvida? (ninguém levanta a mão) Bem, então vamos dar inicio as audições. (volta para a mesa e chama o primeiro candidato) Andréa Oliveira! (Andréa levanta-se, feliz por ter sido a primeira. Caminha até o centro da sala)
ANDRÉA – Bom dia. Me chamo Andréa Oliveira e irei cantar What About Us. (olha para a banda que estava ao lado, que começa a tocar)

[CENA DE MÚSICA – WHAT ABOUT US (PINK)]

La da da da da, la da da da da 1
Da da da

We are searchlights, we can see in the dark
We are rockets, pointed up at the stars
We are billions of beautiful hearts
And you sold us down the river too far

What about us?
What about all the times you said you had the answers?
What about us?
What about all the broken happy ever afters?
What about us?
What about all the plans that ended in disaster?
What about love? What about trust?
What about us?

We are problems that want to be solved 2
We are children that need to be loved
We were willin’, we came when you called
But, man, you fooled us, enough is enough, oh

What about us?
What about all the times you said you had the answers?
What about us?
What about all the broken happy ever afters?
Oh, what about us?
What about all the plans that ended in disaster?
Oh, what about love? What about trust?
What about us?

Oh, what about us?
What about all the plans that ended in disaster?
What about love? What about trust?
What about us?

Sticks and stones, they may break these bones 3
But then I’ll be ready, are you ready?
It’s the start of us, waking up, come on
Are you ready? I’ll be ready
I don’t want control, I want to let go
Are you ready? I’ll be ready
‘Cause now it’s time to let them know
We are ready, what about us?

What about us?
What about all the times you said you had the answers?
So what about us?
What about all the broken happy ever afters?
Oh, what about us?
What about all the plans that ended in disaster?
Oh, what about love? What about trust?
What about us?

What about us?
What about us?
What about us?
What about us?
What about us?
What about us?

1. Andréa decide cantar tocando-se para um ponto só, decide então olhar para frente durante a parte inicial da música. Pedro sorri e torce por sua amiga.
2. Elizabeth anota algumas coisas na ficha de Andréa, Pedro a observa. Andréa continua focando-se para frente, mantendo-se calma durante a música.
3. Pedro observa frenquentemente Elizabeth anotando várias coisas na ficha de Andréa. Andréa percebe, e desvia sua atenção para a banca. Anda um pouco pela sala, repara em Pedro torcendo.
4. Retorna para a posição inicial, encerra a música e espera ser aplaudida.

ELIZABETH – Parabéns! (Andréa agradece, retorna para sua cadeira)
PEDRO – Só parabéns? Pensei que ela fosse falar mais coisas. Do tanto que ela anotou durante sua apresentação.
ANDRÉA – Mas ela gostou. Tenho certeza!
PEDRO – Tá.
MARLETE – Brendo Samuel! (o próximo candidato levanta-se em direção ao meio da sala)

[CENA 10 – CASA DE ANA/ SALA/ DIA]
(Ana está sentada no sofá mexendo no celular, Junior vem da cozinha em direção à sala)
ANA – É já que eu vou ajuda-lo, pai.
JUNIOR – Sem problema, filha. (senta-se ao lado dela) Na verdade, eu gostaria de conversar algo com você.
ANA – O que? (o percebe preocupado)
JUNIOR – Quero que você pense com calma a decisão que você irá tomar, e independente qual que seja, eu irei apoiar como sempre.
ANA – Parece ser sério?!
JUNIOR – Um pouco. É sobre o seu tio.
ANA – O que tem ele?
JUNIOR – Ele quer que você vá passar as férias com ele em Madrid! (Ana larga o celular, surpresa)

[CENA 11 – UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO/ SALA RESERVADA/ DIA]
(após a apresentação de mais um candidato, Pedro volta a cochichar novamente com Andréa)
PEDRO – Será que essa mulher só sabe falar parabéns?! A menina mandou muito bem, nem palmas ela bateu.
ANDRÉA – Ela não contou tão bem assim não.
PEDRO – Percebeu, que esse é o terceiro participante e todos cantaram músicas intranacionais?
ANDRÉA – Não, não percebi.
PEDRO – Talvez eu seja o diferente todos! Quem sabe isso não me dar um pontos extras.
ANDRÉA – Quem sabe! (sorri) Melhor você se concentrar que o próximo é você.
MARLETE – Pedro Rodrigues. (Pedro levanta-se sorrindo, caminha até o meio da sala)
PEDRO – Bom dia. Me chamo Pedro e irei cantar Esquecimento, da banda Skank. (alguns participantes começam a ri. Pedro estranha)
MARLETE – Desculpa, mas… essa música é brasileira?
PEDRO – Sim. (os participantes riem novamente, inclusive Andréa. Pedro olha para ela confuso)
MARLETE – Você leu o edital?
PEDRO – Não chegue a ler ele completo, mas…
MARLETE – O item 8 do edital tem especificando que serão consideras apenas músicas estrangeiras, preferencialmente músicas em inglês. (Pedro olha para Andréa e agora entende o motivo dela estar rindo) Caso seja cantada uma música que não é internacional, o candidato será eliminado na hora. (Pedro começa a ficar nervoso, repara na cara de felicidade de Andréa) Você tem alguma música internacional preparada para cantar pra gente? (Pedro continua parado no meio da sala, repara em Elizabeth olhando séria para ele)

Continua no Capítulo 61…

POSTADO POR

Anderson Silva

Anderson Silva

Um carinha qualquer apaixonado por música e contador de histórias. Atualmente é autor de A Nossa Canção.

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