Capítulo 62 | No Escuro – Minha Canção

[CENA 01 – COLÉGIO ESTADUAL OLIVEIRA SANTOS/ PÁTIO/ DIA]
RAMON – (sentando-se junto com Pedro) Também não precisa exagerar, Pedro. Certo que o que a Andréa fez foi errado e tal, mas…
PEDRO – Desculpa, Ramon. Sei que você gosta dela, mas não tenho como perdoar a Andréa neste momento. (Andréa aparece no pátio, ao ver Pedro, começa a ignorá-lo direto para o outro lado) Está vendo?!
RAMON – Eu vou tentar falar com ela, talvez consiga fazer algo.
PEDRO – Não vale a pena, cara. (levanta-se) Você só vai perder seu tempo. (caminha direto em direção as salas, Ramon o observa, em seguida olha para Andréa que está sentada em um dos bancos sozinha e mexendo no celular)

[CENA 02 – CASA DE ANA/ SALA/ DIA]
(Junior e Gustavo continuam se encarando)
JUNIOR – Será que tem que ser agora? É meio que eu estou atrasado…
GUSTAVO – Não se preocupa, pode ser aqui fora mesmo, serei breve. Você tinha dito que iria conversar com a Ana sobre ela passar as férias comigo. Vejo que você não conversou direito com ela.
JUNIOR – Eu conversei, mas eu não posso obrigá-la a viajar contigo.
GUSTAVO – Eu sou o tio dela, Junior. Você não pode tirar esse direito de mim.
JUNIOR – Calma, que eu não estou tirando o direito de ninguém. Se você realmente quer ter essa conversa, melhor você voltar uma outra hora. (saindo de casa, fechando a porta em seguida) Realmente preciso ir para o trabalho.
GUSTAVO – Você sabe que fui eu quem ganhou a guarda da Ana, não sabe?!
JUNIOR – (sério) Sei muito bem!
GUSTAVO – Que bom. (os dois se encaram por alguns segundos) Espero que volte a conversar com ela sobre este assunto, e que dessa vez você consiga convencê-la. (vai embora em seguida, Junior continua parado em frente à sua porta, preocupa-se)

[CENA 03 – CASA DE OTÁVIO/ SALA/ DIA]
(Otávio entra na sala e caminha até seu piano, fica alguns segundos parado ao lado dele. Em seguida caminha até o sofá, senta-se. Fica alguns segundos imóvel, olha para o lado, leva sua mão até as almofadas, até sentir a caixa de pizza que comeu na noite anterior com Eduardo. Sorri, em seguida fica pensativo. Após ficar alguns segundos imóvel novamente, sua barriga começa a roncar. Levanta-se do sofá, caminha até a cozinha, com a caixa de pizza nas mãos)

[CENA 04 – COLÉGIO ESTADUAL OLIVEIRA SANTOS/ REFEITÓRIO/ DIA]
(Pedro está lanchando com Dácio, Ramon entra no refeitório e repara que Andréa está sozinha. Olha para a mesa de Pedro, olha para a mesa de Andréa e fica indeciso onde sentar. Volta a olhar para a mesa de Pedro e ao vê-lo conversando animado com Dácio, ao contrário de Andréa que está sozinha, acaba decidindo ir até ela)
RAMON – (sentando-se em frente dela) Oi!
ANDRÉA – Não quis sentar com o seu amiguinho?
RAMON – Ele está com companhia, você não.
ANDRÉA – Estou bem sozinha.
RAMON – Ninguém está bem sozinho. E quero te falar que se você precisar de ajuda para encontrar algo em que você possa acreditar novamente, pode contar comigo.
ANDRÉA – E você vai deixar sua banda de lado?
RAMON – Não. Posso muito bem cuidar da banda e de você. (segura na mão dela, ela puxa em seguida)
ANDRÉA – Você está fazendo isso, até sua banda ficar famosa e você me esquecer.
RAMON – Por que você fica dizendo isso? Com esse tom de inferioridade?
ANDRÉA – Porque eu sou uma perdedora, Ramon. É isso que eu sou. Eu não consegui ganhar o programa Sua Canção. Não consegui entrar para a universidade de música. Eu não consigo nada nessa vida. (sente vontade de chorar, mas acaba segurando) Eu sou um fracasso…
RAMON – Não diz, você é talentosa…
ANDRÉA – Se eu fosse mesmo não estaria aqui. Eu não tenho talento algum, está bem. Agora será que tem como me deixar sozinha. (finge mexer no celular, Ramon a observa, querendo fazer alguma coisa para ajudá-la)
RAMON – Acho que… (levanta-se) tudo o que você precisa é de um tempo. (se afasta da mesa, olha mais uma vez para ela, que continua focada no celular. Ramon se afasta, indo em direção a saída do refeitório. Manuela entra em seguida junto com suas amigas)
MANUELA – (caminhando até uma mesa vazia, próxima a de Pedro) Estou tão nervosa, meninas. Sério, nunca senti isso.
ÉSTER – Relaxa, que se você continuar assim, você travará na gravação.
THALITA – Não quer ser eliminada antes mesmo do programa começar, quer?
MANUELA – Não, não quero. É que estou muito indecisa em relação a música que irei cantar. E se os jurados não gostarem? Ou pior e se o público de casa não gostar?
ÉSTER – Você está se preocupado demais sem necessidade. A gente não falou que iria cuidar de suas redes sociais para você?! Que iriamos atrair mais seguidores assim que o programa começasse.
MANUELA – Sim, falaram.
ÉSTER – Pois então relaxa, que vai dar tudo certo. Concentra-se em sua música.
MANUELA – Se eu tivesse ao menos o Marcelo para me ajudar. Mas depois do que eu fiz, ele tem me tratado diferente.
THALITA – (olhando para Pedro) Bem, talvez exista uma outra pessoa que possa te ajudar com isso. (aponta para Pedro, Manuela vira-se para trás e sorri)
MANUELA – Claro. Pedro é irmão de Alice, canta tão bem quanto ela. Ele certamente vai saber me ajudar. (levanta-se e caminha até a mesa dele, as meninas fazem o mesmo)
DÁCIO – E você já começou a olhar alguns apartamentos em Nova York?
PEDRO – Não, ainda não. Nem sei se vou entrar. Dizem que a última etapa só são os melhores do mundo inteiro. (Manuela aparece ao lado dele)
MANUELA – Olá, meninos.
PEDRO – Olá. (Dácio não responde, apenas olha para elas, desconfiado)
MANUELA – Pedro, sei que você participou daquele programa de bandas, Band Night, não é esse o nome?
PEDRO – É sim.
MANUELA – Bem, eu fui aprovada para participar do programa de música Sua Canção, e as gravações será na próxima semana. No entanto, estou um pouco indecisa na música que irei cantar. Gostaria de saber se você poderia me ajudar?
PEDRO – (olha para Dácio, que dá de ombros) Olha… eu não sei se sou a pessoa certa para isso. Não tenho um conhecimento musical amplo assim.
MANUELA – Eu já te vi cantar no programa. Até já cantei com você, lembra?
PEDRO – Lembro. (ri) Lembro, sim.
MANUELA – Então? Eu só preciso de uma dica, se a minha música está boa ou não. (Pedro volta a olhar para Dácio, que não sabia o que dizer)
PEDRO – Ok, está bem.
MANUELA – Sério! (o abraça de surpresa, Andréa ver a cena toda, fica enciumada) Obrigada, Pedro. De verdade, muito obrigada.
PEDRO – Não precisa agradecer.
MANUELA – Pode ser hoje na minha casa?
PEDRO – Na sua casa?
MANUELA – É.
PEDRO – Estava pensando em um lugar mais público, tipo a lanchonete do Ivo, talvez?
MANUELA – Não. Não pode ser lá. Certamente lá vai tá cheio de pessoas, e não quero que elas ouçam minha música antes do programa ir ao ar.
PEDRO – É, faz sentido.
MANUELA – Então? Pode ser na minha casa?
PEDRO – Tá. Você me passa seu endereço, que eu vou lá.
MANUELA – Ok. Assim que voltarmos para a sala, eu anoto meu endereço para você. (volta abraçá-lo, novamente de surpresa) Obrigada, Pedro!
PEDRO – Não precisa agradecer! (Manuela sorri para ambos, se afasta da mesa em seguida, sendo acompanhada por suas amigas)
DÁCIO – Estava vendo a hora dela sentar em seu colo.
PEDRO – (ri) Confesso que por essa eu não esperava.
DÁCIO – Boa sorte para ajudar essa daí.

Mais Tarde…

[CENA 05 – LANCHONETE DO IVO/ TARDE]
(Alan e Ana estão lanchando, enquanto Ana conta sobre sua possível viagem para Madrid)
ALAN – Você acha que esse cara possa estar com segundas intenções?
ANA – Não, quer dizer não sei. Eu não conheço nada desse cara que diz ser meu tio. Cresci praticamente sem nenhuma informação dele. Agora, ele aparece querendo que eu viaje para Madrid. É pedir demais, não acha?
ALAN – E o que seu pai achou?
ANA – Ele disse que me apoiaria independente da escolha que eu fizesse, mas eu não vou viajar com esse cara.
ALAN – Ainda bem. (segura nas mãos dela) Porque seria uma eternidade passar as férias sem você aqui. (Ana sorri)
ANA – Vamos passar as férias juntos, além do mais, eu disse que iria te ajudar a se preparar para entrar naquela escola de dança.
ALAN – Falando nisso…. (solta da mão dela) … eu estou criando uns passos de dança, não são vários, mas acredito que possam impressionar.
ANA – Sério? Posso vê-los?
ALAN – Preciso aperfeiçoar alguns ainda, mas assim que estiverem prontos, garanto que mostro a você.
ANA – Qual é? Deixa-me vê-los, por favor.
ALAN – Não seja curiosa, ainda estou praticando-os. (sorri, Ana o observa por alguns segundos, até que tem uma ideia)
ANA – Está bem. (segura a mão dele novamente) Só lembre-se que assim não tenho como te ajudar. (se concentra, tenta ver Alan ensaiando. Em poucos segundos, Ana consegue ver Alan dançando no quarto dele, sua visão é curta, mas consegue ver alguns passos)
ALAN – (repara que ela ficou estranha) Ana? Tudo bem?
ANA – (soltando da mão dele) Estou. (sorri) Não vejo a hora de ver seus passos de dança. (Alan sorri de volta, sem entender o que a animou daquele jeito)

[CENA 06 – CASA DE MANUELA/ Q. DE MANUELA/ TARDE]
(Pedro está sentado na cama de Manuela, enquanto a mesma havia ido pegar alguma coisa na sala. Minutos depois ela entra no quarto)
MANUELA – Desculpe a demora, Pedro.
PEDRO – Sem problema. (guarda o celular, presta atenção nela) Então, qual é a música que você escolheu para cantar?
MANUELA – (caminha até a caixa de som, escolhendo-a) Não foi uma tarefa fácil escolher está música, tinha tantas opões, que ficou quase que impossível encontrar a música perfeita. Mas eu sabia de uma coisa, eu queria que fosse um clássico.
PEDRO – Um clássico?
MANUELA – Isso. Por isso espero que você curta. (dar play na música, vira-se para Pedro e começa a cantar Ashes, de Céline Dion. Ele começa a prestar atenção em Manuela, e percebe algo. Manuela caminha pelo quarto, tentando transmitir o sentimento que a música passava. Pedro percebe que ela não estava conseguindo, levanta-se e caminha até a caixinha de som, pausando a música) Eu acabei de chegar no refrão, por que você pausou?
PEDRO – Bem… deixa eu ver como vou conseguir passar isso.
MANUELA – A música não é boa?
PEDRO – Não, pelo contrário, ela é linda. No entanto, você não está conseguindo passar o sentimento que a música quer trazer.
MANUELA – Como assim?
PEDRO – Por que você escolheu está música?
MANUELA – Além dela ser de uma das cantoras mais famosas do mundo?!
PEDRO – Não, você não entendeu minha pergunta. Você pretende passar algo para os jurados e para o pessoal de casa quando estiver cantando naquele palco, certo?
MANUELA – Sim.
PEDRO – Então o que você pretende passar ao ter escolhido está música?
MANUELA – (fica alguns segundos pensativa, sem saber o que responder) Eu não sei. (caminha até a cama) Eu percebi que a maioria dos candidatos começam com uma música internacional, e que tem mais chances de agradar o público.
PEDRO – (caminha até ela) Eu acredito que quando as pessoas participam de um programa desse, elas querem mostrar a canção que vem de dentro delas. Não o que a maioria costuma ouvir. Elas querem mostrar a voz delas, as músicas que as representem, acredito que dessa forma elas conseguem tocar o público de verdade. Quando eu cantei com você naquele dia, eu cantei com uma Manuela totalmente diferente da que estou vendo hoje.
MANUELA – Aquela Manuela era tímida, tinha vergonha das pessoas.
PEDRO – Não foi o que me pareceu naquele dia. Você precisa mostrar para o público, quem é você de verdade. E não criar uma personagem, se for assim, garanto que você não irá longe no programa. (Manuela senta-se na cama, decepcionada)
MANUELA – Isso significa que não tenho chance alguma.
PEDRO – Não foi isso o que eu quis dizer. (senta-se ao lado) Eu disse, que você precisa cantar as músicas que vem de dentro de você. Posso ver sua playlist? (Manuela entrega seu celular para Pedro, levanta-se e começa a procurar alguma música que seja melhor para ela) Olha, parece que encontrei uma aqui que vai trazer aquela Manuela de volta. (dar play na música, coloca o celular ao lado da caixinha e começa a cantar)

[CENA DE MÚSICA – NO ESCURO (SANDY part. MARIA GADÚ)]

[PEDRO]
A lua cheia virou minguante 1
O suor secou
O seu cheiro saiu da minha pele
O beijo evaporou
As suas marcas se apagaram de mim
E eu não quero assim

De você, só quero tudo 2
No claro e no escuro

[MANUELA E PEDRO]
A gente se acerta no escuro
Te vejo no escuro

[MANUELA]
Me devolve o aperto do abraço 3
Que me libertou
Te devolve pra mim e eu me encaixo
No seu tom
Quero morar naquele tempo sem fim
E eu só quero assim

De você, só quero tudo
No claro e no escuro
A gente se acerta no escuro
Te vejo no escuro

Todo dia eu me transporto 4
Pro amassado do lençol
Que me desconfigurou
E me consertou

[MANUELA E PEDRO]
No claro e no escuro
A gente se acerta no escuro
Te vejo no escuro
Te vejo no escuro

1. Pedro começa a cantar, olhando para Manuela tentando animá-la. Manuela, porém, estava decepcionado por ter falhado na sua escolha da música. Mesmo assim, Pedro continua tentando animá-la, a puxa da cama e começa a dançar com ela, e acredita que ela irá cantar a qualquer momento.
2. Pedro continua cantando sozinho, mas ao perceber que Manuela estava começando a se divertir, de repente ela começa a cantar. Os dois cantam e dançam de mãos dadas pelo quarto.
3. Pedro solta Manuela e a deixa cantando e dançando sozinha, senta-se na cama a observando feliz. Manuela caminha pelo quarto animada, se sentindo a vontade cantando aquela música.
4. Manuela volta a se aproximar de Pedro o puxa de volta, porém ela continua cantando sozinha. No final da música, os dois voltam a cantar novamente. A música termina os dois estão um de frente para o outro.

PEDRO – Essa é a Manuela que eu conheço.
MANUELA
– Obrigada, Pedro. (o abraça, ambos sorriem)

Anoitecendo…

[CENA 07 – CASA DE ANA/ COZINHA/ NOITE]
(Ana e Junior estão jantando em silêncio, Junior está pensativo)
ANA – (estranhando o silêncio) O dia não foi bom, papai? (Junior continua viajando em seus pensamentos) Pai?
JUNIOR – (voltando a realidade) Disse alguma coisa, filha?
ANA – O senhor estava longe, hein? Perguntei se o dia tinha sido bom?
JUNIOR – Foi, quer dizer… Foi mais ou menos. Cheguei atrasado no serviço hoje, tive que ficar até mais tarde.
ANA – Eu percebi.
JUNIOR – (os dois voltam a ficar em silêncio, até que Junior tenta puxar aquele assunto novamente) Sabe filha… eu estava pensando e acho que seria bom você conhecer Madrid.
ANA – O que?
JUNIOR – Sei lá, sua mãe e seu irmão eram próximos, acredito que se ela estivesse viva, ela iria gostar que vocês se aproximassem.
ANA – E por que ele não tenta se aproximar aqui? Tem que ser em Madrid isso?
JUNIOR – É porque o Gustavo tem uma vida lá, ele não pode deixar as coisas dele e passar muito tempo aqui.
ANA – O senhor está defendendo ele agora?
JUNIOR – Não que eu esteja defendendo-o, só acho que…
ANA – (interrompendo-o) Está decidido, papai. Eu não vou passar as férias com aquele cara. (levanta-se, caminha até a pia) Pode deixar que eu lavo as louças depois. (saí da cozinha, Junior também para de comer, preocupado de como convenceria sua filha)

[CENA 08 – CASA DE OTÁVIO/ SALA/ NOITE]
(Otávio está sentado na sala com a barriga roncando. Ele passa a mão em sua barriga, e aparentemente começa a doer. Desde o café da manhã que ele não come nada. Campainha toca nesse momento. Levanta-se, caminha em direção a porta)
OTÁVIO – Quem é?
EDUARDO – Sou eu, Otávio.
OTÁVIO – (abrindo a porta, um pouco surpreso) Edu? O que faz aqui?
EDUARDO – Vi trazer uma pizza.
OTÁVIO – Mas eu não pedi pizza.
EDUARDO – Eu sei… (brinca) …mas imaginando a tragédia que aconteceu ontem, imaginei que precisaria de uma hoje também.
OTÁVIO – (ri, mas em seguida fica sério) Desculpa, mas eu já jantei.
EDUARDO – Ah, é? O que?
OTÁVIO – Consegui fritar alguns ovos e comi com o que tinha aqui.
EDUARDO – E o que tinha aí?
OTÁVIO – Tinha… (não sabe o que dizer) … importa que eu já jantei. Obrigado por ter vindo até aqui.
EDUARDO – (percebe que ele estava mentindo) Mesmo assim, essa pizza já está paga, não posso voltar com ela.
OTÁVIO – Fique para você.
EDUARDO – Tenho que fazer algumas entregas ainda. Se você quiser dividir ela comigo depois? (Otávio fica pensativo, sua barriga ronca novamente, Eduardo escuta) Olha só, para alguém que já jantou, parece que está com fome novamente. (pega a mão dele, entregando a pizza) Qual é, Otávio? Aceita, eu sei que você não jantou.
OTÁVIO – Não jantei mesmo. (acaba pegando a pizza) Mas eu pretendo pagá-la.
EDUARDO – Não será necessário, como eu disse, a pizza já está paga.
OTÁVIO – Obrigado, cara! (caminha até ele e o abraça) Você tem sido um amigão, de verdade! (Eduardo sorri)
EDUARDO – Boa noite!
OTÁVIO – Boa noite. (Eduardo caminha até sua moto, monta e vai embora. Otávio fecha a porta, volta para o sofá, abre a pizza e começa a comê-la, feliz)

[CENA 09 – CASA DELLE ROSE/ Q. DE LARISSA/ NOITE]
(Larissa está mexendo em seu celular, ouvindo algumas músicas na internet, que nem repara Nathaniel entrando em seu quarto)
NATHANIEL – Larissa, você não vai acreditar quem está lá fora. (repara que ela não ouviu, se aproxima dela) Larissa?
LARISSA – (retirando os fones) Oi, Nathan! Estou indo para o salão já.
NATHANIEL – Acho melhor você se preparar antes de ir.
LARISSA – Por que?
NATHANIEL – Você não vai acreditar quem está lá fora.
LARISSA – (levanta-se, curiosa) Quem, Nathan? (Nathan a encara, em silêncio)

[CENA 10 – CASA DE PEDRO/ Q. DE PEDRO/ NOITE]
(Pedro está sentado em sua cama estudando para as provas que se aproximam, acaba lembrando de Carol. Pega seu celular, procura pelo contato dela e pensa em lhe enviar uma mensagem. Acaba desistindo, coloca o celular ao lado e volta ao estudar. Mas sua cabeça ainda estava em Carol. Pega o celular novamente, procura o contato dela, o observa por alguns segundos pensativo. Começa a digitar uma mensagem, mas acaba apagando-a. Olha para a foto dela novamente, e ao invés de digitar, decide ligar. Coloca o celular no ouvido, o número começa a chamar, ele fica ansioso esperando-a atender. Celular chama algumas vezes, e imaginando que ela não atenderia, pensa em desligar, no entanto, alguém atende do outro lado)
PEDRO – (animado) Alô, Carol?!

[CENA 11 – CASA DE OTÁVIO/ SALA/ NOITE]
(Otávio termina de comer a pizza, satisfeito, está encostado no sofá, quase agarrando no sono. Campainha toca e imaginando que seja Eduardo, caminha diretamente até ela, abrindo sem perguntar)
OTÁVIO – (sorri) Trouxe outra pizza, Edu?
SAULO – (em frente à porta, com sua outra esposa) Olá, filho. (Otávio fica sério em seguido)
OTÁVIO – O que você está fazendo aqui?
SAULO – Quero te apresentar a minha família. Eu trouxe a minha mulher para vocês se conhecerem.
ESPOSA – Olá, Otávio. Seu pai falou muito bem de você. (Otávio não responde, apenas olha em direção a voz da mulher, ainda sério)

[CENA 12 – CASA DE JUNIOR/ SALA/ NOITE]
(Junior está sentado na sala, pensativo em como vai conseguir resolver está situação. Campainha toca e imaginando que seja Gustavo, vai atender um pouco nervoso)
GUSTAVO ­– (entrando em casa, sem pedir permissão) Então, Junior? Espero que você tenha conseguido conversar com ela, e tenha a convencido de passar as férias comigo. (Junior fecha a porta, caminha até ele, o encara em silêncio)

[CENA 13 – CASA DELLE ROSE/ SALÃO/ NOITE]
(Nathaniel e Larissa entram no salão e procuram por Júlio. Ao encontrá-lo tomando alguma coisa no bar, Larissa caminha até ele furiosa)
LARISSA – (puxando o braço dele, que o faz ficar de frente para ela) O que você está fazendo aqui? (Júlio levanta-se do banco, com um sorrisinho no rosto)

Continua no Capítulo 63…

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