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Capítulo 64 | História da Minha Vida – Minha Canção

[CENA 01 – LANCHONETE DO IVO/ TARDE]
(Alan continua esperando por uma resposta de Ana, que foca em sua batata frita)
ALAN – Você vai viajar com o seu tio?
ANA – Eu não tenho outra escolha.
ALAN – Como não tem outra escolha?
ANA – Quem tem a minha guarda, é o meu tio.
ALAN – Como assim? Por que seu tio teria sua guarda?
ANA – (olha para ele) Eu acho que não te contei a história do meu nascimento.
ALAN – Não, não contou.
ANA – Quando eu nasci, meu pai havia acabado de perder a casa onde morava com a minha avó. Havia acabado de perder o emprego, enfim, a situação não estava boa para ele na época. Com a ajuda da Adriana, uma amiga da minha mãe, ele passou um tempo na casa da Carla. Eu era uma recém-nascida, precisava de leite materno, e como a minha mãe havia falecido no parto, não tinha como eu ser amamentada. Então o jeito era ficar morando com a Carla, que na época também havia acabado de ter o Pedro.
ALAN – Onde entra a sua guarda nessa história?
ANA – Meu pai me contou que na época esse irmão da minha mãe, queria me levar para morar com ele. Os dois não se deram bem desde o começo, e meu tio não queria que eu tivesse sido por meu pai. (volta a focar em sua batata frita) Ambos foram até o tribunal para ficarem com a minha guarda. Devido à situação difícil que meu pai estava na época, meu tio acabou ganhando. No dia que ele iria me levar para Madrid, Adriana conversou com ele, e não sei o que ela disse ou fez, mas meu tio havia desistido de me levar. Então, ele me devolveu para meu pai novamente.
ALAN – Seu pai tem sua guarda então?
ANA – Pois é, aí que está. (volta a olhar para ele) Pelo o que parece, meu tio não devolveu a guarda para meu pai. Ela apenas o autorizou, não sei, que eu fosse criada por ele.
ALAN – Sério isso?
ANA – Sim. Agora ele está usando isto, contra meu pai, para que ele me convença a viajar para Madrid. (fica um curto silêncio entre os dois)
ALAN – E o que você pensa em fazer? (Ana o observa, séria) Você pensa em viajar para Madrid?

[CENA 02 – HOSPITAL/ SALA DE OTÁVIO/ TARDE]
(Otávio foi internado após ter desmaiado de fome, Eduardo está ao lado dele, falando com sua chefe por não ter voltado para a pizzaria)
EDUARDO – (um pouco afastado da cama de Otávio, falando baixinho) Desculpa não ter avisado antes, Laila. Mas tive que acompanhar um amigo no hospital. Garanto para você que todas as pizzas foram entregues no tempo, nenhuma atrasou. Quando eu voltar para a pizzaria mostrarei o dinheiro para você. (Otávio desperta, percebe que está deitado em um ambiente que ele não reconhece, mas ouve a voz de Eduardo) Eu não sei quanto tempo vou demorar aqui, mas garanto a você que irei pagar essas horas, está bem. Ou se quiser também, pode descontar do meu salário, sem problema. (ouve algumas reclamações de Laila pelo telefone por alguns segundos, vira-se para Otávio e percebe que ele acordou) Eu ligo para você depois, Laila. Tchau. (desliga e caminha até seu amigo) Como você está, cara?
OTÁVIO – Bem. Só não sei onde estou?
EDUARDO – Eu fui deixar uma pizza na sua casa, aí quando cheguei lá te encontrei desmaiado. Chamei uma ambulância na hora e eles te trouxeram para cá.
OTÁVIO – (senta-se) Estou em um hospital?
EDUARDO – Está. O que você fez? Por que eu te encontrei desacordado no meio da sala?
OTÁVIO – (fica sério por alguns segundos) Não é da sua conta.
EDUARDO – É da minha conta sim, por que você é meu amigo, está bem. E mesmo assim, garanti para sua mãe que não te deixaria sozinho.
OTÁVIO – Que engraçado… parece que todo mundo fez essa promessa para a minha mãe.
EDUARDO – Você vai me explicar porque estava desacordado?
OTÁVIO – Eu estava tentando morrer, é isso que você quer saber? (sente vontade de chorar) Eu não sou ninguém sem a minha mãe. (começa a chorar) Eu pensei que conseguiria ter uma vida independente, viver sozinho, mas não consigo. Eu tenho medo, eu tenho receio de estragar tudo e acabar com as coisas. Por isso eu queria morrer de fome. Por isso eu queria ficar sozinho.
EDUARDO – Eu entendendo o que você está passando. Eu também já perdi alguém que era muito importante para mim. Mas a vida continua, cara. Você não pode se deixar vencer. Ou você acha que a sua mãe ficaria feliz de ver você assim? Desistindo?
OTÁVIO – Eu não consigo tomar de conta daquela casa sozinho, Edu. Como vou conseguir pagar as despesas, se nunca eu trabalhei. Nem sei se há trabalhos para cegos.
EDUARDO – A inclusão hoje tá mais presente no mundo do que você imagina. (segura na mão dele, Otávio olha em direção a elas) A gente pode encontrar algo para você.
OTÁVIO – (olha para ele, puxando sua mão) Não quero dar trabalho para ninguém. Se não me engano, minutos atrás peguei você discutindo com a sua chefe ou estou enganado?
EDUARDO – Eu e a Laila estamos bem. Já nos acostumamos com nossas discussões. O que importa aqui é você. Não acredito que você iria desistir de tudo, cara?! E o programa de música? A gravação será em alguns dias.
OTÁVIO – Eu jamais chegaria ao final deste programa. Para quer perder meu tempo.
EDUARDO – Para com isso! Eu te vi cantar, e você é talentoso pra caralho. (se aproxima dele um pouco mais) Se você se der uma chance mais uma vez, você verá que é capaz disso e muito mais. (Otávio olha em direção a voz de Eduardo, pensativo)

[CENA 03 – CASA DE PEDRO/ SALA/ TARDE]
(Pedro está deitado no sofá olhando para o teto. Lembra-se da música que cantou para Carol na primeira vez que veio para Rio, embaixo da árvore. Lembra que ali foi onde os dois se beijaram pela primeira vez, sorri. Pega seu celular, volta a procurar pelo perfil dele nas redes sociais, mas não a encontra. Volta a focar no teto e tem outras lembranças com ela)

[CENA 04 – RUA/ TARDE]
(Ana está voltando para casa, sendo acompanhada por Alan. Os dois caminham em silêncio até chegarem em frente à casa dela. Ficam de frente um para o outro, Ana continua sem manter contato visual)
ALAN – (ansioso pela a resposta, que até então não teve) Pronto. Está entregue. (Ana não diz nada, caminha em direção a sua casa, Alan a segura pelo braço) Qual é Ana? Este seu silêncio está me matando. Qual é a sua decisão?
ANA – (soltando-se dele) Eu vou fazer o que é melhor para o meu pai.
ALAN – Então você vai viajar com este cara?
ANA – Passarei só o período de férias lá, o que de mal pode me acontecer?! (caminha para sua casa de cabeça baixa, abre a porta, entra, sem olhar para Alan, que a observava. Alan vai embora assim que Ana entra em casa)

Anoitecendo…

[CENA 05 – CASA DE OTÁVIO/ COZINHA/ NOITE]
(Otávio logo foi liberado, afinal, ele só precisava comer. Ao chegar em casa, Eduardo permaneceu ao lado dele, e preparou algo para ambos comerem)
OTÁVIO – (sente o cheiro da comida que Eduardo preparava, embora parecesse delicioso, continuava sério) Sabe que não precisava desse trabalho todo.
EDUARDO – Não é trabalho nenhum. Afinal, eu iria cozinhar de qualquer forma se fosse para casa. (apaga o fogo, caminha até a pia, lava algumas louças, coloca-as ao lado, olha para Otávio) Agora, eu agradeceria se você me ajudasse a colocar a mesa! Ou vai me dizer que você não ajudava sua mãe com isso? (ri, percebe que Otávio riu também. Otávio levanta-se e começa a arrumar a mesa. Eduardo termina de lavar as louças, caminha até o fogão. Minutos depois, os dois estão na mesa um de frente para o outro. Eduardo está comendo, enquanto Otávio continuava ignorando o cheiro da comida que estava a sua frente) Você não vai comer?
OTÁVIO – Estou sem fome.
EDUARDO – Sério? Nossa porque esse macarrão aqui está ótimo. E não foi porque eu fiz não, viu?! É porque realmente ele está ótimo. Você deveria experimentar.
OTÁVIO – O que você quer com isso, Edu?
EDUARDO – Eu quero te ajudar, está bem?! E nem adianta, que de agora em diante você não vai se livrar de mim assim tão fácil.
OTÁVIO – Só falta agora você querer morar aqui.
EDUARDO – Olha que não é uma má ideia. (ri, Otávio fica pensativo) Mas não, tenho minhas coisas lá na pensão. Mas, garanto para você que irei vir mais vezes para cá. Garantir que você continue vivo.
OTÁVIO – (começa a imaginar Eduardo morando com ele, diz baixinho) Até que não seria uma má ideia.
EDUARDO – Vai ficar aí falando sozinho ou vai comer esse macarrão dos deuses? (Otávio sorri, pega o talher e começa a comer)
OTÁVIO – Só vou comer, porque tenho certeza de que esse macarrão não está tudo isso que você está dizendo.
EDUARDO – Experimenta então, para você ver. (Otávio experimenta, saboreia e realmente está bom) Então?
OTÁVIO – É. Tá bom, mas não tá tudo isso também. (Eduardo ri, volta a comer. Os dois comem em silêncio)

[CENA 06 – CASA DE ANA/ COZINHA/ NOITE]
(Junior e Ana estão jantando, ambos em silêncio. Ana ver seu pai apreensivo e sabe o motivo dele está assim)
ANA – Eu andei pensando melhor, pai.
JUNIOR – (olha para a filha) Sobre o que?
ANA – Já que meu tio quer tanto se aproximar de mim, por que não viajar para Madrid com ele. (repara que um pequeno sorriso começa a surgir no rosto de Junior, e como o mesmo começa a ficar mais tranquilo)
JUNIOR – Você tem certeza disso?
ANA – Tenho. Andei pensando melhor e acho que seria bom conhecer Madrid, não é verdade?! Dizem que ela é uma cidade linda, então porque não.
JUNIOR – (embora feliz, preocupa-se) Mas… o que te fez mudar de ideia assim?
ANA – Não sei. Só pensei melhor, por que não, né? Ele é meu tio, creio que não me faria mal algum.
JUNIOR – Isso certamente que não. O Gustavo amava a irmã, certamente ele quer só se aproximar de você.
ANA – Então, vamos dar essa chance para ele!
JUNIOR – Eu vou ligar para ele e avisar da sua decisão, então?!
ANA – Será que poderia dizer isso amanhã? É que, gostaria de aproveitar este nosso jantar em família, sabe?
JUNIOR – (confuso) Tá, está bem. Amanhã então eu aviso para ele. (Ana solta um leve sorriso. Ambos voltam a comer, embora continuassem em silêncio, percebe que seu pai está mais leve)

[CENA 07 – CASA DE OTÁVIO/ SALA/ NOITE]
(Otávio está sentado no sofá, Eduardo após terminar de lavar as louças, vem da cozinha direto para o piano)
EDUARDO – Pronto, louças lavadas.
OTÁVIO – Bem, acho então que é hora de você ir. Imagino que esteja tarde já, e pode ser perigoso você voltar para pensão.
EDUARDO – Eu tive uma ideia melhor. (senta-se no piano, começa a tocar) Enquanto eu estava lavando as louças, me veio uma música na cabeça, e eu gostaria de cantar ela.
OTÁVIO – (levanta-se assim que escuta as notas do piano) Você não vai cantar uma hora dessa, vai?
EDUARDO – Por que não? (começa a tocar, Otávio caminha até ele, para impedi-lo, mas ao ouvir a música parar no meio do caminho, sorri) Além do mais, precisamos te preparar para o programa. (começa a cantar)

[CENA DE MÚSICA – STORY OF MY LIFE (ONE DIRECTION)]

[EDUARDO]
Written in these walls are the stories 1
That I can’t explain
I leave my heart open
But it stays right here empty for days

She told me in the morning
She don’t feel the same about us in her bones
It seems to me that when I die
These words will be written on my stone

And I’ll be gone gone tonight 2
The ground beneath my feet is open wide
The way that I’ve been holdin’ on too tight
With nothing in between

[OTÁVIO]
The story of my life, I take her home 3
I drive all night to keep her warm and time
Is frozen (the story of, the story of)

[OTÁVIO E EDUARDO]
The story of my life I give her hope 4
I spend her love
Until she’s broke inside
The story of my life (the story of, the story of)

[OTÁVIO]
Written on these walls 5
Are the colors that I can’t change
Leave my heart open
But it stays right here in its cage

I know that in the morning now
I see us in the light upon a hill
Althought I am broken
My heart is untamed, still

[EDUARDO]
And I’ll be gone gone tonight
The fire beneath my feet is burning bright
The way that I’ve been holdin’ on so tight
With nothing in between

[OTÁVIO]
The story of my life I, take her home 6
I drive all night to keep her warm and time
Is frozen (the story of, the story of)
The story of my life I give her hope
I spend her love
Until she’s broke inside
The story of my life (the story of, the story of)

[EDUARDO]
And I’ve been waiting for this time to come around
But baby running after you
Is like chasing the clouds

[OTÁVIO]
The story of my life, I take her home 7
I drive all night to keep her warm and time
Is frozen

The story of my life
I give her hope (give her hope)
I spend her love
Until she’s broke inside (until she’s broke inside)

[OTÁVIO E EDUARDO]
The story of my life (the story of, the story of)
The story of my life
The story of my life (the story of, the story of)
The story of my life

1. Otávio se afasta um pouco em direção ao sofá, Eduardo começa a cantar focando-se nas teclas do piano.
2. Eduardo repara em Otávio que havia caminhando para o outro lado da sala. Espera que ele comece a cantar, mas Otávio continuava de cabeça baixa, pensativo.
3. Quase acreditando que iria cantar a música sozinho, Otávio começa a cantar, o que surpreende Eduardo. Presta atenção nele, sorri.
4. Os dois cantam juntos, Otávio se aproxima do piano, parando em frente dele.
5. Otávio canta sozinho, dessa vez indo em direção à um porta retrato que fica ao lado do sofá. Ele o segura, passa os dedos na foto, sorri. Embora não enxergasse sabia que estava tocando na foto de sua mãe.
6. Eduardo continuava tocando o piano e prestando atenção em seu amigo, que aparenta estar mais feliz que antes. Otávio se aproxima novamente do piano, cantando mais animado. Começa a caminhar pela sala, assim que Eduardo começa a cantar.
7. Está ao lado do sofá novamente, olha em direção ao piano, sorri e volta a cantar animado. Se aproxima do piano, e ambos encerram a música. Otávio caminha até Eduardo, que se levanta.

* No decorrer da música, o som de outros instrumentos começam a aparecer.

OTÁVIO – Obrigado, cara! (o abraça)

[CENA 08 – CASA DELLE ROSE/ SALÃO/ NOITE]
(o cabaré está animado, como sempre. Larissa está se divertindo com um cliente, enquanto Nathaniel está no bar junto com Salete)
NATHANIEL – (admirando-a) Ela fica tão linda quando está sorrindo.
SALETE – Fica mesmo. Ela está feliz hoje, porque o Júlio não apareceu por aqui.
NATHANIEL – E espero que nunca mais apareça. Eu fosse a senhora, cancelava esse acordo que vocês fizeram e proibia a entrada desse cara aqui novamente.
SALETE – Até queria, mas não posso arriscar a reputação do nosso cabaré. Larissa compreendeu isto, espero que você também compreenda.
NATHANIEL – Compreendo, claro que compreendo. A sua vida é este cabaré, tanto que em breve todos conhecerão a história dele.
SALETE – (sorri) Como está indo os preparativos para a peça?
NATHANIEL – As meninas estão indo muito bem. Já decoraram todas as suas falas, as coreografias também. Nosso espetáculo tem tudo para dar certo.
SALETE – Fico feliz. Não vejo a hora de assisti-lo. (os dois ficam em silêncio por alguns segundos, Nathaniel repara que Salete ficou séria)
NATHANIEL – Algo a preocupa?
SALETE – Embora o Júlio não tenha aparecido por aqui hoje, eu vi o jeito que ele saiu ontem daqui. Ele estava furioso, meu receio é de que esteja aprontando algo para a nossa menina. (ambos observam Larissa que continua se divertindo com seu cliente)

Amanhecendo…

[CENA 09 – COLÉGIO ESTADUAL OLIVEIRA SANTOS/ PÁTIO/ DIA]
(Andréa está sozinha com seu fone de ouvido, sentada em um dos bancos. Finge está mexendo em celular, mas observava o grupinho de Manuela animadinho)
MANUELA – (feliz) Ah, não vejo a hora de chegar à semana que vem, meninas. Já tenho a música, roupa, tudo. E quero que vocês estejam lá, hein.
THALITA – É claro que estaremos. Vamos estar lá comemorando os elogios que você receberá.
MANUELA – Será que a Alice irá acompanhar está temporada?
ÉSTER – Com certeza vai. Certamente quando ela souber que você está participando, ela vai ficar na torcida para você errar e ser eliminada.
MANUELA – Será?
ÉSTER – Mas você tem a gente está bem. Já bolamos algumas ideias para aumentar seu número de seguidores, não se preocupa. Que você irá bombar nas redes sociais. (do outro lado do pátio, está Dácio mexendo em seu notebook. Pedro se aproxima dele)
PEDRO – (sentando-se em frente dele) Que bom que te encontrei, Dácio. Então, alguma pista da Carol? (Dácio retira seus fones, e foca-se em Pedro)

[CENA 10 – CASA DE OTÁVIO/ SALA/ DIA]
(Otávio vem de seu quarto em direção a sala, repara um silêncio no ambiente e acredita que Eduardo já tenha ido para o trabalho. Sente um cheirinho bom vindo da cozinha, imagina que ele tenha preparado algo. Caminha em direção ao piano, senta-se, toca algumas notas, lembra da música que cantou com o amigo na noite passada, fica pensativo)

[CENA 11 – CASA DE ANA/ SALA/ DIA]
(Junior vem descendo as escadas, após ouvir a campainha tocando. Imaginando que seja Gustavo, a abre sem muita empolgação)
JUNIOR – Sempre pontual, hein.
GUSTAVO – Claro. Por que ao contrário de alguns, cumpro meus compromissos.
JUNIOR – Entra.
GUSTAVO – Não será necessário. Imagino que para você ter me chamado até aqui, é porque finalmente tem a resposta que eu quero.
JUNIOR – Tenho. A Ana aceitou viajar com você para Madrid. (um sorriso cresce em Gustavo, o mesmo não ocorreu em Junior)

[CENA 12 – LANCHONETE DO IVO/ COZINHA/ DIA]
(Ivo está na cozinha, terminando de fechar um show para os garotos em São Paulo. Assim que encerra a ligação, seus amigos fantasmas aparecem logo atrás dele, o assustando)
IVO – Que susto, pessoal! Poxa, não já falei para vocês não aparecem mais assim.
FÁBIO – Desculpa, Ivo. O que temos para falar é sério.
IVO – (repara que ambos estão sérios) Pela a cara que vocês estão fazendo, deve ser mesmo. O que foi agora?
JORGE – Você precisa cancelar esse show de São Paulo.
FÁBIO – Os garotos não podem viajar agora.
IVO – (olha para ambos sem entender o que estava acontecendo) Ué, por que não? Esse show será importante para eles. Vocês não imaginam o trabalhão que tive para conseguir agendá-lo. Desculpa pessoal, mas dessa vez não vou poder fazer o que vocês estão me pedindo. Eu não vou cancelar este show. (Jorge e Fábio se entreolham)

Continua no Capítulo 65…

POSTADO POR

Anderson Silva

Anderson Silva

Um carinha qualquer apaixonado por música e contador de histórias. Atualmente é autor de A Nossa Canção.

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  • Minha Canção continua com tudo em cima. Ansioso por A Nossa Canção. Parabéns, Anderson! Gosto do jeito como você apresenta as cenas musicais.

    • Obrigado, Marcelo! Minha Canção está em reta final já, logo mais a nova temporada chega aí com o mesmo pique da anterior.

      Nas cenas de música tento o máximo escrevê-las para que o leitor consiga visualizá-la, e até quem sabe se imaginar naquele ambiente, curtindo a música junto com os personagens.

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