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Capítulo 65 | Tiro Cego – Minha Canção

[CENA 01 – COLÉGIO ESTADUAL OLIVEIRA SANTOS/ PÁTIO/ DIA]
(Dácio foca em seu notebook por alguns segundos, enquanto Pedro esperava por alguma informação dele)
DÁCIO – Bem… eu não consegui encontrar nada dela, Pedro.
PEDRO – Nada?
DÁCIO – Não. Parece que ela realmente desativou todas as redes sociais dela, e sumiu do mundo virtual. Não se encontra nada.
PEDRO – Mas porque ela faria isso? É isso que eu não entendo, sabe?!
DÁCIO – Não, sei. Talvez pelo fato de vocês terem terminado, sei lá. (Percebe que Pedro ficou um pouco arrasado, Dácio realmente queria ajudar o amigo, mas também não poderia mentir para ele) Eu vou continuar procurando, talvez encontre algo…
PEDRO – Não precisa, cara. Você já fez muito. Obrigado.
DÁCIO – (fica um curto silêncio entre os dois, Dácio desliga seu notebook, e tenta falar em algo que possa animá-lo) E sua viagem para Nova York. Tirou seu passaporte já?
PEDRO – Não. Vou resolver isso com minha tia na semana que vem.
DÁCIO – E você vai viajar sozinho ou a Paula vai com você?
PEDRO – Não, ela vai ficar aqui. Na verdade, o Samuka vai vim para cá, e eu irei com ele. Irei passar alguns dias no apartamento dele, sem contar que ele quem me apresentará a universidade e tudo mais.
DÁCIO – Entendi. E a música? Escolheu qual irá cantar na próxima etapa? Dessa vez você sabe que tem que ser estrangeira.
PEDRO – Eu ainda não tive tempo para pesquisar uma música, devido esse assunto da Carol. Mas, vou começar a procurar algo está semana ainda.

[CENA 02 – CASA DE ANA/ SALA/ DIA]
(Gustavo continua sorrindo, se afasta um pouco de Junior comemorando)
GUSTAVO – Que ótimo. Vejo que finalmente você conseguiu convencê-la. Já estava desistindo de você como pai.
JUNIOR – Quando você pensa em viajar?
GUSTAVO – Eu ainda preciso resolver algumas coisas. Mas não se preocupa que avisarei a vocês.
JUNIOR – Ok. (saindo de casa, fechando a porta em seguida) Agora que está tudo certo, preciso trabalhar.
GUSTAVO – Depois quero que você me envie alguns dados da Ana. Para solicitar as passagens e tudo mais.
JUNIOR – Tá. Você me passa seu número depois, que eu te envio.
GUSTAVO – Ótimo.

[CENA 03 – CASA DE OTÁVIO/ SALA/ DIA]
(Otávio estava tirando a poeira em cima de alguns móveis, campainha toca nesse momento. Ele vai em direção a porta, já imaginando quem deve ser)
EDUARDO – Bom dia, Otávio!
OTÁVIO – (solta um leve sorriso) Bom dia, Edu.
EDUARDO – Trouxe a pizza que você pediu. (entrega a pizza para ele, Otávio caminha até a sala, a coloca em cima do sofá, volta para porta com o dinheiro nas mãos, entregando para Eduardo) Não precisa, cara.
OTÁVIO – Por favor, dessa vez eu faço questão. Não posso ficar recebendo pizza de graça assim, se não vou acabar te falindo ou te prejudicando em seu trabalho.
EDUARDO – Mas não é incomodo, cara.
OTÁVIO – (insistindo para que ele recebesse o dinheiro) De verdade, eu faço questão de pagar essa. (vendo que não tem outro jeito, Eduardo acaba recebendo o dinheiro)
EDUARDO – Ok. (guarda o dinheiro, coloca a mochila em sua costa) Bem, deixa eu ir então. Tenho outra entrega antes de voltar para a pizzaria.
OTÁVIO – Edu, será que eu poderia pedir um favor para você.
EDUARDO – Claro, o que você precisar, pode contar comigo.
OTÁVIO – Queria te pedir, se você puder claro, que você me levasse até o cemitério onde minha mãe foi enterrada.
EDUARDO – Levo sim, quando você quer ir?
OTÁVIO – Assim que você tiver um tempinho de folga em seu trabalho.
EDUARDO – Beleza. Então eu ligo para você quando eu estiver vindo.
OTÁVIO – Ok.
EDUARDO – Até mais! (Eduardo caminha até sua moto, monta e vai embora. Otávio fecha a porta ao ouvir a moto partindo, caminha até o sofá, senta-se, abre a caixa de pizza, começa a comer feliz)

[CENA 04 – LANCHONETE DO IVO/ COZINHA/ DIA]
(Ivo continua determinado de que não iria cancelar o show, embora as expressões de preocuopação de seus amigos fantasmas estivesse estampado no rosto deles)
IVO – Então é isso, pessoal. Se vocês não me deram uma justificativa bastante cabível, eu não irei cancelar este show.
FÁBIO – Você quer realmente a verdade?
JORGE – (interrompendo-o antes que falasse mais do que deve) Você sabe que não podemos contar tudo. (Fábio se contém) O que você pode saber é que se os garotos viajarem para São Paulo, algo grave pode acontecer.
IVO – O que pode acontecer? São Paulo é bem aqui do lado, pessoal.
JORGE – Não podemos te falar. Você só precisa saber que, se você realmente quer que esses garotos continuem fazendo sucesso, você deverá cancelar esse show para São Paulo.
IVO – Desculpa, turma. Mas não vou cancelar show nenhum. Esse show será muito importante para os garotos, não posso fazer isso com eles. (saí da cozinha em seguida, sendo observando por seus amigos)
FÁBIO – E então? Tem alguma ideia melhor agora?
JORGE – A gente trouxe o aviso. O resto agora é com o Ivo.

[CENA 05 – COLÉGIO ESTADUAL OLIVEIRA SANTOS/ PÁTIO/ DIA]
(é o intervalo das aulas, Pedro está sentado sozinho em um dos bancos, usando o fone de ouvido. Andréa entra no pátio e ao passar por ele, o ignora. Caio entra no pátio logo atrás dela e repara)
CAIO – (sentando-se em frente a Pedro, que o faz tirar um dos fones) É, pelo visto a que dizia ser sua amiga, está nem aí para você.
PEDRO – (repara em Andréa sentando-se lá no fundo) Tô nem aí. (volta a colocar o fone no ouvido)
CAIO – Uau? Cadê aquele garoto que valorizava a amizade e tal?
PEDRO – Eu continuo valorizando os amigos. Só não acho que alguém que trapaceia contra você, seja chamado de amigo.
CAIO – Amizade só gera isso. Desentendimento! (os dois ficam em silêncio, Pedro continua focado em seu celular. Caio pega o dele e começa a mexer. No final do pátio, Ramon está indo em direção ao banquinho onde está Andréa, trocando mensagem com Ivo)
RAMON – (senta-se de frente para ela) Você não vai acreditar. O Ivo conseguiu marcar um show para gente em São Paulo. Acredita nisso?
ANDRÉA – (um pouco fria) Parabéns!
RAMON – Eita, que animação. Ainda se sentindo no fundo do poço?
ANDRÉA – Sim, Ramon. E nunca irei sair de lá.
RAMON – Para com isso. Você nem parece aquela garota determinada de alguns anos atrás, que na primeira queda que tinha, logo se levantava.
ANDRÉA – Após tantas quedas, aquela garota mudou e desistiu de se levantar. Afinal, vou cair novamente mesmo.
RAMON – (levanta-se, um pouco irritado) Nossa, francamente tem nem mais graça ficar com você. Você tá muito chata, meu Deus! (se afasta dele, indo em direção as salas. Andréa não esperava essa atitude dele, também não dá a mínima)

[CENA 06 – LANCHONETE DO IVO/ DIA]
(Ivo está limpando o balcão, lembra da conversa que teve com seus amigos fantasmas horas atrás lá na cozinha. Fica pensativo sobre o que de mal poderia acontecer com os garotos, e isso começa a preocupá-lo)

Mais Tarde…

[CENA 07 – CEMITÉRIO/ TARDE]
(Eduardo leva Otávio até o túmulo da mãe dele, ao chegarem, Otávio se aproxima do túmulo, Eduardo apenas observa)
OTÁVIO – (tocando o túmulo) Desculpa, mãe! Desculpa por eu ter pensado em desistir de tudo. Não foi assim que a senhora me educou. (sente vontade de chorar, mas acaba segurando) Prometo a senhora que não irei pensar em desistir nunca mais. Prometo que irei começar a me virar sozinho, e começarei a tomar conta de mim. (Eduardo solta um leve sorriso, ao ver o amigo amadurecendo) Irei participar do programa de música Sua Canção, lutarei para ir até a final pela a senhora. Irei ganhar este programa por você, mãe! (fica alguns segundos com a mão no túmulo, em seguida se afasta e fica de frente para Eduardo)
EDUARDO – Pode ficar à vontade, Otávio. Sem pressa.
OTÁVIO – Eu já terminei. Não se preocupa.
EDUARDO – Está bem. (oferece seu ombro novamente, Otávio o segura e os dois caminham em direção à saída do cemitério)

[CENA 08 – LANCHONETE DO IVO/ TARDE]
(Ramon e o pessoal da banda estão no palco organizando os instrumentos. Ivo vem da cozinha em direção a uma mesa, entrega o pedido, em seguida vai em direção aos garotos)
RAMON – (desce do palco ao vê-lo se aproximando, animado) Então, Ivo? Quando a gente vai para São Paulo?
IVO – (fica alguns segundos sem responder, ver que Ramon está animado e não queria decepcioná-lo) Sinto muito, mas o pessoal do evento acaba de cancelar nossa participação. No final das contas, eles acabaram escolhendo uma outra banda de lá mesmo.
RAMON – Poxa, sério? De boa, imagino que você tentou de tudo para conseguir esse show.
IVO – Tentei, mas infelizmente não foi o suficiente.
RAMON – Não se preocupa, Ivo. Você continua ainda sendo o melhor empresário do mundo (toca no ombro dele, sorri. Isso o tranquiliza)
IVO – Garanto para vocês que irei procurar um outro show antes da turnê. Está bem?
RAMON – Beleza. Enquanto isso, continuaremos tocando aqui para o pessoal. (sobe para o palco, Ivo os observa animados organizando os instrumentos, caminha até o balcão. Fábio aparece logo em seguida)
FÁBIO – Você fez a escolha certa!
IVO – (brinca) Não posso deixar que nada de ruim aconteça com esses garotos. (Fábio desaparece, Ivo caminha até a cozinha)

[CENA 09 – CASA DE PEDRO/ Q. DE PEDRO/ TARDE]
(Pedro está sentado em sua cama, com seu violão nas mãos. Começa a tocar algumas notas aleatórios, lembra-se de Carol. Simultaneamente, banda Órbita três começa a tocar na lanchonete do Ivo)

[CENA DE MÚSICA – TIRO CEGO (SCALENE)]

Sono se foi 1
Eu escuto sua voz
Clichês de um adeus
Sem porquê tão veloz
Só o que fiz certo
Foi deixá-la ir

Tempos depois sei que haverá 2
Algo em nós revolverá
Não é um tiro cego
Te protejo atiro em mim

Um peso abismal 3
Em meus ombros caiu
Um minuto fatal
Que o meu autocontrole não viu
O que fiz de errado
Postergar o fim

Tempos depois sei que haverá 4
Algo em nós revolverá
Não é um tiro cego
Te protejo atiro em mim
Em mim

Tempos depois sei que haverá
Algo em nós revolverá
Não é um tiro cego
Sem um alvo, sem um fim
Mesmo tão incerto
Te protejo atiro em mim

1. Simultaneamente, aparecerá Pedro e a banda Órbita Três durante a música. Nos versos inicias da música, aparece Pedro, que havia deitado na cama, com seu violão ao lado.
2. Mostra a banda cantando no palco da lanchonete, com o público curtido. Ivo os assiste, feliz.
3. Volta a mostrar Pedro que está guardando seu violão. Pega seu celular em seguida e saí do quarto.
4. Volta a mostrar os garotos na lanchonete. Ramon se movimenta no palco durante a música, os clientes aplaude durante o refrão, alguns até cantam. No final da música, mostra-se Pedro saindo de casa, com seu fone no ouvido. Anda pela rua curtindo a mesma música que os garotos acabaram de cantar.

[CENA 10 – CASA DE OTÁVIO/ SALA/ TARDE]
(Eduardo deixa Otávio em casa, o mesmo está de partida, mas percebe Otávio silencioso desde que chegaram do cemitério)
EDUARDO – Você está bem? É que desde que chegou, você está calado. Confesso que isso me preocupa.
OTÁVIO – Eu estou bem, não se preocupa que eu não irei fazer aquilo novamente.
EDUARDO – Que bom. (fica um curto silêncio no ambiente) Bem…
OTÁVIO – (interrompendo-o) Quero te fazer uma proposta, Edu.
EDUARDO – Uma proposta?
OTÁVIO – Sim. Quero saber se você topa vim morar aqui comigo? (Eduardo se surpreende com a pergunta e fica sem saber o que dizer)

[CENA 11 – LANCHONETE DO IVO/ TARDE]
(Pedro chega na lanchonete do Ivo e ao ver seus amigos sentados em uma mesa, caminha até eles)
PEDRO – E aí, turma?!
RAMON – Beleza, Pedro! Pega uma cadeira aí e se senta com a gente. (Pedro pega uma cadeira da mesa ao lado, os garotos abrem um espaço para ele)
PEDRO – (repara que o palco está montado) Vocês já cantaram uma, hein.
RAMON – Sempre. Não podemos ficar um dia sem tocar, precisamos deixar nossas redes sociais atualizadas direto.
PEDRO – Sei como é.
RAMON – (percebe o amigo um pouco cabisbaixo) Essa animação toda é por que está se aproximando a próxima etapa da seleção em Nova York?
PEDRO – Quem dera que fosse. Mas não estou a fim de falar disso no momento
RAMON – Se você pretende esquecer algo, você está com o pessoal certo. Nada melhor que os amigos para curar alguma mágoa dessa vida. (Pedro ri)
PEDRO – Será que eu podia cantar uma música com vocês?
RAMON – Mas é claro. (levanta-se, assim como o pessoal) Nem precisa pedir duas vezes. (Pedro sorri, todos vão para o palco, ambos começam a tocar)

[CENA DE MÚSICA – ANJOS “PRA QUEM TEM FÉ” (O RAPPA)]

[RAMON E PEDRO]
Ô Lord, ô Lord, ô Lord, ôô 1
Lord, Lord, Lord, Lord, Lord, Lord
Ô Lord, ô Lord, ô Lord, ô Lord, ô Lord
Lord, Lord, Lord, Lord, Lord

[PEDRO]
Em algum lugar, pra relaxar 2
Eu vou pedir pros anjos cantarem por mim
Pra quem tem fé
A vida nunca tem fim
Não tem fim
É

[RAMON]
Se você não aceita o conselho, te respeito 3
Resolveu seguir, ir atrás, cara e coragem
Só que você sai em desvantagem se você não tem fé
Se você não tem fé

Te mostro um trecho, uma passagem de um livro antigo
Pra te provar e mostrar que a vida é linda
Dura, sofrida, carente em qualquer continente
Mas boa de se viver em qualquer lugar
É

[PEDRO]
Volte a brilhar, volte a brilhar 4
Um vinho, um pão e uma reza
Uma lua e um sol, sua vida, portas abertas

Em algum lugar, pra relaxar
Eu vou pedir pros anjos cantarem por mim
Pra quem tem fé
A vida nunca tem fim
Não tem fim

[PEDRO E RAMON]
Em algum lugar, pra relaxar 5
Eu vou pedir pros anjos cantarem por mim
Pra quem tem fé
A vida nunca tem fim

Ô Lord, ô Lord, ô Lord, ôô
Lord, Lord, Lord, Lord… Lord, Lord
Ô Lord, ô Lord, ô Lord, ô Lord, ô Lord
Lord, Lord, Lord, Lord… Lord

[PEDRO]
Mostro um trecho, uma passagem de um livro antigo 6
Pra te provar e mostrar que a vida é linda
Dura, sofrida, carente em qualquer continente
Mas boa de se viver em qualquer lugar

Podem até gritar, gritar
Podem até barulho, então, fazer

[RAMON E PEDRO]
Ninguém vai te escutar se não tem fé 7
Ninguém mais vai te ver

Inclinar seu olhar sobre nós e cuidar
Inclinar seu olhar sobre nós e cuidar
Inclinar seu olhar sobre nós e cuidar
Inclinar seu olhar sobre nós e cuidar

Pra você pode ser

[RAMON]
Em algum lugar, pra relaxar
Eu vou pedir pros anjos cantarem por mim
Pra quem tem fé
A vida nunca tem fim

[RAMON E PEDRO]
Pra você pode ser 8
Pode ser
Pra você pode ser

Nunca tem fim
Nunca tem fim
Nunca tem fim

Ô Lord, ô Lord, ô Lord, ô Lord, ô Lord

[PEDRO]
Em algum lugar, pra relaxar
Eu vou pedir pros anjos cantarem por mim
Pra quem tem fé
A vida nunca tem fim

[RAMON]
Em algum lugar, pra relaxar
Eu vou pedir pros anjos cantarem por mim
Pra quem tem, tem fé, fé, fé
A vida nunca tem fim

A fé na vitória tem que ser inabalável

[PEDRO]
Pra você pode ser 9
Pra você pode ser
Pra você pode ser

Em algum lugar, pra relaxar
Eu vou pedir pros anjos cantarem por mim
Pra quem tem fé
A vida nunca tem fim
Não tem fim

1. Os garotos começam a cantar animados. Pedro caminha pelo pessoal da banda, dançando.
2. Pedro caminha até Ramon, que está na bateira. Começa a cantar ao lado do amigo, em seguida volta para o centro do palco.
3. Ramon começa a cantar, Pedro continua onde está, olhando para o amigo. Ivo que estava na cozinha, saí e se surpreende ao ver Pedro cantando com os garotos.
4. Pedro foca para os clientes, que estão curtindo a apresentação do garotos. Repara em Ivo, que acena para ele. Pedro sorri, caminha pelo palco.
5. Ramon olha para Pedro animado, caminhando e dançando pelo palco. Andréa entra na lanchonete, olha para o palco e ver os garotos cantando.
6. Pedro volta para o centro do palco, olha novamente para seus amigos, em seguida olha para os clientes. Ainda não reparou em Andréa.
7. Ramon, mesmo na bateria, repara em Andréa no lado esquerda da lanchonete. Em seguida foca-se em Pedro que havia se aproximado dele, os dois cantam animados.
8. Andréa sente um pouco de inveja de vê-los cantando tão felizes. Ver que o pessoal da lanchonete estão curtindo e isso a irrita. Saí da lanchonete apressada, Ramon percebe e por um momento fica sério.
9. Pedro volta pra o centro do palco, encerra a música. Ramon levanta-se da bateria, todos se reúnem no centro do palco, agradecem e são aplaudidos.

[CENA 12 – CASA DELLE ROSE/ SALÃO/ TARDE]
(Nathaniel está em cima do palco, montando um pequeno cenário com algumas meninas. Larissa está embaixo, observando)
NATHANIEL – Acho que assim tá bom. (termina de organizar um pequeno bar, pouco semelhante ao Casa Delle Rose) O que acham?
IONE – Parece um pouco com o nosso.
NATHANIEL – Será que os clientes irão perceber?
LARISSA – Eu acho que não. Certamente eles irão reparar mais nas meninas, do que no cenário em si.
NATHANIEL – Mesmo assim, acho que vou mudar alguma coisa. (caminha até o cenário, e começa a alterar algumas coisas)
LARISSA – (subindo no palco, ao ver que algumas meninas precisam de ajuda com algumas cortinas) Deixa eu ajudar vocês. (pega em uma ponta, enquanto a outra subia na escada e a outra desenrolava a cortina) Sabe o que eu estava pensando… (olha para Nathaniel)… Será que esse cenário não irá atrapalhar durante nossas apresentações?
IONE – Pensei a mesma coisa.
NATHANIEL – Não vai meninas. Até por que a maior parte dele é montável, podemos colocar e tirar a qualquer momento. E o que for fixo, deixamos como enfeite de palco.
LARISSA – Pode ser. (Dácio entra no salão, Larissa o percebe primeiro) Procurando sua mãe?
DÁCIO – Também. Mas, gostaria mesmo de conversar com você.
LARISSA – Comigo?
DÁCIO – Sim. (Larissa entrega a ponta que segurava para uma das garotas e desce do palco, indo em direção a Dácio que prestava atenção no cenário sendo montado) Vocês vão apresentar algo no palco?
LARISSA – Iremos. O Nathan criou um roteiro de uma peça que será representada no palco. É algo novo que pensamos em trazer, para deixar a casa mais atrativa.
DÁCIO – Legal. Sobre o que a história?
NATHANIEL – Aí você terá que vir na estreia para saber. Garanto que você irá gostar.
DÁCIO – Não sei se meu pai deixaria. Durará quantos dias?
LARISSA – Será uma semana inteira.
DÁCIO – Tentarei vim. (foca-se em Larissa) Será que poderíamos conversar em um ambiente particular?
LARISSA – Olha, parece ser sério. Até imagino o que seja. É sobre o fato deu ser parecida com sua prima novamente, né?!
DÁCIO – Sim. Na verdade, quero te apresentar a uma pessoa.
LARISSA – Não é nenhum outro namorado dela não, é? Já basta aquele que quase não saia daqui.
DÁCIO – Não, não. Na verdade, é a minha tia!
LARISSA – (confusa) Por que sua tia quer me conhecer?
DÁCIO – Porque ela acha que tem uma forma de descobrir se você e a Letícia são irmãs ou não!

Continua no Capítulo 66…

POSTADO POR

Anderson Silva

Anderson Silva

Um carinha qualquer apaixonado por música e contador de histórias. Atualmente é autor de A Nossa Canção.

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