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Capítulo 69 – Mais de Mim – Minha Canção

[CENA 01 – CASA DE DÁCIO/ SALA/ TARDE]
(Dácio se afasta de sua tia, guarda seu celular, volta para onde estava estudando)
DÁCIO – Bem, resta agora saber como a senhora vai desvendar este mistério.
REGINA – Não se preocupa, querido sobrinho. Eu mais do que ninguém conheço a Letícia. Cuidei dela durante 15 anos.
DÁCIO – Eu gostaria de ir e participar dessa conversa, mas, felizmente, tenho algo melhor para fazer amanhã.
REGINA – (surpresa, caminha até ele) Uau, algo melhor é? Tipo o que?
DÁCIO – Não posso revelar para ninguém. É segredo de estado tia. (ri, Regina caminha em direção a cozinha)
REGINA – Ok. Quando sua prima chegar, diga a quero conversar com ela, ok?
DÁCIO – Ok. (Regina vai para a cozinha, Dácio volta a estudar)

[CENA 02 – LANCHONETE DO IVO/ TARDE]
(Pedro retorna para a mesa onde estava com Samuka, ambos animados)
SAMUKA – (vendo o vídeo que acabou de gravar) Uau, cara. Isso foi demais. (guarda o celular) Você levantou praticamente todos que estão aqui.
PEDRO – Pois, é. Se eu pudesse cantar uma nacional, levantaria o pessoal de Nova York também.
SAMUKA – Certo que as músicas brasileiras são uma das mais animadas do mundo, mas garanto a você que com essa energia toda que você coloca quando está cantando, conseguirá animar qualquer multidão, independente da música.
PEDRO – Eu apenas sinto a música, sabe?! É como se ela saísse naturalmente do meu corpo.
SAMUKA – Talento, meu amigo. Isso que exala do seu corpo se chama talento. (os dois riem, ficam em silêncio por alguns minutos. Samuka pega seu celular novamente, enquanto Pedro bebe um pouco de sua bebida)
PEDRO – Agora sou eu quem nunca te ouvi cantar uma música brasileira.
SAMUKA – O que? (desliga o celular e coloca em cima da mesa) Você quer que eu cante uma aqui e agora?
PEDRO – Por que não?
SAMUKA – Sei lá… (olha ao redor) Tem tanto tempo que nunca cantei uma música brasileira. Nem conheço tantas assim.
PEDRO – Basta você ir até aquela maquininha ali, que ela te dará uma música. (sorri)
SAMUKA – (olha em direção a máquina de Karaokê, fica alguns segundos pensativo, olha para Pedro, levanta-se sorrindo) Ok. Vamos lá, então. (caminha até a máquina, olha as músicas disponíveis, fica um tempinho procurando, até encontrar uma que lhe agradasse. Seleciona a música, caminha até o palco em seguida. Pedro o observa, tomando sua bebida)

[CENA DE MÚSICA – CAMAROTE (WESLEY SAFADÃO)]

Como é que você ainda tem coragem de falar comigo? 1
Além de não ter coração, não tem juízo
Fez o que fez e vem me pedir pra voltar

Você não merece um por cento do amor que eu te dei
Jogou nossa história num poço sem fundo
Destruiu os sonhos que um dia sonhei
Quer saber? Palmas pra você!
Você merece o título de pior mulher do mundo

Agora assista aí de camarote 2
Eu bebendo gela, tomando Ciroc
Curtindo na balada, só dando virote
E você de bobeira sem ninguém na geladeira

Agora assista aí de camarote
Eu bebendo gela, tomando Ciroc
Curtindo na balada, só dando virote
E você de bobeira sem ninguém na geladeira
Pra aprender que amor não é brincadeira!

Como é que você ainda tem coragem de falar comigo? 3
Além de não ter coração, não tem juízo
Fez o que fez e vem me pedir pra voltar

Você não merece um por cento do amor que eu te dei
Jogou nossa história num poço sem fundo
Destruiu os sonhos que um dia sonhei
Quer saber? Palmas pra você!
Você merece o título de pior mulher do mundo

Agora assista aí de camarote 4
Eu bebendo gela, tomando Ciroc
Curtindo na balada, só dando virote
E você de bobeira sem ninguém na geladeira

Agora assista aí de camarote
Eu bebendo gela, tomando Ciroc
Curtindo na balada, só dando virote
E você de bobeira sem ninguém na geladeira
Pra aprender que amor não é brincadeira!

1. Samuka começa a cantar no centro do palco, aos poucos as pessoas que estavam na lanchonete começam a olhar para ele.
2. Samuka chega no refrão da música e se solta em cima do palco, alguns casais se levantam e começam a dançar. Samuka dar sinal para Pedro filma-lo cantando, Pedro levanta-se, caminha até o palco e começa a filmar o amigo dançando.
3. Pedro caminha por meio do pessoal dançando, se diverte ao ver a energia de Samuka.
4. Samuka ao longo da música pula e dança no palco, sendo acompanhado pelas pessoas em baixo. Encerra a música, agradece e é aplaudido por todos.

[CENA 03 – CASA DELLE ROSE/ SALÃO/ TARDE]
(as meninas estão no palco, ensaiando a coreografia para o musical que acontecerá em poucos dias. Nathan está sentado em uma mesa, observando-as. Larissa e Salete entram no salão)
SALETE – Ainda ensaiando? Pensei que estivesse tudo pronto?
NATHANIEL – E está. As meninas que quiseram praticar um pouco mais. Mas está tudo certo, elas estão mandando bem.
LARISSA – Não vejo a hora desse musical começar.
SALETE – Confesso que também não.
NATHANIEL – Seu filho virá? Afinal, conta um pouco da história dele.
SALETE – Eu não sei. Depois que o Daniel apareceu para a gravar o programa Sua Canção, os dois meio que se reaproximaram.
LARISSA – O pai dele não sabe que ele voltou para a cidade?
SALETE – Acredito que não. Na verdade, ninguém sabe onde ele está ficando. Acho que nem o Dácio sabe.
NATHANIEL – Até que é bonitinho esse namoro escondido deles.
SALETE – (senta-se de frente para ele, Larissa senta no meio) Bonitinho e perigoso. Se o pai do Daniel descobre onde ele está, nem sei o que aquele maluco é capaz de fazer.
NATHANIEL – Maluco isso é. Onde já se viu deixar o filho refém dentro de casa.
SALETE – Dácio disse que ele só está esperando ficar maior de idade, para poder viver a vida dele como deseja.
LARISSA – E isso será quando?
SALETE – Em alguns dias, se não me engano. Acho que final desde mês, não sei. Ou no outro.
LARISSA – Poderíamos fazer uma festa de aniversário para ele, o que acham?
SALETE – Sei não, querida. Nesse caso ele e Dácio deveriam aceitar.
NATHANIEL – O Dácio tudo bem, mas se o Daniel ficar sabendo aí não será mais surpresa. (ri)
SALETE – Eu sei, quis dizer, precisamos saber o que o Dácio acha. Ele conhece o Daniel melhor do que ninguém, talvez ele não vá gostar da festa surpresa.
LARISSA – A senhora conversa com ele e ver o que ele acha? Se ele for a favor, a gente prossegue com a festa.
SALETE – Está bem. Irei falar com ele.

[CENA 04 – CASA DE ALICE/ SALA/ TARDE]
(Alice chega em casa trazendo uma mala, de óculos escuro e, aparentemente, um pouco irritada. Viviane vem descendo as escadas neste momento)
VIVIANE – Querida, você finalmente chegou. (caminha até ela, a abraça) Como foram os shows?
ALICE – Um pouco entediantes! (deixa a mala ao lado da escada, caminha até o sofá, se joga nele em seguida) Sei lá, vó! Estou a dois dias com um bloqueio musical. Tento criar uma música nova, mas não consigo.
VIVIANE – Outra? Você tem tantas e tantas músicas, querida. Para quê mais?
ALICE – Cantores vivem de suas músicas, vó. Se eu continuar cantando sempre as mesmas músicas, em pouco tempo eu entrarei em esquecimento. (levanta-se) Ainda mais que a nova temporada do programa Sua Canção está para começar. Uma nova voz melhor do que a minha poderá ser descoberta.
VIVIANE – (caminha até ela) E você tem medo de ser esquecida?
ALICE – E quem não tem vó? Preciso ser uma das melhores cantoras que já passou pelo aquele programa. E para isso preciso continuar mantendo a minha fama.
VIVIANE – Querida… existe muito mais coisas do que fama e popularidade.
ALICE – Não neste ramo. Ou você canta bem ou você é devorada pelo mercado. (caminha até sua mala, a pega e vai em direção as escadas. Viviane a observa)

[CENA 05 – LANCHONETE DO IVO/ TARDE]
(Samuka e Pedro retornam para a mesa onde estava)
SAMUKA – Nossa, faz muito tempo que eu não subia em um palco desse, cantava uma música assim, sentindo essa energia das pessoas.
PEDRO – É bom, né? Está sensação?
SAMUKA – É ótima.
PEDRO – Foi está energia que me fez me apaixonar cada vez mais pela música. Antes de vim para o Rio, eu cantava poucas vezes. Só quando reunia os amigos, nos juntavamos ao redor da fogueira lá no sítio do meu avô, e começávamos a cantar. Lá eu não sentia está sensação. (olha para a máquina de karaokê) Confesso que a primeira vez que senti isso, foi quando eu conheci a Alice aqui na lanchonete e cantamos juntos pela a primeira vez.
SAMUKA – E a Alice é…?
PEDRO – Alice é a minha irmã. Na verdade, tem pouco tempo que a gente descobriu este parentesco. Acho que você a conhece ou já deve ter ouvido alguma música dela. Ela quem ganhou aquele programa de música ano passado, o Sua Canção.
SAMUKA – Sua Canção… Sua Canção… Eu acho que já ouvi. Espera, acho que sei quem é. (pega seu celular, procura algo na internet, até encontrar o canal de Alice) É está?
PEDRO – (sorri) Está mesmo.
SAMUKA – Uau, o talento é de família então. Essa menina arrebenta.
PEDRO – É. O pai dela já foi cantor há muito tempo atrás. Quer dizer, o nosso pai já foi cantor há muito tempo.
SAMUKA – É de família! Precisamos chamar sua irmã para sair com a gente um dia desse.
PEDRO – Eu não sei. Ela está focada com os shows dela, enfim…
SAMUKA – Qual é? Preciso ver vocês dois cantando juntos.
PEDRO – (levanta-se, sorrindo) Relaxa, está bem?! A gente combina um dia então. (caminha até a máquina de karaokê, procura uma música, em seguida volta para a mesa) Por enquanto, que tal cantar uma comigo. (Pedro retorna para a máquina, enquanto Samuka caminhava até o palco. Pedro sobe no palco, os dois começam a cantar)

[CENA DE MÚSICA – MAIS DE MIM (VNKOF)]

[PEDRO]
Caráter é uma moeda 1
E tudo o que a gente faz tem um preço
Tem um preço

Não vou deixar o meu nas mãos
De quem não sabe o quanto eu mereço
Ah, eu mereço

Ei, você 2
Não repare não
Eu sou desse jeito goste você, ou não
Cada um vê o mundo de um jeito
Todos os mundos
Podem coexistir

[SAMUKA]
Depende da gente aceitar

[PEDRO]
Depende de respeito

[SAMUKA]
Depende da gente aceitar

[PEDRO]
Depende de respeito

[SAMUKA]
Depende da gente aceitar

[PEDRO]
Lá vem você 3
Querendo mais
Me convencer
A ser só mais um
Só porquê você tem medo
De também ser
Só mais um
Lá vem você
Querendo saber mais sobre mim
Do que eu mesmo

[SAMUKA]
A gente é o que planta 4
E o que colhe
Isso não é segredo
Não é segredo

A gente é o que pensa
E o que nutre desde o começo
Não importa o endereço, não

Ei, você 5
Não repare não
Eu sou desse jeito goste você, ou não
Cada um vê o mundo de um jeito
Todos os mundos
Podem coexistir

[PEDRO]
Depende da gente aceitar

[SAMUKA]
Depende de respeito

[PEDRO]
Depende da gente aceitar

[SAMUKA]
Depende de respeito

[PEDRO]
Depende da gente aceitar

[SAMUKA]
Lá vem você 6
Querendo mais
Me convencer
A ser só mais um
Só porquê você tem medo
De também ser
Só mais um
Lá vem você
Querendo saber mais sobre mim
Do que eu mesmo

1. Samuka e Pedro começam a cantar um ao lado do outro, ambos entrando no ritmo da música. Pedro caminha pelo palco, sendo observado por Samuka.
2. Pedro se aproxima de Samuka novamente, a plateia os assistem cantar, alguns começam até bater palma.
3. Os dois começam a cantar um de frente para o outro.
4. Pedro se afasta, fica de frente para o pessoal da lanchonete que continuam batendo palma. Samuka fica ao lado dele, dançando no ritmo da música.
5. Samuka quem começa cantar dessa vez, caminha pelo palco sendo observado por Pedro. Os dois voltam a se aproximar e a cantar juntos.
6. Samuka se afasta, caminha até a beira do palco, e canta para o pessoal. Pedro fica logo atrás dele, também dançando no ritmo da música. Os dois encerram e se abraçam em seguida.

Anoitecendo…

[CENA 06 – CASA DE ALICE/ Q. DE ALICE/ NOITE]
(Alice desperta de seu sono pós-viagem. Pega seu celular que estava na penteadeira ao lado, entra em sua rede social e começa a ler alguns comentários e mensagens. Felipe bate na porta neste momento)
FELIPE – Filha? (entrando) Posso entrar?
ALICE – Oi, pai. (apaga o celular, o joga na cama, levanta-se e caminha até Felipe) Que saudades do senhor! (o abraça)
FELIPE – (sorri) Também estava com muitas saudades suas. Como foram seus shows?
ALICE – (volta para a cama, Felipe a segue) Foram bons. Todos lotados, enfim, só estou chateada que não estou conseguindo compor uma música nova.
FELIPE – Relaxa, talvez seja o cansaço de vários shows em seguida. Você vai ver. Com o tempo que você ficará aqui, você logo estará compondo novamente.
ALICE – Assim espero. Pretendo ter pelo menos uma música nova para a próxima viagem.
FELIPE – Falando nisso. E a sua escola? Pelo que eu fiquei sabendo, as férias estão chegando, junto com ela as provas. Você está se preparando?
ALICE – (levanta-se, caminha até seu espelho) Estou sim, pai. Não precisa se preocupar com isso. (caminha até seu guarda roupa em seguida, finge mexer em alguma coisa)
FELIPE – (fica um pouco desconfiado, mas quer acreditar em sua filha) Saiba que se precisar de ajuda para estudar alguma coisa, eu e sua avó estamos à disposição.
ALICE – (tenta mudar de assunto) Alguma notícia do tio Paulo?
FELIPE – Até onde eu sei… ele estava em alguma ilha por aí. (se aproxima dela) Seu tio está bem, o que me preocupa é você.
ALICE – (fica de frente para Felipe, tenta tranquilizá-lo, quem sabe fazê-lo esquecer dessa conversa) Eu estou bem, tá. Minhas notas estão boas, o senhor mesmo viu. E mesmo assim, se por algum motivo eu me sair ruim nessas provas, terei a outra metade do ano para me recuperar.
FELIPE – Lembre-se que…
ALICE – Sim, pai… (se afasta dele novamente) …eu lembro que temos um acordo. Agora, por favor vamos parar de falar disso. Estou indo no meu estúdio, está bem?! (caminha em direção a porta, saindo em seguida)
FELIPE – Você não vai jantar? (Alice havia saído antes mesmo dele finalizar a pergunta. Felipe fica parado ao lado do guarda roupa, pensativo)

[CENA 07 – CASA DE DÁCIO/ Q. DE DÁCIO/ NOITE]
(Dácio está deitado em sua cama, trocando mensagens com Daniel)
DÁCIO (por mensagem) “Deixa de ser bobo, que é claro que estarei lá.” “E pode ficar tranquilo, garanto que não serei seguido” (levanta-se da cama, guarda seu celular e sair do quarto sorrindo)

[CENA 08 – CASA DE ALICE/ ESTÚDIO/ NOITE]
(Alice está tentando compor uma música nova, porém seu bloqueio musical está impedindo de sair do primeiro verso. Deixa seu caderno de músicas ao lado, pega seu celular e começa a ouvir música. Encosta-se na cadeira, olha para o teto, empurra a cadeira para o centro da sala, começa a girar. Começa a pensar em Pedro, senta-se direito, se aproximando do painel de som. Procura o contato de Pedro, coloca para chamar na mesma hora)
PEDRO (pelo telefone) – Alô?
ALICE – Oi, Pedro. Boa noite.
PEDRO (por telefone) – Boa noite, Alice. Pensei que estava viajando?
ALICE – Eu estava. Cheguei hoje.
PEDRO (por telefone) – Gostando desta vida de viagens pelo país e cantando por aí?
ALICE – (ri) Digamos que não era como eu esperava, mas estou gostando sim. (ficam em silêncio por alguns segundos)
PEDRO (por telefone) – Algum problema?
ALICE – Na verdade, estou sim. Estou com um bloqueio musical tem alguns dias já. Não estou conseguindo terminar uma música.
PEDRO (por telefone) – Você talvez esteja apenas cansada. Deixa seu corpo se recuperar um pouco.
ALICE – Não, não é isso. Simplesmente, minha criatividade decidiu dar um rolê e não voltou mais.
PEDRO (por telefone) – (ri) Vamos fazer assim, então?! Amanhã, assim que eu sair da escola eu vou te visitar. Pode ser?
ALICE – (sorri) Pode. Pode sim.
PEDRO (por telefone) – Ok, então. Bem, preciso desligar agora. Vou jantar com a minha tia. Boa noite!
ALICE – Boa noite. (desliga, coloca o celular ao lado, sorri)

Dia Seguinte…

[CENA 09 – CASA DE OTÁVIO/ SALA/ TARDE]
(Otávio está arrumando a cozinha, quando a campainha toca. Como não esperava ninguém, já que Eduardo já havia visitado ele, caminha até a porta um pouco desconfiado, acreditando que talvez seja seu pai)
OTÁVIO – (caminha até a porta, encosta o ouvido nela) Quem é?
EDUARDO – Sou eu, Otávio!
OTÁVIO – (confuso) Edu? (abre a porta) O que está fazendo aqui? Não me diga que veio deixar outra pizza?
EDUARDO – Na verdade, não. Vim te buscar porque vamos fazer compras!
OTÁVIO – (surpreso) Como assim vamos fazer compras?

[CENA 10 – LANCHONETE DO IVO/ TARDE]
(Larissa e Nathaniel entram na lanchonete do Ivo, a procura da tia de Dácio. Como não a encontram, ambos escolhem uma mesa próximo ao palco)
LARISSA – Será que ela vem mesmo?
NATHANIEL – É claro que vem. Se ela tiver o mesmo interesse em resolver este mistério, garanto a você que ela virá.
LARISSA – Sei lá, Nathan. Acho melhor a gente ir embora.
NATHANIEL – Nada disso… (segura na mão dela, a impede de ir até a saída) Vamos esperar um pouco. (ambos se sentam. Nathaniel pega o cardápio e começa a ver os pedidos. Ivo se aproxima da mesa)
IVO – Boa tarde. Já escolheram o que vão pedir?
NATHANIEL – Ainda não. Na verdade estamos esperando alguém.
IVO – Ok. Fiquem à vontade, precisando só chamar.
NATHANIEL – Obrigado! (Ivo se afasta da mesa, indo em direção a outra mesa. Larissa olha ao redor do ambiente, olha para o palco e para a máquina de karaokê ao lado dela, um pouco ansiosa)
LARISSA – Não sei o que está acontecendo comigo, estou nervosa.
NATHANIEL – (coloca o cardápio na mesa, repara nela) Estou percebendo isso. Olha… (segura na mão dela) … se você quiser, a gente vai embora, tá? Mas saiba que está é a oportunidade de colocarmos um ponto final nesta história. (Larissa tenta se acalmar, olha para a máquina de karaokê novamente)
LARISSA – Quer sabe… (levanta-se) Vou cantar uma música. Talvez isso me acalme. (caminha até a máquina, Nathaniel a observa)
NATHANIEL – É assim que se fala! (levanta-se e a segue)

[CENA 11 – CASA DE ALICE/ SALA/ TARDE]
(Alice está sentada no sofá, mexendo em seu celular. Campainha toca, e imaginando que seja o Pedro ela mesma decide abrir a porta)
ALICE – (corre até a porta, a abre em seguida) Oi!
PEDRO – Olá! (os dois ficam olhando um para o outro, sorrindo)

[CENA 12 – LANCHONETE DO IVO/ TARDE]
(Larissa e Nathaniel estão no centro do palco, Letícia escolheu uma música, e começam a cantar)

[CENA DE MÚSICA ­– IMPASSE (MARÍLIA MENDONÇA part. HENRIQUE E JULIANO)]

[LARISSA]
Eu só queria entender seus pensamentos 1
E o que realmente tá rolando
E o que te faz fugir de mim
Te juro, estou tentando ler seus olhos
Mas percebo que disfarça
E não consegue me encarar

Senta aqui um pouco, sem ter pressa
Conta tudo, a hora é essa
Fala o que tem pra falar
Não é que eu tô querendo do meu jeito
Eu me ajeito no seu jeito
Basta a gente conversar

[LARISSA E NATHANIEL]
Você diz que não 2
E eu acho que sim
Você não se entrega
Seu medo te cerca
Te pega e te joga
Pra longe de mim

Eu acho que sim
Você diz que não
Resolve esse impasse
E assuma pra gente
Essa louca paixão

[LARISSA]
Me abraça e me beija
Que eu tomo conta de você

[NATHANIEL]
Senta aqui um pouco, sem ter pressa 3
Conte tudo, a hora é essa
Fala o que tem pra falar
Não é que eu tô querendo do meu jeito
Eu me ajeito no seu jeito
Basta a gente conversar

[LARISSA E NATHANIEL]
Você diz que não 4
Eu acho que sim
Você não se entrega
Seu medo te cerca
Te pega e te joga
Pra longe de mim

Eu acho que sim
Você diz que não
Resolve esse impasse
E assuma pra gente
Essa louca paixão

[NATHANIEL]
Me abraça e me beija
Que eu tomo conta de você

[LARISSA E NATHANIEL]
Você diz que não 5
E eu acho que sim
Você não se entrega
Seu medo te cerca
Te pega e te joga
Pra longe de mim

Eu acho que sim
Mas você diz que não
Resolve esse impasse
E assuma pra gente
Essa louca paixão

Me abraça e me beija
Que eu tomo conta de você

1. Larissa começa a cantar olhando para o pessoal que estava na lanchonete. Alguns começam a prestar atenção nela.
2. Larissa olha para Nathaniel, que a admirava cantar. Regina e Cassia entram na lanchonete do Ivo, reparam em alguem cantando e se surpreendem ao ver que é Larissa.
3. Nathaniel começa a cantar de frente para Larissa, se aproxima dela, que nem percebem Regina e Cassia próximas do palco boquiabertas.
4. Larissa se afasta de Nathaniel, caminha pelo palco, foca no pessoal da lanchonete. Regina, que está próxima dela, está surpresa com tamanha semelhança de Larissa com Letícia. Semelhança tanto física, como em talento.
5. Nathaniel se aproxima de Larissa, os dois encerram a música um de frente para o outro, são aplaudidos por todos.

[CENA 13 – PARQUE/ TARDE]
(Dácio está sentado em um banco, ansioso por até então Daniel não ter aparecido. Pega seu celular, manda algumas mensagens, mas Daniel não responde. Isso o deixa preocupado, acreditando que aconteceu alguma coisa. Alguém aparece por detrás dele, toca em seu ombro)
DANIEL – (sorrindo) Demorei muito?!
DÁCIO – (levanta-se assustado, sorri ao ver quem ela) Que susto!
DANIEL – (caminha até ele, ficando bem próximo dele) Estava aqui um tempo já. Na verdade, estava verificando ao redor se ninguém havia te seguido.
DÁCIO – Eu tomei cuidado para isso não acontecer.
DANIEL – (sorri, se aproxima mais de Dácio, segura na mão dele) Eu sei! Estamos seguros aqui! (ambos sorriem, um de frente para o outro, bem próximos)

Continua no Capítulo 70…

POSTADO POR

Anderson Silva

Anderson Silva

Um carinha qualquer apaixonado por música e contador de histórias. Atualmente é autor de A Nossa Canção.

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