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Capítulo 72 | Amanheceu – Minha Canção (últimos capítulos)

Amanhecendo…

[CENA 01 – LANCHONETE DO IVO/ DIA]
(Ramon está com seus colegas de banda em cima do palco da lanchonete, ambos estão organizando seus equipamentos para cantarem daqui a pouco. Ivo, que estava atendendo uma mesa, os observa um pouco sério)
IVO – Tenham um bom apetite. Qualquer coisa só chamar. (solta um leve sorrisinho para os clientes, em seguida caminha até o balcão, sério novamente)
RITA – Então? Vai contar para os garotos sobre o incêndio.
IVO – Eu não sei, irmã. Acho que eles não precisam saber disso.
RITA – Bom, querendo ou não já está na internet. Cedo ou tarde eles saberão que o local que eles iriam fazer show, pegou fogo. (se afasta de Ivo e vai mexer no computador. Ivo presta atenção nos garotos)

[CENA 02 – CASA DE PEDRO/ SALA – COZINHA/ DIA]
(Pedro chega em casa feliz. Caminha até o sofá, deita-se, olha para o teto e lembra de tudo que aconteceu na noite anterior. Um sorriso cresce em seu rosto)
PAULA – (vindo da cozinha) Olha só quem apareceu. (senta-se ao lado dele) Então? Como foi dormir na casa do papai?
PEDRO – Foi legal.
PAULA – Estou vendo pela essa sua cara de felicidade aí. Conseguiram terminar a música?
PEDRO – Não. Falta alguns versos ainda, mas possivelmente este final de semana a gente termina. (levanta-se, caminha até a cozinha. Paula vai logo atrás dele)
PAULA – Vocês vão se encontrar novamente?
PEDRO – Vamos. Na verdade, eu vou voltar para a casa dela daqui a pouco. O motorista vem me buscar em algumas horas.
PAULA – Sabe que a última etapa para a seleção da universidade de música é em algumas semanas, né?
PEDRO – Quanto a isso, não se preocupa tia. Estou quase decorando a música. (caminha até a geladeira, pega uma jarra d’água. Em seguida pega um copo no armário ao lado, começa a enchê-lo)
PAULA – Eu sei que você e sua irmã estão se aproximando dessa vez como irmãos de verdade, acho isso até bacana. Mas a Alice já tá com a vida dela de cantora construída. Ganhou o programa de música ano passado, está fazendo shows direto pelo país. Você não meu, querido. Você precisa criar seu futuro ainda.
PEDRO – (vira-se para sua tia, com o copo na mão) E estou criando. O fato deu ter chegado em Nova York para mim já significa muita coisa.
PAULA – (se aproxima dele) Pedro… você precisa entrar para está universidade. Eu não vejo a hora de andar pelas ruas de Nova York. Você imagina o quanto isso será maravilhoso?! (Pedro termina de tomar seu copo d’água, sorri)
PEDRO – (guardando a jarra novamente na geladeira) A senhora é uma graça tia. Não se preocupa está bem. Vai dar tudo certo. (sai da cozinha em seguida, Paula senta-se na mesa, e se imagina em Nova York)

[CENA 03 – CASA DE MANUELA/ Q. DE MANUELA/ DIA]
(Manuela e Tiago estão estudando. Ambos estão se preparando para a semana de provas)
TIAGO – (repara Manuela viajando com o livro nas mãos) Viajando de novo! (senta-se de frente para ela, Manuela volta a realidade)
MANUELA – Desculpa, Tiago. (fecha o livro) Não estou com muita cabeça para estudar agora.
TIAGO – O que está acontecendo, Manu? Desde que cheguei aqui, já é a terceira vez que você fica assim. Voando no tempo…
MANUELA – Não é nada. Simplesmente não estou com cabeça para pensar em estudos, só isso.
TIAGO – E o que anda te preocupando? (se aproxima dela)
MANUELA – É o programa Sua Canção. Eu não consigo parar de pensar no que os jurados disseram para mim.
TIAGO – Sério que você está preocupada com isso? Sendo que a semana de provas é a próxima, e os vestibulares estão chegando.
MANUELA – Eu sei que eu devia estar focada nisso, mas eu não consigo. (levanta-se e começa a caminhar pelo quarto) Por mais que eu tente, sempre me vem o programa na cabeça.
TIAGO – Isso para mim está parecendo mais obsessão. (levanta-se e caminha até ela) Esse programa nem vai começar agora. Você tem dois meses pela a frente ainda. Será que teria como você focar nos seus estudos e esquecer isso por um tempo. (volta a empurrá-la em direção aos livros)
MANUELA – Bem que eu queria. (se afasta dele novamente)
TIAGO – Você tá parecendo a Alice desse jeito. Obcecada por este programa. (Volta para os livros, Manuela continua parada em pé no meio do quarto, pensativa)

[CENA 04 – LANCHONETE DO IVO/ DIA]
(os garotos estão sentados em uma mesa, lanchando alguma coisa antes de subirem ao palco e cantar alguma música. Ivo vem trazendo alguns pedidos deles)
IVO – Aqui está. (entrega para cada um, o último é Ramon)
RAMON – Algum show novo para gente, Ivo?
IVO – (sério) Infelizmente ainda não garotos. (fica em silêncio de repente, os garotos estranham)
RAMON – Eu só perguntei porque você é o nosso empresário e tal, talvez tenha conseguido um show novo para gente. Quem sabe em São Paulo até.
IVO – Não, em São Paulo não.
RAMON – Por que não? (Ivo olha para todos, sem saber o que dizer) Aconteceu alguma coisa, Ivo?
IVO – (respira fundo) Está bem. Eu não queria contar nada para vocês agora, mas vocês saberão disso de uma maneira ou de outra.
RAMON – Do que você está falando?
IVO – Bom… lembram-se do show que eu disse que não tinha conseguido agendar para vocês naquele evento em São Paulo?
RAMON – Sim, lembramos.
IVO – Bem. Ontem, a local do evento que aconteceria o show pegou fogo. (todos se surpreendem)
RAMON – Como assim pegou fogo?
IVO – Ninguém sabe o motivo que gerou tal incêndio, mas acredita-se que seja alguma falha nas instalações.
RAMON – Alguém se feriu?
IVO – Sim. (pega seu celular) Houve até algumas mortes. (todos chocam-se ainda mais)
RAMON – Uau.
IVO – A questão é que eu havia conseguido agendar a banda de vocês para uma participação no evento. E seria justamente ontem à noite.
RAMON – Você conseguiu?
IVO – Consegui. No entanto, de última hora eu cancelei a participação de vocês. Sei lá, algo dentro de mim me fez fazer isso.
RAMON – Nossa. Praticamente você estava pressentindo que algo aconteceria.
IVO – É quase isso. Na verdade, se eu soubesse que uma tragédia dessas iria acontecer, eu teria avisado o pessoal do evento, para quem sabe tentar evitar esse incêndio.
RAMON – Não temos como prever o futuro, Ivo. Por mais que você tenha sentido algo, você não saberia o que é. (os dois ficam em silêncio por alguns segundos, Ramon olha para seus amigos) Bem, ao menos a gente não foi para São Paulo. Se não, hora dessa talvez não estaríamos aqui. (os garotos se arrepiam) Que bom que cancelou bem a tempo, Ivo. (Ivo solta um leve sorriso, porém, continuava preocupado com as demais pessoas que ele poderia ter salvado. Uma mesa o chama)
IVO – Licença, pessoal. (caminha até a mesa próxima ao palco)

[CENA 05 – CASA DE ANA/ Q. DE ANA/ DIA]
(Junior está ajudando Ana a arrumar sua mala para passar alguns dias em Madrid com Gustavo. Ambos estão arrumando a mala com nenhum pingo de empolgação)
ANA – (repara em seu pai um pouco cabisbaixo) Será por pouco tempo, pai. O senhor vai ver que essas semanas que eu passarei lá, irão passar voando.
JUNIOR – E sei que vão, filha. (os dois voltam a ficar em silêncio. Chega uma mensagem no celular de Ana)
ANA – (ler a mensagem, sorri) É o Alan. Ele está me chamando para tomarmos um sorvete.
JUNIOR – Pode ir. Pode deixar que eu termino de arrumar tudo aqui.
ANA – O senhor tem certeza?
JUNIOR – Tenho sim. Vá se divertir! Vocês vão passar um tempo separados, tem que aproveitar. (Ana sorri, caminha até Junior e o abraça)
ANA – Volto na hora do almoço, está bem.
JUNIOR – Ok. (Ana saí do quarto apressada e feliz. Junior continua arrumando as roupas dela dentro da mala)

[CENA 06 – CASA DELLE ROSE/ SALÃO/ DIA]
(Nathaniel está fazendo os últimos ajustes no cenário que foi montando em cima do palco. A estreia é hoje a noite e precisa estar tudo pronto. Larissa e Salete entram no salão)
SALETE – Tudo pronto, querido?
NATHANIEL – Sim, Salete. Estou só verificando o cenário. (desce do palco em seguida, caminha até elas)
LARISSA – Será que esse cabaré vai lotar hoje?
NATHANIEL – Assim espero. A gente dedicou muito tempo e dinheiro para isso.
SALETE – Vai dar tudo certo, meus amores. A casa vai encher e Casa Delle Rose voltará ao seu resplendor novamente.
NATHANIEL – Seu filho vem, né? Ele não pode perder a história da mãe dele sendo contada em uma peça de teatro.
SALETE – Eu não sei, Nathan. (os três caminham até uma mesa, sentam-se) A peça será tarde, não sei se o Horácio irá deixá-lo ficar até tarde na rua.
NATHANIEL – Ué, qualquer coisa ele pode dizer que irá dormir com você.
LARISSA – A senhora quer que eu ligue para ele, lembrando que será hoje a estreia?
SALETE – (pensativa por alguns segundos) É melhor eu ligar. (levanta-se, pega seu celular e caminha em direção ao palco, Larissa e Nathaniel ficam conversando entre si) Oi, Dácio? Estou bem sim, querido. E você? Está estudando. Que bom, fico feliz. Na verdade, estou ligando para você para te lembrar que hoje é a estreia da peça de teatro que o Nathan produziu. Sei que terminará tarde, mas eles fazem tanta questão assim que você venha assistir. Sim. Não precisa vim obrigado filho, venha só se tiver disponibilidade. Você vem? E seu pai? O que você dirá para ele? Ok. Se você está dizendo que vai saber convencê-lo, acredito em você. E mesmo assim, se ele gerar problema, pode deixar que eu mesma converso com ele amanhã. Está bem, filho. Não vou mais te incomodar em seus estudos. Até mais. Tchau. (desliga e retorna para a mesa)
NATHANIEL – (curioso) E então?
SALETE – Ele aceitou! (Larissa e Nathaniel comemoram juntos)
NATHANIEL – Eba!! Você vai ver Salete, está será a melhor noite que este cabaré já teve.

Anoitecendo…

[CENA 07 – CASA DE ANA/ SALA/ NOITE]
(Junior está sentado no sofá vendo TV, quando a campainha toca. Imaginando que seja Gustavo, vai atender sem muita empolgação)
JUNIOR – (desliga a TV, levanta-se direto para a porta) Já vai. Estou indo. (abre a porta e se surpreende com quem aparece a sua frente) Adriana?
ADRIANA – Oi?! Surpresa! (o abraça e o beija de repente)

[CENA 08 – CASA DE ALICE/ ESTÚDIO/ NOITE]
(Pedro e Alice estão terminando de compor a música. Alguns minutos depois de trocar versos aqui e ali, os dois finalmente terminam)
ALICE – (jogando seu caderno em cima do painel aliviada) Terminamos! Ufa!
PEDRO – Finalmente. Para quem disse que estava com um bloqueio musical, até que seus versos foram bons, hein.
ALICE – Eu nem sei de onde eu terei isso. (ri) Só vieram na minha mente e fui escrevendo.
PEDRO – Sei.
ALICE – Acho que é você quem me deu inspiração. (os dois se entreolham por alguns segundos, em silêncio)
PEDRO – (focando-se para o computador) Bem, agora que terminamos de compor, vamos voltar para as músicas brasileiras.
ALICE – Ah não, nem pensar. Chega de me mostrar músicas brasileiras. Já disse para você, isso não vai dar certo.
PEDRO – Se você se deixar permitir, dará certo sim.
ALICE – Vamos voltar para a nossa música, que a ainda não terminamos não, viu. Precisamos escolher os arranjos, o ritmo…
PEDRO – (volta a prestar atenção nela) Bem lembrando. Eu tava pensando em um ritmo um pouco calmo no início e que vai crescendo ao longo da música.
ALICE – Pode ser. (foca-se em seu notebook) Eu tenho um programa aqui que pode nos ajudar nisso. (Alice procura pelo o programa, enquanto Pedro a observa)

[CENA 09 – CASA DE DÁCIO/ SALA/ NOITE]
(Dácio está sentado no sofá mexendo no celular, esperando por seu pai. Alguns minutos de espera, Horácio entra na sala)
DÁCIO – (levanta-se, guarda o celular) Olha só. Tá bonitão, hein pai!
HORÁCIO – Eu quis me arrumar um pouco, já que você não disse para onde vamos.
DÁCIO – Relaxa, que será um lugar bem bacana. (caminha até ele, Regina entra na sala)
REGINA – (surpresa ao ver o irmão arrumado) Vai sair, Horácio?
HORÁCIO – Vou sim.
DÁCIO – Vamos fazer uma programação de pai e filho, tia. Algo que não fazemos tem um bom tempo.
REGINA – (curiosa) E eu posso saber para onde vocês vão?
DÁCIO – Ainda não. Nem meu pai saber.
HORÁCIO – Ele disse que será uma surpresa.
REGINA – Muito bem. Divirtam-se então.
DÁCIO – Obrigado, tia. (caminha até a porta)
HORÁCIO – Boa noite, irmã. (segue Dácio, os dois saem de casa. Regina caminha até a cozinha)

[CENA 10 – LANCHONETE DO IVO/ NOITE]
(Ramon está sozinho na lanchonete, tomando algo. Andréa entra, o procura e ao encontrá-lo, caminha até ele)
ANDRÉA – Oi! (senta-se em sua frente)
RAMON – Recebi sua mensagem. Confesso que não esperava você marcar aqui.
ANDRÉA – Pois é, até eu não esperava enviar aquela mensagem.
RAMON – Então? Por que me chamou aqui? (Andréa fica alguns segundos em silêncio, desvia sua atenção para a mesa, volta a olhar para Ramon em seguida)
ANDRÉA – Você tem razão. Eu fui uma estúpida. Eu não devia ter feito aquilo com o Pedro e também não devia ter te afastado de mim.
RAMON – Demorou mas você finalmente conseguiu abrir os olhos.
ANDRÉA – Você precisa entender minha situação também. Eu havia perdido tudo, não tinha mais nada em que me segurar.
RAMON – Bem, você tinha e sempre teve a mim.
ANDRÉA – Eu sei. Desculpa!
RAMON – Isso é passado agora. Importa que você voltou para a realidade, e vida que segue. (os dois ficam em silêncio, Andréa desvia sua atenção para a máquina de karaokê) Sabe… (levanta-se) …tem um bom tempo que a gente não canta uma música juntos. (sorri e caminha até a máquina, Andréa o observa. Minutos depois, Ramon volta para a mesa) Você continua aí? (Andréa sorri, levanta-se, segura na mão de Ramon e os dois sobem para o palco)

[CENA DE MÚSICA – AMANHECEU (NETTO part. MALI]

[RAMON E ANDRÉA]
Amanheceu 1
Mais uma vez
Com você do lado
Meu corpo colado ao teu

Então sente a brisa 2
Chega, entra e fica
Então sente a brisa
Do teu lado que eu quero ficar

Amanheceu 3
Mais uma vez
Com você do lado
Meu corpo colado ao teu

Então sente a brisa 4
Chega, entra e fica
Então sente a brisa
Do teu lado que eu quero ficar

1. Ramon e Andréa cantam lado a lado, olham para o público.
2. Eles se entreolham, sorriem. Volta a olhar para o público.
3. Ramon se aproxima de Andréa, ficam de frente um para o outro, ainda sorrindo. Embora a lanchonete não esteja tão cheia assim, os clientes curtem a apresentação deles.
4. Ramon volta para a sua posição inicial, encerram a música, em seguida olham um para outro, sorrindo.

[CENA 11 – CASA DELLE ROSE/ SALÃO/ NOITE]
(o cabaré está cheio, comparado com as noites anteriores. Salete está caminhando pelo salão, cumprimentando todos os clientes. Nathaniel está em cima do palco, faz uma pequena brecha pela cortina e espia a movimentação. Sorri ao ver que a casa está lotada. Se afasta em direção a Larissa que estava logo atrás dele)
NATHANIEL – (feliz) A casa está cheia, Larissa.
LARISSA – (um pouco nervosa) É o que queríamos, né!
NATHANIEL – Tudo bem?
LARISSA – Estou sim. Só estou nervosa porque, sabe né… irei contar a história de uma das mulheres mais guerreira que eu conheço nessa vida. Espero conseguir interpretar bem isso.
NATHANIEL – (segura nas mãos dela) Relaxa, que a gente se preparou muito por este momento. Vai lá e arrebenta. (a abraça) Agora preciso ver como está as outras meninas. Se prepara mais um pouco aqui, que daqui a pouco vou abrir as cortinas. (se afasta dela. Larissa se aproxima da cortina, abre uma brecha e observa a movimentação)

[CENA 12 – PENSÃO DE EDUARDO/ NOITE]
(Eduardo está arrumando suas coisas para mudar amanhã para a casa de Otávio, que também está ajudando-o)
OTÁVIO – (colocando alguns itens dentro de uma caixa) Você morou sozinho por 8 anos?
EDUARDO – Sim. Se bem que nos últimos meses comecei a dividir meu quarto com uns amigos. Porém eles passaram pouco tempo aqui.
OTÁVIO – Deve ser bom morar só, né?!
EDUARDO – Mais ou menos. Certo que temos lá suas vantagens, porém, às vezes bate uma certa solidão, em ter ninguém para conversar.
OTÁVIO – Verdade. Eu passei esses últimos dias sozinho naquela casa, e só eu sei do tédio que é.
EDUARDO – Agora as coisas vão mudar. Você ganhou um novo colega de quarto. (Otávio sorri, volta a guardar os objetos com calma dentro da caixa)

[CENA 13 – CASA DELLE ROSE – RUA/ DIA]
(Dácio pega um táxi com seu pai e os dois desce na rua ao lado ao Casa Delle Rose. Horácio continua desconfiado onde o filho estaria o levando)
HORÁCIO – (saindo do táxi, olha ao redor) Já chegamos?
DÁCIO – Quase. Só vamos caminhar um pouco. É na outra rua.
HORÁCIO – Que lugar é esse filho?
DÁCIO – Calma, que o senhor já vai saber. (os dois começam a caminhar, viram a rua e se aproximam do cabaré. Horácio percebe uma pequena movimentação logo a frente vendo o local, se surpreende com seu filho)
HORÁCIO – Como você conheceu este bairro, filho?
DÁCIO – (não responde, continua caminha até se aproximar do cabaré. Os dois ficam poucos metros dele, Dácio olha para seu pai) Bem, chegamos. (olha para o cabaré)
HORÁCIO – (sério) Este é o lugar?
DÁCIO – É sim. A mamãe trabalha nesse lugar, pai!
HORÁCIO – (surpreso) Você me trouxe para ver sua mãe trabalhando como vagabunda? (Dácio não gosta do jeito que seu pai falou, parra evitar problemas, decide ignorar o que ouviu)
DÁCIO – Não. Eu trouxe o senhor, para que você conheça a verdadeira história da mamãe. (Horácio está furioso com o filho e a vontade dele é de sair daquele lugar)
HORÁCIO – Eu não esperava isso de você, Dácio. Eu sabia que a sua aproximação com está mulher iria trazer más influências para você.
DÁCIO – Pai, me escuta. Eu sei que vocês conversaram e tudo, mas o senhor precisa perdoar a mamãe. Por favor, entra comigo e ouça a verdadeira história dela.
HORÁCIO – (se afasta de Dácio, sério) Eu não vou entrar nesse lugar! Não depois de tudo o que sua mãe com a gente. (continua se afastando lentamente de Dácio, significando que iria embora dali)

Continua no Capítulo 73…

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POSTADO POR

Anderson Silva

Anderson Silva

Um carinha qualquer apaixonado por música e contador de histórias. Atualmente é autor de A Nossa Canção.
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