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Capítulo 73 | Reza – A Nossa Canção (Última Semana)

[CENA 01 – UNIVERSIDADE DE MÚSICA (NOVA YORK)/ REITORIA – AUDITÓRIO/ DIA]
PEDRO – (olha para sua tia) Não temos como prever o que vai acontecer amanhã! Isso é algo que o vovô vivia me dizendo lá em Minas. (a Elizabeth) Eu imaginei que passaria os próximos anos aqui, estudando… mas os planos mudam. Então, eu tenho que me adaptar e mudar junto com ele.
ELIZABETH – Isso me aperta o coração. A universidade perdeu dois grandes cantores, em um espaço tão curto de tempo. Um estragou a vida, fazendo uma besteira, e o outro foi vítima desta besteira. (Pedro abaixa a cabeça por um breve momento)
PEDRO – Embora me falte ar, eu daria tudo para subir mais uma vez naquele auditório e poder cantar uma última música.
ELIZABETH – Realmente não há nenhuma possibilidade de você voltar?
PAULA – De acordo com o médico, não. O pulmão direito dele está funcionando com baixa capacidade. Meio que o ar entra, mas o oxigênio não consegue ser filtrado corretamente, algo assim. Não sei explicar muito bem. (se aproxima de Pedro, diz baixinho) Acho que sua mãe explicaria melhor, querido.
ELIZABETH – Entendi. (puxa a gaveta de sua mesa, retira dela um envelope) Aqui está! (entrega para Pedro)
PEDRO – (abre o envelope) Obrigado, Elizabeth. Por tudo!
ELIZABETH – Eu que tenho que agradecer, por você ter feito parte desta comunidade.
PEDRO – E não se preocupa, está bem?! Eu acompanhei todas as noites de audições dos novos calouros e a universidade receberá uma turma tão talentosa quanto a última. Se fosse para dizer o próximo melhor aluno, aposto todas as minhas fichas no Carlo Rodriguez. (Elizabeth ri)
ELIZABETH – Eu também. (Pedro se levanta, junto com sua tia. Elizabeth faz o mesmo) E quais são os seus planos daqui pra frente?
PEDRO – (olha para sua tia) Por enquanto, só quero voltar para casa! (sorri)
ELIZABETH – Você é um bom rapaz, Pedro. Desejo o melhor pra você. E se um dia, quando vier em Nova York novamente, fique à vontade para nos visitar.
PEDRO – Virei sim, obrigado. Antes de ir, eu gostaria pedir um favor. Eu gostaria de passar no auditório, se for possível.
ELIZABETH – (senta-se) Sinta-se à vontade. Você sabe o caminho.
PEDRO – Obrigado! (Paula e Pedro saem da sala e vão para o auditório)
[AUDITÓRIO]
(Pedro entra e caminha lentamente até o palco, que ainda está alguns cenários do último musical. Ele olha para todas as poltronas vazias e em sua mente começa a ouvir os aplausos das pessoas. Fecha os olhos e um pequeno flash de memória de sua última apresentação surge em sua mente. Ele sorri ao relembrar aquela sensação. Abre os olhos e ao ver o auditório vazio, o aperto no peito volta a incomodá-lo)
PAULA – (coloca a mão no ombro dele) Auditório bem grande, hein querido?!
PEDRO – É.
PAULA – Queria ter poder visto você cantando em cima daquele palco. (percebe que o sobrinho ficou desconfortável)
PEDRO – Vamos. Temos um tour por Nova York, esqueceu?! (finge um sorriso, dá meia volta em direção a saída do auditório. Paula observa mais um pouco o ambiente, depois vai atrás do sobrinho)
PAULA – Espera, Pedro. Eu já disse que esse lugar é grande, eu vou me perder.

Anoitecendo…

[CENA 02 – APARTAMENTO DE ARTHUR (NOVA YORK)/ Q. DE PEDRO/ NOITE]
(Pedro passou o resto do dia mostrando alguns lugares de Nova York para sua tia. Os dois retornaram para o apartamento no início da noite. Um pouco cansado do passeio, ele decidiu ir se deitar mais cedo. Está em seu quarto, olhando o desenho de Nova York, que recebeu de Caio meses atrás. No fundo do quarto, aparecem Nathaniel e Gaspar)
GASPAR – Bem que podíamos cortar logo essa parte do tempo e levá-los para o futuro, né?
NATHANIEL – Calma, apressadinho. (ri) Vou dar uma de Ariel aqui e dizer que tudo tem que acontecer no seu devido tempo. Ele vai superar isso, você vai ver.
GASPAR – Eu sei que vai. Eu só lamento dele nunca mais poder cantar. Não que eu esteja reclamando, nem nada. (lança um olhar de perdão lá pra cima) Sei que essa ordem veio lá de cima, mas nunca mais ter que ouvi-lo, será difícil.
NATHANIEL – Nada que uns toques não resolvam. (estende a mão, Arael aparece logo atrás dele)
ARAEL – (um pouco sério) Sem mais interferências, Nathaniel!
NATHANIEL – (leva um susto, vira-se para Arael) Chegou a hora da bronca!
ARAEL – (olha para Pedro) O garoto recebeu uma nova vida. Devemos ser gratos a isso. (estala os dedos, os três desaparecem)

[CENA 03 – CÉU/ SALA DE REUNIÃO]
(os três aparecem na sala de reunião, Gaspar e Nathaniel estão sentados um na frente do outro, com Arael no meio)
NATHANIEL – Prepara que a bronca é séria.
ARAEL – Vocês sabem que eu não sou muito a favor de alterar o destino. Sou tradicional e gosto que as coisas sigam como devem ser.
NATHANIEL – Sabemos. Por isso não fui atrás de você, e sim do chefão que manda em tudo aqui.
ARAEL – (ri) Eu sei. Ele me contou. (seu rosto de suaviza) Por isso estou feliz, por as coisas continuarem o seu percurso.
NATHANIEL – Como assim?
GASPAR – As coisas mudaram, Arael. Pedro não morreu, ele…
ARAEL – (o interrompe) Pedro não iria morrer agora. Alias, ele viverá muitos anos junto com a irmã.
NATHANIEL – Espera, mas estava escrito no dossiê dele que…
ARAEL – (o interrompe) Sim, estava escrito que ele levaria um tiro e morreria. Porém… (estala os dedos, dois dossiês aparecem na mesa, cada um com o nome de seus respectivos donos) … nós também temos dossiês. (a Nathaniel) E no seu, estava escrito que você iria salvá-lo.
NATHANIEL – (observa o dossiê com o seu nome) Espera… Também temos dossiês? A gente não tem o livre-arbítrio?
ARAEL – Sim e não. Todos os seres da criação têm um proposito. Tudo está conectado. Humanos e anjos, protegidos e protetores. Todos seguem um percurso, do qual é dirigido por uma mão invisível, que os humanos chamam de destino. (Nathaniel abre seu dossiê e o folheia. Gaspar faz o mesmo)
NATHANIEL – (encontra a página que diz que ele salvaria Pedro, parece surpreso) Está aqui. Aqui diz que eu iria intervir por Pedro e dar a ele um novo destino. Como isso é possível? Então quer dizer que você já sabia disso, antes mesmo deu fazer?
ARAEL – Sim. Não entendo por que a surpresa, sendo que vocês fazem o mesmo com os humanos.
GASPAR – E você tem acesso a todos estes dossiês?
ARAEL – Aos anjos que coordeno, sim.
NATHANIEL – Se a gente tem um, quer dizer então que você também tem um?
ARAEL – Todos tem um dossiê! Simplesmente eu não posso ver o meu, porque está com alguém superior a mim.
GASPAR – Então por que está mostrando isso pra gente?
ARAEL – (estala os dedos, os dossiês desaparecem) Digamos que Ele lá em cima autorizou contar a vocês, antes… (a Nathaniel) …que alguém tente interferir novamente.
NATHANIEL – (com receio de perguntar) Ele tem um também?
ARAEL – Todos tem um dossiê! (Nathaniel e Gaspar se entreolham abismados)
NATHANIEL – E quem será que tem o acesso?
ARAEL – Bem, já que vocês sabem, quero pedir a vocês que não contém isso a nenhum outro anjo. Caso contrário, virão vários atrás de mim, querendo dar uma olhada no dossiê deles também.
GASPAR – Tá, a gente promete que não vai contar a ninguém.
NATHANIEL – Tá, prometemos. (ainda ansioso) Posso fazer mais uma pergunta? (Arael confirma com a cabeça) Quando eu era protetor de Letícia e a curava do câncer prolongando a permanência dela na Terra, para que ficasse até a final do programa de música. Isso tudo também estava escrito, não estava?! (Arael solta um leve sorriso, o que já responde à pergunta dele) Fala sério! E você colocando a culpa em mim, por ter prolongado a vida de Letícia.
ARAEL – Eu precisava. Não podia contar a vocês sobre isso.
NATHANIEL – Mas que malandrinho você, hein?! Pegou a gente direitinho.
ARAEL – Bom, vocês têm serviço a fazer, não acham? (estala os dedos e os dois desaparecem. Sozinho na sala, Arael mostra um grande sorriso)

(as férias acabaram, Samuka, Mônica e Elisa voltam para Nova York. Pedro se despende de seus amigos e volta para o Rio de Janeiro com sua tia. Alice e Otávio conseguiram uma parceira, e ele aceitou contar um pouco de sua história para inspirar outras crianças na instituição de música dela. Ana tem se dedicado cada vez mais na universidade em Madrid e aos poucos foi se distanciado de sua família e de Alan. Viviane faleceu após sofrer uma parada cardíaca, semanas depois Frederico também faleceu, assim como estava escrito em seus dossiês. Para não deixar o sítio sozinho, Paula decide se mudar para Minas junto com seu sobrinho. Carol como está fazendo faculdade no Rio, está morando com a mãe na casa deles. Larissa tem reversado em tomar de conta do cabaré e de seus shows. A instituição de música de Alice foi inaugurada. Graças a alguns conhecidos, um pouco mais de 30 crianças estão aprendendo música, sendo elas crianças cadeirantes, com deficiência auditiva, de visão ou qualquer outro fator que poderiam impedi-las de seguir na música. A instituição, no entanto, tem mostrado a elas, que a música pode sim ser para todos. Manuela tem ensinado um pouco de canto, Marcelo tem mostrado sobre música eletrônica e Otávio tem contado a sua história de vida e os desafios que têm encontrado na música. Outros dois professores reversam diariamente para ajudá-la. O auditório que ela pediu que fosse feito está quase pronto e ela não ver a hora de mostrar os números de música que tem preparado com as crianças)

Alguns meses depois…

[CENA 04 – CASA DE ALICE/ ESTÚDIO/ TARDE]
(Manuela está vendo o web site criado para a instituição)
MANUELA – Uau, ficou ótimo.
ALICE – Né? Também adorei. Ficou bem dinâmico. Tenho que agradecer aquele teu amigo lá que mexe com computação. O tal do…
MANUELA – (complementa) Dácio. Se foi ele quem fez, então pode confiar. (chega uma mensagem no celular dela) Ih, é as meninas. A banda Órbita Três está na cidade e eles vão fazer um pequeno show lá na lanchonete, para mostrarem a música nova. Não quer vir?
ALICE – Depois. Agora preciso ver como está indo os últimos ajustes lá do auditório. As crianças estão ansiosas para cantarem nele.
MANUELA – Já sabe qual música irá praticar com eles?
ALICE – Já sim. Aliás, estamos ensaiando já. Temos ensaio amanhã com algumas delas. Esteja convidada, se quiser.
MANUELA – Irei sim. (Alice empurra sua cadeira até a saída, Manuela se levanta e a acompanha. As duas saem do estúdio)

[CENA 05 – LANCHONETE DO IVO/ TARDE]
(Ramon está em cima do palco, organiza os equipamentos de som, junto com o pessoal. A lanchonete está bem movimentada, ainda mais quando souberam que a banda Órbita Três iria tocar ali. Um grupo de garotas não tiram os olhos em direção de Ramon, o que deixa Andréa um pouco incomodada)
ANDRÉA – (caminha até o palco, chama por Ramon) Quer fazer o favor e dizer a suas fãs loucas ali tirarem os olhos de você? Elas sabe que você tem namorada, né?
RAMON – (a provoca) Eu não. Até que eu gosto de receber esses olhares delas. (ri, Andréa soca o ombro dele com força) Ai, Andréa! Por que você fez isso?
ANDRÉA – Pra você abrir bem os olhos e ver que a única coisa que deve olhar aqui sou eu. (uma mesa a chama, ela se afasta chateada. Ramon ri, gosta de vê-la assim. Dácio e Daniel entram na lanchonete, tentam encontrar uma mesa vazia, mas todas estão ocupadas)
DANIEL – Ih, acho que demoramos demais.
DÁCIO – Depois que eles começaram a fazer shows por aí, está lanchonete não tem sido mais a mesma.
DANIEL – Parece que ficou como ponto de encontros do fã clube deles.
DÁCIO – Olha só, ali no balcão tem bancos disponíveis.
DANIEL – Vamos lá, antes que o ocupem. (os dois caminham até o balcão)

[CENA 06 – CASA DELLE ROSE/ SALÃO/ TARDE]
(Ione está arrumando o bar, Larissa e algumas meninas estão limpando o salão)
IONE – (derruba uma garrafa de bebida, a quebra) Que ótimo! (se abaixa, começa a juntar os cacos de vidros. Larissa vai até o bar)
LARISSA – O que aconteceu?
IONE – Nada. Só eu que sou desastrada e derrubei este litro.
LARISSA – (brinca) Assim você vai acabar falindo o cabaré.
IONE – (se levanta, coloca alguns cacos sobre o balcão) Eu sei, eu sei. Eu só dou prejuízo. Ainda bem que a Salete não está aqui.
LARISSA – Eu tô brincando, sua boba. (dar a volta, a ajuda) Vem, eu vou te ajudar com isso aqui. (Nathaniel e Gaspar aparecem próximo ao bar, observam as duas)
GASPAR – (olha o amigo sorrindo) Sente falta, né?!
NATHANIEL – Até que viver com os humanos é legal. Eles se divertem.
GASPAR – É, eu sei como é. Ao contrário da gente, que tem que ficar aqui, observando tudo.
NATHANIEL – O céu é bem espaçoso, né? Bem que poderia ter uma sala de lazer pra gente lá em cima.
GASPAR – Você acha que eu já não conversei isso com o Arael?!
NATHANIEL – É porque você conversou com o cara errado. (sorri)
GASPAR – Nathaniel, olhe lá o que você vai fazer.
NATHANIEL – O céu como uma empresa, precisa prezar pelo o bem estar de seus colaboradores, estou errado?
GASPAR – Não, mas o céu não é uma empresa comum, igual as daqui da terra.
NATHANIEL – Sim, realmente não temos férias, não recebemos salários, décimo terceiro, trabalhamos 24h por dia, porém, às vezes precisamos de alguns momentos de lazer, para recarregarmos a nossa energia e poder guiar bem os nossos protegidos.
GASPAR – É, por este lado.
NATHANIEL – Deixa comigo, está bem! (os dois desaparecem)

[CENA 07 – LANCHONETE DO IVO/ TARDE]
(Manuela e suas amigas chegam na lanchonete. Ela está bem mais cheia, do que minutos atrás)
ÉSTER – Eu sabia que não devíamos ter demorado tanto.
MANUELA – Todas as mesas estão ocupadas.
THALITA – Pior que daqui da entrada, a gente não tem uma visão privilegiada do palco.
MANUELA – Vamos tentar nos aproximar, meninas. (as três passam pela a multidão, a procura de uma brecha até chegarem próximo ao palco)
RAMON – (no centro do palco, os demais garotos se posicionam em seus lugares, a multidão os aplaude) Boa tarde a todos! (Dácio e Daniel não conseguem ter uma boa visão com tantas pessoas em pés) Creio que não é segredo a ninguém, o quanto este lugar é importante pra gente. Por isso, escolhemos aqui para mostrar em primeira mão a nossa música nova. (repara ao lado, Ivo confirma que estão ao vivo nas redes sociais) Muito bem, espero que gostem. (sorri, olha para seus companheiros de banda e começam a tocar a música nova)

[CENA 08 – SÍTIO DE FREDERICO/ Q. DE PEDRO/ TARDE]
(Pedro está sentado em sua cama, acompanha a live dos garotos, se diverte)

[CENA 09 – CASA DELLE ROSE/ SALÃO/ TARDE]
(Ione está acompanhando a live dos garotos junto com algumas meninas. Larissa se aproxima até elas)
LARISSA – Eu estou indo, Ione.
IONE – Já?
LARISSA – Já. Meu empresário me mandou mensagem e disse que já está lá fora me esperando.
IONE – Tá. Você volta que horas do show?
LARISSA – Possivelmente lá depois das 02h. Comporte-se, hein. (caminha em direção a saída)
IONE – Tenha um bom show!

[CENA 10 – SITÍO DE FREDERICO/ CAMPO/ TARDE]
(após acompanhar a live de seus amigos, Pedro decidiu dar uma volta pelo o sítio de seu avô. Ele está em baixo da árvore, onde deu o primeiro beijo em Carol. Está com o seu violão nas pernas, olha para o céu e sente a tranquilidade do campo. Mesmo que ele não possa mais cantar como antes, Pedro sabe que existem diversas formas de sentir a música dentro dele. E uma delas, é tocando. Olha para seu violão e começa a tocar um ritmo de notas próprias dele. Aquela seria a sua música)

Anoitecendo…

[CENA 11 – CASA DE GUSTAVO (MADRID)/ Q. DE ANA/ NOITE]
(Ana está estudando em sua cama, quando recebe uma chamada de vídeo. Ela pega o celular que está ao lado, repara quem está ligando. A foto de Alan é exibida na tela, ela fica com receio de atender)

[CENA 12 – LANCHONETE DO IVO/ NOITE]
(após o show dos garotos terem acabado, a movimentação na lanchonete diminuiu. Ivo viajou no início da noite com os garotos e voltam daqui um mês. Com a tranquilidade de volta, Andréa pensa em animar um pouquinho aquele ambiente com a sua voz. Vai até a máquina de karaokê, escolhe uma música e coloca para tocar)

[CENA DE MÚSICA – REZA (RITA LEE)]

Deus me proteja da sua inveja 1
Deus me defenda da sua macumba
Deus me salve da sua praga
Deus me ajude da sua raiva
Deus me imunize do seu veneno
Deus me poupe do seu fim

Deus me proteja da sua inveja 2
Deus me defenda da sua macumba
Deus me salve da sua praga
Deus me ajude da sua raiva
Deus me imunize do seu veneno
Deus me poupe do seu fim

Deus me acompanhe 3
Deus me ampare
Deus me levante
Deus me dê força

Deus me perdoe por querer
Que Deus me livre e guarde de você

Deus me acompanhe 4
Deus me ampare
Deus me levante
Deus me dê força

Deus me perdoe por querer
Que Deus me livre e guarde de você

Deus me perdoe por querer
Que Deus me livre e guarde de você

Deus me livre e guarde de você
Deus me livre e guarde de você

1. Andréa sobe ao palco em um ritmo dançante e engraçado. Uma ou outra pessoa presta atenção nela, mesmo assim, isso não a deixa com vergonha. Pelo contrário, são esses poucos olhares, que a incentiva a continuar dançando daquele jeito.
2. Ela se a vontade em cima do palco, caminha de um lado para o outro com o suporte do microfone servindo como “parceiro” de dança. Um dos clientes começa a prestar atenção no show que ela está fazendo, gosta do jeito extrovertido dela.
3. Rita se diverte com as loucuras de sua funcionária. Ela pega o celular e começa a gravar as maluquices que está fazendo no palco. O cliente continua prestando atenção nela.
4. Andréa volta para o centro do palco, encerra sua música e recebe poucos aplausos. Ela não liga muito pra isso, desce do palco. O cliente que prestou atenção nela a chama.

ANDRÉA – (pega seu bloquinho de pedidos) Pois não, senhor?
PRODUTOR – Oi, eu vi sua apresentação.
ANDRÉA – Gostou? Aqui é assim, trazemos comida e diversão para os nossos clientes. Não se acanhe em deixar uma boa gorjeta, hein.
PRODUTOR – (ri) Além de cantar bem, é humorista. Eu sou produtor musical. Eu vim aqui para tentar fazer uma proposta com os garotos da banda Órbita Três, mas fui informado que eles viajaram.
ANDRÉA – Sim. Viajaram hoje mais cedo. (fica um pouco nervosa, controla a sua postura ao ver que estava falando com um produtor)
PRODUTOR – (percebe que ela ficou séria) Calma, calma… não precisa ficar assim por minha causa. Alias, gostei muito de você, viu. Você canta bem, fez uma apresentação divertida ali em cima. (Andréa fica envergonhada com tantos elogios) Bem, eu vim aqui para fazer uma proposta a banda Órbita Três, mas como eles não estão. Acho que vou fazer essa proposta a você! (Andréa está perto de soltar um grande grito de alegria, tenta se controlar, mas parece impossível)

Continua no capítulo 74…

Quer ouvir todas as músicas que foram interpretadas nesta temporada? Se liga na playlist disponível nas plataformas abaixo. É só clicar na imagem e ouvir! 

                         

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POSTADO POR

Anderson Silva

Anderson Silva

Um carinha qualquer apaixonado por música e contador de histórias. Atualmente é autor de A Nossa Canção.
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