Capítulo 75 | Ponta do Anzol – Minha Canção (fim da terceira fase)

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[CENA 01 – CASA DE PEDRO/ SALA/ TARDE]
(Pedro continua sentado no sofá, esfregando a mão no peito e com uma sensação ruim. Samuka está ao lado dele, aguardando uma resposta. Gaspar está logo atrás, ainda transmitindo está sensação para Pedro)
PAULA – Se você não está se sentindo bem, querido… melhor cancelar está viagem?
SAMUKA – Sim, sua tia tem razão. Quero muito que você vá para Nova York comigo, mas só se você estiver se sentindo bem com isso. (Pedro continua esfregando a mão no peito, olha para os dois sem saber o que dizer. Arael aparece ao lado de Gaspar)
ARAEL – O que está fazendo, Gaspar?
GASPAR – (se afasta imediatamente de Pedro) Arael? (Pedro começa a se sentir bem melhor)
ARAEL – Você não estava tentando impedir com que Pedro fosse para Nova York, estava?
GASPAR – (caminha até a escada, Arael o segue) Eu só achei que seria melhor se o Pedro fosse para Nova York ano que vem.
ARAEL – O destino de Pedro está traçado a partir do momento que ele nasceu, Gaspar. Você sendo o anjo protetor dele, deveria saber muito bem disso. Você está agindo igual o Nathaniel. (sério) Precisamos conversar! (os dois desaparecerem)
PEDRO – Não se preocupa, gente. Eu tô melhorando. Não precisa cancelar viagem alguma.
PAULA – Você tem certeza? Sua avó já dizia que quando temos algum pressentimento, é sinal de que algo vai acontecer em breve.
PEDRO – (brinca) Talvez seja um sinal de que irei entrar! (ri, os demais não)
SAMUKA – Estamos falando sério, Pedro. Você estava malzão até agora e do nada ficou bom?
PEDRO – (levanta-se) Fiquei. Simplesmente não estou sentindo mais aquela sensação ruim no peito.
PAULA – (caminha até ele, o observa atenta) É… você não está mais pálido como estava.
PEDRO – Eu estou bem. (se afasta de sua tia, caminha até a porta) E é melhor irmos, se não vamos perder o voo. (Samuka se levanta e caminha até ele)
SAMUKA – Ok. (volta ficar animado) Vamos lá, que a viagem é longa.
PAULA ­– (se aproxima de Pedro novamente) Boa sorte, meu querido. Manda mensagem quando chegar lá, está bem?
PEDRO – Irei mandar. (abraça Paula, abre a porta em seguida)
SAMUKA – Tchau, Paula.
PAULA – Tchau. (os dois saem de casa, entram no carro da família de Samuka e partem para o aeroporto)

[CENA 02 – CASA DE ALICE/ SALA/ TARDE]
(Felipe chega em casa mais cedo, caminha até o sofá, senta-se nele. Viviane vem da cozinha em direção a sala)
VIVIANE – Conseguiu falar com o Pedro?
FELIPE – Não. Não consegui, mamãe. Quando sai da empresa, mandei uma mensagem para a Paula e ela me informou que o Pedro já havia partido para o aeroporto.
VIVIANE – Ah, que pena. Estou torcendo por ele. Espero que ele consiga entrar para essa universidade.
FELIPE – Eu também, mamãe. (sorri, levanta-se em seguida, caminha até a escada) Estou feliz por meus dois filhos estarem se encaminhando bem. A Alice ligou?
VIVIANE – Não. Ela não ligou para você?
FELIPE – Não. A única mensagem que ela me enviou, foi hoje pela manhã. Vou tomar banho, depois eu ligo para ela.
VIVIANE – Qualquer coisa estarei lá na cozinha, está bem?
FELIPE – Ok. (sobe as escadas, Viviane volta para a cozinha)

[CENA 03 – CASA DE OTÁVIO/ RUA/ TARDE]
(Saulo está em frente a casa de Otávio, toca a campainha algumas vezes, porém ninguém atende. Otávio viajou para a casa dos pais de Eduardo, no Pará. Saulo não sabia, portanto achava que o filho estava ignorando-o)
SAULO – (caminha até as janelas, porém não consegue enxergar nada) Filho? Sou eu, seu pai! (volta para a porta) Será que podemos conversar? (toca a campainha novamente) Filho? Querendo ou não eu imagino que você não está conseguindo tomar de conta desta casa sozinho. Você precisa de um responsável ao seu lado. Filho? (bate na porta) Vamos conversar, por favor. Filho? (encosta o ouvido na porta para tentar ouvir algum barulho, porém tudo continua em silêncio. Toca a campainha novamente, mas ninguém responde) Eu não vou desistir de você, está bem. (se afasta da porta, a observa por alguns segundos, em seguida vai embora)

[CENA 04 – CASA DELLE ROSE/ SALÃO/ NOITE]
(Nathaniel está em uma das mesas do salão, contabilizando o valor arrecadado da última semana que sua peça esteve sendo exibida no cabaré. Larissa entra no salão)
NATHANIEL – Acho que chegou a hora de tirarmos a peça como uma das atrações da casa. Sei lá, ou diminuirmos o número de exibição. Tornando-a por exemplo, uma vez pode semana.
LARISSA – Eu realmente percebi que o número de clientes veio diminuindo.
NATHANIEL – Precisamos pensar em algo novo agora.
LARISSA – Tipo o que?
NATHANIEL – Não pensei ainda. Quem sabe um outro musical, dessa vez contanto a sua história.
LARISSA – (ri) Minha história não é interessante.
NATHANIEL – Como não? Imagina só que incrível, você interpretando você mesma.
LARISSA – Já que você quer contar uma história em um musical, porque você não conta a sua.
NATHANIEL – E o que tem de interessante na minha? Eu cresci na rua, não sei quem são meus pais, não sei se tenho família. Sou muito grato a Salete por ter me encontrado e ter me dado um lar.
LARISSA – Pra mim isso já é história suficiente.
NATHANIEL – Não, não. Minha história irá entediar os clientes.
LARISSA – (chega uma mensagem eu seu celular, ela pega-o rapidamente, imaginando que seja a produção) Pensei que fosse alguma mensagem da produção de Sua Canção.
NATHANIEL – Ainda esperando uma resposta deles?
LARISSA – Sim. Em algumas semanas o programa vai começar e até agora não tive um retorno.
NATHANIEL – Talvez eles estejam esperando o público te ouvir, e dependendo da opinião que eles tiverem de você, a produção decida sua continuação ou não.
LARISSSA – Será?
NATHANIEL – Eu acredito que seja isso, não sei. Mas você não precisa se preocupar com isso, ok? Vai dar tudo certo, você vai. (volta a cuidar do balanço, enquanto Larissa foca-se em seu celular)

[CENA 05 – LANCHONETE DO IVO/ TARDE]
(Andréa e Ramon estão lanchando. A banda de Ramon está em uma outra mesa ao lado, também lanchando)
RAMON – Pedro está embarcando hoje para Nova York.
ANDRÉA – Ele foi sozinho?
RAMON – Não, o amigo dele que estuda lá está o acompanhando. Parece que quando chegarem lá, este cara vai apresentar a universidade para ele.
ANDRÉA – Dando esperanças para ele, coitado.
RAMON – E eu não preciso dizer que você irá se decepcionar novamente.
ANDRÉA – O que você quer dizer com isso?
RAMON – Nada… (levanta-se) … espere Pedro voltar e você saberá. (caminha até o pessoal da sua banda, que também se levantam. Todos caminham até o palco. Os garotos se organizam em cima do palco, Ramon caminha até o microfone) Boa tarde, pessoal. Somos a banda Órbita Três… (alguns clientes vibram quando eles se apresentam) … e a música que vamos cantar agora, vamos oferecer para um grande amigo nosso que está indo atrás de seu sonho hoje. (diz baixinho) Essa para você Pedro! (vira-se para seus amigos e começam a tocar)

[CENA DE MÚSICA – PONTA DO ANZOL (SCALENE)]

Vá 1
Não olhe pra trás
Há um vasto sol
A desbravar


Firme os pés no chão
Na ponta do anzol
Do futuro está

Não necessariamente somos nós 2
Que escolhemos onde pendurar
Mas atuamos para o bem maior
E a terra agradecerá

Sons
Ecoam em mim
E de onde vêm
Não quero saber

Melhor assim 3
Sem precisar dar nome
Só pra matar a fome
De alguém pra obedecer

Não necessariamente somos nós
Que escolhemos onde pendurar
Mas atuamos para o bem maior
E a terra agradecerá

Não necessariamente somos nós 4
Que escolhemos onde pendurar
Mas atuamos para o bem maior
E a terra

Somos nós
Que escolhemos o bem propagar
E não importa de onde vem a voz
A terra agradecerá

1. Ramon fecha os olhos e começa a cantar. Andréa presta atenção nele, assim como alguns clientes. Ivo termina de atender uma mesa e volta para o balcão.
2. Por algum motivo, Ramon pensa em Pedro. Isso o anima e acaba o soltando em cima do palco. Ele abre os olhos e começa a caminhar por seus companheiros.
3. Ramon volta para o centro do palco, começa a cantar focando-se nos clientes. Quando se aproxima do refrão da música , se aproxima de seus companheiros novamente. Alguns clientes vibram de suas mesas mesmo.
4. Ramon volta para o centro do palco, foca-se em Andréa. Encerra a música, sendo aplaudido por todos.

[CENA 06 – CASA DA ANA/ SALA/ TARDE]
(Junior está sentado no sofá desde que Ana saiu com Gustavo para o aeroporto. A campainha toca e o faz levantar)
JUNIOR – (caminha até a porta, a abre já imaginando quem seja) Oi, Adriana! (a abraça)
ADRIANA – A Ana já viajou com o Gustavo?
JUNIOR – Já. Entra, por favor. (Adriana entra e os dois vão para o sofá, sentam-se um de frente para o outro) Hora dessa eles já devem ter embarcado no avião. Deve estar rumo para Madrid agora.
ADRIANA – (segura na mão dele) Não fica assim, está bem?! Você vai ver que estás semanas sem a Ana aqui passaram voando. (se aproxima dele) Principalmente, comigo aqui ao seu lado.
JUNIOR – (sorri) Fico feliz por você estar aqui comigo. (a abraça por alguns segundos, os dois se beijam em seguida)

[CENA 07 – AEROPORTO/ TARDE]
(Pedro e Samuka estão sentados em uma das poltronas do aeroporto, esperando Mônica chegar. Ambos estão mexendo no celular)
SAMUKA – A Mônica acabou de chegar. (levanta-se) Vou procurá-la, está bem?
PEDRO – Ok. (Samuka se afasta dele, a procura de Mônica. Enquanto Pedro mexia no celular olhando suas redes sociais, ele lembra-se de Carol. Por algum motivo digita o nome dela novamente, porém não consegue encontrar o perfil dela. Chega uma mensagem de Alice)
ALICE (por mensagem) – “Imagino que uma hora dessa você esteja embarcando para Nova York. Eu pensei em ligar, mas achei melhor mandar uma mensagem. Quero te desejar uma boa viagem e que você arrepende nessa sua audição. Mostre para esse pessoal de Nova York todo o seu talento. Boa sorte!” (Pedro sorri assim que termina de ler a mensagem, responde para ela)
PEDRO (por mensagem) – “Obrigado!” (guarda o celular, sorri)

Anoitecendo…

[CENA 08 – CASA DE DÁCIO/ SALA/ NOITE]
(a família de Dácio está reunida, ambos em silêncio)
REGINA – (estranhando o silêncio a mesa) Não é todo dia que temos a família reunida assim, esperava que ao menos pudéssemos estar conversando.
HORÁCIO – Você tem razão minha irmã. Aproveitando muito as férias, filho?
CÁSSIA – (sarcástica) Se aproveitar as férias significa ficar o dia inteiro em casa, ele tá aproveitando muito bem!
DÁCIO – Pior que estou, Cássia! Nessas férias como não tenho nada para fazer mesmo, estou me preparando para os vestibulares.
HORÁCIO – Muito bem.
DÁCIO – Algo que você também deveria fazer, prima.
CÁSSIA – Como se no meu atual emprego eu tivesse tempo para estudar alguma coisa.
REGINA – Conversa com o seu chefe. Talvez ele te libere por algumas horas para você estudar.
CÁSSIA – Para o meu chefe está opção não existe.
DÁCIO – Além do mais, pai… caso que não consiga entrar para uma universidade ano que vem, eu gostaria de procurar um emprego. Já terei terminado o Ensino Médio, então quero ajudar aqui dentro de casa.
HORÁCIO – Tudo bem. (Dácio solta um leve sorriso, volta a comer)

[CENA 09 – CASA DE PEDRO/ SALA/ PAULA/ NOITE]
(Paula está vendo TV na sala, quando a campainha toca. Como não esperava visita, levanta-se um pouco curiosa de quem seja)
PAULA – (abre a porta) Ah, são vocês! Entrem. (Junior e Adriana entram em casa, todos vão para o sofá)
ADRIANA – Estava esperando alguém?
PAULA – Não, na verdade não.
JUNIOR – Estávamos fazendo nada em casa, e lembramos que o Pedro foi para Nova York hoje e que você acabou ficando sozinha… então viemos te fazer um pouco de companhia.
PAULA – Obrigado, gente. Realmente está casa sozinha fica um tédio. Estava aqui vendo um filme. (olha para os dois) Sério que vocês dois sozinhos naquela casa não encontraram nada mais de interessante para fazer?! (Adriana e Junior se entreolham, envergonham-se, começam a ri)
ADRIANA – Olha… assim, a gente até que encontrou, no entanto a gente já fez demais à tarde. (Junior abaixa a cabeça um pouco envergonhado e rindo) E mesmo assim, você precisa de companhia mais que a gente.
PAULA – Sendo assim, vou preparar uma pipoca para gente. (caminha até a cozinha)
ADRIANA – Posso escolher um filme?
PAULA – A vontade. (Adriana senta-se no sofá e começa a procurar por algum filme. Junior senta-se no outro e a observa)

Amanhecendo…

[CENA 10 – APARTAMENTO DE SAMUKA (NOVA YORK)/ SALA/ DIA]
(Pedro acorda, na verdade mal conseguiu dormir depois que chegou. Encontra Samuka na sala)
PEDRO – Bom dia.
SAMUKA – Bom dia, Pedro. Conseguiu dormir?
PEDRO – (caminha até ele) Confesso que cochilei alguma coisa. Mas dormir de verdade, não.
SAMUKA – Bem, espero que você esteja carregado um pouco de suas energias, que o dia será grande hoje. (Arthur entra na sala)
ARTHUR – Bom dia, pessoal.
PEDRO – Bom dia.
SAMUKA – Que bom que você acordou. Pedro, este é o Arthur. Arthur, este o Pedro.
ARTHUR – (caminha até ele) Finalmente estou conhecendo o famoso Pedro. Sam não parava de falar do quanto você canta bem e tal.
PEDRO – Digamos que eu posso dizer o mesmo de você. (ri)
ARTHUR – Sam gosta muito de falar dos amigos dele por aí. (caminha até o Samuka) Então? Estão prontos para fazer um tour pela cidade de Nova York?
PEDRO – Nós não vamos tomar café?
ARTHUR – Você não contou para ele?
SAMUKA – Ainda não. Não quero assustá-lo, sabe?!
PEDRO – Contar o que?
ARTHUR – É que… na verdade, aqui ninguém cozinha, sabe? Normalmente a gente costuma comer na casa das nossas namoradas.
SAMUKA – Ou comemos fora. Como é o caso de hoje. Estava pensando Arthur de levá-lo para aquela lanchonete que a Lia ama.
ARTHUR – Ah sim… Lá vendo as melhores rosquinhas de Nova York. Que ótima ideia para começarmos nosso tour, Sam. Vamos! (os três caminham até a porta) Como está seu inglês, Pedro?
PEDRO – Eu arranho um pouco. Por que?
ARTHUR – Olha… se você realmente vai morar aqui, precisa ser fluente mais no inglês. (os três saem do apartamento)

Mais Tarde…

[CENA 11 – TIMES SQUARE (NOVA YORK)/ TARDE]
(após mostrar alguns lugares de entretenimento como algumas lanchonetes, praças, metrô e alguns pontos da universidade, Arthur e Samuka levam Pedro até a Times Square. Pedro está no meio dela, fascinado)
ARTHUR – (caminha até ele, coloca seu braço ao redor do pescoço de Pedro) Bem-vindo a Nova York! (sorri, enquanto Pedro se fascinava com os enormes arranha-céus)

Daqui um ano…

[CENA 12 – HOSPITAL (NOVA YORK)/ SALA DE CIRURGIA/ NOITE]
(Pedro piorou de seu estado. Mesmo após a cirurgia de longas horas, para remover a bala de seu pulmão esquerdo, e terem estancado a hemorragia, o sangramento parece que voltou. Pedro está no meio da sala de cirurgia sendo operado novamente. Os médicos estão tentando parar a nova hemorragia que surgiu do nada. Gaspar está no fundo da sala, olhando para Pedro desacordado na cama. Arael aparece ao seu lado)
ARAEL – Chegou a hora, Gaspar! Estou aqui para buscá-lo! (Gaspar olha sério para Arael, em seguida olha para Pedro. Nesse mesmo instante, o batimento cardíaco de Pedro começa a cair, e vai caindo até não se sentir nada)
ENFERMEIRA – We’re losing him, Doctor! (o doutor olha para o medidor de batimento cardíaco, tenta reanimar Pedro. Porém, o medidor continua zerado. Arael desaparece, Gaspar fica sozinho, abaixa a cabeça, triste)

Continua em A Nossa Canção…

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  • Mais uma fase encerrada com chave de ouro. Que A Nossa Canção repita ou até supere o sucesso das novelas anteriores. Parabéns, Anderson! Você continua com gás total nas tramas musicais. Torcendo pro Pedro se salvar dessa enrascada e se recuperar totalmente.

    • Valeu, Marcelo!! Muito obrigado.
      Estou feliz e grato por ter conseguido finalizar mais uma fase. Espero que “A Nossa Canção” consiga entreter os leitores da Cyber com muita música e novas histórias!
      Enquanto a Pedro, bem… só acompanhando a nova fase para saber o que acontecerá com ele…rs

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