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Círculo de Vidas : Almas Gêmeas

Agradeço todos que acompanham minha novela Círculo de Vidas: Almas Gêmeas

Essa semana a audiência foi 14,7

Recapitulação dos capítulos 14, 15, 16, 17… Para quem ainda não leu.

Aos redores da mesa, a família dos noivos, comem e bebem. Noemi pergunta a Roberto. — E a moça que estava com você, filho, porque foi embora? Ainda não entendi.

Beto, envergonhado, disfarça — Raquel nem queria vir. Eu que insisti. Não tinha arrumado ainda uma madrinha para me acompanhar. Ela veio mesmo só para me fazer companhia.

Afonso — Apesar de ela ter ido embora, mesmo sem despedir de você, gostei da moça.

Beto sorri — Raquel é uma moça encantadora.

Afonso — Onde você a conheceu? Como se chama os pais dela?

Beto mente naturalmente — Ela é irmã de um amigo meu, o senhor não conhece. Até o convidei para o casamento, mas ele não veio.

Clara — Você parece que está gostando da moça. Será que sai logo outro casamento na família?

Roberto não tem tempo de responder.

Giza chega. — Doutor Custódio? Alguém o viu?

Beto faz gozação. — Está vendo, pai! Não sou o único sumir de vez em quando.

Giza preocupada — Distraí, conversando com algumas amigas, e não vi o doutro sair. Onde poderá ter ido?

Tainá — Talvez foi atender uma emergência, como médico.

Eduardo chega. Afonso pergunta: ¬— Custódio. Você viu para onde ele foi?

Beto fica sério. Escuta a própria voz, dizendo a outro homem, como se respondesse a pergunta do pai. (Era outra época e outro lugar semelhante) — Será que ele foi atrás da outra?

Homem, ao lado de Roberto Lacerda. — Se ele fez isso, é maluco. Onde se viu largar a noiva sozinha, com os convidados, no dia do casamento.

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Custódio, abre bruscamente a porta do quarto de Raquel. — Você não devia ter ido no… — e se cala, sem ver ninguém. Ao descer a escada se depara com Roberto, entrando pela porta da frente.

Beto ri — Doutor, cria juízo. Você é um homem sério, de respeito, acabou de se casar. Não foi essa educação que nosso pai lhe deu!

Custódio abafado — Onde está ela?

Beto bate palmas.

Estela aparece no alto da escada, e se esconde para ouvir a conversa.

Beto — Raquel, mais uma vez, mostrou ser uma mulher surpreendente. Merece salvas de palmas. Ela é incrível! E se não está aqui, deve estar na casa dos pais. Juro, que se soubesse o endereço lhe daria, com muito gosto.

Custódio — Por que faz isso comigo?

Beto, sério e bravo — Não estou fazendo nada com você, doutor. A brincadeira foi ontem. Hoje, o assunto é outro. Seu lugar, nesse momento, deveria ser ao lado daquela que você escolheu como esposa, e não aqui, atrás de Raquel.

Custódio engole a saliva, que desce grossa na garganta.

Roberto gargalha: — Eu sabia! Eu tinha certeza que você iria amar o presente que lhe dei. Na hora, em que vi Raquel, pensei comigo. Essa mulher vai enlouquecer o meu irmão. E se ela mexeu com você tanto assim, era tão fácil resolver a questão. Deveria ter dito não, diante o vigário. E seria livre, desimpedido para correr atrás da mulher que você realmente quisesse.

Custódio, aponta o irmão — Tire-a, do meu caminho, da mesma maneira que você colocou. Caso der errado meu casamento, eu mato vocês dois.

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Estela se esconde melhor para não ser vista por Beto. Ele pega outra bebida. Estela percebe nele, dupla face. Beto levanta o copo e brinda. Sua fisionomia fica apagada, olhos vazios.

Beto — Tim. Tim, doutor. O que temi aconteceu. Para levar Raquel daqui, terá que me pagar muito caro. Metade da sua fortuna será pouco.

Estela frange o cenho. Cristovam se coloca ao lado dela. Estela lembra-se do dia em que Raquel chegou na casa. Depois que Beto deixa o quarto, na cozinha, ele fala com uma das moças, a mais velha de todas.

Beto — Daqui a pouco você leva o jantar para a nova candidata. O nome dela é Raquel.

Eleonora — Vi quando Marta chegou com ela. Moça muito bonita!

Beto — Linda! Vamos dizer. E não a deixe sair do quarto por nada. Não quero nenhum homem sabendo da ausência dela na casa, se acontecer o que me passou pela cabeça. Raquel vai me render um bom dinheiro.

Estela, também sentada ao redor da mesa – Posso ir conhecer a moça? Eu estava no banho quando a Marta chegou.

Beto – Não quero ela circulando nem mesmo aqui dentro. Quanto menos tiverem envolvimento com ela será melhor.

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Na fábrica de tecelagem. Várias pessoas trabalham na produção de tecidos.

Geraldo se aproxima de Moreira, concertando em uma das máquinas: — E aí, Moreira, a máquina não vai funcionar hoje também? Faz duas horas que você está mexendo nela, meu serviço está atrasado.

Moreira seca o suor da testa, liga a máquina e fala com arrogância. — A donzela é toda sua, pode trabalhar à vontade.

Geraldo o elogia: — Devo admitir, você entende bem de máquinas. Ontem, disse que não tinha concerto. Queria botar fogo.

Moreira, ainda suava muito, e foi agressivo. — Vou botar fogo em outra. Tirei a peça dela e arrumei a sua, cansei de ver você parado na minha frente. — o aponta. — Vê se toma mais cuidado, a máquina é de ferro, mas quebra. — e vai saindo.

Geraldo — Espera, Moreira? Posso não entender de máquinas. Minha especialidade é matéria, é o que as máquinas produzem. E sei, que você não gosta de mim. Implica comigo todas as vezes que a máquina para. Pensa que faço de propósito só para ficar parado, recebendo suas broncas.

Afonso, um pouco distante, ouvia a conversa.

Moreira — O dono da fábrica quem deve descobrir se isso é verdade ou não.

Geraldo — Moreira, não vou levar em consideração o que acabou de dizer. E quer ouvir a verdade? Eu também não vou com a sua cara, mas fazer o quê? Moramos no mesmo bairro, na mesma rua, trabalhamos no mesmo lugar, onde um depende do trabalho do outro. Eu, não penso em parar de trabalhar aqui. Gosto do que faço. Dependo desse emprego para o sustento da minha família, como também você, então, porque não procuramos se entender?

Moreira — Vou ganhar o quê, com isso? Aumento de salário? Não! Você não é meu patrão, é um assalariado como eu, então, vamos continuar trabalhando. Você faz o seu serviço e eu o meu.

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Pequenos reflexos luminosos surgem do espaços, se colocando no alto, diante de Luiz e Maria. Ezequiel se apressa: — Moreira está vindo. — E sopra o rosto do rapaz.

Dudu olha para trás e vê Moreira na direção do casal. Vê Afonso distraído, conversando com Noemi e Clara. Rapidamente se aproxima. Maria é a primeira vê-lo.

Dudu — Seu pai está vindo.

Maria agradece e corre, direção oposta de Moreira. Ele para passos à frente, mira Luiz e Dudu. Vê Maria do outro lado, conversando com uma amiga, da mesma idade.

Luiz, pálido — Obrigado, senhor Dudu. Graças ao senhor, eu e a Maria não fomos pegos pelo pai dela.

Dudu brica — Senhor está no Céu. Para os amigos pode ser Dudu.

Luiz — O senhor é patrão do meu pai. Não fica bem eu chamá-lo assim. Pode ser Edu.

Dudu sorri — Como quiser. Menos de senhor.

Luiz — Pequei a rosa de um vaso, e dei a Maria. Espero não ter feito errado.

Dudu — Não fez falta. Bem romântico da sua parte.

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Casa de Beto. Na sala, Dudu aguarda.

Roberto desce a escada — Olha? Olha? Não é que a minha casa está ficando movimentada, recebendo um freguês em pleno domingo de manhã. Um homem que se presa não costuma fazer isso. Não neste horário, preferem curtir a família. Mas, como você não tem família para paparicar aos domingos de manhã, dou um desconto. Chamo as meninas e você escolhe qual delas…

Dudu — Não estou aqui para safadeza! O que foi que você aprontou com o Custódio?

Beto — Não aprontei nada com ele. Apenas dei um presente que ele gostou e muito. Descartou na hora, mas, depois arrependido veio atrás.

Dudu — Responde a minha pergunta direto, não fica fazendo ladainhas!

Beto — Respondi! O Custódio não… — e fica amarelo, vendo Raquel entrar.

Dudu olha para traz e fica abismado: — Então é isso? Está explicada a reação do Custódio quando viu você chegar na igreja com esta mulher. Como teve coragem de fazer isso com ele? Levar uma leviana como madrinha. Colocando-a no altar, na frente de todos os convidados. Quantos homens não riam pelas costas dele, vendo essa mulher lá?

Beto — Dudu, não é nada disso que você está pensando!

Dudu bravo — Não estou pensando nada, estou vendo! — aponta os dois — Quanto que tiraram dele?

Raquel, boquiaberta não se movia.

Dudu — Diz a senhora. Quanto meu irmão Custódio lhe pagou? Qual tipo de chantagens fizeram com ele?

Beto — Dudu, você não sabe de nada.

Dudu grita — Deixe ela me responder? Quero ouvir da boca dela, para ver se valeu a vergonha que Custódio sofreu.

Raquel, desapontada, faz não com a cabeça.

Dudu — Está explicado ele ir embora como foi, sem dar explicações a ninguém.

Todas as moças chegam na sala, assistindo a briga.

Dudu aponta Beto — Nosso pai está inconformado do Custódio sair sem se despedir dele. Sabe o que Custodio disse antes de sair? Que se um dia você estiver morrendo, ele quer estar bem longe daqui. Você sabe o que isso significa? Que se você precisar dele como médico, prefere não salvar a sua vida. Para uma pessoa, como ele, falar assim, é porque está abalado profundamente.

Vira-se para Raquel — A senhora ainda não respondeu à minha pergunta? Quanto levou para acabar com a moral de um homem diante de todos que estavam naquela igreja?
Beto pega-a — Sobe, Raquel! Você não tem que dar satisfações a ninguém.

Raquel sobe a escada correndo.

Beto cai sentada no divã, ao receber um violento soco.

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Beto olha as moças ainda ali, e grita — Vão procurar o que fazer. Vão arrumar a casa que está uma bagunçada. Ou, vão querer o quê? Que abro mesmo uma fábrica de costura e coloco todas para costurar?

Estela, muito alegre — Não seria má ideia? Sei costurar muito bem. Minha mãe me ensinou.

Mocinha — Beto, você não vai contar para Raquel que o doutor esteve aqui procurando ela, ontem?

Beto — Como você soube disso?

Mocinha — Você falou para o seu irmão, que acabou de sair.

Estela disfarça — Você está apaixonado pela Raquel?

Beto aponta o nariz dela — Isso não é da sua conta, garota! E se Raquel ficar sabendo que Custódio esteve aqui, e da proposta que fiz a ele. Vocês vão se dá muito mal. Há se vão! Vou mostrar quem vai ser o costureiro. Vou cortar a língua e depois costurar a boca. Estou falando sério! – e vai saindo

Estela ri — Melhor tomarmos cuidado, meninas. O doutor Custódio, um homem honesto, respeitado por dedicar a vida em salvar as pessoas, mostrou ter um lado assassino. O outro irmão paciencioso, calmo. Transmite energia tão boa quando fala, enfrentou a fera! Agora imagina se o demônio resolver descer do trono!

Beto bate palmas — Bravo! Bravo minha querida, Estela! Batem palmas comigo meninas! Estela entendeu perfeitamente o meu lado ruim. Então, tomem cuidado, comigo. Minha palavra aqui é lei! Vocês ouviram meu irmão Dudu dizer que herdei o sangue ruim do meu bisavô. Para que tenham ideia da frieza dele, mandou matar a nora, o pai dela e todos os escravos da fazenda onde minha mãe nasceu. Se hoje eu existo, foi graças ao meu avô Eduardo Lacerda, que chegou na fazenda, em tempo de evitar a matança. E sabem como ele conseguiu fazer isso? Matou, ele mesmo a própria esposa, por ciúmes de um soldado o qual a mulher dele se apaixonou.

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Beto morde os lábios se segurando para não entrar no quarto, prefere esperar a conversa prosseguir.

Raquel — O que tem o doutor, Estela?

A mulher na voz de Estela — Ele foi embora e não vai mais voltar.

Raquel – Melhor assim. Mas prefiro não arriscar. Vou falar com o Beto assim que ele voltar.

Estela sorri. Os olhos brilhavam — Beto quer se casar com você. Está apaixonado.

Raquel — Estela eu não…!

Estela — Não seja tola, Raquel! Quando Beto vier falar com você, o aceite na sua vida. Se ele lhe pediu em casamento é porque quer se casar com você…

Raquel – Estela, como vai ser eu me juntando com a família do Beto, ainda mais depois que…

Estela – Faça o que estou lhe pedindo. Aceite o pedido dele. Promete-me que vai fazer isso?

Raquel pensa, suspira. — Tudo bem.

Estela – Bom, agora vou dormir. E pense no que falei!

Beto rapidamente se afasta, entrando no quarto dele.

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Beto — Melhor não, Raquel! Estou sem dinheiro para comprar uma casa. E para onde eu a levaria? Alugar uma casa nem pensar. O dinheiro não sobra, é muita conta para pagar. O que sobra estou guardando para devolver ao meu irmão. Custódio quem me emprestou dinheiro para comprar a casa. No entanto, enquanto eu não devolver a ele o que devo, ele é dono de tudo o que tenho! Então, vamos esperar um pouco mais para se casar?

Raquel — O que vou fazer aqui, então?

Beto — Nada! Exatamente nada! Vai continuar como antes. Pelo menos por um tempo. E tem um detalhe. Não quero que saia do quarto. Vai ter tudo que precisa aqui dentro.

Pega a chave e sai, trancando a porta.

Raquel corre até a mesma. — Beto? Beto? Não acredito, ele me trancou aqui dentro.

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Tainá e o garçom, na praça, conversam animados. De longe, Dudu observa o casal. A moça se despede e segue a rua, lado oposto.

Dudu ameaça colocar o carro em movimento, breca, quase atropelando alguém. Ele e a moça entreolham-se assustados. Ele ameaça falar algo. Ela se vira para traz, ouvindo alguém lhe chamar pelo nome.

Garçom — Francine, espera.

A moça rapidamente sai da rua. O rapaz chega. Eduardo fica atento nos dois, seguindo o caminho, depois que dividem as sacolas de compras.

O sino da igreja toca. Eduardo estaciona o carro e segue a pé, em direção a catedral. Se coloca de joelhos perto do altar e faz uma prece.

Na casa de Afonso, ele é o primeiro ver Dudu entrar na cozinha. — Você falou com o Beto? Que explicação ele lhe deu?

Dudu olha a mãe, a tia Clara, sentadas ao redor da mesa. Mira o chão ao dizer: — Não, não, eu não encontrei o Beto, pai! — e se refere a irmã, também chegando — O garçom voltou a lhe procurar, Tainá?

Taina encara todos, senta ao lado da tia, e alegre responde: — Sim! Nós nos encontramos depois que sai da igreja. — e se refere ao pai — Ele disse que vem falar com o senhor. Mas antes, vai viajar com o pai. Vão ficar um tempo fora.

Dudu — Você está confiante de mais. Deveria ir devagar.

Tainá, estranha. — Não entendi. Por que me pede isso? – sorri — Há, ele tem uma irmã muito bonita. O nome dela é Francine. Ele me apresentou. O pouco que conversei com ela pareceu um amor de pessoa. Na hora, até me lembrei de você.

Dudu sorri — E que Deus me perdoe julgar alguém, antes de conhecer a verdade. Eu vi os dois. Pensei que eram casados. — Faz um gesto qualquer. — Vou tomar banho, depois do almoço, talvez dou um pulo na fábrica. — e fala com o pai — Contratei o filho do Geraldo para trabalhar no lugar do Beto.

Afonso suspira preocupado. ¬— Isso quer dizer que também perdeu a esperança com o seu irmão.

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Beto — Eu esperava você, Estela! — estende-lhe uma taça — Quero que faça um brinde comigo! Vamos brindar o amor.

Estela não se manifesta.

Beto — sorri — Vamos lá, Estela, pegue a bebida.

Estela, sem entender o comportamento dele, olha as moças.

Beto — Você não vai me fazer essa desfeita, na frente das suas amigas?

Estela — Claro que não, Beto! Não é isso! É que estou com uma dor de cabeça horrível, e não queria começar a beber tão já! Desculpe! Bom, eu pego água e brindamos. Já volto.

Beto coloca as taças no balcão. Ele estranha, novamente, o comportamento das moças, atenta a ele. — O que foi meninas? Vocês não estão pensando que coloquei veneno de rato na bebida da Estela?

Nenhuma responde. Estela volta com uma taça cheia de água. — Prontinho. Vamos brindar o amor, como você quer.

Juntos levam as taças que se encontram no alto. — Ao amor! TIM! TIM!

Beto toma um gole do vinho. Estela a água. As moças, ainda paradas, olham os dois. Ele pega a taça que colocou no balcão, despeja o vinho no copo dele. Toma de uma só vez, olha as moças — Pronto, meninas! Tomei meu próprio veneno.

Encena como se estivesse morrendo. Depois solta gargalhada e diz: — A vida para mim são apenas momentos que eu posso viver. Não tenho medo da morte. Vou trocar de roupa. — Joga um beijo para Estela. — Gosto muito de você, Estela! E já que está com dor de cabeça pode descansar. Não precisa se expor esta noite. Pode dormir. Pode sair. Pode fazer o que quiser, está livre! — e sai subindo a escada.

Estela termina de tomar a água.

Uma das moças — Estela, por um momento, pensei que o Beto fosse envenenar você.

Outra moça — Eu já ouvi falar nisso.

Outra moça — Eu também! Quando eu morava na rua, ouvi alguém dizer que há muitos anos atrás, existia um homem, dono de um bordel. Ele matava qualquer um, principalmente as moças que não aceitasse fazer o que ele queria. E se elas se negassem tomar a bebida, ele despejava a força, goela a baixo. Quando você se negou a tomar a bebida veio toda essa história na minha cabeça.

Estela ri — Espera, aí meninas? O Beto não é tão mal assim!

Eleonora — Estela, você pirou? Hoje de manhã, falou do comportamento do doutor Custódio. Do outro irmão do Beto, e se eles são mansos enfrentaram a fera, imagina se o demônio resolver descer do trono.

Estela enruga a testa — Eu falei isso?

Moça 1 — Sim! Todas nós ouvimos, o Beto também.

Estela — Não me lembro! — E recorda suas palavras com Raquel — De repente, senti arrepios pelo corpo. Olha como estou arrepiada.

Raquel — Credo, Estela! Ouvi, muitas vezes, as pessoas dizerem que quando arrepiamos assim, do nada, é porque a morte passou por perto.

Estela volta a si, rindo diz: — Eu, hem! Melhor começar tomar cuidado com a minha boca, e prestar atenção em tudo que falar de agora para frente. — mostra a taça — Para não morrer envenenada. E já que o nosso amo me dispensou, vou dar uma volta pela cidade, sem horas para voltar.

Logo depois, Estela, no centro da cidade, mostra uma fotografia a todos que passam do seu lado. A noite entra e sai em bares e estabelecimento também pedindo informação. Nada encontra.

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POSTADO POR

Fátima Costa Friozi

Fátima Costa Friozi

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