Custe o Que Custar – Cap. 002 – SANGUE FRIO

CENA 01 – VITRINE PUBLICIDADE – SALA DE REUNIÕES – INT. DIA:

CONTINUAÇÃO IMEDIATA DO CAPÍTULO ANTERIOR:

Jeremias – Por favor, que vocês aplaudam o futuro presidente do Grupo Vitrine Publicidade: ALBERTO VILLAS BOAS.

Alberto se encaminha para ao lado do pai. Todos aplaudem. Foco em Caíque que está perplexo e transtornado com o anúncio. Todos continuam aplaudindo. De repente, Caíque sai em disparada da sala de reuniões. Todos ficam sem entender.

CORTA PARA:

CENA 02 – VITRINE PUBLICIDADE – SALA DE CAÍQUE – INT. DIA:

Caíque entra em sua sala transtornado. Lá, ele começa a quebrar tudo e a jogar tudo no chão.

Caíque – DESGRAÇADO, FILHO DUMA PUTA, LAZARENTO!!!

Ele continua a jogar suas coisas e a destruir sua sala. De repente, entra Jeremias, Suzana e Alberto na sala.

Jeremias, assustado – Mas o que é isso Caíque? Você acabou com a sua sala!!!

Com sangue nos olhos de nervosismo, Caíque desfere um soco violento no rosto de Alberto.

Alberto, gritando de dor – O que é isso, seu maluco!

Caíque vai saindo rapidamente para fora, quando volta e aponta o dedo para Alberto.

Caíque – Você vai me pagar, Alberto! Vocês todos vão me pagar!

Caíque sai em disparada. Jeremias e Suzana ajudam Alberto e o levam para casa.

CENA 03 – MANSÃO VILLAS BOAS – FACHADA – EXT. DIA:

CORTA PARA:

CENA 04 – MANSÃO VILLAS BOAS – SALA DE ESTAR – INT. DIA:

Entram Suzana, Jeremias e Alberto, que está com um olho machucado. Stella, que estava na cozinha, vem acompanhada de Lutero.

Stella – Mas o que aconteceu que vieram tão cedo?
Stella se assusta

Stella – E esse olho roxo, meu filho? Cadê o Caíque?

Jeremias – Foi por causa daquele insolente, aquele moleque. Desferiu um soco daqueles no rosto do Alberto

Stella, ainda assustada – Meu Deus! Mas por quê?

Suzana – Ele ficou transtornado quando o Alberto foi anunciado como sucessor do papai na empresa. A sala dele ficou em ruínas.

Jeremias – Ele é um invejoso, isso sim! Mas deixa ele comigo que o que é dele está guardado.

Suzana – Bom, gente, eu tenho que ir. Tenho uma consulta. Se precisar de mais alguma coisa, papai me procure.

Jeremias – Obrigado, filha.

Suzana Sai.

Stella – Lutero, vá até o meu quarto, por favor, lá tem uma caixa de primeiros socorros.

Lutero assente com a cabeça e rapidamente sai.

Alberto – Não, mamãe, vai ficar tudo bem.

Stella – você está maluco? Precisamos passar um remédio nisso aí! Pode infeccionar.

Jeremias e Stella se olham, assustados

CORTA PARA:

CENA 05 – MOTEL – QUARTO – INT. DIA:

CONTINUAÇÃO DA CENA 37 DO CAPÍTULO ANTERIOR

Felipe, perplexo – Grávida? De mim? Você só pode estar doida.

Luciana – Felipe, você foi meu único cliente nesses últimos dias.

Felipe – Mas eu sempre usei preservativo com você.

Luciana – em algum dia você não usou. Porque esse filho é seu.

Felipe, irônico – Ah é? Você acha que eu vou cair nesse seu golpezinho baixo?

Luciana, sem entender – Como é, Felipe? Golpezinho?

Felipe, impaciente – Ah, Luciana você acha que me engana. Uma prostitutazinha barata vem me dizer que ta grávida? Esse vermezinho só pode ser de qualquer um aí e você quer que eu caia nessa história.

Luciana, Nervosa – Felipe, não seja cretino! Esse filho é seu sim! Você não me disse que era o seu maior sonho ser pai? Então, eu estou realizando esse sonho!

Felipe – Não seja ridícula, Luciana. Eu? Pai de um filho de uma prostituta? Só porque você quer mesmo.

Felipe se levanta, e começa a se vestir.

Luciana – Aonde você vai?

Felipe termina de se vestir, pega sua carteira e tira um monte de dinheiro dela e joga pra Luciana, na cama.

Felipe – Ta pago. Pela diária do motel e pelos teus serviços. Vai sobrar algum. Fica pra você, agora você vai precisar.

Felipe sai. Luciana fica ali, nervosa e começa a chorar.

CORTA PARA:

CENA 06 – LABORATÓRIO MÉDICO – FACHADA – EXT. DIA.

CORTA PARA:

CENA 07 – LABORATÓRIO MÉDICO – SALA DE CONSULTA – INT. DIA:

O médico conversava com Suzana. Ela parecia apreensiva.

Suzana – E então, doutor? O que eu tenho? Eu posso ter filhos?

Médico – Infelizmente as notícias não são animadoras. Suzana, você não poderá ter filhos.

Suzana, desesperada – Como, doutor? Por quê?

Médico – Há uma má formação no seu útero, impossibilitando o desenvolvimento do óvulo fecundado.

Suzana – Mas isso tem cura? Tem algum tratamento? Por favor, diga que tem, doutor?

Médico – Infelizmente não. Existem casos em que a má formação uterina não impede uma gravidez, mesmo que ela seja de risco. Mas o seu caso é mais grave e irreversível. Eu sinto muito, dona Suzana.

Suzana se desespera e começa a chorar. Ela sai do consultório totalmente desnorteada.

CORTA PARA

CENA 08 – RUA – CARRO DE SUZANA – EXT. DIA.

Suzana chora muito enquanto dirige seu carro. Ela estaciona em uma praça.

CORTA PARA:

CENA 09 – PRAÇA – EXT. DIA:

Suzana se assenta em um banco da praça e observa várias mães brincando com seus filhos no parquinho. Nela.

Suzana – Eu só queria saber, meu Deus, porque comigo? Esse sempre foi o meu Sonho. Porque, Meu Deus?

Uma mulher, chamada Lílian, com um bebê se assenta ao lado dela. O bebê que está no colo da mulher olha para Suzana e começa a sorrir pra ela. Suzana a olha e sorri de volta.

Suzana – Oi, coisinha linda. Que sorrisão!

Lílian – Ah… Ele é assim. Sorri pra todo mundo

Suzana – Meu nome é Suzana. Prazer.

Lílian – Prazer, Suzana. Meu nome é Lílian.

Suzana – Qual é o nome dele e quanto tempo tem?

Lílian – Lucas. Tem 08 meses.

Suzana – Nome lindo. Lucas. Eu posso pegá-lo no colo um pouquinho?

Lílian – Claro!

Lílian entrega o bebê para Suzana. Ela começa a brincar com o bebê, que retribui com sorrisos e gargalhadas. De repente Suzana olha para o bebê e começa a chorar.

Lílian, preocupada – Moça… Está tudo bem?

Suzana devolve o bebê para a mãe.

Suzana, enxugando as lágrimas – Me desculpa ta? Ta tudo bem. Me desculpe. Eu já vou indo.

Suzana sai. Lilian fica sem entender nada.

CORTA PARA:

CENA 10 – BAR – EXT. DIA:

Um barzinho simples, de vila, vários homens nas mesas espalhadas pela área aberta do bar, bebendo.

CORTA PARA:

CENA 11 – BAR – INT. DIA:

Entrando mais no ambiente, se vê Caíque, já muito embriagado, sentado em uma das banquetas do balcão. Ele pede mais um copo de pinga.

Caíque – Me serve mais uma aí, irmão.

Dono do bar – o senhor já bebeu muito, não?

Caíque, alterado – Mas eu to pagando, porra! Me serve mais uma que hoje é dia de comemorar!

O dono do bar o serve. Caíque bebe tudo em um gole só. De repente, ele se levanta e, cambaleando, começa a caminhar pelo bar.

Caíque – Aí, galeraaa! Hoje o de todo mundo é por minha conta!

Ele começa a se abraçar com os bêbados e a beber cada vez mais.

CENA 12 – APARTAMENTO DE LUCIANA – FACHADA – EXT. DIA:

CORTA PARA:

CENA 13 – APARTAMENTO DE LUCIANA – SALA – EXT. DIA:

Luciana está no sofá, chorando, enquanto Tiffany está de pé, andando pra lá e pra cá, preocupada

Tiffany – Puta que o pariu, Luciana. Grávida? Que merda você fez! (T) Como tu deixou isso acontecer?

Luciana, nervosa – Eu não sei! Aconteceu. E agora eu to fudida. (T) Aquele desgraçado não ta nem aí pra mim!

Tiffany – E você queria o quê? Que ele largasse a esposa e assumisse você? Que homem assume filho de puta, Luciana? Ta louca, doida?

Luciana – E agora?

Tiffany – E agora pergunto eu, né!

Luciana – Mas aquele cretino vai me pagar! Vai me pagar!

Em Luciana, determinada.

CENA 14 – MANSÃO VILLAS BOAS – FACHADA – EXT. DIA:

CORTA PARA:

CENA 15 – MANSÃO VILLAS BOAS – QUARTO SUZANA – INT. DIA:

Felipe estava sentado em uma poltrona, refletindo, pensativo. De repente, entra Suzana. Os dois se olham. De repente, ela começa a chorar. Felipe vai até o seu encontro e a abraça.

Felipe – Oh meu amor. Calma. Calma! O que aconteceu?

Suzana – Eu estava numa praça e uma mulher se assentou do meu lado com um bebê e eu comecei a brincar com ele e… Meu coração doeu sabe. Doeu por que… Eu não sei…

Felipe, carinhoso – Calma, Suzana. Vai ficar tudo bem. Me perdoa, ta bom. Me perdoa por eu ter sido um canalha, um fraco. Ter sido grosso, incompreensível com você. Me perdoa, eu vou melhorar.

Os dois trocam beijos e carinhos e se abraçam forte.

Suzana – Eu te amo, meu amor.

Felipe – Eu também te amo. E nós vamos superar isso juntos, viu. Nós vamos continuar tentando e eu sei que o nosso filho vai vir.

Suzana chora ainda mais.

Suzana – Não, Felipe. O nosso filho não vai vir. Eu fiz os exames. Eu não posso engravidar.

Felipe – decepcionado – O que?

Em Felipe.

====================== ABERTURA AQUI =======================

CENA 16 – MANSÃO VILLAS BOAS – QUARTO SUZANA – INT. DIA:

CONTINUAÇÃO IMEDIATA DA CENA ANTERIOR
Felipe – Então quer dizer que…

Suzana, enxugando as lágrimas – É isso mesmo, Felipe. Meu útero tem uma má formação que me impede de engravidar.

Felipe, se transtornando – Não posso acreditar, Suzana. Você… você me destruiu, você… você acabou com o meu maior sonho.

Suzana, nervosa – O quê, Felipe? Você ta ficando maluco? Você acha que eu quis ter um problema que me impedia de engravidar? Como você acha que eu estou me sentindo diante disso, Felipe?

Felipe, nervoso – Como “você” acha que eu estou me sentindo, Suzana? Eu sempre avisei você, vai fazer um exame, vai ver se não tem nenhum problema. Mas não. Você preferiu acreditar que não era o tempo certo. E agora ta aí.

Suzana – Eu não acredito que você está sendo insensível de me culpar, Felipe. Você sabe que essa é a pior notícia pra uma mulher que sonha em ser mãe.

Suzana começa a chorar

Suzana – Você não sabe o quanto me doeu ouvir da boca do médico que eu nunca poderei ser mãe. Você não tem idéia do quanto meu coração está destruído. Mas você só pensa em si mesmo.

Felipe – Chega, Suzana. Eu não tenho mais nada pra falar pra você e nem pra escutar de você. Na verdade, eu não tenho nem mais porque continuar casado com você.

Felipe sai apressado. Suzana se joga no chão e começa a chorar.

CORTA PARA:

CENA 17 – MANSÃO VILLAS BOAS – QUARTO ALBERTO – INT. DIA:

Alberto e Heloíse deitados na cama, após fazerem sexo.

Heloíse – O Caíque estava obcecado por essa promoção. Mas eu não imaginava que ele iria perder a cabeça desse jeito.

Alberto – Nem eu. O Caíque sempre foi mimado, achava que tudo tinha que ser sempre do jeito dele, mas nunca o vi agir assim.

Heloíse – Cuidado com ele, Alberto. O Caíque não é flor que se cheire. Eu conheço muito bem o homem com que eu casei.

Alberto – Se conhecesse mesmo, já tinha largado comigo.

Heloíse – Deus o livre! Se ele descobre o nosso caso, nos mata e come a nossa carne ainda.

Alberto – Não. Eu não vou deixar isso acontecer. Eu te amo e o nosso amor nunca vai ter fim!

Os dois começam a se beijar e se amassar, quando ouvem gritos e barulhos.

Heloíse, se afastando de Alberto – Escuta… Tá ouvindo isso?

Alberto, estranhando – Parece que está vindo lá de baixo.

Os dois se levantam rapidamente e começam a se vestir.

CORTA PARA:

CENA 18 – MANSÃO VILLAS BOAS – SALA DE ESTAR – INT. DIA:

Caíque entra cambaleando, se desequilibrando. Ele tropeça no próprio pé e debruça em uma mesinha decorativa no centro da sala, derrubando tudo o que estava acima dela. Fica ali, caído na sala

Jussara – Mas o que está… – ela se assusta ao ver caíque caído no chão. – Seu Caíque, o que aconteceu?

Logo, na escada, descem Suzana, Heloíse e Stella, assustadas.

Heloíse, se assustando – Meu Deus, o que é isso?

Jussara – Dona Heloíse, seu Caíque chegou aqui tontinho, tontinho de bêbado. Caiu – se ai na sala.

Heloíse – Você ficou maluco, Caíque?

Caíque, embriagado – Eu to bem… Foi só um golinho que eu tomei pra comemorar a apunhalada que levei do meu irmão.

Suzana – O que? Do que você ta falando, Caíque?

Caíque – do que eu to falando? Você é outra traíra. Pensa que eu não ouvi você enchendo a cabeça do papai de baboseiras?

Suzana fica olhando para ele, confusa

Stella – Heloíse, leva ele pro banheiro e dê um banho de água bem gelada pra passar esse porre. Jussara, prepare um café bem forte pra ele, por favor.

Suzana e Heloíse apóiam Caíque em seus ombros e o levam pro andar de cima. No topo da escada, Alberto e caíque se encontram.

Caíque – Você é um cretino, Alberto. Um sujo. Me deu uma rasteira daquelas.

Alberto nada diz. Heloísa e Suzana o arrastam para o quarto.

CENA 19 – CIDADE DE CURITIBA – EXT. TRANSIÇÃO DIA/NOITE

Imagem acelerada do Jardim Botânico, mostrando a transição da noite para o dia.

CENA 20 – RUA – CARRO DE FELIPE – EXT. NOITE:

Felipe dirigia seu carro, estava pensativo. Ele passa pela mesma rua onde encontrava Luciana, e parece procurar por ela. Ele a acha e vai até ela e para o carro. Abaixa o vidro.

Felipe – Entra, eu preciso falar com você.

Luciana – Não ta vendo que eu to trabalhando? E se for pra me ofender igual a ultima vez que a gente se viu, dispenso até pagamento triplo.

Felipe – Entra logo que eu não tenho muito tempo! E o assunto é do seu interesse.

Luciana pensa e resolve entrar no carro. O carro sai.

CORTA PARA:

CENA 21 – MANSÃO VILLAS BOAS – FACHADA – EXT.NOITE:

CORTA PARA

CENA 22 – MANSÃO VILLAS BOAS – QUARTO SUZANA – INT. NOITE

Suzana e Heloíse estão conversando. Suzana está triste e Heloíse a consola.

Heloíse – Oh, minha amiga… Pior que eu nem sei o que te falar diante de uma notícia dessas.

Suzana – Nem tem o que falar, Helo. Pior é o Felipe. Foi tão incompreensível comigo, sem coração. Ele deveria me apoiar, me ajudar, e foi um canalha comigo.

Heloíse – Calma amiga. Não estou defendendo ele, mas pensa. Pra ele foi um baque essa notícia. Fica calma. Tudo vai se resolver.

Suzana – Olha, Heloíse, eu quero acreditar assim, mas… Pelo que ele me disse… Acho que o nosso casamento acabou.

Heloíse – Não fala assim, Suza. O Felipe te ama.

Suzana – Eu já não tenho tanta certeza assim. Aliás, era única esperança de as coisas mudarem. O Felipe era obcecado pra ser pai. Agora que soube que, pelo menos por mim, não poderá ser. Como ele disse, não tem mais porque continuar casado comigo.

Heloíse alisa o rosto da amiga.

Suzana – Mas e você? Não teve um filho ainda com meu irmão por quê?

Heloíse – Deus me livre! Imagina se vem com a personalidade do pai? Tô ferrada!

Suzana – mas o Alberto seria um bom pai pro seu filho né?

Heloíse, desconversando – Do que você ta falando?

CORTA PARA:

CENA 23 – MANSÃO VILLAS BOAS – CORREDOR QUARTOS – INT.NOITE:

Caíque passava por ali quando percebe Heloíse e Suzana conversando no quarto desta e resolve parar pra escutar a conversa.

CORTA PARA:

CENA 24 – MANSÃO VILLAS BOAS – QUARTO SUZANA – INT. NOITE:

Suzana – Heloíse, eu sei do seu caso com meu irmão Alberto.

Heloíse, desconversando– Eu continuo sem saber do que está falando, Suzana.

Suzana – Heloíse, nós somos adultas. Não precisa mentir pra mim. Somos amigas desde criança. Eu te conheço. Pode falar pra mim. Não vou te recriminar, apesar de não achar certo o que você está fazendo com o Caíque. Traição é uma coisa que eu não apoio seja com quem for.

Heloíse – Eu sei, Suza. Mas eu amo o Alberto. Mas também, se o Caíque descobrir ele me mata. Mata o Alberto. Mas é mais forte do que eu.

CORTA PARA:

CENA 25 – MANSÃO VILLAS BOAS – CORREDOR QUARTOS – INT.NOITE:

Caíque continuava a escutar a conversa, sem acreditar no que acabou de ouvir.

CENA 26 – MANSÃO VILLAS BOAS – QUARTO SUZANA – INT. NOITE:

Suzana – Ninguém é tão forte o bastante para vencer o amor, Heloíse. Mas tome cuidado. Alguém pode flagrar vocês.

Heloíse – Você não sabe o susto que eu tomei quando o Caíque chegou. Eu tava com o Alberto nessa hora. Imagina se ele nos pega!

Suzana – Não só ele, mas qualquer um aqui dessa casa, Heloíse. Mas olha. Eu dou o meu apoio. Você e o Alberto são perfeitos um para o outro.

Heloíse, suspirando – Ah… o Alberto é um príncipe. Eu me sinto mulher quando estou com ele sabe. Diferente do Caíque, que me trata como capacho.

Suzana – Olha, o caíque é meu irmão, mas nem eu suporto ele as vezes. E desde criança ele foi assim. Porém, independente de tudo, vocês vão ter que enfrentar a fera e resolver essa situação.

Heloísa – Pois é…

Suzana – Mas vamos descer, daqui a pouco vão servir o jantar.

CORTA PARA:

CENA 27 – MANSÃO VILLAS BOAS – CORREDOR QUARTOS – INT.NOITE:

Caíque está transtornado. Uma lágrima rola em seu rosto.

Caíque – Eu não acredito. Até isso meu irmão me roubou? Mas vocês vão me pagar. E caro.

Caíque percebe que Suzana e Heloíse estão saindo do quarto e se esconde. Logo, elas saem e não percebem ele por ali. Elas vão para a sala e ele permanece ali.

CORTA PARA:

CENA 28 – MOTEL – FACHADA – EXT. NOITE:

CORTA PARA:

CENA 28 – MOTEL – QUARTO – INT. NOITE:

Felipe Leva Luciana para o motel aonde sempre se encontravam.

Luciana – Percebeu que não ia conseguir viver sem mim e nosso filho?

Luciana tenta o agarrar, mas ele se esquiva

Felipe – Para, para! Tá ficando louca? Eu já falei que continuo achando que esse filho não é meu.

Luciana – mas é sim!

Felipe, frio – Bom. Sendo ou não sendo, essa criança vai trazer muito problema pra mim. E pra você também. Por isso eu tenho uma proposta pra te fazer. Proposta não. Uma oferta irrecusável.

Luciana – do que você ta falando?

Felipe – Você vai abortar essa criança.

Luciana olha para Felipe, sem acreditar no que ouviu.

Felipe – Eu vou te dar um dinheiro. Um bom dinheiro. Pra você pagar uma clínica, clandestina, lógico, que faça esse tipo de serviço. E depois, você vai sumir do mapa.

Luciana não deixa o rapaz terminar de falar e lhe mete um tapa na cara.

Luciana, irritada – Você ta pensando que eu sou o que?

Felipe – To pensando que você é uma vagabunda. Uma piranha. Uma golpista. Que se aproximou do primeiro endinheirado pra tentar enganar e dar o velho golpe da barriga. Mas você se estrepou. Porque eu sou mais esperto do que você pensa. (T) Mas vou ser bonzinho. Vou te dar um dia pra você pensar na proposta.

Felipe vai saindo, quando Luciana o segura.

Luciana, chorando – Você é um cretino, um safado. Maldita a hora que eu te encontrei!!

Felipe – Ah, por favor, Luciana!

Ele vai saindo, quando de repente, ela saca uma arma na bolsa e aponta para Felipe. Sem direito de defesa, Luciana dispara quatro tiros nas costas dele. Dois, atingem sua cabeça, e dois na suas costas. Em slow motion, o rapaz cai no chão. Luciana, transtornada e com lágrimas nos olhos, vai até ele e lhe verifica o pulso. Felipe está morto.

Luciana, assustada e chorando – Meu Deus! O que eu foi que eu fiz?

CENA 29 – MANSÃO VILLAS BOAS – FACHADA – EXT. NOITE:

CORTA PARA:

CENA 30 – MANSÃO VILLAS BOAS – SALA DE JANTAR – INT. NOITE:

A Família Villas Boas está reunida para o jantar. O clima era tenso, e só Felipe não estava no local. Caíque então, pede a palavra.

Caíque – Bom. Eu quero aqui quebrar todo e qualquer tipo de tensão com a família e pedir perdão. Perdão ao meu pai, minha irmã Suzana e principalmente ao meu irmão querido Alberto, pelo vexame que passei na empresa.

Jeremias o olha sério.

Caíque – Eu confesso que estava obcecado pela presidência da empresa, me deixei levar, era o meu sonho continuar o árduo trabalho que papai iniciou com tanta competência. Mas saiba que estou muito orgulhoso de você, irmãozinho.

Alberto – Olha, caíque, eu confesso que, no mínimo eu não entendi nada. Mas você é meu irmão. E tudo isso não é meu. É nosso. Você tem parte nisso, a Suzana tem parte nisso, eu preciso de vocês. E eu te perdôo sim.

Caíque – E você, papai?

Jeremias – Você me decepcionou muito, meu filho. Eu não esperava essa atitude sua. Foi de uma infantilidade sem tamanho. Mas você é meu filho. Eu te amo. É claro que te perdôo.

Caíque – Obrigado papai, Alberto. E também eu quero me desculpar com minha esposa, Heloíse. Pelo papelão que paguei aqui na sala quando cheguei mediocremente bêbado. Mas principalmente, por não ser um bom marido. Saiba que vou melhor. Por você. Por nós. Eu te amo.

Caíque força um beijo e Heloíse fica desconfiada.

CENA 31 – MANSÃO VILLAS BOAS – COZINHA – INT. NOITE:

Jussara arrumava as coisas do jantar para Lutero servir.

Jussara – Agora se vê né. Nessa família ninguém é santo. Uma trai o marido, o outro rouba o lugar do irmão, Ihhh! Tudo virado num chapéu velho.

Lutero – Cale essa boca, Jussara. Não se mete em assunto que não é da sua conta.

Jussara – Mas tu é um coisa bobo mesmo né. Vive defendendo essa família, esse povo que te faz de gato e sapato.

Lutero – Cuide apenas dos seus serviços.

A televisão da cozinha estava ligada, quando a programação é interrompida pelo plantão noticiário.

Jussara – Ah! Justamente na melhor cena da minha novela!

Repórter da TV – Um crime bárbaro ocorreu hoje em um motel em Curitiba. Um assassinato envolvendo uma garota de programa e um homem que foi identificado pelos documentos como Felipe das Neves. Pelo que se sabe, Felipe era casado com Suzana Villas Boas, editora-chefe e proprietária da Revista Vitrine.

Lutero e Jussara se assustam com o noticiário. Lutero corre para a sala de jantar.

CENA 32 – MANSÃO VILLAS BOAS – SALA DE JANTAR – INT. NOITE:

Lutero chega, assustado.

Lutero – pelo amor de Deus, liguem a televisão, há um plantão noticiário gravíssimo sobre o seu Felipe

Todos ficam assustados. Jeremias liga a televisão da sala de jantar e o plantão continua.

Repórter da TVAinda não se sabem quais foram os motivos para o crime, mas a polícia desconfia de crime passional. A autora do crime, uma garota de programa, como já foi dito, ainda estava no local e confessou a autoria e foi presa em flagrante. Felipe das Neves levou quatro tiros e morreu na hora. Mais informações você confere logo mais no jornal local.

Todos estão chocados diante da notícia.

Stella, indo amparar Suzana – Filhinha, por favor, mantenha a calma!

Suzana, desesperada – meu Deus! Não pode ser!

Em Suzana.

CORTA PARA:

FIM DO CAPÍTULO.

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