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Custe o que Custar – Cap. 005 – NOVOS TEMPOS

CENA 01 – MANSÃO VILLAS BOAS – QUARTO SUZANA – INT. DIA.

CONTINUAÇÃO IMEDIATA DO CAPÍTULO ANTERIOR

Heloise- Eu to grávida. Grávida do Alberto. 

Suzana se assusta. 

            Suzana – Como assim grávida? Meu Deus, Heloíse!

Heloíse volta a chorar

            Heloíse – Eu não sei o que fazer, Suza! Eu precisava do Alberto aqui comigo nesse momento! Eu to desesperada, sem chão. E se o Caíque descobrir aí é que eu to ferrada.

            Suzana – Não! O Caíque não vai ficar sabendo. 

Suzana olha para os lados, pensativa.

            Suzana – Você vai ter que fazê-lo acreditar que esse filho é dele. 

            Heloíse – Mas como?

Suzana mais uma vez olha para Heloíse, pensativa.

            Suzana – É horrível isso que vamos fazer. Mas com o Caíque não tem outro jeito. Eu tenho uns remédios aqui, que o Felipe tomava para dormir. 

            Heloíse, assustada – Você tá ficando maluca? Dopar o caíque?

Suzana – Não tem outro jeito. E tem que ser hoje. No jantar você vai colocar um comprimido no copo dele. Ele vai dormir igual uma pedra. 

Heloíse – E depois?

Suzana – E depois você simula que teve uma noite de amor com ele. E o resto você vai saber como fazer. 

Heloíse, insegura – Suza, isso é loucura! E se não der certo?

Suzana – A gente só vai ficar sabendo se tentar.

Heloíse e Suzana se olham, sérias.

CORTA PARA:

CENA 02 – MANSÃO VILLAS BOAS – SALA DE ESTAR – INT. DIA.

Caíque chega enquanto Jussara está passando pano nos móveis.

            Jussara – Ih. Já chegou, seu Caíque? 

            Caíque, irônico – Não, anta! Você está vendo uma miragem.

Caíque ignora a empregada e sobe. Jussara o espera subir.

            Jussara – A única miragem que eu to vendo é do teu chifre, seu chifrudo.

Logo chega Lutero.

            Lutero – Você ta doidinha pra perder o seu emprego né, sua desmiolada. 

            Jussara – Ai, coisa bobo, ele nem ouviu. E se ouvir também, to nem aí. É bom que se toque pelos outros porque pelo peso do cifre vai ser difícil.

Jussara cai na risada. Lutero também não consegue conter o riso. Mas se contém e ordena a empregada.

            Lutero – Pare de falar besteiras. E vá pra cozinha cuidar do jantar.

Jussara sai. Lutero fica ali. Ele se lembra das palavras de Jussara e ri sozinho. 

CORTA PARA:

CENA 03 – MANSÃO VILLAS BOAS – QUARTO CAÍQUE – INT. DIA.

Heloíse está deitada na cama, chorando, se lembrando de Alberto. Caíque entra e ela logo seca as lágrimas, disfarçando.

            Caíque – Não precisa disfarçar.

            Heloíse, fingindo – disfarçar o que?

Caíque chega perto dela e a encara.

            Caíque – Eu sei que você tava chorando por causa do seu amantezinho.

BAQUE em Heloíse. 

            Heloíse, assustada – Eu não sei do que você tá falando…

Caíque a interrompe com um forte tapa na cara que a faz cair deitada na cama. Heloíse grita e olha atemorizada pra ele.

            Caíque – Era um homem de verdade que você queria? Pois é um homem que você vai ter!

Caíque abre sua calça e avança pra cima dela. Close no rosto de Heloíse com medo. Ele levanta o vestido dela, que tenta a todo custo se defender. Ele dá um outro tabefe nela, e aperta seu rosto.

            Caíque – Quietinha se não eu te mato, sua vadia.

Caíque imobiliza e abaixa a roupa íntima de Heloíse e começa a penetrá-la. Heloíse somente chora enquanto é abusada pelo próprio marido. 

CORTA PARA:

CENA 04 – MANSÃO VILLAS BOAS – FACHADA – EXT. DIA/NOITE.

Transição do dia para a noite em time lapse.

CORTA PARA:

CENA 05 – MANSÃO VILLAS BOAS – QUARTO CAÍQUE – INT. NOITE.

Heloíse está deitada em sua cama. Estava se preparando para descer para o jantar. Logo entra Suzana.

            Suzana – Licença.

            Heloíse – Oi, Suza. Entra. 

Suzana entra e se senta na cama, ao lado de Heloíse. 

            Suzana – Estou com os comprimidos aqui. Preparada?

            Heloíse – Não vou mais precisar dos comprimidos. O próprio Caíque já fez o serviço. 

            Suzana – O que? Como assim?

Ela entende o que Heloíse quis dizer e se assusta.

            Suzana – Não. O meu irmão não fez isso com você!

            Heloíse – Sim. Fez. 

Uma lágrima rola do rosto de Heloíse.

            Heloíse – Ele descobriu que o Alberto e eu éramos amantes. Não sei como. E quis provar sua masculinidade.

            Suzana, nervosa – Mas isso é caso de polícia, você precisa denunciá-lo!

            Heloíse – Não, eu não posso! Por mais que eu esteja destruída, arrasada, me sentindo um lixo, eu preciso pensar nesse filho que eu tô esperando. Se eu o denunciar ele me mata! 

Suzana olha a amiga com compaixão. Ela a abraça. Heloíse começa a chorar em seu ombro.

            Heloíse – eu to me sentindo um lixo, Suza. Um verme imundo.

            Suzana – Ei. Não se sinta assim. Verme é ele. Você não tem culpa de nada. 

As duas permanecem ali, abraçadas.

CENA 06 – CIDADE DE CURITIBA – TRANSIÇÃO DIA / NOITE – EXT.

Um clipe de mais ou menos 15 segundos mostra o movimento na cidade de Curitiba, tanto de dia, como de noite. Mostra seus pontos turísticos, o jardim botânico, a ópera de arame, o parque tanguá, assim como os shoppings, e toda área moderna da cidade. 

LETREIRO: DIAS DEPOIS…

CENA 07 – MANSÃO VILLAS BOAS – FACHADA – EXT.NOITE:

CORTA PARA:

CENA 08 – MANSÃO VILLAS BOAS – SALA DE JANTAR – INT. NOITE:

A família Villas Boas está jantando, menos Heloíse. Stella sente falta dela.

            Stella – Caíque, meu filho. Onde está sua esposa?

            Caíque – Está lá em cima. Disse que logo desceria.

Logo, desce Heloíse. Ela se assenta a mesa, ao lado de caíque.

            Heloíse – Com licença, desculpem-me a demora.

            Stella – Está tudo bem, querida? Tenho notado você abatida nestes últimos dias. Ta certo que esses dias não tem sido fáceis para nossa família, mas eu tenho notado você bem borocoxô. 

            Heloíse – Obrigada pela preocupação, dona Stella. Realmente eu não me senti bem nesses últimos dias, estive com alguns problemas de saúde, sabe.

            Stella – Pois então, deve procurar um médico. Se for algo sério?

            Heloíse – Eu já procurei, fiz alguns exames e já tenho um resultado.

            

Caíque – e então? 

Heloíse o olha sério.

            

Heloíse – Eu to grávida. Você vai ser pai, Caíque. 

Caíque a olha, assustado.Stella explode de felicidade.

            Stella, se levantando da mesa – Ai, não acredito!!! Parabéns meus filhos!!

Ela vai até Heloíse e a abraça. 

            Stella – Finalmente uma notícia boa! 

Ela olha para caíque, que não moveu um fio de cabelo. Permanece ali, estático, assustado com a notícia.

            Stella – ué, meu filho! Você não está feliz.

Caíque “acorda”.

            

            Caíque – Eu to… eu to surpreso, eu não esperava. Eu… Eu vou ter um herdeiro. Eu vou ter um filho! 

            Ele se levanta todo feliz e vai até a esposa e a abraça. Heloíse esboça pouca reação. Abraçada a Caíque, ela olha para Suzanna, que a sorri preocupada. Suzanna se levanta e vai cumprimentar os dois.

            Suzanna – Parabéns, Caíque, Heloíse. Vocês podem contar comigo pra tudo!

            Caíque – Obrigado, irmãzinha. É só uma pena ele não poder ter um primo para crescer junto e brincar né.

Suzanna o olha com raiva mas se contém.

            Stella – Caíque!

            Caíque – Desculpa irmãzinha! Eu to tão feliz que não to consguindo medir minhas palavras. Perdão, perdão mesmo!

            Stella – Bom isso pede uma comemoração. Lutero, por favor, traga um vinho. Vamos brindar!

Lutero trás o vinho e todos se servem.

            Stella – A felicidade e a saúde do meu neto!

Todos brindam. Caíque e Stella não se contêm de felicidade. Suzanna e Heloíse se olham, sérias.

FADE OUT.

A PARTIR DE AGORA COMEÇARÁ UMA COMPILAÇÃO DE CENAS QUE MARCARÁ O INÍCIO DA NOVA FASE DA NOVELA. AS CENAS NÃO CONTÊM MUITAS INFORMAÇÕES, POIS FICA A CARGO DA IMAGINAÇÃO DO LEITOR. 

FADE IN.

CENA 09 – VITRINE PUBLICIDADE:

Caíque é empossado presidente do grupo Vitrine. Os acionistas aparentam não estar contentes com a novidade e aplaudem a contragosto. Caíque os olha com olhar de superioridade e com um sorriso que indica tudo o que fez para estar ali. 

CENA 10 – PENITENCIARIA FEMININA:

Luciana alisa a barriga que está começando a crescer. Ela olha séria, pensativa. 

CENA 11 – MANSÃO VILLAS BOAS:

Heloíse está em seu quarto. Ela se olha no espelho e alisa a barriga já um pouco saliente. Ela vai até uma gaveta e pega uma foto de Alberto. Ela a olha por um tempo e a abraça, sentindo saudade do amado.

CENA 12 – PENITENCIARIA FEMININA:

Luciana, já com um barrigão, começa a sentir as contrações e as dores do parto. É levada as pressas para um hospital.

CENA 13 – HOSPITAL PUBLICO:

Luciana está na maca, deitada, fazendo força em um parto normal. Suzana acompanhava tudo, e se vê radiante quando o bebê nasce. O médico o leva até a Luciana, que se recusa vê-lo. Uma lágrima rola em seu rosto. 

CENA 14 – HOSPITAL PARTICULAR:

Dias mais tarde, nasce o filho de Heloíse. Caíque está apreensivo na sala de espera, junto de Stella. Na sala de cirurgia, Heloíse faz força. Logo o bebê nasce. O médico o leva até Heloíse, que chora de emoção. O médico aparece na sala de espera e avisa Caíque e Stella, que vibram de felicidade.

CENA 15 – MANSÃO VILLAS BOAS:

Meses mais tarde, Heloíse e Suzanna brincam com seus filhos, dois meninos. Heloíse chamou seu filho de Juliano, e Suzana, deu o nome de Miguel para o seu filho.

CENA 16 – TRIBUNAL DE JUSTIÇA:

Acontece o julgamento do caso de Luciana. O Juiz a condena a 18 anos de prisão. Luciana chora em silencio ao ouvir a sentença. Suzanna, que estava na plateia, também chora.

CENA 17 – MANSÃO VILLAS BOAS:

Alguns anos mais tarde, Heloíse e Suzanna Comemoram em uma festa, os 10 anos de Juliano e Miguel.

CENA 18 – VITRINE PUBLICIDADE:

Caíque e Suzanna discutem sobre a situação do grupo Vitrine, que, segundo gráficos mostrados por caíque, está passando por maus momentos. A conversa entre os dois não é nada amistosa.

CENA 19 – MANSÃO VILLAS BOAS:

Caíque está trabalhando, está sério sentado. Juliano, já adolescente, entra a sala para conversar com o pai, mas este não dá a mínima para o filho. Juliano sai triste da sala. Heloíse observa triste, a ausência paterna sentida por Juliano. 

CENA 20 – MANSÃO VILLAS BOAS:

Miguel comemora com a família a sua aprovação no vestibular. Suzanna o abraça e não se contem de tanta felicidade.

CENA 21 – PENITENCIÁRIA FEMININA:

Luciana comemora com as colegas de sela sua ultima noite na prisão. No dia seguinte, ela estaria livre. 

CENA 22 – HOSPITAL PARTICULAR:

Stella, já bem idosa, está na maca, muito doente. Ela conversa com Caíque e Suzanna, abraça-os. Depois, falece. Suzanna chora copiosamente, enquanto caíque permanece sério. 

FADE OUT. (FIM DO COMPILADO DE CENAS).

ABERTURA AQUI.

CENA 23 – CIDADE DE CURITIBA – EXT. DIA:

Clipe mostra a cidade de Curitiba e seu movimento em um dia de trabalho. Mostra também os seus pontos turísticos, como a Ópera de Arame, o Jardim Botânico, o Parque Tanguá, e nas ruas, mostra-se carros mais atuais, indicando a passagem de tempo.

LETREIRO: DIAS ATUAIS.

CENA 24 – PENITENCIÁRIA FEMININA – FACHADA – EXT. DIA:

CORTA PARA:

CENA 25 – PENITENCIÁRIA FEMININA – CELA – INT.DIA:

Luciana esta deitada em sua cama, dormindo. Foco em seu rosto. Logo, ela é acordada pela carcereira.

Carcereira – Luciana Vidal, levante-se. Você está livre.

CENA 26 – PENITENCIÁRIA FEMININA – CORREDOR DAS CELAS- INT.DIA:

Luciana é levada pela carcereira. Nas celas, as presas fazem bagunça e gritaria, batendo nas grades.

CENA 27 – PENITENCIÁRIA FEMININA –FACHADA – EXT.DIA:

Luciana sai portão a fora. Ela olha tudo ao seu redor, vislumbrada, esperançosa. Logo, aparece Tiffany, sua grande amiga, que a aguardava do lado de fora. Ela vê a amiga e corre para abraça-la

Luciana – Eu não acredito que você veio!

Tiffany – Eu não poderia abandonar minha melhor amiga justo agora.

Luciana – Você nunca me abandonou mesmo. Sempre veio me visitar!

Tiffany – E agora, o que você vai fazer da vida?

Luciana – agora, eu vou correr atrás do meu filho.

Tiffany – O quê? Você ta louca, doida? Tu não deu o menino pra mulher do Felipe? Como vai querer assim de volta?

Luciana – Eu não sei. Mas eu preciso ter o meu filho de volta. Você não sabe como eu me arrependo de não ter criado meu filho.

Tiffany – Lu, esquece isso. Você não tinha maturidade pra criar esse filho. Não tinha condições. O menino ta bem criado, é feliz. Ta lá com a mãe dele.

Luciana interrompendo a amiga – Eu sou a mãe dele!

Tiffany – Mas ele não sabe disso. Como é que você vai chegar nele? Falando: “oi, eu sou sua mãe”.

Luciana – Escreve o que eu to te falando. Eu vou conseguir ter o meu filho de volta.

Tiffany – Você sabe que ele já é um adulto né. Vai ser muito mais difícil você lidar com isso.

Luciana, distraída –Deve ser um rapaz lindo…

Tiffany – bom amiga, mas primeiro vamos pra casa. Depois a gente vê um jeito de tirar essa ideia de Jerico da sai cabeça.

As duas vão embora.

CORTA PARA:

CENA 28 – CEMITÉRIO – EXT. DIA:

Plano geral mostra os vários túmulos do cemitério. Logo, foca em um cortejo. Na frente, vem Caíque, Heloísa e Juliano, Suzanna e Miguel, e logo atrás parentes e amigos. Era o enterro de Stella. O caixão logo é sepultado e as pessoas se dispersam rapidamente.

CENA 29 – PADARIA – FACHADA – EXT. DIA:

Fachada de uma padaria sofisticada, com algumas mesas a frente e pessoas sentada.

CORTA PARA:

CENA 30 – PADARIA – INT. DIA:

Em uma das mesas de dentro da padaria, estão Suzanna e Miguel tomando café.

Miguel – vou sentir tantas saudades da vovó…

Suzanna – nem me fale, meu filho. É uma saudade que não vai ter fim. Mas a verdade é que sua avó já havia morrido faz tempo. Sua alma, seu coração e sua essência se foram junto com o papai e seu tio Alberto.

Miguel – Ela amava a família né?

Suzanna – Muito. A família era o tudo da sua avó. Assim como você é o meu tudo também

Miguel sorri. Ele olha para o horário no celular e se assusta.

Miguel – tô atrasado pra aula. 

Suzanna – Vamos, eu te levo.

Miguel – Não precisa! É a duas quadras daqui, vou a pé mesmo.

Suzanna – Meu filho, cuidado por aí, por favor! 

Miguel – Fica tranquila.

Ele vai até ela e a beija no rosto

Miguel – benção, mãe. Te amo.

Suzanna – Deus te abençoe, meu filho. Também te amo.

O rapaz saí rapidamente. Suzanna permanece por ali, o olhando. 

Suzanna – Ah, meu filho. Eu te amo tanto… que eu nem sei o que seria de mim se eu te perdesse.

Ela continua  ali, pensativa.

CENA 31 – CASA DA FAMÍLIA LUCENA – FACHADA – EXT.DIA:

Uma casa simples, de vila, com um muro baixo, na cor branca, que predomina toda a casa.

CORTA PARA:

CENA 32 – CASA DA FAMÍLIA LUCENA – SALA – INT. DIA:

Gioconda, aprox. 55 anos, está sentada no sofá assistindo, quando entram Tiffany e Luciana. Ela recepciona as meninas.

Gioconda – oi, meninas! 

Tiffany –-Bom, Lu. A minha mãe você já conhece né? Desde a infância aliás.

Gioconda vai até Luciana e a abraça.

Gioconda – Ah, minha filha. Que bom que você está livre.

Luciana – Dona Gioconda. A senhora sempre foi uma mãe pra mim. Obrigado por mais uma vez me socorrer. 

Gioconda – Imagina, minha filha, nem precisa agradecer.

Luciana – esse apoio vai ser muito importante pra mim agora que eu vou ter que começar do zero a minha vida. Mas eu to disposta a tudo pra recomeçar.

Tiffany – É assim que se fala, amiga. Mas, meu maior interesse agora é o almoço. Que horas ele fica pronto?

Gioconda – Que isso minha filha, é cedo ainda. Já vou aprontar.

Luciana – E seu Irineu?

Tiffany – Ah ele está dormindo. Trabalha de madrugada em um hospital. E durante o dia dorme… igual nós nos nossos tempos de.. cê sabe bem né amiga.

Gioconda – ainda bem que vocês largaram essa vida! Enfim. Luciana, seguinte, a casa não é muito grande, mas é igual coração de mãe, sempre cabe mais um, só que você vai ter que se apertar com a Tiffany no quarto dela. Só não repare que a casa é bem simples.

Luciana – que é isso, dona Gioconda, comparado aonde eu fiquei nesses dezoito anos, aqui é um palácio. 

Tiffany – Isso. Seremos eu, você  e minha filha.

Luciana, espantada – Pera ai… você tem uma filha?

Tiffany – Ah não te contei né? Então, logo que você foi presa, eu conheci um cara lá no ponto e pra encurtar a história, ele meteu um bucho em mim e sumiu. E o fruto é a minha bebê de 18 anos.

Luciana, mais espantada ainda – 18 anos? Tem a idade do meu filho. Mas cadê ela?

Tiffany – está na Faculdade. Ela ganhou uma bolsa e ta estudando engenharia civil. Eu insisto pra ela estudar pra não ter a mesma vida que a gente. 

Luciana – ta certo.

Gioconda – muito bem. Mas vamos viver a vida? Tiffany, ajude a Luciana a se instalar lá no seu quarto e depois as duas venham me ajudar a fazer um almoço.

As duas vão para o quarto enquanto Gioconda vai para a cozinha.

CORTA PARA:

CENA 33 – FACULDADE SANTO ANTÔNIO – FACHADA – EXT. DIA:

Prédio antigo, estilo século XIX, mas bem conservado. 

CORTA PARA:

CENA 34 – FACULDADE SANTO ANTÔNIO – PRAÇA INTERNA – INT.DIA:

Juliano (filho de Heloise, aprox. 18 anos), conversava com Leandro, um rapaz de aprox. 20 anos.

Leandro – Puxa. Sua família deve tá passando uma barra com o falecimento de sua avó né?

Juliano – Nem fale, Lê. Ta sendo bem difícil. Mas a gente vai superar, sabe. Nossa família já passou por tanta coisa antes mesmo de eu nascer. 

Leandro – Imagino. 

Juliano – Mas vai passar. Eu amava a minha avó, vou sentir saudade e tal, mas eu acho que ela merecia descansar, sabe. Desde que meu avô e meu tio Alberto morreram, que, por sinal, eu mal os conheci, ela viveu triste, solitária. Ela morreu acreditando piamente que meu tio Alberto ta vivo.

Leandro – nossa. Coitada. Precisava mesmo descansar. Mas nós estamos vivos né. E você, pode contar comigo pro que precisar, viu!

Juliano, sorrindo – Eu sei. Obrigado, Lê. Você é muito especial pra mim. Um grande amigo que a vida me deu. 

Leandro – só amigo?

Juliano – Lê! A gente já conversou sobre isso. Eu ainda não to preparado.

Leandro – tudo bem, Juliano, eu entendo. Mas é só pra você não se esquecer o que eu realmente sinto por você.

Juliano – eu não vou esquecer. Mas espera só mais um pouquinho ta bom?

Os dois se abraçam.

CORTA PARA:

CENA 34 – FACULDADE SANTO ANTÔNIO – PRAÇA INTERNA – INT.DIA:

Em um outro ponto da praça, está Sara (filha de Tiffany, aprox.18 anos). Ela está com uma bandeja vendendo bombons caseiros. De repente, passam duas meninas que esbarram nela. Ela se desequilibra e derruba a bandeja com os bombons.

Sara, irritada – da próxima vez, passa por cima!

Miguel vem e a ajuda Sara a ajuntar os bombons. Os dois se abaixam juntos e se olham por um instante. Um pequeno clima rola entre eles. Sara se recompõe e se levanta, rapidamente.

Sara – obrigada pela ajuda. 

Miguel – por nada. Seu nome é?

Sara – Meu nome é Sara. Prazer. E o seu?

Miguel – Prazer, Miguel. Quando é o bombom?

Sara – três reais.

Miguel – quero dois de morango.

Sara, entregando os bombons a Miguel – dois de morango. Três reais.

Miguel – não seriam seis reais?

Sara – um é de brinde, pela ajuda.

Os dois sorriem e se olham.

Sara – bom, eu tenho que ir.

Miguel – te vejo por aí?

Sara – É… acho que sim…

Os dois tomam caminhos opostos. Miguel olha para trás para vê-la. Logo, segue seu caminho. Sara faz o mesmo.

CENA 35 – VITRINE PUBLICIDADE – FACHADA – EXT. DIA.

CORTA PARA:

CENA 36 – VITRINE PUBLICIDADE – SALA DE CAÍQUE – INT.DIA:

Caíque está assentado em sua mesa. Ele está sério, consultando alguns gráficos no computador. Logo, entra a secretária.

Secretária  – Com licença, seu Caíque, dona Suzanna está aqui fora.

Caíque- pode deixar entrar.

A secretária sai. Logo entra Suzanna e fecha a porta.

Caíque, fingindo cordialidade – Maninha. Que bom te ver!

Suzanna – Fala logo o que você quer, Caíque.

Caíque – bom. Eu vou direto ao ponto. Suzanna, a Vitrine está no vermelho. Mas a revista está maravilhosamente bem. Então eu vou ter que se utilizar de verbas da revista para salvar o grupo.

Suzanna, nervosa –mas de novo? Caíque onde você anda com a cabeça, hein? Todo ano a mesma coisa, a revista tendo que salvar o grupo. 

Caíque, cínico – fazer o que. É a crise. Mas já está decidido. Como você sabe, eu sou o presidente do grupo, o sócio majoritário. Portanto, eu tomo as decisões aqui.

Suzanna – pois saiba que se o Alberto fosse vivo ele seria um presidente muito melhor do que você. 

Caíque sente as palavras e num ato impensado, desfere um tabefe no rosto de Suzanna.

Caíque, transtornado – Cala essa boca

Suzanna, assustada com o tapa – você… Você me bateu!

Caíque e Suzanna se olham, ambos transtornados. Closes alternados entre os dois.

CORTA PARA:

FIM DO CAPÍTULO.

POSTADO POR

Felipe Veiga

Felipe Veiga

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