Cyber Trends – Programa 01 – Estreia e entrevista com a autora Josiane Veiga

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😆 Cyber Trends 😆 

 

Olá meus amores! Boa noite! 

Sou Alessandro Fonseca, o novo apresentador do programa Cyber Trends! Além de apresentador, também sou autor da casa com a novela das oito, chamada “Dias de dezembro”.

É a primeira vez que tenho um programa para chamar de meu! A dinastia Cybertv me agraciou com esse presente. <3

O programa de hoje é voltado mais para a literatura histórica. E como o nome do programa faz jus aos livros em alta, chamei a autora mais polêmica no meio literário e político, a autora que já “tretou” com meio mundo de autores pelo o mundo, a que está sempre entre os melhores lugares no ranking de vendas do Amazon Kindle e a que mais lança livros por ano.

Josiane Biancon da Veiga é uma escritora brasileira, nascida em Sapucaia do Sul, estado do Rio Grande do Sul. Desde cedo, apaixonou-se por literatura, e teve em Alexandre Dumas e Moacyr Scliar seus primeiros amores. Aos doze anos, lançou o primeiro livro “A caminho do céu”, e até então já escreveu mais de quarenta histórias, de originais a contos envolvendo o universo da animação japonesa. A Autora tornou-se nacionalmente conhecida após a trilogia LGBT Jishu, formada por três livros: Rendição, Redenção e Remissão. A trilogia é uma crítica assídua ao mundo de aparências do entretenimento, e também questiona, de forma intensa, valores enraizados na sociedade. O Duo Kinshi e Jiyuu na Karada a confirma como um dos fortes nomes da nova literatura nacional. Ambos os livros ocuparam posições de destaque na Amazon, mas foi com o livro medieval “A Insígnia DE Claymor”, relançado pela Modo Editora em 2013 que a autora chegou ao top 10 de bestsellers da revista nacional VEJA.

Porém, a autora também conquistou destaque escrevendo BoysLove – LGBT e com “Kinshi na Karada”, lançado em 2014 de maneira independente pela Amazon.br, ocupando a primeira posição ininterrupta por aproximadamente oito meses.Ps: Além disso, é uma gremista apaixonada.

Com vocês, Josiane Veiga!

Josi, é um prazer tê-la aqui no canal Cybertv. Seja bem-vinda e sinta-se em casa!

Josiane: Obrigada Alessandro.

 

 

 

 

 

 

Os livros – Kinshi e Jiyuu (Duologia Na Karada)

 

 

Josi, sabemos que os dois livros são fortes, temáticas quase não tão tocadas pelos os autores (Guerras mundiais, nazismo, comunismo, etc), que a linguagem que você usa ao decorrer da trama de Shiro é crua, cruel e realista. Também sabemos que temas como estupros, prostituição e homossexualidade não foram romantizados e sim dilacerados da forma com que tocou a história de cada personagem ao decorrer do primeiro e ao final do segundo. Em que ou no quê você se inspirou para escrever as suas duas obras-primas?

Josiane: Sou completamente apaixonada pelo tema II Guerra Mundial, e sou completamente apaixonada por BoysLove. Assim sendo, eu quis muito unir os dois universos. Na verdade, eu cresci lendo autores que não tinham medo de ousar, como Stephen King e Moacyr Scliar, e essa forma de narrativa acabou por moldar meus parâmetros. Eu tenho muito orgulho de ter escrito ambos os livros porque eles são retratos da humanidade em sua mais vil e simplória existência. Apesar do tema central se desenvolver numa relação homossexual, em nenhum momento isso foi o foco. Não é dois homens que se envolvem num ambiente adverso, e sim dois seres humanos, carregados de bagagem e dores, que se encontram numa época em que o pior do ser humano ficou às claras.

 

Josi, em uma parte do livro você fala com certa sutileza ao homem que não assume sua homossexualidade e casa-se com uma mulher, usando de um homem como seu amante por trás do casamento de fachada. Qual fato você se inspirou para a escrita disso ou como isso surgiu durante a escrita da história?

Josiane: Bom, isso ocorre muito e é uma realidade. Muitos homens não gostam quando tocamos nesse assunto, porque “o casamento” deixa de ser um pilar onde ele se agarra para “provar” sua heterossexualidade, mas isso é um fato, e como autores, não podemos nem ousamos deixar de falar sobre tal assunto.

 

Josi, como foi o processo de escrita dos dois livros?

Josiane: Essa saga foi um desafio pois eu vivenciei todos os dias da Guerra. Usei de um processo meticuloso, onde “apaguei” propositalmente o que sabia sobre a Guerra, e passei a vivenciá-la todos os dias, sentindo a apreensão diária, usando a base histórica da data para me situar no contexto. Para tanto, conseguir esse tanto de material e me inteirar bastante no assunto, adentrei em grupos de estudo e também fóruns neonazis, onde consegui jornais e materiais das referidas datas.

 

Como conseguiu estudar tanto e organizar os fatos históricos juntamente com o romance?

Josiane: Como eu disse, quando um tema é seu hobby, acaba por ser até fácil afundar-se nele.

 

Você chegou a ter algum problema psicológico logo após terminar os dois livros?

Josiane: Durante o tempo que desenvolvi a história, passei pelo processo de depressão e TAG (Transtorno de ansiedade generalizada), no qual estou em tratamento até hoje. Acho um preço baixo para conseguir desenvolver um material que me traz tanto orgulho.

 

Há a possibilidade do irmão de Shiro estar vivo?

Josiane: Não. Ele morreu na guerra.

 

Como foi o processo de não ter basicamente um “vilão” e um “mocinho” na trama?

Josiane: Foi fácil, bastou copiar a realidade.

 

 No decorrer da trama, você deixa tudo explícito e cru, deixando o leitor enojado com o que o próprio ser humano pode chegar. Como foi deixar sua história “mais humana, mais real”?

Josiane: A II Guerra é um evento cru, onde o ser humano conseguiu se rebaixar a um nível inimaginável. Qualquer autor que se propõe a escrever sobre esse tema deve estar ciente que não adianta usar de eufemismos.

 

Como foi fazer as pesquisas históricas e montagem do que você ia tratar na trama?

Josiane: Foi prazeroso. Como eu citei antes, II Guerra, especialmente os eventos ocorridos no Japão, são um hobby.

 

Você sempre disse que um dos seus personagens sempre volta em outros romances sendo homem/mulher, mas, com a mesma personalidade forte. Acha que isso pode ser o seu “eu passado” ou algum espírito usando-lhe para descrevê-lo na ficção com suas características pessoais e únicas reais?

Josiane: Já ouvi comentários sobre isso de leitoras espíritas, mas de fato não tenho opinião sobre o assunto.

 

Teve alguma coisa que gostaria de ter colocado em algum dos dois livros?

Josiane: Não. Estou exatamente como eu queria.

 

Se arrepende de ter escrito algo na trama?

Josiane: Não.

 

O que mais te deixou marcada ao concluir os dois livros?

Josiane:  A singularidade de como o medo nos move mais do que o amor.

 

Você acha que eles hoje são a sua referência no mundo literário?

Josiane: Não, infelizmente. Esmeralda é.

 

Qual foi o impacto dos dois livros no mundo literário LGBT e em geral?

Josiane: Sei que impactou muita gente, e é o livro de cabeceira de várias pessoas, mas eu tento me manter serena sobre isso. Você nunca é insubstituível ou perfeito. Sempre haverá alguém que não vai gostar.

 

Sua vida literária – (Polêmicas, opiniões em geral e variedades)

 

Josi, você é uma mulher de opinião forte, que não se rende ao atual politicamente correto. Como você vê certos autores que eram contra o politicamente correto, estar escrevendo e “militando” a favor disso?

Josiane: Eu dou risada.

 

Você alguma vez sofreu censura por pensar diferente da linha ideológica progressista (de esquerda), em que uma parte dos autores pensam?

Josiane: Censura, ameaças, difamação…

 

Já sofreu represália de algum autor LGBT por ser declaradamente conservadora?

Josiane: Quem nunca? Basta ver membros LGBTs que se declararam de “direita” e ver como eles são tratados no meio.

 

Uma vez você me disse que um autor LGBT bem conhecido, vários livros lançados, mas presente no Ostracismo de cada dia, disse que você nunca daria certo, que nunca faria sucesso. Hoje você sendo uma das maiores autoras de livros históricos, uma das autoras que mais vende no Amazon Kindle e uma das mais faladas e conhecidas nas redes sociais, o que falaria para esse autor que duvidou de você em seu começo de carreira?

Josiane: Eu não diria nada, porque eu não dou ibope. Se eu fosse surtar ou sofrer por tudo que falam de mim, já tinha me matado. Toda semana recebo prints de autores me difamando, me ridicularizando, me criticando, em panelinhas literárias. Vou ver o que tais pessoas estão fazendo e não as vejo em um ranking, nem citadas por leitores. Enquanto eles falam, eu trabalho.

 

Qual sua visão do cenário atual do mundo literário LGBT e em geral?

Josiane: Decadência seria uma boa palavra. Estão tão preocupados em “lacrar” e “PinkMoney” que nem percebem que estão perdendo o respeito ou a importância.

 

O que você não suporta do politicamente correto?

Josiane: A maneira como eles querem roubar suas conquistas. Ex: se você tem direitos, é graças ao feminismo (não porque você lutou e trabalha desde os doze anos de idade, e hoje tem dois empregos!), etc e tal. Um familiar, inclusive, que é petista ferrenho disse que tudo que tenho na vida, devo ao Lula. Tive que rir. Eu levanto as seis e durmo as duas. Só devo minhas conquistas a mim mesma.

 

Qual o tipo de autor que você não quer ver nem pintado de ouro?

Josiane: Lacradores.

 

O que você acha de autoras acusarem o presidente Jair Bolsonaro de ser machista, mas escrevem personagens homens abusivos, agressivos e machistas, pondo a culpa de eles serem assim em seu passado difícil e triste?

Josiane: É o que mais têm. Hipocrisia rola solta.

 

O que você  acha de autores estarem escrevendo mais histórias para agradar ideologias políticas?

Josiane: Você acha mesmo que as pessoas estão preocupadas com ideologias políticas? A maioria só faz tipo para vender livros e posar de modernos, quebradores de padrões.

O que faz com o hater de autores “de esquerda”?

Josiane: Eu ignoro.

Você é uma autora e MULHER de opiniões fortes e personalidade única. Quais foram as tretas dignas de entrar em seu hall da fama?

Josiane: A top 1 pra mim foi a ameaça de invadirem minha sessão de autógrafos na Bienal. Mas, claro, na hora H ninguém apareceu.

O que você não suporta no meio literário em geral?

Josiane: O ego.

Quando começou seu interesse por romances históricos?

Josiane: Eu amo desde a infância. Erico Verissimo é da cidade vizinha a minha. Eu cresci com seus livros nas mãos.

Qual personagem seu, você considera como seu clone no mundo fictício?

Josiane: Shin de Kinshi na Karada.

Há a possibilidade de escrever um novo romance gay?

Josiane: Não.

Qual conselho dirá aos autores novos que estão entrando no mercado editorial?

Josiane: Risque a palavra “procrastinação” do seu dicionário. Autor nacional não pode se dar ao luxo de “atrasar” metas.

Uma vez você disse que escrevia para pagar boletos e não por Hobbie. Explique-nos.

Josiane: É uma profissão como qualquer outra. Eu encaro com seriedade e dedico a ela o mesmo empenho que a minha outra profissão.

Quais são seus planos futuros?

Josiane: Não tenho.

Como foi ir a bienal de São e Rio de Janeiro e se sentir tão bem recepcionada por colegas e leitores? Qual momento das duas bienais mais te marcou?

Josiane: Bienais são incríveis porque você vê nos olhos dos leitores o amor deles, e quando você recebe isso, nada mais importa. Nenhuma crítica, nenhuma ameaça, nada… Eu guardo cada lágrima de leitor, cada palavra gentil, cada abraço, no fundo do meu coração.

Meu momento marcante foi ser reconhecida na Bienal de SP, na fila para sentar no trono de ferro de George Martin, enquanto entregava marcadores.

 

Qual conselho você daria às mulheres que baniram o autor Tom Adamsz, o acusando de machismo e expondo ao ridículo em grupo do Wattpad no Facebook?

Josiane: Não daria nenhum. Tom Adamsz é um sucesso absoluto. Aprendam com ele.

Você tem alguma receita para tanto sucesso?

Josiane: Trabalho. Fé em Deus. Mais trabalho.

Por fim, nossa última pergunta. CRY!

Josi, desde cedo você sempre foi a “Garota prodígio” de sua mãe (Dona Helena Clara Biancon, a mãe de todos os autores. <3). Hoje você olha o seu passado e tem algo que gostaria de ter feito ou não se arrepende de nada? Pensa em parar de escrever para “espairecer”?

Josiane: Eu acho que os erros do passado nos fazem amadurecer para construir a pessoa que somos hoje. Parar? Os boletos não deixam, rsrs.

 

Uma frase para seu Eu passado e outra para seu Eu futuro.

Josiane: Para a Josi do passado: “Aguente firme”. Para a Josi do futuro: “Tudo que você é, é graças a mim, a Josi do presente kkk”.

Josi, muito obrigado por participar de minha entrevista e de inaugurar meu primeiro programa na Cybertv e te agradecer por ser uma pessoa tão especial em minha vida. Te desejo mais sucesso, paz em sua vida, muito dinheiro na conta e todos os seus boletos! Eu e toda a equipe da Cybertv te agradecemos por nos ceder um pouco do seu tempo aqui. Muito Obrigado! <3

Josiane: Alessandro, amei participar. Muito obrigada pelo carinho.

 

Encontre a autora nas redes sociais e sites onde estão suas obras

Booktrailer oficial do duo Na Karada

Instagram – https://www.instagram.com/josianeveigaescritora/

Facebook –  https://www.facebook.com/JosianeVeigaOficial/

Wattpad – https://www.wattpad.com/user/JosianeVeiga

Amazon Kindle – https://www.amazon.com.br/Loja-Kindle-Josiane-Veiga/s?rh=n%3A5308307011%2Cp_27%3AJosiane+Veiga

Clube de autores – https://clubedeautores.com.br/books/search?utf8=%E2%9C%93&where=books&what=josiane+veiga&sort=&topic_id=

E aí meus amores? O que acharam do programa de Hoje?  O que acham que vai ser a próxima edição do programa? 😆 

Bjs e até a próxima! <3 

 

 

POSTADO POR

Alessandro Fonseca

Alessandro Fonseca

Alessandro Fonseca é natural da cidade de Ariquemes localizada no estado de Rondônia. É escritor profissional e faz sucesso na Plataforma Wattpad, onde ficará conhecido por publicar livros LGBTS que quebraram padrões e tabus, juntos de velhos clichês, dando uma nova repaginada. Seus livros de maiores sucessos, são: Hotel Cassindrina, Um nerd em minha vida e Diamante - O medo.

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