Share on facebook
Share on twitter
Share on google
Share on whatsapp
Share on tumblr
Share on telegram

Destinos – Capítulo 9 (ÚLTIMO CAPÍTULO)

CENA 1. COLÉGIO DOM BOSCO. DIA

Continuação imediata da cena do capítulo anterior, com Silvia pedindo a Salvador que mate Amanda.

 

SALVADOR – Eu não posso fazer isso aqui. Tá cheio de testemunhas sua tapada!

SILVIA – Não me interessa como você vai fazer. Eu quero ela fora do meu caminho!

SALVADOR – Temos que planejar melhor.

SILVIA – Você só planeja! E não faz nada. Desde que você saiu da cadeia só latiu, não mordeu ninguém. Precisou até da ajuda do seu pior inimigo pra matar outros pra você.

SALVADOR – Você não fale assim comigo!

SILVIA – Eu falo do jeito que eu quiser!

SALVADOR – Cadê a Amanda? Vou falar com ela agora!

SILVIA – É assim que eu gosto, machão! (começa a beijá-lo)

SALVADOR – Pelo amor de Deus, Silvia! Eu tô vestido de padre.

 

Silvia encontra uma sala vazia e deixa Salvador nela. Depois traria Amanda para lá e Salvador acabaria com ela.

Salvador ficou esperando por quase uma hora até Amanda. Ela chegou e não teve reação quando viu Salvador. Estava visivelmente cansada dos embates com ele.

 

SALVADOR – Surpresa em me ver?

AMANDA – Sinceramente não.

SALVADOR – Como?

AMANDA – Você acha que eu não te vi com esse disfarce aqui no colégio?

 

SALVADOR – (perplexo) E por que não fez nada?

AMANDA – Eu sei o que você quer.

SALVADOR – Então você deveria estar apavorada. Porque eu vou te matar.

AMANDA – Vamos conversar?

SALVADOR – Isso. Vamos lavar 16 anos de roupa suja.

 

Silvia estava escutando atrás da porta.

 

SILVIA – Conversar? Eu não acredito que ele vai dar pra trás agora.

 

Lá dentro.

 

SALVADOR – Você sabe o que eu passei nesses anos todos? Eu sofri. Eu comi o pão que o diabo amassou. Aí eu comecei a ler. Não tinha nada pra fazer e a prisão tinha biblioteca. Me deparei com um livro chamado O Conde de Monte Cristo. E eu me identifiquei com o personagem.

AMANDA – Mas você não é exatamente igual o personagem, né? Você não foi preso injustamente.

SALVADOR – (grita) Se vocês não tivessem me abandonado eu teria dado conta de fugir!

AMANDA – Salvador, você foi sozinho porque quis. Todo mundo sentiu cheiro de coisa errada no ar. Você arriscou e pagou o preço por isso.

SALVADOR – Eu queria ver você no meu lugar!

AMANDA – Você não sabe o tanto que sofri também. Depois daquele dia eu jurei a mim mesma que nunca mais faria nada de errado. Eu vi o tanto que a vida de gente honesta é difícil. Mas nunca desisti. Nunca mais cometi crime nenhum. E olha que quase todo dia me dá vontade, quando olho pra cara da Silvia, que aliás virou sua amante, não é? Sua cúmplice.

SALVADOR – Eu não vim aqui pra falar disso.

AMANDA – Salvador, é isso mesmo que você quer? Já passou 16 anos na cadeia, de sofrimento, como você diz, e vai se vingar. Pra quê? O que você vai ganhar com isso? Dois de nós já morreram. Você é o principal suspeito. Vai me matar também, depois o Carlos. E aí? Sabe, você é maior do que isso. Aproveita o resto da sua vida. Você ainda tem tanto tempo pra recuperar. Tanta vida pra viver ainda… Não perca tempo com coisas que só vão te deixar pior.

 

Salvador começa a chorar. Um choro desesperado. Um choro de quem vê que Amanda está falando a verdade.

 

SALVADOR – Eu não posso. Eu preciso continuar minha vingança. Não vou viver em paz enquanto saber que o Carlos continua bem. Continua vivo e eu aqui. E pra você saber não fui eu quem matou Antônio e Márcia. Foi Carlos.

AMANDA – (chocada) O quê?

SALVADOR – Isso mesmo. Ele chegou na frente. E quase que ele consegue me incriminar em flagrante. Mas eu fui mais esperto. Me escondi e ainda consegui o dossiê que Antônio reuniu por 10 anos contra Carlos.

AMANDA – Então pronto! Entrega esse dossiê pra polícia e deixa ela fazer o trabalho que tem que ser feito.

SALVADOR – Não! Eu preciso fazer isso.

AMANDA – Mas, Salvador…

SALVADOR – Eu não vou fazer nada com você. Você merece ser feliz. Minha única questão agora é contra o Carlos. Ele sim é o maior canalha de todos. Ele merece ser destruído.

 

Amanda abraça Salvador. Esse foi o único momento de carinho depois que ele saiu da prisão. Um abraço caloroso, amoroso. Talvez o maior momento de ternura de toda a vida de Salvador. Ele estava em paz com sua decisão. Não faria nada contra Amanda. Ela foi a melhor pessoa que ele conheceu em toda a sua vida. Mas precisava prosseguir. Precisava honrar sua vingança e matar Carlos Mendonça, o maior bandido de todos eles.

Depois desse momento de emoção, Salvador saiu. Desejou felicidades a Amanda e Rogério. Na porta, Silvia estava completamente furiosa.

 

SILVIA – Você é a pessoa mais…

SALVADOR – Cala a boca, Silvia! Você nunca será melhor que Amanda. Você nunca conseguirá separar ela de Rogério. Eles se amam. E ela tem uma coisa que nem nascendo de novo você vai ter: dignidade.

 

CENA 2. LUMUS TECNOLOGY. DIA

Passa-se um mês. O escândalo do assassinato de Márcia e Antônio explode e Carlos está vivendo foragido desde então. A Lumus Tecnology foi fechada temporariamente e Robert está lutando na justiça para reabri-la sob o seu comando.

Salvador conseguiu descobrir a senha para abrir o computador de Antônio. “Maria-mole”. Armou todo o plano para acabar de uma vez por todas com Carlos. Agora é o xeque-mate! Ligou para ele:

 

SALVADOR – Você ainda atende o telefone? Mas é burro mesmo…

CARLOS – O que você quer? Já se vingou de mim! Foi você, não foi? Que filmou tudo?

SALVADOR – Ah, mas como eu queria que fosse eu! Mas não foi. O Antônio fez tudo. Colocou uma câmera escondida na casa, está investigando sua vida há 10 anos e fez esse fantástico dossiê que está em minhas mãos nesse exato momento. Tem cada história aqui…

CARLOS – Você não sabe a hora de parar não? Acabou, Salvador, você venceu. Eu estou na merda igual você diz que ficou durante 16 anos. Já está fazendo eu pagar com a mesma moeda.

SALVADOR – (grita) Não! Eu não estou satisfeito! Você tem que pagar muito mais caro. Eu tenho certeza que você foi o que falou pros outros irem embora e deixar eu ser preso sozinho naquele dia!

CARLOS – Eu não estou com tempo pra ouvir suas lamúrias. (Carlos tem uma ideia) Você quer que eu me desespere atrás do dossiê, não é?

SALVADOR – Você não vai tentar me comprar, não é? Eu não quero dinheiro, eu quero vingança!

CARLOS – Então beleza! Eu vou dar a oportunidade de você ver a minha derrota. Ver eu ser levado pra cadeia e ficar lá talvez mais tempo que você!

SALVADOR – Do que você está falando?

CARLOS – Você não me ligou pra termos conversinha de comadre. Você me ligou pra me dar o xeque-mate. Então eu estou somente te ajudando. Tô cansado de viver na clandestinidade.

SALVADOR – E você ficou bonzinho de uma hora pra outra?

CARLOS – Eu tô dando uma chance pra você. Você não vai conseguir tocar a sua vida pra frente sem ter a sensação de justiça, de dever cumprido. E eu não aguento viver mais escondido. Quero pagar minha dívida com a sociedade e viver em paz depois disso.

SALVADOR – Sei…

CARLOS – Mas também não preciso ficar mais tempo do que o necessário. A pena para assassinato já é boa, não preciso ser condenado por mais nada. Por isso eu preciso que você me passe esse dossiê.

SALVADOR – Agora eu tô entendendo. Você tá sendo um covarde!

CARLOS – Vamos resolver isso ainda hoje? No final do dia na Lumus.

SALVADOR – Por que na Lumus?

CARLOS – Eu quero me despedir do meu império. Não posso ir pra cadeia sem dar uma última olhada em tudo o que eu construí.

 

CENA 3. IGREJA. DIA

Chegou o grande dia. O evento do ano para todos no Colégio Dom Bosco. O casamento de Amanda e Rogério. O colégio e principalmente a freira Morgana pagaram tudo. Uma cerimônia luxuosa. A decoração estava impecável, a nível do matrimônio de reis e rainhas. A igreja estava lotada. Rogério, Amanda descobriu no dia do casamento, era de uma família tradicional da alta sociedade. Os Brandão são donos de uma rede de shoppings centers presentes em toda a América Latina e estão inaugurando o primeiro shopping nos Estados Unidos. Mas Rogério nunca se importou com a fortuna da família, apesar de fazer uso dela. Preferiu investir em sua vocação e se tornar professor de português.

Ele decidiu fazer mais uma surpresa pra Amanda. Ele não tinha chegado na igreja. Os convidados já começavam a ficar aflitos quando Amanda chegou primeiro que ele. Ela estava espantada.

 

AMANDA – Cadê o Rogério? Cadê o Rogéééééééééérioooooooo??????

 

Laura Brandão, a mãe de Rogério também estava aflita.

 

LAURA – (resmungando) Será que meu filho foi sequestrado? Eu disse pra ele não se envolver com gente como essa Amanda.

AMANDA – A senhora falou comigo, dona Laura.

LAURA – Não, minha querida. Só estou observando que é assim que começa a cena de uma noiva sendo abandonada no altar.

 

Silvia, como não poderia deixar de ser, estava escondida atrás de uma árvore.

 

SILVIA – Não posso deixar de dar meu presente pra o casalzinho sem sal do ano.

 

Neste momento seu queixo cai. Ela avista Rogério entrando na igreja, ele está montado em um cavalo branco e vestido de príncipe. Todos na igreja caem o queixo, inclusive Amanda. Rogério estaciona o cavalo ao lado do altar.

 

PADRE – Mas o que é isso? Isso aqui é a Casa do Senhor! Não é lugar para palhaçadas!

ROGÉRIO – Isso não é palhaçada, padre. Eu estou me casando com a mais bela donzela do reino. Merece uma cerimônia à altura.

PADRE – Vou logo avisando: se esse cavalo fizer cocô na minha igreja eu interrompo essa cerimônia imediatamente!

ROGÉRIO – Não se preocupe, ele é um cavalo bem treinado e de raça pura. Não faz essas má-criações.

 

Amanda está completamente encantada com tudo o que está acontecendo. Agora Rogério era a personificação perfeita de um príncipe encantado. Sair dali naquele cavalo branco era tudo o que ela mais queria naquele momento.

O casamento correu sem mais transtornos. O cavalo não fez cocô e Laura estava convencendo na sua cara de que estava gostando daquela plebeia se casar com seu filho mais velho.

 

PADRE – Amanda Silva Santos, você aceita Rogério Marques Brandão como seu legítimo esposo?

AMANDA – Sim.

PADRE – Rogério Marques Brandão, você aceita Amanda Silva Santos como sua legítima esposa?

ROGÉRIO – Sim.

PADRE – Muito bem, agora se alguém tem alguma coisa contra esse casamento que fale agora ou cale-se para sempre!, ai eu adoro essa frase!

 

Era a hora da entrada triunfal de Silvia.

 

SILVIA – (batendo palmas) Meus parabéns aos noivos mais fofos do ano!

AMANDA – Silvia!

ROGÉRIO – O que você está fazendo aqui?

SILVIA – Eu não poderia ficar de fora dessa comemoração, afinal eu faço parte da equipe do Dom Bosco, não é mesmo?

MORGANA – Não, você não faz mais!

SILVIA – E também estou aqui pra dar uma notícia pro noivo. Você realmente conhece sua noivinha?

 

O medo começa a se manifestar em Amanda. Silvia contaria tudo. Rogério desfaria o casamento agora mesmo.

 

ROGÉRIO – Do que você está falando?

AMANDA – Você não vai dar ouvidos a essa recalcada, não é?

SILVIA – Tá com medinho, Amanda? Pois bem…

 

Silvia então olha diretamente nos olhos de Amanda. Ela estava linda vestida de noiva. Rogério estava um verdadeiro deus grego também. Eles estavam visivelmente apaixonados e felizes. Silvia estava com raiva de si mesma, mas não estava conseguindo estragar essa felicidade. O que era aquilo? Compaixão? Alegria alheia? Não sabia exatamente o que estava sentindo, mas já havia começado o circo, tinha que continuar. Olhou para o lado e viu as tortas do casamento.

 

SILVIA – Eu vim dar meu presente pra noiva.

 

Pegou uma torta e acertou em cheio a cara de Amanda.

 

AMANDA – Sua louca! Toma isso!

 

E revidou o presente. A partir daí o circo já estava armado. A mãe de Rogério aproveitou a oportunidade para estragar mais ainda a cara de Amanda e acertou duas tortas nela, uma de cada lado. Amanda não deixou barato e sujou o vestido dela. Rogério entrou na roda e levou uma tortada por acidente. Nem o padre escapou de uma torta de nozes na cara. E o casamento terminou assim. Uma guerra de tortas à la Chocolate com Pimenta.

 

CENA 4. CASA DE SILVIA. DIA

SALVADOR – Eu preciso ter calma pra executar o plano com maestria. Nada pode sair fora do planejado. É hoje, Carlos! Seu dia acabou.

 

CENA 5. EMPRESA DE TÁXI AÉREO. DIA

Salvador estava esperando o momento certo para entrar na garagem de uma companhia de táxi aéreo e furtar um de seus helicópteros. Isso é parte fundamental do plano. O guarda da garagem estava tomando um cafezinho e Salvador aproveitou para roubar o helicóptero.

Incrivelmente, Salvador conseguiu sair de lá pilotando uma aeronave daquele tamanho sem maiores problemas. Sempre vira nos filmes que tinha que apertar um certo botão e não foi diferente na vida real. Agora precisava descobrir pra que lado era a Lumus Tecnology. Achou o GPS e foi, aos trancos e barrancos pilotando.

 

SALVADOR – Agora chegou a sua hora, Carlos.

 

CENA 6. HANGAR DA LUMUS TECNOLOGY. DIA

Salvador pousou no hangar da Lumus Tecnology. Desceu e colocou seus óculos escuros. Carlos não estava lá. Obviamente não esperava que Salvador chegasse pelos ares. Estava no andar cobertura, onde ficava seu escritório.

 

SALVADOR – Gostou da minha entrada?

CARLOS – Você tenta, mas nunca chegará aos meus pés. Se eu tivesse entrado teria muito mais impacto.

SALVADOR – Quanta prepotência, Seu Carlos. Isso mata, sabia?

CARLOS – Meu caro, só uma pessoa sairá viva daqui, e ela sou eu!

SALVADOR – Veremos.

CARLOS – Ok. Cadê o dossiê?

SALVADOR – Está aqui. Você quer?

CARLOS – Você vai me dar assim?

SALVADOR – Sim. Toma (dá o dossiê para ele).

CARLOS – Qual a pegadinha aqui?

SALVADOR – Que pegadinha? Eu não vim aqui pra te entregar o dossiê?

CARLOS – Não. Você veio aqui pra acertar as contas comigo. Senão você não tinha planejado essa entrada triunfal aqui, não é mesmo?

SALVADOR – Você sempre foi o mais esperto, Carlos. Sempre. Eu que fui burro e quis enfrentar sozinho aquele assalto no banco. E ainda quis vingança. Mas eu cansei, sabe. O Antônio e a Márcia você já matou. A Amanda eu não tive coragem de fazer nada com ela. E você… você é muito melhor que eu. Muito acima do meu nível.

CARLOS – Que bom que percebeu. (pega o dossiê). Agora você vai ter mais uma demonstração da minha grandeza. Vou dar a oportunidade da última coisa que você verá na sua vida será a minha glória e vitória. Adeus, Salvador!

 

Carlos corre e sai do escritório. Tranca a sala e deixa Salvador lá.

 

 

 

CENA 7. FLASHBACK

Carlos está em casa pensando.

 

CARLOS – O que eu vou fazer pra acabar com Salvador?

 

Na empresa.

 

CARLOS – Se a Lumus não pode ser minha, não vai ser de mais ninguém!

 

Carlos coloca várias bombas escondidas em vários cantos de seu escritório.

 

CARLOS – Assim uno o útil ao agradável. Acabo com a festinha de Robert e sua turma e ainda por cima mostro mais uma vez a minha superioridade ao Salvador.

 

E solta uma gargalhada malévola.

 

CENA 8. HANGAR DA LUMUS TECNOLOGY. DIA

Carlos olha no relógio: 1 minuto pra bomba explodir. Coloca seus óculos escuros com classe. Anda arrogantemente até o hangar.

 

CARLOS – E o palhaço ainda deu meios pra eu fugir. É muito banana mesmo.

 

30 segundos… 20… 15…

O helicóptero levanta voo e Carlos olha a destruição do seu império. Salvador já era.

 

CARLOS – (com sorriso aberto) Eu venci. Eu sempre venço. (grita) Ninguém pode me destruir!!!

 

Ele liga para Cristina.

 

CARLOS – Tudo pronto, Cris? Vamos pra nossa ilha e de lá pegamos o jatinho e fugimos, ok?

CRISTINA – Ok.

 

Quando desliga o celular, Carlos ouve um barulho. Um barulho estranho, barulho parecido com…

 

CARLOS – Bomba!!!! Não é possível.

 

CENA 9. FLASHBACK

Salvador está na garagem da empresa de táxi aéreo. Já furtou o helicóptero.

 

SALVADOR – O Carlos vai cair feito um pato na minha armadilha. Ele vai pegar o dossiê, se achando o máximo e vai fugir nesse helicóptero. Ah, mas eu vou mostrar a ele quem é o mais esperto.

 

Ele instala as bombas em lugares estratégicos.

 

CENA 10. HELICÓPTERO. DIA

CARLOS – Aquele desgraçado nem criatividade tem. Tinha que imitar o meu plano!

 

E o helicóptero explode em pleno ar.

 

CENA 11. LUMUS TECNOLOGY. DIA

Passa-se um ano desde os trágicos acontecimentos que resultaram na morte de Carlos e Salvador.

Robert, o rival de Carlos, reabriu a Lumus Tecnology e fez questão de mantê-la no Brasil. “É uma questão de honra. Quero demonstrar que uma grande corporação pode ser grandiosa sem precisar se manter em negócios escusos”, declarou ele, em um português absolutamente perfeito.

 

CENA 12. PRISÃO. DIA

Cristina, esposa de Carlos, muito abalada com a morte dele, resolveu se entregar à polícia e fugir da realidade dentro da prisão. Foi julgada e condenada a 5 anos de reclusão e a devolver todo o dinheiro fruto de corrupção.

 

CENA 13. PARQUE. DIA

Amanda e Rogério completam o primeiro aniversário de casamento. Eles saem para um programa bem careta de família: um piquenique no parque. Eles viviam com sua primeira filha Vitória em uma mansão no bairro mais caro da cidade.

Durante a lua de mel, Amanda decidira que não teria mais segredos com Rogério. Contou todo seu passado. Tudo, nos mínimos detalhes. Rogério, claro, ficou chocado com a história. Mas a perdoou. Ela estava realmente arrependida de toda vida bandida que levava. Quis e conseguiu refazer sua vida e reescrever sua história. Diferentemente de Salvador, que teve chance mas preferiu insistir em uma vingança que dava sinais claros de que acabaria em uma tragédia.

Ao anoitecer, com um magnífico pôr-do-sol, Amanda olhou pra Rogério e Vitória e se emocionou. Ela nunca se sentira tão feliz na vida.

 

ROGÉRIO – O que foi? Você está chorando?

AMANDA – É de felicidade. Eu me sinto completa, feliz. Esse ano que passou foi a realização da minha vida. Eu sinto que vou ser feliz pra sempre.

ROGÉRIO – E vamos mesmo.

 

E se beijam. O canto dos pássaros, o céu alaranjado, a fonte ao fundo…

COMPARTILHAR

Share on facebook
Share on twitter
Share on google
Share on tumblr

POSTADO POR

Gustavo Lopes

Gustavo Lopes

>