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Divino Maravilhoso – Capítulo 03

DIVINO MARAVILHOSO

Escrita Por:

Guilherme Teixeira

Direção Artística:

Wellyngton Vianna

Núcleo:

Cyber TV

Personagens:

VALENTINA

RICARDO

MARIA PIA

OLAVO

RITA

REI

VICENTE

LARISSA

MALCOM

MIGUEL

EVA

VERÔNICA

HELÔISA

YOLANDA

JENNIFER

VINÍCIUS

RAQUEL

MADÁ

OLGA

JONAS

MATHEUS

GERMANO

RAUL

DORA

ANTERO

DOLORES

VALDETE

ZEFA

PASTOR SEVERO

MOSQUITO

RATO

———————————————————————

Cena 1/Hospital/Int./Noite

Larissa: Alguma notícia da minha mãe?

 

Raul: Ainda não, minha filha. A direção do hospital achou melhor que outro médico a acompanhasse e me deixaram de fora.

 

Larissa: E você não consegue ter nenhuma notícia dela?

 

Raul: Só quando o médico aparecer.

 

Larissa: Meu Deus, que demora. Eu tô ficando agoniada.

 

Raul: O médico tá vindo aí.

 

Médico: Boa noite.

 

Larissa: Eai doutor, você tem alguma notícia da minha mãe?

 

Raul: Como que ela tá doutor?

 

Médico: Desde que ela chegou aqui, eu e minha equipe  fizemos o possível e o impossível para inverter a situação, mas infelizmente não foi possível. Sinto muito.

 

Raul: Não, não pode ser.

 

Larissa: O que você tá querendo dizer com isso, doutor? A minha mãe morreu? É isso, doutor? Pai? (Olha para seu pai que já está aos prantos) Não, não pode ser, não, a minha mãe… NÃO! (cai no chão aos prantos).

 

(Raul e Larissa se abraçam)

 

Cena 2/Mansão/Int./Noite

(Olavo chega em casa)

 

Verônica: Boa noite meu amor, como foi o seu dia hoje?

 

Olavo: Como sempre, cheio de problemas.

 

Verônica: O meu foi ótimo. Eu passei à tarde inteira no shopping com a mamãe fazendo compras e fofocas de mãe e filha. Ah e você sabia que a filha da Glorinha Vasconcellos está grávida de novo? Eu não gosto de fofocas, mas… (Olavo a interrompe)

 

Olavo: Verônica, eu não faço a mínima questão de saber. Agora por favor, vai ver com as empregadas que horas que esse jantar fica pronto?

 

Verônica: Ah claro. (Sai)

 

(O biólogo liga para Olavo)

 

Biólogo: Alô, doutor Olavo?

 

Olavo: Eai, analisou a planta? (Vai para um canto mais reservado da sala de estar)

 

Biólogo: Sim senhor. Eu analisei bem e não restam dúvidas… aquela planta realmente se trata de uma Pandanus Candelabrum. E pela formação dela, é possível perceber que ela vem de um lugar onde há muito mais. Você tirou a sorte grande, senhor!

 

Olavo: Que ótima notícia! Muito obrigado pelos serviços prestados, tchau. (Desliga) Finalmente eu vou ter uma fortuna pra chamar de minha. Hahaha. Amanhã mesmo eu vou no morro negociar as terras com aquele “Rei”. Aquelas terras vão ser minhas.

 

(Olga entra na sala)

 

Olga: Doutor, a dona Verônica pediu pra avisar que já estão todos na mesa do jantar. Só falta o senhor.

 

Olavo: Obrigado, Olga (Se direciona a mesa). Olha, a família inteira reunida, que milagre.

 

Yolanda: Logo você falando isso, Olavo? Logo você que nunca tem tempo pra sua família?!

 

Olavo: Poupe-me de seus comentários desagradáveis, querida sogrinha.

 

Verônica: Ei vocês dois, vamos parar? Vamos tentar pelo menos uma vez, ter um jantar em família numa boa convivência.

 

Olavo: Tem razão. Eu queria inclusive, propor um brinde.

 

Maria Pia: A que?

 

Olavo: Ao futuro. Sinto que o futuro nos reserva grandes surpresas. Um brinde ao futuro.

 

(Todos brindam e em seguida, o telefone da mansão toca)

 

Olga: É o doutor Raul.

 

Yolanda: Me dá aqui (pega o telefone). Alô, meu filho? Tudo bem? O que? Calma, nós estamos indo imediatamente pra aí.

 

Verônica: O que aconteceu, mamãe?

 

Yolanda: A esposa do Raul faleceu.

 

Valentina: Meu Deus, a Lari deve estar péssima.

 

Yolanda: Eles ainda estão no hospital, eu tô indo pra lá agora dar uma força pra eles.

 

Verônica: Eu vou com você.

 

Valentina: Eu também vou.

 

Yolanda: Olavo e Maria Pia, vocês vêm com a gente?

 

(Os dois recusam)

 

Verônica: Bom, então vamos?

 

(As três saem)

 

Maria Pia: Papai, agora que estamos só nós dois, me diz, o que vai acontecer de tão bom no futuro? Não pense que eu acreditei nessa sua intuição mística.

 

Olavo: Eu não sei do que você está falando, minha filha.

 

Maria Pia: Sabe, você sabe muito bem. E saiba que mais cedo ou mais tarde, eu vou descobrir. Com licença. (Se retira da mesa)

 

Olavo: Era só que faltava, ter que dar explicações pra filha. Eu preciso ficar de olho bem aberto com a Maria Pia.

 

Cena 3/Morro do Divino/Ext./Dia

Vinícius: Oi Jenni, bom dia.

 

Jennifer: Eai Vini, tudo bem?

 

Vinícius: Tudo, e você?

 

Jennifer: Tô bem também. Tchau.

 

Vinícius: Não, espera.

 

Jennifer: Que foi?

 

Vinícius: Você tá linda hoje.

 

Jennifer: Hoje não né, todos os dias.

 

Vinícius: Você quer sair hoje a noite? A gente pode sair pra jantar.

 

Jennifer: Se liga, pra onde um zé ninguém como você vai me levar pra jantar? No churrasquinho de gato da esquina? Ah se manca, né?! Eu sou toda trabalhada nas elegância. Se tu quer jantar comigo, vai ter que pagar restaurante de granfino, tá ligado? Desses bem caros que aparece na televisão.

 

Vinícius: Um dia eu vou ser rico e vou te levar pra esses restaurantes chiques todos os dias.

 

Jennifer: Você? Rico? (Ri da cara dele) Vai sonhando vai…

 

Vinícius: Você vai ver… um dia eu vou ser o MC mais rico e famoso que esse morro já viu.

 

Jennifer: Enquanto esse dia não chega, vai procurar outra periguete porque euzinha aqui não sou pro teu bico não.

 

(Sai e o deixa falando sozinho)

 

Vinícius: Ai Jennifer… um dia você vai ainda gostar de mim.

 

Cena 5/Casa de Ricardo/Mansão/Int./Dia

(Valentina e Ricardo pensam um no outro)

 

(Casa de Ricardo)

 

Eva: Ricardo, pega a minha linha vermelha por favor, senão eu não consigo terminar essa costura. Ricardo? Filho?

 

Rita: (Grita) RICARDO? A mãe tá falando com você.

 

Ricardo: Oi, que? O que aconteceu?

 

Rita: A mãe pediu pra você pegar essa linha vermelha que tá ai do seu lado.

 

Ricardo: Ah, aqui mãe.

 

Rita: No que você estava pensando?

 

Ricardo: Eu? Em nada demais, coisa minha.

 

Rita: Tá apaixonado, é?

 

Ricardo: Para de falar besteira, Rita. Eu apaixonado? Magina!

 

Rita: (Desconfiada) Hm, sei.

 

(Mansão/Quarto de Valentina)

 

Maria Pia: Valen, licença. Posso entrar?

 

(Valentina, que está flutuante com seus pensamentos em Ricardo, não responde)

 

Maria Pia: Valentina?

 

Valentina: An? Oi? Ah, oi Maria. Pode entrar.

 

Maria Pia: Eu vim ver se você já está pronta pro enterro.

 

Valentina: Já, já sim. Já estão todos prontos?

 

Maria Pia: Sim, estão todos na sala te esperando. No que que você tava pensando? Quando eu cheguei aqui você estava tão flutuante.

 

Valentina: Eu conheci uma pessoa.

 

Maria Pia: Ah é? Quem?

 

Valentina: Senta aqui (As duas sentam na cama de Valentina). É um rapaz que eu esbarrei no dia da exposição.

 

Maria Pia: E qual que é o nome dele?

 

Valentina: Não sei

 

Maria Pia: Como assim?

 

Valentina: A gente conversou bem pouco, nem deu tempo de se apresentar.

 

Maria Pia: Então você está gostando de um estranho? Toma cuidado pra ele não ser um malandro atrás de mocinhas ricas.

 

Valentina: Não, ele é especial. Eu não sei porque mas eu sinto que ele é.

 

Maria Pia: Credo Valentina, já está apaixonada por um cara que você esbarrou na rua e nem sabe o nome?

 

Valentina: Parece loucura, mas não é. Eu quero muito ver ele de novo.

 

Maria Pia: Se você quiser, amanhã a gente faz o caminho da exposição e tenta a sorte de cruzar com ele de novo.

 

Valentina: Sério? Você faria isso por mim?

 

Maria Pia: Claro! Eu adoro você, Valen.

 

Valentina: Eu também, Pia. (As duas se abraçam)

 

Maria Pia: Agora vamos descer porque a gente está atrasada.

 

(As duas descem)

 

Cena 6/Enterro/Ext/Dia

(Acompanhada de sua família, Larissa enterra sua mãe)

 

Larissa: Descanse em paz, mamãe. (Joga uma rosa sobre o caixão)

 

(Em seguida, todos jogam suas rosas).

 

Cena 7/Morro do Divino/Ext/Dia

Jussara: Eae, rato? Pega um pacote de arroz na venda pra mim?

 

Rato: Suave, dá o dinheiro aí que eu vou.

 

Jussara: Toma, e eu quero meu troco, hein?!

 

Rato: Pode deixar (Pega o dinheiro com a mão esquerda, na qual usa o relógio em que Edvaldo usava no dia de seu sumiço)

 

Jussara: O que você tá fazendo com esse relógio?

 

Rato: Relógio? Que relógio?

 

Jussara: Esse relógio no seu pulso, ele era do Edvaldo seu cretino. Cadê o meu marido?

 

Rato: Eu sei lá. Esse relógio aqui eu comprei, doida.

 

Jussara: Para de mentir, sua peste. Onde está o meu marido? (Grita)

 

Rato: Eu não sei, o marido é seu, não meu.

 

Jussara: Você vai comigo agora no escritório do Rei abrir o bico e me falar onde que tá o meu marido.

 

Rato: Eu não vou pra lugar nenhum. Me deixa.

 

Jussara: Ah você vai!

 

(Mosquito flagra a discussão)

 

Mosquito: O que tá acontecendo aqui?

 

Rato: Essa louca tá me acusando de ter dado sumiço no marido dela.

 

Jussara: Olha Mosquito, é o seguinte, esse relógio no pulso dele, é o mesmo relógio que o meu marido tava usando antes de sumir. Esse filho da mãe tá envolvido no sumiço do meu marido e não quer abrir o bico.

 

Mosquito: Ah mas ele vai abrir o bico. (Ativa o rádio e chama Rei) Rei, tô subindo com a Jussara e o Rato pra sua sala. Vamos.

 

(Os três sobem para a sala de Rei)

 

Rei: O que foi dessa vez?

 

Mosquito: A Jussara disse que ele tá envolvido no sumiço do marido dela, eai o que a gente faz?

 

Rei: Como é que é? O que você tem haver com o sumiço do cara, hein? (Pega Rato pelo colarinho da blusa) Responde seu bosta.

 

Rato: Eu não tenho nada haver com isso não, Rei.

 

Rei: Tu acha que eu sou trouxa? Hein? Responde! Onde tá o Edvaldo?

 

Rato: Ele tá morto! Pronto, falei.

 

Jussara: Morto? Você matou ele?

 

Rato: Eu tava precisando de dinheiro.

 

Jussara: Assassino! Desgraçado! (Aos berros, parte para cima dele, mas é contida por Mosquito e Rei)

 

Rei: Porque você fez isso, hein? Um cara trabalhador, nosso parceiro, da nossa família porque aqui no morro é todo mundo uma família, e família a gente não mata não, comédia!

 

Rato: Eu não queria ter feito isso, mas foi o que eu falei, eu tava precisando de um trocado.

 

Rei: (Gritando) E porque não me pediu dinheiro? Todo mundo aqui tá cansado de saber que quando vocês precisam, eu sou o primeiro a abrir o bolso pra ninguém morrer de fome aqui. Agora me fala, quem te pagou?

 

Rato: Eu não vou falar.

 

Rei: Ah não vai falar? (Saca sua arma) Ou você fala ou você vai fazer companhia pro Edvaldo na terra do pé junto.

 

Rato: Tá, eu falo… Foi o patrão dele, o doutor Olavo.

 

Jussara: Não, não pode ser. Ele veio aqui no dia que o Edvaldo sumiu, querendo saber o porquê dele não ter ido trabalhar.

 

Rato: Era só um migué pra não desconfiarem dele. Agora não me perguntem o porquê, porque eu não faço a mínima ideia do que ele ganharia com a morte do seu marido.

 

Jussara: Meu Deus, como eu fui burra. Desgraçado, assassino, bandido…

 

Rei: Isso não vai ficar assim não. Mosquito caça o endereço desse homem agora.

 

Rato: Posso ir embora?

 

Rei: Pode, mas antes você vai pegar todo o dinheiro que esse cara te deu e vai dar pra Jussara. E depois disso, você vai meter o pé daqui. Aqui no Divino você não fica mais um dia.

 

Rato: Pode pá. Desculpa aí.

 

Rei: Desculpa não vai adiantar nada não, parceiro.

 

(Rato sai)

 

Mosquito: Aqui rei, achei na internet. O endereço dele é esse aqui.

 

Rei: Boa, meu moleque. (Ativa seu rádio para toda a comunidade ouvir) Atenção comunidade, eu quero todo mundo na quadra da favela agora! (Desliga o rádio) Você vem comigo, Jussara.

 

Jussara: O que você vai fazer?

 

Rei: Lá na quadra você descobre.

 

(Casa de Ricardo)

 

Rita: (Olha pela janela) O Rei tá chamando todo mundo lá na quadra. Bora lá?

 

Ricardo: Bora. (Ricardo sai acompanhado de Rita e Eva)

 

(Quadra do Morro)

 

Rei: (Sobe em um palanque e pega um alto-falante para falar) Atenção família, como todo mundo aqui deve saber, o Edvaldo, nosso irmão, sumiu esses dias. E agora eu fiquei sabendo que ele foi morto pelo patrão dele, minha gente. Mais um companheiro morto pelo sistema. Mais uma vida perdida injustamente. E isso vai ficar assim?

 

Todos: NÃO!

 

Rei: Então bora lá na casa desse assassino mostrar pra ele e pra família dele que o pobre tem seu lugar e que a justiça é pra todos. Diferente da justiça deles, a nossa não age só contra o pobre. Vamos fazer justiça com as nossas próprias mãos. Quem vem nessa comigo?

 

Todos: EU!

 

(Rei, Mosquito, Jussara, Eva, Ricardo, Rita, Vinícius, Jennifer, Valdete, Jonas e o restante dos moradores do Divino partem em grupo para a casa de Olavo)

 

(Dolores observa da janela de sua casa)

 

Dolores: Bando de baderneiros, você nem pense em ir, viu dona Raquel?

 

Raquel: Sim senhora (Demonstra tristeza em não poder ir acompanhar seus amigos)

 

Cena 8/Mansão/Int/Dia

(Uma multidão organiza por Rei se põe à postos no portão da mansão de Olavo)

 

Olga: Misericórdia, o que é isso? Madalena vem aqui!

 

Madá: Oi Olga, o que foi?

 

Olga: Olha o tanto de gente que tem ali fora.

 

Madá: (Olha pela janela) Minha nossa, é o pessoal lá da comunidade onde eu moro.

 

Olga: E o que eles estão fazendo aqui? Não me diga que você os chamou pra aproveitar o tempo que a família está ausente. Se isso for coisa sua, eu te boto no olho da rua. Não se esqueça que eu tenho autonomia o suficiente pra isso.

 

Madá: Ô Olguinha, eu não tenho nada haver com isso. Mas ó, pelo que dá pra ouvir daqui, eles estão atrás do doutor Olavo e não tão pra brincadeira não.

 

Olga: Ai meu Deus… Faz o seguinte, liga pra eles e fala pra eles irem pra um hotel. Eles foram de táxi e se tentarem entrar pelo portão, vão ser linchados.

 

Madá: Ninguém atende. Eu já liguei no celular de todo mundo e até agora nada.

 

Olga: Que Deus nos acuda.

 

Madá: Quer que eu chame a polícia?

 

Olga: Não, de forma alguma. Se a polícia entrar em confronto com eles, vai ser bem pior. Chame todos os seguranças da mansão e peça que eles reforcem a segurança.

 

Madá: Tá, tá bom. (Sai em busca dos seguranças)

 

Cena 9/Mansão/Ext/Dia

(Olavo e sua família chegam do enterro e se deparam com os moradores do Divino protestando na porta da mansão chamando Olavo de assassino)

 

Verônica: Mas o que é isso? Revolta da plebe?

 

Maria Pia: Aparentemente sim, mamãe. E pelo jeito, a gente corre perigo!

 

Valentina: Como que a gente vai fazer pra entrar?

 

Olavo: Não tem jeito, a gente vai ter que passar por eles. E é melhor irmos logo antes que nos vejam. Deem as mãos e não se soltem por nada.

 

Madá: (Olha pela janela) Minha nossa senhora, eles chegaram. Agora sim o circo pega fogo.

 

(Multidão)

 

Valdete: Minha Nossa Senhora das manicures!

 

Jennifer: Que foi, mãe?

 

Valdete: Só agora eu me toquei que aqui é a casa da dona Verônica, minha melhor cliente. Abaixa a cabeça e sai de fininho. Eu não posso perder essa freguesa!

 

(As duas saem escondidas)

 

(Os “de Sá Bittencourt” se infiltram na multidão de mãos dadas para passarem, mas logo são reconhecidos por Rei)

 

Rei: Ih ó lá, é a família do Olavo!

 

Manifestantes: Assassino! Bandido!

 

Verônica: Do que eles estão falando, Olavinho?

 

Olavo: Eu não faço a mínima ideia, agora para de falar e anda.

 

(Os manifestantes os atacam)

 

Maria Pia: Socorro, ela pegou o meu cabelo!

 

Verônica: O meu colar de pérolas, ele roubou meu colar! Polícia!

 

Yolanda: Socorro, eu sou idosa!

 

Rei: Deixa a dona passar, idoso tem prioridade.

 

Yolanda: Muito obrigado, seu manifestante. Muito gentil da sua parte. Encantada! (Joga chame para Rei)

 

Rei: Encantado!

 

(Yolanda entra sozinha em casa)

 

Verônica: Mamãe, você vai me deixar aqui? Socorro!

 

(Maria Pia solta a mão de Valentina, que se perde na multidão)

 

(Olavo, Verônica e Maria Pia conseguem entrar)

 

Verônica: Finalmente em casa, mas até agora eu não entendi o que está acontecendo e muito menos o porquê de estarem chamando o meu Olavinho de assassino.

 

Maria Pia: O que você fez, hein papai?

 

Olavo: Eu não fiz nada! Eu não entendi até agora o porquê dessa revolta contra mim. Toda essa agressão é uma injustiça contra a minha pessoa.

 

Yolanda: Espera! (Grita assustada)

 

Verônica: O que foi mamãe, você está passando mal?

 

Yolanda: A Valentina… ela não entrou. Maria Pia, você não estava de mãos dadas com ela?

 

Maria Pia: Estava, mas no meio da confusão nós nos soltamos.

 

Yolanda: E como que você solta a mão da sua irmã no meio daquela gente? Olha Maria Pia, se alguma coisa acontecer com a Valentina, a culpa é sua!

 

Verônica: Não fale assim com ela, mamãe. Nós sabemos que a Maria Pia não soltou a mão da Valentina por mal. Ela seria incapaz de uma maldade dessas.

 

Maria Pia: Que bom que alguém nessa casa fica do meu lado. Sabe vovó, eu sofro muito com essas falsas insinuações da senhora contra mim.

 

Yolanda: A questão agora não é essa. Olavo, eu exijo que você vá lá ajudar a Valentina.

 

Olavo: Eu não vou me arriscar dessa forma.

 

Yolanda: Você vai sim. Toda aquela balbúrdia é por sua causa, então você tem a obrigação de ajudar a Valentina, que não tem culpa de nada. Anda, eu estou mandando! Caso você não se lembre, essa casa ainda é minha.

 

(Enfurecido, Olavo sai atrás de Valentina, mas não a encontra e desiste)

 

Cena 10/Mansão/Ext/Dia

Valentina: Ai!

 

Ricardo: Você de novo? O que você faz por aqui?

 

Valentina: Eu, eu… (Gagueja por medo dele fazer alguma coisa)

 

Ricardo: Já sei, você veio manifestar também? Claro, agora tudo faz sentido.

 

Valentina: Tudo o que?

 

Ricardo: Você também mora no Divino. Aquele dia que a gente se esbarrou e eu estava saindo do morro, você estava indo pra lá. Meu Deus é impressionante como a gente nunca se trombou antes por lá. Vem, vem com a gente (Puxa ela pra o meio da manifestação)  Toma! (Dá um cartaz para ela manifestar)

 

Valentina: Mas eu…

 

Ricardo: Não precisa falar mais nada. Agora vem protestar contra essa família de assassinos.

 

Valentina: Mas… (É empurrada para o meio da manifestação)

Fim do Capítulo.

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POSTADO POR

Guilherme Teixeira

Guilherme Teixeira

Estreia dia 19 de Outubro

Estreia dia 20 de Outubro

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