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Divino Maravilhoso – Capítulo 04

Divino Maravilhoso

Escrita Por:

Guilherme Teixeira

Direção Artística:

Wellyngton Vianna

Núcleo:

Cyber TV

Personagens:

VALENTINA

RICARDO

MARIA PIA

OLAVO

RITA

REI

VICENTE

LARISSA

MALCOM

MIGUEL

EVA

VERÔNICA

HELÔISA

YOLANDA

JENNIFER

VINÍCIUS

RAQUEL

MADÁ

OLGA

JONAS

MATHEUS

GERMANO

RAUL

DORA

ANTERO

DOLORES

VALDETE

ZEFA

PASTOR SEVERO

MOSQUITO 

———————————————————————

Cena 1/Mansão/Int./Dia

(Olavo entra em casa após não achar Valentina)

 

Yolanda: Algum sinal dela?

 

Olavo: Nada.

 

Maria Pia: E o que você vai fazer agora?

 

Olavo: Não tem jeito, vamos ter que chamar a polícia. Olga, por favor, ligue para a polícia imediatamente e peça para trazerem reforços.

 

Olga: Sim senhor.

 

Yolanda: Isso não vai dar certo. Se eles se revoltam mais ainda, podem acabar fazendo algum mal pra Valentina.

 

Verônica: Mas mamãe, é a única coisa que nós podemos fazer no momento.

 

Yolanda: Isso porque o covarde do seu marido não é homem o suficiente pra ir lá e dar cara a tapa.

 

Olavo: Peraí, dona Yolanda. Agora a senhora está me ofendendo.

 

Yolanda: Eu não estou nem aí pra você. Eu quero saber da minha neta!

 

Verônica: Não se esqueça que a sua única neta aqui é a Maria Pia, mamãe.

 

Yolanda: Verônica, agora não.

 

(Olga liga para a polícia)

 

Olga: Pronto. Dentro de instantes, eles já estão aqui.

 

Verônica: Seja o que Deus quiser.

 

(Passado algum tempo, a polícia chega na mansão)

 

Maria Pia: (Olha pela janela) Eles chegaram.

 

(Do lado externo da mansão, a polícia entra em confronto com os manifestantes usando gases lacrimogêneos e outras medidas protetivas, o que causa revolta nos manifestantes que partem para a briga)

 

Valentina: O que está acontecendo?

 

Ricardo: Vem, eu te ajudo. (Puxa Valentina para fora do confronto)

 

Valentina: Pra onde você vai me levar?

 

Ricardo: Não sei, mas a gente precisa sair daqui.

 

(Os dois fogem da confusão)

 

(Dentro da mansão, Olavo comemora que a intervenção policial tenha retirado todos os manifestantes de sua casa)

 

Olavo: (Observa pela janela) Foi mais fácil do que eu imaginava.

 

Yolanda: A Valentina já conseguiu entrar?

 

Maria Pia: (Também pela janela) Ela não tá aqui não.

 

Yolanda: Como assim não está?

 

Maria Pia: Não estando, ué.

 

Verônica: Será que foi sequestro?

 

Yolanda: Eu falei que isso não ia dar certo.

 

Maria Pia: Agora que já foram todos embora, você poderia nos explicar que escândalo é esse, papai?

 

Yolanda: Pois é, eu também gostaria de saber. Eu imagino que aqueles gritos por justiça e te chamando de assassino não tenham sido sem nenhuma razão.

 

Olavo: Eu já disse, eu não sei. Eu estou tão surpreso quanto todas vocês.

 

Verônica: Ei vocês duas, parem de colocar a culpa de tudo no meu Olavinho, vocês não estão vendo a preocupação dele?

 

Cena 2/Casa de Ricardo/Int./Dia

(Rita fala ao telefone)

 

Eva: Eai, alguma notícia do seu irmão?

 

Rita: Nada. Eu já liguei pra todo mundo e ninguém viu ele.

 

Eva: Ai minha Santa Mônica, proteja o meu filho.

 

Rita: Calma, mãe. Se Deus quiser, logo logo ele já tá de volta.

 

Eva: Eu tenho medo da polícia ter feito alguma coisa com ele.

 

Rita: Acho que não fizeram nada não, todo mundo ali saiu ileso dessa vez.

 

Eva: Onde será que ele está?

 

Rita: Eu não faço ideia. O que a gente tem que fazer agora é rezar e esperar.

 

Eva: Você tem razão. Vem, vamos rezar.

 

(As duas dão às mãos e rezam juntas)

 

Cena 3/Parque/Ext./Dia

(Depois de fugirem da confusão, Ricardo e Valentina sentam num banco da praça)

 

Ricardo: Acho que aqui a gente tá seguro.

 

Valentina: Caramba. Eu pensei que eu ia morrer naquela confusão.

 

Ricardo: Nossa, você ainda não se acostumou?Confronto é o que mais tem no morro, vai dizer que foi o seu primeiro?

 

Valentina: (Gagueja) Não, imagina. Eu estou super acostumada.

 

Ricardo: Mas afinal… qual é o seu nome?

 

Valentina: Vale… Valéria! E o seu?

 

Ricardo: Ricardo. Sabe Valéria, desde que eu te vi pela primeira vez, eu sinto uma coisa estranha dentro de mim. Mas isso não quer dizer que ela seja ruim, pelo contrário, ela é boa.

 

Valentina: (Sorri de canto) Eu também sinto essa coisa.

Ricardo: Ah é? E o que é?

 

Valentina: Não sei, mas eu quero descobrir.

 

Ricardo: Eu também quero.

 

(Os dois se olham profundamente e se rendem a paixão. Os dois se beijam apaixonadamente)

 

Valentina: (Envergonhada) Me desculpa, eu me precipitei.

 

Ricardo: Não precisa pedir desculpas, foi bom. Sábado agora vai ter baile funk lá no morro, vamos juntos?

 

Valentina: Baile funk? No morro? Claro, eu adoro. (Fala constrangidamente)

 

Ricardo: Então tá marcado.

 

(Envergonhados, eles ficam em silêncio)

 

Valentina: Eu acho melhor a gente voltar pra casa. Essa hora a confusão já deve ter acabado.

 

Ricardo: Tem razão. Vamos?

 

Valentina: Quer que eu chame um táxi?

 

Ricardo: Táxi? Pra que? Vamos andando, a gente vai pro mesmo lugar mesmo.

 

Valentina: É… (Valentina fica cada vez mais constrangida com a mentira)

 

Ricardo: Bora?

 

(Os dois saem do parque)

 

(Pouco tempo depois, eles chegam no morro)

 

Ricardo: Onde que você mora? É mais pra cima?

 

Valentina: É, mas fica tranquilo que eu vou sozinha. Pode ir pra sua casa sossegado.

 

Ricardo: Então tá bom. Tchau

 

(Os dois ficam confusos em como se despedir, mas logo se despedem com um beijo no rosto)

 

(Ricardo entra pra casa e Valentina desce o morro para pegar um táxi até a mansão)

Valentina: Agora eu tenho que ir embora daqui.

 

Cena 4/Casa de Ricardo/Int./Dia

(Ricardo abre a porta)

 

Eva: Meu filho, onde você estava? Eu fiquei tão preocupada.

 

Rita: Caramba, Ricardo. Onde você se meteu?

 

Ricardo: No meio da confusão eu corri e fui pro parque.

 

Eva: Que perigo, meu filho. Se a polícia vê você correndo em bairro de granfino… Você sabe do que eu tô falando.

 

Rita: A mãe tem razão, Ri. Lá não é lugar pra gente não, tem que tomar cuidado redobrado.

 

Ricardo: Mas podem ficar tranquilas, eu não estava sozinho.

Rita: Ah é? E com quem você estava?

 

Ricardo: Uma pessoa aí…

 

Eva: Hmm, já vi que meu filho tá apaixonado.

 

Ricardo: Claro que não, mãe.

 

Eva: Ricardo, seus olhos estão brilhando. Chama ela um dia pra vir almoçar aqui em casa.

 

Ricardo: Ainda tá cedo, mãe. Mas eu chamei ela pra ir pro baile amanhã. Você vai, Rita?

 

Rita: Eu já tava afim de ir, agora então que eu vou conhecer a minha cunhadinha, eu não perco por nada!

 

Eva: Ai eu não gosto que vocês vão nesses bailes. Sempre tem briga, drogas, confusão…

 

Ricardo: Fica tranquila, dona Eva. A gente tem a cabeça no lugar.

 

Eva: Assim espero. E não é pra se desgrudarem por nada, ok?

 

Rita: Sim senhora!

 

Cena 5/Mansão/Int./Dia

(Valentina chega em casa)

 

Valentina: Ai, finalmente em casa!

 

Olavo: Finalmente digo eu! Onde você se meteu, Valentina?

 

Yolanda: Valentina, ai que bom que você chegou! Tá tudo bem com você? Eles te fizeram alguma coisa?

 

Valentina: Não! Podem ficar tranquilos, eu estou ótima. Graças a uma boa alma, eu pude sair daquela confusão toda em ótimo estado.

 

Yolanda: Graças a Deus!

 

Maria Pia: (Desce as escadas e vê Valentina) Valen? Ai que bom que você chegou! Eu fiquei tão preocupada. Onde você estava?

 

Valentina: Eu fui parar num parque aqui perto, mas eu tô bem.

 

Maria Pia: Ufa, fico mais aliviada assim.

 

Valentina: Se vocês não se incomodam, eu vou subir pro meu quarto, eu estou exausta.

 

Yolanda: Isso, vai lá. Descansa que é o melhor que você tem a fazer.

 

Valentina: Maria Pia você se incomoda em me acompanhar? Eu queria falar com você.

 

Maria Pia: Claro, vamos. (As duas sobem para o quarto de Valentina)

 

Cena 5/Mansão/Quarto de Valentina/Int./Dia

Maria Pia: Então, Valen? Porque você me chamou aqui?

 

Valentina: Eu preciso te contar um negócio, senta aqui.

 

Maria Pia: (Senta) Hmm, adoro uma fofoca.

 

Valentina: Então, ontem no meio de toda aquela confusão, o Ricardo me tirou de lá e me levou pra um parque aqui perto. A gente se beijou.

 

Maria Pia: Quem é Ricardo?

 

Valentina: Aquele que eu te falei que eu esbarrei na rua no dia da exposição.

 

Maria Pia: Mentira? Então vocês se encontraram de novo? Como foi?

 

Valentina: Sim, foi lindo. Só tem um probleminha…

 

Maria Pia: Qual?

 

Valentina: Ele não sabe que eu sou filha adotiva do Olavo, nem que eu sou rica e eu ainda menti meu nome pra ele.

 

Maria Pia: Meu Deus, Valentina! Então não é um probleminha, é um problemão. E como que você vai fazer daqui pra frente?

 

Valentina: Eu ainda não sei. Ele me chamou pra ir com ele num baile funk no sábado lá na comunidade onde ele mora, talvez lá eu conte pra ele.

 

Maria Pia: Você vai? Valentina você está doida! Esses bailes são muito perigosos.

 

Valentina: Fica tranquila, não vai acontecer nada.

 

Maria Pia: Se eu fosse você, eu não iria.

 

Valentina: Mas eu quero é ver ele de novo…

 

Maria Pia: Então vai Valentina, mas se cuida!! Você sabe o tanto que eu gosto e me importo com você.

 

Valentina: Claro que eu sei, vem cá! (Abraça Maria Pia que durante o abraço, vira os olhos, demonstrando não suportar Valentina)

 

Maria Pia: Agora eu vou dar uma saidinha, vou encontrar umas amigas.

 

Valentina: Vai lá!!

 

(Maria Pia sai do quarto de Valentina e anda pela mansão)

 

Cena 6/Mansão/Escritório de Olavo/Int./Dia

Olavo: Quer saber? Eu não vou ficar aqui parado o dia todo. Eu vou agora mesmo pro morro comprar aquelas terras. (Pega um envelope de dinheiro e algumas barras de ouro do cofre)

 

(Maria Pia que está passando, flagra a situação e se esconde atrás da porta)

 

(Olavo liga para seu motorista)

 

Olavo: Jarbas, prepare o meu carro. Vou sair.

 

(Imediatamente, Maria Pia sai da mansão e se esconde no banco traseiro do carro de Olavo)

 

(Olavo pega o carro e sai)

 

Cena 7/Morro/Ext./Dia

(Olavo chega ao morro e desce do carro)

 

(Maria Pia desce em seguida)

 

Maria Pia: O que será que ele veio fazer aqui? Pra onde ele está indo? (Segue ele)

 

(Enquanto Maria Pia segue Olavo, Rei e Mosquito a flagram do alto do morro)

 

Rei: Ô Mosquito, quem é aquela andando ali?

 

Mosquito: (Pega um binóculo) Não sei não, Rei. Mas ela não é daqui não. É madame.

 

Rei: Espera, eu tô reconhecendo ela, ela é da família daquele Olavo Bittencourt, lembra?

 

Mosquito: É verdade, eu tô lembrando agora. Eu vi ela no meio da confusão. Bonita, né? Mas o que será que ela veio fazer aqui?

 

Rei: Não sei, mas vindo daquela família, boa coisa não é. Faz o seguinte, chama os parceiro de lá debaixo e fala pra eles levarem ela pro barraco ali de cima que tá abandonado.

 

Mosquito: Pode pá. (Sai)

 

Cena 8/Morro/Ext./Int./Dia

(Mosquito adormece Maria Pia com um pano batizado e a leva para um barraco abandonado como cativeiro)

 

(Pouco tempo depois, Maria Pia acorda amarrada)

 

Maria Pia: Onde eu tô? Que lugar é esse?

 

Mosquito: Bom dia, princesa.

 

Maria Pia: (Assustada) Quem é você? Porque eu tô amarrada? Me solta! Eu tô mandando!

 

Mosquito: Aqui quem manda sou eu, princesinha.

 

Maria Pia: O que você quer comigo? É dinheiro? Porque se for, me solta que eu te dou tudo o que eu tenho na carteira.

 

Mosquito: Não é dinheiro não, eu quero saber é o que você tá fazendo aqui.

 

Maria Pia: Ué, não posso mais andar na rua?

 

Mosquito: Na rua você pode, mas aqui no morro não. Aqui só entra quem tem a autorização do Rei, tá ligada?

 

Maria Pia: Falando assim até parece que aqui é algum condomínio particular. (Debocha)

 

Mosquito: Ô madame, abaixa a sua bola aí.

 

Maria Pia: Escuta aqui o… Afinal, qual é o seu nome?

 

Mosquito: Mosquito!

 

Maria Pia: Ai, aonde? Mata, mata!

 

Mosquito: Que foi, maluca?

 

Maria Pia: Ué, você não falou que tem mosquito?

 

Mosquito: (Ri da cara dela) Mosquito é o meu nome.

 

Maria Pia: Nossa, que nomezinho, hein?

 

Mosquito: E o seu, qual é?

 

Maria Pia: Maria Pia de Sá Bittencourt. (Fala com tom de superioridade)

 

Mosquito: Pia, hahaha! Depois você fala do meu nome.

 

Maria Pia: Escuta aqui seu inseto, o meu nome é nome de rainha.

 

Mosquito: E eu com isso?

 

Maria Pia: Mas afinal, você vai ou não me soltar?

 

Mosquito: Ainda não. Primeiro você vai me falar o que você veio fazer aqui.

 

Maria Pia: Eu vim conhecer, só isso. Agora eu posso ir? Eu tô atrás de uma pessoa que já deve estar longe daqui.

 

Mosquito: O seu pai?

 

Maria Pia: É, é ele. Posso ir agora?

 

Mosquito: Não, fica mais um pouquinho aqui, fica. (Sai)

 

Maria Pia: Onde você vai? Volta aqui, eu estou falando com você. Volta aqui! Socorro! Me tirem daqui! (Grita)

 

(Maria Pia tenta se soltar, acaba caindo com a cadeira e se depara com um rato)

 

Maria Pia: Ai, um rato! Socorro! Socorro! Socorro! (Grita)

 

Cena 9/Morro/Ext./Dia

(Malcom está andando pelo morro até que escuta os gritos de Maria Pia na casa abandonada e arromba a porta)

 

Maria Pia: Finalmente alguém! Vem cá, me solta aqui.

 

Malcom: O que você tá fazendo amarrada aí?

 

Maria Pia: Não te interessa. Agora me solta, eu estou mandando.

 

Malcom: Se você continuar com grosseria, eu te deixo amarrada ai e ainda ponho aquele ratinho em cima de você.

 

Maria Pia: Não, não, o rato não.

 

Malcom: Então pede direitinho.

 

Maria Pia: Será que você poderia me soltar, por favor? (Sussurra)

 

Malcom: Eu não entendi as últimas palavras , fala mais alto.

 

Maria Pia: Por favor!!! Agora me solta.

 

(Malcom solta Maria Pia)

 

Malcom: Agora me explica, porque você tava presa?

 

Maria Pia: Foi aquele Mosquito que me prendeu aqui.

 

Malcom: Ih, então eu devia ter deixado você presa.

 

Maria Pia: Porque?

 

Malcom: Ele é braço direito do Rei, faz tudo o que ele mandar. E se foi o Rei que mandou te prender, é porque você não devia estar circulando por aqui.

 

Maria Pia: Pelo visto esse Rei é poderoso mesmo, hein? Você vai me entregar pra ele?

 

Malcom: Eu não. Todo mundo aqui pode abaixar a cabeça pra ele, mas eu não. Eu sou maior que ele, eu sou maior que essa gentalha toda.

 

Maria Pia: Gostei de você. Você pode me ajudar a sair daqui? Preciso descer o morro sem ser vista.

 

Malcom: Você não vai conseguir descer o morro sem ser vista. O Rei tem cara espalhado por toda a favela. Uma hora ou outra alguém te vê.

 

Maria Pia: Então eu vou ter que ficar presa aqui?

 

Malcom: Eu te levo pra minha casa, topa?(Olha para ela maliciosamente)

 

Maria Pia: Topo. (Olha reciprocamente)

 

(Os dois saem do cativeiro)

 

Cena 10/Escritório de Rei/Int./Dia

(Olavo entra no escritório de Rei sem pedir licença)

 

Rei: Opa, pera aí. Quem você pensa que você é pra invadir a minha sala assim?

 

Olavo: Eu sou Olavo Bittencourt e você deve ser o Rei, certo?

 

Rei: Sou eu sim. E agora sai daqui antes que eu pipoque toda a sua cara em nome do meu parceiro Edvaldo.

 

Olavo: Nossa, quanto ressentimento. Bom, mas não foi pra falar do Edvaldo que eu vim aqui não. Você é dono de quase todas as casas aqui, não é?

 

Rei: É, digamos que 90% da favela seja minha. Mas porque?

 

Olavo: Ótimo. Eu vim aqui pra fazer negócio com você.

 

Rei: Eu nunca vou fazer um negócio com um cara que nem você. Agora rala do morro, mermão.

 

Olavo: Calma, você nem vai ouvir a proposta?

 

Rei: An, pode falar, tô ouvindo.

 

Olavo: Quanto que você quer pra me vender tudo o que é seu aqui?

 

Fim do Capítulo.

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POSTADO POR

Guilherme Teixeira

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