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Divino Maravilhoso – Capítulo 06

Divino Maravilhoso

Escrita Por:

Guilherme Teixeira

Direção Artística:

Wellyngton Vianna

Núcleo:

Cyber TV

Personagens:

VALENTINA

RICARDO

MARIA PIA

OLAVO

RITA

REI

VICENTE

LARISSA

MALCOM

MIGUEL

EVA

VERÔNICA

HELÔISA

YOLANDA

JENNIFER

VINÍCIUS

RAQUEL

MADÁ

OLGA

JONAS

MATHEUS

GERMANO

RAUL

DORA

MOSQUITO

ANTERO

DOLORES

VALDETE

ZEFA

PASTOR SEVERO

——————————————————————

Cena 1/Baile/Ext./Dia 

Madá: Claro, ela é minha… (Valentina a interrompe)

Valentina: Vizinha! Nós somos vizinhas. 

Madá: Vizinha? Mas… (Valentina a interrompe novamente) 

Valentina: Vizinha… e amigas também, né Madá?!

Madá: É… (Confirma sem estar entendendo nada) 

Ricardo: Pô, que legal. Eu conheço a Madá desde criança daqui do morro.

Valentina: (Tenta se esquivar da conversa) Então tá, tchau Madá. Bom baile pra você.

Madá: Tchau. (Ainda sem entender nada) 

(Ricardo e Valentina saem) 

Madá: Ué, não entendi nada.

Cena 2/Mansão/Int./Dia 

Maria Pia: Não precisa dizer mais nada, o seu silêncio já confirma tudo. 

Olavo: Tudo o quê?

Maria Pia: Você tem uma amante naquele morro, provavelmente alguma empregadinha da construtora. E tá usando o dinheiro da nossa família pra sustentar ela e encher ela de presentes, é isso, não é? 

Olavo: (Fica aliviado ao perceber que Maria Pia nem imagina o real motivo de sua ida ao morro) É isso minha filha, é exatamente isso. Eu fico impressionado com a sua inteligência. 

Maria Pia: Não me subestime, papai. Eu sou muito mais esperta que você. 

Olavo: E o que você vai fazer com essa informação? Vai sair gritando aos quatro cantos?

Maria Pia: Poderia, mas não vou. Vou ficar em silêncio. 

Olavo: Ótimo. 

Maria Pia: Mas o meu silêncio não vai custar barato.

Olavo: Tava demorando pra você por suas asinhas pra fora, ave de rapina. Quanto?

Maria Pia: Algo em torno de 200 mil.

Olavo: 200 mil? Você só pode estar louca.

Maria Pia: Se eu fosse você eu não reclamava, papai. Não se esqueça que até o terno que você está usando foi comprado com o dinheiro da minha mãe e da família dela. Se eu conto o que eu sei pra ela e ela se separa de você, você perde tudo. 

Olavo: Você não é uma filha não, é uma cruz que eu carrego.

Maria Pia: Sem essa, papai. Até porque você não leva muito jeito pra Jesus, né? (Sai)

Olavo: (Falando sozinho) Aproveita agora, Maria Pia. Porque quando eu explorar aquelas terras, você não vai ver nem a cor do meu dinheiro. 

Cena 3/Baile/Ext./Dia 

Valentina: Eu acho que eu já vou indo. Já está começando a ficar tarde. 

Ricardo: Você quer que eu te leve pra casa?

Valentina: Não, não precisa. 

Ricardo: Tem certeza?

Valentina: Tenho, pode ficar sossegado.

Rita: Já vai, Valéria?

Valentina: Já. Tchau Rita, eu adorei a te conhecer.

Rita: Eu também. Vê se aparece lá em casa qualquer dia desses, minha mãe faz uns rango daora.

Valentina: Pode deixar. Eu vou adorar conhecê-la.

Ricardo: Eu fiquei muito feliz que você veio.

Valentina: Eu também. (Os dois sorriem discretamente com um brilho nos olhos)

Ricardo: Se você quiser, a gente pode marcar de se encontrar outras vezes.

Valentina: Vamos sim, a gente vai conversando por mensagem.

Ricardo: Então tá.

Valentina: Então, tchau.

(Os dois se cumprimentam com um beijo no rosto e Valentina vai embora)

Ricardo: Valéria, espera! (Puxa ela pelo braço e a beija)

(Os dois se beijam apaixonadamente e desperta ciúmes em Jennifer)

Cena 4/Mansão/Ext./Dia 

(Amanhece)

(Valentina vai para a cozinha falar com Madá e esclarecer o mal entendido)

Valentina: Bom dia.

Olga: Bom dia, dona Valentina.

Madá: Bom dia. 

Valentina: Olga, será que você poderia sair pra eu ter uma conversa a sós com a Madalena?

Olga: Sim senhora. (Sai)

Valentina: Madalena, você deve estar se perguntando o que foi aquilo ontem no baile.

Madá: Ô patroa, me desculpa. Por favor, não me demite, eu preciso desse emprego.

Valentina: Fica tranquila, eu não vou te demitir não. Muito pelo contrário, eu quero a sua ajuda.

Madá: A minha ajuda? Com o que?

Valentina: Eu quero que você finja que eu realmente sou sua vizinha e em hipótese alguma, conte pro Ricardo ou pra qualquer outra pessoa do morro quem eu realmente sou.

Madá: Mas porque? Eu não to entendendo.

Valentina: Eu explico. Naquele dia da manifestação que eu sumi, eu estava com o Ricardo. Eu já tinha cruzado com ele antes, mas foi naquele momento que eu e ele nos aproximamos. E ele tava tão furioso com o Olavo e com a família dele, que eu não tive coragem de dizer à ele que eu sou filha adotiva do Olavo e moro com ele, e ele acabou achando que eu na verdade era manifestante e que eu morava na comunidade. 

Madá: Então por isso você disse que a gente era vizinha?

Valentina: Exatamente. E tem mais.

Madá: Mais?

Valentina: Eu disse que eu me chamo Valéria.

Madá: Ave Maria…

Valentina: E por favor, não fala nada pro Ricardo e nem pra ninguém de lá. Eu tô apaixonada por ele.

Madá: Ai meu Deus, eu fico mal em ter que esconder isso dele. Mas se é em nome do amor, vale a pena.

Valentina: Ai obrigada, Madá! (Abraça Madá)

Cena 5/Construtora/Int./Dia 

Olavo: (Pelo telefone) Alô, é da corretora de imóveis? Eu gostaria de procurar e comprar casas no Morro do Divino com urgência. Eu preciso que um corretor vá até lá oferecer uma proposta de venda a todos aqueles que tiverem uma casa própria em seu nome. E eu preciso também que a minha identidade seja oculta. Aguardo retorno. (Desliga) 

Cena 6/Mansão/Restaurante/Int./Dia 

(Na mansão, o celular de Maria Pia toca)

Maria Pia: O Vicente me ligando? Hmm, já deve estar com saudades. (Atende) Alô, Vicente?

Vicente: (Pelo telefone) Oi Maria, será que dava pra você me encontrar agora num restaurante aqui perto pra almoçarmos juntos? 

Maria Pia: Claro! Eu vou me arrumar e vou.

Vicente: Então anota o endereço aí. (Diz a ela o endereço)

(Pouco tempo depois, eles se encontram no restaurante)

Vicente: (Acena para Maria Pia, que se direciona a mesa)

(Eles se cumprimentam)

Maria Pia: Confesso que fui pega de surpresa pelo seu convite.

Vicente: Espero não ter te atrapalhado. 

Maria Pia: Imagina. É sempre um prazer me encontrar com você. (Pega na mão dele e o deixa constrangido)

Vicente: Eu te chamei aqui porque você é a única amiga que eu tenho pra dividir os momentos da minha vida.

Maria Pia: Amiga… e de que momentos você está falando?

Vicente: Sabe esse restaurante aqui?

Maria Pia: Sim, o que tem?

Vicente: Eu comprei ele. Esse restaurante agora é meu.

Maria Pia: Jura? Parabéns! Eu sei o quanto você queria isso e merece todo o sucesso do mundo.

Vicente: Eu finalmente vou realizar o meu sonho de ser um chef e ter meu próprio restaurante. Mas eu ainda vou dar uma reformada e um toque de personalidade aqui, e quando ficar pronto eu pretendo fazer uma estreia em grande estilo, e é justamente nisso que eu preciso da sua ajuda. Posso contar com você? 

Maria Pia: Mas é claro! Você procurou a pessoa certa. Eu conheço os mais renomados e importantes jornalistas, colunistas e críticos aqui de São Paulo. O seu lançamento vai ser um sucesso.

Vicente: Obrigado, Maria. Você é uma amiga e tanto.

Maria Pia: Eu posso ser muito mais que isso. (Se insinua para ele)

Vicente: E a Valentina, como está?

Maria Pia: (Com ciúmes) Está bem. Ela está conhecendo um carinha aí. (Alfineta propositalmente)

Vicente: Ah… (Decepcionado)

Maria Pia: Você já decidiu o que vai pedir?

Vicente: Eu vou querer vieiras ao molho de champagne e vinho branco. E você? 

Maria Pia: Eu vou querer lagosta ao thermidor. Eu acompanho você no vinho.

Vicente: Vou chamar o garçom. 

(Os dois almoçam juntos)

Maria Pia: Estava uma delícia. O vinho que você escolheu estava ótimo. 

Vicente: Esse vinho realmente é muito bom. Eu pretendo aumentar a safra dele aqui no restaurante. 

Maria Pia: Tenho certeza que vai fazer muito sucesso. 

Vicente: Você quer mais alguma coisa? 

Maria Pia: Não, eu já vou indo. Eu ainda vou passar no shopping e fazer umas compras. 

Vicente: Entendi. Então eu vou pedir a conta e nós vamos. Mais uma vez, muito obrigado pela ajuda. 

Cena 7/Parque/Ext./Dia 

(Yolanda passeia sozinha no parque, até que encontra uma antiga paixão do passado)

Yolanda: Boa tarde, senhor. O senhor poderia me informar que horas são?

Antero: Yolanda, é você?

Yolanda: Desculpe, nós nos conhecemos?

Antero: Você não lembra de mim? Sou eu, o Antero do colegial.

Yolanda: Antero, é você? Quanto tempo!

Antero: E bota tempo nisso… 

Yolanda: Muito tempo! Mas você está ótimo!

Antero: Você também está ótima. O tempo só te fez bem.

Yolanda: Imagina, bondade sua!

Antero: De forma alguma. Você é como um bom vinho, quanto mais o tempo passa, melhor fica.

Yolanda: E o que me conta, meu velho? Imagino que você tenha casado, tenha tido filhos…

Antero: Eu me casei um pouco depois, mas não tive filhos. E você?

Yolanda: Eu me casei com o Gonçalo, você lembra dele? 

Antero: Como que eu ia me esquecer do homem que me tirou a mulher que eu mais amei.

Yolanda: Não o culpe. Tudo aconteceu conforme tinha que acontecer. E depois que eu casei com ele, eu tive dois filhos lindos: a Verônica, a mais velha e o Raul, o caçula. A Verônica casou com um traste que hoje é presidente da construtora, e o Raul é médico, e viúvo agora, a esposa dele faleceu recentemente. Ah, e eu também tenho quatro netos lindos, mas um deles, o Miguel que era o mais velho, faleceu num acidente.

Antero: Puxa que pena. E o Gonçalo? 

Yolanda: Também já faleceu. Ele faleceu há quatro anos atrás. E sua esposa, ainda é viva?

Antero: Ela ainda está viva, mas está muito doente.

Yolanda: Sinto muito.

Antero: E você vem sempre aqui no parque?

Yolanda: De vez em quando eu venho passear por aqui, ver a natureza, as crianças brincando…

Antero: Faz muito bem. As crianças são as coisas mais preciosas dessa vida, trazem vida e esperança a todos nós.

Yolanda: Que saudade que eu sinto de quando minha casa era cheia de criança. Criança é uma luz, né?

Antero: Com certeza.

(Os dois continuam andando pelo parque e conversando sobre a vida)

Cena 8/Morro/Ext./Dia 

(Mosquito vê alguns moradores comemorando que ganharam dinheiro e vão morar em um lugar melhor e procura Rei)

Mosquito: Rei, rei… (Grita desesperado)

Rei: Que foi, Mosquito? Tá parindo filho, é?

Mosquito: Cê viu o tanto de gente que tá falando que vendeu a casa por uma grana alta? 

Rei: Como assim?

Mosquito: Eu não sei direito, mas um monte de gente que tinha casa própria aqui no morro vendeu pra um cara aí. 

Rei: Isso só pode ser coisa daquele filho da mãe. 

Mosquito: Quem?

Rei: Aquele Olavo lá.

Mosquito: E você vai deixar isso assim?

Rei: Mas é nunca. Passa a visão pra toda a comunidade que quem tentar vender a casa pra esse cara, vai comer o pão que o diabo amassou nessa bagaça. Enquanto isso eu vou sair.

Mosquito: Onde você vai?

Rei: Eu vou atrás desse cara mostrar pra ele quem é que manda aqui. 

Cena 9/Mansão/Int./Dia 

(Maria Pia chega em casa)

Valentina: Nossa, quanta sacola. 

Maria Pia: Eu dei uma passadinha no shopping. E você, saiu hoje?

Valentina: Não, eu fiquei aqui em casa mesmo. 

Maria Pia: Ah… e o baile, como foi? Nem deu tempo da gente se falar. 

Valentina: Até que foi bom. Ai e você nem sabe, eu encontrei a Madalena lá.

Maria Pia: A empregada?

Valentina: Sim. Por pouco ela não me desmascara. 

Maria Pia: Você ainda não contou a verdade pro… como é o nome dele mesmo? 

Valentina: Ricardo.

Maria Pia: Isso. Você ainda não contou pra ele?

Valentina: Ainda não, eu não tive coragem. Eu tô muito apaixonada nele e não quero perdê-lo.

Maria Pia: Você tá gostando dele de verdade, né? Dá pra ver pelo brilho dos seus olhos.

Valentina: Sim. Como nunca gostei de ninguém antes.

Maria Pia: Own, que linda! Saiba que eu estou torcendo muito por você. Agora deixa eu subir e guardar essas compras. 

Cena 10/Mansão/Quarto de Maria Pia/Int./Dia 

Maria Pia: (Falando sozinha em seu quarto) É, Valentina… eu sinto muito mas a sua felicidade está prestes a acabar. Eu vou acabar com o seu teatrinho, hahaha! 

Fim do Capítulo.

POSTADO POR

Guilherme Teixeira

Guilherme Teixeira

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