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Divino Maravilhoso – Capítulo 13

Divino Maravilhoso

Escrita Por:

Guilherme Teixeira

Direção Artística:

Wellyngton Vianna

Núcleo:

Cyber TV

Personagens:

VALENTINA

RICARDO

MARIA PIA

OLAVO

RITA

REI

VICENTE

LARISSA

MALCOM

MIGUEL

EVA

VERÔNICA

HELÔISA

YOLANDA

JENNIFER

VINÍCIUS

RAQUEL

MADÁ

OLGA

JONAS

MATHEUS

GERMANO

RAUL

MOSQUITO

ZEFA

ANTERO

DOLORES

VALDETE

DORA

NORTON

PASTOR SEVERO

———————————————————————

Cena 1/Casa de Ricardo/Int./Dia

Ricardo: Eu não tenho nada pra falar com você. (Tenta fechar a porta mas Olavo impede e entra sem ser convidado)

Olavo: Ah tem sim. (Entra na casa de Ricardo e olha com desdém)

Ricardo: Escuta aqui, quem te chamou pra entrar? Você vai entrando assim sem ser convidado… 

Olavo: E eu lá preciso de convite pra entrar em algum lugar? Ainda mais nesse muquifo. 

Ricardo: Olha aqui, se você veio aqui pra me ofender, pode ir embora. 

Olavo: Pra você é senhor. Mas eu não vim pra isso não. Eu vim por outro motivo. 

Ricardo: E qual motivo é esse, posso saber?

Olavo: Você sabe quem eu sou?

Ricardo: Infelizmente. Mas porque?

Olavo: Quanto você quer pra me vender esse barraco aqui onde você mora? Eu dou o dobro. 

Ricardo: Você só pode estar brincando… você acha mesmo que eu vou te vender a minha casa? Depois de toda a cachorrada que a sua filha fez comigo? E pior, depois de você ter matado o Edvaldo, um amigo meu, homem de bem, trabalhador honesto. 

Olavo: Olha, quanto a Valentina eu não fazia ideia que ela estava mentindo pra você, mas se você é idiota o suficiente pra cair no papo de uma mulher, o problema é seu. Agora referente ao Edvaldo, ninguém tem nenhuma prova pra me acusar.

Ricardo: Nenhuma prova? O teu capanga assumiu, seu covarde. A gente só não te colocou na cadeia porque você é rico, não ia adiantar de nada.

Olavo: E também porque se algum de vocês dessa favela entra numa delegacia, é pelo camburão. Mas não foi pra lavar roupa suja que eu vim aqui. Me responde, quanto que você quer? Todo mundo tem um preço, e eu quero saber o seu.

Ricardo: Chega, eu não vou ouvir mais um a seu. Eu tenho nojo de você. Vai embora da minha casa, agora! 

Olavo: Eu vou, mas eu volto.

Ricardo: Pode ter certeza que não. 


(Olavo sai)

Cena 2/Casa de Vicente/Mansão/Int./Dia

(Vicente liga para Valentina)

Valentina: Alô, Vicente? Tudo bem? 

Vicente: Oi Valentina, tudo bem sim. Eu só tô ligando pra me desculpar por ontem, me desculpe. 

Valentina: Tudo bem, só não faça mais. Eu ainda não estou com cabeça pra me envolver com ninguém. E além disso, eu gosto muito da sua amizade e não quero perdê-la. 

Vicente: Eu também, Valentina. Mas eu pensei que… (Valentina o interrompe)

Valentina: Dê tempo ao tempo, Vicente. O que for pra ser, será. 

Vicente: Então você quer dizer que conforme o tempo, nós podemos ter alguma coisa?

Valentina: Isso só o tempo vai responder. Tchau. (Desliga)

(Vicente comemora, pois sente que Valentina vai lhe dar uma chance)

Cena 3/Morro/Ext./Dia

Mosquito: Eu posso saber o que está acontecendo aqui?

Olavo: E quem é você? 

Mosquito: Eu sou o Mosquito, tô comandando tudo aqui enquanto o Rei tá por fora. 

Olavo: Ah então o Rei está ausente? Certamente deve estar fugindo da polícia… bom, mas o que você quer?

Mosquito: Eu quero saber quem te deu autorização de ficar derrubando as casas daqui. 

Olavo: O dono delas, que no caso, sou eu mesmo. Agora vai cuidar da sua vida. 

Mosquito: Eu acho bom você medir o seu tom comigo pra não tomar bala. 

Olavo: Meça o tom você. Meus seguranças estão devidamente armados e protegidos. Não tente crescer pra cima de mim não, moleque. Você ainda precisa comer muito arroz e feijão pra bater de frente comigo. 

Mosquito: (Saca um revólver e tenta atirar em Olavo, mas é contido pelos seguranças dele) 

Olavo: Eu avisei. Eu só não te mato porque eu não vou arrumar problema pra minha cabeça por sua causa. 

Mosquito: Quando o Rei voltar, você é um homem morto.

Olavo: Veremos. 

Cena 4/Mansão/Int./Dia

(Valentina está andando pela mansão e escuta uma conversa de Madá no telefone)

Madá: (Falando com uma amiga pelo telefone) Você jura? Tem certeza que é o doutor Olavo? Ai no morro derrubando casa? Nossa, mas que cisma que meus patrões pegaram com o morro…

Valentina: (Se assusta) Ai meu Deus, agora que o Ricardo vai achar mesmo que eu usei ele pra comprar a casa dele. Eu preciso ir lá contar a verdade pra ele. (Sai correndo)

Cena 5/Casa de Ricardo/Ext./Dia

(Valentina bate na porta e Ricardo à vê pela janela)

Ricardo: É muita cara de pau dela aparecer aqui… 

(Abre a porta) Como é que você tem coragem de aparecer aqui? 

Valentina: Será que dá pra você ser um pouco mais educado? Eu nem falei nada.

Ricardo: E nem precisa. Seu pai já veio aqui me falar tudo. E só provou o que eu já imaginava, você só fingiu gostar de mim pra me convencer a vender a minha casa.

Valentina: Então ele já veio aqui… olha, eu vim aqui pra esclarecer tudo pra você de uma vez por todas. Eu não tenho nada a ver com essa história de… (Ricardo a interrompe)

Ricardo: Eu já falei que eu não quero ouvir mais nada de você. Vai embora e me esquece de uma vez. 

Valentina: Quer saber? É isso mesmo que eu vou fazer. Eu cansei de ser humilhada por um alguém tão orgulhoso e turrão como você. (Sai enfurecida e deixa Ricardo também enfurecido)

Cena 6/Casa de Larissa/Int./Dia

Raul: (Bate na porta do quarto de Larissa) Licença filha, posso entrar? 

Larissa: Oi pai, pode. Eu achei que você tinha ido trabalhar. 

Raul: Não, eu desmarquei as consultas de hoje pra ficar aqui em casa com você. E aí, como você está? 

Larissa: Péssima. Eu estou me sentindo muito mal pela dor de cabeça que eu dei pra você, pra Zefa, pra Valentina… eu espero um dia poder esquecer desse dia horrível. 

Raul: Filha, se eu te perguntar uma coisa, você promete me dizer a verdade, independente de qual seja?

Larissa: Claro papai, pode perguntar. 

Raul: Minha filha, você está se drogando? Aquele surto psicótico de ontem, foi efeito de drogas? 

Larissa: O que é isso, papai? (Expressa indignação) Você está achando que eu estou me drogando? 

Raul: Calma minha filha, eu não quis ofender. 

Larissa: Mas ofendeu. Você enquanto médico devia saber ser mais compreensível com as pessoas. E tem mais, isso mostra que você não confia em mim. 

Raul: Minha filha, calma. É claro que eu confio em você. 

Larissa: Se confiasse, não me faria uma pergunta dessas. Agora por favor, me deixa sozinha. 

Raul: Tudo bem. Me desculpe. (Sai) 

Larissa: (Falando sozinha) Agora além de louca, acham que eu sou drogada. Eu não aguento mais! (Começa a chorar)

Cena 7/Mansão/Int./Dia

(Valentina chega em casa reclamando de Ricardo e Maria Pia a flagra)

Maria Pia: Falando sozinha, Valentina? 

Valentina: Oi Maria, eu nem vi que você estava aí. 

Maria Pia: E você, onde estava?

Valentina: Eu fui lá no morro tentar falar com o Ricardo, mas ele nem quis me ouvir. 

Maria Pia: Ele ainda está bem magoado, né?

Valentina: Está, mas eu também estou. Sabe, eu tento conversar com ele e ele só me esculacha, me humilha… eu sei que eu errei, mas poxa eu também sou humana, mereço uma segunda chance.

Maria Pia: Talvez você tenha que partir pra outro, você demorou tanto tempo pra começar a gostar de alguém e já sofreu essa frustração… procura outro, às vezes você acha opção até melhor. 

Valentina: Opção eu tenho, mas não adianta, é do Ricardo que eu gosto.

Maria Pia: Ah é? Quem? 

Valentina: O Vicente.

Maria Pia: Ah, o Vicente… (Disfarça seu incômodo)

Valentina: Você não vai acreditar, ontem ele me chamou pra almoçar e me beijou.

Maria Pia: O que? 

Valentina: É, ele me beijou. Mas eu não cedi, eu ainda não estou com cabeça pra isso.

Maria Pia: É isso mesmo, continue cedendo. Eu ouvi dizer que ele é o maior galinha de São Paulo, se eu fosse você, eu mantinha distância dele. (Envenena Valentina propositalmente)

Valentina: Nossa, sério? Eu não sabia que o Vicente era assim. Ele sempre se demonstrou tão cavalheiro comigo. 

Maria Pia: Esse tipo é o pior. Até conseguir nos conquistar, são verdadeiros gentlemans, e depois que conseguem, mostram quem realmente são. A única coisa que ele quer é te levar pra cama. 

Valentina: Será? 

Maria Pia: Não tenho a menor dúvida disso. Por isso Valentina, é bom que você se afaste dele.

Valentina: Eu vou ficar mais atenta, obrigada por me alertar. 

(As duas se abraçam e Maria Pia sorri por ter conseguido envenenar Valentina)

Cena 8/Morro/Ext./Dia

(Em sua casa, Ricardo lembra da discussão com Valentina)

Ricardo: Primeiro veio o Olavo, depois ela… hoje essa família tirou o dia pra me estressar. Quer saber? Vou sair pra esfriar a cabeça. (Sai de casa de mau humor e anda pelas ruas do morro)

Jennifer: (Na porta de sua casa, vê Ricardo passar) Vai pra onde com essa cara fechada?

Ricardo: Não sei, só vou andar por aí. 

Jennifer: Vamos pra minha casa, minha mãe foi atender uma cliente lá na zona sul, ela vai demorar. (Coloca a mão de Ricardo em seu corpo) E eu te garanto que eu melhoro o seu humor rapidinho. 

(Os dois entram para a casa de Jennifer aos beijos e vão para a cama)

Cena 9/Mansão/Int./Dia

(Verônica desce as escadas e encontra Yolanda, Valentina e Maria Pia sentadas em silêncio)

Verônica: O que vocês estão fazendo?

Valentina: Nada…

Verônica: Ótimo, então vocês podem me ouvir. Eu gostaria de avisa-las que eu marquei a missa em homenagem ao Miguel para amanhã. 

Yolanda: Na igreja de sempre, filha?

Verônica: Sim mamãe, e com o mesmo padre de todos os anos, o mesmo padre que o batizou. 

Maria Pia: Mas você já não fez a missa desse ano, mamãe?

Verônica: Sim, a do aniversário de morte. A missa de agora é a missa de celebração do do aniversário dele. Ele faria 27 anos se estivesse vivo. 

Maria Pia: Ai quanta missa, missa disso, missa daquilo… Até parece que ele… (Fica quieta)

Yolanda: Que ele o que? 

Maria Pia: Que ele… que ele está vivo pra assistir tanta homenagem. Ele morreu, aceita de uma vez. Quanto mais você fica remoendo isso, mais vocês sofrem. Eu hein…

Verônica: Credo Maria Pia, não precisava falar assim. (Expressa ter ficado chateada)

Valentina: Eu tenho certeza que ela não quis dizer exatamente isso. 

Maria Pia: Não Valentina, eu falei exatamente o que eu queria. Parece que ela gosta de ficar se torturando. 

Verônica: Eu vou lá no meu quarto resolver um negócio, com licença. (Sai chorando)

Yolanda: Às vezes a sua frieza me assusta, Maria Pia. Você tem uma pedra no lugar do seu coração. (Sai para consolar Verônica)

Maria Pia: Ué, e eu falei alguma mentira? (Bufa)

Cena 10/Morro/Ext./Dia

(No mercado, Vinícius compra uma caixa de chocolates para Jennifer)

Vinícius: A Jenni adora esse chocolate, vou levar. (Paga e vai para a casa de Jennifer levar o chocolate a ela na intenção de conquista-la)

(Chegando na casa de Jennifer, Vinícius vê a porta aberta e entra após bater e ninguém atender)

Vinícius: Jenni? Tô entrando! Eu trouxe aquele chocolate que você gost… (Se depara com Ricardo e Jennifer na cama, derruba a caixa com o susto e os dois o veem)

Fim do Capítulo.

POSTADO POR

Guilherme Teixeira

Guilherme Teixeira

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