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Divino Maravilhoso – Capítulo 16

Divino Maravilhoso

Escrita Por:

Guilherme Teixeira

Direção Artística:

Wellyngton Vianna

Núcleo:

Cyber TV

Personagens:

VALENTINA

RICARDO

MARIA PIA

OLAVO

RITA

REI

VICENTE

LARISSA

MALCOM

MIGUEL

EVA

VERÔNICA

HELÔISA

YOLANDA

JENNIFER

VINÍCIUS

RAQUEL

MADÁ

OLGA

JONAS

MATHEUS

GERMANO

RAUL

MOSQUITO

ZEFA

ANTERO

DOLORES

VALDETE

DORA

NORTON

PASTOR SEVERO

———————————————————————

Cena 1/Mansão/Int./Dia

Rei: E aí, vão ficar aí parados? Entrem e já vão me entregando o celular pra não corrermos risco da polícia aparecer aqui e o nosso encontrinho acabar mal. (Todos entregam o celular, exceto Maria Pia que cede, mas acaba entregando)


(A família entra devagar sob a mira do revólver, Rei puxa Verônica e a coloca sob a mira da arma) 

Verônica: Calma moço, nós te damos tudo o que você quiser, mas não machuca a gente. É dinheiro que você quer? Eu te levo até o cofre.

Rei: Eu acho que a madame não tá lembrada de mim. 

Yolanda: Ela pode não estar, mas eu estou. Você estava organizando aquela várzea na porta da minha casa naquele dia, não é?

Rei: Isso mesmo, vovó. Mas a madame pode ficar tranquila porque eu não vim roubar ninguém não, eu vim é acertar contas com esse canalha.

Olavo: Eu não tenho nada pra acertar com você, agora vai embora da minha casa.

Rei: Tem, tem sim. Eu já te passei a visão que se você continuasse comprando casa e indo lá no morro eu ia te caçar.

Verônica: Do que ele está falando, Olavinho?

Olavo: Negócios Verônica, negócios. Acontece que tudo o que eu fiz lá, foram nas minhas terras, você tem o direito de mexer em nada lá. Eu comprei com o dinheiro, é meu. 

Yolanda: Com o dinheiro da minha construtora, né?! 

Rei: Ih rapaz, além de assassino, você também é estelionatário… bom, mas olha aqui, você pode ser dono das terras e do mundo inteiro, mas o dono daquele morro sou eu. Tudo o que acontece lá, precisa da minha autorização e eu não autorizei você a nem entrar lá. 

Olavo: E você vai fazer o quê pra me impedir? Vai me matar?

Rei: Não. Eu que cresci na violência da favela brasileira, percebi que pior do que morrer, é perder quem a gente ama. 

(Nesse momento, Rei puxa Verônica e a faz de refém, para o desespero de todos)

Olavo: Solta ela, vamos resolver isso de outra forma. 

Rei: Outra forma o escambau. Ou você me jura que nunca mais vai pisar no meu Divino ou eu mato ela agora mesmo, na frente de toda a família.

Maria Pia: (Sussurra) Acabei de sair da missa de um e já vou ter que ir pra outra, misericórdia. 

Yolanda: Olavo, esquece esse morro de uma vez. É a vida da minha filha que está em jogo.

Olavo: Mas é muito dinheiro envolvido, vocês não fazem noção. Essas terras podem nos render milhões.

Rei: E como, eu posso saber? Porque até agora eu não entendo o que você tanto quer lá.

Olavo: Não te interessa. 

Rei: Ah não? Bom, então a sua esposa vai cantar pra subir e é agora. (Coloca um revólver na cabeça de Verônica)

Valentina: (Grita) Não! Se ele não conta, eu conto.

Yolanda: Você sabe de alguma coisa, Valentina?!

Valentina: Sei. (Olavo a interrompe)

Olavo: Valentina, você não tem esse direito. Você me prometeu sigilo.

Valentina: Desculpa, Olavo, mas a vida da Verônica está em risco por isso, eu tenho como reverter essa situação e é isso que eu vou fazer.

(Um clima de suspense e medo toma conta do local)

Cena 2/Casa de Ricardo/Int./Dia

Rita: (Entra furiosa) Ricardo, o que deu na sua cabeça pra ficar se engraçando com a Jennifer? Perdeu a noção, foi?

Ricardo: Opa Rita, pera aí… eu sei que eu errei, mas eu não te devo satisfação de nada. 

Rita: Não deve pra mim, mas deve pro Vini que é nosso amigo desde que a gente nasceu. Pô, eu entendo que você esteja mal porque a mina rica te enganou, mas sacanagem da tua parte pegar a Jennifer sabendo que o Vini sempre gostou dela. 

Ricardo: Eu sei que eu errei, mas eu estava com a cabeça cheia, não sei o que me deu. Eu vou tentar conversar com o Vini mais uma vez.

Rita: Mas espera um pouco, ele ainda está bem chateado. Você pisou feio na bola com ele. 

Ricardo: Pode deixar. Se eu pudesse, eu voltaria no tempo e mudaria tudo isso. 

Rita: É, mas não pode. Agora é tentar salvar a tua amizade com ele, né?!

Ricardo: É…

Cena 3/Mansão/Int./Dia

Rei: E aí, a bonequinha não vai falar não?

Valentina: Vou…

Rei: Então desenrola aí.

Valentina: O Olavo quer comprar aquelas terras porquê descobriu recentemente que lá tem uma grande plantação de diamantes para ser explorada ou algo assim. Eu não entendi direito, mas parece que há algumas plantas lá no morro que só nascem em solos ricos de diamantes.

Olavo: Você não tinha o direito de me trair! Judas! (Grita enfurecido)


(Verônica, Yolanda e Rei ficam chocados)

Rei: Então quer dizer que o morro tem diamantes perdidos por lá, rapaz… (Surpreso) E o espertão aí achou que ia conseguir por a mão nos diamantes comprando as casas de lá. Só que não vai. Ninguém vai derrubar mais nenhum tijolo ali. 

Olavo: Veremos.

Rei: Não veremos não, eu já passei o meu recado e se você não cumprir, eu volto e acabo com você de vez, seu rato. (Cospe na cara de Olavo, solta Verônica e vai embora)


(Após Rei ir embora, Verônica abraça Yolanda e todos se acalmam)

Cena 4/Igreja Evangélica/Int./Dia

(Dolores entra na igreja)

Pastor Severo: Irmã Dolores, a paz. 

Dolores: A paz pastor. Tudo bem? 

Pastor Severo: Tudo sim, com a graça do nosso senhor Jesus Cristo, e com você?

Dolores: Tudo bem também, com a graça. E seu filho, como está? 

Pastor Severo: Está perdido. O Malcom me decepciona muito. 

Dolores: Sinto muito, pastor. Mas creio que Jesus o irá colocar no melhor caminho dele, confia nele. 

Pastor Severo: Eu confio e espero. E a sua neta, como está? Faz tempo que eu não a vejo no culto.

Dolores: Está bem. Ela não está vindo porque agora só pensa em estudar. (Bufa) Mas pode ficar tranquilo porque ela segue no caminho do nosso senhor. Eu a criei para ser uma boa moça evangélica e assim ela será.

Pastor Severo: Que Deus a proteja. Agora que você falou, eu lembrei de uma coisa.

Dolores: O que, pastor? 

Pastor Severo: Será que ela não gostaria de trabalhar como voluntária nas ações de fim de ano da igreja? Se ela quiser, diga pra ela vir aqui assinar a ficha.

Dolores: Claro, com o maior prazer. Eu mesmo já assino a ficha.

Pastor Severo: Mas a senhora não vai perguntar pra ela antes? 

Dolores: Não precisa, a Raquel ia aceitar de qualquer maneira. 

Pastor Severo: Bom, então se a senhora diz… aqui está a ficha.

(Dolores assina a ficha)

Dolores: Pronto. 

Pastor Severo: Diga à ela pra ela vir aqui amanhã 

Dolores: Ela virá, fique tranquilo.

Cena 5/Mansão/Int./Dia

(Após Rei ir embora, a família desamarra os empregados e todos se acalmam na sala)

Olga: Dona Verônica, eu trouxe um copo de água com açúcar para a senhora se acalmar. 

Verônica: Obrigada, Olga.

Maria Pia: Mais um dia tranquilo e calmo nessa casa graças a fissura do meu pai por favela. (Debochando da situação)

Olavo: Poupe-nos do seu deboche, Maria Pia.

Yolanda: (Vai até Olavo) Mas ela tem razão, tudo isso é culpa sua. Hoje eu quase perco a minha filha, e você enquanto um pai que acabou de sair da missa do filho, devia ter um pouco mais de empatia. 

Olavo: Olha dona Yolanda, eu juro que… (Yolanda o interrompe)

Yolanda: Você não jura nada, seu canalha. (Dá um tapa em Olavo) 

Fim do Capítulo.

POSTADO POR

Guilherme Teixeira

Guilherme Teixeira

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