Donos da Mentira 2: Episódio 7

QUEM É ESSA VADIA?

C1. BARRACO. INTERIOR. DIA.

Darwin com o caderninho de Iuri em mãos, analisando como se soubesse o que procura. Lorelaine ao seu lado, impaciente.

DARWIN —— Não consigo entender nada. Esse Iuri era formado em medicina? Que garrancho é esse…//

LORELAINE —— (toma o caderninho) Me dá isso aqui! Você que não cursou nem o fundamental não entenderia nem se isso aqui estivesse sido escrito com letra de forma.

DARWIN —— Mas olha isso daí, Lorelaine! Isso daí parece um pergaminho.

LORELAINE —— Pergaminho nada. Dá pra entender sim. E se a gente virar isso aqui… (vira o caderninho de lado) parece um mapa… Mas um mapa do quê?

DARWIN —— Mapa? Isso daí é mancha de café, tá viajando, mulher!

LORELAINE —— Fica quieto! (focada) Darwin, não me atrapalha. Parece que eu estou prestes a descobrir alguma coisa.

DARWIN —— Tá sim. Que esse troço aí não tem serventia nenhuma. Já li e reli. Esses desenhos estranhos e feios.

LORELAINE —— Você é uma besta quadrada. É tão besta quadrada que deve até sentir orgulho disso.

DARWIN —— (revira os olhos) Você acordou hoje pra encher meu saco, não foi?

LORELAINE —— (animada) Olha aqui, olha aqui! Um endereço! Esporadicamente

DARWIN —— Aonde? Deixa eu ver. Ah, mas isso aí eu já vi.

LORELAINE —— Como? Já viu e não falou nada?

DARWIN —— Esse lugar aí eu sei onde é. Você também sabe, não se faz de sonsa.

LORELAINE —— (confusa) Eu sei?

DARWIN —— Sim, negâ! É a rodoviária de Miripituba. Com certeza se ele quisesse fugir ele iria pra esse endereço aí.

LORELAINE —— (mostrar p/ ele) E esses números aqui embaixo desenhados dentro de um triângulo: 151?

DARWIN —— Onde? (vê) Não sei.

LORELAINE —— (pensativa) 151, 151… Darwin, lembra quando fomos viajar pra Costinha, e a gente teve que deixar… eu não lembro o que era, uma bebida alcoólica, um vinho caro que você resolveu de última hora não dar de presente pro tio Vando? A gente deixou na rodoviária, quando voltamos à gente pegou ele. Dentro de um armário.

DARWIN —— Aonde você quer chegar?

LORELAINE —— Eu não lembro o número do armário, eu lembro bem que esse número ficava na porta dentro de um triângulo. Como esse aqui, 151!

DARWIN —— Então peraí… esse 151 é o número de um armário da rodoviária de Miripituba?

LORELAINE —— Não é de se duvidar. Ah, mas se eu estiver certa, eu sou a melhor detetive do mundo! 

DARWIN —— Ok, ok… mas o que tem dentro desse armário?

Lorelaine mostra para ele um desenho no cantinho da página do caderninho: três diamantes brilhando. Darwin olha para Lorelaine surpreso. Ela sorri. Ele se anima!

DARWIN —— Não pode ser… (risos) Vamos lá! E agora!

Os dois se levantam e saem às pressas bem animados.

ABERTURA

NARRADOR —— Episódio: Quem é essa vadia?

C2. DELEGACIA. SALA MEIER. INT. DIA.

Meier em um canto da sala, aparentemente confuso. Liége se fazendo de coitada.

LIÉGE —— O senhor me perdoa.

MEIER —— (envergonhado) No que a senhora estava pensando, dona Liége?

LIÉGE —— (tenta iludir) Em você! Eu quero que o senhor saiba que tudo que eu falei é verdade. Sim, eu acho senhor tão inteligente, viril, macho… De uns tempos pra cá, eu confesso que você anda muito em meus pensamentos. Não sei, uma coisa espantosa. Algo que mexe comigo. O que fez me expor aqui, em tomar essa iniciativa, foi em imaginar e sentir que senhor sente o mesmo por mim… (tocar nele)

MEIER —— (se afasta) Dona Liége, a senhora é uma mulher casada, eu também sou casa//

LIÉGE —— (corta) Para, para, por favor… Eu sei que sua mulher está muito indisposta de saúde e meu marido é um homem muito ocupado. Eu ingenuamente pensei que nós pudéssemos//

MEIER —— (corta nitidamente nervoso) Dona Liége, não termine essa frase! Eu entendo seus sentimentos e ressentimentos, acredite que eu também que// (ia falar quero) não, eu não posso, nós não podemos, eu sou… não! Por favor, não deve nem passar mais isso na sua cabeça.

LIÉGE —— Tudo bem, delegado Meier, eu me excedi… eu agi pelo impulso, sem pensar. Não pense mal de mim, por favor. Eu aprendi a ter muito carinho pelo senhor, e espero que o senhor tenha o mesmo por mim.

MEIER —— Não tenha duvidas disso. Eu vou lhe acompanhar até a porta.

Meier a acompanha todo sem-jeito. Liége o tempo todo querendo aparecer uma pobre mulher carente. Eles se despedem, ele fecha a porta. Vai até sua mesa, pega uma xícara de café e percebemos ainda mais o nervosismo com sua tremedeira.

C3. CASA PICCOLI. QUARTO IANE. INT. DIA.

Liége dá as notícias para sua mãe Liége.

LIÉGE —— Caiu feito um bocó; homem é tudo igual, pensa sempre com a cabeça de baixo.

IANE —— Deu pra ele?

LIÉGE —— Não. Recusou. Ficou abalado, eu senti.

IANE —— Então é sentimento. Hum, você é um monstro. Se ele descobrir tua mentira o ódio vai ser muito maior.

LIÉGE —— (receosa) Meu Deus, pra esconder uma coisa à gente se mete numa bola de neve que não para.

IANE —— (mudar assunto) Falando em bola de neve, o metidinho do seu genro entrou aqui no meu quarto e mandou eu te dar um aviso.

LIÉGE —— Mais essa ainda… que quê é?

IANE —— (sem papas na língua) Quer que você encontre ele na praça aqui da esquina, meia-noite, pra vocês irem lá esconder o corpo.

LIÉGE —— (temerosa) Mãe, pelo amor de Deus, fala baixo. Ai, esse estrupício também não sabe fazer nada direito. Eu não posso ir. Não tenho desculpa nenhuma pra dar pro Giovanni, ele que se foda.

Iane suspira e tenta dar um choque de realidade em Liége:

IANE —— Liége, parece que você não parou pra pensar que se esse cara se foder, você também se fode, minha linda. Eu disse pra você, antes de entrar nessa merda toda, pra fazer as coisas sem deixar rastros. E você depois que pisou na lama está deixando pegada pra todo lado. (abre a gaveta e entrega p/ Liége) Olha aqui, pega isso aqui; meu remédio pra dormir, sossega-leão. Pega dois ou até três comprimidinhos e enfia no suco ou até mesmo na goela do teu marido, e vai resolver esse assunto de uma vez por todas! Liége! Para de rir da cara do perigo!   

Liége fica tensa.

C4. RODOVIÁRIA DE MIRIPITUBA. SAGUÃO. EXTERIOR. DIA.

Darwin e Lorelaine chegam à rodoviária. Vão até o setor de informações, e fazem alguma pergunta. A atendente aponta para eles algum sentido, eles agradecem e seguem esse rumo.

C5. RODOVIÁRIA MIRIPITUBA. ARMÁRIOS. EXT. DIA.

Lorelaine e Darwin chegam aos armários.

LORELAINE —— Só pode ser um desses.

DARWIN —— Procura o 151.

Eles procuram e Lorelaine encontra.

LORELAINE —— Achei. Olha aqui! Como está no caderno! 151 dentro do triângulo.

DARWIN —— Só pode ser esse, vamos abrir!

Eles tentam abrir o armário a força; não estão conseguindo.

DARWIN —— Faz força, desgraçada!

LORELAINE —— Tô fazendo!!

Um segurança percebe a movimentação dos dois e se aproxima.

SEGURANÇA —— Posso ajudar?

Os dois tentam disfarçar.

DARWIN —— É, não! Quer dizer, sim! Ou talvez!

LORELAINE —— É, pois é! É o seguinte: oi, tudo bem? (riso nervoso) é que nós deixamos umas coisas nossas aqui dentro, umas coisas pessoais, e o inútil do meu marido aqui, acabou perdendo a chave, sabe?!

SEGURANÇA —— Entendo. Eu imaginei que pudesse ser isso.

LORELAINE —— É? Olha só, que bom.

SEGURANÇA —— Vocês vão ter que pedir a cópia da chave lá no guichê.

DARWIN —— É, nós já tentamos. Já tentamos. Mas parece que deu problema lá, com esses lances de… de… é que faz muito tempo sabe!?

SEGURANÇA —— Entendo. Vocês têm duas opções.

DARWIN —— Hu! É mesmo! Olha que bom! Quais?

SEGURANÇA —— Ou vocês saiam daqui com as próprias pernas ou eu pego vocês dois pelo pescoço e atiro bem longe!

DARWIN —— (imita-o) Entendo. (saindo, puxando Lorelaine) Já que o senhor foi tão gentil, eu acho que nós ficamos com a primeira opção.

LORELAINE —— Agressivo.

Darwin e Lorelaine vão saindo com o rabo entre as pernas sob o olhar do segurança mal encarado.     

C6. MIRIPITUBA. EXTERIOR. ANOITECER.

Takes externos da cidade Miripituba. Trânsito; movimento de pessoas, bares, e por fim a fachada da casa Longaray.

C7. CASA LONGARAY. SALA JANTAR. INT. NOITE.

Reunidos à mesa para jantar: Giovanni, Liége, Thailyz e Aleff. O pai argumentando sobre sua estratégia em defesa do filho nos tribunais; a mãe servindo seu prato; a filha mastigando e mexendo no celular; e o filho cabisbaixo.

GIOVANNI —— Legítima defesa. Vamos nos basear nisso. Afinal, não estaremos reinventando nada. Foi o que aconteceu. Você apenas de defendeu, e por fim, sem culpa, causou a morte do agressor.

ALEFF —— (curioso) Agressor?

LIÉGE —— (receosa) Nenhum risco de ser preso?

GIOVANNI —— Zero! Nenhum.

ALEFF —— Eu não vou pagar pelo o que fiz?

GIOVANNI —— No máximo serviço comunitário, sexta básica.

LIÉGE —— Nossa, que bom. É uma notícia ótima. (ao Aleff) Filho… parece que não gostou de saber.

GIOVANNI —— Vai melhorar ainda mais se você concordar em dizer quem estava naquela noite com você.

ALEFF —— Peraí, pai. Quer dizer que ainda vou ter que dar uma de X-9?

GIOVANNI —— Aleff, os caras te abandonaram lá na hora mais fodida. Eles não são seus parceiros, eles não são seus amigos, eles não são nada seu! Eu não tô te entendendo filho!

Aleff não consegue segurar a angustia que sente; solta o verbo.

ALEFF —— (nervosíssimo) Ninguém me entende! Ninguém aqui dentro dessa casa me entende! Ninguém aqui dentro sabe como é matar alguém, ninguém aqui dentro sabe como é ter as mãos manchadas de sangue…

LIÉGE —— Filho, calma…

Aleff se levanta da mesa!

ALEFF —— (agressivo) Eu não consigo tirar aquela imagem da cabeça! Eu não posso sair impune, eu não posso conviver com essa culpa pra sempre, eu errei! Eu errei e tenho que pagar! Eu tenho que pagar!

LIÉGE —— Aleff! Aleff… me escuta! Escuta! Olha pra mim. A tua cabeça está dando volta, meu filho. Você não tá conseguindo pensar, não consegue tirar isso da mente. É como se tivesse cometido um erro e esse erro você tem que pagar pro resto da vida! Você não para de pensar um minuto se quer naquela cena, aquele momento horrível fica dando voltas e voltas nos teus pensamentos, martelando na tua cabeça como se fosse um martelo em um prego! E vem aquela triste frustação de querer voltar no tempo e fazer tudo diferente…

Aleff corre abraçar Liége. Abraço bem apertado e o choro dos dois é inevitável.

ALEFF —— (chorando/abraçado) Você me entende, mãe… eu achei que eu estava sozinho.

LIÉGE —— Ô, meu amor, eu errei com você. Você só queria atenção, um pouco de amor… eu não quis lhe dar, não consegui… O que você precisa é ser forte, e entender o que aconteceu de verdade. Esteja certo de que se você foi realmente culpado ou não.  

GIOVANNI —— Sua mãe tá certa. Você tem que se sentir culpado ou inocente. Você tem que pensar melhor. Não pra se defender nos tribunais, e sim pra que você consiga conviver com esse fato pra sempre. Você tem o nosso apoio. É novo de mais pra se entregar num lamaçal que é a depressão.

THAILYZ —— Estamos do seu lado, maninho. Saiba disso.

ALEFF —— Valeu, gente. Preciso ir pro meu quarto.

LIÉGE —— Boa noite, meu querido. Durma bem. (p/ filha) Thay ajuda ele, tem que trocar as roupas de cama que eu me esqueci. Ia fazer depois da janta.

Thailyz se levanta e vai com Aleff.

GIOVANNI —— Gostei de ver, Liége, você falou com tanta propriedade.

LIÉGE —— Experiência. Experiência de vida.

GIOVANNI —— Hum… você já matou alguém?

Liége deixa cair a colher que estava se servindo.

LIÉGE —— Droga! Olha que eu fiz. Também fica fazendo pergunta besta. Me deixou até nervosa.

GIOVANNI —— Tá bom, desculpa.

LIÉGE —— Desculpa, nada. Vai lá pegar outra colher pra mim. Olha aí, sujei tudo!

GIOVANNI —— Tá bom, tá bom. Calma. Eu vou lá, me dá essa daí. Já volto.

Giovanni vai para cozinha. Liége tira do bolso os comprimidos que sua mãe lhe deu. Põe em um guardanapo, aperta na mesa com uma colher, esfarelando-os. Rapidamente antes que alguém volte coloca no suco de Giovanni. E mexe o suco dele com um cabo do seu garfo. Limpa o garfo com o guardanapo. Giovanni volta ao ambiente. Ela disfarça.

LIÉGE —— Ah, demorou.

GIOVANNI —— Eita, que fome. Bom… voltando ao assunto. Você já viu um psicólogo pra ele?

LIÉGE —— Pois é, minha cabeça anda tão atolada que não tive nem tempo, mas ainda hoje eu pesquiso.

GIOVANNI —— (pegar o copo com suco) ótimo, não vamos deixar nosso menino ficar abilolado com isso tudo.

Giovanni toma o suco. Liége assiste temerosa. Ele estrala os beiços.

GIOVANNI —— Gosto estranho.

LIÉGE —— Hum, deve ser uma laranja azeda.

Giovanni não dá muita importância e volta jantar. 

C6. CASA LONGARAY. QUARTO CASAL. INTERIOR. NOITE.

Giovanni entra no quarto já tateando, sendo amparado por Liége.

GIOVANNI —— Caramba, que canseira.

LIÉGE —— (ajudando) Tá cansado, deve estar trabalhando demais.

GIOVANNI —— Cacete…/

Giovanni se atira na cama. Liége já o ajeita melhor, e vai tirando seus sapatos e calça. Liége se afasta um pouco. Ele se mexe um pouco, tenta falar algo, só se ouve resmungos.

LIÉGE —— Descansa, querido. Descansa que amanhã você vai acordar bem melhor. Descansadinho. … Giovanni!? Giovanni! (alto) Ô, Giovanni!

Ele não responde, já apagado. Ela dá uns tapinhas na cara dele. Ele não acorda. É o momento; Liége corre em seu armário e começa a trocar de roupa. Giovanni apagadão atirado na cama. 

C8. PRAÇA DA ESQUINA. EXTERIOR. NOITE.

Christian esperando por Liége em algum canto.

CHRISTIAN —— Eu acho que essa puta não vem.

O carro de Liége estaciona do lado dele.

LIÉGE —— (nada amigável) Entra! Rápido! Vamos resolver essa merda de uma vez.

CHRISTIAN —— (entrando no carro) Achei que tinha desistido. Que tivesse cagado pra trás.

Liége sai com o carro cantando pneu.

C9. GALPÃO. FRENTE. EXTERIOR. NOITE.

Carro de Liége chegando ao local. Estaciona. Desce dele Liége e Christian.

LIÉGE —— É aqui? Você deixou ele aqui?

CHRISTIAN —— Dentro do freezer, cadeado, aqui tá a chave.

C10. GALPÃO. INTERIOR. NOITE.

Christian abre o portão, entra ele e Liége.

LIÉGE —— Coisa mórbida. Como vamos tirar ele daí?

CHRISTIAN —— Primeiro vamos ver como tá a situação.

LIÉGE —— (indagar) E o risco de encontrarem ele aí, sua anta?

CHRISTIAN —— Liguei pro Valdivea, dono desse galpão, que ia vir pegar o que tinha deixado aqui. Ele falou que tudo bem. Ninguém mexeu aqui, não se preocupe. Vou abrir.

LIÉGE —— Ai, não vou olhar. Não sei se consigo! 

Liége vira o rosto. Christian abre e se assusta com o que vê.

CHRISTIAN —— (pasmo) Não é possível!

LIÉGE —— Que foi? Tá tão feia a coisa?

CHRISTIAN —— Liége… olha.

Liége toma coragem, e olha. Olha para Christian, olha pra o freezer, e de novo olha para Christian.

LIÉGE —— Você tá brincando comigo?

Revelamos o freezer vazio. Eles se entreolham.

Abrem-se as portas e portões do galpão. Entram alguns homens mal-encarados. Christian e Liége acuados.

CHRISTIAN —— Que isso, galera? Que foi? Que tá acontecendo?

Um deles revela estar armado. Christian e Liége ficam em posição de rendição.

C11. DESCAMPADO. MOTOR-HOME. EXTERIOR. NOITE.

Em um terreno, onde está estacionado um motor-home com lonas esticadas como se fossem toldos.

Chega dois carros, um é dos homens e outro é de Liége dirigido por um deles. Estacionam. Dos carros descem uns quatro homens acompanhando Liége e Christian vendados. Chegam até a frente do motor-home.

CHRISTIAN —— (medroso) Que isso, gente? Não precisa disso.

Um dos homens derruba os dois, deixando-os de joelhos.

LIÉGE —— (P/ Christian) cala essa boca!

Tiram suas vendas. Liége e Christian olham e volta e tentam saber onde estão, sem chance. Ouvimos um barulho de algo quebrando dentro do motor-home. Chama a atenção dos dois. A porta do motor-home se abre com um chute. Sai de dentro dele Valdivea.

VALDIVEA —— Então, finalmente, você resolveu aparecer, Christian?!

CHRISTIAN —— Valdivea! Mano! Ah! Cara, é pegadinha! Mano, que susto! (riso falso) Ah, que isso, mano!

Valdivea faz sinal para um dos seus homens, e Christian leva uma coronhada. Christian cai de cara no chão. Fica zonzo, não desmaia. Valdivea dá um pulo até ele, pega pelos cabelos e o levanta. 

VALDIVEA —— Tá querendo me foder, Chris? Hum? Se estava querendo me foder, devia ter me beijado, otário! (riso) Eu vou te matar!

Valdivea olha para Liége, sem largar os cabelos de Christian.

VALDIVEA —— E você ainda me trouxe uma vagabunda? Quem é essa vadia?

Valdivea manda beijinho pra Liége, que está assustadíssima. Ficamos com o biquinho de Valdivea segurando Christian pelos cabelos.

  

FIM DESTE EPISÓDIO

padrao


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