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Falso Amor – Capítulo 10

FALSO AMOR
Capítulo 10

novela de
DÉBORA COSTA
com colaboração de
TAI ANDALUZ

revisão de texto
MARCELO DELPKIN

direção artística
WELLYNGTON VIANNA

personagens no capítulo

ÁGATA

CRISTINA

DANIELA

EDGAR

FLÁVIO

GILBERTO

GLAUCO

HENRIQUE

JANETE

RÉGIS

ROBERTA

SILVIA

SUELI

TICO

Cena 1/Rio de Janeiro/Favela/Barraco de Gilberto/Int./Dia.

Uma semana depois. Henrique está sentado, assinando como Flávio Werneck em uma folha. Gilberto entra e vê Henrique.

GILBERTO

O que você está fazendo?

HENRIQUE

(mostra a folha para Gilberto, sorri) A letra do idiota do Flávio é muito parecida com a minha. Consegui assinar como ele.

GILBERTO

(sorri) Você é inteligente, Henrique. Me fala uma coisa: Régis já depositou o dinheiro, e agora?

HENRIQUE

Agora Flávio volta para a casa… No caso, eu.

GILBERTO

E quanto ao dinheiro?

HENRIQUE

É meu. vou dar uma parte para o Parceiro depois.

GILBERTO

E pra mim?

HENRIQUE

Vou pensar se você merece alguma coisa. Agora me dá licença. Tenho que me bater para ficar com a cara igual ao do Flávio. Eles viram fotos e vídeos dele machucado, e chegar lá de cara lavada não dá. (sai)

GILBERTO

Eu criei uma cobra. Mas isso é bom. (sorri)

Cena 2/Rio de Janeiro/Favela/Cativeiro de Flávio/Int./Dia.

Daniela dá um prato com comida para Flávio.

DANIELA

Não sei se você vai gostar. Nem deve ser o que você está acostumado.

FLÁVIO

(pega o prato com Daniela) Tem dias que me dão só água. Garanto que vou

Flávio começa a comer. Daniela fica olhando para ele.

FLÁVIO

O que foi?

DANIELA

(sorri) Nada. Desculpa, é que você parece um clone bom do Henrique.

FLÁVIO

(sorri um pouco; come) O que você é dele?

DANIELA

Nada. Eu fui praticamente criada pelo Gilberto. Minha mãe era muito amiga dele.

TICO

(entra correndo; não vê Flávio) Dani! Dani!

DANIELA

(nervosa) O que você quer aqui, garoto? Se Henrique te ver, vai te pegar e eu não vou poder fazer nada!

TICO

(recupera o fôlego) Ele não me viu. Eu preciso da sua ajuda. Tem um monte de menino correndo atrás de mim; querem me bater.

DANIELA

Tudo bem, eu vou com você, mas nunca mais entra aqui, entendeu? É perigoso.

Flávio observa enquanto come.

TICO

Que nada, Dani. Não tenho medo dele.

FLÁVIO

Eu acho que deveria ter.

Tico  se assusta ao ouvir a voz de Flávio. Olha para trás devagar. Vê Flávio, acha que é Henrique e se esconde atrás de Daniela

TICO

Eu não sabia que você estava aqui. Quem te prendeu?

FLÁVIO

Eu não sou o Henrique. Me chamo Flávio, e você?

DANIELA

(com medo e nervosa) Não dá para conversar aqui! Tico, vem comigo, menino!

FLÁVIO

Como você o chamou?

GILBERTO

(entra) Mas o que é isso aqui?

DANIELA

(protege Tico) Nada, Gilberto, a gente já está saindo.

GILBERTO

Se esse garoto abrir a boca…

DANIELA

Não vai, não conta para o Henrique. Deixa comigo. (sai com Tico)

GILBERTO

Hoje sua mãe vai conhecer o Henrique.

FLÁVIO

Por que você a odeia tanto?

GILBERTO

Porque ela me traiu com o Régis e agora ela vai pagar muito caro.

Cena 3/Mansão dos Werneck/Suíte de Cristina/Int./Dia.

Cristina está sentada na cama, triste. Silvia entra.

SILVIA

Você vai ficar aí, Cristina? Sentada, derrotada?

CRISTINA

Me deixa em paz, Silvia. (fecha os olhos)

SILVIA

(se aproxima da cama) Régis também está sofrendo, mas ele não tem atenção; só você, que está aí se fazendo de coitadinha.

CRISTINA

(raiva) Meu filho foi sequestrado! Não faço ideia de onde ele esteja. Régis já deu os malditos cinco milhões que pediram, e até agora nada de soltarem o Flávio. Você quer que eu esteja como? É meu único filho!

SILVIA

Único porque nem estrutura seu corpo teve para gerar os gêmeos: um morreu. Sinceramente, Cristina, você é um fracasso em todos os sentidos.

CRISTINA

(se levanta, dá um tapa no rosto de Silvia) Para de me atormentar! (grita) Sai daqui!

Cristina empurra Silvia para fora da suíte. Bate a porta e chora.

Cena 4/Mansão dos Werneck/Corredor/Int./Dia.

Silvia com a mão no rosto, inconformada.

SILVIA

Mas que cretina!

RÉGIS

(se aproxima) O que aconteceu? Ouvi a voz de Cristina.

SILVIA

Sua mulher ficou louca. Entrei para ver como ela estava, e ela me agrediu, gritou comigo e me colocou para fora do quarto.

RÉGIS

Não acredito em você. (entra na suíte)

Cena 5/Grupo Werneck/Sala de Glauco/Int./Dia.

GLAUCO

(está nervoso) Régis perdeu a cabeça! Tirar cinco milhões daqui sem nos consultar.

EDGAR

Foi para o resgate de Flávio!

GLAUCO

E daí? Por mim esse idiota pode morrer!

EDGAR

Você precisa se acalmar, Glauco. O dinheiro que saiu daqui não foi do seu bolso. (sai)

GLAUCO

(se senta) Inferno! Flávio não pode voltar… Roberta e eu estamos mais próximos agora. Sem ele no meu caminho, eu consigo conquistar ela. (se levanta, sai)

Cena 6/Grupo Werneck/Corredor/Int./Dia.

Ágata se aproxima de Glauco.

ÁGATA

Eu preciso falar com você.

GLAUCO

Agora não, estou de saída.

ÁGATA

É um recado de Régis.

GLAUCO

O que é?

ÁGATA

Ele quer que você vá até a casa dele agora.

GLAUCO

Pois ele que espere. Vou ver como está a Roberta; depois eu vou. (sai)

EDGAR

(se aproxima de Ágata) Oi, meu amor. (beija o rosto dela) Como você está?

ÁGATA

Bem, papai.

EDGAR

Vem comigo um instante.

Cena 7/Grupo Werneck/Sala de Edgar/Int./Dia.

Edgar e Ágata entram e se sentam à mesa.

EDGAR

Como está Cristina?

ÁGATA

Está num estado de dar pena, papai. Ela não fala muito. Quando não está com o pensamento longe, está chorando.

EDGAR

Coitada! Eu queria tanto poder estar ao lado dela.

ÁGATA

Por que não vai à casa dela?

EDGAR

(abaixa os olhos) Eu tenho que ficar aqui, cuidar dos negócios.

ÁGATA

Papai, oha pra mim. Você não vai porque tem medo que o Régis perceba que você… ama a tia Cris, não é?

EDGAR

É, Ágata, é isso mesmo. Não quero perder meu amigo por um amor platônico. A Cris não sabe sobre o meu sentimento por ela, e eu prefiro assim.

ÁGATA

Eu acho que você deveria estar perto dela nessa hora,. Mostre que você é amigo dela. Tenho certeza que a tia Cris vai se sentir melhor.

EDGAR

Você acha isso mesmo? Acha que eu devo ir visitar ela?

ÁGATA

Tenho certeza, papai. Ela vai precisar muito de você ainda.

Cena 8/Fundação Cristina Werneck/Sala de Música/Int./Mais Tarde.

Roberta está sentada no banco do piano. Passa a mão nas teclas. As lágrimas escorrem. Sueli entra.

SUELI

Roberta? Eu achei que você já tivesse ido embora.

ROBERTA

Estou com muita saudade do Flávio… Preocupada.

SUELI

(se senta ao lado de Roberta) Quando você menos esperar, ele estará de volta. Régis já pagou o resgate.

ROBERTA

Assim espero, Sueli. Essa falta de notícia está me acabando comigo. (chora)

GLAUCO

(entra) Com licença.

SUELI

Oi. (se levanta)

GLAUCO

Chorando de novo, Roberta?

ROBERTA

(enxuga as lágrimas) É incontrolável, Glauco. Não vejo a hora do Flávio voltar.

GLAUCO

Enquanto ele não volta, você precisa sair um pouco. Vamos tomar um café.

ROBERTA

Não consigo comer nada. Obrigada.

SUELI

Glauco tem razão, Roberta. Você precisa estar inteira. Flávio não vai gostar de te ver assim.

ROBERTA

(se levanta) É verdade, Tudo bem, eu vou com você.

GLAUCO

(sorri) Ótimo, vamos. (sai com Roberta)

Cena 9/Rio de Janeiro/Favela/Barraco de Gilberto/Int./Tarde.

HENRIQUE

(está nervoso) Eu vou matar aquele moleque!

DANIELA

Eu já conversei com ele, Henrique. Ele não vai falar nada.

HENRIQUE

E você confia em uma criança!

DANIELA

Se Tico contar alguma coisa, você pode descontar em mim.

HENRIQUE

Disso você pode ter certeza. Se esse menino abrir o bico e falar que eu tenho um irmão gêmeo e que ele está preso aqui, mato o garoto na sua frente e depois acabo com você.

DANIELA

Ele não vai falar nada.

HENRIQUE

Vou dar uma chance. Agora sai daqui, porque tenho que ir para São Paulo.

Daniela sai. Henrique pega a carteira de Flávio. Parceiro entra.

PARCEIRO

E aí? Já tá pronto?

HENRIQUE

Já. Fica atento, que eu entro em contato com você. Ajuda a Daniela e o Gilberto a vigiarem o Flávio. Ele não pode falar com ninguém.

PARCEIRO

Pode deixar.

Henrique sai.

Cena 10/Rio de Janeiro/Favela/Cativeiro de Flávio/Int./Tarde.

DANIELA

(entra) Henrique acabou de sair.

FLÁVIO

(fica triste) Ele vai fazer sofrer a todos que amo, e eu preso aqui sem poder fazer nada.

DANIELA

Eu queria te ajudar, mas tenho medo.

FLÁVIO

Eu sei.

DANIELA

Agora mesmo Henrique disse que é capaz de matar o Tico e me matar também se ele contar sobre você.

FLÁVIO

Tico? Aquele menino é o Tico?

DANIELA

É… Por quê?

FLÁVIO

Ele tem família?

DANIELA

Que nada. O menino chegou aqui sozinho. Disse que uma mulher colocava ele para trabalhar e ele fugiu. O Tico não tem nem mãe e nem pai. Eu ajudo ele com o que posso; deixo ele dormir na minha casa.

FLÁVIO

(pensativo) O destino age de maneiras inexplicáveis, Daniela. Eu acho que o Tico é o filho que uma grande amiga da minha mãe procura há anos.

DANIELA

É mesmo?

FLÁVIO

E tem mais: se esse for o menino certo, o filho de Sueli, ele é um dos herdeiros do grupo Werneck, porque o filho de Sueli é também filho do meu avô.

DANIELA

(se senta, espantada) Se for isso, eu tenho que dar um jeito de levar o Tico para a família dele.

FLÁVIO

Não conta isso para ninguém ou vão fazer a mesma coisa que estão fazendo comigo, e você sabe.

DANIELA

Claro, pode deixar. Eu gosto muito do Tico e, quanto mais longe ele ficar de Gilberto e Henrique, melhor.

Flávio triste e pensativo.

DANIELA

Não fica assim.

FLÁVIO

Se você soubesse a falta que sinto da minha família, da minha noiva… e que agora todo mundo vai ser enganado… Minha mãe vai sofrer…

Daniela fica com pena de Flávio.

Cena 11/São Paulo/Estrada/Ext./Tarde.

Henrique desce de um carro. Está com a camisa rasgada e o rosto machucado. Começa a correr e faz sinal para os carros que passam. Um carro para. Henrique olha pela janela do carro. Está cansado.

HENRIQUE

Eu preciso de ajuda. Meu nome é Flávio Werneck. Fui sequestrado e me largaram aqui. Preciso muito de um telefone. Você pode me ajudar, por favor?

MOTORISTA

(entrega o celular para Henrique) Aqui, moço, pode usar.

HENRIQUE

(pega o celular) Muito obrigado, eu já devolvo. (liga para Roberta)

ROBERTA

(está em seu apartamento, atende o celular) Alô?

HENRIQUE

(cansado, nervoso) Meu amor?

ROBERTA

(emocionada) Flávio! Onde você está? Está tudo bem?

HENRIQUE

Me deixaram em uma estrada. Um motorista parou o carro e me emprestou o telefone.

ROBERTA

Eu vou te buscar. Pergunta para ele onde você está. Vou avisar à sua mãe também.

HENRIQUE

Não… Só você, meu amor. Não quero que me vejam assim.

ROBERTA

A Cris tem que saber. Todos estamos desesperados. Eu vou te buscar, Flávio. Me fala onde você está.

HENRIQUE

(ao motorista) Você sabe que estrada é essa? Explica para minha noiva como ela faz para vir aqui.

O motorista pega o celular. Henrique observa.

Cena 12/Mansão dos Werneck/Escritório/Int./Tarde.

Ágata e Régis estão sentados.

RÉGIS

Já está ficando tarde, Ágata. Você já me ajudou muito por hoje, obrigado.

ÁGATA

Me sinto bem te ajudando em um momento como esse. Qeria ajudar a tia Cris também, mas ela prefere se isolar.

RÉGIS

(se levanta) Cris está sofrendo muito, e eu estou sofrendo por ela e por mim.

ÁGATA

(se levanta, se aproxima de Régis; olha-o nos olhos) Te admiro muito, Régis. Você é um homem forte, capaz de guardar a própria dor para curar a das pessoas que ama.

RÉGIS

Obrigado.

Régis tenta se afastar. Ágata o beija. Ele se afasta, ofegante.

RÉGIS

Nunca mais faça isso!

JANETE

(entra) Você ainda está aqui?

ÁGATA

(pega a bolsa, sorri) Não estou mais. (sai)

JANETE

É impressão minha ou vocês estavam discutindo?

RÉGIS

Fala pra sua filha ficar longe de mim! Sou um homem casado, e muito bem casado!

Régis sai, batendo a porta com força. Janete sai em seguida.

Cena 13/Mansão dos Werneck/Frente/Rua/Ext./Tarde.

Ágata espera um táxi. Janete se aproxima e segura Àgata pelo braço.

JANETE

O que você fez ao Régis?

ÁGATA

(sorri) Me solta, mamãe. (se solta de Janete)

JANETE

Fala de uma vez, Ágata! Ele disse para você não chegar perto dele. O que você fez?

ÁGATA

(sorri) Eu beijei o Régis. Aliás, nós nos beijamos e foi muito bom.

JANETE

(dá um tapa no rosto de Ágata; raiva) Se você chegar perto do Régis outra vez, vou esquecer que você é a minha filha.

ÁGATA

(com raiva, com a mão no rosto) A vida toda você se esqueceu de que tem uma filha! Não é agora que vai se lembrar! (se afasta)

JANETE

Eu não acredito! Eu não vou permitir que Ágata consiga o que eu nunca consegui.

Cena 14/Mansão dos Werneck/Sala/Int./Tarde.

CRISTINA

(desce as escadas, está feliz) Régis! Meu amor!

RÉGIS

(vem da cozinha) O que aconteceu?

CRISTINA

(sorri) Nosso filho foi liberto! Roberta acabou de me falar! (abraça Régis)

RÉGIS

(abraçado com Cristina, sorri) Quando?

CRISTINA

(sorri) Agora. Roberta foi buscar Flávio. Deixaram ele em uma estrada.

RÉGIS

Vamos até lá.

CRISTINA

A Roberta disse que ele não quer que nós o vejamos como ele está agora, e eu entendo. (sorri, abraça Régis, está feliz) Flávio está bem e de volta!

RÉGIS

(abraçado com Cristina, fecha os olhos) Eu te amo, Cris.

CRISTINA

(sorri) Eu também te amo.

Cena 15/São Paulo/Estrada/Ext./Tarde.

Roberta vem dirigindo atenta. Olha Henrique sentado na calçada. Para o carro, desce, corre e o abraça forte. Fecha os olhos.

ROBERTA

Meu amor, que saudades!

HENRIQUE

(abraçado com Roberta, sorri) Eu também senti a sua falta, Roberta.

Roberta beija Henrique no rosto e depois na boca.

ROBERTA

Você precisa ir para o hospital.

HENRIQUE

Eu estou bem, só quero voltar logo para casa.

ROBERTA

(sorri, abraça Henrique) Te amo, te amo, te amo.

HENRIQUE

(abraçado) Também… (olha Roberta, mostra a corrente com o pingente com o símbolo do infinito) Em momento algum me desfiz disso.

Roberta fica emocionada, beija Henrique. Ele a abraça e sorri sem que ela perceba.

Cena 16/Mansão dos Werneck/Sala/Int./Noite.

Henrique e Roberta entram de mãos dadas. Ele olha em volta.

ROBERTA

(sorri) Sentiu muita falta daqui?

HENRIQUE

(sorri) Você não faz ideia.

RÉGIS

(sai do escritório, sorri) Como é bom te ver de novo aqui, meu filho!

Régis abraça Henrique, que fica sem reação.

RÉGIS

Você não sabe como sofremos. Te amamos muito, Flávio.

HENRIQUE

Eu senti saudade de tudo, papai. Não foi fácil ficar naquele lugar esses dias todos, mas felizmente acabou tudo bem, e graças a você, que pagou o resgate.

RÉGIS

Eu daria toda a minha fortuna por você, Flávio, e você sabe disso, meu filho.

CRISTINA

(desce as escadas, está feliz, sorri, se aproxima de Henrique) Meu filho!

Ela tenta abraçar Henrique, mas ele a afasta e fica com raiva. As lágrimas escorrem no rosto de Henrique.

CRISTINA

(sorri um pouco) Está tudo bem com você, meu amor? (acaricia o rosto de Henrique)

HENRIQUE

(se afasta) Eu estou cansado. Sei que temos muita coisa para conversar, mas eu adoraria descansar primeiro.

RÉGIS

Claro.

CRISTINA

Eu fiquei desesperada sem você, Flávio. Fiquei tão aflita quando me mandavam suas fotos e vídeos.

Ela o abraça novamente. Henrique está com raiva, mas se controla, embora se afaste de Cristina.

HENRIQUE

Eu imagino. (a Roberta) Nos vemos amanhã, meu amor.

ROBERTA

(sorri) Tudo bem.

Roberta beija Henrique, que então sobe as escadas e sai de cena.

CRISTINA

É impressão minha ou Flávio… está chateado comigo?

RÉGIS

(abraça Cristina) Nosso filho passou por um processo difícil, Cris. É natural que ele esteja abalado. Vamos deixar ele descansar e amanhã falamos melhor com ele.

CRISTINA

(abraçada) Você tem razão.

Pensativa, Roberta estranha a atitude de Flávio.

Cena 17/Mansão dos Werneck/Quarto de Flávio/Int./Noite.

Henrique entra; com raiva, começa a chorar e se senta na cama.

HENRIQUE

Maldita! Desgraçada! Que vontade de acabar com ela! Não quero que ela me toque! (para de chorar, fica sério) Vou ter que me controlar. Você vai pagar caro por ter me abandonado, Cristina… Ah, se vai.

Fim do Capítulo

POSTADO POR

Débora Costa

Débora Costa

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