Share on facebook
Share on twitter
Share on google
Share on whatsapp
Share on tumblr
Share on telegram

Infernum, a maldição de sentir: capítulo 16 – você é tão apaixonante, Juan

Infernum

História 1 – A Maldição de Sentir

capítulo 16

Narrado por Lorenzo

História baseada em fatos reais.

Como prometi pro Juan, cumpri o trato de sair com ele no carro do pai dele. Era bem cedo e eu nunca acordara nesse horário. Disse aos meus pais que precisava fazer um dos últimos trabalhos do ano na casa dele e precisava ser bem cedo porque demoraria muito para eu chegar na casa da Venância. Apesar de eu não estar morando com eles no momento, preciso prestar contas. 

Já para minha avó, não precisei mentir. A velha Venância conhece e sabe que Juan é um bom garoto. Pelo menos é o que ela me conta. Mas ela ficou curiosa: havia visto muitas garotas entrarem na casa dele antes, garotas as quais não pareciam ser apenas primas. Expliquei para ela sobre a sexualidade dele. 

Sem demora, ela me liberou para ir, mas: 

– Tome cuidado, apenas. – pediu.
– Sei me cuidar. Em breve 18. – respondi.
– A idade não diz o que mostra. – ela disse sua clássica frase. Escutei-a muito quando eu e Raquel éramos pequenos e a chamávamos de velha. 

Me encontrei com Juan na porta de sua casa. Fiquei meio apreensivo em ter aceitado, até porque não sei para onde Julius quer ir. 

– Oi? – disse em tom interrogativo, se aproximando de mim e me agarrando. Já estávamos neste nível?
– Olá. – respondi, de forma mais séria. – Como dormiu? – soltei, quando vi que falei sério demais.
– Nas nuvens. – ele disse. – E você? – perguntou.
– Ao seu lado, também nas nuvens. – eu disse, fazendo eu e ele cairmos na risada. – Só não lhe encontrei lá.
– Não te encontrei antes mas sinto que era para a gente ficar junto desta forma. – ele disse, me deixando confuso. – Você sabe.. – tentando explicar. – Acontece que.. eu acredito que as pessoas nascem umas para as outras, entende? – eu assenti. – E que, independente de onde estamos, um dia vamos nos encontrar. E nós podemos sentir quando é a pessoa certa. Por mais que estamos juntos há pouco tempo.. eu nunca senti o que sinto por você em nenhuma outra pessoa, Lorenzo. – ele disse, pegando na minha mão. Será que ele não disse isso para mais alguém alguma outra vez? 

Me desconectei um pouco do universo para pensar nas falas de Juan Julius. Eu gosto muito dele e sempre foi meu sonho ter alguém ao meu lado. Só que, eu fico me perguntando se é recíproco mesmo. É que.. é estranho. Até pouco tempo atrás eu era o cara sozinho que se sabotava. Agora eu sou o cara que apenas se sabota às vezes. 

– Tá afim de entrar? – apontou para o carro. Disse que sim. 

Eu fiquei seriamente pensando. Eu vi que ele estava bastante animado e pensei se não podia desabafar com ele em algum momento. Ele foi dirigindo sem rumo, e falando bastante coisa. 

Por mais que ele falasse bastante coisa interessante e expressiva, era impossível me concentrar com todos aqueles pensamentos negativos que eu carregava com tanto peso e temia em esconder. Era a melhor das opções, eu revelar o que trazia comigo.

Por isso considerei fazer de Juan um confidente. Enquanto estávamos em uma estrada vazia a qual era rodeada de árvores, o perguntei uma coisa:

– Juan.. – disse, deixando ele curioso. – Eu estou amando isso tudo.. mas, eu preciso conversar com alguém sobre uma coisa e..
– Claro, eu estou aqui. – seus olhos brilhavam. Eu sabia que ele estava entusiasmado em ser o meu confidente. – Quando eu parar, pode se sentir confortável em se abrir. – ele então parou o carro e pegou na minha mão.
– É que.. eu estou bem feliz e tal com nosso início da relacionamento. É tudo tão novo para mim. Eu nunca tinha me imaginado namorando antes, sabe? – ele deu um sorriso leve. – E.. quando você chegou. Eu não acreditava de jeito nenhum que eu iria ficar com você. – sua reação foi de surpresa. Ele se aproximou de mim. – eu sempre tentei me encher de pensamentos negativos pra poder te esquecer. Tudo que você fazia se tornava algum motivo para eu acabar com você na minha mente. Isso doeu muito. 

– Eu imagino. Olha.. – logo após dizer isso, ficou em silêncio por alguns segundos enquanto encarava a visão que tinha da estrada. – Eu sei que é difícil, complicado e tudo mais. Mas, uma coisa se tem uma coisa que eu aprendi é que você jamais em nenhuma circunstância pode ficar se alimentando de combustíveis ruins. Digo combustíveis porque, os nossos pensamentos são meio que combustíveis para o nosso cérebro. Desculpa o palavreado mas, a gente tem que dar o foda-se pro mundo. – eu dei risada. – É sério, não brinco não. – silêncio gradativo. – Eu também demorei para me aceitar. Foi muito difícil, ainda mais com meu pai conservador. Ainda bem que eu não ligo mais para o que ele pensa. Eu tive o apoio da minha mãe e da minha irmã também. Então.. foi mais fácil para mim. Hoje eu não ligo mais para o que ninguém fala. Mas graças à você.. porque antes, eu só não ligava para o que a família falaria. Mas na escola.. eu ainda ligava para a minha reputação. 

– Eu soube da sua reputação..  
– Quem não sabe? Eu até então era o "famosinho" da escola antes de sair. E do nada com uma bomba dessas.. poderia acabar de vez com tudo isso. Mas eu cansei disso, sabe? Quero ter uma vida melhor. Então.. nada de ficar pegando as garotinhas por aí e sem dar valor nenhum à ninguém. Afinal Enzo, eu nunca senti atração pela maioria delas. Tem anos que eu não sinto nada por ninguém. Da última vez, a pessoa se aproveitou de mim e isso machucou bastante. Não era recíproco. E de você, eu sinto que é. – ele disse, e eu sorri de um jeito tão espontâneo que eu nunca sorri antes.
– Você pode me contar por que que saiu da escola e depois voltou? – perguntei, curioso.
– Bom.. eu trabalho com reciprocidade. Então, se quiser saber mais informação de mim, preciso de mais informações sobre você. Me conta como foi assumir para os seus pais que você gosta de homens.
– É.. – disse, ele percebeu que eu fiquei desconfortável.
– Tudo bem, não precisa..
– Tudo bem digo eu. Não tem a quem eu enganar. Mas, foi perturbador. Foi como se eu tivesse cometido um crime muito grave. Carregar uma culpa que, não deveria ser minha, sabe? Como se não bastasse, o olhar dos outros fazia com que eu me cobrasse de coisas impossíveis de serem feitas. Eu não culpo mais meus pais por tudo isso. Mas sim, eu. Eu que me cobrei bastante e tentei me encher de coisas negativas. Eu sou o meu próprio vilão.
– Que isso, Enzo. Não se preocupa, ok? Você teve uma experiência única e com certeza tirou boas lições dela. Não vai cometer os mesmos erros de novo, não é? Só por você estar aqui.. já te considero o meu ídolo. Qualquer um no seu lugar poderia ter desistido de tudo. E você está aqui. Segurando a minha mão. – ele disse, sorrindo.

O jeito positivo que Juan fala as coisas me encanta e me deixa ainda mais apaixonado por ele. Era como se, não estivesse tudo perdido. Com ele, eu comecei a confiar mais que tudo tem uma saída. Tudo. 

Ele se aproximou ainda mais de mim, e eu consegui sentir o seu calor. Quando vi, ele queria me beijar e eu assim aceitei. Nossos beijos são calorosos e tão quentes quanto o sol de verão. 

Apesar de tudo, eu vi a real intenção dele. Quando vi que ele começou a mexer na minha calça, eu gritei de forma irônica:

– Tarado! – disse, assustando ele. Depois eu dei risada, fazendo ele soltar uma risadinha também. – Aqui não, doido.
– Desculpa.. – ele disse, acanhado.
– A gente está no meio de uma estrada deserta e.. – foi quando eu vi que tinha alguém se aproximando. Rapidamente me ajeitei novamente e pedi para que Juan ligasse o carro. – Vamos, Julius!
– Não está ligando! – ele disse, quase entrando em desespero. Quando a gente viu, um moço estava batendo na janela de trás. Olhei para a cara de Juan, ele olhou para a minha, e ficamos nos encarando.
– Não abre! – eu disse, pausadamente.
– Não vou abrir. – respondeu. Quando vimos pelo vidro, era um moço que estava acompanhado de uma pequena criança, aparentemente suja.
– E se for alguém precisando realmente de ajuda? – perguntei.
– Vai bancar o bom coração agora? Não tem nem carro para nós dois, imagine para quatro! – disse em tom de ironia.
– Brincalhão você. Vamos abrir esta exceção. – falei, ele concordou. 

O homem vestia branco e estava aparentemente também sem rumo. A criança, carregando uma boneca sem olhos, era assustadora. Não havia sinal de felicidade ou tristeza nela, nem muito menos de insatisfação. Não havia reação alguma. 

– Podemos levar vocês até o posto. Pode ser? – perguntou Juan, esperando resposta. O moço e a garotinha não falaram absolutamente nada durante o caminho todo. Certifiquei se eles iriam cometer alguma infração ou algo do tipo, mas eu poderia dormir ali e ficaria tudo tranquilo. 

Ao chegar no posto, também descemos com os esquisitos. A água era a nossa maior fonte de desejo agora. 

– Dez. – disse o vendedor.
– Dez? – falei espontaneamente surpreso e indignado. – Isso é um.. – fui interrompido por Juan.
– Tudo bem. – disse Julius, entregando o dinheiro e interrompendo minha fala. O puxei para o canto e falei em seu ouvido:
– Vai realmente pagar uma água tão cara? – perguntei.
– É o que temos. Ou é isso, ou nada. 

Ao sair, vimos que nosso carro não estava mais lá. Fomos roubados. 

– Droga! – eu disse. – É o fim do mundo! É o nosso fim! Acabou tudo! – falei entrando em desespero.
– Eu hein? Calma que a gente dá um jeito. Existe uma coisa chamada carona. E a gente pode pegar.
– Eu tenho certeza que aquele doido e aquela criança roubaram nosso carro.
– Não tem importância. Se ficarmos lamentando, não iremos chegar a lugar nenhum. Afinal, aquele carro era do meu pai e ele não usava tem muitos anos. Nem sei como estava funcionando. 

Juan se mostrou positivo durante todo o caminho. Voltamos para a estrada deserta e esperamos algum carro passar para pedir carona. 

Queria ser igual Juan. Diferente da mim, ele tinha a chave da positividade. Ele era assim em todas as circunstâncias, pelo que me aparentou. 

Apareceram várias oportunidades. 

O primeiro era um carro preto com um cachorro enorme que parecia que ia arrancar sangue de quem entrasse. O motorista? Bem, ele estava protegido atrás de uma mini-porta. Próximo. 

O segundo carro já era bonito e grande, bem luxuoso. Mas as pessoas que ali dentro estavam eram poderes e metidas. Complicado. O conteúdo da caixa nem sempre é bom. Próximo. 

O terceiro era um carro simples e sem graça, com janelas tradicionais e sem equipamentos modernos. Foi nesse que a gente entrou. 

O cara que dirigia era super generoso e gentil. Era um homem de roupas coloridas e que havia um grande chapéu escuro e de olhos castanhos. 

– E para onde devo levar os amigos? – perguntou.
– Você pode nos levar de novo para o centro da cidade? Sabemos nos virar depois disso.
– Tudo bem. – afirmou. 

Eu e Juan, apesar de termos escolhido ele com toda a certeza, ficamos apreensivos e um pouco assustados. Segurei a mão dele e ele a minha, mas ele segurou de uma forma muito forte. Juan ficou nitidamente assustado, mas ele, para manter sua "postura", não falou nada. Vou tirar sarro dele mais tarde sobre isso. 

– Eu conheço histórias incríveis sobre essa cidade. Vocês devem conhecer algumas, né casal? – perguntou após ver no espelho do carro que eu e Juan estávamos de mãos dadas. – Não fiquem com medo. Não machuco ninguém desde que eu comi pela última vez. – ele deu gargalhadas. – Vocês tem que ver. Eu fico com muita raiva quando estou com fome. – eu comecei a entender a referência. – Minha mulher até mesmo me diz que eu pareço outra pessoa quando estou com raiva. Tipo, começo a me transformar em alguém que ela não conhece, sabe? – quando ele falou isso, algo despertou minha atenção. 

Vi pelo espelho do carro que seus olhos agora não estavam mais azuis, e sim avermelhados. Olhei para o rosto de Juan e apertei ainda mais a sua mão gelada. 

– Obrigado. Vamos descer aqui. – afirmei.
– Não estamos nem na metade do caminho, querido. – disse o homem, com a voz sendo alterada. 

– Não, obrigado. – eu abri a porta do carro, puxei Juan e com tudo, caí para fora do carro. Após capotarmos no chão, vimos que o carro não havia parado e continuou a andar. 

– O que foi isso? – perguntou Juan, perplexo. O retrovisor do carro não mostrava mais o moço que havíamos encontrado, mas sim uma mulher de cabelos da cor preto-mais-que-profundo, se é que existe. – Eu vi aquele homem virar aquela mulher? – perguntou indignado Juan, sem entender. 

Eu não tenho certeza, mas acho que aquele moço é o demônio que minha avó e o diretor da escola havia falado. 

– É uma longa história, Juan. Te explico no caminho. Vamos andando. – disse. 

O mais curioso de tudo, não é o fato daquele ser ter se transformado. Mas sim de Julius ter visto. Eu achei que apenas eu via as coisas que eu poderia ver. Venância me contou que além da minha, apenas outra família poderia ver. Era a família das senhoras da lanchonete. 

Calma aí? Será que Juan é da família das senhoras da lanchonete? 

De qualquer forma, mesmo com esta dúvida em mente, eu segui meu caminho como se nem tivesse pensado nisso. Vou perguntar para minha avó mais tarde… 

Eu vi que Juan não acreditou em nada que eu falei. Ele continuou brincando e brincando, fazendo piadas. Ele me tirou do sério e continuou brincando. Até que ele tropeçou no próprio pé e esta foi a minha vez de rir. 

– Quem ri por último, ri melhor! – eu disse, dando risada. Estendi a mão para ele. Ele pegou e me puxou para o chão com tudo. Caí com tudo em cima dele, machucando um pouco o meu joelho. Mas, o momento não me fez nem sentir a dor. 

Continuamos andando até o caminho de casa. Durante ele, percebi o quanto Juan era imprevisível. Ele fazia coisas que eu nunca imaginaria que ele faria, simplesmente do nada. Eu estava gostando muito de conhecer mais ele. 

– Bobo, você é totalmente aleatório. – eu disse, dando um soco em seu ombro.
– Ser aleatório é a minha principal chave. Eu gosto de surpreender os outros. – isso que Juan falou caiu para mim como uma referência ao que o diretor da escola me contou. Eu preciso ser mais aleatório, imprevisível.. eu definitivamente preciso andar mais com Juan Julius. 

Ao chegar em sua casa, fiquei meio "tímido". Por mais que a mãe dele continue insistindo para eu me soltar, que ela não vai me julgar ou algo do tipo, eu continuo de um modo reservado. Prefiro não falar muito agora e preparar mais para quando tiver mais intimidade. Eu praticamente passei o tempo sentado no sofá na companhia de Emília, já que Juan foi ajudar a sua mãe na cozinha para preparar um belo lanche, segundo ele mesmo. 

– E aí? Como você tá? – perguntou Emília.
– Eu tô bem. E você? Fiquei sabendo que você se separou do seu namorado.. eu sinto muito. – eu disse.
– Fica tranquilo. Eu não sinto falta nenhuma dele.. foi um tremendo bundão. Depois a gente conversa sobre.
– Tudo bem. – enquanto eu estive sentado lá, observei muitas coisas do cenário que eu não havia visto antes. 

Como por exemplo, vi que assim como minha mãe, Flávia guarda aquela lembrancinha em sua estante. Então de fato, a mãe do Juan é a mesma que era a amiga da minha mãe no passado. 

Fazendo um balanço, 

Juan pode ter acesso ao mundo sobrenatural assim como eu;
Ele é filho da ex melhor amiga minha mãe. 

Juan e eu estamos conectados, de qualquer forma ou de outra, estamos. E isso é muito esquisito. Ele só precisa acreditar nisso! 

Eu fiquei bastante intrigado, confesso, com a lembrancinha que ainda era guardada. Isso significa que ainda no fundo, depois de tantos anos, minha mãe e Flávia ainda guardam certo apreço uma pela outra. Quando me levantei do sofá para poder olhar mais de perto, Juan me chamou para o quarto. 

– Está pronto. Mas vamos comer em outro lugar, pode ser? – era o seu quarto que estava se referindo. 

Ao entrar, ele logo fechou a porta. Eu? Tentei me esconder. Brincadeira! Fiquei meio sem saber onde colocava a cabeça, mas era apenas um filme que ele queria assistir sem o barulho externo. Afinal, Emília fala muito! 

– Deita aí. Pega o cobertor. – disse, jogando. Eu peguei de primeira. 

Juan me entregou o cobertor mas logo em seguida tirou a camisa. Eu fiquei meio confuso, mas eu sabia que as intenções dele eram aquelas. Eu até que queria, mas eu ainda não me sinto pronto. 

Ele deitou na cama, colocou o cobertor e me abraçou bem forte, tão forte que eu me senti por alguns segundos nas maravilhas. Sua perna entrelaçou nas minhas e ele deu play no filme. Na verdade, eu estava dando mais atenção para o corpo dele encostado no meu do que no filme. E tenho certeza que ele também. 

O filme que ele escolheu era terrível, eu logo mudei para um de terror, mesmo sabendo que ele tem medo de assistir filmes do gênero. Adivinha? As nossas posições trocaram. Foi só dar os primeiros sustos que Juan foi parar nos meus braços. Ele dizia que não, mas eu sentia seus pés tremerem. 

– Você é medroso, hein? – eu disse. Ele não me respondeu, apenas me olhou um pouco assustado. Juan não queria perder a "postura dele" e soltar gritos altos, então, toda vez que tomava um susto, gritava "baixinho". Era muito esquisito. 

Quando me dei conta, já era bem tarde e ele havia dormido ali mesmo nos meus braços. Fiz um cafuné no seu cabelo e vi que ele tinha tudo para ser o garoto dos meus sonhos. 

Me aconcheguei e comecei a falar em seu ouvido: 

– E pensar que tudo isso começou com apenas uma ajudinha no ônibus. Obrigado por esses momentos, Juan. Eu precisei. De verdade. Te amo. – eu disse para ele, sussurrando. O cafajeste não estava dormindo não, ele estava fingindo que estava. Descobri isso porque ele soltou um sorriso logo após ouvir isso. 

Dormimos juntos, agarrados um ao outro, como se fossemos um só. 

COMPARTILHAR

Share on facebook
Share on twitter
Share on google
Share on tumblr

POSTADO POR

All Andrey

All Andrey

Hey, carinha! Sou All Andrey, tudo joia? Eu vim do Wattpad, e aqui na CyberTV eu já publiquei "Quatro Perdões Para Melissa" e "Infernum: A Maldição de Sentir". Curto escrever histórias com finais mais realistas, sem aquele exagero de felicidade ou de que tudo vai ficar bem no final. AMO misturar coisas lúdicas com coisas reais.
>
Rolar para o topo