The Last of US: Episódio 6 – Os outros

Classificação indicativa: 

 

PRIMEIRO ATO.

Cont. Cena 15 Episódio Anterior: (Igreja – Dia – Int.)

A CAM vai em direção a um homem parado no meio do corredor, em meio aos bancos da igreja. Um homem negro, vestindo com uma batina preta, de mãos cruzadas e segurando um terço. A imagem segue até fechar no rosto do homem, que revela ser o Sr. Harris, motorista do ônibus escolar e que teria morrido junto com os demais alunos.

Emily da um passo para trás, ela está confusa e incrédula com o que está vendo. Ela coloca a mão no batente da grande porta dupla que para a rua.

Emily: Mas… O senhor? (ela se curva e coloca a mão na direção do estômago) Mas você…

Sr. Harris: Você está bem minha filha?

Emily: O que você está fazendo aqui? Eu vi… Eu vi… Você afundou naquele rio junto com o ônibus.

Sr. Harris: (aproximando-se) Você está bem? Você está pálida.

Sr. Harris tenta amparar a jovem que o empurra.

Emily: Não! Não! Você não vai fazer isso comigo! Você o Sr. Harris motorista do ônibus que nos levava para uma excursão em Nova York. Você estava dentro daquele ônibus quando ele afundou no rio. Eu estava lá, eu vi!

Sr. Harris: Eu não sei do que você está falando.

Emily começa a chorar, ela está desesperada e assustada. Charlie se aproxima da confusão.

Charlie: Emily, você está bem?

Emily vira-se para Charlie e agarra o colarinho de sua camisa.

Emily: Esse homem (aponta para o padre) Ele vai dizer que não uma pessoa que eu sei que ele é. Não acredite nele! (vira-se para Sr. Harris) Eu sei que você é o Sr. Harris e você está morto!

Nesse momento um zunido invade a mente de Emily. Ela leva à mão ao lado esquerdo da cabeça e geme de dor.

Charlie ampara Emily, antes que ela caia no chão.

Charlie: Emily! Você está bem?

Emily cai de joelhos no chão.

Emily: Minha… Cabeça…

Somente Emily é capaz e ouvir o ruído. Charlie ajuda a jovem a levantar e percebe que o seu nariz está sangrando.

Charlie: Meu Deus, você está sangrando!

Charlie coloca o braço de Emily sobre seu ombro e a leva para o carro. O padre segue os dois, ele abrindo a porta traseira do carro e Charlie coloca a jovem deitada no banco de trás. O padre se aproxima de Emily e a observa por um instante.

Sr. Harris: Que Deus á proteja. Que Deus proteja á todos nós.

Ele bate a porta do carro. E Charlie sai em alta velocidade com a jovem quase que desacordada no banco de trás.

A CAM se aproxima do Sr. Harris, fechando na expressão assustada do padre.

Corta.

Cena 01: (Fazenda – Dia – Int.)

Breff adentra pela sala carregando Pedro, que tem o braço ensanguentado o que assusta todos que estão por ali. Mimi segue na direção dos dois.

Mimi: Meu Deus o que houve?!

Breff: Nickolay fugiu!

Breff segue com Pedro para outro cômodo da casa e a imagem fecha em Mimi.

Corta o quarto. O quarto simples com apenas uma cama de madeira e um guarda-roupas de duas portas, está cheio com apenas a presença de Pedro que está deitado, Mimi que termina um curativo no braço do rapaz e Breff que observa tudo, encostado no batente da porta.

Mimi: Pronto. Você teve sorte que o tiro pegou de raspão. Poderia pegar uma veia importante e… Meu Deus nem sei o que poderia ter acontecido. (pausa) Onde está o delegado Tuk?

Breff: Ele foi atrás de Nickolay. Entrou na floresta.

Mimi: Na floresta? Mas já está escurecendo.

Breff: Não se preocupe com ele, o delegado sabe se cuidar.

Corta.

Cena 02: (Floresta – Noite – Ext.)

A imagem vista de cima, mostra Tuk caminhando em meio á mata. Está escuro e ele procura por Nickolay de arma em punho. Ele está atento a cada barulho e movimento que consegue perceber. Ele passar por um grande megafone (igual ao que Emily viu na fazenda) que se ergue em meio ás árvores. Tuk fica por ali mais alguns instantes, quando ele é surpreendido por uma voz masculina que sussurra e parece distorcida como em um rádio mal sintonizado.

Voz (off): Ei! Ei! (Tuk olha para os lados procurando localizar de onde vem aquela voz) É você… É com você que eu estou falando.

Tuk: Quem é? Quem está falando? (ele empunha a arma)

Voz (off): Eu não consigo te ouvir, apenas te ver. Eu estou aqui em cima.

Tuk procura pela localização até parar. A imagem mostra o delegado de cima à distância, desfocado e em primeiro plano o grande megafone.

Voz (off): É! Isso! Sou eu que estou falando com você!

A cena fecha com um baque.

Fade Out.

SEGUNDO ATO.

Fade In.

Cena 04: (Hospital – Noite – Int.)

Burke entra pelo corredor vestindo seu jaleco, ele tem a expressão triste e exausta. Ele segue até Charlie que está sentado em dos bancos perto da recepção.

Charlie: Burke, eu não sabia para onde trazê-la.

Burke: Você muito bem a trazendo para cá. Aqui ela será bem cuidada.

Charlie: O que ela tem? Estávamos na igreja e de repente ela se transformou. Ficou dizendo coisas sem nexo e caiu no chão fritando de dor.

Burke: Estamos cuidando dela. Vamos fazer alguns exames e…

Charlie: Burke eu quero a verdade. Não me venha com meias palavras. (pausa) Eu sei que você sabe mais do que está me contando.

Os dois se encaram por um instante.

Burke: Venha comigo Charlie.

Corta para a sala de Burke.

A imagem desliza pela sala, impecavelmente arrumada, e focando a porta, que abre. Burke entra e é seguido por Charlie.

Burke: Sente-se Charlie.

Burke senta em sua cadeira e Charlie bem a sua frente.

Burke: Você tem razão Charlie. Eu sei mais do que eu estou te contando, mas é por um bom motivo que eu não estou te contando.

Charlie: Eu tenho trabalhado, incansavelmente para manter as coisas em ordem nessa cidade e você sabe disso. Mas tudo o que tenho são meias verdades, suposições. Tenho trabalhado sem questionar nada, mas um homem quase morreu nas mãos de outro que nem sabíamos da existência. Eu achei que Mirella, fosse uma espécie de sociedade fechada, que apesar das loucuras que acontecem aqui, nós estávamos seguros, mas não estamos.

Burke: Nós nunca estivemos. (Burke tem uma expressão pesar) Nenhum de nós. (ele respira fundo) Charlie, quando fui convidado a vir para Mirella, eu fiz uma única exigência. Que minha filha viesse comigo. Eu não podia me afastar dela com os problemas que estávamos lidando. Eu precisava afasta-la das coisas ruins que a cercavam. (Burke leva a mão ao rosto) Ah! Se eu soubesse no que estava envolvendo-a.

Charlie: Burke, está tudo bem?

Burke: Eu não posso mais protege-la, não aqui. Mirella não é mais seguro. Mas você pode Charlie.

Charlie: Do que você está falando?

Burke: Charlotte vai deixar a cidade. Ela vai embora de Mirella.

Charlie: O que? Mas não tem como sair de Mirella.

Burke: Tem, tem e eu sei como. Charlie, aqui não é mais seguro para ela. Charlotte está correndo um grande perigo.

Charlie: Onde ela está?

Burke: (os olhos de Burke começam a encher de lágrimas) Ela está em um lugar, protegida por enquanto. O importante é tirá-la daqui. Mas fora da cidade eu não tenho mais como olhar por ela e é por isso que eu quero que você vá com a minha filha.

Charlie: Vá com ela? Você quer dizer para…

Burke: Fora da cidade! Embora de Mirella! Se você me disser sim, eu tiro você e a Charlotte desse inferno!

A imagem fecha na expressão assustada de Charlie.

Corta.

Cena 05 / Cont. Cena 02: (Floresta – Noite – Ext.)

Tuk tenta entender o que está acontecendo. Ele observa o megafone.

Voz (off): É eu sei, você estar pensando “Um megafone falando comigo no meio de uma floresta. Será que estou enlouquecendo?”, mas então eu te pergunto. Quem não está nessa cidade?

Tuk: Quem é você? De onde está falando?

Voz (off): Eu não posso te ouvir, apenas te ver. Existe uma câmera em algum lugar a sua direita. (Tuk começa a procurar pela câmera) Olha. Eu não tenho muito tempo, preciso sair daqui. Mas amanhã, tente vir nesse horário, ao entardecer que talvez eu esteja aqui. Eu preciso de ajuda, estou preso em uma espécie de prisão. (Tuk avista uma câmera em cima de um dos galhos de uma grande árvore e faz um sinal com a mão) Isso! É por essa câmera que estou te vendo. Por favor, me ajude. Agora eu preciso sair, antes que descubram o que estou fazendo.

Tuk começa a limpar o chão, tirando folhas e deixando a terra a mostra. Com um graveto ele começa a escrever algo no chão. A CAM se aproxima e mostra a mensagem escrita que diz: QUAL O SEU NOME?

Voz (off): Meu nome é Oliver Tedson. Agora eu preciso ir. Te espero amanhã.

O chiado que acompanhava a voz some, somo se o megafone tivesse sido desligado. Tuk permanece ali por um instante tentando entender o que está acontecendo.

Corta.

Cena 06: (Casa de Nancy – Noite – Int.)

A CAM corre pela sala da casa mostrando Nancy sentada em um sofá de dois lugares e Stevens em uma poltrona. Os dois permanecem quietos e pensativos, até que o médico se levanta e começa a caminhar pela sala.

Dr. Stevens: Se o que está me dizendo é verdade Nancy, é tudo muito mais sério do que eu imaginava. E você tem certeza disso?

Nancy: Eu tenho. Eu achei que o senhor soubesse.

Dr. Stevens: Instituto de Esmerald Hill. Eu nunca ouvi falar e nunca assisti a este vídeo de que você me falou.

Nancy: Pelo que vi, parece ser um lugar bem grande. E tem essa médica que te falei, Deborah Laurson.

Dr. Stevens: Por que o Burke nunca me disse nada a respeito? (ele caminha até a janela que da para a rua) O que está acontecendo nessa cidade? (ele observa a movimentação do lado de fora)

Nancy: Eu não sei, mas seja o que for, esse instituto e essa doutora estão envolvidos. Eu só não entendo o que o pequeno Ben tem haver com isso tudo.

Stevens vira-se para Nancy.

Dr. Stevens: Eu também não sei, mas acho que sei onde podemos encontrar a resposta.

Corta.

Cena 07: (Fazenda – Noite – Int.)

Mimi e Breff estão na cozinha. Ela serve o jantar para o rapaz quando são surpreendidos pela chegada de Tuk, que está ofegante.

Breff: Delegado, você está bem?

Tuk: Oliver Tedson! Algum de vocês de vocês já ouviram falar nesse nome?

Corta.

Fade Out.

TERCEIRO ATO.

Fade In.

Cont. Cena 07 (Fazenda – Noite – Int.)

Breff coloca um monte de pastas e papéis em cima da mesa e abre uma delas.

Breff: Aqui. Oliver Tedson. Militar desaparecido em combate.

Tuk pega a folha que contém a foto de um rapaz jovem, com expressão sério e observa por um instante.

Breff: Por que Delegado? Onde você ouviu esse nome?

Tuk está pensativo.

Tuk: Onde está o Porto Riquenho?

Corta para o quarto onde está Pedro. Tuk entra e agarra Pedro pelo colarinho, tirando-o da cama e o encosta na parede. Breff e Mimi se assustam com a atitude do delegado.

Pedro: (assustado) Estás loco?!

Tuk: Se estou louco? Não ainda não, por que acho que você vai me dizer a verdade quando eu lhe fizer uma pergunta. (pausa) Você armou a fuga do estrangeiro não foi?

Pedro: Eu? Não! Claro que não!

Tuk: Você tem certeza? Ou você está mentindo ou é um cara de muita sorte, para o um militar ter a destreza de escapar da corrente, pegar sua arma e bem na hora de atirar, ele acertar de raspão o seu braço.

Pedro: (assustado) Foi sorte cara!

Tuk: Sorte? Sabe o que eu acho? Que você deixou esse cara fugir. Ele deve ter prometido te ajudar a encontrar a sua irmã e você o deixou fugir. Você pode ter colocado todos desta fazenda, desta cidade em perigo e eu espero que, se acontecer alguma coisa com essas pessoas, você consiga lidar com sua consciência.

Tuk larga o colarinho de Pedro e sai apressado. Mimi ampara Pedro, enquanto Breff vai atrás do delegado.

Corta para a varanda da fazenda. Tuk desce os degraus, rapidamente, em direção ao carro da polícia e Breff vem logo atrás.

Breff: Tuk! O que está acontecendo?!

Tuk para em frente à viatura de polícia, vira-se e dá dois passos em direção a Breff.

Tuk: Nós não estamos a salvo. Nós estamos sendo observados, por alguém de fora. Alguém para quem esse Nickolay trabalha e que seu amigo deixou fugir. Não existe nenhum mistério em Mirella. Alguém está fazendo tudo isso acontecer.

Tuk entra na viatura e sai em alta velocidade. Breff permanece parado e atônito com o que acaba de ouvir.

Corta para o quarto de Pedro. Breff entra no quarto enquanto Mimi termina de refazer o curativo no braço de Pedro.

Breff: Mimi você pode nos dar licença?

Mimi: Licença? Breff eu…

Breff: (olhando para Pedro) Por Favor!

Mimi sai do quarto.

Breff: Agora somos só nós dois.

Os dois se encaram ameaçadoramente.

Corta.

Cena 08: (Igreja – Noite – Int.)

A CAM percorre um grande corredor com paredes repletas de pinturas de anjos no estilo vitoriano. Alguns bancos de madeiras e vasos de plantas fazem parte da decoração. Corta para o interior de uma sala. Uma sala pequena com um singelo altar de madeira e uma estatua de Jesus Cristo em bronze.

Sr. Harris ajoelha-se em frente ao altar. Ele carrega um terço de madeira nas mãos.

Sr. Harris: Me perdoe Jesus, pois eu pequei. São tempos difíceis de provações diárias, nas quais eu sinto que vou sucumbir. Todas as coisas que fiz no passado, por mais que peça, por mais que implore pelo seu perdão, eu sinto que o passado do qual eu venho fugindo, insiste em me assombrar. Então eu lhe peço que me mantenha longe dele. Que tire esse passado do meu caminho ou me tire do caminho desse passado. Eu não tenho mais como fugir do meu destino e das coisas que eu tenho de fazer. E se isso é errado, como eu sei que é. Eu lhe imploro, aqui, de joelho, que me impeça de continuar.

Ele faz o sinal da cruz e levanta-se. Corta para o corredor da cena anterior. Ele caminha lentamente e abre a porta no final do extenso corredor. Desce um lance de escada e caminha por mais alguns instantes por uma passagem mal iluminada até chega r a uma porta de ferro com uma pequena janela quadra de vidro. Ele coloca a mão sobre a porta e seus olhos se enchem de água. De repente surge uma voz feminina do outro lado da porta.

Voz (off): É você? É você que está ai?

Harris encosta a cabeça na porta e não segura as lágrimas que deslizam pelo rosto.

Voz (off): (chorando) Por favor me tira daqui! Por favor… Por que você está fazendo isso comigo? (gritando) ME TIRA DAQUI! Seu desgraçado, quando sair daqui eu vou te matar!

Harris chora copiosamente enquanto seu corpo vai deslizando pela porta até cair sentado no chão.

Voz (off): Desgraçado! Desgraçado! Me tira daqui!

Corta.

Cena 09. Cont. Cena 07: (Fazenda – Noite – Int.)

Breff está em pé e encostado no batente da porta. Pedro permanece sentado na cama.

Breff: Então, tem alguma coisa para me dizer?

Pedro: O que você acha? Acha que tenho alguma coisa para te dizer?

Breff: Olha Pedro, nós sempre fomos amigos e…

Pedro: Exato! Sempre fomos amigos, inseparáveis e sempre te apoiei em tudo. Mas quando precisei que você me apoiasse em algo o que você fez? Me virou as costas e me negou algo que era meu por direito. Nós tínhamos um acordo. Era da Rose que estamos falando, minha irmã! E eu nunca, nunca te culpei pelo que aconteceu.

Breff: Mas eu sim. Todos os dias. E por isso que não podia perder a chance de descobrir alguma pista sobre ela. Você colocaria tudo a perder, eu sei disso.

Pedro: Se eu quisesse mata-lo, seria um direito meu. Essa gente me deve isso, me deve a vida da minha irmã.

Breff: Do que você está falando? Ninguém deve nada a ninguém. O que houve com sua irmã, não tem nada haver com as pessoas dessa cidade. Elas não podem pagar pela dor que esse lugar nos causa.

Pedro: E quem vai pagar? (pausa) Por que alguém vai ter que pagar.

Corta para a varanda da fazenda. Mimi está parada, olhando a movimentação das demais pessoas e Breff se aproxima.

Mimi: Quando é que vocês vão parar com essa briga?

Pedro: Eu acho que o delegado tem razão. O Pedro ajudou aquele homem a fugir e se ele fez isso, estamos com um problema maior do que imaginávamos.

Corta.

Fade Out.

QUARTO ATO.

Fade In.

Cena 10: (Casa de Charlie – Dia – Int.)

Charlie está na sala, deitado no sofá. Ele está de calça e sem camisa, os sapatos estão juntos ao sofá o que mostra que ele dormiu ali. Ele está pensativo e olha para o teto com uma expressão confusa. Ele se põe sentado e junta ás mãos colocando os indicadores sobre seus lábios.

Charlie: (para si mesmo) Breff e Charlotte? Será?

Charlie calça os sapatos, pega um molho de chaves em cima de um pequeno móvel e sai batendo a porta.

Corta.

Cena 11: (Fazenda – Dia – Ext.)

Um carro, estilo Sedan, cor prata, se aproxima da casa em alta velocidade. Mimi surge na varanda e observa a aproximação. Pedro caminha por ali e também fica intrigado com a cena. Breff se aproxima da casa conforme o carro estaciona ali perto.

Stevens desce do carro e se aproxima da casa.

Stevens: Bom dia!

Breff toma a frente.

Breff: Bom dia. Senhor…

Stevens: Stevens. Howard Stevens. Nós nos conhecemos… No hospital…

Stevens leva a mão no queixo, lembrando do golpe que recebeu de Breff naquela ocasião.

Breff: Ok. Eu me lembro. Espero que o queixo esteja funcionando.

Stevens: Está. Graças a Deus. (pausa) Bom eu vim aqui para ver um paciente meu. O pequeno Ben.

Breff: Não a ninguém com esse nome aqui.

Stevens: Tudo bem meu jovem. A enfermeira Nancy me disse que ele estava aqui.

Todos se entre olham. Ben aparece na varanda ao lado de Mimi.

Ben: (entusiasmado) Dr. Stevens!

Stevens: Ei Ben! Como você está?

Ben se aproxima.

Ben: Estou bem.

Stevens: Isso é ótimo. Vim aqui ver como você está. Estava preocupado com você.

Breff: Mas como pode ver, ele está bem.

Stevens: É, estou vendo. O Ben é um garoto muito especial. Estava passando por um tratamento psicológico que foi interrompido naquela fatídica noite. Eu vim conversar com ele um pouco.

Breff: Eu não sei se é uma boa ideia.

Ben: É claro que é!

Ben pega na mão de Stevens e o puxa, conduzindo-o para longe dos outros.

Eles caminham por alguns instantes até que Ben para na frente de Stevens.

Ben: Você se lembra quando eu disse que já tinha feito a minha escolha, sobre qual lado eu ia escolher? Entre o branco e o negro? (Stevens afirma com a cabeça que sim) Eu mudei de ideia.

Ben encara Stevens.

Corta.

Cena 11: (Delegacia – Dia – Int.)

Tuk arruma algumas coisa em uma grande mochila. Em cima de uma das várias mesas do ambiente um monte de papel que ele começa a colocar cuidadosamente dentro de outro compartimento da mala. Charlie entra na delegacia e logo se aproxima do delegado.

Charlie: Não vai me dizer que dormiu aqui… De novo!

Tuk: Não, mas parece que não saiu daqui a dias.

Charlie repara na grande mochila.

Charlie: Vai viajar?

Tuk: Mais ou menos isso. Mas não me pergunte mais, pois é só isso que posso lhe dizer por enquanto.

Charlie: Parece que todos têm segredos por aqui.

Tuk: Por que está falando assim?

Charlie: Nada não.

Tuk: Está tudo bem? Falou com a Charlotte sobre o sequestro do garoto? Para saber se ela está envolvida?

Charlie: Não. Eu não tenho visto a Char ultimamente.

Tuk coloca a mochila nas costas.

Tuk: Você quer me dizer alguma coisa?

Charlie: (pensativo) Não.

Tuk: Tudo bem. Eu tenho que sair agora, resolver um problema. Depois conversamos?

Charlie: Tudo bem.

Tuk se afasta.

Corta.

Cena 12: (Hospital – Dia – Int.)

Emily acorda lentamente. Confusa, ela olha para os lado, tentando se localizar. De repente ela se assusta ao ver Sr. Harris, sentado em uma cadeira bem em sua frente.

Sr. Harris: Oi mocinha. Como vai?

Close Up. Expressão de susto e medo no rosto de Emily.

Corta.

Cena 13: (Floresta – Dia)

Tuk chega no ponto onde encontrou o Megafone e senta-se em uma pedra. Coloca a mochila no chão e aguarda por algum tempo. A passagem do tempo mostra-o em vários momentos enquanto espera. De repente o a voz de Oliver Tedson surge.

Voz (off): Ei! Você veio! Obrigado.

Tuk se apressa e tira várias folhas de papel de dentro da mochila. Ele pega uma delas e a ergue, esperando que o dono da voz consiga ler o que está escrito.

A folha diz: ONDE VOCÊ ESTÁ?

Voz (off): Eu não sei direito. Parece um tipo de hospital. Eu sofri um acidente aéreo e quando acordei estava aqui.

Ele levanta outra folha que diz: VOCÊ É PRISIONEIRO?

Voz (off): Sim. Eles não me deixam sair.

Tuk ergue mais uma folha: VOCÊ ESTÁ SOZINHO?

Voz (off): Não. Existem outros comigo. Inclusive uma criança. Uma menina.

Tuk permanece pensativo por um instante e então começa a rasgar as folhas, separando apenas algumas palavras e letras. Em seguida ele monta uma frase com os pedaços de papel e os posiciona no chão. A frase pergunta: VOCÊ SABE O NOME DESSA GAROTA?

Voz (off): Sim claro. É Rose.

Close Up: Tuk se surpreende com a revelação.

A cena fecha como um baque.

Continua…

 

Escrito por:

CLAYTON CORREIA RIBEIRO

Nesse episódio:

BENJAMIN EVANS Kodi Smith-McPhee

BREFF CONROY Logan Marshall-Green

CHARLIE CONROY Billy Boyd

CHARLOTTE BURKE Ashley Greene

  1. ABRAHAM BURKE David Shwimmer
  2. HOWARD STEVENS Noah Emmerich

EMILY EVERETT AnnaSophia Robb

NELSON HARRIS THOMPSON Anthony Anderson

NICKOLAY GRANDJEN (Homem) Haley Joel Osment

MIMI CASTRREL Francis Fisher

NANCY WRIGHT Mandy Moore

OLIVER TEDSON (VOZ) Jake Abel

PEDRO SANCHEZ Wilmer Valderrama

XERIFE BRADLEY TUK Jason Preistley

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