The Last of US: Episódio 8 – Desfechos (Season finale)

Episódio escrito por: Clayton Correia

Classificação indicativa: 

 

ÚLTIMO EPISÓDIO DA TEMPORADA

 

PRIMEIRO ATO.

Fade In.

Cena 01. Cont. Cena 16 do episódio anterior: (Floresta – Noite.)

A imagem abre e vemos o corpo de Nickolay ainda desfalecido no chão e em segundo plano, Pedro, que está sentado em uma pedra, curvado. Ele escreve algo no chão com um graveto qualquer.

Nickolay se move e começa a abrir os olhos lentamente. Pedro levanta-se e caminha até o homem. Nickolay recobra a consciência e se assusta ao ver Pedro.

Nickolay: Eu… Eu estou vivo?

Pedro: Que tipo de pergunta é essa?

Nickolay: Eu estava lutando para não desmaiar, por que, tinha certeza que não ia mais acordar.

Pedro: Talvez porque você saiba que não merece estar acordado.

Nickolay: Então por que eu estou?

Pedro: Porque eu não sou um assassino… Ainda.

Nickolay tenta se colocar sentado, mas a dor no abdômen, o impede.

Pedro: Como você se machucou?

Nickolay: Eu não sei. Estava caminhando pela floresta e senti um ardor no abdômen. Quando olhei, estava sangrando. Foi tudo muito rápido. Nem sei o que me acertou.

Pedro: Você foi baleado. Mas o atirador não teve sorte.

Nickolay: Por que você me salvou?

Pedro: Por que você é mais útil, vivo do que morto.

Nickolay: Acha que sei onde sua irmã está? (Pedro arruma algumas coisas dentro da mochila e não responde) Eu não sei onde ela está. Só tive contato com ela, no tempo que ela esteve no casebre. (Pedro para e respira fundo) Depois a levaram embora.

Pedro: Para onde? Para onde a levaram?

Nickolay: Eu não sei. A única coisa que sei é que, ela foi levada para um lugar chamado Instituto Esmerald Hill, mas não sei como chegar lá.

Pedro: Talvez eu saiba.

Pedro se aproxima de Nickolay e tira um pequeno papel de dentro do bolso. Ele mostra o papel para Nickolay.

Pedro: Isso é um mapa. Aqui estamos nós (a CAM focaliza o mapa desenhado no papel e um “X” marcando a localização dos dois), e aqui é onde ela está. Consegue reconhecer essas coordenadas?

Nickolay observa o mapa por um instante.

Nickolay: (debochando) Você acha que vai encontrar sua irmã com esse pedaço de papel? E mesmo que encontre. Você acha que vão nos deixar se aproximar? Eles vão nos matar antes que encontremos esse lugar.

Pedro se aproxima de Nickolay e a imagem fecha em seu rosto.

Pedro: Então pra você é uma questão entre, morrer agora ou depois.

Corta.

Cena 02: (Fazenda – Noite – Ext.)

Emily caminha pela fazenda. A noite está estrelada e venta pouco. Emily folheia o livro que pegou na casa Dr. Burke, atenciosamente. Ela se aproxima da cede da fazenda, quando de repente um grito chama sua atenção.

P.O.V Emily. Uma mulher de meia idade, chora desesperadamente, enquanto outros moradores da fazenda tentam acalma-la.

Emily continua caminhando e observando a movimentação. Mimi se aproxima da jovem.

Emily: O que está acontecendo Mimi?

Mimi: É o filho de Ernie, o menino desapareceu.

Emily: Meu Deus, como assim? (pausa) Você acha que…

Mimi: …Que aconteceu a mesma coisa, que aconteceu com a irmã do Pedro.

Emily: Eu não a conheço direito e não me lembro de conhecer o filho dela.

Mimi: Carl é o nome do menino. Baixinho, cabelo liso, de óculos redondos. Era um bom garoto.

Emily: Você fala, como se não fosse mais encontrar o garoto.

Mimi: É porque nunca encontramos.

As duas ficam em silêncio, observando a movimentação.

Emily: O Breff já está sabendo do que aconteceu?

Mimi: Eu não vejo o Breff desde hoje cedo. Ele anda muito estranho. Dizendo que quer largar tudo de mão. Desistir sabe? Tenho medo do que isso possa significar.

A imagem se distancia mostrando as duas lado a lado.

Corta.

Cena 03: (Floresta – Noite)

A CAM caminha pela mata densa, passando por entre árvores. Passos são ouvidos, quando os galhos e gravetos que estão no chão, são quebrados. A imagem entra em um clarão no meio da floresta, revelando o antigo casebre (o mesmo em que Pedro ficou preso). A CAM dá um giro e mostra Breff com uma expressão de cansaço e pesar no rosto.

Breff caminha até o casebre para em frente à porta. Ele está indeciso e respira fundo. A porta, que está entre aberta, se abre quando Breff á empurra e ele entra em seguida. Corta para dentro do casebre. A imagem faz um panorama do local e para diante das pilhas de caixas que permanecem amontoadas em uma das paredes. Breff encara os caixotes de madeira com os olhos lacrimejados.

Corta.

Fade Out.

SEGUNDO ATO.

Fade In.

Cena 04: (Hospital – Estacionamento – Dia – Ext.)

Charlie caminha pelo estacionamento com uma expressão preocupado. Ele veste moletons como se estivesse em um dia de folga. Ao longe ele vê Tuk caminham em sua direção.

Charlie: Tuk? O que você faz aqui? Não te vejo desde ontem.

Tuk: Estive resolvendo alguns assuntos que estavam pendentes a algum tempo.

Charlie: Está tudo bem?

Tuk: Não sei ainda. Estou procurando pelo Dr. Burke, mas ninguém sabe dele. Invadiram a casa dele ontem.

Charlie: O que?! Invadiram? Como assim?

Tuk: Recebemos uma ligação anônima dizendo ter visto um grupo de pessoas rondando a cada dele, eu fui lá e existe uma janela lateral que foi quebrada. Entramos pela mesma janela e casa está revirada e nem sinal do Dr. Burke, nem de Charlotte. Tem noticias dela?

Charlie parece relutante e demora a responder.

Charlie: Sim, estive com ela sim. Está tudo bem. (pausa) Eu vim falar com o Dr. Burke também, mas parece que não tive sorte.

Tuk: (apontando com o queixo) Ou não.

Charlie vira-se na direção do olhar de Tuk. A CAM faz um giro revelando Burke e caminha em direção a o médico.

Tuk: Está tudo bem Abraham?

Dr. Burke: E por que não estaria? (longa pausa)

Os três se entre olham. Burke não entende, Tuk fica desconfiado por Burke não saber da invasão e Charlie tenta achar uma saída para a situação.

Charlie: Sua casa foi invadida ontem.

Dr. Burke: Minha casa?!

Charlie: Isso. Tuk veio te avisar e saber se está tudo bem com você a com a Charlotte. Eu disse que não sabia onde você estava mas, que com a Charlotte está tudo bem.

Dr. Burke: (tentando arranjar uma desculpa) Ah… É… Eu estava resolvendo alguns problemas fora dos limites da cidade.

Tuk: (desconfiado) Fora dos limites da cidade? (Burke confirma com a cabeça) Eu nunca estive lá. Parece interessante.

Dr. Burke: (caminhando em direção á entrada do hospital) Eu preciso entrar, tenho alguns assuntos a tratar.

Vira-se para Charlie.

Dr. Burke: Charlie pode vir comigo? Precisamos terminar aquela conversa.

Charlie: Claro! (Charlie segue Burke)

Tuk: E sua casa?!

Dr. Burke: Tenho certeza de que está tudo no lugar delegado. E se não estiver, eu aviso.

Tuk observa Burke e Charlie caminhando em direção á entrada do hospital.

Corta.

Cena 05: (Hospital – Dia – Int.)

Vemos movimentação típica de um hospital. Pessoas vestindo branco caminham de um lado para o outro. Uma delas é Nancy que está parada em um balcão e rabisca alguma coisa em um papel. Outra imagem mostra Stevens caminhando pelo corredor, de cabeça baixa observando algo em alguns papeis. Ele avista Nancy ao longe e decide desviar o caminho, sem sucesso. Nancy vê o medico se aproximando e se apressar para falar com ele.

Nancy: (se aproximando) Dr. Stevens! Dr. Stevens! (ele continua andando e ela o segue) Eu estive pensando sobre aquele instituto…

Dr. Stevens: Eu não posso conversar agora Nancy…

Nancy: Mas o senhor precisa me ouvir. Eu passei a noite pensando e…

Dr. Stevens: (ele para e vira-se para Nancy/ríspido) Olha enfermeira, eu realmente não posso te ouvir agora. Estou muito ocupado, ver alguns pacientes. Depois nos falamos!

Stevens segue seu caminho e virando no corredor mais a frente. Nancy permanece parada sem entender muita coisa.

Corta.

A sala está com a luz apagada e vemos algumas vassouras e rodos amontoados em um dos cantos. Armários nas duas paredes estão repletos de galões do que seriam produtos de limpeza.

Stevens entra rapidamente na sala, fechando a porta em seguida e encostando-se nela. Ele está nervoso e podemos vê-lo suar.

Stevens: (nervoso) Eu não posso… Não posso fazer isso…

Ele permanece ali por um tempo.

Corta.

Cena 07: (Hospital – Sala do Dr. Burke – Dia – Int.)

Burke e Charlie estão sentados frente a frente e apenas a grande mesa de mogno separam os dois.

Dr. Burke: Obrigado, por me ajudar com o delegado. (Charlie o observa seriamente) Tuk é muito perspicaz. Digamos que ele nasceu para fazer o trabalho dele.

Charlie: Onde ela está?

A expressão de Burke muda. Agora ele está sério o sisudo.

Dr. Burke: Não adiantaria apenas dizer que ela está a salvo?

Charlie: Não. Não adiantaria.

Dr. Burke: Sinto muito, mas, é tudo o que posso lhe dizer no momento. (pausa) Charlie entenda que, manter a localização da Charlotte em segredo e o mesmo que mantê-la a salvo. (Charlie se mostra impaciente) eu estive com ela e ela está bem.

Charlie: Eu quero vê-la.

Dr. Burke: E você vai. Em breve.

Faz-se um breve silêncio.

Charlie: Ela está bem mesmo?

Dr. Burke: Ela está bem e está segura.

Charlie: Burke, eu vim aqui para dizer que, eu aceito sua proposta. Eu vou embora de Mirella com a Charlotte.

A imagem fecha em Burke, satisfeito com a decisão de Charlie.

Dr. Burke: Isso é ótimo! Isso é ótimo. Então vamos providenciar a saída de vocês o mais rápido possível.

Charlie: Mas eu tenho uma condição. (longa pausa/os dois se encaram) Eu quero conhecer a realidade por trás dessa saída repentina da Charlotte. Por que ela corre tanto perigo ficando em Mirella?

Dr. Burke: É justo. Mas agora não é a melhor hora. Podemos marcar mais tarde, na minha casa, com mais calma e eu te contarei tudo.

Charlie: Sem meias palavras?

Dr. Burke: Sem meias palavras.

Charlie: Ok. Então mais tarde conversamos. (Charlie levanta-se)

Dr. Burke: (levantando-se) Obrigado Charlie. Você não tem ideia do que a sua decisão significa para mim.

Charlie: Eu amo sua filha Burke. Mais do que eu imaginava.

Os dois se cumprimentam com um aperto de mãos.

Dr. Burke: Até mais tarde Charlie.

Sem dizer nada, Charlie deixa a sala do médico. Burke volta a se sentar-se e permanece ali por um tempo, pensativo. Então ele pega o telefone e disca algum numero.

Dr. Burke: Oi sou eu. (pausa) Tenho uma boa notícia. Ele aceitou. (pausa) É eu sei, isso é ótimo. (longa pausa) Eu cumpri minha parte, agora espero que você cumpra a sua. (pausa) Ela por ele. (longa pausa) Esse foi o nosso combina Deborah.

A imagem fecha em Burke.

Corta para.

Cena 08: (Fazenda – Dia – Ext.)

Movimentação habitual na fazenda. Pessoas cumprindo tarefas e caminhando de um lado para o outro. Crianças correm por da cede.

Mimi estende roupas em um grande varal erguido na parte de trás da casa. Ela está concentrada, mas, percebe a movimentação do pequeno Ben, que está sentado á certa distância, sozinho. Ela deixa as roupas de lado e caminha até o menino.

Mimi: (aproximando-se) Ben? (o menino permanece de costas para ela) O que está fazendo ai, sozinho?

Mimi se abaixa ao lado do Ben.

Mimi: Está tudo bem? (Ben apenas diz que sim com a cabeça) Por que não está brincando com as outras crianças?

Ben: Por que eles não entendem as coisas que eu digo. Me acham estranho.

Mimi: (olhando as outras crianças brincando ao longe) Ninguém te acha estranho. (para Ben) O que você diz de tão estranho?

Ben: Apenas que o menino que desapareceu, vai voltar. Eles não acreditam.

Mimi: Sabe, eu acredito em você. Também acho que ele vai voltar. E não te acho estranho por isso.

Bem dá um tímido sorriso com o canto da boca.

Mimi: Ei! Você gosta de torta de maçã? (Ben afirma que sim com a cabeça) E se eu disser que tem uma quentinha lá na cozinha?

Ben abre um largo sorriso.

Mimi: Ben. Prometa-me uma coisa. Quando você quiser conversar ou estiver triste, assustado… Você me procura? (Ben afirma novamente com a cabeça) Ótimo! (levanta-se e pega na mão de Ben) Então vamos atacar aquela torta de maçã.

Os dois saem de mãos dadas em direção á casa da fazenda. A imagem vai descendo em direção ao chão conforme os dois se distanciam, até chegar ao chão, e revelar parte de uma armação de óculos redonda quase que toda enterrada, no mesmo local onde Ben estava sentado.

Corta para.

Fade out.

TERCEIRO ATO.

Fade in.

Cena 09: (Floresta – Dia)

Perto do leito de um rio, Breff está sentado sob uma pedra. A mochila aberta, está colocada ao lado e visivelmente cheia. Ele bebe o conteúdo de uma garrafa que parece ser conhaque. Ouve-se um barulho vindo da mata. Suspense. Breff, levanta-se e observa ao redor. Emily surge de traz de uma árvore.

Breff: (suspirando aliviado) Não é inteligente ficar espiando um homem armado.

Emily: Por quew Você ia atirar em mim?

Breff: (ríspido) Atiraria em qualquer coisa que se movesse dentro da floresta. Não estamos em um lugar seguro. Se esqueceu disso?

Emily: Por que está falando comigo dessa maneira?

Breff: Desculpe-me. O que você está fazendo no meio da floresta?

Emily: Estava atrás de você. Estamos com um problema na fazenda.

Breff: E o que eu tenho haver com isso?

Emily: Achei que você gostaria de saber que um garoto desapareceu. (Breff não responde) Achei que se importaria.

Breff: Não, não me importo.

Emily: Por que está agindo assim? As pessoas, na fazenda, precisam de você e você age como se não fizesse diferença.

Breff: (nervoso) É por que, não faz, Emily! Não faz a menor diferença se um garoto sumiu, é triste, mas não faz diferença! E sabe por que? Por que ele não vai mais aparecer! Assim como todas as pessoas que sumiram e não foram mais encontradas!

Emily: (nervosa) E por isso devemos deixar como está? Aceitarmos? E fingir que nada aconteceu?!

Breff: Não devemos fazer nada, por que, não existe nós. Nunca existiu. Estamos sozinhos nessa cidade. Cada um por si. Só agora que percebi isso.

Emily: (se aproxima) Você não está sozinho, Breff. Eu, Mimi, estamos aqui com você. Charlotte! Ela também…

Breff: Charlotte vai embora de Mirella… Com o Charlie!

Emily: O quê?

Breff: (emocionado) Isso mesmo. Ela… Ela, que disse que me amava, que estava do meu lado. E então, Emily, até quando você estará do meu lado? Quanto tempo vai demorar pra você fazer o mesmo que Char fez comigo? (Breff senta-se e começa a chorar) Eu não tenho ninguém. Essa cidade, transforma as pessoas. As transformam em pessoas egoístas, que só pensam em si mesmas e deixam para trás, tudo aquilo que é um peso.

Emily, senta-se ao lado de Breff e o abraça.

Emily: Você não é um peso. Não pra mim. Você é meu herói. Lembra?

Emily observa a mochila aberta, com algumas garrafas de bebidas.

Corta para.

Cena 10: (Floresta – Dia)

Pedro caminha pela mata mantendo Nickolay a sua frente e na mira de uma arma.

Nickolay: Preciso sentar-me. (leva a mão ao ferimento na barriga) Acho que não consigo dar mais um passo.

Pedro: Temos algum temo ainda antes de anoitecer. Paramos com a chegada da noite.

Nickolay: Eu levei um tiro. Estou ferido.

Pedro: Esse é o menor dos seus problemas.

Nickolay: O que você pretende com essa busca? Achar sua irmã? Fugir da cidade? Você não acha que, de repente, é melhor estarmos presos aqui?

Pedro: E por que, eu, acharia isso?

Nickolay: Vocês são todos uns tolos! Não fazem idéia do que encontraram fora dos limites da cidade.

Pedro: E por que você não me conta? Por que, ao invés de ficar com essas charadas, você não me diz o que acontece fora dos limites da cidade?

Nickolay: O horror. O horror acontece lá… Um horror tão inimaginável que, não pode-se imaginar.

Pedro: Minha irmã está lá? No meio desse horror?

Nickolay: Não. A pequena Rose foi vítima da tentativa, desse horror, se instalar na cidade. Assim como todas as pessoas que desapareceram.

Pedro: (se aproxima) Nickolay, conte-me o que está acontecendo? Se você sabe de algo, fale. Por que viemos parar em Mirella? Por que as pessoas desaparecem?

Nickolay: Você nunca de perguntou, porto-riquenho, por que existem tantas pessoas de nacionalidades diferentes, características tão distintas, etinias, religiões, vivendo em uma cidade tão pequena? (Pedro ouve atentamente) Não somos os bandidos da história. Estamos tentando salvar o mundo.

Pedro: Do mundo? Do que você está falando?

Nickolay: O instituto de Esmerald Hill, não é só um instituto médico, é também uma espécie de centro de triagem.

Pedro: Triagem, para o quê?

Nickolay: Para…

Nesse momento um tiro, estoura a cabeça de Nickolay. O sangue do russo espirra em cima de Pedro, atônito, perplexo. Ele levanta-se, observando a cena, olha para os lados e não vê ninguêm.

Corta para.

Cont. Cena 09: (Floresta – Dia)

Breff e Emily levantam-se, assustados, ao ouvir o tiro.

Emily: Isso foi…

Breff: Um tiro? Sim. E pelo que parece, de um arma grande. E foi bem próximo.

Eles olham para os lados, tentando enxergar de onde possa ter vindo o tiro. A mata ao redor, move-se, como se alguém estivesse a espreita.

Emily: (com medo) Breff, estamos sendo observados.

Breff: Não. Estamos na mira de alguém. (silêncio/Breff grita) Corre!

Os dois correm pela mata. Suspense. Ação. Breff e Emily, correm por entre as árvores, eles tentam ver se estão sendo seguidos, mas não veêm ninguém, mas isso não os faz diminuir o ritmo.

Corta para.

Cena 11: (Casa de Burke – Sala – Dia – Int.)

Charlie senta-se em uma poltrona, bem em frente a Burke, que está sentado em um sofá.

Charlie: (ansioso) Bom, Burke, estou aqui. Como prometido. (Burke observa Charlie) Onde ela está? Eu quero ver a Charlotte. (Burke continua observando-o) Quando vamos sair de Mirella? Você vai nos acompanhar? (Charlie está desconfortado com os olhos de Burke)  Diga alguma coisa, Burke.

Burke: Desculpe-me, Charlie. Mas houve uma mudança de planos.

Charlie: (confuso) Como assim?

Burke: Só você vai sair de Mirella.

Charlie: Do que você está falando? Você disse que…

Burke: (pesaroso) Ah, Charlie, somos obrigados a dizer tantas coisas para defender quem amamos.

Charlie: (levanta-se) Você mentiu pra mim!

Charlie é atingido por um dardo tranquilizante. Ele sente-se tonto e cai, quase que estantaneamente. Burke o observa. Um homem se aproxima por trás de Burke, que permanece sentado, mas não vemos quem é.

Burke: Tire o daqui. Rápido.

Vemos Charlie ser arrastado até ser tirado da sala.

Corta para.

Fade Out.

QUARTO ATO.

Fade In.

Cena 12: (Hospital – Dia – Int.)

Dr. Stevens, está em uma sala e arruma alguns papéis. Nancy entra na sala e Stevens se surpreende em vê-la.

Stevens: Desculpe-me, Nancy, mas estou ocupado.

Nancy: Não, não está. O que está acontecendo, Dr. Stevens? Tínhamos um acordo e você…

Stevens: As coisas mudaram.

Nancy: Por que? Por que mudaram? Você tem fugido de mim o dia todo (Stevens está de costas para Nancy e ela não vê quando ele pega uma seringa munida de uma agulha) precisamos conversar sobre…

Stevens salta em cima de Nancy, jogando-a contra a parede. Ele encosta a seringa, munida da agulha, no pescoço da enfermeira.

Stevens: Fique longe de mim, Nancy. Eu estou de dizendo. É muito, muito perigoso ficar perto de mim, nesse momento.

Nancy: (apavorada) Dr. Stevens, por favor. O que você está fazendo?!

Stevens: Você está me ouvindo? Fique longe de mim. (Stevens larga Nancy, que recupera o fôlego, por um momento) Saia daqui!

Nancy sai da sala as pressas. Stevens solta a seringa.

Cena 13: (Floresta – Dia.)

Breff e Emily correm pela floresta. Suspense. Eles estão ofegantes. De repente eles trombam com alguém e caem no chão. Vemos pedro caído ao chão.

Breff: Pedro!

Pedro: (apavorado) Eles o mataram! Breff, precisamos sair daqui!

Emily: Quem, atirou em quem?

Pedro: Nickolay. Eles está morto.

Emily: Ah, meu Deus.

Breff: Temos que sair daqui.

Pedro: Onde estamos? Acho que sai da trilha que estava seguindo, quando comecei a correr.

Breff: Não estamos muito longe da fazenda.

Nesse momento um tiro, acerta um tronco de árvore, próximo a os três, que saltam de susto.

Breff: Vai! Vai!

Eles voltam a correr, agora na mesma direção. Um homem, grande, com vestimenta militar surge, logo que Emily e Breff passam por ele, e acerta uma paulada no dorso de Pedro, que vai ao chão instantaneamente. Breff e Emily param, olham para trás, o homem, de cabelos cumpridos e jogados em frente ao rosto, os encara com olhos raivosos. Ao se virarem, caem em barranco. Os dois rolam alguns metros, até chegarem a uma parte plana. Eles estão com escoriações e uma grande farpa de madeira, entrou na perna de Emily.

Breff: Emily! Emily! (acodindo Emily) Você está bem?!

Emily: Minha perna! Minha perna!

Breff: Temos que sair daqui.

Emily avista algo em cima do barranco.

Emily: (chamando a atenção) Breff.

Breff, vira-se lentamente. A imagem mostra três pessoas, dois homens, um armado com uma espinguarda e outro com um pedaço de madeira, parecendo um selvagem, e uma mulher empunhando um arco e flecha. Os três estão parados e encarando, Breff e Emily. O homem com a arma, saca um rádio comunicador.

Homem: (falando ao rádio comunicador) O alvo foi abatido. Estamos com o porto-riquenho e acabamos de capturar Breff Conroy e Emily Everett.

Breff e Emily, os observam. Assustados. Em pânico. A CAM se aproxima do rosto, apavorado, de Emily.

Emily: Kate? (Breff olha para Emily) É você?

A imagem fecha na mulher com o arco e vemos que se trata de Kate, a amiga de Emily que teria morrido no acidente com o onibus.

Corta para.

Cena 14: (Hospital – Noite – Int.)

Uma maca, carregando Charlie, segue por um corredor bem iluminado, onde dois homens de branco o conduz. Charlie ainda está sob o efeito do sedativo e sua visão e confusa. Ele atravessa uma porta e vemos um furgão com as portas traseiras abertas. Os homens erguem a maca e a colocam dentro do carro. Dentro do furgão, Burke está sentado próximo a Charlie.

Charlie: (balbuciando) Bur… Burke… Você me traiu. Por que?

Burke: Por que, do contrário, minha Charlotte seria a cobaia da Dra. Larson. E eu não poderia deixar isso acontecer. Já vi o que acontecem com as suas cobaias. (Charlie balança a cabeça, desorientado) Desculpe-me, Charlie. Mas, estou indo buscar a minha menina.

As portas do fugão são fechadas e o carro move-se pelo estacionamento do hospital, saindo pelo portão e seguindo pela rua.

Corta para.

Cena 15: (Casa de Stevens – Noite – Int.)

O carro de Setvens estaciona em frente a sua casa, no centro da cidade. Stevens segue tranquilamente, carregando uma sacola de compras. Ele entra em casa. Corta para dentro da casa. Stevens deixa a sacola em cima do sofá. A casa está escura, com as cortinas e janelas fechadas.

Stevens: Lucy! (silêncio) O papai chegou! Lucy!

Stevens caminha até o corredor, lentamente. Silêncio. Ele segue pelo corredor, até a última porta. Ele entra. Corta para dentro do quarto. Stevens se assusta ao ver Lucy, uma menina franzina, com um vestido azul e rodado, caída no chão. Não vemos o rosto da menina.

Stevens: Lucy! Minha filha! Oh, meu Deus! (Stevens pega a filha e a vira. Vemos o rosto de Lucy sujo de sangue, ela joga pra fora quando tosse). O que está acontecendo com você?!

Full Shot mostra Stevens, sentado ao chão, com Lucy praticamente desacordada em seu colo.

A IMAGEM FECHA COM UM BAQUE.

 

EM BREVE SEGUNDA TEMPORADA NO CYBER SÉRIES. AGUARDE

 

https://www.youtube.com/watch?v=0vBLfK-XNo4&feature=youtu.be-” ”>-‘.’ ”>

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