O Leão – Capítulo 16

CENA 01. JARDIM ZOOLÓGICO. JAULA DO LEÃO. EXT. DIA.

Continuação da última cena do capítulo anterior. Sonoplastia: suspense. Ivan e o leão se encaram por um tempo, um afastado do outro. O leão se aproxima devagar. Ivan tenta manter a calma. Quando o animal está quase chegando a Ivan, surge o apavorado tratador do mesmo lugar de onde o leão veio. O leão esfrega a cabeça em Ivan, carinhosamente; depois o lambe. Ivan e o tratador aliviados. Fim da sonoplastia.

Ivan acaricia a cabeça e a juba do leão. O tratador se aproxima.

TRATADOR
Ele gostou mesmo do senhor.

IVAN
Nem me fala. Pensei que ia virar comida.

TRATADOR
Esse leão é imprevisível. Já vi ele atacar algumas pessoas. E agora tá parecendo um gatinho querendo brincar.

IVAN
O leão é um bicho que sempre me desafiou, acredita? Se eu pudesse escolher ser animal, seria ele. (ao leão) Grande garoto! Dá um abraço no papai.

Ângela e Carlos se aproximam. Ela se apavora ao ver o leão solto.

ÂNGELA (grita)
Ai, meu Deus!

O animal também se assusta. Empurra Ivan bruscamente, fazendo-o cair ao chão; depois dá passos para trás. O tratador guia o leão de volta para a jaula. Ivan senta no chão e vê o braço machucado na queda. Ângela e Carlos vão até Ivan.

ÂNGELA
Você está bem? (Ivan se levanta) Vamos ali à enfermaria e cuidar disso. Não parece grave.

CENA 02. BELLATEX. SALA HELENA. INT. DIA.

Reunião entre Helena e Nelson.

NELSON
Os russos ficarão muito satisfeitos com a compra dos novos equipamentos. Falta muita coisa para fechar o acordo com eles?

HELENA
Não. Apenas assinar umas papeladas e receber o aval do financeiro. Até amanhã já está resolvido. (pausa) Pensando bem… (pega o telefone)

NELSON
O que você vai fazer?

HELENA
Conferir com o financeiro em que pé estamos. (ao telefone) Oi, sou eu… Faz um favor pra mim. Pergunta pro Jeremias como está aquela questão mais urgente… Tudo bem, aguardo. Obrigada. (a Nelson) O investimento vai colocar a Bellatex em primeiro lugar em produtividade de toda a América Latina.

NELSON
Graças à sua perspicácia.

HELENA
Não é? (ao telefone) Sim, Jeremias… Problema? Como assim, problema? Aposto que é burocracia… (chocada) Como assim, Jeremias? Não pode ser… Obrigada. (desliga)

NELSON
Aconteceu alguma coisa, Helena?

HELENA
É isso que vou ver.

Ela pega o tablet numa gaveta. Entra no site do banco e verifica a conta da empresa. CAM na tela exibindo saldo zerado. Helena perplexa.

NELSON
Você está me deixando preocupado.

HELENA
Nossa conta está zerada. Nem um tostão. Olha. (mostra a tela)

NELSON
Deve ter algum erro. Sistemas online nem sempre são cem por cento seguros. Liga pro banco.

Helena pega o telefone e disca um número.

CENA 03. JARDIM ZOOLÓGICO. ENFERMARIA. INT. DIA.

Ângela, Carlos, Ivan e o tratador na sala. Ângela faz curativo no braço de Ivan, enquanto o tratador fala.

TRATADOR
Você fez muito mal, Ângela. Não pode sair gritando na frente dos bichos. Ainda bem que o leão só derrubou o mano aqui.

ÂNGELA
Poxa, fiquei apavorada. Achei que ele fosse atacar. Tô com um troço aqui dentro até agora.

CARLOS
Ele está certo, mãe. Tem que ficar fria nessas horas.

IVAN
Eu também fiquei assustado quando o vi.

TRATADOR
O leão até gostou do moço, ficou se esfregando nele. Mas todo cuidado é pouco.

ÂNGELA
Deus me livre! Acho que morro se esse monstro encosta em mim. Pior que leão, só aquela… Ah, deixa pra lá. (Ivan ri) Tá doendo?

IVAN
Agora não.

ÂNGELA
Pronto! Em pouco tempo, vai estar novo em folha.

CENA 04. BELLATEX. SALA HELENA. INT. DIA.

Helena estatelada, sentada à mesa. Nelson com ela.

HELENA
Até a minha conta pessoal foi roubada! Outro ladrão eu não posso admitir.

NELSON
Isso se não é o mesmo da outra vez.

HELENA
O que você está insinuando, Nelson? Que Mário Rangel pode não ter feito o roubo da outra vez, e sim outra pessoa?

NELSON
É só um palpite.

HELENA
Mas havia provas contra ele.

NELSON
Provas podem ser forjadas.

Marcos entra com raiva.

MARCOS
Mãe, tomaram o dinheiro todo da minha conta.

HELENA (chocada)
Da sua também, filho? Pegaram da minha e da empresa. Nelson, peça pra Magda chamar a polícia agora mesmo. Esse calhorda foi longe demais!

MARCOS
Não é difícil descobrir quem foi, né?

HELENA
Não precisa nem dizer o nome. Não acredito que o Ivan teria coragem de fazer isso. Ele é rico desde o berço, não precisaria nos roubar.

MARCOS
Ah, não? Sério? Aquele cara não vale nada. Acorda!

HELENA
Seja quem for, não quero acusações sem provas. A polícia vai descobrir e a justiça vai se cumprir da maneira certa. E nem pense em ir atrás do Ivan, como fez com Mário.

CENA 05. JARDIM ZOOLÓGICO. EXT. DIA.

Ivan e Carlos andam em direção à saída.

IVAN
Dessa vez foi por pouco.

CARLOS
Você perdoa minha mãe, por favor. Ela não sabe como agir em situações de tensão. Aí grita, se apavora… Ficou meio abalada depois da morte do meu pai. Foi uma coisa trágica.

IVAN
Imagino. Passei por isso também. (celular toca) Só um minutinho. (atende) Alô… Sim, meu amor… Não consigo te ouvir direito. Fala coisa com coisa… (arregala os olhos) Como assim? Helena, fica calma e me espera. Estou no zoológico e vou correndo pra aí. (desliga) Tenho que ir, aconteceu uma coisa horrível. Agradece a tua mãe por mim, por favor.

Ivan entra apressado no carro.

CENA 06. APARTAMENTO SOLANGE. SALA. INT. DIA.

Solange abre uma garrafa de champagne e quer brindar com Pedro.

SOLANGE
Ao dinheiro, ao luxo, ao glamour e a mim! Tintim!

PEDRO
E pra mim não, gata? Pensei que me amasse.

SOLANGE
Quem disse que eu te amava? Só tenho amor por mim. Se enxerga, Pedro. Tenho tesão pra caramba em você, mas nunca me pede amor. Você não vale tanto assim. Agora vem cá.

PEDRO
Não vou, não. Sabe de uma coisa? Acho que tô perdendo tempo demais com você. Não é de hoje que você vem me sacaneando. Acho bom tu passar boa parte da grana na minha mão, ou eu entrego todo o esquema.

SOLANGE
Faz isso, que eu te mato. Não se coloca contra mim, ou vai se arrepender.

PEDRO
Não tenho medo de você, sua traíra. Vou dar um rolê.

SOLANGE
Onde é que você vai? Visitar a macaca no mato?

PEDRO
Por que não? Ela tá mais interessante que você.

SOLANGE (esbofeteia Pedro)
Canalha! Nunca mais ouse me comparar com aquilo lá. E nem conta com meu dinheiro.

PEDRO
Isso é o que vamos ver.

Pedro sai e bate a porta com força.

CENA 07. BELLATEX. SALA DE REUNIÕES. INT. DIA.

Ivan bate à porta e entra apressado. Helena o aguarda, de pé.

IVAN
Vim o mais rápido que pude.

HELENA
Me abraça!

IVAN (obedece)
Você disse no telefone que tomaram o dinheiro da empresa de novo?

HELENA
E também da minha conta pessoal. Também pegaram o dinheiro do Marcos. (vê o curativo) O que foi isso?

IVAN
Foi no zoológico. Outra hora eu conto. Primeiro quero ajudar a resolver o seu caso. (pausa) Você não está desconfiada de mim, está? Helena…

HELENA
Claro que não, Ivan. Nem pensei nisso.

Raul entra sem bater, desesperado.

RAUL
Helena, meu amor! O Marcos me contou… (vê Ivan) Já vi tudo. Terminou o serviço do seu filho e veio aqui comer a nossa carniça.

IVAN
Você não sabe o que está falando.

HELENA
Raul, fora daqui!

RAUL
Achei que era cúmplice do Mário, mas vejo que na verdade é o mentor. Vou te colocar na cadeia, seu ladrão de merda.

IVAN
Você vai me colocar na cadeia? Ah, não me diga.

Nelson entra com dois policiais.

HELENA
Que bom que vieram.

RAUL (aponta para Ivan)
Podem prender esse meliante.

HELENA
Cale-se, Raul! Nelson, tira meu ex-marido daqui.

POLICIAL 1 (a Raul e Nelson)
Depois vamos recolher o depoimento de vocês dois. Favor não saírem do estabelecimento.

RAUL (a Ivan)
Você me paga!

Nelson arrasta Raul para fora da sala. Helena e Ivan conversam com os policiais em FADE.

CENA 08. APARTAMENTO VLAD. SALA. INT. DIA.

Letícia ao celular, revoltada.

LETÍCIA
Claro que tô revoltada. Também tinha dinheiro meu na empresa… Não acredito que tenha sido ele… É, tô ouvindo os berros do Raul… Com certeza. Estou indo pra aí… Espero que a justiça não falhe dessa vez… Quem fez, vai ter que pagar… Sobrou alguma coisa?… Helena deve estar arrasada… Tá bom, pai. Te encontro aí. Beijo. (desliga)

VLAD
Outra roubo?

LETÍCIA
Só que dessa vez foi o caixa inteiro da Bellatex, mais as contas pessoais da família da Helena. Armaram o esquema direitinho. Tenho vinte por cento das ações na empresa. Você vai comigo?

VLAD
Non pôsso, tenho coletiva para cobrir. Nós nos falamos depois.

Vlad abraça Letícia.

CENA 09. SÃO PAULO. EXT. NOITE.

Sonoplastia: Um Leão – Pitty. Anoitece. Imagens do trânsito congestionado da cidade.

CENA 10. CASA ÂNGELA. SALA. INT. NOITE.

Ângela arruma a maleta de enfermagem em cima do sofá. Carlos lê a notícia do roubo no notebook.

CARLOS
(lê) Novo ladrão da Bellatex! Milhões de dólares são desviados das contas da empresa, e também das contas pessoais dos familiares de Helena Albuquerque Diniz. Depoimentos de possíveis suspeitos estão sendo tomados neste momento… (comenta) Essa não é aquela empresa em que trabalhava o noivo da Solange?

ÂNGELA
Sim, era lá mesmo. E agora outro roubo. Aposto que essa mulherzinha está metida nisso. Ela não é nora lá da toda-poderosa?

CARLOS
Às vezes você fala de um jeito da Solange.

ÂNGELA
Falo mesmo. Aquilo é cobra criada. Se eu pudesse, esganava aquela lá.

Aparece na tela do notebook a foto de Mário.

ÂNGELA
Olha só, que moço bonito! Tinha todo um futuro pela frente. Os pais deviam ser orgulhosos dele.

CARLOS
Pelo que diz aqui, só o pai é vivo. Ivan Rangel, que é esse daqui. (aparece outra foto) Mas esse não é o cara que você ia dar de comida pro leão?

ÂNGELA
Nem me lembra, Carlos! (vê a foto) Filho… é ele mesmo. Se ele é pai do Mário, então seria sogro da víbora. Minha Nossa Senhora! (sinal da cruz)

CENA 11. BELLATEX. SALA HELENA. INT. NOITE.

Helena abraça a Ivan, ambos sentados no sofá.

HELENA
Tantos anos de luta, de trabalho. De repente, tudo vira pó. Tem alguém querendo me prejudicar, ou se vingar de mim. Mas por quê?

IVAN
Não se culpe, meu amor. A verdade é que a maldade das pessoas não tem limites. É um querendo se aproveitar do que o outro é, do que o outro tem. (Nelson entra)

HELENA
E então, alguma novidade?

NELSON
Tenho sim. As contas da sua filha e da sua nora estão intactas.

HELENA
Como assim intactas?

NELSON
Nenhuma transação feita nas contas, desde a última semana.

HELENA
Eu te disse: o ataque é contra a empresa, só pra me fragilizar.

IVAN
Calma, Helena! A gente não sabe o que realmente aconteceu. Vamos aguardar as investigações da polícia.

HELENA
É meu patrimônio que está em jogo. E eu estou de mãos atadas. Conseguiram me fazer perder o controle da situação. (abraça Ivan)

CENA 12. BELLATEX. SALA MARCOS. INT. NOITE.

Marcos e Raul tramam contra Ivan. Porta entreaberta.

RAUL
O maldito tem álibi!

MARCOS
Foi visto por muita gente no zoológico, na hora do roubo. Atacado por um leão e cuidado por uma enfermeira.

RAUL
Um leão fez aquele machucadinho de nada? Devia ter estraçalhado. Mas aí o bicho ia morrer também, de tanta azia. Filho, o que a gente faz?

MARCOS
Na primeira oportunidade, faz o canalha confessar o crime. Ele vai ter que devolver centavo por centavo. Nem que seja sob tortura.

Letícia entra e ouve a parte final da fala.

LETÍCIA
Vejam só do que me livrei.

MARCOS (tom)
Não sabe mais bater à porta, não?

LETÍCIA
Você sempre foi deprimente. Só não sabia que era tanto. Tendo um pai desse…

RAUL (tom)
Veja lá como fala comigo, garota!

LETÍCIA
Falei alguma mentira, por acaso? Usa o próprio filho pra tramar contra o namorado da ex-mulher. E depois vai lá choramingar a noite toda com meu pai, porque só faz besteiras. Sabe como se chama alguém que faz isso? Banana! Fraco! Covarde!

MARCOS
Meça suas palavras! Não admito que fale assim com meu pai.

LETÍCIA
É nisso aqui que você quer se transformar, Marcos? Parabéns, você está conseguindo. Com licença! (anda até a porta) Ah, me fala assim que você espancar travesti. Tá, Marcos?

Letícia sai e bate a porta com força.

RAUL
Vagabunda!

CENA 13. APARTAMENTO SÉRGIO. SALA. INT. DIA.

Sérgio sentado à mesa do notebook; fala ao celular.

SÉRGIO
Gastão, tenho um recado do Ivan… Pra investigar mais de perto a Solange… Sim, a noiva do filho dele… Ele acha que a Solange esconde muita coisa sobre o caso… Retorna assim que tiver alguma coisa… Está bem… Outra coisa: procura saber sobre as enfermeiras do zoológico… Isso mesmo… Até! (desliga)

Sérgio olha a notícia do roubo na tela do tablet.

CENA 14. MANSÃO HELENA. BIBLIOTECA. INT. NOITE.

Solange sentada no sofá. Conversa com Nágila.

SOLANGE (fingida)
Não mexeram na minha conta, ainda bem. Isso só pode ser algum cúmplice do Mário que resolveu agir de novo.

NÁGILA
Você desconfia de alguém, Solange?

SOLANGE
Não, Nágila. Não faço a menor ideia.

NÁGILA
O pai do Mário, talvez.

SOLANGE (falsa)
Acho que não. Ele teria sumido depois. Tem que ter muita cara de pau pra roubar esse dinheiro todo, e aparecer como se nada tivesse acontecido.

HELENA (entra)
Vocês estão aqui?

SOLANGE
Sim, Helena. Marcos me contou o que aconteceu. Saiba que vou ficar sempre do seu lado. (abraça) Se quiser, te dou o dinheiro da conta. Não sei se vai ajudar em alguma coisa. É pouco, mas é de coração.

HELENA
Você é uma moça de ouro. Fico comovida.

NÁGILA
Como foi lá com a polícia, dona Helena?

HELENA
Até agora, nenhuma pista. E é isso que me deixa mais impotente. Ivan me dá força, mas acho que não é o bastante. Não por ele. Pelo contrário, ele é incrível. Mas porque sou muito exigente comigo mesma. Não aceito perder as rédeas, vocês me conhecem. (pausa) Vou subir. Não quero ser importunada por nada. Solange, depois conversamos. Fica bem. (beija-a na testa e sai)

CENA 15. APARTAMENTO IVAN. SALA. INT. NOITE.

Ivan entra, acende a luz e fecha a porta. Olha o quadro de Mário. Lembra-se da última conversa que teve com ele e de quando recebeu a notícia da morte.

Atenção: todo o trecho em itálico em VOICE OFF.

MÁRIO
Pai?

IVAN (telefone)
Que bom que você atendeu, filho! Já estava…

MÁRIO (corta)
Pai, me ajuda! Estão me acusando de…

IVAN (telefone)
Filho, se acalma. Já sei de tudo. Estou indo aí te ajudar…

MÁRIO (corta)
Não adianta! Estão todos contra mim. Até a Solange, pai.

IVAN (telefone)
Mas eu estou do seu lado. (pausa) Não vou te deixar sozinho numa hora dessa. Vamos sair dessa juntos e esclarecer essas acusações. (pausa) Quem está falando? O Mário está?

POLICIAL 1 (telefone)
Boa noite. Aqui é da Polícia Civil de São Paulo. Lamento muito informá-lo, mas… acabamos de encontrar seu filho morto!

Ivan arregala os olhos diante do quadro; surta.

IVAN
Morto!? Como assim, morto? Você está na minha frente, filho. Estou te vendo aí. (chora) Cadê você, meu filho? Volta pra casa, estão querendo te matar. Mas eu não vou deixar. Não vou! Não me deixa sozinho! Não me… (desmaia)

CENA 16. MANSÃO HELENA. SALA. INT. NOITE.

Solange e Nágila andam em direção à porta.

SOLANGE
Vou dar uma saidinha, pra esfriar a cabeça. Se alguém perguntar, diz que não fui muito longe.

NÁGILA
Pode deixar, dona Solange.

Solange sai. Nágila fecha a porta.

CENA 17. APARTAMENTO SOLANGE. QUARTO. INT. NOITE.

Pedro deitado para dormir. Chega uma mensagem no celular dele. Ele lê: “Oi, amor. Me encontra no beco perto da minha casa. Tenho uma surpresinha provocante, só pra você. Bombom”.

CENA 18. BECO. EXT. NOITE.

Sonoplastia: suspense. Pedro anda pelo beco deserto e muito escuro.

PEDRO
Aparece, Magda. Cadê você, bombom?

Nenhuma resposta. Pedro continua andando beco adentro. Até que ele ouve um barulho. Ele se vira de costas. FOCO no rosto dele.

PEDRO (assustado)
Você?

Sonoplastia mais intensa. Pedro leva vários golpes de pá na cabeça. Cai ensanguentado, mas ainda vivo. Seguem-se facadas que terminam por matá-lo. O assassino, vestido com um grande capuz preto, foge. Em seguida, surge Magda com um celular na mão.

MAGDA
Pedro, cadê você? Me arrumei toda e você nada de aparecer?

Ela continua andando até dar de cara com o corpo de Pedro. FOCO no rosto dela. Magda dá um grito de pavor.

Efeito de fim de capítulo: imagem congela. Sonoplastia: rugido de leão.

padrao


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