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Observatório da Escrita – 70 – Manual da Escrita #3

Boa noite, leitor(a)! Vamos continuar o Manual da Escrita? Hoje é a vez de analisarmos o passo a passo da elaboração de uma história, do logline até a sinopse.

 


Como surge a ideia de uma história que você deseja desenvolver? De fato, isso pode acontecer de inúmeras formas: ao ler um livro muito interessante ou uma notícia curiosa, ao ouvir uma história diferente dentro de um ônibus, ao assistir a um filme, uma série ou uma novela, ao pesquisar sobre obras ficcionais ou não de outros autores, durante um bate-papo presencial ou virtualmente, ao aprender um novo idioma, ao descobrir um pouco mais sofre um fato histórico, ao conhecer uma ou mais culturas durante uma viagem ou uma pesquisa pelo Google, ao ler um gibi, ao brincar com seu bicho de estimação, ao relembrar histórias do passado ou planejar o futuro, ao imaginar qualquer coisa ou sonhar com ela…

É esse o primeiro passo: surgir um tema que você queira desenvolver. Pode ser a menor coisa possível. Toda história da face da Terra nasce pequena como uma semente. Aos poucos é que ela ganha embasamento, personagens, subtramas, conflitos, clímax… conforme você planeja e desenvolve — seja de cabeça, com anotações (em cadernos, adesivos, folhas de papel, editores de texto, aplicativos ou o que mais vier à sua imaginação), com mais ou menos passos de planejamento. Quando você vê, a sinopse já está pronta para revisão e implementação.

Não existe um jeito único e considerado certo de você planejar seu “filhote”, mas vou apresentar uma sucessão de conceitos que podem ou não, dependendo de sua escolha e praticidade, ajudá-lo(a) a montar sua obra, seja em roteiro ou em narrativa.

 

  1. Logline: representa a trama principal com apenas uma frase, no máximo um pequeno parágrafo. Nele, aparecem o protagonista, o conflito, o objetivo e, em caso de necessidade, o antagonista. Apenas isso. Podem-se apresentar estes elementos em qualquer ordem. Não traz revelações sobre o andamento ou o fim da história. O texto deve ser claro e conciso, pois é o logline que causa a primeira impressão em quem vai ler, assistir ou mesmo investir na história. Observe dois exemplos:

    • Para limpar o nome do filho (objetivo), artista plástico (protagonista) executa um plano de vingança contra aqueles (antagonistas) que o acusaram injustamente e o levaram à morte (conflito) — novela O Leão;

    • Para enfrentar o trauma do passado (objetivo), empresária (protagonista) volta ao Brasil e conta com a ajuda de um funcionário, com quem vive uma relação de tapas e beijos, para colocar a fábrica nos eixos — novela E Vamos À Luta!.

  2. Sinopse (curta): é a descrição sintética das tramas e subtramas da obra. Contém os personagens que são essenciais à história principal, os acontecimentos mais importantes e/ou impactantes, o tempo e o espaço em que se passa o enredo. Não é necessário detalhar demais as cenas da obra, pois isso será feito em outro estágio. Utilize quinze linhas no máximo.

  3. Argumento ou sinopse longa: é a descrição longa da história. Nesta fase, você já deve ter todos os pontos-chave do enredo em mente, desde a introdução até o fechamento. No argumento, você deve detalhar os personagens da trama principal e alguns coadjuvantes, o tempo e o espaço, a presença ou não de narrador e o enredo em si, de forma que apresenta a trama para ser “vista” pelo público e “investida” por uma produtora. Documentos escritos para cinema e obras seriadas apresentam também detalhes técnicos relativos à abordagem da história, à fotografia, à sonoplastia e à trilha sonora e afins. Embora seja obrigatória a delimitação do clímax e da conclusão em trabalhos profissionais/oficiais, isso não é tão importante de ocorrer em textos para simples leitura. É possível ver, no Mundo Virtual, argumentos que não mostram o decorrer da trama entre o meio e o fim, a fim de evitar spoilers. Ela pode ser feita em até duas páginas em editor de textos, embora haja casos conhecidos de escritores de novelas e séries que o façam em dezenas de laudas — isso varia com a preferência do(a) escritor(a) e com as exigências da produtora/emissora.

  4. Descrição dos personagens: é um breve resumo dos participantes da trama, desde o protagonista até aqueles esporádicos — elenco de apoio e participações especiais —, um a um. Inserem-se a função, um pouco sobre a personalidade e os objetivos, a relação dele(a) com a trama principal e/ou com as subtramas. É uma espécie de apresentação destas vidas ao leitor, sem a “intromissão” do argumento. Falando nisso, no próximo programa, vamos analisar o processo de construção desse elemento fundamental para as histórias.

 

Para desenvolver estes quatro passos, como já dito, você pode contar com a ajuda de tabelas, folhas em branco, cadernos, aplicativos… a forma que for mais fácil para você organizar os elementos da sua obra e prepará-la para os leitores.

Pronto! Você já está pronto(a) para pensar na organização do desenrolar dos episódios. É hora de destrinchar o argumento, dividir os acontecimentos e gerar as escaletas. Como assim, escaleta? O que é isso? São as cenas dos próximos capítulos do Manual da Escrita.

 


Por hoje é só, mas no próximo domingo tem mais Observatório da Escrita. Até lá!

Hoje tem resenha feita por mim no Boletim Virtual, da WebTV. Não perca!

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POSTADO POR

Marcelo Delpkin

Marcelo Delpkin

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