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parte 2 – A filha do judeu

2 meses depois

Chega a época da cidade de Gali receber estudantes de diferentes etnias na sua faculdade da área de humanas. Omar Martines, também formado em História, foi convidado para ser o professor da disciplina de História do Oriente Médio, no conceituado curso daquela faculdade. Não pensou duas vezes, e topou. Tendo agora, que dividir seu tempo entre a faculdade e o grupo secreto de anti – terrorismo, além de pequenos conflitos com sua esposa e filha adolescente.

Faculdade de Gali – Auditório

A iluminação amarelada e fraca é condizente para o momento, onde vários rostos de estudantes de diferentes idades e etnias estão vidrados em um grande telão. Na primeira fileira, de pernas cruzadas, calças jeans e camisa com seus óculos de armação vermelha e segurando um controle remoto que toca constantemente em seu queixo, está Omar Martines.

Os rostos compenetrados daqueles estudantes estão apavorados com as imagens e com o tom agressivo que aquelas vozes em árabe ganham. No telão, um jihadista mascarado, faz um senhor de roupa laranja ficar de joelhos à sua frente. Gritando palavras em árabe, ele coloca um facão sobre o pescoço do senhor, que está apavorado com lágrimas escorrendo pelo seu rosto. Antes do golpe fatal, o vídeo é pausado.

Omar Martines levanta da primeira fileira com o controle remoto na mão. Dirige-se até sua mesa, larga o controle sobre ela, tira os óculos e os coloca também na mesa. Se vira para seus alunos, tendo às suas costas o telão com a imagem do jihadista prestes à executar aquele senhor.

– E então…alguém sabe me dizer a barbárie que vem em seguida? – questiona Omar.

Vários alunos, mais entusiastas sobre o assunto, levantam a mão. Entre eles uma bela jovem nerd de cabelos loiros curtos, óculos e piercing no nariz. Omar olha para todos e aponta o dedo para a jovem nerd.

– Você! Diga. O que vem à seguir?

– Essa é fácil professor. Agora vem o que vemos todos os dias no noticiário há três anos. Todos que são e vão contra os interesses e as ideias destes covardes, são executados cruelmente sem piedade. – responde aquela jovem nerd.

Omar dá um leve sorriso aprovando a resposta da jovem. Ele sabe que ela é expert no assunto e, inclusive, está escrevendo um romance que tem como cenário as execuções do E.I. Ele dá alguns passos e se pára na frente de sua mesa, de frente aos alunos.

– Há três anos nossa região vem sofrendo com a invasão do E.I…vemos jovens, mulheres, crianças sendo recrutadas…

Um aluno negro em meio aos demais, levanta a mão. Omar o orienta à falar.

– E também não há distinção de raça professor. Sou negro, moro no bairro negro da cidade, e já vi várias batidas do E.I lá no bairro levando homens, mulheres e crianças negras…já não sei mais o que pensar. – argumenta um aluno negro.

Omar caminha de um lado para o outro.

– Não é culpa de vocês. Não é culpa minha. A culpa é do governo que há três anos atrás deixou que o islamismo entrasse com força total no nosso país.

Um outro aluno, de origem japonesa, levanta a mão para falar. Quando Omar lhe indica que pode dar sua opinião, o sinal sonoro ecoa indicando o final da aula.

– Bom, turma. Continuamos na próxima aula. Leiam o capítulo que está na plataforma sobre a inserção do E.I e tragam suas dúvidas.

Os alunos começam à levantar e vão arrumando seus materiais, menos a jovem nerd, que fica sentada, parece que esperando que todos saiam. Aos poucos todos vão passando por Omar, se despedindo dele e saindo da sala.

Quando o último aluno passa pela porta, a jovem nerd se levanta e se aproxima da mesa de Omar, que se vira surpreso com a presença da moça ainda na sala.

– Clara Luz, ainda por aqui? – espanta-se Omar.

De cabeça baixa segurando seus livros contra o peito, a jovem fica em frente à mesa.

– E aquele romance? Já deu início? Tô curioso pelo desenrolar da história…

– Justamente isso que queria te mostrar. Você pode dar sua opinião sobre este trecho inicial? – pergunta Clara Luz.

– Mas é claro!

Omar termina de arrumar suas coisas para prestar atenção na jovem, que, prontamente, larga seus livros na mesa do professor e ABRE um caderno. Clara Luz dá uma tossida antes de iniciar a leitura.

– Capítulo Um. A água quente deslizava por entre os dedos calejados, o reflexo da água refletia uma mulher de olhos cansados, roupas sujas e cabelos desgrenhados. Seu hijab cheio de sangue estava jogado próximo a um livro… – lê Clara Luz.

O toque estridente do celular no bolso da calça de Omar interrompe a leitura. Ele tira o aparelho do bolso apertado com dificuldade. O atende.

– Pronto!

Clara Luz, sem jeito, fecha seu caderno e começa guardar seu material. Omar se afasta um pouco para falar. Em alguns segundos ele retorna guardando o celular.

– Me desculpe…

– Desculpe, eu…problemas?

– Família. Filha. Quando tiver você vai saber que nunca estamos em paz. – diz Omar pegando seu material para se retirar.

– Pode fechar a porta quando sair? Ahhh, e a história é magnífica tenho certeza. Ainda quero ouvir mais.

Residência de Omar

Na sala de estar de sua residência em um bairro nobre da cidade, estão Tahmina, 33 anos de idade, esposa de Omar, tomando uma xícara de chá, e a filha adolescente do casal, Alexia de 17 anos, que está de cabeça baixa e com os olhos vermelhos de tanto chorar. Ela enxuga as lágrimas quando ouve o barulho da porta se abrindo. É seu pai, Omar.

Omar, calmamente, aproxima-se da filha sentando ao seu lado. Tahmina levanta, dá um beijo em Omar e um beijo na filha.

– Pode contar tudo para teu pai. – fala Tahmina para Alexia.

Alexia sente-se protegida ao lado do pai. Deita sua cabeça no ombro dele e lágrimas brotam de seus olhos antes dela começar à contar o motivo da sua tristeza.

– É o Amin, papá…

– O que ele fez?

– Ele fugiu…

– Melhor assim. Ele não te merecia.

Alexia enxuga as lágrimas e encara o pai.

– Mas eu estou grávida, papá!

Barraco Escuro

Na penumbra daquele barraco, quatro seres humanos sem distinção de sexo, encapuzados por sacos pretos e algemados, são colocados de joelhos lado à lado por dois membros do Estado Islâmico armados com AK’s 47 e dando gritos de ordem na língua árabe. Ouve-se o choro dos quatro seres encapuzados feitos de reféns e, pode-se identificar pelo choramingar, que um deles trata-se de uma mulher. Os membros do Estado Islâmico dão ordem de silêncio e se retiram do barraco escuro.

A mulher sussurra algo para seus companheiros reféns. O homem que está ao seu lado é quem lhe responde também sussurrando e, então, descobre-se que se trata de jornalistas da região que foram sequestrados enquanto faziam uma reportagem sobre a cultura islã que se espalhara pelo estado.

– Nós sempre soubemos de suas existências, mas fechamos nossos olhos e nunca imaginamos que já estariam por aqui. – sussurra a mulher.

O estrondo de uma bomba assusta os reféns que se debatem no escuro do barraco. A cortina de entrada é aberta trazendo um clarão de fogo do lado de fora. Um homem, membro do E.I, adentra o barraco segurando um fuzil na mão. Ele conversa em árabe com alguém que está do lado de fora. O teor da conversa é sobre o que fazer com os reféns. Em árabe escuta-se a voz vindo do lado de fora: ” Leve estes quatro para o general. Ele vai saber o que fazer! O que interessa pra nós agora é a menina”.

O membro do E.I segurando o fuzil recebe a companhia de um outro terrorista que tem uma enorme cicatriz na bochecha esquerda. Eles levantam os reféns e os conduzem para fora do barraco em meio à estrondos de tiros e bombas.

Surge a luz após as trevas da noite e um grupo de muçulmanos se reúnem sempre neste mesmo horário em frente à mesquita da cidade de Gali para fazer a primeira oração do dia para Maomé. As mulheres presentes têm suas faces emolduradas ovalmente pelo “hijab”, o véu da tradição que recobre seus cabelos e seu colo e que usam por pudor e respeito. Elas envolvem o restante do corpo com trajes típicos, alguns mais coloridos e outros monocromáticos e escuros. Seus pés estão descalços e seus olhares fitam o chão. Seus maridos, pais e parentes estão mais à frente da entrada da mesquita, com suas vestes tradicionais e pés também descalços. Junto deles um homem mais velho se destaca pela sua longa barba branca. Com as mãos para cima ele pronuncia algumas palavras. Todo dia neste mesmo horário Omar presencia esta cena ao passar a pé pelo local em direção ao prédio onde fica localizado o grupo secreto de anti – terrorismo em que ele trabalha também. Neste dia algo lhe chamou a atenção: um homem que está mais atrás dos demais e não tem a mesma concentração dos outros. Parece nervoso e olha constantemente por baixo para ambos os lados. Omar disfarça e fica à observar por alguns instantes, mas como nada fora do comum se destaca, ele segue seu caminho.

A claridade do sol reflete nos vidros espelhados do Edifício Comercial do Governo, o Gran Valle. Omar Martines sobe os lances de degraus que levam à porta giratória da entrada, arremangando as mangas da camisa.

Omar Martines acelera o passo para pegar o elevador, que o ascensorista já estava pra fechar. Dentro do elevador encontram-se vários homens sérios com seus ternos e gravatas. Omar é o de roupa mais simples: calça jeans, camisa social branca com as mangas arremangadas e um óculos de sol pendurado na frente da camisa. O ascensorista, que já o conhece, aperta o 8° andar, que é onde se concentra o escritório do grupo secreto de anti – terrorismo. O elevador apita e a porta se abre.

– Bom dia senhores. – diz Omar sendo simpático.

Omar dá um passo saindo do elevador e a porta do mesmo se fecha às suas costas. À sua frente um longo corredor com três salas de cada lado e mais uma sala grande no final, com uma placa em cima da porta que diz: Sala de Reuniões, onde já pode se ver um grupo de pessoas ao redor de uma grande mesa. Omar, passo a passo, dirige-se para lá.

Barraco desconhecido

Em um barraco de pouca visibilidade, uma jovem, de aproximadamente 17 anos, usando short jeans e camisa rasgada, com os cabelos desdenhados, é empurrada através da cortina para o lado de dentro. Algemada, ela cai e seus joelhos tocam o chão áspero cheio de pedregulhos, arrancando-lhe lágrimas de dor. Um jihadista mascarado e alto lhe acompanha com uma AK 47 apontada sobre sua nuca. A jovem fica por alguns instantes chorando fitando o chão e, nitidamente, algumas lágrimas escorrem do seu rosto até os pedregulhos no chão de terra batida.

Outro jihadista mascarado adentra no barraco. Ele traz uma câmera e um pedestal e começa à arrumar em frente a jovem. Ela ergue o olhar para ver o que está acontecendo, mas recebe uma coronhada de AK 47 do jihadista atrás dela e cai com o rosto contra os pedregulhos. “Papai judeu vai poder ver ao vivo o fim da filhinha dele”. Com o rosto sujo e ensanguentado, a jovem chora sem parar.

Tudo escurece e só se escuta conversações em árabe sobre a chegada do general para as execuções do dia. Quando a luz retorna, encontra-se a jovem ajoelhada nos pedregulhos. Seu rosto está escorrendo sangue misturado com lágrimas. Suas mãos atadas com uma corda grossa à frente do corpo. Atrás dela, com a AK 47 apontada na sua nuca, está o jihadista mascarado e alto. Alguns metros à sua frente está o outro jihadista terminando de enquadrar a imagem da jovem na câmera. Um homem mais velho e gordo, com seu Grtrah escuro na cabeça, entra no barraco com um facão em mãos. Ele é o general. Ele faz sinal para o homem que está posicionado atrás da jovem se retirar. Pede para o outro homem atrás da câmera se já estão entrando ao vivo e se posiciona atrás da moça que está aos prantos . Ele acaricia os cabelos dela em tom de deboche.

Massour Tecidos

Fahid Amu Massour, empresário judeu, dono de uma grande loja de tecidos em Gali, está em seu estabelecimento entregando uma encomenda para um cliente quando seu celular toca em cima da mesa. É um número desconhecido. Fahid termina a entrega ao cliente com a intenção de não atender aquela ligação. Ele está guardando o dinheiro da mercadoria no caixa quando o celular volta à tocar. Fahid pega o aparelho, hesita por alguns toques, mas algo dentro dele diz que deve atender.

– Massour Tecidos, boa tarde.

A sua expressão muda da água para o vinho ao ouvir a voz do outro lado. Fahid Amu Massour segura com uma mão o telefone no ouvido e a outra passa na cabeça retirando seu Grtrah enquanto procura uma cadeira para sentar. Ele sinaliza para um jovem funcionário seu, para ligar a televisão urgentemente.

– Que canal? Em que canal? Não estou achando!

Seu funcionário troca constantemente de canal, mas todos encontram-se com suas programações normais.

– Por Alá! – Fahid espanta-se.

A imagem na televisão começa à chuviscar, despertando a atenção de Fahid. Quando a imagem se estabiliza, Fahid fica incrédulo. O telefone despenca de sua mão. Na televisão a imagem de sua filha de 17 anos, algemada, machucada e com um facão em seu pescoço em um lugar desconhecido.

O corte seco do facão na garganta da jovem faz o sangue jorrar na lente da câmera e na roupa do jihadista que a manipula. A inocente jovem cai novamente com o rosto já machucado sobre os pedregulhos. O general, mantendo-se muito frio, abaixa-se calmamente e limpa o sangue que ficou no facão passando a lâmina sobre a roupa da jovem caída aos seus pés, pronunciando palavras em árabe como se oferecendo o corpo e alma da jovem morta para Alá. Ele se levanta e joga o facão ao lado do corpo.

O telefone que Fahid Amu Massour segura é jogado ao chão por ele, que se debruça desesperado sobre o balcão, sendo amparado pelo seu jovem funcionário. Na televisão, em meio à imagem chuviscada e respingada de sangue, o corpo de sua filha no chão, em meio à uma poça de sangue que começa se formar. O jovem funcionário busca um copo de água para Fahid, que continua aos prantos.

Sala de Reuniões – Grupo Secreto de Anti – Terrorismo

O chefe da equipe de polícia joga em cima da mesa branca um jornal com a foto de Fahid e de sua filha e a manchete sobre a morte da jovem. Ele fala aos seus policiais sobre o fato dos terroristas terem uma estranha atitude.

– Eles querem fazer uma boa ação agora. Estes desgraçados! Querem entregar o corpo da menina para a família. Era só o que me faltava.

Omar levanta a mão.

– Vamos fazer o que eles querem.

Todos se entreolham.

Omar se levanta.

– Vamos organizar uma força tarefa.

Omar olha para seus companheiros.

– Somos em oito. Dois vão com o senhor e a senhora Massour receber o corpo, disfarçados. A gente se divide. Vamos pegar estes desgraçados!

Algumas horas depois…

O sol se põe em meio às plantações nos campos altos. Um milharal gigante e grandes parreirais à se perder de vista dos dois lados, enquanto Omar dirige seu prisma preto pela estrada de terra, pensativo nos últimos acontecimentos. Ele estaciona em frente à uma cancela de madeira. Desce abri-la, volta ao carro, estaciona do lado de dentro da propriedade, desce para fecha-la e volta ao automóvel dando partida e seguindo na estreita estrada que leva até uma casa branca que já se pode ver lá ao fundo.

A casa branca possui uma varanda larga colorida com várias flores plantadas próximas à cerca na sua frente. Fátima Abir, mãe de Omar, uma mulher de 59 anos, sofrida com o tempo, mas forte o suficiente para erguer a cabeça e seguir em frente, aparece na porta limpando as mãos no avental pendurado à sua cintura. Seu sorriso é de satisfação ao ver o carro do filho estacionando em frente. Enquanto Omar desce do carro, Fátima desce as escadas para recebê-lo em seus braços.

Omar abraça a mãe com toda sua força, como se aquele abraço pudesse lhe guiar para o caminho certo. Ela está sem palavras. Faz meses que não via o filho. Acaricia sua cabeça e sorri enquanto encara seu rosto cansado. Lado a lado, abraçados sobem as escadas rumo ao interior da casa simples da chácara.

A casinha simples cuidada por Fátima é um lar aconchegante e colorido. Omar suspira fundo sentindo o cheiro das plantas que a mãe cultiva.

– Cadê o pai?

Ela lhe faz sinal com a cabeça lhe indicando a sala. Enquanto anda pelo corredor que leva até a sala, Omar escuta o som da televisão ligada em algum jogo de Rugby. Ao chegar na porta ele se depara com seu pai sentado em sua cadeira de balanço assistindo ao jogo. Ele pára alguns segundos apreciando a cena e depois aproxima-se devagar sentando no sofá ao lado. Seu pai Fernando Martines é um homem de 60 anos que aparenta bem mais do que isso. Após perder um irmão em um atentado terrorista, Fernando entrou em depressão profunda e a família teve que vender a loja que ele construiu com tanto carinho e trabalho. Seu estado de saúde é bastante debilitado à ponto dele não falar coisa com coisa. Mas ele reconhece bem o seu filho e, quando repara a presença de Omar ao seu lado, um sorriso tímido nasce em seus lábios e lágrimas verdadeiras brotam de seus olhos cansados. Um pai, por mais debilitado que esteja, sempre terá forças para enxergar, acolher e aconselhar no que o filho precisar. Com as mãos trêmulas, Fernando pede a aproximação do filho e o abraça apertado.

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POSTADO POR

Marcos Vinicius Silva

Marcos Vinicius Silva

  • Finalmente consegui parar pra ler. Acho que por um lado essa quarentena vai me “fazer bem”. Nossa, fiquei muito aflito principalmente na cena da filha do Fahid, de todas, essa foi a que mais me impactou. Bom, vou pra Parte 3.

  • Parabéns. Sei o quanto é importante escrever pra você, obrigada pelo privilégio de ser a primeira leitora das tuas envolventes e incríveis historias. Eu e Giulia temos muito orgulho. Sucesso

    • Obrigado meu amor…fico muito feliz e agradecido pelas dicas, principalmente no uso dos verbos (hahahaha). Amo muito vocês duas. Beijossss

  • Maravilhoso. Essa segunda parte chega a ser melhor do que a primeira. A escrita flui de uma forma hipnótica. Omar está incrível. Muito bom mesmo. Chega a ser delicioso ler esse conto.

    • Ahhhh, muito feliz com teu comentário…sim, Omar é um protagonista e tanto. Aguardo vc no próximo sábado para a terceira e última parte! Obg por acompanhar!

    • Muito muito obrigado meu amigo. Fico muito feliz que esteja gostando. Espero você no próximo sábado, para a última parte! Um forte abraço!

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