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PESADELO SEASON 2 – Capitulo 10: Barganha

Jonas é transportado para um lugar estranho, o calor escaldante do ambiente era quase insuportável, o chão era repleto de fissuras por onde a lava derretida do vulcão passava no centro um caldeirão cozinhava alguma coisa que Jonas duvidou ser sopa de ervilha.

Pandora Alfea e Yon estavam desacordados, acorrentados a parede, diante deles um ser os observava com as mãos cruzadas nas costas.

– Bem vindo Jonas! – Diz a criatura ironicamente. – Eu estava esperando por você.

O ser parece mudar de forma, transmutando de um monstro azulado de olhos amarelos com uma enorme boca cheia de dentes no meio do tronco, para um homem no auge da forma física de aparência sedutora.

– Solte-os! – ordenou Jonas aproximando-se com cautela do ser a sua frente.

Uma onda de risos se intensificou enquanto o ser metámorfo o observava se aproximar, estudando seus movimentos.

– Sabe Jonas, – Delfian se mantinha serio – Você é o motivo de tudo o que esta acontecendo aqui. Por sua causa eu fui considerado culpado e trancafiado em uma caixa por todo esse tempo.

– Não Delfian. Eu não sou culpado da sua ambição. – retrucou Jonas dando um passo para trás.

– Não fale do que não sabe garoto. – Defian tinha ódio no olhar. Ódio há muito tempo guardado pronto para ser colocado para fora – Você e uma aberração. o único capaz de manipular luz e sombra, chamado por todos de O COLECIONADOR. um ser incomum, uma prova viva que a união de Luz e Sombra é possivel. Quer saber a verdade Jonas Seu pai nos traiu e como fruto dessa traição nasceu você, o único ser capaz de destruir tudo o que toca, o único capaz de mudar o destino dos universos.

– O que? – Jonas estava confuso. – Meu pai foi um bom homem, cuidou de nós ate o dia em que Fingal o matou.

– Fingal não fez nada, garoto idiota. Eu matei seu pai, o leprechaun estava lá para garantir que você retornasse em segurança para casa junto com ela.

– isso não é verdade. – rebateu Jonas.

– Não seja tolo. – Delfian continuou. – Acha que eu cacaria você se não fosse perigoso? Seu pai se infiltrou em meu reino e levou de mim Moyra, sua mãe.

-Minha mãe não se chama Moyra. – Jonas não queria acreditar no que ele dizia.

-Seu pai obteve exilio em Luminus para Moyra e lá teve você. Eu o reclamei para mim como reparação pelo que ele havia feito, mas fui enganado e aprisionado. Meus seguidores esperaram meu retorno, enquanto seus pais se esconderam em outra dimensão. Minha filha morreu quando você nasceu.

-Mentira! – Jonas gritou inconformado.

– Não, não é mentira e ela sabe. – Delfian apontou para Pandora, fazendo com que ela acordasse de seu tranze profundo. – Entregue-me a chave, ou seja a destruição para esse e outros mundos.

– Eu não quero a destruição de Dharkus Delfian. – Jonas parecia mais confuso a cada minuto.

– Você não sabe o que quer Jonas, eu posso livra-lo desse fardo, basta que entregue-me a chave mestra e acabe com tudo isso. – Delfian estava frente a frente com ele. a mão esquelética estendida para que ele entregasse a parte que falta das chaves.

Jonas olhou para ele por um instante pensativo, se tudo o que Delfian havia dito fosse realmente verdade e ele lhe entregasse o que estava em seu pescoço tudo terminaria ali, o menino poderia voltar para casa e esquecer de tudo.

Todos aqueles acontecimentos não passariam de uma mera lembrança, que dirá talvez um pesadelo que ele esqueceria de uma vez por todas. Pensando nas possibilidades Jonas segurava a chave quase completa em seu pescoço, tentado a entregá-la a Delfian.

Mais uma vez ele voltara sua atenção para os três prisioneiros na parede oposta a ele, seus amigos pareciam estar sob um encantamento, Pandora lhe devolvia um olhar aflito, temeroso pelo que ele pudesse escolher.

– Tudo o que diz é verdade? – Jonas encarou aqueles olhos amarelos sem medo.

– Se duvida você pode perguntar a ela, – Delfian desafiou. estalando os dedos fez Pandora aparecer ao seu lado ela mantinha os olhos fixos no monstro a sua frente. Delfian por sua vez permanecia tranquilo enquanto Jonas encarava Pandora, pensando na resposta que ela daria a sua pergunta.

– O que ele disse é verdade? – Jonas perguntou sem rodeios.

Ela não foi capaz de encara-lo.

– Vamos querida, responda a ele. – Delfian a forçara a encarar Jonas mais uma vez.

– Diga-me Pandora, é verdade? – Questionou ele mais uma vez. – Minha vida toda foi um joguete nas mãos de vocês?

– Não Jonas, sua vida nunca foi um jogo para nós, – Ela retrucou em lagrimas, – Você sempre foi uma esperança, para minha mãe, meu pai e para o seu pai,

– Por que não me contou nada? – Ele alterou o tom de voz.

– Eu não podia. – Ela levou as mãos ao rosto dele.

– Por que não? – Ele se afastou de seu toque.

– Tememos pela sua reação, você podia se opor a Luminus e lutar ao lado dele pela posse da chave mestra. – Respondeu Pandora por fim.

– Tudo por causa dessa chave idiota! – Rebateu ele retirando o cordão de seu pescoço.

– Eu sinto muito! – Pandora chorava sem controle tentando abraça-lo. – Eu nunca quis engana-lo, mas você não estava pronto para tudo isso.

– Chega! – Delfia interveio

Num estalar de dedos Pandora estava mais uma vez presa a parede.

– Jonas não faça o que ele quer, não entregue a chave! – Ela implorou. – Não acredite …

Pandora entrou em transe mais uma vez antes de terminar a fraze. “não acredite nele”, realmente Jonas não podia acreditar em uma palavra do que Delfian dizia.

– O que quer em troca? – Jonas fizera a pergunta certa. Presumo que você queira algo de mim, assim como eles não é mesmo Delfian?

– Não posso negar Jonas, assim como eles, eu quero a chave mestra, – Respondeu o monstro sem pensar duas vezes, – mas eu estou disposto a troca-la com você.

– Uma troca? – Jonas fingiu surpresa.

– Qualquer coisa que queira, é só dizer e será seu. – Retrucou o monstro sorrindo. – O que quer em troca da chave mestra?

– Qualquer coisa que queira! – Jonas repetiu para si mesmo tentado a aceitar a proposta.

 

 

Delfian estava em posse de três das sete chaves dos sonhos, Jonas deveria retoma-las antes de qualquer outra coisa, mas como ele poderia fazer isso sem por em risco a vida de seus amigos? Ele precisava de um plano. Estava diante do perigo mas precisava tentar de algum jeito.

A criatura emanava pura energia destrutiva, impossível para ele conte-la, forçando a própria mente Jonas pode em fim vislumbrar o verdadeiro monstro sorrindo para ele, um gênio negro com garras afiadas, olhos amarelos e uma segunda boca cheia de dentes no meio da barriga. Delfian esperava uma resposta positiva a sua barganha.

Jonas podia sentir o hálito gélido da criatura em sua nuca, seu coração acelerado denunciava o medo que sentia naquele momento.

– Qualquer coisa? – Jonas perguntou mostrando interesse.

– É só pedir e será seu. – Respondeu ele chegando mais perto dele.

O garoto concentrou-se no barulho das chaves próximas a ele, assim como as intenções de Delfian com relação a ele. Um choque de interesses. Naquele momento o monstro apresentava para ele uma escolha. Agora que a tinha Jonas não estava certo de qual caminho escolher. Aceitar a oferta e esquecer tudo, ou lutar contra a criatura e recuperar as chaves em posse dele?

Seria mais fácil se outra pessoa escolhesse por ele. O que era ímpossível.

POSTADO POR

Apollo Souza

Apollo Souza

Hélio Soares de Souza, desenhista e escritor, sob o pseudônimo de Apollo Souza, nasceu em 09 de dezembro de 1986 na cidade de Natal— RN. Formou— se em pedagogia pela Universidade Estadual Vale do Acaraú no ano de 2012 na cidade de Santo Antônio do Salto da Onça, onde mora desde os 09 anos de idade. Leitor assíduo prefere temas que envolvam mitologia, magia e desenhos animados, sempre gostou de criar suas próprias histórias e desenhar os personagens que fizeram parte de sua infância. Decidiu escrever seu primeiro romance/ ficção após ler A arma Escarlate de Renata Ventura e se apaixonar por muitos de seus personagens cativantes e incertos.

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